A evasão no curso de Licenciatura em Física segundo professores e ex-coordenadores do curso.
Sérgio Rykio Kussuda, Roberto Nardi
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XXII
- Ano
- 2017
- Data
- 24/01/2017
- Linha de pesquisa
- Formação De Professores E Prática Docente
- Tipo
- Comunicação
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Texto completo
## A evasão no curso de Licenciatura em Física segundo professores e ex-coordenadores do curso.
## Sérgio Rykio Kussuda 1 , Roberto Nardi 2
- 1 Universidade Estadual Paulista - UNESP/Faculdade de Ciências - Bauru - SP, e-mail: [rykio@fc.unesp.br]
- 2 Universidade Estadual Paulista - UNESP/Faculdade de Ciências - Bauru - SP, e-mail: [nardi@fc.unesp.br]
## Resumo
Atualmente existe considerável falta de professores de Física em diversas escolas do Ensino Médio. Esta falta de professores pode estar relacionada à baixa quantidade de alunos que concluem o curso de Licenciatura em Física ou ao número de licenciados que optam por outra profissão ao invés de ingressar no magistério. Visando conhecer quais os motivos que levaram os alunos a abandonar o curso, entrevistamos professores universitários questionando quais os principais motivos que eles acreditam que leva os alunos a optarem pela evasão em um curso de Licenciatura em Física do estado de São Paulo e o que poderia ser feito para melhorar estes índices. As respostas apresentadas pelos professores universitários sobre a evasão focam principalmente na reprova do aluno e expectativa profissional. Quanto às possíveis melhorias no curso, são apontadas: a melhor articulação entre as disciplinas, a importância do professor coordenador do curso em dar voz aos alunos, maior diálogo entre os professores, inclusive de departamentos diferentes e procurar entender as dificuldades dos alunos. Alguns dos dados obtidos com os professores são próximos aos obtidos com os ex-alunos, indicando que os professores universitários conhecem as dificuldades dos alunos, embora nem sempre estas dificuldades sejam levadas em consideração.
Palavras-chave : Evasão, Formação de professores, Falta de professores de Física.
## Introdução:
Nos últimos anos temos presenciado crescimento no número de Instituições de Ensino Superior, tanto públicas quando privadas, oferecendo diversos cursos em diferentes regiões do país, tendo ampliado inclusive a quantidade de cursos de Licenciatura em Física, como podemos constatar observando os dados do Censo do Ensino Superior fornecido pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. Através dos dados fornecidos por esta instituição foi possível observar que, entre 2001 e 2013, houve aumento de aproximadamente 4,58 vezes a oferta de vagas para os cursos de Licenciatura em Física no país. De forma semelhante, neste período o número de o número de candidatos inscritos e ingressantes nos cursos de Licenciatura em Física também aumentou, sendo que o primeiro cresceu 9,5 vezes e o segundo, 3,5, ou seja, o crescimento no número de ingressantes não foi proporcional ao número de vagas preenchidas, consequentemente houve aumento no número de vagas ociosas nestes cursos.
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23 a 27 de janeiro de 2017
Apesar do aumento no número de instituições que oferecem cursos de Licenciatura em Física, podemos notar que ainda faltam professores em diversas regiões, inclusive no estado de São Paulo, Estado que possui o maior número de cursos de Licenciatura em Física no país, como indicam reportagens apresentadas em meios de divulgação em massa como a de Saldaña (2013) que constatou queda no número de professores efetivos um ano após o início da convocação dos aprovados no concurso para contratação de professores efetivos no estado de São Paulo e, de Takahashi (2014) que observou aumento no número de professores temporários contratado entre 2011 e 2014 neste mesmo Estado. Dados sobre falta de professores também podem ser constatados através de pesquisas acadêmicas como de Gesqui (2009) que, ao acompanhar uma escola estadual da Grande São Paulo durante um ano letivo, constatou que 64% das aulas foram ministradas por titulares, 15,37% por substitutos e 20,63% não foram ministradas e Kussuda e Nardi (2015) que analisaram o número de vagas oferecidas no último concurso público para professores da Educação Básica II no estado de São Paulo em que foi constatada a existência de 2100 possíveis vagas para jornada de trabalho inicial e 1380 possíveis vagas para jornada de trabalho reduzida.
Acreditamos que existem dois principais motivos que influenciam na falta de professores; a quantidade de graduados em cursos de licenciatura em relação ao número de professores necessários para preencher as vagas disponíveis do Ensino Médio e, a quantidade de licenciados que conclui o curso, mas opta por seguir outra profissão.
A primeira possibilidade, a baixa quantidade de licenciados, está relacionada ao alto índice de evasão dos cursos de licenciatura e está sendo investigada atualmente.
A segunda possibilidade foi pesquisada por Kussuda (2012) em um caso específico de uma Licenciatura em Física de uma universidade pública do estado de São Paulo. Neste estudo foi constatado que, embora diversos licenciados tenham atuado na Educação Básica por um período, muitos acabam optando por outra profissão devido às questões salarias e relativas às condições de trabalho.
Sabemos que a evasão está relacionada a diversos fatores, tanto interno quanto externo à instituição e que, dentro da instituição, diversos sujeitos influenciam na sua opção pela saída ou permanência no curso, sendo dois dos principais sujeitos o professor universitário e os colegas da universidade.
Desta forma, nesta pesquisa procuramos analisamos as respostas fornecidas pelos professores universitários, que atuaram como coordenadores do curso de Licenciatura em Física de uma universidade pública ou órgão administrativo ligado à universidade, quando questionados sobre as motivações para a evasão dos alunos neste curso. A pesquisa também procura conhecer quais as mudanças necessárias para diminuir estes índices de evasão, segundo os mesmo professores.
Optamos por consultar os professores universitários que atuaram como coordenador do curso ou pertencente ao órgão administrativo da universidade, pois estes conhecem mais profundamente a realidade dos cursos e dos alunos por terem trabalhado, tanto na sala de aula quanto na seção administrativa, permitindo que conheçam melhor as queixas apontadas tanto por professores quanto por alunos.
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Pesquisa realizada por Kussuda e Nardi (2016) na mesma instituição, através da aplicação de um questionário online com ex-alunos que abandonaram o curso são apresentados diversos motivos para a evasão, sendo que eles podem ser classificados em quatro categorias: econômica e profissional, psicológica, didática e organizacional. Nesta pesquisa foi constatada que a motivação didática é a mais frequente, entre as respostas dos ex-alunos, sendo incluído nesta categoria o interesse do professor universitário em lecionar, a dificuldade da avaliação e não ser condizente com a aula, tratamento desigual dos alunos que possuem ou não bolsa de estudo, falta de contextualização, ensino não voltado à licenciatura, excesso de discussões sobre o conteúdo pedagógico em detrimento do conteúdo pedagógico do conteúdo de Física, entre outros.
## Metodologia:
Para conhecermos as motivações indicadas pelos professores, o segundo autor deste trabalho entrevistou três ex-coordenadores do curso de Licenciatura em Física de uma universidade pública, sendo que um destes continua trabalhando como professor na universidade, outro se aposentou e voltou a trabalhar em outra instituição e um terceiro está aposentado. Também foi entrevistado um professor deste curso que, embora não tenha atuado como coordenador, participa de um órgão administrativo da universidade, o que permite conhecer a realidade deste curso em relação a outros da mesma instituição.
As entrevistas foram guiadas por questões semiestruturadas que abordavam discussões sobre o desenvolvimento do curso, mudanças percebidas ao longo dos anos, evasão e possíveis melhorias para o curso.
No início de cada entrevista foi garantido o anonimato do respondente e que todas suas respostas seriam utilizadas apenas para fins de pesquisa.
Os professores foram entrevistados no local de trabalho ou em sua residência, de acordo com a disponibilidade e interesse dos mesmos, tomando o cuidado para que, não houvesse pessoas no local além do entrevistador e entrevistado, evitando que outras pessoas influenciassem nas respostas.
Os entrevistados foram selecionados de acordo com o ano de ingresso na instituição visando conhecer se houve mudança na perspectiva sobre a evasão do curso ao longo dos anos. Também foram sugeridos pelos entrevistados, outros professores que poderiam participar da pesquisa.
As entrevistas foram gravadas em áudio e vídeo transcritas e analisadas de acordo com o aporte teórico da Análise de Conteúdo apresentados por Bardin (2002).
## Análise dos dados:
Através da análise dos dados sobre as possíveis motivações dos alunos para a evasão neste curso, obtidos através das entrevistas semiestruturadas com os professores universitários, foi possível classificar as respostas em nove categorias: reprova no curso, concepção de Física do aluno ingressante, expectativa profissional, questão socioeconômica, crença na necessidade de dificuldade do
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curso, falta de apoio ao aluno, possibilidade de transferência, falta de articulação entre as disciplinas e didática do professor.
Embora as respostas obtidas pudessem ser classificadas em mais de uma categoria, optamos por escolher apenas uma delas através da comparação da resposta com o restante da entrevista.
- A reprova no curso foi a motivação mais frequentemente apontada pelos professores, sendo indicada por três dos quatro entrevistados, contudo apresentam pontos de vista diferentes.
- O professor 2 (P2) questiona se a reprova se deve à dificuldade de aprendizagem do aluno ou à ausência do mesmo no curso:
Inclusive, eu peço para os professores realmente, assim, é... serem rigorosos na chamada, porque é só assim que a gente pode e... analisar os históricos dos alunos e ver se essa, se esses cancelamentos de matrícula ou esse abandono de curso é porque ele não vêm ou porque ele sentiu dificuldade, ele não gostou do curso. (P2).
Os outros indicam que a reprova pode estar ligada à defasagem do conhecimento que é esperado que o aluno possuísse ao ingressar no curso, como podemos ver na resposta do professor 1 (P1):
Por razões mais ou menos obvias isso fica mais grave então a lacu/ a... a... a defasagem, o gap com o aluno que tá chegando no curso com relação candidato vaga dois pra um em relação ao que nós exigimos nas disciplinas iniciais (P1).
Embora três professores reconheçam a reprova como motivo para evasão, apenas dois destes indicam a necessidade de apoio para o aluno atingir o conhecimento necessário para manter-se no curso, sendo que o professor que não indicou a necessidade de apoio ao estudante afirma que os alunos com dificuldades sugerem a criação de uma nova disciplina introdutória para ajudar os alunos com dificuldades, contudo, em seguida, indica que os alunos não procuram o monitor disponibilizado pelo curso:
Então... da Física I e... a gente tem monitor, as vezes a gente tem, um pouca, baixa procura. A gente paga o monitor junto a meteorologia, quem mais procura é o pessoal da metrologia, do que dá Física.(P2).
P1 indica que o professor deve dar instrumentos para o aluno superar as defasagens:
Que nós precisaríamos cuidar melhor de suprir, hum... instru-men-tar isto pro aluno vencer esse gap. É... aí nós caímos naquela discussão, aí você já presenciou quando tivemos o foro da Física que é... é nossa responsabilidade ou não fazer esse papel? A minha opinião pessoal é que sim, porque essa é o nosso... essa é a nossa... clientela, essa é população que nós temos recebido e vamos recebemos nos, nos próximos anos. (P1).
P4 afirma que não há apoio para o aluno atingir o conhecimento desejado e nem uma reflexão para se pensar qual o conhecimento que o aluno deve ter em cada estágio do curso:
É, falta até de uma reflexão do tipo assim, e... Eu quero um aluno que chegue com isto, com, eu tenho na, eu tenho o ideal do aluno que vai chegar no primeiro ano de Física. Se você não for esse aluno ideal, você tem que, tem que ser, mas não é oferecido para ele nenhuma outra alternativa para chegar a ser, o mais perto possível, desse aluno ideal. (P4).
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Embora não discutam profundamente, três professores indicam a expectativa profissional como motivo para a evasão do curso, sendo que um destes afirma que as pessoas querem saber onde irão trabalhar e o salário quando ingressam no Ensino Superior:
E... não existe muita perspectiva para formação de professor de Física. Em termos de mercado de trabalho. E a gente tem que lembrar que as pessoas são bastante imediatistas quando escolhem o curso. Elas querem saber quan/ onde que eu vou trabalhar e quanto que eu vou ganhar. Outro afirma que alguns alunos não enxergam expectativa profissional após graduar-se na licenciatura. (P4).
O professor 3 (P3) indica que os alunos que ingressam no curso possuem uma concepção errada sobre a Física, logo possuem uma expectativa e, quando se deparam com o cálculo, esta expectativa não é atendida. Esta afirmação também pode ser um indício de que este professor universitário considera a aprendizagem da Física como focada nas equações e não no conhecimento teórico da Física:
A que/ a questão da evasão, ela é complexa. Na minha opinião tem vários fatores que a gente tem que considerar, é... pelo que eu converso com os estudantes, muitas vezes, o que eles Imaginam que seja a Física não exatamente aquilo, né? Então a quebra de expectativa... todo aquele glamour da Física, as variantes ( ), hora que entra, tem que fazer as contas, tem a parte técnica, né? Então eles reagem muito mal a isso. (P3).
P3 apenas cita a questão socioeconômica como motivação para a evasão. E P4 afirma que esta é a principal motivação, pois, segundo este, o fato do aluno trabalhar, inclusive lecionando faz com que o aluno acabe jubilando ou reingressar no curso:
Então hora que você chama o aluno e fala assim: O que é que está acontecendo? E ele fala: Ah, mas eu tenho que tem que trabalhar, por que, eu estou dando aula, tenho que trabalhar, eu tenho uma família e não sei o que. Eu falo: mas tem consciência que se continuar desse jeito vai acabar sendo jubilado? Entende? Tem aluno que está para ser jubilado e presta vestibular de novo e entra.(P3)
P4 indica que uma das motivações para a evasão é a crença do professor universitário da necessidade de o curso de Licenciatura em Física ser difícil:
Em nome de dizer que esse é um bom curso, é o melhor curso e de encher a boca com isso, tem se descorado um pouco de quem é que chega, e aí quem chega, digamos assim, essas defasagens vão se aprofundando a tal ponto que o aluno desiste do curso, ele não tem como superar aquilo, sozinho (...) (P4)
Nesta resposta também é possível notar que o professor considerar necessário conhecer melhor os alunos para entendermos suas dificuldades:
Apenas o professor que atuou no órgão administrativo da universidade (P1) indica a falta de articulação entre disciplinas e a didática do professor como motivações para a evasão. Este professor destaca que a didática do professor é a mais importante para a evasão, superando inclusive questões estruturais ou de permanência estudantil:
Uma coisa que aponta, por exemplo, nos preocupamos muito com infraestrutura, laboratório didático, biblioteca e tal, mas os alunos aprontam, por exemplo, um dado interessante e tem mais aluno que aponta que ele abandonou o curso por falta, por exemplo, de articulação entre as disciplinas do curso ou pela didática do professor do que laboratório, por causa de laboratório de computação, né? (P1)
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Embora não tenha sido discutido, a possibilidade de transferência também foi citada por P4:
Muitos entram na licenciatura querendo bacharelado e quando descobrem que não serão bacharéis, também desistem. Vão embora, pedem transferência, porque é um direito deles, eu acho que cada um procura aquilo que quer ser como votação, mas é um fator que tem que ser levado em conta. (P4).
Organizando estes dados nas quatro categorias apresentadas por Kussuda e Nardi (2016) em trabalho anterior (econômica e profissional, psicológica, didática e organizacional), para fins de comparação entre as respostas dos professores universitários e ex-alunos do curso, podemos notar que a maior parte está relacionada à questão didática (reprova, crença da necessidade de o curso ser difícil e didática), seguido da questão econômica e profissional (perspectiva de trabalho e socioeconômica) e poucas motivações organizacional (articulação entre disciplinas) e psicológica (concepção errada sobre a Física e transferência) foram indicadas.
Entre as possíveis melhorias no curso visando diminuir a evasão, P1 apresenta como mudança necessária para melhoria do curso, maior articulação entre as disciplinas e criar momentos discussão entre os professores:
eu acho que nós precisaríamos investir mais tempo nessa, essa organicidade do Projeto Pedagógico, apesar dos nossos ainda ter muita qualidade minha opinião, a organicidade, ela ainda precisa ser trabalhada na, no dia a dia do curso, na articulação melhor das disciplinas, nas conversas entre professores, de, de grupos, né? (P1).
P3, embora não tenha indicado a influência do coordenador na evasão do curso, indica que é necessário que o coordenador do curso seja o porta voz dos alunos, procurando tornar o curso mais interessante:
Eu não sei é... o papel da minha opinião, o papel importante do coordenador de curso é ele ser o porta voz do aluno, né? Ele dá a palavra pro aluno, tem que estar com o ouvido focado no pra poder fazer com que ele se interessa pelo curso, pra que se empenhe mais, isso, se você fizer isso dá resultado.(P3).
## Considerações finais:
Embora sejam apresentadas diferentes motivações para o aluno abandonar o curso de Licenciatura em Física podemos notar que os professores universitários conhecem algumas das dificuldades dos alunos, contudo nem sempre estas dificuldades são levadas em consideração e, mesmo conhecendo os problemas, nem todos os professores universitários parece estar disposto a criar meios de ajudar o aluno atingir este objetivo, uma vez que poucos frequentam a monitoria, forma de auxílio disponibilizada pelo curso atualmente.
Outros motivos apresentados pelos professores parecem ser externos à universidade, como a questão socioeconômica e concepção da Física dos alunos ingressantes no curso, sendo necessárias mudanças na sociedade para melhorar este quadro.
Podemos notar que, embora os professores universitários também citem as motivações apresentadas pelos alunos, apresentam maior foco nas dificuldades destes, seja pela defasagem no conhecimento ou na necessidade de econômica, consequentemente atribuem grande parte do motivo pra evasão ao aluno.
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Parte das motivações apresentadas pelos ex-alunos e alguns professores universitários para evasão parecem ser semelhantes, assim como as possíveis melhorias para o curso, indicando que os professores universitários conhecem quais medidas devem ser tomadas para melhoria do curso visando diminuir a evasão, contudo, aparentemente, estas medidas não estão sendo implementadas, sendo necessário levar estas discussões a estes professores.
## Referências:
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GESQUI, L. C. Formação e condições de professores eventuais atuantes na rede pública estadual. In: REUNIÃO ANUAL DA ANPED, 32., 2009, Caxambú. Anais... Rio de Janeiro: Anped, 2009. p. 1 - 14
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SALDAÑA, P. São Paulo cria 34mil vagas, mas ganha só 1,5 mil docentes. Estadão , São Paulo, 31 ago. 2013. Educação. Disponível em: <http://educacao.estadao.com.br/noticias/geral,sao-paulo-cria-34-mil-vagas-masganha-so-1-5-mil-docentes,1069887>. Acesso em: 03 mai. 2015.
TAKAHASHI, F. Apesar de concursos, SP contrata mais professores temporários. Folha de São Paulo , São Paulo, 15 abr. 2014. Educação. Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/educacao/2014/05/1454579-apesar-de-concursos-spcontrata-mais-professores-temporarios.shtml>. Acesso em: 03 mai. 2015.
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