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DESAFIOS E ESTRATÉGIAS PARA A FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES: POSSIBILIDADES ENTRE O ENSINO DE FÍSICA E O MUSEU DE CIÊNCIAS

Matheus Barros, Silvia Martins, Eduardo Kojy Takahashi

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXII
Ano
2017
Data
24/01/2017
Linha de pesquisa
Divulgação Científica E Educação Não Formal
Tipo
Comunicação

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Texto completo

## DESAFIOS E ESTRATÉGIAS PARA A FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES: POSSIBILIDADES ENTRE O ENSINO DE FÍSICA E O MUSEU DE CIÊNCIAS

## Matheus Barros 1 , Silvia Martins , Eduardo kojy Takahashi 2 3

¹ Universidade Federal de Uberlândia - UFU/Instituto de Física/Museu DICA, matheuspicierre@hotmail.com

² Universidade Federal de Uberlândia - UFU/Instituto de Física/Museu DICA,

smartins.silvia@gmail.com

³ Universidade Federal de Uberlândia - UFU/Instituto de Física/NUTEC, ektakahashi@gmail.com

## Resumo

No contexto atual da sociedade, mergulhada em objetos e descobertas científicas e tecnológicas, se faz necessário que os espaços educacionais invistam em metodologias e recursos que satisfaçam tal cenário. Além da escola, conta-se com outras atividades e ambientes propícios à aprendizagem, como os museus de ciências. Esses espaços, fora do ambiente escolar, podem oferecer inúmeras possibilidades, tanto para a reflexão do público que está a sua volta, bem como para as práticas didáticas dos professores de ciências das escolas, que abrigam o maior número de visitantes que os museus de ciências possuem. Essas possibilidades são pouco aproveitadas pelos professores, muitas vezes por lacunas deixadas em sua formação inicial, onde mesmo com a disponibilidade de um espaço desse tipo, não possuem o mínimo de contato e experiência para que desfrute e aproveite a capacidade de um museu de ciências. Desse modo, nesse trabalho apresentamos a proposta de uma intervenção na disciplina de Projeto Integrado de Práticas Educativas 3 (PIPE 3), do curso de Física Licenciatura da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), que resultou na construção de dois artefatos digitais e uma proposta para o site usando QRCode, para a exposição de Eletromagnetismo do Museu Diversão com Ciência e Arte (DICA). Esses produtos são de grande valor tanto para o museu, como para o que agregaram na construção do conhecimento enquanto físico e educador, nos estudantes.

Palavras-chave : Museus de Ciências, relação museu-escola, formação inicial de professores

## Introdução

O mundo passou por diversas transformações para chegar ao modo como hoje o conhecemos e habitamos. Transformações essas, advindas das pesquisas, avanços e construções para que o ser humano evoluísse e compreendesse o mundo de diversos pontos de vista, sejam eles artísticos, filosóficos ou científicos. Consequentemente, se fez necessário criar estruturas de organização do conhecimento e dos avanços ocorridos em cada etapa, a fim de deixar um legado como contribuição para as gerações futuras (MARANDINO, 2008).

Neste contexto, a escola não pode ser o único lugar para o aprendizado de conteúdos importantes, pois, está ficando pequena para as abordagens dos saberes e conhecimentos construídos histórica e socialmente.

Desse modo, são necessários outros espaços, com potenciais educacionais para proporcionar à população oportunidades de discutir diversos temas relevantes, em especial sobre ciência. Assim, é importante olhar para a formação de educadores, tanto para a apropriação desses espaços, como para o reconhecimento

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23 a 27 de janeiro de 2017

dos mesmos como ambientes educativos. Nesse contexto, apresentam-se os museus de ciências, com grandes possibilidades para apresentação de conteúdos e fenômenos, e, uso de tecnologias, as quais estão presentes na vida da maioria das pessoas.

O museu contém elementos que colaboram com o que as escolas buscam no processo da construção do conhecimento, podendo atingir uma aprendizagem de fato expressiva, porém, percebe-se que há pouco aproveitamento desses espaços por parte de professores e licenciandos durante a formação inicial (OVIGLI 2009; SILVA, 2012), causando dessa forma um despreparo e um desinteresse quanto ao que os museus podem oferecer no processo didático.

Os museus brasileiros têm o público escolar como seu maior visitante (GRUZMANN & SIQUEIRA 2007; REQUEIJO et al , 2009), desse modo, é importante que existam possibilidades reais para que os professores possam se apropriar desses espaços, sem, no entanto, desconsiderar as especificidades dos museus (MARANDINO, 2001). Buscando a ampliação dessa relação entre a escola e o museu muitos trabalhos abordam a formação continuada de professores (GOUVEIA, 1992; QUEIROZ, 2002), ou seja, no momento da graduação em licenciatura, quase não se fala em museus como espaços de educação, tampouco, como apropriar-se desses ambientes para as aulas no ensino básico ou possibilidades de atuação do licenciado como educador do museu. Em documentos nacionais que dão suporte ao currículo formal, como a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (BRASIL, 1996), o Plano Nacional da Educação (BRASIL, 2007), não há nenhuma (ou quase nenhuma) referência/inferência sobre/à museus de ciências.

Uma vez que se tem um centro ou museu de ciências à disposição, muitos professores, mesmo da Universidade, desconhecem ou não mencionam as possibilidades que podem existir ao se apropriar desses espaços (OVIGLI, 2009). Desse modo, atividades extraescolares podem exercer um papel efetivo diante do "ser um" transpositor e/ou mediador didático para o futuro licenciado, possibilitando uma correta apropriação dos espaços não formais e enriquecendo suas práticas didáticas.

Silva (2012), faz em seu trabalho um estudo sobre o contexto da monitoria no museu pelos licenciando em física e como tal atividade pode melhorar a comunicação do futuro educador. Desse modo, levando a uma maior compreensão e usufruto dos conceitos e definições aprendidos durante a graduação. Carvalho (2009), também faz várias ressalvas, evidenciando a dificuldade dos licenciandos com o conteúdo e a forma de transpô-los errônea que muitos estudantes de graduação, em formação inicial, fazem quando se deparam em situação de monitoria ou explicação para um leigo.

## Museus de Ciências: Contexto, Enfrentamentos e Perspectivas

Os museus de modo geral podem ser classificados como museus de arte ou museus de ciências, os quais desde a sua criação sofreram grandes mudanças. Outra classificação os categoriza em quatro gerações desde o seu surgimento, nesse contexto, pode-se destacar essas gerações de acordo com as funções e propostas que adotaram ao da longa história.

Assim, classificam-se como museus de primeira, segunda, ou terceira geração (MCMANNUS, 1992), de acordo com os objetos, didática empregada e nível de interatividade dos experimentos com os visitantes.

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A quarta geração de museus (PADILLA, 2001) que tem como característica além de informar também se preocupa em deixar evidenciadas as experiências do visitante com os objetos no próprio museu. Um contexto onde o visitante se torna um dos personagens principais na construção de saberes e conhecimentos. Essas vivências expostas mostram um museu fórum, ou seja, que transpõe os testemunhos e experiências dos sujeitos. Além disso, esses museus costumam abrigar tecnologias de ponta em suas exposições, dando verdadeiro sentido no cotidiano contemporâneo da sociedade.

Diante das ideias já colocadas, o conteúdo do museu deve ser chamativo, e ter uma correta transposição para que envolva o visitante, possibilitando a interação deste com os artefatos. Os níveis de interação com os aparatos são três, propostos por Wagensberg (2000) e classificados em: hands on , que considera apenas a manipulação do objeto; minds on , que é quando o visitante expõe curiosidades e questionamentos quanto aos artefatos; e heart on , onde o visitante se sensibiliza e se envolve ao máximo com o objeto. Marandino (2008) diz que apenas um desses níveis é possível na manipulação de um artefato do museu, mas, é interessante que esteja disponível todos eles, mesmo que trabalhados em intensidades diferentes no objeto.

Em conjunto com as ideias de Marandino (2001) e Mintz (2005) sobre as estratégias museológicas e museográficas, e considerações sobre o atual cenário de ciência e tecnologia, segundo GRUZMANN & SIQUEIRA (2007) é de importância se inserir em um contexto cada vez mais tecnológico, imposto pela chegada das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC). Logo, os ambientes educacionais têm um papel importante nesse enfrentamento, inclusive os museus de ciências, diante de suas missões e estratégias para atingir o seu público.

Nesse contexto, um dos principais desafios enfrentados pelos museus de ciências é uma competição com espaços de lazer (MINTZ, 2005), os quais utilizam o que há de mais inovador para chamar o público. Porém, não pode esquecer-se do valor que um objeto físico tem, de como este pode levar a um nível complexo e significativo de interatividade. Desse modo, deve haver um diálogo entre a tecnologia digital e a interatividade, pensar em estratégias de exposição de artefatos e conteúdos, aliando a beleza de uma exposição e a simplicidade de uma transposição didática em um museu ciências.

Em Uberlândia, existem dois Museus de Ciências, o Museu Diversão com Ciência e Arte (DICA) e o Museu de Biodiversidade do Cerrado (MBC) que em parceria com a prefeitura realizam atividades de divulgação científica para o público da cidade e região. Mesmo com a existência em Uberlândia de museus de ciências, observa-se que muitos professores não conhecem esses espaços e seus objetivos (BARROS, 2015) ou, quando conhecem, não buscam aproximar-se adequadamente, resultando em visitas desconectadas e sem planejamento (REIS, 2015).

No contexto do curso de Física Licenciatura, da Universidade Federal de Uberlândia, como o PROJETO PEDAGÓGIO DO CURSO DE GRADUAÇÃO EM FÍSICA - LICENCIATURA PLENA - (UFU, 2007) não traz referência aos museus de ciências, exceto em Projeto Integrado de Práticas Educativas 6 (PIPE 6). No ano de 2013 uma disciplina optativa passou a ser oferecida com o nome de Tópicos Especiais em Ensino de Física: Educação em Museus , onde são abordados temas de espaços não formais e os graduandos podem conhecer um pouco das especificidades e possibilidades de apropriação de tais ambientes educativos.

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Este trabalho apresenta, então, uma proposta de inclusão de tópicos de educação em museus em uma disciplina obrigatória do curso de Física -Licenciatura. Pretende-se com isso, colaborar com a formação museológica desses estudantes e, entender de que forma eles conseguem se envolver nos trabalhos de educação em museus utilizando suas habilidades adquiridas durante a formação de físico-educador. Sendo assim, foi proposto, então, a construção de um artefato museal digital, buscando explorar como este pode influenciar na formação dos alunos da disciplina de Projeto Integrado de Práticas Educativas 3 (PIPE 3) do curso de Física Licenciatura da Universidade Federal de Uberlândia.

Desse modo, durante a disciplina que aborda TIC na educação, foram desenvolvidos dois artefatos e uma proposta para o site do Museu DICA, que estão sendo inseridos em uma exposição sobre o Eletromagnetismo.

## Desafios, Mão na Massa e um Bom Trabalho!

Os alunos da disciplina PIPE 3 foram convidados a participar desse projeto, pois essa disciplina, que de acordo com o projeto pedagógico do curso de Licenciatura em Física (UFU, 2007) tem o objetivo de: 'apresentar uma nova metodologia embasada nas novas Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC), além do desenvolvimento de novas metodologias de ensino e materiais didáticos utilizando os recursos dessas novas TIC'.

Assim, após a contextualização de TIC e metodologias que as envolvem, pelo professor da disciplina, apresentou-se aos alunos a proposta de trabalho para o semestre em PIPE 3, na qual incluiu o desenvolvimento de um artefato museal digital para a futura exposição de Eletromagnetismo do Museu do DICA.

Para isso, foi apresentado aos alunos tópicos para reflexões sobre educação em museus e a relação museu-escola. Em seguida, apresentou-se o espaço do Museu DICA; como, quando e onde aconteceria a exposição de Eletromagnetismo; a descrição física e procedimental dos experimentos; quais as pessoas envolvidas na construção da exposição; e qual o papel de cada um naquele contexto (colocando-os parte das pessoas que a construiriam).

Além disso, como parte da estratégia para o cumprimento da atividade, foram realizadas visitas a dois museus de ciências, no Rio de Janeiro: no Museu da Vida e no Museu do Amanhã. Com todo esse cenário ofertado, ainda para contextualizar o que seria desenvolvido, um importante personagem foi inserido nessa história, o Sr. João Pipoqueiro - criado pelo professor da disciplina - um ser fictício e ilustre visitante do museu de ciências; ele é um representante do público leigo do museu, sendo muito curioso e participativo nas discussões impostas em uma exposição.

A exposição de Eletromagnetismo consiste de experimentos que permitem uma abordagem histórica e conceitual capaz de agregar a esse tema de Física a importância no dia-a-dia.

Os grupos de trabalho foram separados por três temas que abrangem os experimentos da futura exposição: i) Eletrostática; ii) Geração de Energia Elétrica e; iii) Interações Eletromagnéticas. Após essa divisão, os estudantes tiveram que pensar numa história, a qual envolvesse TIC e contextualizasse o tema a ser trabalhado, de modo que o visitante ao interagir com esse artefato vinculasse os

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acontecimentos de sua vivência com os fenômenos físicos dos experimentos da exposição de Eletromagnetismo.

Desse modo, cada um desses temas continha outros dois subgrupos: i) Grupo de Elaboração de Roteiro: responsável pela construção da história que envolveria os visitantes e; ii) Grupo de Recursos tecnológicos: responsável pela escolha da TIC e incorporação da história desenvolvida pelo Grupo de Elaboração de Roteiro. Logo, os dois grupos deveriam se juntar para que ocorresse a integração da tecnologia com a história e a formalização dos conceitos e fenômenos de eletromagnetismo que envolvesse sua produção.

## A proposta inicial dos estudantes do PIPE 3

Após a apresentação do que seria produzido durante o curso, os alunos foram instigados a levantarem questionamentos sobre o que seria interessante ver no museu de ciências sobre o seu cotidiano, relacionados à Física. As propostas de cada grupo temático sobre Eletromagnetismo foram variadas:

i)Grupo de Eletrostática: Na proposta inicial deste grupo o visitante vivenciaria um casamento com uma faca eletrizada, no momento do corte do bolo a tal noiva tomaria choque e ficaria de cabelo em pé após ter andado sobre um tapete, após todo o ocorrido, o Sr. João Pipoqueira seria um convidado, e, eventualmente eletricista, que resolveria a problemática. O Sr. João Pipoqueiro, operaria de acordo com a manipulação do experimento pelo visitante; ii) Grupo de Geração de Energia Elétrica: Este propôs um jogo: em uma cidade, sustentada por uma usina hidroelétrica, onde esta pararia de funcionar devido a recorrentes problemas, o Sr. João Pipoqueiro seria convidado a resolver tal situação, de modo que escolhesse o melhor processo de transformação para obter energia elétrica para a sua cidade. Neste caso, o Sr. João Pipoqueiro também seria guiado de acordo com as vontades do visitante; iii) Grupo de Interações Eletromagnéticas: De acordo com o tema proposto, este grupo pensou em um labirinto, com algumas etapas que seriam avançadas de acordo com o visitante e suas conquistas: cada nível envolvia luzes e lasers acionados com resolução de problemas envolvendo combinação de cores e interações da pele com as luzes e lasers, e no final o visitante seria premiado de alguma forma pela conquista.

Podemos observar nessas propostas que a preocupação inicial foi com o enredo envolto ao artefato envolvendo os conceitos do tema que estava incumbido a cada grupo, em paralelo, com a cativação e experiência que o visitante vivenciaria; em segundo plano, observa-se a atenção para a apropriação e função da tecnologia em cada artefato. E partir daí, pôde-se traçar o perfil de cada grupo, de modo que facilitasse a orientação e colaboração para cada artefato.

## Mudança de olhares após visitação ao Museu da Vida e Museu do Amanhã e avaliação final

Ainda que alguns alunos dessa disciplina conhecessem o contexto dos museus de ciências no Brasil, as propostas estavam um pouco perdidas quanto à forma de elaboração para que encaixassem seus produtos na exposição de Eletromagnetismo. Isso ficou evidente, no Grupo de Eletrostática que teve um fraco desenvolvimento na continuação da proposta, com argumentos vagos e pouca evolução diante da ideia inicial; e também no Grupo de Interações Eletromagnéticas

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que propuseram experimentos caros, onde suas etapas dos labirintos consistiam de caixas nas dimensões de uma pessoa adulta, e o mesmo atravessaria portas, além disso, cada enigma a ser desvendado dispunha de um tempo e conceitos de nível elevado de acordo com o conhecimento para que o Sr. João Pipoqueiro que visitasse o museu desvendasse.

Quanto ao Grupo de Geração de Energia Elétrica, seu jogo ganhou forma e personagens, e aos poucos se observou introdução dos conceitos e fenômenos físicos, políticos e sociais dentro da tecnologia escolhida. Este grupo, porém, tinha a vantagem de ser composto por três estudantes que já faziam parte da equipe do Museu Dica, logo o caminho percorrido durante sua ascensão no projeto era esperado.

Algumas dessas questões acima colocadas puderam ser solucionadas após uma visita ao Museu do Amanhã e ao Museu da Vida, onde depois algumas atividades de reconhecimento do espaço e do público visitado, compreenderam melhor os objetivos de um espaço desse tipo. Além disso, uma posterior conversa sobre essas atividades encaminhou os grupos quanto ao objetivo do artefato, que deveria conter tecnologias digitais para contextualizar a atual era tecnológica que vivenciamos, porém, sem deixar de lhe atribuir um caráter físico, de modo que o visitante ao interagir com o artefato não ficasse meramente passivo em suas ações psicomotoras, ou seja, não realizasse um simples aperto de botão por tentativa e erro.

Após longas conversas para orientações por parte do professor da disciplina, o Grupo de Interações Eletromagnéticas e o Grupo de Eletrostática reconheceram o distanciamento de suas ações com o objetivo do artefato a ser desenvolvido. A nova proposta consistiu da elaboração de códigos QR pelo Grupo de Interações Eletromagnéticas, de modo que seu trabalho envolvessem os experimentos que abordassem enfaticamente o tema de sua responsabilidade. Já o Grupo de Eletrostática optou pelo desenvolvimento de um QUIZ se apropriando se situações presentes no cotidiano do visitante, onde este deveria tomar a decisão correta para resolver a problemática proposta, onde a cada alternativa escolhida seria mostrado qual a resposta correta e um porque do fenômeno ocorrido, além de, ao final do jogo, receber uma mensagem de acordo com o seu desempenho.

## As propostas finais

Após o remate das propostas e ideias reformuladas, os estudantes apresentaram seus trabalhos finais ao professor da disciplina, à coordenadora do Museu DICA.

A coordenadora do Museu DICA, através do contato visual pela primeira vez com os artefatos desenvolvidos, fez grandes contribuições de acordo com as especificidades e realidades do Museu DICA, além de um desafio extra para o Grupo de Interações Eletromagnéticas - em que seu trabalho consistia dar informações aos experimentos que evidenciassem esse tema, além do que se tinha nas placas da exposição em uma página disponível no site do museu -, onde elaborassem as informações em níveis de conhecimento, de modo que alguém que quisesse saber mais sobre o tema pudesse explorar o conteúdo.

Quanto ao Grupo de Geração de Energia Elétrica, algumas questões levantadas e solucionadas em conjuntos com os presentes sobre o sons do jogo nos

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demais ambientes do museu, no entanto, o jogo foi bem avaliado e aprovado para fazer parte da exposição de Eletromagnetismo, atendendo dessa forma à proposta de englobar e explorar os experimentos que se relacionassem com o tema.

Quanto ao Grupo de Eletrostática, o mesmo teve os mesmo resultados dos outros grupos, e uma percepção da mudança de perspectivas e opiniões sobre o Eletromagnetismo no contexto humano.

## Considerações Finais

Percebe-se que todos os grupos na reta final do desenvolvimento de suas atividades, estavam próximos do objetivo: que seria de aliar tecnologia e situações mais próximas do contexto do público geral de um museu para que atingissem um nível de interatividade efetivo, para um melhor aprendizado durante a visita à exposição. Além disso, os artefatos exigiram dos estudantes de PIPE 3 um conhecimento além do tecnicista para funcionamento do mesmo, ou seja, também de domínio dos conceitos de eletromagnetismo que envolvia seus trabalhos, atribuindo-lhes a grande tarefa de fazer uma transposição.

Tais desafios conferiram aos alunos a conclusão do desafio de como ensinar física para e além do público (como o Sr. João Pipoqueiro), ampliando as possibilidades de criatividade no momento de fazer seu papel enquanto professor de Física.

Consequentemente, as atividades desenvolvidas nesse trabalho serão parte da exposição de Eletromagnetismo, assim que esta for disposta no espaço do museu DICA, com inauguração prevista para outubro de 2016, possibilitando futuras pesquisas dos objetivos dos experimentos e artefatos desenvolvidos pelos alunos do PIPE 3 para com o público deste espaço.

## Referências

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