APLICAÇÃO DE EXPERIMENTOS DE ASTRONOMIA COM MATERIAIS DE BAIXO CUSTO NO 6º ANO DA E.M.E.F. SÃO PEDRO NO MUNICÍPIO DE SÃO MIGUEL DO GUAMÁ-PA
Lailson Ferreira Pereira, Carlos Alberto Brito Da Silva Jr., Luis Elan Feitoza Damasceno
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XXII
- Ano
- 2017
- Data
- 24/01/2017
- Linha de pesquisa
- Ensino E Aprendizagem Em Física
- Tipo
- Comunicação
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Texto completo
## APLICAÇÃO DE EXPERIMENTOS DE ASTRONOMIA COM MATERIAIS DE BAIXO CUSTO NO 6º ANO DA E.M.E.F. SÃO PEDRO NO MUNICÍPIO DE SÃO MIGUEL DO GUAMÁ-PA
## Lailson Ferreira Pereira , Carlos Alberto Brito da Silva Jr. , Luis Elan Feitoza 1 2 Damasceno 3
1 UFPa, Faculdade de Ciências Naturais, Bragança, lailsonferreira001@gmail.com 2 UFPa, Faculdade de Física, Ananindeua, cabsjr@ufpa.br 3 UFPa, Faculdade de Ciências Naturais, Bragança, luis.elan@hotmail.com
## Resumo
Este trabalho mostra a realidade do ensino de Astronomia dentro da disciplina de Ciências nas Escolas Municipais de Ensino Fundamental (E.M.E.F.) por meio da(o): 1análise do eixo 'Terra e Universo' dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), 2- perfil do profissional responsável por ministrar a disciplina, 3análise da história da experimentação no ensino de ciências no Brasil, e 4- estudo da história e da importância da Astronomia. O objetivo principal é analisar a eficácia da utilização da experimentação (ou também cunhada por experimentos com material de baixo custo) no ensino de Astronomia nas E.M.E.F. de São Miguel do Guamá, nordeste do Pará. Destacamos os percalços do professor da rede pública de ensino, sua dificuldade em utilizar metodologias de ensino que fujam do tradicional, ressaltamos os problemas com os cursos de formação concernentes ao ensino da Astronomia e destacamos a eficácia da experimentação como ferramenta, auxílio ou recurso na construção do ensino e aprendizagem em Astronomia.
Palavras-chave : Experimentação em Astronomia; ensino e aprendizagem.
## Introdução
Quando se fala em especulação dos céus, deve-se traçar um panorama dos registros mais antigos (tempos pré-históricos) datando de 3000 anos a.C. realizado por chineses, assírios, babilônios e egípcios. Esses povos antigos, já sabiam que o ano durava 365 dias, pois os astros eram usados para medir o tempo, prever as épocas para a colheita, e também para fins astrológicos. (OLIVEIRA; SARAIVA, 2014). Com o desenvolvimento das civilizações, a caça, a pesca, o comércio, exigiram um conhecimento do espaço geográfico. O agrupamento de estrelas em constelações, deu início ao modo de navegação celeste, otimizando as atividades humanas. (MILONE et al , 2003).
Com o passar dos tempos, grandes pensadores criaram teorias para tentar explicar e conhecer o universo, onde o sistema Terra-Sol-Lua era o principal alvo de contemplações e discussões dos primeiros astrônomos, questões sobre o centro do universo, 'quem' se movimenta, 'quem' não se movimenta, dentre outras indagações, movimentaram a Astronomia no passado.
A Astronomia, tida por muitos como a mais antiga das ciências, ao longo da história passou a não mais tentar entender movimentos e posições dos astros, mas sim buscar compreender a forma dos astros, a origem e composição do universo. Sendo assim, ela é, desde o passado, de grande importância para o desenvolvimento da ciência e da tecnologia. A Astronomia, Astrofísica e outras ciências espaciais tornaram possíveis grandes jornadas de exploração espacial e
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23 a 27 de janeiro de 2017
possibilitaram o conhecimento e a explicação de vários fenômenos e mistérios do universo. (ARAÚJO, 2010).
Conhecendo a importância da Astronomia ao longo da história, na tecnologia, no conhecimento humano e em aplicações no cotidiano de todos, não fica difícil perceber a necessidade de se estudar essa ciência.
## Ensino de Astronomia Segundo os PCNs
Nos 3º e 4° ciclos (antigas 5ª à 8ª séries) dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) de Ciências Naturais, versam sobre o ensino de Astronomia, quando requer que o educando tenha a capacidade de: 'caracterizar os movimentos visíveis de corpos celestes no horizonte e seu papel na orientação espaço-temporal hoje e no passado da humanidade.' (BRASIL, 1998). Assim, eles destacam: 1- a importância da Astronomia através dos tempos, e, 2- diferente do que muitos pensam, a grande relevância contemporânea no cotidiano.
Em vários trechos os PCNs citam a necessidade de observação ordenada do céu tanto diurna como noturna, para a estimulação de modelos teóricos, desconstrução de sensos comuns, orientação, entre outros. Diante da clara dificuldade de realização dessa atividade na grande maioria das escolas do país pela falta de equipamento e de indisponibilidade de horário noturno dos educandos do ensino fundamental, Leonês (2011) indica o uso de softwares de simulação virtual para suprir essa carência, programas como Stellarium e Celestia, são de fácil acesso e utilização, e podem ser uma ferramenta importante para aulas expositivas sobre o sistema 'Terra-Sol-Lua'. (LEONÊS, 2011).
As recomendações dos PCNs se mostram bem elaboradas, e de grande eficácia no ensino de Astronomia, seja no campo conceitual ou no prático, as sugestões de conteúdo e metodologia são consistentes e ressaltam a relevância e importância de se estudar Astronomia no ensino fundamental. Porém, há discrepância entre esse documento e a realidade nas salas de aula, seja pela formação deficiente ou pela falta de estrutura disponível. (LEONÊS, 2011).
## Formação do Professor de Ciências
A ausência da Astronomia na formação do professor de Ciências é refletida na baixa qualidade da aula de Astronomia ou até mesmo na não abordagem do tema em sala de aula. E por não ter acesso a esse conhecimento na academia, pode acabar, por muitas das vezes, repassando conceitos errôneos, baseados no senso comum, sem um referencial teórico. (IACHEL; NARDI, 2009).
Quando o professor de ciências não tem disciplinas de Astronomia em sua graduação, muito menos a oportunidade de uma formação continuada, o Livro Didático (LD) acaba sendo sua fonte de busca de conhecimento para ministrar esse conteúdo. (LEITE, 2006). Entretanto, vários estudos como o de Langhi e Nardi (2007), apontam vários erros conceituais em LDs nacionais, como:
(...) estações do ano; Lua e suas fases; movimentos e inclinação da Terra; representação de constelações; estrelas; dimensões dos astros no Sistema Solar; número de satélites e anéis em alguns planetas; pontos cardeais;
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características planetárias; aspectos de ordem histórica e filosófica relacionados com Astronomia. (LANGHI; NARDI, 2007).
Esse fato contribui para a deficiência do ensino de Astronomia no ensino fundamental, tendo em vista que esse pode ser o único momento de contato do aluno com a Astronomia, sendo assim, esses erros conceituais sustentam a propagação de concepções distorcidas do universo e do cotidiano dessas pessoas.
## A Experimentação no Ensino de Astronomia
Muito se tem falado e pesquisado a respeito de maneiras para tornar o ensino de ciências mais interessante e proveitoso. A Astronomia, que pouco é trabalhada no ensino de Ciências, quando é trabalhada, na maioria das vezes, é de forma superficial (sem aprofundamento) e tradicional (sem novas metodologias). A utilização de experimentos como recurso didático no processo de ensino e aprendizagem de conteúdos de Ciências, vem sendo abordado em vários trabalhos científicos como de fundamental importância para esse processo (PEREIRA, 2011 e ORTIZ, 2011).
Um passo inicial para o uso de experimentos no ensino de Ciências foi dado pelos Estados Unidos na década de 60, quando incentivou os cientistas a desenvolverem projetos na área da Química, Física e Biologia para o ensino de Ciências, devido à corrida espacial, que influenciou e serviu de modelo de projetos no ensino de Ciências aqui no Brasil. (CARLOS et al, 2009).
- É comum a opinião de que o uso de experimentos em sala de aula atrai a atenção dos alunos nas atividades para que haja aprendizagem sobre o assunto. A experimentação é uma ponte entre teoria e prática. Faz com que o que é falado tome forma e sentido na vida real. (GIORDAN, 1999).
## Material e Métodos
Inicialmente, será feita uma análise dos conteúdos de Astronomia recomendados pelos PCNs no eixo 'Terra e Universo', em seguida será realizada uma avaliação quanto à disponibilidade e acessibilidade financeira do material usado na confecção dos experimentos, afim de que este recurso possa ser uma ferramenta que venha a ser utilizado rotineiramente pelos professores e alunos. Feito este levantamento, serão produzidos os experimentos a partir dos recursos didáticos para a aplicação em sala de aula.
Os experimentos propostos irão auxiliar de forma mais simples e prática os conteúdos sobre Astronomia. São eles: 1- Relógio de Sol, que é um instrumento rudimentar utilizado para marcar as horas utilizando a posição aparente do sol. Uma haste (gnômon) fixada no centro de um painel projeta sua sombra neste, onde é feito marcações com o passar das horas. (ORTIZ, 2011). Foi necessário utilizar uma bússola para posicionar o relógio na direção correta, assim, optou-se por utilizar um aplicativo de celular gratuito, chamado 'Bússola'. Poderia também construir uma bússola caseira com agulha imantada por um ímã. 2- Astrolábio (origem grega, "pegador de estrelas") que é um dispositivo usado para determinar: (a) o ângulo de elevação de um objeto (latitude e longitude) e (b) a altura efetiva do objeto usando o ângulo medido. (FREITAS et al , 2012). 3- 'As Estações do ano'. Professores e alunos têm dificuldades em compreender os motivos das estações do ano. Elas se
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dão devido o movimento de inclinação do eixo de rotação da Terra em relação ao seu plano de órbita denominado movimento de precessão, movimento semelhante ao de um pião girando (ORTIZ, 2011). 4- 'Eclipses Solares e Lunares' que é tema recorrente no Ensino Fundamental, mas muitos professores ainda têm dificuldades para explicá-lo. (ORTIZ, 2011). 5- 'Paralaxe Estelar' é o ângulo de desvio aparente de um astro devido o movimento de translação da Terra e serve, entre outras utilidades, para medir a distância de estrelas.
A observação noturna do céu é tida como importante para que o aluno possa formular ideias e teorias acerca do universo. (BRASIL, 1998). No entanto, é de consenso entre a maioria dos profissionais de educação que esse tipo de atividade é quase impossível de se realizar com crianças do ensino fundamental, por fatores como a baixa idade, o horário, disponibilidade do educador e até mesmo a falta de equipamentos como o telescópio, por exemplo.
Uma alternativa encontrada é a utilização de softwares de simulação. O Stellarium é um programa gratuito e de fácil acesso na internet, onde a sua utilização na sala de aula com os alunos pode vir a suprir essa carência de observações noturnas do céu nas escolas públicas.
Como base teórica para a preparação das aulas com experimentos, foi utilizada as teorias de aprendizagem construtivista de Piaget e Vygotsky. (MOREIRA, 2009).
Ao final da aplicação dos experimentos na sala de aula, foi passado um questionário aos alunos e professores da referida escola para responderem sobre as atividades lá empregadas.
## Resultados e Discussões
Este trabalho foi realizado na E.M.E.F. São Pedro, no Município de São Miguel do Guamá-Pa. A atividade foi realizada no período de recuperação (mês de julho) com 14 alunos de duas turmas de 6° ano e a professora responsável pela turma. O objetivo é chamar a atenção do aluno com modelos em pequena escala do universo e avaliar a eficácia da aplicação de 5 experimentos de baixo custo e 1 software como recurso didático no processo de ensino e aprendizagem em aulas de Ciências, abordando temas de Astronomia, e em seguida foram aplicados questionários aos educandos e a educadora das turmas. Os alunos foram identificados por (A1, A2, A3...), para que suas identidades fossem preservadas.
As perguntas do questionário aplicadas aos alunos foram:
1- Na Fig.1 abaixo é apresentada a primeira pergunta que mostra que 93% dos alunos (13 alunos) afirmaram NÃO terem tido aulas de Astronomia, apenas 7% dos alunos que corresponde a apenas um aluno respondeu SIM nesta questão.
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mia na escola. Figura 01: Mostra as porcentagens dos alunos que já tiveram e não tiveram aulas de Astrono
Esse resultado se dá pelo fato da raridade da abordagem de conteúdos de Astronomia e/ou quando abordados, vistos de forma superficial. Faria e Voelzke (2008) relatam que apesar dos assuntos relacionados à Astronomia sempre despertarem interesse nos alunos, nota-se que este conteúdo ainda é pouco utilizado pelos professores.
- 2- Os alunos da E.M.E.F. São Pedro já participaram de alguma atividade com experimentos em sala de aula na disciplina de Ciências? 50% dos alunos (7 alunos) responderam SIM , e os outros 50% (7 alunos) responderam NÃO .
As contribuições das práticas experimentais investigativas são plurais e permitem ao aluno desenvolver uma melhoria qualitativa, especialmente na compreensão de conceitos, no desenvolvimento de habilidades de expressão escrita e oral, dentre outras. (PEREIRA, 2010),
- 3- Você gostaria que os professores de ciências utilizassem os experimentos em atividades dentro da sala de aula? Por quê? 100% (14 alunos) responderam SIM . Alguns alunos responderam 'porque é legal', 'porque é interessante' ou 'porque é bom'. Outros frisaram a questão do ensino e aprendizagem, como o aluno A1, que escreveu 'Porque a gente aprende mais' e o A5 que respondeu 'Porque seria melhor para aprender'. Isso demonstra que a atividade despertou grande interesse dos alunos, de forma que eles querem que atividades semelhantes se repitam em sala de aula.
Assim, nessa perspectiva, a atividade experimental pode ser utilizada para motivar e despertar a atenção dos alunos para o aprendizado de um determinado conteúdo, permitindo-o reunir um conjunto de fatores psicológicos que vai impulsioná-lo a aprender. (LIMA, 2015)
Os experimentos no ensino de Astronomia melhoram o processo de ensino e aprendizagem, servindo como instrumento de assimilação e melhorando a reestruturação de esquemas, facilitando o desenvolvimento cognitivo dos educandos. (MOREIRA, 2008).
- 4- Você acha que se os professores utilizassem os experimentos de Astronomia com mais frequência para explicar os assuntos, ficaria mais fácil para entender os conteúdos de Astronomia?'. Os alunos em unanimidade responderam SIM , corroborando a ideia de que os experimentos atraem a atenção dos alunos.
- 5- Qual conceito você daria para o aluno da FACIN/BRAG/UFPa que expôs os conteúdos por meio da experimentação como ferramenta de aprendizagem?
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- Figura 02: Demonstrativo da opinião da maioria dos alunos que atribuíram conceito Excelente para essa ferramenta de aprendizagem.
- Os resultados apontam que mais de 71% dos alunos (10 alunos) consideraram as aulas EXCELENTES , entende-se então que a atividade atingiu seu objetivo, o de melhorar o processo de ensino e aprendizagem de Astronomia por meio da experimentação. Aproximadamente 20% dos alunos (3 alunos) acharam BOM e o restante ( 9% ) acharam REGULAR e RUIM .
- Já o questionário aplicado à professora tinha 6 questões, que buscava: (a) traçar um perfil da profissional em relação ao ensino de Astronomia, (b) usar a experimentação para melhorar o processo de ensino e aprendizagem, e (c) sua opinião a respeito da proposta apresentada. São elas:
- 1- Qual sua formação acadêmica (graduação)? A resposta obtida foi, ' Universidade do Estado do Pará - Ciências Naturais '. Esse curso conta com habilitação em Química, Física ou Biologia, e habilita a ministrar disciplinas no Ensino Médio, mas a professora não descreveu qual sua habilitação.
- Há uma grande carência em relação a dúvidas quanto a conceitos astronômicos por parte de professores de Ciências, fato esse intimamente ligado à formação inicial desses profissionais. (LEITE, 2006).
- 2- Você acha que sua formação acadêmica lhe capacitou para lecionar assuntos de Astronomia? A professora disse ' Um pouco '.
- Justiniano et al (2012), em levantamento de disciplinas de Astronomia oferecidos em cursos de formação de professores em Física constatou que grande parte dos cursos de física pesquisados não possuem disciplinas de Astronomia.
- 3- Quais metodologias você mais utiliza para trabalhar os conteúdos relacionados à Astronomia? Por quê? A professora utilizava em sala de aula com seus alunos, aulas expositivas e livro didático , e justificou que ' são os materiais que a escola oferece '.
- Quando os professores não têm conhecimento profundo de conhecimentos de Astronomia, como do sistema Terra-Sol-Lua, por exemplo, pois sua formação não lhe proporcionou isso, buscam como fonte de conhecimento o livro didático do ensino fundamental, o qual, muitas vezes, apresentam conteúdos com pouca profundidade, fragmentados e com erros conceituais. (LEITE, 2002).
- 4- Você usa a experimentação de Astronomia em suas aulas de Ciências? Por quê? A professora deixou claro que NÃO utiliza nas aulas de Astronomia a experimentação. Assim, a finalidade dessa questão passou a ser apenas a de entender o 'porquê' dessa não utilização, a professora escreveu: ' Por falta de materiais '. Já se tinha uma ideia dessa realidade, por isso que uma das propostas desse trabalho foi a da utilização de materiais de baixo custo e fácil acesso para a construção dos experimentos.
- 5- Qual sua principal dificuldade em utilizar a experimentação como estratégia de ensino? Por quê? A professora acabou adicionando a resposta da questão anterior, que ' Não há espaço disponível, as salas de aulas não têm estrutura para que os alunos possam se movimentar, são 47 alunos '. Durante as atividades, 14 alunos participaram das atividades, portando não foi possível constatar a realidade vivida pela educadora durante suas aulas. Porém, acredita-se que o educador deve
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sempre buscar alternativas para melhorar o processo de ensino e aprendizagem, sempre procurando maneiras de superar as dificuldades.
- 6- Qual sua opinião sobre os recursos aplicados pelo aluno da UFPa para o ensino de Astronomia? A resposta da professora foi positiva: ' Prática e dinâmica, o aluno mostrou empenho no desenvolver de suas atividades '. A professora não entrou no mérito dos experimentos e não expressou opinião a respeito da eficácia da atividade, porém elogiou o trabalho.
## Conclusão
Verificou-se que o uso da experimentação nas aulas de Astronomia é de grande importância, tanto para atrair a atenção dos alunos, quanto para melhorar o ensino e aprendizagem. A Astronomia é uma ciência que estuda objetos e fenômenos em uma escala infinitamente grande, então, a utilização de representações, demonstrações e experimentos na escala humana traz esses objetos e fenômenos para próximo dos alunos para mostrar o imenso valor para a compreensão desta ciência.
Contudo, é de consenso, por parte dos trabalhadores da educação, as dificuldades enfrentadas nas escolas públicas do Brasil, sendo assim foi possível a produção dos experimentos com material de baixo custo e de fácil acesso no tempo curto. A utilização do software Stellarium supriu com grande desempenho a dificuldade de observação noturna do céu, logo, se a escola dispuser de uma sala ou laboratório de informática, esse recurso é altamente recomendado.
Em suma, é imprescindível que a Astronomia esteja realmente presente nas aulas de ciências, e que, nos cursos de graduação, esse tema seja abordado de forma obrigatória através do uso da experimentação, para que o futuro professor tenha uma noção da importância desse recurso. É importante ainda que os educadores sempre se atualizem a respeito de novos conteúdos, novas descobertas e novos recursos que contribuam para uma boa educação em Astronomia.
## Referências
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