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O teatro e a experimentação como meios de divulgação científica: Proposta e desafios de uma intervenção artística

Katemari Rosa, Maria Ruthe Gomes, Heloísa Almeida Barbosa, Júlio Cesar Nascimento, Tayse Raquel Dos Santos, Roberta Smania-Marques, Alessandro Frederico Da Silva

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXII
Ano
2017
Data
25/01/2017
Linha de pesquisa
Divulgação Científica E Educação Não Formal
Tipo
Comunicação

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Texto completo

## O TEATRO E A EXPERIMENTAÇÃO COMO MEIOS DE DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA: PROPOSTA E DESAFIOS DE UMA INTERVENÇÃO ARTÍSTICA

Katemari Rosa 1 , Roberta Smania-Marques 2 , Alessandro Frederico da Silva , 3 Maria Ruthe Gomes 4 , Heloísa Almeida Barbosa , Júlio Cesar Nascimento , 5 6 Tayse Raquel dos Santos 7

- 1 Universidade Federal de Campina Grande/Unid. Acad. de Física, katemari@gmail.com
- 2 Universidade Estadual da Paraíba/Dep. de Ciências Biológicas, robertasm@gmail.com

- 4 Universidade Federal de Campina Grande/Unid. Acad. de Física, ruthe1010@gmail.com

## Resumo

Neste trabalho, apresentamos uma proposta de atividade de divulgação científica para trabalhar conceitos de ótica com crianças da Educação Infantil e Fundamental I de forma lúdica através do teatro de cordel e oficinas do tipo mão na massa. Com base nas discussões sobre o papel da educação científica para a cidadania, do ensino de ciências em espaços não formais, da arte e de atividades experimentais para a aprendizagem de ciências é que propomos essas ações. Atualmente, há uma crescente demanda para que as informações científicas que tenham implicações para a vida cotidiana da população cheguem ao público em geral. Apesar da escola ainda ser vista como a principal instituição difusora dos conhecimentos científicos muito se tem trabalhado para que as ações de divulgação ganhem outros espaços. Nessa perspectiva cultural de popularização da ciência, aliada ao aspecto regional do Nordeste do Brasil, nossas ações combinam os elementos culturais do estado da Paraíba com o conhecimento científico para levar à população infantil conceitos e fenômenos físicos de forma lúdica e numa linguagem conectada às raízes do povo. Nesta comunicação, discutimos os referenciais que contribuem para o desenvolvimento de nossas ideias e compartilhamos nossas experiências e desafios enfrentados até o momento para a construção do texto da peça teatral e experimentos para as oficinas. É importante salientar que a discussão trazida aqui faz parte de um projeto mais amplo de divulgação científica para crianças, que inclui montagem teatral, oficinas, produção de material educacional e sua distribuição como Recurso Educacional Aberto.

Palavras-chaves : Divulgação científica, Ano Internacional da Luz, Teatro e Ciência, Ensino de Física, Educação Infantil, Ensino Fundamental .

## Introdução

Uma das questões atuais na comunidade de educação científica é em relação à necessidade de que informações científicas que tenham implicações para a vida cotidiana da população cheguem ao público em geral. Apesar da escola ainda ser vista como a principal instituição difusora dos conhecimentos científicos muito se

tem trabalhado para que as ações de divulgação ganhem outros espaços. Nesse contexto, apresentamos aqui uma proposta de popularização da ciência que alia aspectos culturais regionais do Nordeste do Brasil para levar à população infantil conceitos e fenômenos físicos de forma lúdica e numa linguagem conectada às tradições da região. O objetivo geral é realizar difusão e popularização da ciência através do teatro, bem como a educação científica através de oficinas do tipo mão na massa para o público infantil. Além disso, queremos dar continuidade às comemorações do Ano Internacional da Luz, discutindo o tema luz e cores com as crianças da cidade de Campina Grande-PB e região.

## Arte, ciência e o público infantil

As ações elaboradas dentro da nossa proposta estão baseadas nas discussões presentes na literatura e nos resultados de pesquisa da área de Ensino de Ciências. A seguir, discutimos elementos dessa literatura que ancoram nosso trabalho.

## O papel da ciência para cidadania

Iniciado na década de 1970, o Movimento Ciência Tecnologia e Sociedade (CTS) foi um movimento para a popularização da ciência que impulsionou as ações e reflexões sobre o impacto da ciência e da tecnologia na sociedade moderna (ROSA, 2002; TEIXEIRA, 2003). As ações e esforços para aproximar a população do conhecimento científico se justificam pelo fato de que por muito tempo esse tipo de conhecimento esteve restrito à comunidade acadêmica, não ultrapassando os muros da academia. Hoje em dia, há uma crescente demanda para que as informações científicas que tenham implicações para a vida cotidiana da população cheguem ao público em geral. Com o crescimento do movimento e dos apoios à divulgação fica evidente de que há uma maior consciência, tanto por parte de pessoas na política, quanto de cientistas, educadoras e educadores, de que é preciso capacitar a população para participar das decisões, inclusive daquelas que envolvam o conhecimento científico, a exemplo de optar ou não por uma alimentação com alimentos transgênicos.

## Papel da divulgação científica no ensino de ciências

A crescente preocupação com a aproximação entre a ciência, tecnologia e sociedade não ficou restrita aos espaços escolares (KRASILCHIK & MARANDINO, 2004). Apesar da escola ainda ser vista como a principal instituição difusora dos conhecimentos científicos (ALMEIDA, 2010), muito se tem trabalhado para que as ações de divulgação ganhem outros espaços tais como museus, centros de ciência, revistas e publicações destinadas ao público geral. Outros espaços, tais como praças, ruas, parques, poderiam ser mais aproveitados para experiências de ensino não formal e informal (FREIRE, 1997; PAVAN, 1998; HAMBURGUER, 2002). Outro aspecto importante relacionado ao ensino, popularização e difusão das ciências na sociedade contemporânea refere-se às questões ligadas ao afeto e a criatividade. A criatividade e a capacidade de inovação são elementos considerados indispensáveis para que a população se mantenha livre e digna; por sua vez, a ciência incorporada à cultura facilita o desenvolvimento de estratégias criativas que contribuem para a melhoria da qualidade de vida das populações (PAVAN, 1998). Diante dessa realidade é necessário discutir sobre as formas e estratégias da divulgação científica para além dos muros da escola.

Papel da experimentação no ensino de ciências

A imagem da física é usualmente associada a cálculos e experimentos e isso porque a experimentação é parte constituinte das ciências físicas. Nesse sentido, a atividade experimental torna-se um elemento historicamente incorporado ao ensino e à aprendizagem de física (SÉRÉ et al., 2003). Os experimentos que são utilizados para esses fins se configuram em experimentos didáticos ou laboratório didático. Há uma diversidade de possibilidades de abordagens para o laboratório didático, Pinho-Alves (2000), por exemplo, destaca os chamados laboratório de demonstrações, laboratório tradicional, laboratório divergente, laboratório de projeto, entre outros. Essas abordagens para a atividade experimental com fins didáticos variam de acordo com o grau de caráter investigativo e de autonomia que se dá, isso é, num extremo, há abordagens em que se propõe uma sequencia de passos a ser seguida, ou apenas se mostra o experimento; no lado oposto, há atividades em que estudantes devem fazer tudo por si, seja pensar o experimento, montar os aparatos, coletar dados ou discutir os fenômenos. A pesquisa em ensino de física tem mostrado que laboratórios investigativos, com mais liberdade de atuação, oferecem melhores condições para a aprendizagem de conceitos (COELHO et al., 2008). Nesse sentido, justificamos nossa proposta de oficinas investigativas, que privilegiam a interação com os experimentos e atividades do tipo mão na massa. Essa escolha é corroborada por estudos que olham para o ensino de ciências nas séries iniciais (ZANON & FREITAS, 2007).

Além disso, há pouco estímulo para o uso da argumentação por estudantes da Educação Básica. Isso acontece pela valorização demasiada, nos currículos e livros didáticos, das descrições sobre o que sabemos e não sobre como sabemos (OSBORNE, 2010). Ensinar a explicar é diferente de ensinar a argumentar, pois, nesse caso, estudantes exercitam a ideia de que um argumento é uma tentativa de se estabelecer uma verdade considerando um conjunto de evidências. Ao realizamos experimentos investigativos oportunizamos às estudantes e aos estudantes o desenvolvimento/exercício da competência de argumentar e construir argumentos. Essa estratégia, além de contribuir para a aprendizagem de conceitos científicos e o desenvolvimento da competência de levantar hipóteses e argumentar, favorece a construção de aprendizagens que permitem às pessoas compreenderem como se produz conhecimento científico, ou seja aprende-se também sobre a ciência (OSBORNE, 2010).

## Papel do teatro no ensino de ciência

Já na década de 1980, Zanetic (1989) dizia que "a física também é cultura. A física também tem seu romance intrincado e misterioso" (p. VI). É pensando nesse "romance intricado e misterioso" que decidimos abordar os conceitos e fenômenos ligados à luz através do teatro. Existe um grande potencial de divulgação científica e didático nas relações entre teatro e educação, o que pode ocorrer numa variedade de contextos, abordagens e objetivos (SILVEIRA et. al. , 2012). O argumento pelo uso da arte para a educação científica está também presente nos documentos oficiais, como nos PCN+ (BRASIL, 2002, p. 84).

Palhano (2005) acredita no teatro como um instrumental importante que pode contribuir para este processo de resgate de valorização sensorial como também auxilia a interpretar, a ler as imagens que circulam na sociedade e, por fim, contribuir para que conteúdos sejam vistos, sentidos e aprendidos de forma mais prazerosa. Diversos estudos têm mostrado que o teatro se mostra como um recurso para melhorar a compreensão da ciência e sobre a ciência (OLIVEIRA & ZANETIC,

2004; SILVEIRA et al. , 2009). Além disso, o teatro tem sido defendido como importante na comunicação científica para o público em geral, pois permite diferentes modos de representação do mundo, o que torna mais rico o entendimento sobre o universo que nos cerca (SILVEIRA et al. , 2009).

Nessa perspectiva cultural de popularização da ciência, aliada ao aspecto regional do Nordeste do Brasil, a literatura de cordel também tem sido utilizada com experiências positivas para o ensino de física (SILVA & RIBEIRO, 2012). Dessa forma, combinamos o texto da literatura de cordel, um elemento cultural forte no estado da Paraíba, com a produção teatral, para levar à população conceitos e fenômenos físicos ligados à luz, de forma lúdica e numa linguagem conectada às raízes do povo.

## Papel de ensino de ciências para crianças

A educação dos anos iniciais apresenta alguns problemas já evidenciados pela literatura, tais como o uso excessivo do livro didático como guia quase que exclusivo da formação, a falta de experimentação e a ênfase nos conteúdos de biologia em detrimento à física e a química (ROSA et al ., 2007). Além disso, há a figura do professor e da professora polivalente, de quem se espera o domínio das diversas áreas do conhecimento - português, matemática, ciências, história, artes, entre outros (BIZZO, 2007). Entre as dificuldades relatadas por muitas dessas professoras em relação ao ensino de física para crianças está a ideia de que a física é uma ciência complexa, que necessita muito cálculo e resolução de enormes listas de fórmulas (ROSA et al ., 2007). Esses relatos mostram não só um problema no ensino fundamental como evidenciam problemas na formação de professoras e professores em relação ao ensino de ciências para as séries iniciais. Um ensino de ciências com baixa qualidade tem implicações em diversos setores da sociedade: desenvolvimento da economia e da indústria, educação científica e tecnológica, promoção da cidadania e inclusão social (UNESCO, 2005). Portanto, garantir o acesso de crianças ao conhecimento científico de qualidade é contribuir não só para a melhoria da aprendizagem de ciências, mas também para o progresso do país.

## Divulgação científica e arte: construindo uma proposta

Nesta seção, relatamos nossas experiências na elaboração do texto teatral e na montagem das oficinas. Ao realizar a montagem dessas ações, delimitamos o público-alvo como sendo de crianças de 4 a 10 anos da cidade de Campina Grande e região, isto é, a população da Educação Infantil e do Ensino Fundamental I.

## Peça teatral

Para a elaboração do texto, buscamos o auxílio de profissionais do teatro e do cordel (atrizes, cantoras, diretora teatral e cordelista). A equipe do projeto se reuniu com essas profissionais e discutiu os objetivos da peça. As artistas, sem formação na área de ciências, elaboraram uma proposta de texto, que foi discutida com a equipe. A equipe, aliás, é formada por uma professora universitária de Física, com experiência em formação de professoras e professores, um professor universitário de Física, com experiência em Física e teatro, uma professora universitária de Biologia, com experiência em divulgação científica, particularmente para o público infantil, e estudantes de graduação em Física. As atrizes e cordelistas que toparam a parceria neste trabalho têm vasta experiência como cantoras, atuação em palco e cinema.

Um dos desafios que enfrentamos ao longo desse trabalho foi a questão

referente aos direitos autorais. Inicialmente, a proposta foi de se fazer uma adaptação do texto Flicts, de Ziraldo (1988), por tratar-se de um texto que envolve as cores do arco-íris. Assim, foi elaborado um cordel inspirado na história de Flicts, incorporando-se elementos da cultura popular paraibana, cantigas de roda e uso do disco de Newton. Entretanto, ao entrarmos em contato com o escritório responsável pelo texto do autor, para informar-lhes sobre o trabalho e solicitar autorização para uso do texto, sem fins lucrativos e com fins didáticos, a equipe foi informada de que isso não seria possível, a não ser que houvesse a cobrança por direitos autorais.

É nesse momento em que a questão do uso do teatro para fins educacionais ou de divulgação científica pode enfrentar algumas dificuldades. Embora contássemos com o apoio profissional de atrizes e cordelista, pois sabíamos das dificuldades de se escrever um texto num gênero com o qual não temos muita familiaridade, o teatral, o texto teve uma inspiração em outro já existente, justamente por trabalhar com a temática que queríamos. A intenção era a de apresentar a montagem em praças da cidade, escolas e orfanatos, gratuitamente. A Sociedade Brasileira de Autores Teatrais (SBAT) nos informou que seria cobrada uma taxa por apresentação e que deveríamos enviar o texto da peça, para análise prévia, o número de apresentações, as datas, os locais e uma estimativa do público presente. Evidentemente, não tínhamos como saber essas informações ainda no momento das discussões para elaboração do texto.

Para a equipe, os custos em relação aos direitos autorais tornariam o projeto inviável. A solução seria partir para a criação de um texto totalmente novo, sem a inspiração na ideia de personificação de cada cor do arco-íris ou desistir da peça, já que não havia verba para pagamento de direitos autorais. Foi então que as atrizes nos mostraram a Lei no 9.610, de 19 de fevereiro de 1988 (BRASIL, 1988), Lei dos Direitos Autorais. No capítulo IV, que versa sobre as limitações dos direitos autorais, o artigo 46 fala que não constitui ofensa aos direitos autorais:

VI - a representação teatral e a execução musical, quando realizadas no recesso familiar ou, para fins exclusivamente didáticos, nos estabelecimentos de ensino, não havendo em qualquer caso intuito de lucro (BRASIL, 1988).

Além disso, o artigo 47 diz que 'são livres as paráfrases e paródias que não forem verdadeiras reproduções da obra originária nem lhe implicarem descrédito' (BRASIL, 1988). O conhecimento sobre essa lei limita nossos espaços de apresentação da praça, pois não mais poderemos usar praças da cidade, mas possibilita a apresentação em quaisquer estabelecimentos de ensino.

Como educadoras e educadores em ciências, muitas vezes desconhecemos questões legais acerca de direitos autorais em relação a obras artísticas. Entretanto, com essas aproximações entre Ensino de Física e arte que a comunidade vem buscando, acreditamos que essas informações sejam importantes para incentivar novas propostas pedagógicas com o uso do teatro.

## Oficinas

A proposta básica é de se fazer oficinas com desafios para serem resolvidos, brinquedos para serem montados e desenhos para serem coloridos. As oficinas foram divididas em duas categorias: para crianças de 4 a 6 anos e para crianças de 7 a 10 anos. Para fins de clareza neste texto, chamaremos de Oficina A e B, respectivamente.

Nas oficinas A, os experimentos envolvem o uso de fontes de luz construídas de maneira que podem ser manipuladas com segurança pelas crianças, filtros vermelhos, verdes e azuis e que trarão o desafio de criar diferentes cores para pequenos bonecos vestidos de branco. O objetivo é de que as crianças explorem os aspectos de interferência da luz através da soma das cores primárias. Nessa oficina há também momentos para prática de colorir e fazer desenhos, para explorar o uso de diferentes cores de pigmento. Não trabalharemos a mistura de cores enquanto pigmento, para buscar evitar a confusão entre cores primárias de pigmento e cores primárias de luz. Como prática de construção de um brinquedo, a atividade é de se construir um pequeno disco de Newton com o disco pintado pelas crianças, colado a uma base de CD e com um eixo de rotação criado pela colagem de uma bola de gude no centro do CD. Assim, cada criança consegue levar um brinquedo para casa e continuar a explorar o fenômeno no lar, na escola e com colegas.

Nas oficinas B, o trabalho é semelhante ao proposto em A, porém com nível de desafio maior. Além de se explorar fenômenos ondulatórios da luz, através da interferência das cores, utilizamos superfícies espelhadas e prismas. A montagem do disco de Newton nessas oficinas será com o uso de um disco vinil.

Dos testes que realizamos até o momento, percebemos que os discos de Newton que são feitos com tons pastéis (e.g. usando giz de cera) e com faixas de cor que não ultrapassam uma abertura angular de cinco graus tendem a produzir melhores resultados, isso é, a mistura das cores fica mais próxima do branco. A Figura 1 mostra algumas fotos de nossos testes para construção do disco de Newton com vinil.

Figura 1 : Disco de Newton Fonte: as autoras

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## Considerações Finais

Embora o relato aqui compartilhado seja de uma experiência ainda em andamento, esperamos que nossa trajetória até o momento seja útil para que outras educadoras e educadores se aventurem pelo mundo do teatro com a Física. Além disso, gostaríamos de incentivar mais debates e trocas de experiências sobre o Ensino de Física para o público infantil. Um fator importante ao se trabalhar com crianças é o impacto que temos para as pessoas que estão em seu convívio. As pessoas que interagem com essas crianças também são impactadas, indiretamente, com as ações desse projeto. As crianças não vão sozinhas ao teatro, por exemplo. Esse movimento da família em relação à ciência contribui para a sua popularização e compreensão. Finalmente, esperamos que as crianças ampliem suas curiosidades sobre a ciência, associem ciência com as artes e desenvolvam uma compreensão adequada acerca de conceitos relativos à luz.

Que bonito esse país Céu de anil, ouro, luar Tem samba, xaxado, baião Tem cultura popular Mas não vejo minha cor Muito tenho que andar!

Trecho de Flicts em Cordel, adaptado por Arly Arnaud.

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