Pular para o conteúdo
Buscador da Pesquisa em Ensino de Física Busca em texto completo · v0.3.0

OS TRÊS MOMENTOS PEDAGÓGICOS E A PRÁTICA PEDAGÓGICA DO USO DO CELULAR NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES

Jeremias Ferreira Da Costa, Leticia Peres, Sérgio Camargo

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXII
Ano
2017
Data
25/01/2017
Linha de pesquisa
Formação De Professores E Prática Docente
Tipo
Comunicação

Abrir o PDF original ↗ Baixar referência .bib Ver todos do SNEF 2017

Texto completo

## OS TRÊS MOMENTOS PEDAGÓGICOS E A PRÁTICA PEDAGÓGICA DO USO DO CELULAR NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES

## Jeremias Ferreira da Costa , Letícia Peres , Sérgio Camargo 1 2 3

1 Professor de Matemática e Física da rede pública de ensino do Paraná. Email: jeremias.costa@hotmail.com

2 Professora de Ciências da rede pública de ensino do Paraná. Email: letsperez@gmail.com

3 Departamento de Teoria e Prática de Ensino (DTPEN) - UFPR. Email: s1.camargo@gmail.com

## Resumo

O objetivo desta pesquisa foi propor uma prática pedagógica do uso do celular na formação de docentes Integrado (FDI) de uma escola pública de Curitiba - Pr., relacionando com conteúdos da disciplina de Matemática. Iniciou-se com o levantamento de até 21 equipamentos elétricos com nome, quantidades, potência, quantidade de tempo de uso por dia e quantidade de dias por mês para analises do consumo de cada equipamento e dos hábitos das famílias. Foi utilizado o aplicativo (app) Ad Consumo de Energia Elétrica disponível gratuitamente no Google Play. Os resultados mostraram que os estudantes relacionaram os conteúdos da disciplina e houve apropriação dos conhecimentos, solicitando mais sequências didáticas com uso do celular numa relação com seu cotidiano. Observamos que usar o celular numa sequência didática contribuiu com o ensino e a aprendizagem de Matemática e Ciências e os estudantes do FDI aprovaram o trabalho e, é uma tecnologia de fácil acesso que está presente nas mãos dos estudantes, dos professores e pode ser usada na sala de aula.

Palavras-chave : Formação de Professores, Ensino de Matemática, Celular.

## Introdução

Os cursos de formação de professores que relacionam o uso de ferramentas tecnológicas disponíveis na escola, para fins didáticos, em muitas situações são recheados de teorias e, quando de uma prática, ficam distantes de uma conexão com os conteúdos que são selecionados previamente e ministrados durante o ano letivo. Segundo Brito (2006) quando se trata da formação de professores, nas questões relacionadas às tecnologias convém refletir que tipo de formação está referindo e para qual tipo de sociedade. Entende-se a necessidade da formação de professores se realizarem na prática acadêmica, na formação continuada de professores, na vida, em sociedade e no diálogo constante em sala de aula, destacando que as atividades práticas da sala de aula podem definir a visão de utilidade da tecnologia que por sua vez esta envolve os questionamentos dos professores como prática da construção de sua função na sociedade.

O assunto 'tecnologia e educação', às vezes são tratados em seminários e/ou cursos organizados pelas secretárias de educação ou, programas de pós- graduação. Nestes seminários e cursos, podemos perceber que não há uma discussão aprofundada sobre o conceito de tecnologia, causando assim uma confusão. Às vezes, são discutidas as configurações das tecnologias da informação e da comunicação atual, a interação humanomáquina e as consequências disto tudo na formação do indivíduo de uma forma muito abrangente e, às vezes, esses seminários tratam da manipulação de softwares, dos mais simples aos mais sofisticados, não se

\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_

26 a 30 de janeiro de 2015

chega a uma discussão efetiva destas tecnologias na educação (BRITO, 2006, p.3).

Para a autora nos cursos ofertados sejam pela Secretaria de Educação ou outros meios, são discutidos modos de aplicar a tecnologia, mas sem uma prática efetiva num interação ou conexão com os conteúdos, levando os professores a continuar sem expandir ou explorar o uso dessas tecnologias na sala de aula, uma vez que por existir novas culturas que fazem parte do contexto escolar, são necessárias novas formas de relacionar o ensino com a aprendizagem.

Com as novas tecnologias da comunicação e informação surgiram novos modos de transmitir, receber e conservar a informação. Surgiram novos vocábulos, como 'telemática', 'teledocumentação', 'teleinformática' ou 'novas tecnologias da informação'. Então não poderemos descartar que esse mundo em transformação influi notavelmente na cultura (BRITO, 2006, p.2).

Moura (2002 apud Brito, 2006) sobre o uso das tecnologias na formação de professores no contexto para sala de aula, aponta que há contradições entre os discursos e as práticas, mostrando que existem três falhas no processo: Falha de propósito; Falha de método e Falha de significação.

Na 'falha de propósito' é identificado que as tecnologias são apresentadas durante os cursos de formação de professores como algo que simplesmente deve compreendido, ficando distantes do contexto tanto da realidade do professor quanto da conexão com os conteúdos. Na 'falha de método', os cursos que utilizam as tecnologias deveriam ir para além das paredes da escola, havendo uma aprendizagem progressiva de forma que permeia e motiva tanto os professores quanto estudantes avançarem e aplica-las no seu cotidiano. A 'falha de significação' é que os cursos de formação estão promovendo apenas a forma de uso dessas tecnologias, mas que deveriam privilegiar um processo construtivo para ambos os envolvidos (docentes e discentes) na qual lhes confere, não somente o meio de ensino, mas que haja uma experiência de apropriação dos conhecimentos possibilitando o trânsito entre as áreas do saber. As aplicações e usos podem levar os envolvidos a continuar explorando o poder significativo tanto dos conteúdos quantos das tecnologias no contexto social.

Com base nos apontamentos feitos pelos autores de falhas nas conexões da utilização das tecnologias na sala de aula, observamos qual modo e quais possibilidades de desenvolver pesquisas de uso do celular na formação de professores de forma que ocorressem propósito, método e significação.

A base para tais discussões transitaram por alguns objetivos que julgamos mais relevantes que constam no PPP (2008) do colégio no qual oferece o curso de magistério - formações de professores. Segundo o documento, os professores devem ser capazes de reconhecer e desenvolver dinâmicas pedagógicas voltadas para formação de estudantes críticos e conscientes de sua cidadania com três itens:

- - Ter olhar amplo dos diferentes momentos sócios históricos, políticos e pedagógicos da escola brasileira, neste sentido passam pela apropriação das tecnologias móveis que as crianças têm acesso cada vez mais cedo;
- - Relacionar os conteúdos que são ministrados na sala de aula com práticas pedagógicas, neste sentido deve estabelecer relações entre os conteúdos, o uso das tecnologias móveis com o contexto do seu cotidiano;
- - Durante o processo de formação destes professores, integra-los ao futuro profissional de modo que seja considerado o campo de atuação, observando quais relações podem estar ocorrendo, investiga-los e

\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_

interpreta-los de forma crítica, levando seus aprendizes a uma visão próxima do todo (PPP, 2008, p. 386).

Entendendo a necessidade de ser significativo na formação professores, estabelecemos relações entre o ensino, à tecnologia e a temática do seu cotidiano de forma que permitisse aos professores, não somente a apropriação dos conhecimentos, mas que levasse para suas práticas de sala de aula, sua família, as pessoas com as quais se relacionam os contextos experimentados no processo de formação, replicando e multiplicando nos ambientes frequentados, durante o período letivo que estiver envolvido e percebessem a importância do trabalho de um professor, de forma não linear dos conteúdos, mas interáreas.

Segundo Brito e Purificação (2006), alguns autores, aponta que na formação de professores, no período da graduação ou formação inicial, há falta de domínio dos conteúdos quando são abordados. Selecionamos três apontamentos que ocorrem durante a formação de professores e que concordamos com as ideias dos autores e são percebidas no cotidiano das escolas.

- -Os professores têm dificuldades de relacionar os conhecimentos que transmite à experiência dos estudantes e à realidade social mais ampla;
- - Os conhecimentos transmitidos pela escola, às vezes selecionados pelos professores, não são abordados a partir da História e Filosofia das Ciências e, são trabalhados como se estivessem prontos e acabados. Também não são relacionados ao cotidiano de forma que inicia no senso comum e aproxima dos conhecimentos científicos;
- -Os estudantes, de maneira geral, não têm se apropriado sólida e duradouramente dos conhecimentos transmitidos pela escola (BRITO e PURIFICAÇÃO, 2006, p.5).

Dentre esses apontamentos, acrescentamos algumas informações que vão além da realidade escolar. A formação de professores incompleta acarreta prejuízos na vida profissional do professor, os estudantes pouco se apropriam dos conhecimentos científicos e ocorre formação descontinuada. Também há pouca ou nenhuma relação interáreas com as tecnologias disponíveis nas escolas e praticamente nenhuma com os artefatos móveis como o celular.

Diante da realidade, com formação de professores distante da realidade da sociedade contemporânea e estudantes com posse das tecnologias móveis, percebemos que é urgente uma intervenção na sala de aula que possa dar conta dos conteúdos de forma relacionada com o celular, tendo como partida o cotidiano dos mesmos.

Bueno (1999 apud Brito, 2006) expõem suas ideias a respeito do que é tecnologia:

... um processo contínuo através do qual a humanidade molda, modifica e gera a sua qualidade de vida. Há uma constante necessidade do ser humano de criar, a sua capacidade de interagir com a natureza, produzindo instrumentos desde os mais primitivos até os mais modernos, utilizando-se de um conhecimento científico para aplicar a técnica e modificar, melhorar, aprimorar os produtos oriundos do processo de interação deste com a natureza e com os demais seres humanos (BUENO, 1999, apud BRITO, 2006, p.87).

Portanto, o celular é uma tecnologia que os professores e estudantes interagem de diversas formas, trazendo qualidade de vida.

## Revisão de Literatura

\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_

MOURA E CARVALHO (2010), RAMINHOS et al, LOBATO e PEDRO, SANTOS, CAMARGO e GIOPPO, SANTOS et al (2012); COSTA, CAMARGO e GIOPPO (2013 e 2015), desenvolveram sequência didáticas com uso do celular na sala. Os autores dos trabalhos apontaram que o celular usado como ferramenta de apoio ao ensino, mediado pela ação pedagógica favoreceu a interação e levou os estudantes à interiorização de conhecimentos e novos significados. Ao usar o celular exploraram experiências de integração no ambiente escolar, impactando na aprendizagem, influenciando na motivação, no envolvimento dos estudantes com atividades e na mudança de opinião sobre a escola e os estudos. Os autores também apontaram que o celular pode ser integrado em diferentes atividades de aprendizagem, podendo vir a ser fonte de motivação dos estudantes pela escola e no processo de ensino e de aprendizagem.

Nos eventos pesquisados entre 2010 e 2014, nenhum trabalho foi encontrado com relação à formação de professores, assim esta pesquisa pode contribuir com trabalhos futuros de uso dessas novas tecnologias na formação de professor com atividades de sala de aula. Segundo Freire (2015) quando um professor propõe atividades, busca pesquisar questionando as possibilidades de atingir os objetivos, ensina e aprende ao mesmo tempo. Os incômodos e a curiosidade de proporcionar aos estudantes um olhar diferenciado no contexto escolar, por meio dos conteúdos, das tecnologias móveis a partir do seu cotidiano, possibilitam o transito entre as áreas do saber.

[...] 'curiosidade epistemológica'. A curiosidade ingênua, de que resulta indiscutivelmente certo saber, não importa que desrigoroso, é a que caracteriza o senso comum. O saber de pura experiência feito. Pensar certo, do ponto de vista do professor, tanto implica o respeito ao senso comum no processo de sua necessária superação quanto o respeito e o estímulo à capacidade criadora do educando (FREIRE, 2015, p.30).

O autor esclarece que ensinar exige riscos, aceitação do novo e rejeição a qualquer forma de discriminação, pois quando um professor aceita os desafios de buscar uma formação que atende às mínimas necessidades da sala de sala, é uma tarefa difícil. Vivemos em tempo de mudanças, o afeiçoamento dos estudantes com as tecnologias móveis, especialmente o celular, as interações durante o período da aula com as redes sociais como WhatsApp , são situações de convívio diário das escolas, dividindo a atenção dos mesmos, entre as explanações dos conteúdos e o desenvolvimento das atividades, tornou-se um incômodo constante durante as aulas.

## Paulo Freire diz:

É próprio do pensar certo a disponibilidade ao risco, a aceitação do novo que não de ser negado ou acolhido só porque é novo, assim como critério de recusa ao velho não é apenas o cronológico. O velho que preserva sua validade ou que encarna uma tradição ou marca uma presença no tempo continua novo (FREIRE, 2015, p.36).

Portanto, os autores convergem para que tanto o Ensino quanto o uso das novas tecnologias, apesar de ser uma proposta diferenciada, faz parte do modo de pensar do professor, desde que haja proposta, metodologia e que seja significativo para os estudantes.

## Metodologia e Coleta de Dados

Como metodologia, adotamos os três momentos pedagógicos de Delizoicov, Angotti e Pernambuco (2009). Os autores descrevem que no primeiro momento,

\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_

'Problematização Inicial', devem ser discutidas situações reais do cotidiano que os estudantes conhecem, presenciam e que estejam envolvidos. No segundo momento, 'Organização do Conhecimento', para que haja compreensão do wtema e da problematização inicial, assim diversas atividades devem ser desenvolvidas, de forma que todos os estudantes possam perceber e 'identificar como fundamental para uma compreensão científica das situações problematizadas' (DELIZOICOV, 2009, p: 200). O terceiro momento, 'Aplicação do Conhecimento', é destinado à abordagem de forma sequencial os conhecimentos.

Participaram 36 estudantes do FDI, 1º ano C. As etapas da sequência didática foram: 1ª) Os conteúdos de Matemática ministrados foram: porcentagem e custos. O objetivo foi relacionar o qual o percentual representado na conta de energia elétrica de cada equipamento; 2ª) Os estudantes fizeram um levantamento de até 21 equipamentos elétricos na sua cada, com nome, quantidade, potência, quantidade de tempo por dia de consumo e mensal. Após trazer os resultados pra sala de aula baixaram o app e lançaram o levantamento e construíram o quadro 1; 3ª) Responderam um questionário dos hábitos de consumo de energia elétrica de sua casa, analisaram os resultados apresentados no app e construíram o quadro 2; 4ª) Responderam outro questionário de avaliação do Ensino de Matemática/Ciências com o uso do celular. Neste trabalho discutiremos a segunda parte do trabalho.

## Resultados e Analises

As respostas do primeiro questionário foram. 71% dos estudantes deixam o chuveiro ligado durante todo tempo do banho e com banhos demorados, 77% deixam TVs, computadores, lâmpadas ligadas sem que alguém esteja assistindo. Para 64% as lâmpadas ainda têm formato de pera (consomem mais energia que as brancas) e 64% perceberam que na sua cada há desperdícios de energia elétrica.

Em seguida os estudantes construíram o quadro um com os resultados da pesquisa que realizou em sua casa. Nesse quadro utilizamos como exemplo o trabalho realizado por uma estudante.

Quadro 1 - Lista de Equipamentos elétricos

Modelo de trabalho de uma estudante do FDI. Valor da conta de luz R$375,50. Fonte: os autores (2016).

\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_

No quadro 1, percebemos que na pesquisa da estudante, o nome de cada equipamento elétrico, a potência, a quantidade de horas de uso por dia e mensal foram estabelecidos adequadamente. De modo geral, a maioria dos equipamentos são comuns nas residências. No app 'Ad consumo de energia elétrica' é possível inserir até 21 itens, segundo o autor , pode haver uma variação nos resultados finais 1 de até 15%.

Quadro 2 - Resultados no app 'Ad Consumo de Energia Elétrica'

Valor do kWh 0,7668 - Dados fornecidos pela Copel/Paraná

Fonte: os autores (2016).

No quadro dois, observamos as partes em que os estudantes analisaram o consumo, em kWh, o percentual e os custos de cada equipamento elétrico. Na primeira questão fizeram apontamentos de quais equipamentos são vilões da conta de luz e justificaram os motivos do consumo ser alto. Para o grupo, o chuveiro com 33,79% e a geladeira com 14,75% representam os maiores consumidores. Ao somar o consumo dos dois aparelhos, percebemos que aproximadamente 49% da conta de energia elétrica são consumidos por esses dois equipamentos. Também há consumo moderado quanto aos usos da TV, lâmpadas e micro-ondas com 28,25%.

Na segunda questão, os estudantes responderam como podem economizar energia elétrica. Para eles, desligar o chuveiro entre as etapas de um banho, como lavar cabelos e ensaboar, assim como tomar banhos em menor tempo possível pode reduzir a conta de luz.

No terceiro, responderam como o app contribuiu com sua aprendizagem.

Usar a tecnologia como ferramenta de estudo, de trabalho faz com que eu aprendo, hoje a ser uma boa professora hoje e amanhã, assim enxergo algo mais que redes sociais no meu celular, consigo enxergar possibilidades para meus alunos (Kelly).

\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_

Contribuiu para entender a nossa conta de luz, ajudando a pensarmos um pouco sobre de onde e como gastamos energia elétrica, assim entendemos sobre como o desperdício acontece sem percebermos, ajudou a nos conscientizarmos para economizar.(Maria).

Eu vi que as coisas mais simples são as que mais gastam tanto em luz quanto em dinheiro. Fiquei surpresa, mas meu pai gostou muito do app, o ajudou a entender o que gostamos mais. (Joana).

Portanto, as atividades propostas, no qual o estudante pesquisou e fez apontamentos, utilizando as tecnologias móveis presente em suas mãos, tornou significativa devido estar relacionado ao seu cotidiano. Problemas nos quais cada pessoa pode perceber e interagir de forma que compreendesse os problemas que estão inseridos no seu contexto familiar.

## Conclusão

Fazer proposta um proposta fazendo do celular com propósito, metodologias e significados é uma possibilidade que deve ser desenvolvida na formação de professores. O celular é uma ferramenta que permite ser usada durante o processo das aulas, mas cabe ressaltar que os estudantes devem fazer os levantamentos e as coletas de dados para compreender sua realidade.

Ensinar Matemática/Ciências, utilizando as tecnologias móveis que estão disponíveis nas mãos dos estudantes é um desafio, pois a maior dificuldade não é selecionar o app, mas como construir uma proposta pedagógica que relaciona os conteúdos, as tecnologias móveis a partir do cotidiano dos estudantes. Este trabalho é um dos exemplos que permite estas possibilidades.

Na formação de professores torna-se cada vez mais urgente integrar as novas tecnologias ou móveis de forma que ao entrar na sala de aula permite a esse docente observar as diferentes possibilidades de uso dessas tecnologias que poderão ser relacionadas com os conteúdos em situações problemas do cotidiano dos estudantes.

## Referências

BRITO, G. Tecnologias de informação e comunicação: controle e descontrole título do trabalho; Inclusão digital do profissional professor: entendendo o conceito de tecnologia. Atas do 30º Encontro Anual da ANPOCS , 24 a 28 de outubro de 2006. Disponível em < http://portal.anpocs.org/portal/index.php?option=com\_docman&task=doc\_view&gid= 3475&Itemid=232 > Acesso em 26/05/2016.

BRITO, G. S.; PURIFICAÇÃO, I. Educação e novas tecnologias: um (re) pensar. Ed. Intersaberes. 1ª ed. Curitiba - Paraná, 2011.

BUENO, N. L. O desafio da formação do educador para o ensino fundamental no contexto da educação tecnológica . 239 f. Dissertação de Mestrado em Tecnologia. Centro Federal de Educação Tecnológica do Paraná. In: Brito e Purificação. Educação e novas tecnologias: um (re) pensar. Editora Intersaberes, 1ª ed. Curitiba - Paraná, 2011.

COSTA, Jeremias. F.; GIOPPO, Christiane; CAMARGO, Sérgio. O celular e o ensino de ondas na escola: uma proposta preliminar. Atas do I Congresso Internacional TICEDUCA , 2012. Lisboa - Portugal: Editora Universidade de Lisboa, 2012. Disponível em <

\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_

http://conf.ticeduca.ie.ul.pt/modules/request.php?module=oc\_program&action=summ ary.php&id=369> Acesso em 19/03/2016.

COSTA, J. F.; CAMARGO, S,; GIOPPO, C. Uso do Aparelho Celular por Estudantes do Ensino Médio para ouvir música: um prazer perigoso. Atas do IX ENPEC. Editora da ABRAPEC. Águas de Lindóia, SP, 2013. Disponível em < http://www.nutes.ufrj.br/abrapec/ixenpec/atas/resumos/R1336-1.pdf > Acesso em 19/03/2016.

COSTA, J. F,; CAMARGO, S.; GIOPPO, C. Ensino de ondas sonoras/poluição sonora utilizando o aparelho celular como ferramenta de apoio. Atas do XXI Simpósio Nacional de Ensino de Física - SNEF , 26 a 30 de janeiro de 2015. Uberlândia -Minas Gerais. Disponível em > http://www.sbf1.sbfisica.org.br/eventos/snef/xxi/sys/resumos/T0405-2.pdf > Acesso em 15/05/2016.

DELIZOICOV, D.; ANGOTTI, J. A.; PERNAMBUCO, M. M. Ensino de Ciências: fundamentos e métodos . 4ª ed. São Paulo. Editora Cortez, 2011. Coleção Docência em Formação.

FREIRE, P. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa . 51ª ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2015.

LOBATO, A.; PEDRO, N.; As tecnologias móveis no processo de ensino e aprendizagem da língua inglesa.: um estudo exploratório do cenfic. Atas do II Congresso Internacional TICEDUCA , 2010. Lisboa - Portugal. Universidade de Lisboa, 2012. Disponível em < http://ticeduca2010.ie.ul.pt/> Acesso em 23 de março de 2016.

MOURA, A.; CARVALHO, A.; Enquadramento teórico para a integração de tecnologias móveis em contexto educativo. Atas do I Congresso Internacional TICEDUCA, 2010. Lisboa - Portugal: Universidade de Lisboa 2010. Disponível em < http://ticeduca2010.ie.ul.pt/> Acesso em 26 de março de 2016.

PPP. Projeto Político Pedagógico . Colégio Estadual Paulo Leminski. Disponível em < http://www.ctapauloleminski.seed.pr.gov.br/redeescola/escolas/9/690/9026/arquivos/ File/PPP2010\_PauloLeminski.pdf > Acesso em 26/05/2016.

RAMINHOS, L.; FERREIRA, M. J.; CORREIA, S.; PEREIRA, M. J.; Tecnologias móveis no ensino de multimédia. Atas do II Congresso Internacional TICEDUCA, 2012. Lisboa - Portugal, Universidade de Lisboa, 2012. Disponível em < http://ticeduca2010.ie.ul.pt/> Acesso em 26 de março de 2016.

SANTOS, D. M. B.; DURAM, A. A.; BURNHAM, T. F.; O uso dos dispositivos móveis durante a aula: analise de um recorte da realidade de universidades publicas do Brasil. Atas do II Congresso Internacional TICEDUCA . 2012. Lisboa - Portugal: Universidade de Lisboa. Disponível em < http://ticeduca2010.ie.ul.pt/> Acesso em 09 de dezembro de 2012.

SANTOS, G. F.; ALMEIDA, M. B.; BORGES, M. A. F.; JESUS. V. G. S. de. Tecnologias Móveis com conexão sem fio na Escola e a Organização do Trabalho Pedagógico. Atas do II Congresso Internacional TICEDUCA, 2012. Lisboa Portugal: Universidade de Lisboa. Disponível em <http://ticeduca.ie.ul.pt/atas/pdf/298.pdf> Acesso em 12/04/2016.

\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_

Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.