O LIVRO DIDÁTICO NO PLANEJAMENTO CURRICULAR DO PROFESSOR
Camila Ferreira Aguiar, Nilson Marcos Dias Garcia
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XXII
- Ano
- 2017
- Data
- 26/01/2017
- Linha de pesquisa
- Seleção, Organização Do Conhecimento E Currículo
- Tipo
- Comunicação
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Texto completo
## O LIVRO DIDÁTICO NO PLANEJAMENTO CURRICULAR DO PROFESSOR
Camila Ferreira Aguiar¹ , Nilson Marcos Dias Garcia² * **
1 Universidade Federal do Paraná/ Programa de Pós-Graduação em Educação, camilaaguiar@ufpr.br
2 Universidade Tecnológica Federal do Paraná/Programa de Pós-Graduação em Tecnologia-GEPEF; Universidade Federal do Paraná/Programa de Pós-Graduação em Educação, nilson@utfpr.edu.br
## Resumo
Apresenta resultados de pesquisa qualitativa de natureza etnográfica que se utilizou da técnica de observação participante em aulas de física de duas turmas do ensino médio da Rede Pública do Estado do Paraná, realizada com o objetivo de identificar a participação do livro didático como componente curricular nas aulas planejadas e lecionadas pelo professor. Apoiado nos procedimentos metodológicos e na análise da observação do trabalho de mestrado de Garcia (1996), o desenvolvimento da pesquisa foi pautado na teoria de Díaz (2011) e Bittencourt (2008), que apresentam o livro didático como um componente curricular; em Garcia e Schmidt (2013), que apresentam as contribuições que o livro didático proporciona em sala de aula; nos documentos orientadores que trazem a função do currículo para o ensino; em Choppin (2004), que apresenta as funções que o livro didático assume, e em Batista (2002), Goodson (1995), Lopes e Macedo (2011), que introduzem a ideia de currículo como produto histórico, cultural e social, assim como currículo oculto. Os resultados da investigação mostraram que o professor usa regularmente o livro didático nas suas aulas, que propõe os conteúdos, os exercícios trabalhados em sala e os exercícios das provas numa sequência bastante similar a do livro, permitindo concluir que o currículo praticado é fortemente norteado pelo livro didático.
Palavras-chave : Livro didático, Currículo, Pesquisa de Observação, Ensino de Física.
## Introdução
Considerando-se a forte presença do livro didático nas aulas de Física e das demais disciplinas, principalmente após a ampliação do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), é de se esperar que este objeto da cultura escolar exerça alguma influência no planejamento das atividades docentes dos professores de física do ensino médio, contexto em que se justifica e se realiza a presente pesquisa, que visa relacionar a função do livro didático de física na construção do currículo pelo professor.
Apesar de sua clara importância, Díaz (2011) aponta falhas na formação inicial e continuada dos professores, que não recebem suporte ou formação pedagógica para o uso do livro didático em instituições escolares, mesmo sendo um instrumento comum de trabalho. No mesmo sentido, Leite (2013) indica que na formação inicial de professores, o uso do livro didático não é comumente abordado, o que, para esse autor, acaba por tornar ineficazes, sob certo aspecto, as políticas públicas relacionadas ao livro didático.
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23 a 27 de janeiro de 2017
Ressalta-se a importância de programas de formação voltada para o uso de livro didático, dado o potencial pedagógico atribuído ao material e a premissa que uma organização adequada do conteúdo e a presença de estratégias diversas seriam o suficiente para tornar o livro um recurso útil na aprendizagem dos alunos. Para Fontaine e Eyzaguirre (1997), o livro não apenas informa sobre o currículo, mas, sendo um bom livro didático, acarreta mudanças independentemente da capacitação do professor e é capaz de compensar possíveis deficiências de formação.
Independente do uso em sala, o livro didático tem sido usado por professores para a preparação das aulas em todos os níveis de escolaridade, para planejamento do ano letivo, sistematizar os conteúdos escolares ou como base na elaboração de exercícios. (BITTENCOURT, 2008).
Além disso, conforme Choppin (2004), os livros didáticos podem desempenhar quatro funções na atividade docente:
- ·Referencial: o livro é um suporte dos conteúdos curriculares.
- ·Instrumental: o livro usa métodos de aprendizagem, favorecendo o aprendizado do aluno.
- ·Ideológica e Cultural: o livro usado como um aparelho político, doutrinando os jovens com a cultura de quem está no poder.
- ·Documental: seus elementos vão desenvolver o espírito crítico dos alunos.
Para Díaz (2011), as perspectivas educacionais do livro didático não se fecham em seu potencial didático-pedagógico, pois o conteúdo e a forma que se apresenta remontam um vasto conhecimento disponível e sua relação com o currículo está atrelada às determinações do estado acerca dos saberes legítimos ensinados na escola:
- As narrativas contidas no livro didático, que indicam explícita ou implicitamente certas ideias sobre o conhecimento, sobre a organização da sociedade, sobre a legitimidade de certas práticas culturais só evidenciam sua estreita relação com o currículo, como categoria de conhecimento pedagógico. São várias as relações que podem ser estabelecidas entre este recurso e o currículo, este artefato presente diariamente nas salas de aula, com o seu corpus de informações e abordagens metodológicas que, em muitos casos, determina as relações pedagógicas e as estratégias de ensino e de aprendizagem entre professores e estudantes (p. 612).
Tendo em vista esses elementos e no sentido de investigar a participação e a função que o livro didático assume em sala de aula, as formas pelas quais ele é utilizado pelos professores e a relação com a organização da sua proposta curricular e com o currículo praticado, é que esta pesquisa se desenvolveu.
## Sobre o currículo e o livro didático
De acordo com as resoluções do Conselho Nacional de Educação (CNE) o currículo é uma proposta de ação educativa constituída pela seleção de conhecimentos construídos pela sociedade, que são os conhecimentos considerados relevantes, que contribui para a identidade sociocultural dos estudantes (BRASIL. CNE, 2012).
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Os estudos apresentam diversas definições do que é o currículo, mas é recorrente a ideia de organização das situações de aprendizagem pelos docentes para a realização do processo educativo (LOPES e MACEDO, 2011).
A palavra se origina de Scurrere, que significa correr e refere-se a curso, que é um caminho a ser seguido ou apresentado. O currículo não é fixo, é um artefato social e histórico, que sofre processo de evolução e rupturas, por isso a sua história ajuda a compreendê-lo. A construção do currículo é um processo social, com a intenção de dominação articulada a fatores relacionados à classe, à raça e ao gênero (GOODSON, 1995).
Para Apple (2001) o currículo não é neutro, faz parte de uma tradição seletiva de algum grupo sobre o conhecimento que é considerado legítimo, é um produto de tensões culturais, políticos e econômicos que organizam e desorganizam um povo.
Bernstein (1975), por sua vez, explica que a maneira com que uma sociedade seleciona, distribui e transmite os saberes, reflete como se estrutura o poder em seu interior e por esse modo que se assegura o controle social dos comportamentos individuais. Forquin (1992), citando Isambert-Jamati (1990), pondera que
Os conteúdos prescritos pelas autoridades - o currículo formal (ou oficial) são o produto, ao longo do tempo, de todo um trabalho de seleção no interior da cultura acumulada, um trabalho de reorganização, de mudança das delimitações de abalo das hierarquias entre as disciplinas. Quanto aos conhecimentos em via de serem elaborados, os autores de programas, ao menos quando eles não se atrasam em demasia, transpõe-nos em função principalmente da ideia que eles fazem dos públicos escolares. Mas as prescrições não podem ser mais que indicativas. Todo capítulo de programa presta-se a muitas interpretações. Por isso vemos os docentes, por sua vez, selecionar temas, enfatizar tal ou qual aspecto, apresentar os saberes sob diversos modos. Cada sala de aula segue assim seu currículo real que no limite é diferente dos outros. (ISAMBERT-JAMATI, 1990 apud FORQUIN, pg. 32, 1992)
Uma análise desses programas educacionais deve ser estendida às escolas e as salas de aulas, uma vez que aquilo que foi planejado é diferente do que é realmente ensinado. É possível acrescentar também que o que é aprendido, retido e compreendido pelos alunos não necessariamente corresponde ao que os professores ensinam ou creem ensinar, pois as condições de recepção da mensagem pedagógica dependem também do contexto social e cultural (FORQUIN, 1992).
Para Gatti (1997) os currículos escolares deveriam ser o principal regulador dos conteúdos das disciplinas, porém, o que se tem visto é que a determinação curricular apenas se consolida no momento em que surgem livros didáticos que os incorpore.
Macedo (2006) indica que o currículo prescrito é um transmissor da cultura e apresenta um saber que é estipulado e difundido pela escola, e que como prática, foca na produção do conhecimento, decorrente da relação professor-aluno.
A função essencial da educação em todas as sociedades, para Batista (2002), é a conservação e a transmissão da herança cultural do passado. Mas essa reprodução não é completa, pois sofre uma grande perda e remodelação. Nas disciplinas em que o passado não se torna objeto de uma atenção explícita, como
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nas ciências, ela permanece de forma latente, incorporada em modelos de pensamento, procedimentos, tradições pedagógicas, de forma que a dimensão temporal da cultura se reveste no interior do currículo.
Por sua vez, segundo Díaz (2011), o livro didático é um dispositivo que traduz o currículo oficial, onde ocorrem relações de poder e saber, e delineia os conhecimentos que o sistema educacional considera como legítimo, sendo o principal veículo de transmissão da cultura escolar institucionalizada. É o material predominante disponível para os professores e nele estão organizados os conteúdos de uma maneira didática contendo as indicações do currículo oficial. Opera como um mediador entre o currículo prescrito e o currículo praticado.
## Sobre livros e manuais escolares
O conceito de livro didático é historicamente recente e as obras de caráter escolar fazem parte de um conjunto que há muito são apresentados como múltiplas denominações:
Portanto, existe uma série de termos, o mais frequentemente retirado da minuta dos títulos, que remete à matéria em que a obra é conhecida. Alguns fazem referência à sua organização interna, especialmente quando se referem a um conjunto de textos (português antologia; italiano florilegio; francês recueil, jardin; etc.); outros designam sua função sintética (espanhol compendio; português compêndio; francês précis,(...)) ou seu papel diretivo (espanhol guía; lituâneovadovelis -de vadov, guia; alemão Hilfsbuch; francês mentor; etc.); outros ainda evocam o método de aprendizagem que trabalham (inglês method; francês cours; etc.), o mais comum é caracterizar positivamente no título das obras (fácil, rápido, completo, novo, etc.), a alternância de questões e de respostas (francês catéchisme (...)), ou a exposição organizada, do simples ao complexo que é mais freqüente (francês rudiments; espanhol nociones; inglês elements; etc.) (CHOPPIN, 2009, p.15).
O manual escolar é um objeto complexo, produto cultural de funções plurais, veículo linguístico, ideológico e cultural, suporte do conteúdo educativo e instrumento de aprendizagem (BITTENCOURT, 2008).
Esse recurso possui muitos condicionantes. Caracteriza-se como um produto cultural que decorre de uma série de pressões, umas mais fortes, outras mais ocasionais provenientes do meio social onde se encontra, que lhe atribuem uma historicidade rica e de difícil delimitação. Além disso, a pressão econômica é bastante influente, pois o livro é tido como uma mercadoria, feito para gerar lucro e acumular capital (GATTI, 1997).
- O livro é um símbolo identitário e os procedimentos dos poderes políticos para controlar ou regular as produções escolares nunca são idênticos. O desenvolvimento dos Estados modernos é acompanhado de uma transferência das responsabilidades educativas da família, do estado e da religião. Na educação isso é visto como prática concreta através dos programas e dos manuais, o que configura os livros enquanto instrumento de poder, ferramenta de unificação nacional, cultural e ideológica (CHOPPIN, 2008).
Apoiando-se em Cassiano (2004), pode-se estabelecer que quando o Estado exerce controle sobre a produção do livro didático, a sua relação com as políticas mais amplas de educação, as evoluções e rupturas da sociedade acabam por interferir nas concepções de escola e objetivos do ensino. Nesses casos, o livro
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escolar desempenha importante função na viabilização dos projetos educacionais, ocupando o papel principal na divulgação do ideário nacional e responsável pela formação do professor e do aluno e garantidor da veiculação de conteúdo e método de acordo com as prescrições e ideologia do poder estabelecido. Entretanto, como alerta Bittencourt (2008), a escola se apresenta como um espaço contraditório, onde se produz conhecimento e não apenas um lugar para o Estado reproduzir sua ideologia.
Sobre essa questão, Freitag (1987) indica que, no Brasil, desde 1964, a legislação educacional direciona o processo decisório em torno do livro didático, elabora os pareceres que regem o currículo mínimo e fixa o 'núcleo comum' para ser desenvolvido nas escolas, criando 'guias curriculares' que vigoram em cada estado, por parte das Secretarias Estaduais de Educação, que orientam a elaboração dos livros didáticos, ressaltando-se, assim, o papel por eles exercido.
## Pesquisa em sala de aula
Tendo como referência a investigação realizada por Garcia (1996), desenvolveu-se uma pesquisa qualitativa de natureza etnográfica que se utilizou da técnica de observação não participante em duas turmas de Física do ensino médio, com o apoio de um roteiro de observação e diário de bordo.
De posse do Plano de Trabalho Docente (PTD) elaborado pelo professor, documento que registra o planejamento das atividades que ele se propõe a desenvolver no período letivo, foi possível uma posterior comparação do previsto com as observações realizadas. Durante as observações, o livro didático que o professor empregava para analisar aspectos privilegiados frente a outros em aula foi utilizado como elemento principal da investigação.
Desde 2011 o professor que leciona a disciplina e cuja aula foi observada é contratado pelo Processo Seletivo Simplificado (PSS) , e faz parte de um grupo de 1 cinco professores de Física atuantes na escola. Não é licenciado em Física, mas realizou duas especializações em formação pedagógica. Não participou da escolha do livro didático que utiliza, pois não trabalhava na escola à época, mas o adota para ter mais segurança e considera o conteúdo adequado. O livro adotado no Colégio é o 'Conexões com a Física' de Martini, Spinelli, Reis e Sant'Anna, da Editora Moderna.
## Sobre essa obra, o Guia PNLD 2015 indica que
A coleção estabelece conexões entre Física e Tecnologia, com a Física Moderna e Contemporânea, bem como com a História da Ciência. Também promove tentativas de trabalhar a contextualização e a interdisciplinaridade. O professor deve, contudo, planejar suas atividades docentes de modo a explorar essa potencialidade da coleção, uma vez que ela apresenta uma estrutura que propicia uma abordagem tradicional dos temas da Física (Guia PNLD, 2015, p.102).
Após a realização da observação e o mais próximo dela possível, os registros eram relidos e complementados, procurando deixar o mais claro possível os indícios que pudessem subsidiar futuras análises.
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## Alguns detalhes da observação
A metodologia tradicional foi predominante em sala de aula, com uso de quadro e giz, como proposto no Plano de Trabalho Docente do professor. A sequência do conteúdo em aula seguiu a mesma proposta pelo livro didático, assim como os exercícios de exemplos e propostos, forma de utilização que Bittencourt (2008) evidencia.
A investigação indicou, pelo menos no intervalo em que foi realizada, uma postura tradicional por parte do professor. Alguns dos eventos a seguir relatados podem corroborar essa observação.
Na observação do primeiro dia de aula, quatro alunos fizeram a prova de recuperação que haviam perdido. A maneira que o professor os dispôs, em uma fileira no canto um atrás do outro, aponta uma perspectiva tradicional na composição de sua sala de aula. Da mesma forma, quando um aluno tentou fotografar o quadro e o professor não deixou, esclarecendo que o aluno tem que copiar a matéria dada em aula.
Ao passar a matéria no quadro, o professor mantinha o livro aberto e eventualmente reproduzia suas imagens, fato que remonta a função referencial do livro didático apontado por Choppin (2004). Em todos os momentos em que escrevia no quadro o professor folheava o livro.
Durante as aulas o professor fazia perguntas sobre o conteúdo, mas em nenhum momento os poucos alunos que portavam o livro o consultavam para tentar responder ao professor. As respostas vinham por tentativa e erro.
Quando pedia para os alunos resolverem exercícios do livro, com a permissão do professor, os alunos se juntavam em grupos para resolver as questões.
O momento que o professor ditava passagens do livro era quando os alunos mais ficavam em silêncio, compondo uma estratégia regularmente utilizada em aula. Essa relação entre livro didático como elemento de controle da turma é uma estratégia de ensino, comentada por Díaz (2011), que diz que a contribuição do livro não se encerra no conteúdo.
Os exercícios passados em aula eram sempre os do livro didático, os de exemplo e os propostos, indicando, assim, que o livro assumia, conforme Choppin (2004), o papel instrumental. Os alunos foram aconselhados a estudarem para a prova pelo caderno e os exercícios constantes da mesma foram os que o livro didático propunha.
## Considerações finais
A investigação indicou que o professor tem conhecimento da importância de utilizar o livro didático escolhido, pois é a ele que os alunos têm acesso e é nele que os alunos se apoiam para desenvolver as pesquisas propostas pelo professor.
De acordo com o seu Plano de Trabalho Docente, ele utiliza outros livros para elaborar seu planejamento, embora em aula apenas fizesse uso do livro didático empregado pela escola. Essa prática mostra o que aponta Forquin (1992), que o planejado não é necessariamente o que acontece em sala de aula.
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Foi possível perceber o livro didático desempenhando as funções referencial e instrumental apontadas por Choppin (2004). Para o professor, o livro serviu de referência, pois era nele que encontrava suporte para os conteúdos curriculares. Para os alunos, era instrumental, pelos exercícios propostos pelo livro didático.
Foi observada uma discrepância entre o currículo planejado, previsto no PTD do professor e o currículo praticado, haja vista que o professor utilizou apenas o livro didático adotado pela escola e não os livros indicados no planejamento. O currículo das aulas, momento em que, de acordo com Macedo (2006) acontece a construção do conhecimento, foi orientado, no conteúdo e metodologicamente, pelo livro didático.
Verificou-se também que, apesar dos enormes esforços das políticas públicas em propiciar aos professores subsídios que auxiliem a atividade docente, através, por exemplo, dos Parâmetros Curriculares Nacionais e das Diretrizes Curriculares Estaduais, é sentida, na sala de aula, a forte presença do livro didático orientando o currículo prático do professor.
Além disso, a pesquisa apontou a necessidade de maior duração da pesquisa, compondo uma pesquisa etnográfica, com mais objetos de estudos, para observar melhor e com mais detalhes a relação que se estabelece entre o currículo de Física e o livro didático nas construções das aulas do professor.
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