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FORMAÇÃO DE PROFESSORES: AVALIANDO AS ATITUDES DE ALUNOS EM RELAÇÃO À DISCIPLINA DE FÍSICA

Marcílio C. Oliveros, Juliana M. Hidalgo Ferreira, José De Arimater De Souza, Amanda T. A. Câmara, Edimilson F. Da Silva, Fábio M. Da Silva, Ivan A. De Souza, Jane C. Da Silva, Jucimério Da Silva, Juliane B. De Azevedo, Pedro E. De Queiros

Evento
Encontro de Pesquisa em Ensino de Física ↗ (EPEF)
Edição
XII
Ano
2010
Data
25/10/2010
Linha de pesquisa
Formação E Prática Profissional Do Professor De Física
Tipo
Comunicação

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Texto completo

## FORMAÇÃO DE PROFESSORES: AVALIANDO AS ATITUDES DE ALUNOS EM RELAÇÃO À DISCIPLINA DE FÍSICA

## TEACHER'S EDUCATION: ASSESSING STUDENTS' ATTITUDES REGARDING THE DISCIPLINE OF PHYSICS

Marcílio C. Oliveros 1 , Juliana M. Hidalgo Ferreira 4 2 , José de Arimater de Souza 3 , Amanda T. A. Câmara 4 , Edimilson F. da Silva 5 , Fábio M. da Silva 6 , Ivan A. de Souza 7 , Jane C. da Silva 8 , Jucimério da Silva 9 , Juliane B. de Azevedo 10 , Pedro E. de Queiros 11

- 1 UFRN/ Departamento de Física Teórica e Experimental , marcilio@dfte.ufrn.br
- 2 UFRN/ Departamento de Física Teórica e Experimental, juliana\_hidalgo@yahoo.com
- 3 Escola Estadual Soldado Luis Gonzaga , arimatersouza@yahoo.com.br
- 4 UFRN/ Departamento de Física Teórica e Experimental , amanda\_thanize@yahoo.com.br
- 5 UFRN/ Departamento de Física Teórica e Experimental , edimilsonfelix@yahoo.com.br
- 6 UFRN/ Departamento de Física Teórica e Experimental , fabiofis@yahoo.com.br
- 7 UFRN/ Departamento de Física Teórica e Experimental , ivan\_bbismi@hotmail.com
- 8 UFRN/ Departamento de Física Teórica e Experimental , claudia\_jane19@yahoo.com.br
- 9 UFRN/ Departamento de Física Teórica e Experimental , jucimeriodasilva@yahoo.com.br
- 10 UFRN/ Departamento de Física Teórica e Experimental , juliane.pesquisa@gmail.com
- 11 UFRN/ Departamento de Física Teórica e Experimental, pedroerton@yahoo.com.br

## Resumo

O presente trabalho discute os resultados preliminares da aplicação de um instrumento de pesquisa destinado a investigar como alunos do ensino médio de uma escola pública de Natal (RN) vêem a disciplina de Física, quais são as suas principais dificuldades, e a que elas se relacionam. O desenvolvimento da atividade de elaboração, aplicação e avaliação dos resultados desse instrumento tem ocorrido no âmbito do subprojeto Física do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID-CAPES), dedicado à formação de professores, na Universidade Federal do Rio Grande do Norte. O contato com a pesquisa em Ensino de Física tem sido importante para a formação desses futuros professores, tanto do ponto de vista de criar o hábito de consulta à produção acadêmica da área, quanto pela possibilidade de eles próprios se engajarem nessas pesquisas. Propor que professores em formação participem da elaboração, aplicação e análise dos resultados de instrumento de pesquisa com tal finalidade, e ainda divulguem os resultados dessa atividade de pesquisa não é algo comum. Desse modo, complementarmente, essa ação representa uma nova perspectiva em termos da formação dos licenciandos. Consideramos, ainda, que essa atividade terá repercussão positiva na postura profissional desses futuros professores, pois incentiva a atenção às condições dos discentes e suas posturas. Podemos dizer que tendo em vista os resultados iniciais obtidos no questionário, os alunos do ensino médio da Escola Soldado Luís Gonzaga, onde ocorreu a presente pesquisa, não demonstram uma atitude essencialmente negativa em relação à disciplina de física. No entanto, suas respostas indicam que existem muitos problemas no ensino dessa

disciplina. A partir desse diagnóstico de atitudes em relação à disciplina de física, os bolsistas do PIBID -Física, deram início ao planejamento de ações que estão sendo implementadas na referida escola vinculada ao programa .

Palavras -chave: Ensino de Física; disciplina de Física; atitudes; formação de professores .

## Abstract

This paper discusses the results of applying a research tool to investigate how high school students in a public school in Natal (RN) see the discipline of physics and what are their main difficulties. The activity of elaboration and evaluation of the results of the instrument happened under the subproject Physics belonging to the Institutional Scholarship Program Initiation to Teaching (PIBID-CAPES), dedicated to Teacher Training at the Federal University of Rio Grande do Norte. We advance that this contact with the research in Physics Education has been important in Teacher's Education, both from the standpoint of creating among preservice teachers the habit of consulting academic works , as well as regarding the possibility of engaging themselves in these surveys. It is not common both suggesting that teachers in training take part in the development, implementation and analysis of results of research instrument for such purposes as well as stimulating them to publish the results of their research activity . Thus, in addition, this action represents a new perspective regarding the training of undergraduates. We believe also that this activity will have positive impact on the professional attitude of these teachers, because it encourages attention to the conditions of the students and their postures. In view of the results obtained in the questionnaire, it is possible to say that the high school students from the Escola Estadual Soldado Luis Gonzaga, where this research occurred, did not show an essentially negative attitude in relation to the discipline of physics. However, their answers indicate that there are many problems in Physics teaching at school. From this diagnosis of attitudes toward physical discipline, undergraduate students of PIBID-Physics, started planning actions which has been implemented at the school attached to the program.

Keywords: Physics Teaching; Physics syllabus; attitudes; Teacher's Education .

## Comentários iniciais

O Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID-CAPES) tem como objetivo colaborar com a formação de professores e melhoria do ensino em escolas públicas. No âmbito do subprojeto PIBID-Física, na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, realizamos atividades como discussões com o grupo de bolsistas sobre questões relacionadas ao ensino, planejamento e implementação de ações que visam colaborar com ensino na Escola Estadual Soldado Luís Gonzaga, conveniada ao programa, em Natal.

Participam do programa desde o seu início, em janeiro de 2009, um professor coordenador r e uma professora colaboradora, ambos do Departamento de Física Teórica e Experimental da UFRN, e oito bolsistas , licenciandos em Física na universidade. O professor responsável pela disciplina de Física na escola também é bolsista do PIBIB. Participa ativamente das reuniões de discussão e planejamento

do grupo, atuando como mediador visando à implementação efetiva das ações na escola.

No presente trabalho, discutimos os resultados obtidos pelo grupo na elaboração e avaliação preliminar dos resultados de um instrumento de pesquisa sobre as atitudes em relação à disciplina de Física , aplicado na referida escola . Esse instrumento visa obter um diagnóstico a respeito de como os alunos do Ensino Médio vêem a disciplina de física . O diagnóstico preliminar realizado , proposto para apresentação no XII EPEF em forma de pôster, está servindo de base para direcionar a elaboração de ações que vêm sendo implantadas na escola. O grupo vem, concomitantemente, aprofundando sua análise e irá, em momento oportuno, apresentá-la de modo completo utilizando os referenciais de análise de conteúdo desenvolvidos por L. Bardin. 1

Sabemos que realizar pesquisas sobre atitudes de alunos em relação às disciplinas escolares não é algo incomum na pesquisa em Ensino de Física (ver, por exemplo, TALIM, 2004; RICARDO & FREIRE, 2007; MENEGOTTO & ROCHA FILHO, 2008). No entanto, realizá-las no contexto da formação de professores, como aqui propomos, não é tão usual. Consideramos que tal iniciativa é, portanto, relevante tendo em vista que, de modo geral, os professores não costumam realizar tais sondagens. Procuramos, assim, incentivar entre os bolsistas um hábito fundamental na vida dos futuros profissionais: a constante atenção às condições dos discentes e suas posturas. Assim, além de resultar em possíveis benefícios para a escola à qual o PIBID-Física se vincula, essa atividade incentiva uma postura que consideramos desejável entre os futuros professores. Ademais, propor que professores em formação participem da elaboração, aplicação e análise dos resultados de instrumento de pesquisa com tal finalidade não é algo comum. Desse modo, complementarmente, essa ação representa uma nova perspectiva em termos da formação usual dos licenciandos. 2

## O instrumento de pesquisa e sua aplicação

O instrumento de pesquisa que utilizamos foi formulado a partir da leitura e discussão de artigos sobre pesquisa de atitudes em relação à disciplina de Física , no contexto das ações do PIBID. Esse instrumento contém três partes distintas. Na primeira parte, pedia-se que o aluno, diante da expressão "disciplina de física" escrevesse 8 palavras que lhe vinham à mente. Em seguida, o aluno deveria ordenar essas palavras em ordem crescente de importância. A segunda parte do instrumento era composta por um teste, contendo uma série de afirmações relacionadas a atitudes em relação à disciplina de física. Diante dessas afirmações, devia -se optar entre concordo, concordo totalmente, sem opinião, discordo, discordo totalmente . A terceira parte do instrumento de pesquisa era composta por um

questionário aberto que também procurava identificar possíveis atitudes dos alunos em relação à disciplina de física. 3

- O instrumento foi aplicado a 113 alunos da Escola Estadual Soldado Luís Gonzaga, sendo 59 matriculados no segundo ano do Ensino Médio e 54 no terceiro ano do mesmo nível de ensino. Desse total, 57 alunos frequentavam o período noturno, e 56 o vespertino. A supervisão da aplicação do questionário foi realizada pelos bolsistas do PIBID, organizados em duplas. No que diz respeito à compreensão das questões propostas, embora tenhamos procurado fazer uma redação bastante simples, os aplicadores notaram certa dificuldade. De modo geral, no entanto, apesar dos obstáculos, houve boa participação dos alunos na pesquisa, da qual, diga-se de passagem, esclarecemos que eles não eram obrigados a participar. Apenas três estudantes não responderam a qualquer parte do instrumento de pesquisa.

## Discussão das respostas

Como nosso instrumento é dividido em partes bem definidas, que exigem diferentes estratégias de análise, os bolsistas se organizaram em duplas para interpretar os resultados. A avaliação tem se dado por turno e também por série, de modo a possibilitar vários tipos de comparações . Como essa análise é extensa, no presente trabalho, nos restringiremos a comentar os resultados obtidos na aplicação do questionário aberto (parte 3 do Anexo 1). Vale ressaltar que nossa proposta é apresentar aqui os resultados s preliminares s dessa pesquisa. Esses estão sendo aprofundados em discussões no grupo PIBID-Física, de acordo com os referenciais de análise de conteúdo já mencionados e serão apresentados em momento oportuno.

## Questão 1 - - "Quais os assuntos que você considera importantes para serem estudados na disciplina de Física? Por que?"

Essa questão foi respondida por 99 estudantes. Dos 11 alunos que não a responderam, 8 estão matriculados no turno noturno. Nota-se aqui, portanto, uma diferença marcante no que diz respeito à ausência de respostas quando comparamos os resultados dos dois turnos. De modo geral, fica difícil entender r se a ausência de resposta a essa questão se deve à dificuldade ou falta de interesse. A dificuldade pode estar relacionada a um possível desconhecimento de assuntos relacionados à física, o que parece ser, de fato, evidenciado mesmo pelas respostas efetivamente obtidas para essa questão. Já a falta de interesse pode apontar para a atribuição de pouca importância aos conteúdos por parte desses indivíduos. Deve-se levar em conta, além disso, que a ausência de resposta pode estar relacionada à falta de interesse não exatamente em relação à física ou à atividade escolar, mas ao próprio questionário. De fato, os bolsistas relataram certa falta de interesse de uma parcela significativa dos estudantes para responder ao instrumento de pesquisa. Alguns responderam apressadamente. Poucos demonstraram maior interesse.

Particularmente em relação aos alunos no noturno, numa turma específica, 5 alunos dos 7 que fizeram o questionário, não responderam a essa questão. 4

Dentre os questionários nos quais efetivamente se encontra uma resposta para a Questão 1, notamos alguns particularmente reveladores no que diz respeito a indícios de dificuldades para respondê-la: "Não sei dá opinião"; "No momento sem opinião". 5 Já a falta de interesse pelos próprios conteúdos de física é sugerida por algumas respostas. Um aluno, por exemplo, respondeu: " Não tenho nenhu espesifico". O sentido dessa resposta tornou-se mais claro quando analisamos a resposta do mesmo indivíduo à Questão 2, que perguntava sobre a dificuldade do aluno em aprender física: "Não[,] so não me intereso muito por fisica". A análise conjunta de respostas de outros indivíduos às mesmas Questões 1 e 2, novamente revelou que o que em princípio poderia ser compreendido como falta de interesse era, na verdade, uma dificuldade no aprendizado da física; sendo essa, às vezes, entendida como matemática simplesmente. Reproduzimos abaixo um conjunto de respostas de um mesmo indivíduo para ilustrar essa situação:

Questão 1. Resposta: Nenhum, porque física não entra na minha cabeça.

Questão 2. Resposta: 6sim, porque é pura matemática e eu tenho dificuldades com matemática. 6

Observou -se, ainda em relação à Questão 1, a resposta "todos", sem qualquer discriminação de conteúdos específicos, em 13 questionários do total analisado. Tal resposta pode sugerir uma atitude positiva em relação à disciplina de física. Isso, de fato, parece ser indicado por algumas respostas que esclarecem que o termo "todos" se refere à importância da física de modo geral, para o futuro, etc. Citamos alguns exemplos: " Todos pois devemos estuda por r que vai servir para nós [...]"; "Todos eu acho bom estudar física e como eu falei é só um pouco [difícil] de se compreender " .

As citações anteriores de modo explícito sugerem uma atitude relativamente positiva. No entanto, devemos levar em consideração que o uso do termo "todos", em outros casos, pode indicar que os indivíduos não conseguem apontar qualquer conteúdo de Física ou até mesmo que quiseram se livrar rapidamente da questão. Comentaremos sobre essa primeira hipótese ainda na análise dessa questão.

De modo geral, os alunos responderam à Questão 1. Conteúdos de física foram apontados 47 vezes nos questionários das turmas da tarde e 28 vezes nos questionários das turmas da noite. Considerando que o número de indivíduos do turno noturno que responderam ao questionário é praticamente idêntico ao número dos que o fizeram no vespertino, esse dado nos parece significativo. Os indivíduos do vespertino demonstraram, portanto, maior facilidade para apontar os conteúdos de física que consideram importantes, ou mesmo , demonstraram maior interesse pela física , se comparados aos do noturno. Em relação aos conteúdos apontados pelos alunos de modo geral, pode-se dizer que um variado universo de termos

aparece. Esses termos foram classificados em três grandes grupos: eletricidade (7V+14N=21), mecânica (23V+8N=31) e termodinâmica (12V+2N=14). 7 Como eletricidade, registrou-se, por exemplo: campo elétrico, força de atração, corrente elétrica, condutores. Como conteúdos de mecânica notamos, por exemplo: lei de Newton, energia, tempo, velocidade, aceleração. Dentre os conteúdos classificados como termodinâmica temos: calor, termologia, escala Kelvin, Celsius. 8

Notou -se que nas turmas de 3 o ano predominaram os conteúdos de eletricidade. Como esse era justamente o assunto trabalhado pelo professor naquele semestre, pode-se dizer que os alunos demonstraram tendência a apontar assuntos com os quais haviam tido contato recente. Esses dados também poderiam ser explicados por uma possível dificuldade dos estudantes em se lembrar de conteúdos com os quais tiveram contato em outros anos. De certo modo, essa última interpretação parece ser confirmada por uma situação particular . Os alunos de uma turma específica do 3 o ano da tarde não tiveram aulas regulares de física nos dois anos anteriores, à exceção de aulas esporádicas ministradas por estagiários. Não tiveram, portanto, aulas sobre conteúdos de mecânica e termodinâmica. Isso, em princípio, poderia justificar o fato de esses conteúdos aparecerem menos em suas respostas, se comparados aos relacionados à eletricidade. Essa hipótese é reforçada pela resposta de um dos alunos a essa questão, que parece soar mais como um depoimento ou desabafo: "N "Na verdade não lembro muito dos assuntos que podemos estudar física por que não tivemos professor de física o ano passado por isso não estou atualizada bem na matéria de física " .

Essa resposta, portanto, mostra que um aluno explicitamente atribui o fato de não conseguir mencionar conteúdos de física, à falta de contato com os mesmos. No entanto, observou-se que mesmo as outras turmas de 3 o ano (que tiveram aulas regulares de física nos anos anteriores) tenderam , na mesma proporção , a apontar conteúdos de eletricidade, recém estudados por eles, em detrimento dos conteúdos de mecânica e termodinâmica. Sendo assim, temos fortes indícios de que os alunos , de fato , não se lembram de conteúdos que já deveriam ter aprendido.

Ainda em relação à Questão 1, trataremos a seguir das justificativas apresentadas nos questionários para que os conteúdos de física apontados como importantes sejam estudados. Vale notar que muitos alunos, embora tivessem tentado, não conseguiram responder satisfatoriamente a respeito do porquê de se estudar conteúdos de física. Dentre as respostas analisadas, é relevante destacar que a justificativa mais citada pelos alunos (em cerca de 30% dos questionários) é a relação dos conteúdos de física com o cotidiano. Reproduzimos algumas respostas:

É bom quando estudamos coisas que estão diretamente ligadas ao nosso dia -a-dia, disperta curiosidade .

A física é importante para comprereender o mundo em que vivo.

Eu acho muito interessante esse assunto, porque se prestarmos bem a atenção ele nos mostra o que acontece no nosso dia-a-dia

Porque física faz parte da nossa vida tudo praticamente é física.

Pois são assuntos que vemos em nosso dia-dia, onde sem percebermos, fazemos exemplos práticos dos mesmos em nossa convivência com certos 'desafios' que o mundo nos apronta e devemos está preparados para resolvermos tal caso .

Respostas que indicam a importância de estudar conteúdos de física por motivos relacionados ao futuro, vestibular e carreira profissional foram registradas em 16% dos questionários. Deve-se registrar, ainda, que vários alunos deram justificativas que representam uma atitude explicitamente positiva em relação à disciplina de física: "Porque gera muitas curiosidades"; "P "Porque eu acho uma coisa muito importante para nós aprender " .

## Questão 2 - - "Você tem dificuldades para aprender Física? Comente."

Dos 54 alunos que responderam ao questionário no turno vespertino, 26 disseram que sentem dificuldades para aprender física, 13 disseram que não sentem e 15 afirmaram que às vezes sentem ou que sentem um pouco de dificuldade. Dentre os que disseram sentir dificuldades, 18 alunos atribuíram esse problema à forte presença de cálculos na disciplina, bem como à ausência de professores nas séries anteriores. 9 Outro aspecto particularmente interessante foi levantado pelos estudantes. Trata -se de uma autocrítica relacionada à motivação para o aprendizado de física. Nesse sentido, cerca de 31% dos alunos do vespertino que responderam ao questionário associaram a dificuldade para aprender física à falta de interesse para fazê-lo. Os que disseram não sentir dificuldades atribuem essa situação ao fato de gostarem do professor, considerarem a disciplina interessante, bem como a características particulares deles próprios (serem atenciosos, por exemplo). De modo geral, pode-se dizer, portanto, que as respostas dos alunos indicam que a presença ou ausência de dificuldade no aprendizado de física se relaciona diretamente às atitudes deles próprios em relação à disciplina em si.

A esse respeito, uma série de questões nos parece relevante. O que podemos entender por "falta de interesse"? Será falta de compromisso dos próprios alunos consigo mesmo ou com a educação? Será que o descaso do poder público (negando aulas de física a esses alunos em séries anteriores) os motivaria a não levar a sério a física ou até o próprio ensino? Ou será esse apenas um problema intrínseco às próprias aulas de física? (a física poderia, por exemplo, lhes ser apresentada de um modo não atrativo, sem ligação com o cotidiano, etc.). Seria difícil respondermos a essas perguntas com base no nosso questionário. A partir dos dados obtidos, correríamos o risco de realizarmos meras especulações . Consideramos que mesmo uma análise completa do nosso instrumento de pesquisa pode apenas colaborar para que tenhamos uma visão difusa do panorama que se descortina particularmente nessa escola pública.

Em relação aos resultados obtidos nessa Questão 2, especificamente, podemos, de qualquer forma, dizer que as atitudes dos alunos parecem estar de certo modo relacionadas a como vêem a apresentação da disciplina. Por exemplo, alguns, como mencionamos, se queixam do excesso de cálculos. Em princípio, essa queixa poderia ser razoável por encontrar ressonância no fato de que muitos professores de física se restringem à resolução de problemas que envolvem fortemente a matemática, em detrimento da discussão da física presente nesses problemas e em situações cotidianas. Por outro lado, devemos levar em conta que muitos professores não agem dessa maneira. 10 Adequadamente, discutem os

conceitos físicos, embora não possam prescindir da matemática, visto ser esta uma ferramenta inegavelmente fundamental para a física. Nesse caso, esses professores podem ser mal compreendidos por alunos que tenham dificuldades na realização de cálculos básicos. Essas dificuldades em relação à matemática podem gerar uma atitude negativa em relação à física, que se refletiria no aprendizado da disciplina.

## Questão 3 - - "Como você gostaria que fossem suas aulas de Física?"

Observou -se que essa questão deixou de ser respondida por apenas 6% dos alunos. Nota -se, portanto, que esses se mostraram dispostos a manifestar opiniões sobre suas aulas de física e indicar possíveis mudanças para melhorá-las. Inclusive, não solicitamos nessa questão que justificassem suas respostas, mas, por iniciativa própria, alguns o fizeram. Nos casos em que isso não ocorreu, tentaremos interpretar as respostas levando em conta, por exemplo, o que foi registrado nas outras questões, o comportamento dos alunos durante a aplicação do questionário, dentre outros fatores.

Encontramos um número razoável de manifestações indicando que as aulas já são boas: cerca de 13% no período vespertino, contra 5% no noturno. Essas respostas podem se dever a uma boa receptividade da postura do professor e do direcionamento de suas aulas. E, de fato, tanto durante a aplicação do questionário, quanto explicitamente em suas respostas, muitos demonstraram gostar do professor. 11 Talvez realmente esses estudantes não queiram modificações nas aulas ou temam que qualquer sugestão nesse sentido possa vir a prejudicar o professor. Durante a aplicação, alguns demonstraram essa preocupação, embora lhes tenha sido explicado que a função da pesquisa não era julgar o professor.

Embora tenha havido um número razoável de pessoas que responderam nesse sentido, muitas deram sugestões para que as aulas se tornassem melhores. Foi bastante frequente a indicação de que as aulas deveriam ter mais experiências relacionadas ao conteúdo estudado. As respostas deixam transparecer a curiosidade dos alunos pela experimentação na física, e o reconhecimento desta como importante meio para facilitar a aprendizagem. Citamos a seguir exemplos desse tipo de manifestação:

Com várias experiências nas aulas, isso com certeza abriria mais a cabeça dos jovens para verem que a física em si, é o mesmo que 'mamão com açúcar' .

Eu gostaria que fosse com experiencia basicas para mostrar como acontece aquilo que o professor esta explicando.

É interessante ressaltar que os alunos entendem essas atividades práticas fundamentalmente como "demonstrações", que servem de ilustração para o que é abordado em aula de modo tradicional. De certo modo, parecem desconhecer outros possíveis usos da experimentação no ensino de Física.

Surgiram várias indicações em ambos os turnos de que as aulas deveriam ser mais "dinâmicas" ou "animadas". Em geral, os alunos não explicaram o que entendiam por r essas qualificações. Em vista da manifesta vontade de que houvesse mais experiências, por exemplo, podemos cogitar a possibilidade de que estivessem se referindo a aulas que não se limitassem ao "quadro e giz" ou à costumeira

aplicação de fórmulas na resolução de problemas. É possível que considerem esse tipo de aula monótona e cansativa, e queiram algo diferente. Vale notar, no entanto, que, como ressaltamos anteriormente, essa aula aparentemente de caráter menos tradicional pela qual os alunos clamam, talvez seja, na realidade, pouco diferenciada ou tradicional do ponto de vista da experimentação no ensino de física. Comentaremos melhor esse ponto mais adiante.

Nas respostas analisadas, há também indicações de que as aulas deveriam ser mais "estimulantes" ou "interessantes". Além da questão da experimentação, tal característica, tendo em vista o que aparece explicitamente em resposta à Questão 1, por exemplo, nos parece estar ligada à vontade de que o conteúdo se relacione ao cotidiano. Notamos também que vários alunos gostariam que suas aulas fossem mais "explicadas" ou "explicativas". Ao que tudo indica, esse desejo parece estar relacionado à dificuldade de entender o conteúdo da maneira como este lhe é transmitido pelo professor. Em princípio, essa situação poderia ser explicada tanto por problemas intrínsecos ao aluno (como falta de ferramentas matemáticas 12 básicas 12 ), como por alguma dificuldade de comunicação do próprio professor. Poucos alunos sinalizaram que as aulas deveriam ser mais simples e ter menos cálculos. Incluiremos os comentários sobre essas respostas na análise da Questão 4, que justamente trata da relação entre física e matemática.

## Questão 4 - - "Qual a diferença que você vê entre a Física e a Matemática?"

A partir das respostas a essa questão, podemos dizer que a parcela dos alunos que diferencia a física da matemática de modo minimamente adequado é restrita. Esses geralmente relacionam a física com fenômenos, cálculos e "outras 13 coisas", ao passo que restringem a matemática apenas aos cálculos. 13 Curiosamente, a parcela dos que fazem essa diferenciação dobra se comparamos um turno ao outro: no vespertino, cerca de 56%, enquanto que no noturno essa proporção cai a 28% do total de alunos que responderam a essa questão. Apesar da marcante diferença, de qualquer modo, podemos dizer que esses índices demonstram uma situação grave.

Muitos alunos dizem não ver qualquer diferença entre matemática e física 14 , ou apontam que há pouca diferença, mas não explicam a que se referem. As respostas de cerca de 25% dos alunos do vespertino se enquadram nessa descrição. No noturno esse índice chega a 42%, o que indica que a dificuldade para diferenciar a física da matemática é fortemente acentuada nesse período. De modo geral, no entanto, podemos dizer que os alunos de ambos os períodos têm dificuldades para diferenciar a física da matemática.

## Considerações finais

O desenvolvimento e análise do instrumento de pesquisa aplicado na Escola Estadual Soldado Luís Gonzaga, em Natal, exigiu esforço e muita atenção dos nossos bolsistas, que pela primeira vez se dedicaram a esse tipo de atividade. O contato com a pesquisa em Ensino de Física tem sido importante para a formação desses futuros professores, tanto do ponto de vista de criar o hábito de consulta à produção acadêmica da área, quanto pela possibilidade de eles próprios se engajarem nessas pesquisas. 15 Normalmente, o contato com artigos científicos é pouco presente ao longo do curso de licenciatura em física. Assim, a fase de elaboração do instrumento de pesquisa representou um aprofundamento na formação desses indivíduos. Realizamos ações preparatórias através de leituras e discussões que visavam criar familiaridade com aquele tema específico e adquirir experiência para elaborar um instrumento próprio a partir de outros já aplicados. Alguns textos foram recomendados pelos professores do programa, outros foram trazidos pelos próprios bolsistas, incentivados a fazê-lo através de buscas em periódicos da área de ensino. O exercício de construção do instrumento de pesquisa nos levou à situação de tentar compreender como os alunos da escola visualizariam cada uma das questões apresentadas nessa atividade. As discussões sobre os resultados obtidos se prolongaram por várias reuniões do grupo. Publicando os resultados dessa pesquisa, procuramos, mais uma vez, estimular entre os bolsistas o contato com uma etapa da pesquisa acadêmica à qual eles dificilmente teriam acesso: todos estiveram ativamente envolvidos com a redação do presente artigo. Consideramos, ainda, que essa atividade terá repercussão positiva na postura profissional desses futuros professores, pois incentiva a atenção aos discentes (ver Anexo 2 para depoimentos dos bolsistas) .

Quanto aos resultados apresentados, já nessa análise parcial da aplicação do instrumento de pesquisa, vislumbramos informações interessantes. Esses dados têm nos direcionado a implementar ações no sentido de que os alunos da escola passem a se interessar mais pela disciplina de física e possam resolver algumas de suas dificuldades. Como vimos, quando questionados sobre o que melhoraria suas aulas de Física, os alunos da escola demonstraram interesse pelos experimentos e disseram que gostariam de ter mais aulas "práticas". De fato, também as propostas de renovações curriculares no Brasil enfatizam a necessidade de intensificar a experimentação no ensino de Ciências (ver, por exemplo, BORGES, 2002) . Pode -se, dizer, no entanto, que, em geral, a experimentação , quando praticada , costuma não ter um caráter desafiador e instigador na busca de estratégias e respostas. Nesse contexto, não visa o desenvolvimento de habilidades que poderão ser usadas nas situações cotidianas, ao contrário do que apontam os documentos oficiais para o ensino. De certo modo, notamos que os alunos da Escola Estadual Soldado Luís Gonzaga não identificam na experimentação possibilidades que contradizem a situação descrita acima. Parece que o pouco contato com a experimentação que esses alunos talvez tenham tido, se restringiu ao tradicional uso dos experimentos: esses servem para confirmar o que se aprende em sala de aula

Embora estejamos atentos às sugestões desses alunos, temos atuado no PIBID no sentido de desenvolver atividades experimentais que não seguem nessa

direção, mas sim que privilegiam a discussão aprofundada dos conceitos físicos e a atenção para à física presente em situações do cotidiano do aluno. Levamos em consideração o fato de que estudos recentes apontam a necessidade de abandonar o tradicional laboratório e desenvolver novas atividades de experimentação. Nesse sentido, essas atividades não são mero complemento das explicações, mas sim estratégias que possibilitam o tratamento de situações de interesse, as quais podem, por exemplo, contemplar aspectos do cotidiano (BORGES, 2002) . Sabemos que para reverter a tradição de pouco (ou mau) uso da experimentação no ensino , investir na formação dos futuros professores é essencial. Por isso, temos trabalhado junto aos bolsistas do PIBID, a utilização da experimentação como recurso didático . Várias atividades experimentais de enfoque interativo-reflexivo organizadas por eles já foram levadas à escola e tiveram boa receptividade por parte dos alunos.

Ainda nessas considerações, gostaríamos de destacar outros aspectos . Notamos na análise do questionário problemas no que diz respeito à formação básica dos alunos da escola. O modo rudimentar como se expressam na escrita é evidenciado pelos trechos aqui transcritos. Algumas respostas incompreensíveis precisaram ser descartadas. E, a esse respeito, é interessante ressaltar que a situação observada nessa escola não se constitui um caso isolado. Outros estudos exploratórios acerca das concepções de alunos em relação à disciplina de física apontaram a mesma dificuldade (RICARDO & FREIRE, 2007). Os resultados que obtivemos também deixam transparecer que os alunos vêem a matemática como um entrave, o que pode gerar atitudes negativas em relação à disciplina de física, e prejudicar o seu aprendizado. Como vimos, a relação estreita entre atitude e aprendizado foi fortemente evidenciada pela fala dos próprios alunos. Com relação à dificuldade de diferenciar a física da matemática, foi interessante para os bolsistas notarem essa situação e refletirem sobre ela. Consideramos que a matemática, sem dúvida, deve estar presente nas aulas de física. Porém, nessas aulas, a discussão dos fenômenos físicos em si deve ser priorizada. Grosso modo , isso não é observado em boa parte dos livros didáticos com os quais os nossos licenciandos irão lidar em sua prática profissional. Neles, muitas vezes, a física se confunde com o formalismo matemático. O questionário levou o nosso grupo a refletir sobre essa situação e sobre o fato de que expor os conteúdos dessa maneira em sala de aula pode levar à incompreensão dos fenômenos físicos, e a rejeição à física, especialmente se os alunos têm dificuldade com a matemática.

Em resumo, podemos dizer que tendo em vista os resultados preliminares obtidos através do questionário, os alunos do ensino médio da Escola Soldado Luís Gonzaga não demonstram uma atitude essencialmente negativa em relação à disciplina de física. No entanto, suas respostas indicam que existem muitos problemas no ensino dessa disciplina. O contato com esses entraves, como a falta de aulas de física em algumas séries, tem inclusive gerado preocupação entre os bolsistas quanto ao seu futuro profissional. Acreditamos que projetos como o PIBID possam colaborar para a busca de solução para os problemas. Por outro lado, consideramos que um maior apoio do poder público se faz necessário numa situação tão frágil quanto a que observamos, a qual sabemos não ser exceção no ensino público de Natal.

## Referências

BORGES, A. T. Novos rumos para o laboratório escolar de ciências. Caderno Brasileiro de Ensino de Física . v. 19, n. 3, p. 291-313, 2002.

CARVALHO, A. M. P. & GIL-PÉREZ, D. Formação de professores de ciências. São Paulo: Cortez, 1993.

LUZ, A . R . da & LEAL, L . W . G . As concepções sobre física dos alunos do ensino médio. Atas do XVII Simpósio Nacional de Ensino de Física.

MARANDINO, M. A Prática de Ensino nas Licenciaturas e a pesquisa em ensino de ciências: questões atuais. Caderno Brasileiro de Ensino de Física. v. 20, n. 2, p. 168-193. 2003.

MENEGOTTO, J . C . & ROCHA FILHO, J . B . da. Atitudes de estudantes do ensino médio em relação à disciplina de Física. Revista Electrónica de Ensenanza de las Ciencias . v. 7, n. 2, p. 298 - - 312, 2008.

PEREIRA, A . S. & COELHO, M . F . de Freitas et al. Um estudo exploratório das concepções dos alunos sobre a física do ensino médio. Atas do XVII Simpósio Nacional de Ensino de Física. p. 1-11, 2007 .

RICARDO, E . C. & FREIRE, J . C. A. A concepção dos alunos sobre a física do ensino médio: um estudo exploratório. Revista Brasileira de Ensino de Física , v. 29. n. 2., p. 251-266, 2007.

TALIM, S . L. A atitude no ensino de física. Cadernos Brasileiros de Ensino de Física. v. 21, n. 3, p. 3131-324, dez. 2004.

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Anexo 1

Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência - PIBID/CAPES

Primeira parte: [OMITIDA]

Segunda parte: [OMITIDA]

Terceira parte -Responda às perguntas abaixo de acordo com as suas idéias.

- 1. Quais os assuntos que você considera importantes para serem estudados na disciplina de física? Por que?
- 2. Você tem dificuldades para aprender física? Comente.
- 3. Como você gostaria que fossem suas aulas de física?
- 4. Qual a diferença que você vê entre a física e a matemática?

Anexo 2 - Depoimentos dos bolsistas

"A leitura dos artigos utilizados para a preparação do questionário foi muito importante, primeiro no sentido de ter sido o meu primeiro contato com artigos e confesso que nem sabia como se ler um artigo, e, nesse processo eu aprendi a ler criticamente, [...]."

"Diante de todos os artigos que foram lidos, de todos os exemplos que tínhamos visto nos textos lidos, eu achei que ia ser fácil elaborar o questionário. Pelo contrário, [...]. [...] foi de fundamental importância pra mim, observar a dificuldade dos alunos, em todos os aspetos, pensar nas possíveis respostas que surgiriam, enfim, pensar no aluno em primeiro lugar, inindependente daquilo que queríamos como resposta. É tanto que nós nos preocupamos em fazer um questionário aberto com o intuito de não induzir respostas à eles. E isso me ajudou como profissional que pretendo ser futuramente, pensar em ajudar meus alunos a compreender o que eles pensam e entendem sobre os conteúdos abordados".

[Sobre a discussão dos resultados] "Aqui foi a concretização da necessidade e dificuldade dos alunos, que os bolsistas já tinham notado em discussões anteriores junto com o professor r da disciplina. Podemos notar o quanto os alunos necessitam de mudanças nas suas aulas, cabe a cada bolsista refletir sobre o que viu e o que ele pretende ser no futuro, ser só um mero professor a continuar com esse mesmo pensamento, ou ser um mero professor reflexivo que esteja atento as necessidades e dificuldade dos alunos e que possa minimizar as mesmas."

"Em relação à essa pesquisa, eu acho que é muitíssimo interessante para que os professores possam, com as informações adquiridas no questionário, mudar o que supostamente estaria "errado", quer seja na sua didática, quer seja por falta de algo novo, inovador para os alunos, enfim, algo que ajude a melhorar essa atitude que os alunos tem da tão temida disciplina de Física."

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