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Uma análise do contexto durante a aplicação de atividades investigativas em dois ambientes de aprendizagem: virtual x material

Silvia Carla Cerqueira Porto, Amanda Amantes, Dielson Pereira Hohenfeld

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXII
Ano
2017
Data
26/01/2017
Linha de pesquisa
Materiais, Métodos E Estratégias De Ensino De Física
Tipo
Comunicação

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Texto completo

## Uma análise a cerca do grau de aceitabilidade dos estudantes durante a aplicação de atividades investigativas em dois ambientes de aprendizagem: virtual x material

Silvia Carla Cerqueira Porto , Amanda Amantes , Dielson Pereira Hohenfeld 1 2 3

1 IFBA-Campus - Feira de Santana/Departamento de Ensino, silviaporto@ifba.edu.br 2 FACED-UFBA/Departamento II,amandaamantes@gmail.com 3 IFBA- Campus Salvador /Departamento de Física, dph@ifba.edu.br

## Resumo

O presente trabalho de pesquisa tem por objetivo principal identificar possíveis preditores de aprendizagem em dois ambientes de ensino de diferentes naturezas: material x virtual. Baseamo-nos na análise do contexto de ensino onde tentamos levantar informações gerais da dinâmica das aulas práticas realizadas. Tentamos verificar como um ambiente de ensino (didático) pode ou não, influenciar na evolução do entendimento de estudantes quando os mesmos são submetidos a atividades de diferentes naturezas. Ou seja, o modo como a atividade foi sendo construída é um diferencial entre as atividades. Os critérios por nós utilizados nessa análise foram: as observações gerais da aula prática realizada; particularidades em relação às atividades realizadas na aula prática; particularidades em relação à dinâmica das aulas práticas; particularidades em relação ao tipo de laboratório onde a atividade prática foi realizada. Os dados coletados fruto da observação feita ficou registrado em um Diário de Bordo, construído no decorrer da coleta de dados da pesquisa. Após submetermos estes dados a uma análise de natureza qualitativa observamos que a qualidade da atividade educativa (como a atividade é construída e apresentada) impacta na aprendizagem dos estudantes. Verificamos também que as informações das aulas (diálogos) constituem importantes fatores decisivos na promoção das reflexões sobre a atividade prática experimental.

Palavras-chave : contexto, entendimento, aprendizagem.

## Introdução

O ensino de Física na educação básica (ensino médio), segundo a prática pedagógica dos professores de Física demandam uma reflexão sobre as concepções a que se destina a educação (ROSA & ROSA, 2007). Para alguns autores como Rays (2000) a ação pedagógica não pode ser dissociada da intenção politica relacionada com o tipo de ser humano que a escola pretende formar. Assim, frente às diferentes realidades educacionais que estão associadas o ato de ensinar, faz-se mister que o professor, importante suporte do ato educativo planeje sua ação pedagógica (ROSA & ROSA, 2007).

Autores como Mortmer, (2002), destaca a importância de abrir a sala de aula, identificar e compreender suas dinâmicas de interação e assim propiciar que o professor possa refletir sobre sua própria prática. Logo, baseado nessa perspectiva vê-se a necessidade de atingir uma compreensão mais ampla sobre o que ocorre na sala de aula, como professor e estudantes interagem com o contexto de ação, e como essa busca pode nortear práticas de ensino mais significativas que facilitem o

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processo da aprendizagem. Em nosso trabalho utilizamos a perspectiva de entendimento cognitivo para interpretar o atributo entendimento enquanto um traço latente, que é um alicerce dinâmico do processo de aprendizagem. Entendemos que o entendimento pode ser evidenciado diante de diferentes formas e contextos. Assim, o entendimento está atrelado à aprendizagem quando ocorre um aumento no seu nível de complexidade. Delimitamos o atributo entendimento segundo a 1 perspectiva da Teoria de Habilidades Dinâmicas (FISCHER, 1980), que se baseia na perspectiva de desenvolvimento por estágios(camadas), no entanto, com interpretação que difere de acordo com: contexto, emoção, cultura e psicológico. A teoria elaborada pelo Fischer é fortemente influenciada pela teoria piagetiana, diferenciando-se por a primeira ser uma teoria de domínios específicos.

A Teoria de Habilidades Dinâmicas pretende fornecer instrumentos capazes de predizer uma sequência de desenvolvimento em domínios específicos (FISCHER, 1980). Autores como Amantes (2009), verificaram que o entendimento do indivíduo é mais intensificado à medida que o mesmo é exposto a diferentes situações, as quais, perpassam por processos de construção e reconstrução. Logo, a evolução do entendimento do indivíduo está atrelada à elaboração e reelaboração de significados onde, cada etapa requer habilidades cognitivas próprias. Em nossa pesquisa buscamos investigar a natureza do entendimento de estudantes, de seis turmas do segundo ano do Ensino Médio Integrado dos cursos de Eletrônica, Refrigeração e Climatização, Química, Eletrotécnica e Geologia da Rede Federal de Educação Tecnológica da Bahia. Foram realizadas atividades de natureza investigativa em dois ambientes de aprendizagem: material e virtual.

## Referencial teórico

## Atividades de natureza investigativas

Consideramos o laboratório de Física um lugar que propicia o intercâmbio e a colaboração. Com o passar dos anos tem sofrido mudanças em sua estrutura, possibilitando uma maior interação dos seus usuários, porém, tem também revelado novas necessidades e desafios para o ensino da Física (HOHENFELD & PENIDO, 2009). Autores como Carvalho (2004) e Borges (2002) têm feito investigações a cerca do uso de atividades experimentais no ensino de Física. Acreditam que esse tipo de atividade é fundamental para o entendimento dos estudantes. Durante a realização de uma atividade prática experimental, é possível a discussão de modelos físicos a partir de situações problemas. Nesse sentido, a atividade prática experimental envolve etapas que quando atingidas favorem a construção do entendimento dos estudantes. São elas: problemática, hipóteses, análise, coleta e interpretação de dados (HOHENFELD, 2013).

Discussões têm sido feitas sobre a eficácia das atividades de natureza experimental, pois as mesmas têm se mostrado pouco eficazes. Isso tem sido atribuído à falta de planejamento dos professores e utilização irracional do ambiente do laboratório. Quando o professor elabora uma atividade experimental deve levar em consideração que o estudante deve ter autonomia na execução de tarefas, cabendo ao professor a função de orientá-lo quando necessário. O estudante deve

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ser exposto a situações que solicitem o desencadeamento de sua capacidade de raciocínio, buscando sua independência de pensamento, propiciando a interação entre os estudantes (CARVALHO, 2012).

## Ambientes material e virtual

Para a realização das atividades experimentais de nossa pesquisa utilizamos dois ambientes distintos de aprendizagem: um de natureza material e outro de natureza virtual. As ações de natureza material foram realizadas nos laboratórios didáticos de Física e as de natureza virtual ocorreram no laboratório de Informática, ambos da mesma instituição. Os experimentos tratavam de conceitos do pêndulo simples, a simulação computacional utilizada foi obtida do projeto PhET (Simulações Interativas da Universidade de Colorado) disponível no site, https://phet.colorado.edu/pt\_BR/simulation/legacy/pendulum-lab. Em nosso trabalho, assumimos um caráter de complementaridade entre os dois ambiente de interação, assim, foi possível obtermos características e particularidades distintas específicas de cada um dos ambientes utilizados. Autores como Carvalho (2012) e Alves & Filho (2000) afirmam que existe uma melhoria significativa no aprendizado dos estudantes quando o professor introduz aulas de cunho experimental em sua prática pedagógica.

Denominamos de 'laboratório material' o ambiente onde as atividades são realizadas com o uso de objetos palpáveis e de 'laboratório virtual' o ambiente onde as atividades são realizadas com simulações computacionais. Nesse sentido, aplicamos a mesma abordagem (investigativa) em ambos os ambientes, levando em consideração a limitação de cada espaço. Acreditamos que a aprendizagem só ocorrerá se o aprendiz no caso o estudante se engajar no processo. Assim, a informática enquanto ferramenta pode propiciar condições em que o estudante possa descobrir e desenvolver suas próprias potencialidades (FILHO & MACHADO, 2003).

Um diferencial do computador em relação a outros recursos tecnológicos como câmeras de vídeos, gravador dentre outros é a possibilidade de manipular registros. Nele é possível usar ideias (programas e instruções) e manipular a ideia (arquivos e registros). O computador por si só não é capaz de construir novos conhecimentos (VASCONCELOS et al., 2005). As novas tecnologias mudou drasticamente o ritmo de vida das pessoas tornando-as mais rápidas, eficientes, comunicativas e organizadas, além de possibilitar a veiculação da informação em tempo real. Nesse contexto a aprendizagem pode ocorrer em diferentes ambientes de aprendizagem. A aprendizagem tem como característica intrínseca ser uma particularidade de cada indivíduo, tendo duração própria e que exige o engajamento pessoal na realização processo.

Segundo Filho e Machado (2003), ensinar não é igual a repassar informações, e aprender exige uma adaptação e reconstrução das informações recebidas, comparadas e examinadas com os conhecimentos já consolidados, de uma forma não-linear, não-sequencial e em um ritmo variável de indivíduo para indivíduo. Este é um desafio que a tecnologia não pode resolver de modo mecânico. Faz-se necessário uma busca de maior compreensão do fenômeno humano da aprendizagem, e de como as mudanças que as novas tecnologias trazem às atividades humanas podem ser incorporadas em um modelo educacional. É preciso uma reflexão, diante das novas possibilidades em que a interação professor aluno

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pode ocorrer, e qual o diferencial que os computadores podem ter diante do sistema educacional vigente. A internet é um meio facilitador de acesso à informação, disponibilizando em seu ambiente on-line, recursos e situações difíceis ou impossíveis de criar no papel, ou de uso não convencional no ambiente de sala de aula. Um laboratório virtual ideal deve ter as mesmas possibilidades de manuseio e realizações que um laboratório material (VASCONCELOS et al., 2005).

## Metodologia

## Análise Qualitativa

Os conceitos físicos abordados durante a realização das atividades práticas foram os de frequência, período, oscilações, aceleração e outros correspondentes ao conteúdo de pêndulo Simples. Tentamos identificar quais os fatores de influência para a evolução do entendimento nos dois ambientes de ensino. Para a nossa problemática, tentamos registrar em um Diário de Bordo aspectos relacionados com a aula prática executada. A construção de um Diário de Bordo permitiu que fosse possível, durante a aplicação dos dois instrumentos de pesquisa e três instrumentos de avaliação, identificar os comportamentos dos estudantes durante a execução das atividades e explorar tópicos que os estudantes tinham mais dificuldades em discutir, tais como as dúvidas referentes ao conteúdo abordado e à execução das atividades nos dois ambientes. O Diário de Bordo serviu para registrar as ações dos estudantes, identificar mais detalhes sobre o ambiente onde a atividade prática estava sendo realizada e registrar os desdobramentos das observações da coleta de dados.

Os critérios para a construção do Diário de Bordo foram: as observações gerais da aula prática; particularidades em relação às atividades realizadas na aula prática - dinâmica das aulas práticas - tipo de laboratório onde a atividade prática foi realizada. Os registros foram utilizados para interpretar os resultados obtidos após a análise dos dados. As informações adquiridas sistematizadas em Mapas de Episódios (AMANTES, 2009), onde foram organizadas por turma e natureza do ambiente onde a atividade prática foi realizada. Esses mapas foram utilizados na análise descritiva do contexto de coleta e das possíveis variáveis envolvidas. O objetivo da análise aqui apresentada é investigar os preditores que influenciaram na aprendizagem dos estudantes de conceitos mais abstratos do conteúdo de pêndulo simples. Todavia, o nível de entendimento analisado foi avaliado segundo as performances específicas mobilizadas na resolução de problemas de Física. Outro fator observado foi a capacidade que os estudantes têm de expor suas concepções e conceitos envolvidos. O modo como buscou-se acessar o entendimento dos estudantes levou em consideração que o entendimento pode ser apresentado em variadas facetas. Cada faceta dependerá de fatores como contexto e tipo de tarefa apresentada. Ou seja, o entendimento dos estudantes sobre o conteúdo abordado foi investigado considerando diferentes dimensões (facetas): foram delimitados os aspectos conceituais e procedimentais. -conceituais → Essa faceta do conhecimento diz respeito à capacidade de entendimento do ponto de vista fenomenológico (BORGES, JÚLIO & COELHO, 2005); -procedimentais → conhecimento que diz respeito à sua mobilização em situações que demandam saber fazer. Está mais relacionado à ação mental ou motora de aplicar os conteúdos para resolver problemas ou situações que os envolve. Dessa forma, na nossa pesquisa essa faceta pode ser interpretada pelas questões nas quais os estudantes

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devem mobilizar seu conhecimento para desenvolver um raciocínio demandado para resolução dessas questões, que geralmente envolvem problemas de algum tipo.

## Análise e discussão dos resultados

## Análise do Contexto

A análise realizada a partir dos Mapas de Episódio buscou, sobretudo, sistematizar as informações registradas no nosso Diário de Bordo. Essas informações descreveram o contexto onde as atividades práticas foram realizadas, identificando elementos que indicassem possíveis preditores de aprendizagem. Para proceder com essa análise foi feita a separação das turmas. Essa decisão foi tomada em virtude de cada turma possuir um perfil específico. Para cada turma foi avaliado os elementos especificados nos Mapas de Episódios: observações gerais da turma, particularidade em relação às atividades realizadas na aula prática, particularidade em relação à dinâmica das aulas práticas e particularidade em relação ao tipo de laboratório onde a atividade prática foi realizada. O contexto de ensino foi caracterizado através das observações gerais que, nos Mapas de Episódio, correspondem a um relato particularizado de como a aula prática foi conduzida durante a realização das atividades. As sequências descritas correspondem à dinâmica da aula, sendo as etapas reportadas de acordo com a ordem de realização das atividades.

O parâmetro dos Mapas de Episódio forneceu um resumo das atividades e uma descrição de como ocorreu à aula. Uma informação relevante sobre a realização dessas atividades práticas é que, os estudantes tinham o dever de participar somente das atividades realizadas no ambiente de natureza material, já que é uma atividade prevista no cronograma da disciplina de Física na Instituição, correspondente a 20% da nota total da Unidade Didática. Assim, no ambiente de atividade prática material os estudantes tiveram que elaborar um relatório pessoal e outro em grupo: o individual fazia parte da pesquisa aplicada, já o relatório redigido em grupo foi entregue para os professores das respectivas turmas corrigirem e atribuírem notas, pois, fazia parte das atividades avaliativas. Foi possível notar nas observações gerais que as turmas não diferiram muito em nível de engajamento. A maioria dos estudantes demonstrou interesse nas atividades, apesar de alguns se mostrarem bastante dispersos. Não há parâmetros suficientes para fazer essa análise para a turma 03, pois ocorreram problemas técnicos que atrasou o início da aula e possível manipulação do ambiente virtual pelos estudantes. Assim, não foi possível a pesquisadora fazer registros no Diário de Bordo, pois a programação da aula sofreu alterações consideráveis. Exemplos de dados do Diário de Bordo são expostas no Quadro 01.

Quadro 01: Sequência de observações das aulas práticas

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As discussões sobre o tipo de atividade realizada nas aulas práticas fornecem informações a cerca da aceitabilidade dos estudantes ao estilo de roteiro elaborado. O Quadro 02 traz exemplos de informações sobre o comportamento dos estudantes ao terem contato com um 'novo' estilo de elaboração de situação problema. É possível verificar tomando as turmas 01 e 05 que: Turma 01- No primeiro dia de aula prática, no ambiente material, os estudantes não questionaram o modelo do roteiro de atividades práticas. A reclamação foi feita no momento da utilização da simulação computacional. Fatores como medo e ansiedade podem ter contribuído para a insegurança dos estudantes diante do novo ambiente de aprendizagem (quer dizer, novo para os estudantes enquanto ambiente de ensino, porém no cotidiano de cada um é comum o uso de ambientes virtuais). Na Turma 05, apesar de alguns estudantes terem dificuldade de entender os desafios propostos, não demonstraram resistência ao estilo de roteiro utilizado. As observações listadas nessa análise parcial, indicam que o estilo de questões de natureza investigativa não foi um empecilho à realização da atividade prática.

Quadro 02: Particularidades em relação às atividades realizadas na aula prática

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No Caderno de Bordo foram registradas informações sobre a dinâmica das aulas práticas. Com exceção das turmas 02 e 03 que não houve informações suficientes para fazer um pareamento das atividades realizadas nos dois ambientes, todas as turmas evidenciaram que o modelo de roteiro com questões investigativas suscita a interação interpessoal. Um breve relato das observações da turma 05 nos trás evidências dessa comprovação. Laboratório material: ' Os estudantes mantiveram discussões acaloradas sobre o funcionamento de um pêndulo simples. Em alguns momentos a pesquisadora era solicitada para tentar resolver alguns conflitos de opinião. A pesquisadora sugeriu aos grupos que tentassem chegar a uma conclusão entre os próprios componentes do grupo. Os integrantes do grupo 04 tiveram dificuldade em entender o modelo de relatório de atividades práticas que deveria ser entregue à pesquisadora. Ela teve que explicar os objetivos da pesquisa e o que propõe uma atividade de natureza investigativa'. Laboratório virtual: ' Durante a realização das atividades os estudantes mantiveram-se concentrados tentando resolver as questões. A turma demonstrou bastante interesse no manuseio das simulações'. Na análise do contexto foi percebido que, a natureza do ambiente onde a atividade prática foi realizada não representou um entrave para a aprendizagem dos estudantes, conforme informações constantes no Gráfico 01 abaixo:

Gráfico 01: Particularidades do ambiente

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Os critérios utilizados foram: intimidade, indiferença e curiosidade. Após a avaliação dos dados constante no Diário de Bordo foram obtidos os seguintes índices referentes aos critérios elencados na pesquisa: intimidade 16,7%, indiferença 33,3% e curiosidade 50%. Assim, analisando os Mapas de Episódio percebeu-se que o engajamento das turmas se revelou de modo distinto. Foi verificado ainda que, o ambiente onde a atividade prática foi realizada não foi o fator determinante no quesito engajamento, mas sim, o modelo de roteiro apresentado. Diante da análise das falas dos estudantes, é possível perceber que eles não demonstraram uma atitude apática no quesito interação com o ambiente, entretanto os estudantes que se propuseram a participar das atividades práticas foram 'provocados' pelos desafios que constavam nos roteiros de prática.

## Considerações finais

Nesta pesquisa foi analisado o entendimento sobre conteúdos científicos de estudantes do Ensino Médio, que apesar de cursarem diferentes modalidades de formação, têm o mesmo programa de disciplina. Na análise foi levada em consideração a concepção de que o entendimento apresenta-se em seu estado mais

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articulado quando, nas diferentes facetas, apresenta níveis de complexidade mais elevados. O método de análise empregado foi de natureza qualitativa o qual foi realizado por meio da observação do contexto de aplicação das atividades para coleta de dados, descrição realizada por meio de Mapas de Episódio. Verificamos que o contexto onde as atividades formam realizadas não representou um determinante no rendimento cognitivo dos estudantes. Ao investigar a evolução no nível de entendimento dos estudantes foi verificado que a natureza da atividade aplicada foi o fator impactante na performance dos estudantes.

## Referências

AMANTES, A. (2009). Tese. Contextualização no ensino de Física: efeitos sobre a evolução do entendimento dos estudantes. Belo Horizonte, MG. BORGES, A. T. (dez. de 2002). Novos rumos para o laboratório escolar de ciências. Caderno Catarinense de Fisica v.19, n.3 , pp. 291-313.

BORGES, O., JÙLIO, J. M., E COELHO, G. R., 2005 Efeitos de um Ambiente de Aprendizagem Sobre o Engajamento Comportamental, o Engajamento Cognitivo e Sobre a Aprendizagem. Disponível em &lt;www.nutes.ufrj.br&gt;. Acesso em 19 de ago. De 2016.

CARVALHO, A. (2012). O ensino de ciências e a proposição de sequências de ensino investigativas. Undesc. Disponível em &lt;http://www.joinville.udesc.br&gt; Acesso em 10 de jul. de 2013

FILHO, C. S. S; MACHADO, E. C., O Computador como Agente Transformador da Educação e o Papel do Objeto de Aprendizagem. Disponível em &lt;www.abed.org.br&gt;. Acesso em 01 de jun. de 2016.

FISCHER, K. W. (1980). A theory of cognitive development: the control and construction of hierarchies of skills. Psychological Review, v. 87 , 477-531.

HOHENFELD, D. (2013). Tese. A natureza quântica da luz nos laboratórios didáticos convencionais e computacionais no ensino médio. Salvador, Bahia, Brasil.

HOHENFELD, D. P., &amp; PENIDO, M. C. (2009). Laboratórios convencionais e virtuais no ensino de Física. VII Encontro Nacional de Pesquisa em Educação em Ciências. Florianópolis.

MORTMER, E. F. Uma agenda para a pesquisa em educação em ciências. Revista Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências. v. 2, n. 1, p. Ciências 25-35, jan./abr. 2002. Disponível em &lt;https://www.researchgate.net&gt;.Acesso em 28 de set. de 2016

RAYS, O. A. (2000): Trabalho pedagógico: hipóteses de ação didática. Santa Maria, Palloti.

ROSA, A. B.; ROSA, C. W., Ensino da Física: tendências e desafios na prática docente. Disponível em &lt;rieoei.org/deloslectores/1770Rosa.pdf&gt;. Acesso em 14 de jul. de 2016.

VASCONCELOS, F. H. L.; CARVELHO, R. O.; ROMEU, M. C.; SANTANA, J. R.; NETO, H. B., A Utilização de Software Educativo Aplicado ao Ensino de Física com o Uso da Modelagem. Disponível em &lt;www.cienciamao.usp.br/tudo/exibir.php&gt; Acesso em 04 de jun. de 2016.

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