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VIVENDO NUM MUNDO SEM LUZ

Marciel Ferreira Olimpio Da Silva, Bruna Lays Felix, Mironaldo Batista Mota Filho, Ana Rita Pereira

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXII
Ano
2017
Data
26/01/2017
Linha de pesquisa
Equidade, Inclusão Social E Estudos Culturais E O Ensino De Física
Tipo
Comunicação

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Texto completo

## VIVENDO NUM MUNDO SEM LUZ

## Marciel Ferreira Olimpio da Silva , Bruna Lays Felix , Mironaldo Batista 1 2 Mota Filho , Ana Rita Pereira 3 4

- 1 Departamento de Física - Regional Catalão - Universidade Federal de Goiás,

marcielolimpio@gmail.com

- 2 Departamento de Física - Regional Catalão - Universidade Federal de Goiás, brunalays123456@gmail.com,
- 3 Departamento de Física - Regional Catalão - Universidade Federal de Goiás naldinho\_bmf@hotmail.com,
- 4 Departamento de Física - Regional Catalão - Universidade Federal de Goiás anaritapr@gmail.com

## Resumo

A inclusão escolar se baseia no princípio da existência de mudanças significativas nas escolas regulares para receber os alunos que tenham necessidades educacionais especiais, garantindo ao mesmo tempo o aprendizado de todos, o respeito às diferenças e o combate ao preconceito. Especificamente em relação aos alunos com deficiência visual grave, se o professor não souber lidar com a sua realidade o processo de ensino aprendizagem pode se tornar frustrante. Em relação à Física, cujas estratégias e metodologias de ensino utilizam amplamente modelos e esquemas visuais, leva o professor a se perguntar: como ensinar física a uma pessoa cega? Deparamos com essa questão ao lidar com um aluno cego numa sala de terceiro ano do ensino médio de uma escola regular. Estratégias e metodologias de ensino tiveram que ser repensadas visando a ensinar Eletromagnetismo a esse aluno. Buscando na literatura trabalhos que tratam dessa temática verifica-se que a quantidade ainda é relativamente baixa. Nesse trabalho apresentamos um levantamento sobre como a inclusão tem sido tratada pela área de Física, considerando pessoas com deficiência visual grave, e relatamos também parte da experiência de lidar com um aluno cego, descrevendo algumas atividades realizadas usando maquetes táteis para ajudar no entendimento dos conceitos físicos pelos alunos, com e sem deficiência visual, e analisando sua eficácia na inclusão do aluno com deficiência visual.

Palavras-chave : Deficiência Visual, Inclusão, Ensino de Física.

## Introdução

As escolas devem ser ambientes educativos de construção de personalidades humanas críticas e autônomas, onde todos os alunos tenham possibilidades de aprender, convivendo num mesmo local. E a política educacional brasileira, determinada pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), em seu artigo 59, diz que crianças e jovens com necessidades educacionais especiais (NEE) devem ser matriculadas, preferencialmente, em escolas regulares (BRASIL, 1996). Enfatiza ainda que as necessidades dessas crianças e jovens devem ser atendidas, através de uma organização específica e da capacitação dos professores, para a integração desses alunos nas salas comuns. E nesse sentido as instituições de ensino público devem atuar como espaço de mudanças e agir para a inserção efetiva desses alunos em seu ambiente.

Mas ainda hoje órgãos governamentais nacionais e internacionais utilizam o termo integração ao se referirem à inclusão. Se no cenário antigo trabalhava-se na perspectiva de que todos são iguais (ideia integradora), hoje, torna-se necessário o

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23 a 27 de janeiro de 2017

enfoque no diferente (ideia inclusivista). Como lidar com o diferente no dia-a-dia se, na escola, ainda se trabalha com a ideia de integrar e não incluir? Segundo Camargo:

'Na lógica da inclusão, as diferenças individuais são reconhecidas e aceitas e constituem a base para a construção de uma inovadora abordagem pedagógica' (CAMARGO, 2011).

A inserção das pessoas com deficiência nas classes regulares se faz presente a partir da visão sócio-interacionista de Vygotsky (PIRES, 2010), onde o conhecimento é construído na interação entre o sujeito e o objeto, mas mediado socialmente. Nessa perspectiva, a interação entre alunos com e sem deficiência num mesmo ambiente é de suma importância, pois possibilita a troca de experiências entre os mesmos. Segundo o Censo de 2014 (BRASIL, 2014), existem matriculados na educação básica no Brasil, cerca de 900 mil alunos com necessidades educacionais especiais, sendo que destes, cerca de 699.000 estão matriculadas nas escolas regulares.

Dentre as deficiências existentes vamos focar a deficiência visual. A deficiência visual está associada ao estado irreversível da diminuição da capacidade visual de uma pessoa, ocasionada por fatores congênitos ou ambientais, que se mantém mesmo após a realização de procedimentos clínicos, cirúrgicos e/ou com o uso de auxílios ópticos. Segundo as propostas da Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Conselho Internacional de Educação de Pessoas com Deficiência Visual (ICEVI), tal deficiência possui dois grupos: baixa visão (ou visão subnormal) e cegueira.

No Brasil, segundo dados do IBGE de 2010, existem mais de 6,5 milhões de pessoas que apresentam alguma deficiência visual grave. Desse total: cerca de 530 mil pessoas são cegas e mais de 6.056.000 pessoas possuem grande dificuldade permanente de enxergar (baixa visão ou visão subnormal). Ou seja, temos mais de meio milhão de brasileiros que são cegos e assim vivem num mundo 'sem luz'. Fazemos essa analogia, 'vivendo num mundo sem luz', porque o ano de 2015 foi escolhido pela ONU como o Ano Internacional da Luz.

No âmbito educacional tem-se o desafio: como agir na sala de aula frente a um aluno com Deficiência Visual grave (aluno DV)? O uso da Visão é uma condição para aprender? Como ensinar física ao aluno DV quando seu ensino faz uso de muitos esquemas ilustrativos e visuais? O nosso objetivo ao desenvolver esse trabalho foi buscar respostas a essas questões e trabalhar as diversas possibilidades de se ensinar Física a um aluno com deficiência visual.

## O ensino de física e as pessoas com deficiência visual

Em muitas propostas curriculares do ensino médio fala-se que o Ensino de Física deve construir explicações racionais para fenômenos vivenciados ou apenas imaginados. Fenômenos vivenciados ou apenas imaginados são concepções subjetivas que, dependendo das restrições do educando, são bem frustrantes, podendo inclusive, somado a outros fatores, contribuir com o aumento da evasão escolar, cujos índices crescentes é uma triste da realidade da educação brasileira. No caso do ensino de Física a utilização de esquemas ilustrativos para explicar e analisar os fenômenos físicos é uma regra geral, e se esse modelo educacional nem sempre contempla as necessidades do aluno vidente imagina em relação ao aluno cego?

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Os alunos, ao lidarem com a física, devem construir e desenvolver modelos para formarem os seus conceitos, e isso em geral é feito a partir de esquemas fornecidos pelo professor. Segundo o dicionário Aurélio, conceito é a 'representação de um objeto pelo pensamento, por meio de suas características gerais'. Analisando que um modelo mental pode ser entendido como a representação de algo na mente, a ideia de que para formá-lo precisa-se necessariamente da visão, se torna falha, pois o tato e a audição, por exemplo, podem ser usados para formar esses conceitos. No entanto, reconhecemos o grande desafio de ensinar Física para um aluno DV, visto que a percepção visual é bastante explorada nas aulas de física, como indica Camargo e Silva:

'[...] é compreensível que os estudantes com deficiência visual tenham grandes dificuldades com a sistemática do Ensino de Física atual visto que o mesmo invariavelmente fundamenta-se em referenciais funcionais visuais' (CAMARGO, SILVA, 2003).

Embora um aluno DV tenha uma maneira diferente de compreender o mundo, sua capacidade de aprender não é inferior. Temos que incluí-lo e para isso faz-se necessário utilizar ferramentas que atendam às suas especificidades, mudando o seu referencial observacional para o tátil, auditivo ou sinestésico. Azevedo afirma:

'Sabemos que o aluno portador de deficiência visual enxerga o mundo com as mãos, isto é, utilizando o sentido do tato, assim é importante que o material didático seja desenvolvido em alto relevo' (AZEVEDO, 2012).

Logo os professores devem criar ou adaptar materiais para propiciar, ao aluno com deficiência visual, a observação e/ou representação dos fenômenos físicos abordados, de forma a auxiliá-lo a entender as explicações sobre o assunto estudado. Isso pode ser feito utilizando, por exemplo, material em alto relevo, escrita em Braille, quadros magnéticos e material de baixo custo (AZEVEDO, 2012; CAMARGO, 2007).

Para Camargo e colaboradores (CAMARGO, NARDI, ANJOS, 2010), a pesquisa em ensino de física para alunos com deficiências se justifica por meio de três argumentos: a evidência da relação entre o Ensino de Física/Ciências e a diversidade humana; o crescente aumento das matrículas de alunos com deficiência nas escolas e o destaque para a relação entre o tipo de deficiência e a característica de uma determinada disciplina escolar.

Mas iniciativas nesse sentido ainda são incipientes. Essa carência é demonstrada num levantamento bibliográfico dos trabalhos publicados em atas e anais dos principais eventos de Ensino de Física, realizados no Brasil entre os anos de 2001 a 2015. A busca foi realizada nas atas e anais do Encontro de Pesquisa em Ensino de Física (EPEF) e do Simpósio Nacional em Ensino de Física (SNEF), considerando dentre todos os trabalhos apresentados, quais se referiam à deficiência visual, isso foi verificado através da leitura dos resumos de todos os trabalhos. Os resultados são mostrados nos quadros 1 e 2 abaixo.

Quadro 1 - Número de trabalhos apresentados no EPEF de 2002 a 2014 (Fonte SBF).

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Nas 7 edições do EPEF ocorridas entre 2002 a 2015, considerando que esse evento é bianual, observa-se que apenas 11 trabalhos (1,1% dos trabalhos apresentados) versaram sobre a problemática de como ensinar Física para um aluno com deficiência visual.

Quadro 2 - Número de trabalhos apresentados no SNEF de 2001 a 2015 (Fonte SBF).

O SNEF também é um evento bianual e nas 8 edições ocorridas entre 2001 a 2015, houve um número bem maior de trabalhos sobre como ensinar Física para um aluno com deficiência visual, 50 no total, o que é esperado ao considerar que esse evento tem muitos relatos de experiências vivenciadas pelos professores de Física em sala de aula. Mas em termos percentuais o numero é similar (1,5 % dos trabalhos) ao do EPEF.

Verifica-se que a quantidade de trabalhos apresentados nesses eventos, em termos percentuais, são similares, com menos de 2% do total. E em geral esses trabalhos relatam experiências de professores que tiveram que enfrentar a realidade de lidar com alunos com deficiência visual em sua sala de aula. Considerando a dimensão do Brasil verifica-se que essas experiências ainda são poucas, o que evidencia que a educação inclusiva ainda é um assunto pouco discutido pela área de ensino de física, em particular nos cursos de licenciatura em Física.

## A experiência de ensinar física a um aluno dv

O que motivou o desenvolvimento desse trabalho foi a experiência vivenciada com um aluno cego, numa escola de ensino médio da rede pública mineira, que resultou numa dissertação no Programa de Mestrado Nacional Profissional em Ensino de Física (MNPEF) em 2015 (MOTA FILHO, 2015), que relatou as estratégias e metodologias adotadas para garantir o aprendizado dos conteúdos de eletromagnetismo por esse aluno.

Considerar a mesma metodologia para todos os alunos dentro de uma sala de aula é um erro. Tratando-se de um aluno cego é essencial que isso seja evitado,

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visto que esses constroem seus modelos de forma mais peculiar. O aluno cego, que motivou o inicio desse projeto, que chamaremos de João, relata que

' tive de passar por mestres que apesar do amplo saber, chegavam a me ignorar como aluno, e mesmo após sugestões terem sido dadas, continuavam inertes e indiferentes ' (relato de João).

Os professores devem utilizar metodologias que propicie o aprendizado de todos os alunos, e não deve ignorar um aluno por apresentar alguma deficiência.

Nas aulas João sempre sentava ao lado de um colega, que ditava o que o professor escrevia no quadro, e ele registrava num notebook, que não era adaptado. Soubemos depois que o pai de João o ensinou a digitar no teclado normal e colocou um programa que convertia as palavras digitadas em áudio e, portanto, ele sempre usava um fone de ouvido para escutar o que havia registrado. Nas avaliações João sempre as fazia junto a um colega, ou seja, a nota dele era a mesma do colega que transcrevia as respostas.

Para trabalhar os conteúdos de eletromagnetismo com o João, adotou-se como estratégia de ensino o uso de maquetes táteis-visuais, construídas para representarem as figuras e os esquemas visuais disponibilizados aos alunos videntes. Várias dessas maquetes foram confeccionadas com materiais de baixo custo, por exemplo, utilizou-se cartolina, cordão, EVA e canudos na representação de cargas elétricas, linhas de força e circuitos como mostrado na figura 1. As maquetes foram utilizadas, tanto durante as aulas quanto nas avaliações do João, durante todo o terceiro ano do ensino médio. Cada maquete era entregue ao João, contendo as figuras e os esquemas visuais utilizados pelo professor na aula, e o mesmo era orientado a explorar com o tato todos os detalhes, acompanhado da explicação das respectivas representações pelo professor (Figura 2). Outras atividades incluiu o uso de materiais concretos (experimentos) como o eletroscópio de folhas (figura 1c), onde o aluno manuseava o experimento acompanhando a explicação.

Figura 1 - Fotos das Maquetes, tátil-visual, representando (A) cargas pontuais e setas para indicar o vetor força elétrica, (B) linhas de campo elétrico, (C) eletroscópio de folhas construído pelos alunos, (D) resistores ligados em paralelo num circuito elétrico e (E) um circuito elétrico com uma associação mista de resistores.

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Destacamos que as informações e os detalhes das maquetes foram transcritas em Braille, para dar mais autonomia ao João, que assim podia voltar à

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maquete e rever as anotações contidas. O sucesso dessa estratégia fica claro na fala do João ao descrever sua experiência com as maquetes

' Pela primeira vez, tive contato com maquetes super bem elaboradas, feitas especificamente para que eu compreendesse plenamente o conteúdo, além de receber uma prova em Braille, depois de 7 anos. Sim, só recebi provas em Braille enquanto estudante da escola especial, depois disso apenas no terceiro colegial, uma prova escrita de próprio punho pelo professor, que decidiu por conta própria fazer o curso. Posso dizer que a utilização desses materiais táteis foi imprescindível para que eu efetivamente aprendesse, pois como já mencionado, os conteúdos exigiam mais do que nunca, análise de imagens ' (relato de João).

Figura 2 - Fotos da demonstração de uso de uma maquete com auxílio do tato pelo aluno com deficiência visual.

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A experiência de conhecer e trabalhar com o João foi tão gratificante que motivou o desenvolvimento do projeto 'o mundo sem luz', com alunos da graduação do curso de Licenciatura, que são estimulados a repensar as estratégias e metodologias para ensinar Física à alunos com deficiência visual. Em especial tem sido confeccionados experimentos táteis-visuais, que são utilizados para explicar os variados fenômenos físicos para todas as pessoas, sendo que ao manusear esses experimentos quem não é cego usa vendas, de modo as estimular o uso de outros sentidos, principalmente o tato. Esse projeto iniciou-se com o levantamento bibliográfico dos trabalhos sobre essa temática, seguido da elaboração e montagem dos experimentos sobre os diversos fenômenos físicos e não apenas de eletromagnetismo, e utilizando material mais resistente, como madeira e fios metalicos, por exemplo. A figura 3 abaixo mostra fotos de alguns dos experimentos que compõem o acervo desse projeto.

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Figura 3 - Fotos das maquetes tátil-visual representando (A) circuito com resistores em paralelo, (B) forças que agem sobre um bloco em um plano inclinado, (C) formato de um ímã, (D) linhas do campo magnético em um ímã, (E) cargas elétricas e linhas de campo elétrico, (F) circuito com indutor e capacitor, (G) uma onda longitudinal e (H) lançamento de projétil (movimentos num campo de futebol), (I) decomposição e dispersão da luz num prisma e (J) decomposição da luz em um prisma.

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## Considerações finais

O fato do aluno com deficiência visual não ter direito a um interprete, o que é garantindo apenas se ele apresentar também a surdez, dificulta o trabalho do professor, que tem que adaptar suas aulas e tentar, no pouco tempo da aula, ensinar os alunos videntes e não videntes. Mesmo assim, devem-se buscar estratégias e metodologias que propicie a aprendizagem de todos.

A resposta à questão: Como ensinar física a um aluno cego? é simples ao considerar que as pessoas aprendem de forma diferente, tendo alguma deficiência ou não. No caso das pessoas cegas, é imprescindível usar estratégias de ensino diferenciadas que as auxilie na construção de seus modelos mentais e no entendimento dos conceitos físicos, como constata João:

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' Posso dizer que a utilização desses materiais táteis foi imprescindível para que eu efetivamente aprendesse, pois como já mencionado, os conteúdos exigiam mais do que nunca, análise de imagens ' (relato de João).

Verifica-se que um aluno com deficiência visual obtém mais informações ao explorar as maquetes em relevo o que pode ajudá-lo na construção de seus modelos mentais. Mas o uso das maquetes tátil-visual ajuda também o aprendizado dos alunos videntes, tanto na construção quanto no entendimento dos conceitos representados, o que contribui para melhorar a qualidade e o interesse pelo ensino da Física.

Para finalizar, ressaltamos a importância de se acreditar na inclusão como linha para garantir a valorização da diversidade humana. Com ela, podemos fazer com que todos tenham a capacidade de aprender, convivendo juntos em um mesmo espaço democrático, igualitário e justo, que deve ser a escola pública.

## Referências

AZEVEDO, A. C., Utilizando material didático adaptado para deficientes visuais. Produto Educacional. Programa de Pós-Graduação em Ensino de Física. Rio de Janeiro, UFRJ; 2012.

BRASIL, Lei de Diretrizes e Bases da Educação, Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Disponível em: &lt;portal.mec.gov.br/arquivos/pdf/ldb.pdf&gt;. Acesso em: 13/05/2016.

BRASIL, Ministério da Educação. Censo escolar . 2014. Disponível em &lt;http://www.inep.gov.br/basica/censo/Escolar/Sinopse/sinopse.asp&gt;. Acesso em 08/06/2016.

CAMARGO, E. P., Ensino de óptica para alunos cegos: possibilidades - 1ª edição - Curitiba, PR: CRV, 2011.

------, Ensino de Física para alunos cegos ou com baixa visão. Física na Escola, v. 8, n. 1, 2007.

CAMARGO, E. P., NARDI, R., ANJOS, P. T. A., Ensino de Física e Ciências para alunos com deficiência visual e outras deficiências: processo de implantação de nova linha de pesquisa. São Paulo: Editora UNESP, 2010.

CAMARGO, E. P., SILVA, D., Atividade e Material Didático para o ensino de Física de Alunos com Deficiência Visual: Queda dos objetos, In: Anais eletrônicos: Atas do IV Encontro Nacional de Pesquisa em Educação em Ciência, Bauru - SP, 2003.

MOTA FILHO, M. B., O ensino de eletromagnetismo para alunos com deficiência visual . Dissertação. Programa de Mestrado Nacional Profissional em Ensino de Física, MNPEF - Polo UFG. Catalão: RC - UFG; 2015.

PIRES, R. F. M., Proposta de Guia para apoiar a prática pedagógica de professores de Química em sala de aula inclusiva com alunos que apresentam deficiência visual. Dissertação (Mestrado em Ensino de Ciências). Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências, Brasília: UnB, 2010.

Agradecimentos: Ao CNPQ/Instituto TIM, a UFG, a FAPEG e a CAPES pelo apoio financeiro.

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