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O livro didático de Física e a relação com o conceito da Transposição Didática

Cristiano Carvalho, Nilson Marcos Dias Garcia

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXII
Ano
2017
Data
25/01/2017
Linha de pesquisa
Ensino E Aprendizagem Em Física
Tipo
Comunicação

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Texto completo

## O LIVRO DIDÁTICO DE FÍSICA E A SUA RELAÇÃO COM A TRANSPOSIÇÃO DIDÁTICA

## Cristiano Carvalho , Nilson Marcos Dias Garcia 1 2

1 UFPR-PPGE/Colégio da Polícia Militar, carvalho12000@yahoo.com.br 2 UTFPR-DAFIS/PPGTE e UFPR-PPGE, nilson@utfpr.edu.br

## Resumo

O presente trabalho tem por finalidade investigar, através da análise da forma como o conteúdo de Termodinâmica é apresentado nos livros didáticos de Física de ensino médio e do ensino superior, buscando evidenciar as especificidades nestas modalidades de ensino e as relações que podem ser entre elas estabelecidas. A pesquisa encontra-se no âmbito dos estudos sobre os livros didáticos, sendo destacada a transposição didática como mediadora nas transformações dos conteúdos em Física, assim como no da formação de professores, em que estudos apontam que os livros mais escolhidos no programa nacional do livro didático (PNLD), são de concepção tradicional, instigando investigar como os livros mais utilizados nas disciplinas básicas de Física dos cursos de licenciatura acabam por influenciar o currículo e os livros mais escolhidos na educação básica. Realizada a partir de pesquisa bibliográfica sobre os conteúdos dos livros didáticos de Física mais utilizados no ensino superior e aqueles escolhidos no PNLD 2015, a investigação, ainda em andamento, tem apontado uma forte presença, nos livros do ensino médio, de conceitos e concepções características dos livros do ensino superior.

Palavras-chave: Livro Didático, Transposição Didática, Termodinâmica, PNLD.

## Introdução

O trabalho tem por pressuposto estabelecer relação entre os livros didáticos e a transposição didática. Nesse sentido, a pesquisa encontra-se inserida no campo da Educação em Ciências, mais precisamente no ensino de Física, tendo por finalidade analisar, a partir do conceito de transposição didática, a relação entre os conteúdos presentes no livro didático de Física do ensino médio e os conteúdos presentes no livro didático do ensino superior, assim como verificar aspectos da possível influência que o livro do ensino superior exerce na formação do futuro professor, que atuará como profissional na educação básica.

A pesquisa, portanto, tem se apoiado na suposta relação e influência entre os livros de Física do Ensino Superior, que são utilizados nas disciplinas básicas do curso de licenciatura em Física e os livros de Física que são utilizados na educação básica e que foram aprovados no Programa Nacional do Livro Didático (PNLD). Através da análise de conteúdo e tendo como referência a Termodinâmica, a pesquisa envolveu a análise de como os assuntos relativos a esse conteúdo são

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23 a 27 de janeiro de 2017

apresentados nos livros didáticos do Ensino Superior mais utilizados e nos de Física do Ensino Médio aprovados no PNLD 2015 e procurou estabelecer relações entre eles.

- O conceito de transposição didática tem sido abordado com muita frequência na análise de conteúdo de várias disciplinas, principalmente no ensino de matemática e física. No exame realizado nos livros percebeu-se que em uma parcela considerável, a forma apresentada de alguns conceitos particulares lembra a transposição didática, conforme aponta Chevallard (1991).

## O Livro Didático

- O livro didático tem sido objeto de discussões nos últimos anos. Nas décadas de 1970 e 1980, estudos apresentados por (Nosella (1979), Freitag (1989), Deiró (1981), Mota (1989) e outros) apontavam e indicavam mecanismos utilizados pelas classes dominantes para, através do livro didático, para incutir seus valores aos mais pobres.

Nos dias atuais, pesquisas de D'Ávila (2008), Lajolo (1996), Costa (2007) giram em torno das questões didático pedagógicas e da relação do livro didático na prática em sala de aula. É interessante notar que um mesmo objeto de pesquisa seja abordado em suas várias dimensões: primeiramente, a partir de sua ideologia e depois pelo seu conteúdo e como material de análise da própria sala de aula. Porém, uma questão na essência é feita em todas as discussões e é justamente a definição do que venha a ser o livro didático, sem negar a existência de outros materiais escritos na escola.

Apesar de o livro didático ser criticado por inúmeros pesquisadores como Lajolo (1996), Faria (1994) e Nosella (1979) que o entendem como um produto que não reflete a realidade de um povo, mas sim atrelado a visões particulares de mundo 'presas' às concepções da época em que foram escritos, há muitos que concordam com sua relevância no processo de ensino e aprendizagem (cf. Rojo (2005) citado por SOARES (2009)). Dessa maneira, o livro didático já faz parte da história da escola há pelo menos dois séculos, povoando o imaginário da comunidade que faz o seu uso: família, escola, família e governo.

Mas, afinal, o que é o livro didático? Há diferentes respostas para esse tipo de questionamento. Segundo Silva (2000), qualquer texto pode ser utilizado como recurso didático, já D'Ávila (2008) entende o livro didático como apenas um manual. Para Abreu (1999), o livro didático muitas vezes é denominado como um material impresso para fins escolares, ou seja, é resultado de um processo de reprodução com características específicas, apesar do termo impresso tornar-se problemático porque a escola também produz seus textos através do mimeógrafo, computador ou xérox, sendo assim chamado pelo autor como imprensa escolar.

Associando à imprensa escolar, Silva (2000) considera que 'um livro qualquer é didático, em qualquer momento, se, naquele momento, ele atende, de alguma forma, propósitos da aprendizagem, sejam com jogos, estudos dirigidos, etc'. A partir desta definição, é possível perceber que o professor precisa ter competências para retirar de textos reais aspectos a serem analisados, indo além da gramática tradicional e do pretexto de ensinar sobre determinado assunto, buscando a real necessidade dos educandos.

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Conforme destaca Moysés (1997), todo este movimento é possível se nos apoiarmos na formação docente de qualidade, que promova a criatividade do futuro professor no sentido defendido por Vygotsky, que, diante de uma situação nova, reorganize as experiências pelas quais já passou, divida-as em inúmeras partes, retendo aquelas que podem ajudar a resolver determinada situação e esqueça-se das demais.

Libâneo (2002) pondera que o livro didático é um recurso importante na escola por ser útil tanto ao professor como ao aluno, pois através dele o docente pode reforçar seus conhecimentos sobre um assunto específico ou receber sugestões de como apresentá-lo em sala de aula. Já para o aluno, é uma forma de ter de maneira mais organizada e sistematizada um assunto que possibilite que ele revise em sua casa e faça exercícios que reforcem este conhecimento.

Conforme argumenta Lajolo (1996), a decisão de fazer do livro didático um aliado parte das ações do professor em relação às escolhas que faz no seu dia a dia. Faz-se notório que o livro didático apresenta problemas tanto em erros conceituais como também preconceitos dos mais diversos, por outro lado pode ajudar os alunos a formarem conceitos e elaborarem suas próprias estratégias de aprendizagem.

Ainda segundo essa autora, a importância do livro didático é que ele pode ser um suporte para aprendizagem quando utilizado de acordo com os objetivos traçados pelo docente para utilização na sala de aula. Desta forma, os conteúdos, valores e comportamentos e atividades que o livro didático sugere devem estabelecer uma relação entre os que pensam os alunos e o que é ensinado pelo professor para fazer com que a classe avance na aprendizagem.

Conforme ressalta Bourdieu (1992), o livro didático possui características que o diferencia dos demais livros por uma série de fatores, como sua lógica, público específico e sua utilização restrita. Sem dúvida, trata-se de um gênero particular na literatura em geral, entendido por muitos como um livro de menor importância. Diante dessa situação, alguns pesquisadores chamam o livro didático de manual didático por entenderem que, diferentemente do livro comum, deveria ser lido página por página de forma linear. Ele é um material que é utilizado em uma situação específica, que é durante o processo de ensino e aprendizagem tanto em grupos como individualmente.

Assim, conforme defende Lajolo (1996), trata-se, portanto, de um livro que parece ter um prazo de validade ao final de cada período escolar, quando o aluno o deixa de lado ou entrega para outra pessoa utilizá-lo, e por isso alguns autores entendem que o livro didático tem usuário ao invés de leitores. Além disso, o livro didático aparece nas prateleiras de livrarias somente no começo do ano letivo, sempre voltado para o público escolar, sendo pouco visto em bibliotecas particulares.

De acordo com D'Ávila (2008), o livro didático se assemelha a um manual quando é utilizado cegamente para um determinado objetivo. O livro didático dessa maneira cumpre o papel de guia do aprendizado, desenvolvendo pouquíssimas habilidades cognitivas e emocionais do aluno, dando pouco espaço para ele refletir sobre si mesmo e sua língua materna, bem como adquirir sua autonomia.

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## O Conceito da Transposição Didática

- A Transposição Didática é um 'instrumento' pelo qual analisamos o movimento do saber sábio (aquele que os cientistas produzem) para o saber a ensinar (aquele que está nos livros didáticos) e, por este, ao saber ensinado (aquele que realmente acontece em sala de aula).
- O termo foi introduzido em 1975 pelo sociólogo Michel Verret e rediscutido por Yves Chevallard em 1985 em seu livro La Transposition Didactique , onde mostra as transposições que um saber sofre quando passa do campo científico para o campo escolar. Chevallard conceitua 'Transposição Didática' como o trabalho de fabricar um objeto de ensino, ou seja, o de transformar um objeto de saber produzido pelo 'sábio' (o cientista) a um objeto do saber escolar.

A Transposição Didática, em um sentido restrito, pode ser entendida como a passagem do saber científico ao saber ensinado. Tal passagem, entretanto, não deve ser compreendida como a transposição do saber no sentido restrito do termo: apenas uma mudança de lugar. Supõe-se essa passagem como um processo de transformação do saber, que se torna outro em relação ao saber destinado a ensinar.

Segundo Chevallard, ocorre um processo segundo o qual um conteúdo do saber que foi designado como saber a ensinar sofre um conjunto de transformações adaptativas que vão torná-lo apto para ocupar um lugar entre os objetos de ensino. O trabalho que transforma um objeto do saber a ensinar em um objeto de ensino é denominado Transposição Didática.

- A transformação do objeto de conhecimento científico em objeto de conhecimento escolar - para ser ensinado pelos professores e aprendido pelos estudantes - significa selecionar e inter-relacionar o conhecimento acadêmico, adequando-o às possibilidades cognitivas dos alunos e o exemplificando de acordo com a sua realidade circundante. Chevallard parte do pressuposto de que o ensino de um determinado elemento do saber só será possível se esse elemento sofrer certas 'deformações' para que esteja apto a ser ensinado.

Pode-se dizer que um dos maiores problemas enfrentados solitariamente pelo professor é exatamente o de redimensionar o objeto de conhecimento (o objeto de estudo, o objeto de ensino) ao 'transpô-lo' de uma prática discursiva para outra, ou seja, tratar o conhecimento levando em consideração a mudança da situação discursiva.

Apesar de esse processo de redimensionamento do conhecimento, no ambiente de sala de aula, ser da competência do professor, iniciativas de criação de cursos de formação continuada que priorizem o processo reflexivo, pelo qual o aluno e o professor tenham a oportunidade de confrontar novos conhecimentos com aqueles subjacentes à sua prática pedagógica, podem lhe oferecer pistas que o auxiliem em tão complexa tarefa. Dessa forma, a Transposição Didática, operada por aluno e professor, se iniciaria no próprio ambiente de formação, sendo concretizada, por ele, na sala de aula de ensino da educação básica.

A escola, dentre suas principais funções, tem o papel da 'transmissão' de conhecimentos produzidos pela humanidade. Entendemos que o conhecimento se dá fundamentalmente no processo de interação e de comunicação. Para ocorrer a 'transmissão' ou comunicação, é necessário que o conhecimento seja transformado.

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- O processo de transformação do conhecimento coloca diversas problemáticas, dentre elas a diferença entre os elementos do conhecimento produzido e do conhecimento a ser aprendido, estabelecendo uma ruptura entre o conhecimento trabalhado na escola e aquele produzido originalmente.

No processo de Transposição Didática há um movimento que parte de mudanças no 'saber acadêmico' e se institucionaliza em novos 'textos do saber' (propostas curriculares e livros didáticos), exigindo o tratamento, na sala de aula, de novos conteúdos, com a adoção de novas práticas de ensino.

## A pesquisa

- O presente trabalho faz parte de uma pesquisa em andamento que tem investigado a relação entre conteúdos presentes em livros didáticos de Física de ensino superior e de ensino médio. Tem como objetivo analisar a concepção e a função dos livros nessas modalidades de ensino, a partir dos pressupostos da transposição didática, e a relação desses elementos articulada à formação dos professores.

A partir da articulação de categorias que integrem os elementos necessários que estabeleçam possíveis relações entre a análise dos conteúdos, dos livros didáticos de Física das modalidades do ensino superior e do ensino médio, buscarse-á perceber a influência provocada pelos livros do ensino superior, utilizados na formação inicial dos professores, sobre o processo de escolha e análise dos livros selecionados pelo Programa Nacional do Livro Didático (PNLD).

Dentro dessa concepção, inicialmente foram identificados os livros do ensino superior mais recorrentemente utilizados na formação dos alunos de Licenciatura:

- 1) HALLIDAY, RESNICK E WALKER. Fundamentos de Física , 6ª Edição, Volume 2 (Ondas e Termodinâmica): Editora Livros Técnicos e Científicos, 1996.
- 2) NUSSENZVEIG, H. Moysés. Curso de Física Básica . São Paulo: Editora Edgard Blücher Ltda.
- 3) TIPLER, Paul Allen. Física para cientistas e engenheiros - vol. 1: Mecânica, oscilações e ondas, termodinâmica. Rio de Janeiro: LTC, 2006.
- e os 14 livros do ensino médio do (PNLD):

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Na sequência analisou-se como o conteúdo de Termodinâmica tem sido apresentado nos livros de ambos os níveis de ensino. Para isso, foi feita uma consulta às referências dos mesmos, para analisar a influência que os livros do ensino superior exercem em relação aos livros do ensino médio e a concepção utilizada por esses autores no processo de construção do livro didático para o ensino médio. Dentro dessa perspectiva, verificou-se que a maioria dos livros são pouco articulados, pois os autores se apoiam e se articulam em referências dos livros didáticos do ensino superior mais tradicionais. Por outro lado, alguns livros mais contextualizados se articulam através de outra concepção, com integração a outros tópicos da Física e com outras áreas do conhecimento, recorrendo assim às referências da Sociologia, Filosofia, Antropologia, Psicologia e Pedagogia, caracterizando-se assim numa perspectiva mais integrada de caráter interdisciplinar.

## Considerações

Embora a pesquisa se encontre em andamento e tenha um espectro ainda limitado, já é possível perceber que a maior parte dos livros de Física utilizados no ensino médio se apresentam como simplificações dos livros de Física mais utilizados no ensino superior, sofrendo assim forte influência dos mesmos e se constituindo em livros com caráter pouco interdisciplinar e contextualizado.

Além disso, estudos mostram que no último PNLD 2015 os livros considerados mais conservadores foram os mais escolhidos, sendo evidenciado que a escolha depende de vários fatores, como a falta de tempo para uma escolha mais apurada, onde se possam analisar algumas questões como o projeto político pedagógico da escola e a real necessidade e materialidade, da escolha de um determinado livro em detrimento de outros.

Também tem sido demonstrado que as questões ligadas ao livro didático estão atreladas à formação dos professores. Considerando-se que a maior parte dos professores que lecionam a disciplina de Física tem formação específica em matemática e outras áreas de conhecimento, não possuindo licenciatura em Física, este também pode ser um dos fatores presentes nesse complexo processo que

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pode explicar a escolha de livros mais tradicionais, com uma visão mais matematizada da Física como disciplina escolar.

Essas condições tem um reflexo nas atividades em sala de aula. Boa parte das vezes os livros didáticos constituem-se no primeiro contato dos educandos com a ciência estudada, constituindo-se como a ponte de ligação entre o aluno e a ciência. Por sua vez, tais livros servem como referências para os alunos e são quase sempre utilizados pelos professores nas aulas. Na escola tradicional, tal instrumento possui uma importância central, sendo a fonte da 'verdade', o discurso inquestionável dos estatutos científicos.

Entretanto, como os livros fazem, na maioria das vezes inserções factuais, ilustrativas, não mergulhando na análise crítica do desenvolvimento dos conceitos científicos, na influência do contexto sócio-político de determinada época nos caminhos da pesquisa científica, nem ao menos como fonte de busca de subsídios no desenvolvimento de aulas experimentais calcadas em aparatos que fizeram parte do desenvolvimento de diversas teorias científicas, podem contribuir para levar a um desinteresse por parte do estudante para diversos temas, como por exemplo, a Termodinâmica, objeto dessa investigação.

## Referências

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COSTA, Candida Soares da; MÜLLER, Lúcia (Coord.). O negro no livro didático de língua portuguesa: imagens e percepções de alunos e professores . Cuiabá: EdUFMT, 2007.

- D 'ÁVILA, Cristina Maria. Decifra-me ou te devorarei: o que pode o professor frente ao livro didático. Salvador: EDUNEB, 2008.

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FREITAG, Barbara; MOTTA, Valéria Rodrigues; COSTA, Wanderley Ferreira da. O livro didático em questão . São Paulo: Cortez, 1989.

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NOSELLA, Maria de Lourdes Chagas Deiró. As belas mentiras: a ideologia subjacente aos textos didáticos . 12. ed. São Paulo: Moraes, 1979

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SILVA, Rafael Moreira da. Textos didáticos: crítica e expectativa. Campinas, SP: Alínea, 2000.

SOARES, Magda. Letramento: um tema em três gêneros. 3. ed Belo Horizonte: Autêntica, 2009.

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