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O USO DE CONTOS E FILMES DE FICÇÃO CIENTÍFICA NO ENSINO DE CIÊNCIAS, NA DISCIPLINA DE FÍSICA DO ENSINO MÉDIO.

Taciana Santos Da Silva, Samuel Silva De Albuquerque

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXII
Ano
2017
Data
24/01/2017
Linha de pesquisa
Ensino E Aprendizagem Em Física
Tipo
Comunicação

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Texto completo

## O USO DE CONTOS E FILMES DE FICÇÃO CIENTÍFICA NO ENSINO DE CIÊNCIAS, NA DISCIPLINA DE FÍSICA DO ENSINO MÉDIO.

Taciana Santos da Silval , Samuel Silva de Albuquerque , 1 2

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Universidade Federal de Alagoas/Instituto de Física/taci-al@hotmail.com Universidade Federal de Alagoas/Instituto de Física/ss.albuquerque@gmail.com

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RESUMO : Com o trabalho pretende-se mostrar como está sendo aplicado o uso da ficção científica como recurso didático na sala de aula no ensino de ciências, especificamente na disciplina de física. O objetivo principal deste trabalho é de usarmos a ficção científica como um facilitador de conteúdos de física. A pesquisa iniciou-se na escola Estadual Nossa Senhora da Conceição, no período noturno, para cinco turmas do ensino médio, a pesquisa se encontra em andamento. A iniciativa da aplicação da ficção científica na sala de aula na disciplina de física, veio através do desinteresse de alguns alunos, visto e observado esse comportamento na prática dos estágios e do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID). Como base teórica usamos as obras dos autores: Arthur C. Clarke, Carl Sagan, e Isaac Asimov. Neste trabalho utilizamos o conto do autor Arthur C. Clarke, Maeltrom II onde o mesmo envolve uma gama de conceitos físicos, como por exemplo a plantação de legumes em uma atmosfera lunar, entre outros.

Palavras-chave: Ficção Científica. Filmes e Contos. Ensino-aprendizagem. Física.

## INTRODUÇÃO

A pesquisa toma por base diversas leituras, entre elas: Piassi e Pietrocola (2009), onde os autores relatam algumas de suas experiências na aplicação do uso da Ficção Científica em sala de aula. A Ficção Científica tem sido assinalada como um importante instrumento didático no ensino de ciências, é utilizada por vários professores e pesquisadores, como recurso didático na educação básica e em especial no ensino médio formal (PIASSI E PIETROCOLA, 2009, p. 2). Essa forma de ensino e de aprendizagem é usada para despertar o interesse dos estudantes em sala de aula, fazendo com que eles venham a permanecer nas aulas e entender de fato, cada conteúdo de física aplicado.

A ficção científica tem origem no final do século XIX com Júlio Verne e H.G. Welles, autores que influenciaram decisivamente as obras subsequentes do gênero. Enquanto Verne produzia histórias para maravilhar os leitores com as possibilidades de um futuro excitante, Wells empregava a fantasia cientifica para a crítica social (PIASSI; PIETROCOLA, 2009 p. 3).

Os professores que se utilizam dessa forma de ensino, o faz para atrair seus alunos, visto que, de acordo com as pesquisas, a estatística do Ministério da Educação comprovam o desinteresse de alunos no estudo de ciências, em várias

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disciplinas incluindo a de Física (BRASIL,P3. ). 1

Sabe-se que, a evolução da física proporciona mudanças significativas no que se diz respeito à vida cotidiana das pessoas. Entre as ciências exatas, a física ocupa um lugar de destaque, seja nos avanços tecnológicos, seja no conhecimento cientifico responsável por tais avanços. Ao longo da história, são vários os momentos onde a Física esteve relacionada a impactos socioeconômicos e discussões acerca de assuntos de suma importância para o homem.

Diante desse quadro de simplificação do ensino de ciências, a ficção científica pode ser um contraponto importante. Nas aulas, ela pode auxiliar na contextualização e problematização dos conceitos científicos escolares, podendo assim incluir a ficção científica fora e dentro do ambiente escolar. O que pode ser ressaltado também, é a equivalência entre os saberes produzidos por pesquisas cientificas (Nível científico elevado) e algo produzido pela imaginação do ser humano, o que não pode deixar de mencionado em meios de divulgação científica, a capacidade do ser humano de introduzir e atrair a sociedade com suas histórias e contos de ficção científica. Contudo, a ficção científica é uma fonte de discussões rica para adolescentes e para toda sociedade, relacionando o imaginário com algo que pode torna-se real.

Dentro do âmbito escolar, cada vez mais o professor tem buscado por novos caminhos para abordar temas dentro de conteúdos propostos, nas matrizes curriculares, no âmbito nacional e as especificas para cada modalidade de ensino, afim de trabalhar de forma dinâmica e diversificada cada conteúdo em sala de aula. Deste modo o uso da linguagem na ficção científica, proporciona, um conjunto de termos e expressões que causa ao espectador a sensação de estar utilizando uma terminologia técnico-científica.

Partindo da necessidade em que o professor se depara, na busca de metodologias atraentes, para cultivar em sala, aulas dinâmicas, sendo a terminologia voltada a explicação de termos técnicos ou científicos, a mesma é usada, no conto Maelstrom II, que está voltada para o estudo da gravitação, onde os termos são aplicados consistentemente com o uso que a ciência faz deles. Então o conto apresentar-se como recurso que o professor pode ter como auxilio em suas aulas, o qual pode abordar o assunto determinado de forma diferente e atraente, para seus alunos.

Em Maelstrom II, o Autor Arthur C. Clarke inicia o texto discorrendo sobre uma cápsula de carga, lançada por uma catapulta elétrica. Dentro dessa Catapulta elétrica está Cliff, um agricultor Africano que tenta a sorte em uma Colônia Lunar (tentativa de permanência de seres humanos na lua), sendo que, ocorre um erro, quando o projetor elétrico lançava a cápsula na pista de dez milhas que o arremessava para fora da Lua, há três mil e duzentos quilômetros por hora, ainda com sete segundos pela frente os geradores acumulavam uma fabulosa carga de força no projetor, e em H mais vinte segundos, o raio falhou. Nesse primeiro momento o autor desperta certa curiosidade ao leitor, ao estudante, será que Cliff morreu?

A ideia da Ficção Científica, é que exista imaginação, e que por algumas

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vezes o imaginário na ciência torna-se real. Nossa proposta é buscar através do imaginário, o processo de construção do pensamento cientifico, numa relação do imaginário e o real. O aluno irá se questionar, 'será que eu posso ir à lua'? 'Será que consigo desenvolver seriais fora do ambiente e da atmosfera terrestre? ' Essas perguntas podem ser feitas por estudantes, tanto hoje como futuramente, despertando um senso crítico dos alunos e enriquecendo seu poder de reflexão. Fazendo com que a ficção cientifica deixa de ser apenas um recurso ou método que estimula os estudantes, como também, um elemento cultural que possui potencial privilegiado.

Os professores de ciências, especificamente na disciplina de física podem encontrar formas e habilidade de viabilizar o interesse desses alunos que não gostam da disciplina de física, e de tal modo, fazer com que 'eles' passem a gostar ou que venham ter outra visão dessa ciência (física). Deste modo, a ficção científica em sala de aula não é mais um mero artifício ou método estimulante, mas um elemento cultural que, por suas características próprias, possui um potencial distinto na abordagem de questões científicas, no qual podemos tratar de questões sociais e tecnológicas sem ensinar tecnologia, sem converter o ensino de ciências em um curso de tecnologia, mas enfocando-o como uma reflexão sobre o presente para um pensar e agir no futuro. Por conseguinte, diante do mencionado, podemos elaborar propostas e atividades que possam se beneficiar da ficção científica no que lhe é próprio e que a torna especialmente interessante, superando concepções ingênuas em relação as obras de ficção e de todos benefícios que a própria ciência nos proporciona.

Neste trabalho escolhemos trabalhar, tanto contos, como filmes. A diferença de um para o outro é que, o conto pode ser aplicado em duas aulas de 50 minutos, ou seja, torna-se muito, mais prático. Já o filme, algumas vezes é muito longo, consequentemente não é possível aplicá-lo em duas aulas de 50 minutos, diante dessa situação é solicitado aos alunos que assistam o filme em suas residências, para que na aula posterior seja feita a discussão acerca do filme referido.

Nesta perspectiva e através dessa prática, podermos utilizar a ficção cientifica como um recurso rico de ensino, possibilitando novas habilidades de debates, investigação e motivação na aprendizagem de conceitos existentes, ou algo novo que venha surgir. Rompendo uma barreira tradicional de ensino, situando o professor numa pedagogia crítica e dialógica na qual os alunos saem do papel de meros receptores e reprodutores dos conteúdos que lhes são impostos e passam a ser sujeitos ativos na construção do saber.

## OBJETIVOS

O projeto objetiva analisar a importância da utilização da ficção científica para uma melhor aprendizagem e entendimento de conteúdos relacionados à disciplina de física. E especificamente apresentar como ferramenta principal a utilização de contos e filmes. Escolhe-se então, trabalhar tanto com contos quanto com filmes. O filme exerce uma atração cinematográfica, que atrai uma atenção especial para os estudantes; utilizar as vantagens audiovisuais e efeitos especiais, sem falar que, para ter acesso aos filmes é relativamente fácil e o custo de exibição é baixo.

Para tanto percebemos que quando se trata de aplicá-lo em sala de aula, torna-se complicado, pois quase todos os filmes têm duração de duas horas em diante; enfatizar que os contos são narrativas curtas com ideia central e forte. O conto faz com que o aluno pense, imagine, crie e articule. Sendo assim, um conto

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tem 20 páginas que pode ser discutido na sala de aula. O mais longo que possa chegar um conto é de 50 páginas que nesse caso pode ser trabalho uma parte em sala de aula e o restante em casa e discutido nas aulas posteriores.

## RESULTADOS ALCANÇADOS

Este trabalho traz parte dos resultados de uma pesquisa em andamento, onde após a explanação das aulas dadas foi aplicado um questionário após perceber o interesse dos alunos em relação os temas abordados. Após a correção do questionário finalizamos as atividades, solicitando aos alunos que fizessem sua própria história ou conto. Após análise das informações colhidas, percebeu-se que, o rendimento girou em torno de 87% de acertos ou respostas similares das corretas, e 13% da turma sentiram dificuldades em respondê-las

## DESENVOLVIMENTO

O projeto está sendo desenvolvido na Escola Estadual Nossa Senhora da Conceição, situada no município de Lagoa da Canoa, no Estado de Alagoas, para alunos do Ensino Médio Noturno. A prática dessa atividade se deu em três turmas do 1°, 2° e 3° ano único (no mês de maio e junho) em um bloco de 27 horas-aula entre 40 a 55 minutos, ministradas em 06 aulas por semana, duas aulas duplas em cada turma, sendo que os resultados só foram obtidos para o 1° ano único.

A escolha da escola se deu pelo fato de que, a própria tem um alto índice de desistências de alunos, e uma alta reprovação na disciplina de física, principalmente no período noturno, com isso decidiu-se aplicar a esses alunos uma atividade diferente como contos de ficção científica. As principais ideias que foram incentivadas e utilizadas em sala de aula foram:

- 1). Quando estiver trabalhando com algum tema da disciplina de física (ou de ciências) utilizar contos que se identifique com o mesmo assunto ministrado pelo professor, consequentemente o professor poderá relacionado o conteúdo abordado com a ficção cientifica.
- 2). Passar tarefas em grupos, e atividades para casa, para que o estudante venha fazer debate sobre aquele conteúdo na aula seguinte.
- 3). Atribuir uma leitura curta como tarefa para casa, fazer um resumo, e identificar o que lhe chamou a tenção e o porquê de lhe chamar atenção.
- 4). Com a aplicação de cada conto, certificando-se de que o aluno tenha lido o texto verdadeiramente, irá responde uma ficha de texto, com os seguintes tópicos: O que você entendeu sobre a leitura? Quais as ideias principais do texto? Quais as palavras chaves? Dentre outras perguntas, voltada para o conteúdo do conto.

Com base ao desempenho da turma, adotaram-se as ideias que foram aplicadas e delas obteve-se êxito nos resultados, visto que o conto usado possui um potencial bastante diversificado em relação a suas possibilidades didáticas, mencionado assim ao longo do texto.

## REFERENCIAL TEÓRICO E METODOLÓGIGO

A principal vantagem de trabalhamos com conto, não é só pelo fato de ser mais prático ou visível em sala de aula, mas sim pelas características da forma literária. É uma narrativa curta, e pode ser aplicado por meios mínimos.

Segundo os autores Piassi e Pietrocola (2007):

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O que pudemos verificar em atividade que utilizam contos de ficção científica é a disposição pelo debate de ideias e o interesse em aprofundar conceitos e ideias científicas. As reflexões de natureza ética parecem ser de especial interesse por parte dos alunos, que a partir do debate se engajam espontaneamente na busca pelo confronto de opiniões a respeito das consequências do conhecimento científico. No entanto, a escolha dos contos deve ser realizada com muito cuidado. Muitas vezes a linguagem é excessivamente complexa, a ideia central é nebulosa ou o texto é muito longo. Em outras palavras, o conto a ser escolhido deve ser acima de tudo, um conto muito bom, do ponto de vista literário, de prender a atenção do leitor e de fazê-lo pensar depois. (PIASSI e PIETROCOLA, 2007, p.9).

Um dos pontos discutido no conto Maesltron II é a possível sobrevivência do homem na lua, o conto fala sobre um pai astronauta que aguarda com expectativa a voltar para casa de sua família na Terra, mas é atendida por um acidente fatal. Neste conto trabalhemos com assuntos relacionados como: projetor elétrico, gravitação, aceleração, periscópio, velocidade de escape, foguetes, mecânica celeste, dentre outros. Trabalhamos ainda a influência das descobertas científicas e dos avanços tecnológicos nas crenças das pessoas. A exibição desse conto consiste em o momento ideal de se discutir profundamente os aspectos da ciência, colocar à tona este 'apetite desordenado' de buscas e os seus limites. Indubitavelmente, este conto intensificaria a participação dos alunos durante as aulas e proporcionaria a reflexão de assuntos que os tornariam cidadãos mais críticos e conscientes capazes de inferir e promover mudanças na sociedade.

Esse trabalho é uma pesquisa qualiquantitativa, bibliografia desenvolvida através de pesquisas diversas e de campo na Escola Estadual Nossa Senhora da conceição, com 12 aulas de 90 minutos, apresentando um conto que contém 12 páginas. Ocorreu uma boa discussão do conto nas três turmas, e não fugimos do principal objetivo que é compreender a física sem usarmos o quadro negro e nem as fórmulas matemáticas, consequentemente, conseguimos relacionar conteúdo (encontrados no conto) na esfera social e cotidiana do estudante. A partir do que foi citado no corpo do texto, vamos relatar brevimente o desenvolvimento na turma do 1° ano único usando o conto Maesltrom II. Como citado anteriormente, escolhemos nessa atividade trabalharmos com contos, pois para muitos são recursos particularmente interessantes por suas características de brevidade, intensidade de sentido e efeito literário. Como na educação não se pode perder tempo em sala de aula, quando se trata de metodologias de ensino foi necessário que buscássemos um resultado avançado na prática, sendo mais objetivo, prático e competente,

## DADOS OBTIDOS

Trabalhamos com três turmas, para esse trabalho obtivemos resultados somente da turma do 1° ano único vespertino, onde pedimos para os alunos responderem um questionário com algumas questões mencionadas nesse texto, para identificarmos quais foram seus acertos e erros. Percebemos que a maioria da turma mostrou interesse e entendimento referente a física envolvida no conto, mas não entendia algumas palavras, pelo fato de não saberem o verdadeiro significado de tal palavra.

Descreveram (os estudantes) o conto e dialogamos em meia aula, como segue: O Conto fala sobre um homem chamado Cliff Leyland, filho de um fazendeiro, diplomado em agronomia, subsidiado pelo Projeto de Recuperação do Saara, e estivera tentando cultivar cereais na lua. Cliff tinha prometido a sua esposa Myra e seus dois filhos Brian e Sue uma excursão Nilo abaixo. Cliff já esperava que

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os primeiros vinte segundos de viagem seriam duros a extrapolar, quando o projetor elétrico lançava a cápsula na pista de dez milhas que a arremessava para fora da Lua. Três mil e duzentos quilômetros por hora, cinco segundos depois da largada. Cliff cavalgava o raio sobre a face da Lua. E em H mais vinte segundos, o raio falhou. E então, cheio de gratidão e alegria, poderia fazer o segundo chamado para a Terra, para a mulher que ainda esperava na noite africana. Note que, o conto retrata algumas características importantes, uma delas a citar é o grau de detalhamento e descrição da paisagem lunar, elevava-se sobre o fundo de estrelas. Após a discussão detalhada do conto, exploramos os seguintes tópicos em grupos (grupos de três): As leis da hidrodinâmica, paradoxo dos gêmeos (relatividade), o uso de telescópios, autocomiseração, velocidade de escape, aceleração, referenciais gigantes, dentre outro. Além disso, em função do conteúdo do texto e do planejamento deixamos um espaço para temas suscitados que não estavam previstos inicialmente. Entretanto, para que pudéssemos finalizar essa primeira etapa, pedimos para que os grupos desenhassem e fizessem um diagrama detalhadamente do conto. Solicitamos também que os alunos respondessem a um questionário, o qual difere de uma lista de perguntas antecipavas, citado anteriormente:

- 1) Por que o conto fala sobre altas velocidades?
- 2) Quais foram às forças que atuavam quando o projetor elétrico lançava a cápsula na pista de dez milhas que a arremessava para fora da Lua?
- 3) Por que Cliff acreditava que o uso da mecânica celeste pudesse ajudá-lo em meia situação?
- 4) Será que Cliff teria conseguido ficar vivo sem está na cápsula?
- 5) Quais as constelações familiares conhecidas?
- 6) Para que serve os telescópios?
- 7) Cliff acreditava em Deus?

A partir desta atividade, surgiu a ideia da aplicação de um questionário, a pedido dos alunos, pois alguns demostraram maior interesse. Após a correção do questionário finalizamos as atividades, solicitando aos alunos que fizessem sua própria história ou conto, usando sua imaginação. Após ter concluído a atividade, realizamos uma discursão prévia das dificuldades encontradas, tanto de pensar, em algo que fosse diferente do meio social, no qual aquele estudante convive, como foi também discutido algumas dificuldades de escrita.

Abaixo temos uma tabela e algumas figuras, onde os próprios alunos representam etapas do desenvolvimento de suas atividades em sala de aula. Diante do que foi observado, interpretamos esses resultados como positivos, dentro das metas esperadas, uma vez que, observamos um bom desempenho em termos de aprendizagem; de tal modo, foi debatido individualmente cada conto em sala de aula com intuito de que todos da turma se envolvessem com o conto do outro, e que pudessem observar os erros e acertos de cada um.

Lista de alguns temas de contos, que foram elaborados por alguns discentes e as imagens - Escola Estadual Nossa Senhora da Conceição - 2015.

Tabela I e Imagens:

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- O Misterioso, Robert Stay

Iara Soares Correia

- 'O estudante Obcecado'

Jadiane Gomes

Uma Viagem sem sair do Lugar

Lucas Barbosa da silva

TABELA: I Rendimento da turma, elaboração de contos de ficção científica.

FONTE: Autora, 2016 (1° Único)

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FONTE: Autora, 2016 (1° Único)

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## CONSIDERAÇÕES FINAIS

Conclui-se que durante as aulas os alunos manifestaram suas ideias, vontades e opiniões, referentes aos contos trabalhados no decorrer de todas as aulas ministradas, como descrito nas imagens acima, os estudantes fizeram várias perguntas, referentes aos temas discutidos e demonstraram um grande entusiasmo para outros temas, principalmente ao conto, que foi utilizado desde o início da pesquisa.

Constatamos assim que a ficção científica é mais do que um possível recurso didático para o ensino de ciências, é um discurso social sobre a ciência. Percebemos, através dos alunos, as reflexões de cada conteúdo trabalhado, onde demonstraram ser especiais por partes dos alunos, consequentemente os debates tornou-se mais ricos, na busca de suas próprias opiniões, referente a conceitos e julgamentos, voltado para o conhecimento cientifico. A praticidade de trabalharmos

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com contos ou filmes gerou um conjunto de termos e expressões que despertaram o interesse dos discentes referente a tais conteúdos, sendo que, a partir de outras leituras aplicadas para os alunos, o entusiasmo ficou mais visível na face de alguns deles.

Por conseguinte, obteve-se um ótimo resultado, pois diante de momentos de dificuldades e de desistências de alguns alunos, fizemos com que eles (alunos) mudassem seu pensamento sobre a disciplina de física e que tivessem um maior interesse sobre a disciplina. Discorremos também, que além de números, podemos relacionar a física nas práticas de leitura e escrita. Nesse sentido foram gratificantes os resultados, pois os próprios mostraram-se positivos.

## REFERÊNCIAS

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CLARKE, Arthur. Maelstrom II . Abril. 1962.

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/euestudante/ensino\_educacaobasica/2013/06/25/ensino\_educacaobasica\_interna,373 237/estudo-revela-motivos-para-o-desinteresse-de-estudantes-pelo-ensinomedio.shtml &gt; acesso em 22/06/2016.

PIASSI, Luís Paulo; PIETROCOLA, Maurício. Ficção científica e ensino de ciências: para além do método de 'encontrar erros em filmes'. Educação e Pesquisa. São Paulo-SP. v.35, n.3, p. 527. ano. 2009. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/ep/v35n3/08.pdf &gt; Acesso em: 20 Jan. 2016

\_\_\_\_\_\_, Luís Paulo; PIETROCOLA, Maurício. Quem conta um conto aumenta um ponto também em física: Contos de ficção científica na sala de aula. p. 9. ano, 2007 . Apresentado no XVII SIMPOSIO NACIONAL DE ENSINO DE FÍSICA. São Paulo. Disponível em: http://www.sbf1.sbfisica.org.br/eventos/snef/xvii/sys/resumos/T0129-2.pdf &gt; .

Acesso em: 20 Jan. 2016.

SOUZA, Aguinaldo Robinson de; GOMES-MALUF , Marcilene Cristina. A ficção Científica e o Ensino de Ciências: O imaginário como formador do Real e do Racional. Ciência e Educação . Bauru, SP. v. 14, n. 2, p. 271-282, 2008. Acesso em: 20 jan. 2016

YAMAMOTO, Kazuhito; FUKE, Luiz Felipe. Física para o Ensino Médio. V.2 n.1 p.117, 20.10.

SILVA, Cibele Celestini; PIMENTEL, Ana Caroline. Uma análise da eletricidade presente em livros didáticos: o caso de Benjamin Franklin. Caderno Brasileiro Ensino de física . Florianópolis: UFSC, v.25, n.1, p. 141-158, abril. 2008

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Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.