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INFLUÊNCIAS DA NOOSFERA SOBRE AS TENDÊNCIAS DE PESQUISAS RELACIONADAS AOS LIVROS DIDÁTICOS DE FÍSICA

Hélio Luiz Augusto Bueno Matos De Almeida, Álvaro Emílio Leite, Alisson Antonio Martins

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXII
Ano
2017
Data
26/01/2017
Linha de pesquisa
Seleção, Organização Do Conhecimento E Currículo
Tipo
Comunicação

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Texto completo

## A INFLUÊNCIA DA NOOSFERA SOBRE AS TENDÊNCIAS DE PESQUISAS SOBRE LIVROS DIDÁTICOS DE FÍSICA

Hélio Luiz Augusto Bueno Matos de Almeida¹, Álvaro Emílio Leite , Alisson 2 Antonio Martins 3

1 UTFPR/DAFIS e PPGFCET,, heliovisqui@yahoo.com.br

2 UTFPR/DAFIS e PPGFCET, alvaroleite@utfpr.edu.br

3 UTFPR/DAFIS e PPGFCET, amartins@utfpr.edu.br

## Resumo

Segundo Yves Chevallard (1991), a noosfera é um segmento que debate os rumos de um sistema de ensino de modo a suprir as necessidades de um entorno social. São integrantes desse espaço todos aqueles podem intervir dentro de um sistema de ensino, como representantes políticos, professores de nível básico e acadêmico, representantes de associação dos pais. O presente trabalho, dá indícios de como produtos de setores da noosfera brasileira, (documentos oficiais como PNLEM e PNLD, programas de livros didáticos e livros didáticos) se influenciam mutuamente. A pesquisa feita por Leite, Rocha e Garcia (2011) sobre tendências de pesquisas em livros didáticos de ensino de física e ciências, que teve como fonte seis revistas disponibilizadas on-line entre o período de 1996 e 2010, foi estendida para o intervalo de 2011 e 2015. Em seguida foram confrontados os dados obtidos com períodos de implementação de programas como o PNLD e PNLEM. É possível verificar que após 2009, ano de distribuição dos livros didáticos física, houve um aumento significativo de artigos publicados sobre livros didáticos, bem como o enfoque dessas pesquisas foi modificada. Enquanto no primeiro período as pesquisas eram sobre erros conceituais, no segundo período o enfoque é maior em metodologias aplicadas e relações entre sujeitos escolares e livros didáticos. Estes resultados revelam uma dinâmica entre os produtos da noosfera: O PNLD transforma os livros didáticos o qual modifica os temas de pesquisa em si.

Palavras-chave : Noosfera, PNLD, livros didáticos.

## Introdução

Para Bittencourt (2009), 'o livro didático é, antes de tudo, uma mercadoria, um produto do mundo da edição que obedece à evolução das técnicas de fabricação e comercialização pertencentes à lógica do mercado' (p. 71). Para Choppin (2004), eles se constituem em poderosos instrumentos a favor de quem controla e regulamenta as leis aplicadas à sua produção.

Lorenzoni (2004), ao contar a história dos programas de livros didáticos no Brasil, comenta que por volta do final da década de 1920, o mercado de livros didáticos estava se tornando cada vez mais atrativo e as negociações com as escolas estavam fugindo ao controle do Estado. Nesse contexto, em 1929, com o objetivo de legislar sobre as políticas relacionadas ao livro didático, foi criado o Instituto Nacional do Livro (INL), iniciativa considerada como a gênese de todos os programas de livros realizados pelo governo brasileiro.

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Desde o surgimento do INL, mudanças significativas na produção dos livros didáticos aconteceram, iniciando com as traduções dos livros franceses no início do século passado, incorporando as diferentes concepções de ensino e aprendizagem da segunda metade desse mesmo século, até incorporarem as diretrizes propostas nos últimos editais do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD).

Em cada momento, é possível identificar formas características de apresentação dos conteúdos. Por exemplo, nas traduções francesas encontravamse conteúdos apresentados sem qualquer contextualização com o cotidiano dos alunos. Os textos, muitas vezes, restringiam-se a apresentar as teorias científicas tal qual foram pensadas e desenvolvidas pelos cientistas. As propostas de atividades experimentais que figuravam nos livros eram apenas uma descrição dos experimentos originais pensados pelos cientistas, sendo que, em muitos casos, eram apresentados os dados obtidos por eles para serem analisados pelos professores e alunos.

Embora em número relativamente pequeno frente às pesquisas na área de ensino, conforme afirma Choppin (2004), as pesquisas sobre livro didático acompanharam as tendências de ensino de cada época. Entretanto, é possível discutir se são as pesquisas sobre os livros didáticos que provocam alterações em seus conteúdos e formas, ou se são as alterações de conteúdos e formas que alteram as tendências de pesquisa sobre esse objeto (melhorar a ênfase em relação aos conteúdos e formas).

Para aprofundarmos a discussão desta questão, propomos uma análise das tendências de pesquisas sobre livros didáticos observadas em sete revistas da área de ensino de Física e de Ciências disponibilizadas on-line. Para subsidiar a discussão será utilizado o conceito de noosfera, constructo que faz parte da teoria da Transposição Didática (TD) de Yves Chevallard (1991).

## A Transposição Didática e os conceitos de Entorno e Noosfera

Para Chevallard (1991), a teoria da Transposição Didática é um instrumento que permite analisar as transformações sofridas pelo saber produzido pelos cientistas, chamado de Saber Sábio , para o saber que aparece nos materiais de Ensino e de divulgação, chamado de Saber Ensinar , e deste, para o saber que de fato chega aos alunos por intermédio dos professores, chamado de Saber Ensinado .

Em cada uma dessas esferas figuram sujeitos responsáveis pela elaboração e transformação dos saberes. Assim, na esfera do Saber Sábio, encontram-se os cientistas, na esfera do Saber Ensinar, estão os autores de livros didáticos e na esfera do Saber Ensinado estão os professores e alunos. Essas três esferas formam o que Chevallard chamou de Sistema de Ensino , o qual é englobado pela Noosfera , que por sua vez é englobado pelo Entorno social (Figura 01).

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Figura 01: Entorno social, noosfera e sistema de ensino. Fonte: Chevellard (1991, p. 28)

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Segundo Chevallard (1991, p. 28), a noosfera é essencial para o funcionamento do sistema de ensino, pois é ela que estabelece a intermediação entre este sistema e o entorno social. Ali se encontram todos aqueles que ocupam postos no sistema de ensino, onde são discutidas as necessidades da sociedade, acontecem conflitos, negociações e amadurecimento de ideias. Em resumo, segundo Chevallard, a nooesfera seria o local onde se pensa, se planeja, algo diferente do que ocorre na esfera do sistema de ensino. Na noosfera encontram-se

os representantes do sistema de ensino, com ou sem mandato (desde o presidente de uma associação de professores, até um simples professor militante), se encontram, direta ou indiretamente, (através de denúncias, de demandas cominatórias, de projetos transacionais ou de debates ensurdecedores de uma comissão ministerial), com os representantes da sociedade (os pais dos alunos, os especialistas das disciplinas que militam em torno de seu ensino, os emissários dos órgãos políticos) (CHEVALLARD, 1991, p. 28-29).

Nesse sentido, entende-se que é no âmbito da noosfera que ocorrem as discussões sobre o que deve ser ensinado nas escolas, materializados pelos documentos oficiais, tais como a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei nº 9.394/1996 (LDB), os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) de 2000, as Orientações Complementares aos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN+) de 2002, as Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica (DCN) de 2013, o Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) e, mais recentemente, e ainda em construção, a Base Nacional Curricular Comum (BNCC).

Especificamente no caso dos livros didáticos, esses documentos orientam os conteúdos que devem ser incluídos, excluídos ou que devem permanecer e, também, a forma como eles devem ser disponibilizados aos professores e alunos.

Megid Neto e Fracalanza (2003) indicam como se dão as relações e papéis dos envolvidos na transposição dos saberes que integram os livros didáticos, podendo ser observadas no quadro a seguir. Entende-se que sob o viés da teoria da transposição didática os elementos deste quadro representam o que na teoria da Transposição Didática seria a noosfera.

Quadro 01: Elementos da noosfera

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Fonte: Fracalanza, H. O que sabemos sobre os livros didáticos para o ensino de ciências no Brasil - 1993

Tendo em vista este panorama, para iniciar a análise de como os integrantes da noosfera influenciam as transformações dos livros didáticos ao longo do tempo, apresenta-se neste trabalho uma revisão bibliográfica de artigos publicados em revistas na área de ensino de Física e Ciências, cujo foco de investigação é o livro didático. O objetivo é comparar os resultados com os encontrados por Leite, Rocha e Garcia (2011) e entender o movimento nas tendências de pesquisa sobre esse objeto de ensino.

## Metodologia

- O trabalho constitui-se em uma revisão bibliográfica de artigos sobre livros didáticos de Física e Ciências, publicados em seis revistas da área de ensino de Física e Ciências disponibilizadas on-line no período de 2011 a 2015.
- O ano de 2011 foi definido como marco temporal inicial porque em levantamento anterior Leite, Rocha e Garcia (2011) já haviam realizado uma

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pesquisa bibliográfica nas mesmas revistas, compreendida entre o período de 1996 (ano de publicação da LDB 9394/96) e 2010.

A busca pelos artigos se deu pela inserção das palavras-chaves 'livro didático', 'manual didático' e 'manual escolar' nos mecanismos de busca disponibilizados nas páginas das revistas. Inicialmente foram buscados todos os artigos que tinham essas palavras-chaves em seu título. Em seguida, foram lidos os resumos para identificar se neles o foco do artigo estava explicitado. Caso não fosse possível identificar o foco pelo resumo, o artigo era lido na íntegra.

As revistas analisadas no levantamento bibliográfico foram as seguintes: Revista Brasileira de Ensino de Física, Caderno Brasileiro de Ensino de Física; Revista Ciência &amp; Ensino; Revista Ciência &amp; Educação; Revista Ensaio-Pesquisa em Educação em Ciências; Revista Investigações em Ensino de Ciências; e a Revista Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciência.

Os artigos previamente selecionados foram agrupados nas categorias propostas por Leite, Rocha e Garcia (2011) de acordo com o que evidenciavam ou declaravam ser o foco da pesquisa: conteúdo, linguagem, metodologia, políticas públicas, relações e outros.

Na categoria 'Conteúdo' encontram-se os artigos que analisam os erros conceituais, a presença, a ausência e/ou a incompletude na apresentação dos conteúdos dos Livros Didáticos. Na categoria 'Linguagem' encontram-se os artigos que analisam as figuras, os textos, a interação entre os sujeitos e os textos dos livros didáticos, as discussões de como foi feita a transposição didática externa dos conteúdos selecionados, as propostas de analogias e metáforas nos livros didáticos. Na categoria 'Metodologia' estão os artigos que discutem a forma de apresentação dos conteúdos e as diferentes abordagens, como por exemplo, abordagens histórica, experimental, CTS, tecnológica, dentre outras. A categoria 'Políticas Públicas' traz os artigos que discutem as orientações e propostas contidas nos documentos oficiais do governo, tais como os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) e o Programa Nacional do Livro Didático (PNLD). Na categoria 'Relações' foram agrupados os artigos que discutem as relações que os sujeitos escolares estabelecem com os livros didáticos, como por exemplo, a forma que professores e alunos se apropriam dos livros didáticos para preparar suas aulas e para estudar.

É necessário destacar que, a rigor, a maioria dos artigos poderia ser enquadrado em mais de uma categoria, pois os autores não se restringiam a discutir um único aspecto do livro didático. Por exemplo, um artigo que se propôs a discutir os erros conceituais presentes em determinado livro, não deixava de apontar aspectos relacionados à sua metodologia.

Os resultados encontrados neste artigo foram comparados com os resultados obtidos por Leite, Rocha e Garcia (2011) com o objetivo de verificar possíveis mudanças nos focos e na quantidade das pesquisas sobre os livros didáticos de Física e Ciências.

## Resultados e análises

Em relação ao número de artigos publicados por ano, o Quadro 01 mostra que houve um aumento de publicações a partir do ano de 2004. Esta informação revela uma possível influência do lançamento, enquanto projeto-piloto, do já extinto

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Programa Nacional do Livro Didático para o Ensino Médio (PNLEM) sobre as pesquisas acadêmicas sobre os livros didáticos.

Quadro 01: Número de artigos publicados por ano nas revistas investigadas

Em articulação, outro aspecto que pode ser destacado, relaciona-se ao fato de que somando-se os artigos publicados entre 1996 e 2008 (13 anos) obtemos 56 artigos. Já no período de 2009 a 2015 (7 anos) foram publicados 49 artigos. Ou seja, as publicações sobre os livros didáticos de Física e Ciências nos últimos 7 anos está muito próxima do que foi publicado nos 13 anos anteriores. Isso talvez possa ser explicado porque a partir de 2009 iniciou-se a distribuição dos livros didáticos de Física para todos os alunos matriculados nas escolas públicas das unidades federativas, o que certamente deve ter impulsionado o número de pesquisas sobre esse objeto de ensino.

Levando em consideração a fundamentação teórica proposta neste artigo, podemos inferir que decisões tomadas na noosfera (qual seja, a distribuição de livros de Física para os alunos do Ensino Médio) influenciaram na quantidade de publicações sobre os livros didáticos de Física.

Em relação ao foco das pesquisas, a Tabela 01 permite observar que houve uma mudança na tendência das pesquisas realizadas entre os anos de 1996 e 2008 e as pesquisas realizadas entre 2009 e 2015.

Tabela 01: Número de artigos publicados em dois períodos: 1996-2008 e 2009-2015

Observa-se pela Tabela 01 que em relação à análise dos conteúdos (categoria 'conteúdos') presentes nos livros didáticos houve uma diminuição percentual no número de pesquisas. Já em relação às pesquisas que investigam as

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relações que os sujeitos escolares estabelecem com o livro didático (categoria 'relações') houve um aumento percentual de 7% para 12%. O mesmo ocorreu com a categoria 'Metodologia' cujo aumento percentual foi de 21% para 27%. As pesquisas relacionadas às outras categorias basicamente mantiveram seus percentuais.

É possível entender que essa alteração na tendência dos focos das pesquisas sobre os livros didáticos como uma alteração provocada pela noosfera. A partir de determinado momento, os editais do PNLD deixaram claro que os erros conceituais nos conteúdos apresentados nos livros didáticos seria um dos critérios de exclusão das coleções do processo do PNLD. Obviamente que esse alerta fez com que tanto autores quanto editoras passassem a revisar melhor suas obras no que concerne a este quesito, fazendo com que os erros conceituais nos livros didáticos diminuíssem significativamente, diminuído também o número de pesquisas com esse foco.

Por outro lado, denúncias recorrentes na mídia, um integrante da noosfera, tem mostrado que embora os livros didáticos estejam chegando às escolas, eles ainda são pouco utilizados por professores e alunos, ficando muitas vezes empilhados nas bibliotecas e laboratórios e não sendo sequer distribuídos para professores e alunos. Essas constatações de um dos agentes da noosfera acabam por mostrar aos pesquisadores a necessidade de aumentar o número de pesquisas que visem compreender as relações que os sujeitos escolares estabelecem com o livro didático.

Uma possível explicação para o aumento significativo da categoria 'Metodologias' está relacionada com o fato de que o PNLD passou a exigir em seus editais a inclusão, no Manual do Professor, de orientações de caráter teóricometodológico, com os objetivos de delinear e fundamentar as concepções didáticopedagógicas que embasaram a produção das coleções de livros didáticos. A presença destas orientações pode ter vindo a influenciar as pesquisas sobre os livros, focando sobre as questões metodológicas que eles apresentam.

## Considerações Finais

Neste trabalho, apresentou-se uma possibilidade de entender as alterações nas tendências de pesquisas sobre os livros didáticos de Física e Ciências. Valendose dos dados levantados por Leite, Rocha e Garcia (2011), percebeu-se que a partir do ano de 2004, impulsionado pelo extinto PNLEM, houve, nas revistas analisadas, um aumento significativo no número de publicações relacionadas aos livros didáticos.

Percebeu-se também que por influência da noosfera houve uma diminuição no número de artigos que tinham como foco analisar aspectos relacionados aos conteúdos dos livros didáticos de Física e de Ciências e um aumento no número de artigos relacionados à metodologia e a forma como os sujeitos escolares se relacionam com os livros didáticos.

Uma reflexão maior com uma análise mais profunda ainda precisa ser realizada. Como conclusão parcial, evidencia-se a influência que as ações realizadas por integrantes da noosfera provocam nas tendências de pesquisa na área de ensino, especificamente para este caso, nas pesquisas sobre o livro didático de Física.

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## Referências

BITTENCOURT. Livros Didáticos entre textos e imagens. In: O Saber Histórico na Sala de Aula. Org. BITTENCOURT, Circe. São Paulo: Contexto, 2009, p. 69- 90.

CHEVALLARD, Yves. La Transposicion Didactica: Del saber sabio al saber enseñado . Argentina: La Pensée Sauvage,1991..

CHOPPIN, Alain. História dos livros e das edições didáticas: sobre o estado da arte. Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 30, n. 3, p. 549-566, set./dez. 2004.

FRACALANZA, Hilário. O que sabemos sobre os livros didáticos para o ensino de ciências no Brasil . Campinas : Faculdade de Educação, Universidade Estadual de Campinas, 1993. 302 p. (Tese de doutorado).

LEITE, Álvaro Emílio; Garcia, Nilson Marcos Dias; ROCHA, Marcos. Tendências de pesquisa sobre o livro didático de Ciências e Física. Anais do X Congresso Nacional de Educação (EDUCERE), Curitiba, 2011.

LORENZONI, Ionice. Livro didático: 75 anos de história. 2004 Disponível em &lt;abrelivros.publier.com.br/abrelivros/texto.asp?id=612&gt;. Acessado em 09/04/2012

MEGID NETO, J.; FRACALANZA, H. O livro didático de ciências: problemas e soluções. Ciência &amp; Educação, Bauru, v. 9, n. 2, p. 147-157, 2003.

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