PROGRAMA ARTICUL@ÇÕES ''PESQUISA - PRÁTICAS" - ETAPA EXPLORAÇÃO DO ESTUDO ETNOGRÁFICO
Eliane Cruz, Ana Maria Firmino, Bernardino Lopes, Nilza Costa
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XXII
- Ano
- 2017
- Data
- 26/01/2017
- Linha de pesquisa
- Educação Científica, Política E Sociedade
- Tipo
- Comunicação
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Texto completo
## PROGRAMA ARTICUL@ÇÕES 'PESQUISA - PRÁTICAS' - ETAPA EXPLORAÇÃO DO ESTUDO ETNOGRÁFICO
## Eliane Cruz 1 , Ana Maria Firmino , Bernardino Lopes , Nilza Costa 2 3 4
1 UNIFESP/Departamento de Ciências Exatas e da Terra, ecruznovo@gmail.com 2 Escola Municipal Luiz Gonzaga, anamariamaiafirmino@hotmail.com
3 UTAD/Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro/Departamento de Física, blopes@utad.pt 4 UA/Universidade de Aveiro/Departamento de Educação, nilzacosta@ua.pt
## Resumo
Neste trabalho os autores apresentam os resultados preliminares da etapa exploração da pesquisa etnográfica realizada no âmbito do programa articul@ções - pesquisa e práticas na Educação Básica e Ensino Superior. Este programa 'guarda-chuva' possui quatro vertentes, a saber: (i) articul@ eventos; (ii) articul@ escolas; (iii) articul@ formação e (iv) articul@ cursinhos populares. O seu fio condutor evidencia-se quer na clareza de diretrizes (articulação do conhecimento acadêmico e conhecimento prático dos mais experientes), quer na interprofissionalidade (aproximação dos agentes da educação básica e ensino superior) voltado para um objetivo comum (aproximação da universidade-escolas-sociedade). Para cada vertente apresentaremos o objetivo // hipótese levantada, a saber: (i) eventos (compreender os mecanismos de articulação // rompimento do sectarismo através de eventos com pautas comuns pode ser um mecanismo de articulação); (ii) escolas (diagnosticar as necessidades dos práticos // acadêmicos nos ATPC de formação versus práticos na supervisão de licenciandos - a 'contrapartida' necessária'; (iii) formação (descrever a interação orientador da universidade e supervisor da escola nos diferentes contextos escolares // importância da creditação da supervisão como trabalho extra e do orientador de estágio como agente articulador da Universidade e Escola e (iv) cursinhos populares (descrever o cenário dos cursinhos populares tendências, constrangimentos, avanços... // cursinhos populares ligados aos movimentos sociais apresentam a identidade do movimento social e não das questões pedagógicas inerentes à educação popular. Espera-se que este trabalho possa auxiliar os pesquisadores e práticos a refletirem sobre a importância de por um lado, romperem com as práticas existentes que setorizam as atividades educacionais (eventos, escolas, formação e cursinhos populares) não agregando a comunidade local e, por outro, motivar as comunidades (acadêmica e escolar) e a sociedade em geral a unirem-se na construção de pontes entre UNIVERSIDADE e ESCOLAS.
Palavras-chave : articulação pesquisa-prática, eventos, escolas, formação, cursinhos populares
## Do impacto à articulação - as raízes luso-brasileira
O programa surge dos trabalhos já realizados desde 2002 pela nossa equipe luso-brasileira que tem desenvolvido a linha de pesquisa Relação da Pesquisa Educacional - Práticas dos Professores da Educação Básica e do Ensino Superior. O foco centrou-se inicialmente no 'impacto da pesquisa nas práticas' (Costa, 2003). A partir de 2006 o foco passou a ser 'articulação da pesquisa e práticas' que inclui necessariamente o impacto/influência mútuo, ou seja, impacto da pesquisa nas
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23 a 27 de janeiro de 2017
práticas e impacto das práticas na pesquisa. Cruz (2012), adaptou o modelo epistemológico de McIntyre (2005), considerando a articulação como um conceito complexo operante em várias dimensões (ontológica, política, metodológica, etc.), além da epistemológica (Cruz, Pombo & Costa, 2008; Cruz, Lopes & Costa, 2015).
Esta linha de pesquisa foi introduzida na UNIFESP - Diadema em 2014 em várias vertentes revelando a indissociabilidade entre ensino, extensão e pesquisa, caracterizada pela integração da ação desenvolvida às formações técnica e cidadã do estudante e pela produção e difusão de novos conhecimentos e novas metodologias.
Este grande projeto 'guarda-chuva' possui quatro vertentes, a saber: (i) articul@ eventos; (ii) articul@ escolas; (iii) articul@ formação e (iv) articul@ cursinhos populares. O fio condutor evidencia-se quer na clareza de diretrizes (articulação do conhecimento acadêmico e conhecimento prático dos mais experientes), quer na interprofissionalidade (aproximação dos agentes da educação básica e ensino superior) voltado para um objetivo comum (aproximação da universidade-escolas-sociedade).
Constituindo-se um programa - conjunto articulado de projetos e ações de extensão, de caráter multidisciplinar (por exemplo, no projeto dos cursinhos preparatórios populares para cursos superiores e técnicos) e interdisciplinar (por exemplo, na educação ambiental) e integrado a atividades de pesquisa (por exemplo, produção de conhecimento teórico e metodológico sobre a articulação) e de ensino (por exemplo, inserindo no currículo das unidades curriculares a perspectiva de articulação da pesquisa e prática).
Este programa está sendo desenvolvido no CEFE (Centro de Formação de Educadores da Escola Básica) e na estrutura física do LIFE (Laboratório Interdisciplinar de Formação de Educadores). Possui as seguintes características:
- · integração no território (Município de Diadema preferencialmente, antes da sua expansão);
- · grupos populacionais (acadêmicos, práticos, sociedade em geral. Na sua 4ª vertente articulação de cursinhos populares verifica-se a integração da população historicamente excluída do Ensino Superior composta por alunos com baixa renda, moradores de bairros distantes e egressos de escolas públicas);
- · interinstitucionalidade está presente nas parcerias internacionais e nacionais com as Universidades de Aveiro e Universidade de Trás-os-Montes e AltoDouro em Portugal, Escolas Estaduais, Municipais, Secretária Municipal de Educação (em particular na Educação de Jovens e Adultos) e a Coordenadoria da Juventude da Prefeitura de Diadema.
## Relações entre a pesquisa e as práticas
Há diferentes formas de conceber as relações entre a pesquisa e a práticas na Educação Básica e Ensino Superior na literatura nacional e internacional, a saber: (a) Impacto das pesquisas educacionais nas práticas; (b) Articulação da pesquisa educacional e práticas; e (c) Pesquisa educacional sem impacto e sem articulação com as práticas.
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Em relação a primeira (a) Impacto das pesquisas educacionais nas práticas, a principal referência que transfere o conceito de impacto para o contexto educacional em geral e, em particular, no que concerne o impacto da Pesquisa Educacional, é baseada no Relatório intitulado ' The Impact of Educational Research on Policy and Practice ', elaborado em dezembro de 2000, pelo National Educational Research Forum (NERF) . O termo impacto refere-se à influência ou efeito que a 1 pesquisa educacional exerce na audiência. Nessa definição surge um outro aspecto, igualmente importante, que é o de audiência , ou seja, os destinatários privilegiados do impacto da pesquisa educacional que, segundo o mesmo Relatório, contemplam: (i) os Professores e as Escolas; (ii) os Pesquisadores e as Instituições onde se produz pesquisa, nomeadamente as de Ensino Superior; (iii) os Gestores Políticos, as Políticas Educativas das Instituições e a tutela governamental; (iv) os mass media ; (v) financiadores; e (vi) a comunidade em geral.
A (b) Articulação da pesquisa educacional e práticas requer a apropriação do conceito de 'articulação' para fins educacionais que aceita o fosso entre a pesquisa e prática pela impossibilidade epistemológica do seu total desaparecimento. Poderíamos dizer que a articulação implica uma relação bilateral entre a Pesquisa Educacional ↔ Práticas nestas dimensões, traduzida pela influência da Pesquisa/pesquisadores nas Práticas/práticos, mas também das Práticas/práticos na Pesquisa/pesquisadores.
E finalmente a (c) Pesquisa educacional sem impacto e sem articulação com as práticas. Esta perspectiva entende que a pesquisa educacional não precisa necessariamente exercer impacto nas práticas e políticas (Costa, 2003) ou estarem articuladas com as mesmas. Ou seja, é necessário sermos comedidos nas expectativas da relação da pesquisa educacional nas práticas, corroborando com o 'enlightenment model' de Hammersley (1997), sob o risco de termos a sua qualidade prejudicada. A este propósito, destacam-se, por exemplo, as pesquisas sobre o 'estado da arte' de uma determinada linha de pesquisa, linhas de pesquisa cujos resultados não se encontram ainda devidamente amadurecidas teórica e empiricamente (Costa, 2003), ou pesquisa orientadas pela curiosidade do pesquisador mais do que por um problema prático (NERF, 2000). Esclarece-se ainda que não pretendemos fazer juízos de valor em relação às pesquisas educacionais da Educação Básica e Ensino Superior realizadas pelos docentes da academia e professores das escolas, mas problematizar a questão das relações da pesquisa e práticas para a melhoria continua da qualidade da Educação em geral.
## Pesquisa Etnográfica nas 4 vertentes
A definição de pesquisa etnográfica adotada pela equipe, ciente das armadilhas da Etnografia em Educação (Oliveira, 2013), consiste na descrição de práticas e saberes de sujeitos e grupos sociais a partir de técnicas como observação participante (pesquisador começa a fazer parte da cultura em estudo) e conversações, desenvolvidas no contexto de uma pesquisa. Pressupõem uma extensa recolha de dados durante um período de tempo mais ou menos longo. Mais do que um estudo sobre as pessoas, etnografia significa 'aprendendo com as pessoas'. O pesquisador deve ter tido uma experiência com outros povos de outras
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culturas (no nosso caso, experiência de 12 anos nas culturas escolar e acadêmica portuguesa), pois o contraste com outras culturas ajuda a entender melhor o sentido que o grupo estudado atribui às suas experiências. Na etapa de exploração da pesquisa etnográfica são realizadas as primeiras observações com a finalidade de adquirir maior conhecimento sobre o fenômeno e possibilitar a seleção de aspectos que serão mais sistematicamente investigados. Essas primeiras indagações orientam o processo da coleta de informações e permitem formulação de uma série de hipóteses que podem ser modificadas à medida que novos dados vão sendo coletados. Importa destacar que neste artigo pretende-se apresentar as primeiras hipóteses em cada uma das vertentes do programa articul@ções.
Para finalizar a questão metodológica, o êxito deste tipo de pesquisa depende em grande parte da sensibilidade do pesquisador diante das situações com as quais se depara e da interação que estabelece com a população em estudo. Através do 'tato conquistará o respeito e a confiança das pessoas e definitivamente seus materiais serão mais ricos', HERSKOVITS (1963, p. 104) . 2
Uma das pesquisadora-participante intitulada 'articul@' da pesquisa etnográfica está no campo desde setembro/2014 quando iniciou a sua primeira unidade curricular de estágio supervisionado II e o processo de aproximação à cultura escolar do Município de Diadema. De referir que está imersa no contexto acadêmico brasileiro por ser docente e formadora de professores.
A tabela 1 a seguir apresenta alguns dos objetivos de cada vertente que já foram exploradas pela equipe.
Tabela 1: Objetivos das 4 vertentes do programa articul@ções
## Resultados Preliminares da etapa exploração etnográfica
Na vertente articul@ eventos temos percebido a dificuldade de aproximação entre as Escolas Municipais, a UNIFESP e a sociedade, a saber:
- · a articul@ e outro colega tentaram participar de um ato do movimento estudantil, ambos perceberam que os estudantes estavam receosos de serem manipulados pelos movimentos docentes;
- · no II Simpósio de Educação em Diadema (outubro/2015), a UNIFESP não foi convidada a participar nem com palestrantes, nem como público. A
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articul@ participou porque foi informalmente convidada pela diretora da Escola Municipal Luiz Gonzaga.
Desde então os gestores (diretores, vice-diretores, coordenadores, professores e alunos envolvidos nos cursinhos populares) têm sido convidados aos eventos da UNIFESP como, por exemplo, na Semana Científica e Cultural de Diadema (SCCUD) em agosto/2016, inclusivamente como oradores e no Debate aberto na UNIFESP em setembro/2016 sobre a conjuntura nacional, cortes, previdência social, carreira docentes, entre outros).
Na vertente articul@ escolas procuramos ser uma presença constante nas escolas através:
- · participação ativa no estágio supervisionado I de gestão escolar e estágio supervisionado II de observação de aulas de Ciências;
- · negociação com a comunidade escolar de Diadema no período de ocupações das escolas pelos estudantes da rede estadual;
- · tentativa de realização do projeto das escolas inovadoras (inviabilizado pela ocupação);
- · discussão com os professores na Escola Estadual de Diadema e Escola Municipal Luiz Gonzaga e envio de propostas sobre a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) no portal do MEC.
## A nossa intervenção nos ATPC de formação gerou reações na:
- · cultura escolar - elevada satisfação por parte da coordenação pedagógica e professores. Estamos com a agenda praticamente preenchida neste semestre. Os temas solicitados são BNCC, currículo do EJA, Educação Matemática nos anos iniciais;
- · cultura acadêmica - gerou desconforto. Por um lado, alguns docentes referiram que era desvio de função a nossa participação no ATPC de formação porque desobrigava a coordenadora pedagógica de exercer o seu papel.
Relativamente à vertente articul@ formação, a proposta do articul@ções é potenciar a relação trilateral (estagiário - orientador da Universidade - supervisor da Escola) durante o desenrolar do estágio através do maior envolvimento dos professores-supervisores e alunos das escolas na unidade curricular estágio supervisionado (por exemplo, participando de debates nas aulas ministradas na UNIFESP) e dos orientadores docentes da Universidade no acompanhamento dos estagiários no campo escolar.
Considera-se a vertente mais problemática por diversas razões. Da parte das escolas, algumas querem que os alunos ministrem aulas (estagiário só pode realizar regência sob a supervisão de um professor e não o substituir em caso de falta). Outras solicitam que os estagiários participem de alguma atividade extracurricular na escola. Segundo relato de uma das diretoras 'os estagiários que ficam sentado no fundo da sala de aula, no celular ou sem fazer nada, não são bemvindos na escola'. No nosso município, uma escola estadual recusa-se inclusivamente a receber estagiários. No início do semestre, verifica-se uma verdadeira correria dos estagiários às escolas mais próximas do centro de Diadema e da Universidade. Os gestores trocam os turnos e, por vezes, atrapalham-se no
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número de estagiários que aceitam. Alguns alunos desistem ou mudam de escolas, fato que quando não acompanhado pelo orientador resulta num verdadeiro caos no contexto escolar e não só. Presenciamos um professor-supervisor de Biologia com 6 estagiárias.
No que diz respeito à UNIFESP, alguns docentes recusam-se a 'pisar nas escolas'...'os estagiários devem negociar o próprio estágio' (frases ditas por uma orientadora de estágio). Outros docentes acham importante comparecer na fase inicial para buscar os horários dos supervisores das disciplinas específicas e na fase final para conferir o livro ata com as assinaturas dos estagiários . A opção de alguns 3 em participar mais ativamente gera desconforto ou sobrecarga de trabalho porque todas as questões inerentes ao estágio são direcionadas aos mesmos.
Para finalizar, o Professor-Supervisor da Escola tem um 'trabalho extra' de supervisão (intitulado de carga de trabalho suplementar na Lei nº 836/1997) que 4 necessita ser reconhecido, avaliado pelas instituições envolvidas e creditado (progressão da carreira) para a melhoria do próprio processo de supervisão. Esta vertente do programa pretende trazer indicadores da pesquisa que auxiliem na ampliação das oportunidades educacionais, facilitando a qualificação (reconhecimento da prática supervisiva).
A última vertente articul@ cursinhos populares apoia 4 cursinhos realizados em Diadema nas seguintes escolas: Escola Estadual de Diadema (Grupo NaTec e rede emancipa), Escola Estadual Professor Nicéia (Grupo Via) e Escola Estadual Orígenes Lessa (Cursinho Piraporinha). Num primeiro momento, alguns voluntários do cursinho do 9º ano do ensino fundamental II (NaTec) migraram para a rede emancipa por ser voltada ao pré-vestibular e com maior experiência/organização/ligada a um movimento social. Mas após a 2ª reunião que aconteceu no SCCUD (anteriormente referido) a competividade deu lugar à colegialidade e os participantes conseguiram inclusivamente permutar alguns voluntários. Até o momento foi criado um grupo no facebook e os participantes já se encontraram em duas reuniões. Considera-se que a colaboração inter cursinhos ainda não ocorreu.
Destaca-se ainda que a rede emancipa (movimento social) não prioriza a certificação das horas de voluntariado aos seus voluntários que teriam direito as
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atividades complementares curriculares nos respectivos cursos universitários. A articul@ tem oferecido e solicitado o preenchimento das horas complementares, mas a tendência do grupo parece ser voluntariado e não a contrapartida. O Grupo NaTec teve um problema de indisciplina por parte dos alunos motivado pela faixa etária, obrigatoriedade de frequência por parte dos pais e perfil de educação libertária dos professores-voluntários, eventualmente incompatível com o grupo específico desta edição (diferente da edição anterior em que os alunos eram mais maduros e comprometidos). A participação de uma funcionária no articul@ cursinho - grupo NaTec fez toda a diferença, resultando na melhoria do problema da indisciplina.
A UNIFESP não teve condições financeiras para abrigar a rede emancipa no seu espaço físico. Assim, os coordenadores do emancipa envolveram-se na luta pela conquista do espaço na Escola Estadual de Diadema aos finais de semana. Esta negociação demandou elevado tempo o que dificultou a articulação com os demais cursinhos e algum desgaste na relação com a articul@ que tentou minimizar conflito e redirecioná-los sem sucesso definitivamente para a Escola Estadual Nicéia.
Tabela 2: Hipóteses levantadas nas 4 vertentes do programa articul@ções
## Considerações finais
Este trabalho apresentou os resultados preliminares da etapa exploração de uma pesquisa etnográfica realizada pela equipe. A opção por apresentar um trabalho com todas as vertentes deve-se à necessidade de manter o fio condutor do programa evidenciado quer na articulação do conhecimento acadêmico e conhecimento prático dos mais experientes (professores das escolas, sociedade, integrantes dos movimentos sócias, entre outros), quer na aproximação dos agentes da educação básica (gestores e professores) e ensino superior (gestores e
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docentes) voltado para um objetivo comum (aproximação da universidade-escolassociedade).
Espera-se que este trabalho possa auxiliar os pesquisadores e práticos a refletirem sobre a importância de por um lado, romperem com as práticas existentes que setorizam as atividades educacionais (eventos, escolas, formação e cursinhos populares) não agregando a comunidade local e, por outro, motivar as comunidades (acadêmica e escolar) e a sociedade em geral a unirem-se na construção de pontes entre UNIVERSIDADE e ESCOLAS, representada na figura 1.
Figura 1 - logotipo representando a ponte Escolas - Universidades
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## Referências
COSTA, N. A Investigação Educacional e o seu impacte nas práticas educativas : O caso da Investigação em Didática das Ciências . Lição Síntese das Provas de Agregação não publicada (Educação). Universidade de Aveiro, 2003.
CRUZ, E., Da Avaliação do Impacte à Articulação da Investigação ↔ Práticas - O caso da Articulação na Formação Didáctica Pós-Graduada de Professores de Ciências e desafios futuros . Tese de Doutoramento em Didáctica e Formação, Universidade de Aveiro, Portugal. Publicação http://ria.ua.pt/handle/10773/10993, 2012.
CRUZ, E., POMBO, L., & COSTA, N. Dez anos (1997-2007) de evolução do impacte da Formação Pós-Graduada nas Práticas de Professores em Portugal. RBPEC/Revista Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências , 8(1). Publicação no site http://www.fae.ufmg.br/abrapec/revista/index.html - da ABRAPEC/Associação Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências, 2008.
CRUZ, E., LOPES, J.B. E COSTA, N., 'Avaliação formativa das aprendizagens e feedback na Formação Pós-Graduada de Professores em Portugal - articulando a investigação e práticas de formação'. Revista Indagatio Didactica (ISSN: 16473582) do Centro de Investigação em Didática e Tecnologia na Formação de Formadores (CIDTFF) da Universidade de Aveiro - Aveiro - Portugal, vol. 7, nº 1, disponível no site em http://revistas.ua.pt/index.php/ID/article/view/3462/3207, 2015.
CRUZ, E.; PASSOS, R.; KAWAMURA, M. Relações entre as pesquisas educacionais e suas implicações para as práticas -investigando possíveis indicadores. Em Actas do X Encontro Nacional de Pesquisa em Educação em Ciências - X ENPEC Águas de Lindóia, SP - 24 a 27 de novembro de 2015. Associação Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências/ABRAPEC.
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HAMMERSLEY, M. Educational Research and Teaching: a response to David Hargreaves' TTA lecture. British Educational Research Journal, 23(2), 141- 161, 1997.
MCINTYRE, D. Bridging the gap between research and practice. Cambridge Journal of Education, 35(3), 357-382, 2005.
OLIVEIRA, A. Algumas pistas (e armadilhas) na utilização da Etnografia na Educação, Educação em Foco, Ano 16 - n. 22 - dezembro 2013 - p. 163-183.
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Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.