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A LITERATURA DE MONTEIRO LOBATO E O ENSINO DE FÍSICA: UMA PROPOSTA DE INTEGRAÇÃO ENTRE ARTES E CIÊNCIAS

Arantxa Eckhardt Da Silva, , Jeremias Ferreira Da Costa, Sérgio Camargo, Thaís Rafaela Hilger, Lauro Luiz Samojeden

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXII
Ano
2017
Data
24/01/2017
Linha de pesquisa
Ensino E Aprendizagem Em Física
Tipo
Comunicação

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Texto completo

## A LITERATURA DE MONTEIRO LOBATO E O ENSINO DE FÍSICA: UMA PROPOSTA DE INTEGRAÇÃO ENTRE ARTES E CIÊNCIAS

Arantxa Eckhardt da Silva , Jeremias Ferreira da Costa , Sérgio Camargo , 1 2 3 Thaís Rafaela Hilger , Lauro Luiz Samojeden 4 5

- 1 Universidade Federal do Paraná - Licenciatura em Física, aran-txa@hotmail.com;
- 2 Secretaria do Estado de Educação Paraná (SEED-PR), jeremias.costa@hotmail.com;
- 3 UFPR/ Departamento de Teoria e Prática de Ensino (DTPEN), s.camargo@ufpr.br;

4 UFPR / DTPEN/ hilger@ufpr.br;

5 UFPR / Departamento de Física / samojed@fisica.ufpr.br;

## Resumo

Este artigo teve como finalidade propor uma articulação da Literatura com a Física como um recurso potencial para os estudantes da Educação Básica fazerem uma reflexão crítica sobre seus próprios saberes e reconhecerem a superficialidade de explicação do senso comum. Abordando os assuntos iniciais de Termologia, os estudantes foram confrontados com os erros conceituais trazidos pela personagem de Dona Benta, na obra "Os serões de Dona Benta", de Monteiro Lobato, e incentivados a discutir a sua validade, uma vez que eram concepções prévias dos próprios estudantes. O referencial teórico-metodológico empregado foi o dos Três Momentos Pedagógicos e as análises das respostas discursivas foram feitas sob a perspectiva da Análise de Conteúdo de Bardin e com auxílio da ferramenta CAQDAS com possibilidade de identificar as hipóteses levantadas durante a preparação do material e se houve uma mudança de postura dos estudantes ao se autoafirmarem como mais próximos da linguagem científica ou do senso comum.

Palavras-chave : Literatura, Termologia; 3MP; Concepções alternativas;

## Introdução

A integração entre Artes e Ciência é um tema recorrente no meio acadêmico: ao ingressar em uma universidade estadunidense, por exemplo, o curso optado será classificado como Bachelor of Arts ou Bachelor of Science e terá cada qual sua disciplina base. Conforme citado por Groto (2012, p. 43), o físico e escritor Snow (1995) as definem como as 'duas culturas' (a cultura humanística e a cultura científica) e defende que o afastamento entre as duas áreas é oneroso para a sociedade, pois acarreta perdas criativas, práticas e intelectuais. Em relação à Física, Zanetic (1997, p. 27-29) afirma que dispor de tal ferramenta permite a aproximação da ciência através do veio literário, contextualiza os conceitos (geralmente abstratos e desprovidos de aplicação) e estimula a manutenção do interesse por temas científicos. Além disso, o autor ressalta que tal ferramenta auxilia a contornar a chamada crise de redação/leitura encontrada em vários graus de ensino, até mesmo no Ensino Superior. Tais dificuldades em interpretação e produção textual afetam a aprendizagem de qualquer área, inclusive a da Física, pois 'Física também é cultura' (ZANETIC, 1997).

Porém, as Diretrizes Curriculares da Educação Básica (PARANÁ, 2009) alertam que o conteúdo não necessariamente está presente na obra a ser utilizada e ressalta que, ao adotar um literato com veia científica, supõe-se que a intenção estética da linguagem supere o caráter exigente dos conceitos científicos, devendo o professor estar atento a erros conceituais. Tal preocupação foi salientada durante o estudo de Termologia dos 'Serões da Dona Benta', como indica Groto e Martins (2015):

Em relação à obra Serões de Dona Benta, nosso estudo também indicou seu potencial para a abordagem dos conteúdos científicos nela presentes, sobretudo, como um veículo problematizador de conceitos. A obra possui vários erros conceituais que, problematizados adequadamente pelo professor, podem contribuir para a aprendizagem desses mesmos conceitos. [...] Alertamos, entretanto, que alguns erros, [...] relacionados, sobretudo, aos conceitos de calor e de temperatura, não tratados neste artigo, podem influenciar negativamente na aprendizagem, reforçando algumas concepções alternativas. Portanto, o professor que utilizar a leitura destes capítulos nas aulas de ciências precisa estar atento e realizar um planejamento cuidadoso de todas as atividades que desenvolverá em sala de aula (GROTO; MARTINS, 2015, p. 235).

Este ressalve foi considerado ao propor este artigo, pois foi a partir dos textos como 'Uma proposta de perfil conceitual para o conceito de calor', de Amaral e Mortimer (2014) e 'Discussão conceitual para o Equilíbrio Térmico', de Cindra e Teixeira (2004) que surgiu a ideia de abordar e esclarecer conceitos que geralmente são confundidos, como a) Temperatura é igual a calor; b) calor é igual a quente, e ambos são totalmente contrários de frio e a omissão de que c) há presença de calor se e somente se o equilíbrio térmico for rompido.

Esta proposta de sequência didática no ensino de Termologia foi realizada no âmbito do PIBID, no sub-projeto Física, no Colégio Estadual Maria Aguiar Teixeira, em Curitiba, em maio de 2016. A intervenção foi realizada em duas turmas do 2° ano do Ensino Médio, nas quais já havia sido ministradas aulas sobre esses assuntos iniciais de Termologia. A atividade da Dona Benta (Roteiro 1) fez parte de uma sequência didática com essa finalidade, a qual será aprofundada em trabalhos futuros. Serviu-se de livros didáticos, fotocópias de trechos dos Serões de Dona Benta e questionários, e teve duração de cerca de quatro horas-aula.

## Referencial Teórico Metodológico

Esta atividade baseou-se na dinâmica didático-pedagógica dos Três Momentos Pedagógicos (3MP), proposta por Delizoicov e Angotti (1990), pautada em três etapas: a) problematização inicial, b) organização do conhecimento e c) aplicação do conhecimento. Na primeira etapa, são apresentadas questões e/ou situações para discussão, sendo que devem estar relacionadas com o tema principal. A finalidade desse momento é mais que mera motivação para introduzir um determinado assunto, ele consiste em um distanciamento crítico do aluno em relação ao seu próprio conhecimento,

possibilitando tanto que emerjam concepções alternativas para resolver o problema, quanto que surja a necessidade da aquisição de outros conhecimentos. Em b), ocorre o estudo dos conhecimentos de física necessários para o debate, dentre eles, definições, conceitos, relações e leis, os quais são aprofundados. E, finalmente, no terceiro momento, aborda-se o conhecimento obtido para 'analisar e interpretar as situações iniciais que determinaram seu estudo' (MUENCHEN; DELIZOICOV, 2014) e outras que porventura estejam presentes no mesmo corpo de conhecimento.

Além disso, para análise e interpretação dos dados qualitativos obtidos nas respostas discursivas dos estudantes, utilizou-se da Análise de Conteúdo, metodologia proposta por Bardin (1977). Através de codificação e categorização dos documentos textuais, foi possível inferir o posicionamento sobre o tema e os significados presentes nas respostas dos estudantes.

## Metodologia

Os estudantes foram apresentados ao texto extraído do Capítulo XI - A 1 Energia do Calor, no qual a personagem de Dona Benta discorre sobre a definição de temperatura, calor e outros assuntos concernentes à Termologia. Depois de uma primeira leitura, os estudantes marcaram as palavras que se referiam à Física, a fim de que se familiarizassem com o assunto. Em seguida, começamos o roteiro da atividade, que conta com sete questões. Neste 2 trabalho, os detalhes das questões discursivas serão explicitados e os dados obtidos analisados, a seguir.

## Resultados e discussões

- · Explique a diferença entre temperatura e calor, dê suas respectivas unidades de medidas;

Frente a esta pergunta, os estudantes foram permitidos a utilizar a fonte que lhe conviessem. A maioria sentiu afinidade e preferiu usar os trechos de Dona Benta para formular a explicação: do total de 50 respostas, 76% definiram que temperatura 'mede graus de calor' e 62% que calor é 'o que determina o estado dos corpos (sólido, líquido e gasoso)', sem análise crítica das mesmas. Fato surpreendente, uma vez considerado que já havia sido ministrado tais conceitos no início do ano letivo. Isso reflete como afirma Peduzzi (2001) que as concepções alternativas - neste caso, temperatura associada a calor - são difíceis de serem contornadas e resistem a mudanças.

- · Leia o trecho em que Dona Benta explica a definição de Temperatura e Calor. Segundo essa ilustre personagem, 'a temperatura mede o grau de calor,

1

GLYPH<31> Disponível em: https://1drv.ms/w/s!Ai8SB9KyTuEfiNR3sJ\_1fN08njBTbQ

2

enquanto que a medida deste [do calor] é efetuada em calorias'. Em que medida a definição de temperatura de Dona Benta está de acordo com a sua, dada no item 1?

Neste item, exigia-se do estudante, pela primeira vez, um posicionamento crítico. Seguindo o raciocínio de Dona Benta, temperatura mede a variação de calor. Se este aumenta, aquela também; se um diminui, o outro também. Se um corpo está quente, ele está numa temperatura elevada. Se a temperatura está elevada, logo, está quente. No fim das contas, pode-se dizer que a temperatura é o mesmo que calor, pois ambos estão intimamente ligados. Se calor é medido em calorias, como diz a Dona Benta, logo, a temperatura também o é.

Esse foi o primeiro questionamento que fez com que os estudantes refletissem sobre a sua própria resposta dado no primeiro item. Mais detalhes sobre as 39 respostas recolhidas serão exploradas em conjunto com a segunda análise das definições trazidas por Dona Benta, ao fim do roteiro.

- · Explique o que ocorre com o calor depois de alcançado o equilíbrio térmico.

Nesta questão, os estudantes demonstraram dúvidas, percebendo que seus conhecimentos não eram suficientes para responder esta questão. Afinal, para onde vai o calor quanto o equilíbrio térmico era atingido? Neste momento, o professor interveio, expondo a definição científica de calor, que é 'a energia térmica em trânsito de um ponto para outro [..], trânsito esse provocado por uma diferença de temperatura' (GUALTER, HELOU e NEWTON, 2010). Neste caso então, a pergunta fez com que os estudantes percebessem que, como não há diferença de temperatura no equilíbrio térmico, então não há calor. Essa reflexão será importante para a construção de uma insatisfação com as concepções existentes (PEDUZZI, 2001, p. 63) na próxima pergunta.

- · Se a temperatura mede o grau de calor, como se mede a temperatura depois de alcançado o equilíbrio térmico?

Como afirmado pela Dona Benta, temperatura está estritamente associada a calor. Se considerarmos o caso do equilíbrio térmico, onde não há mais calor, seria o mesmo que dizer que não há mais temperatura? A temperatura deixa de existir? Podemos afirmar que essa questão foi inusitada, pois comprova que há casos em que o senso comum é uma explicação superficial e não consegue ser aplicado.

- · Consulte um livro didático de Física que aborde Termologia. Aponte quais os acertos e enganos feitos na sua descrição e na de Dona Benta.

Nesta última questão, os estudantes foram desafiados a fazerem uma autocrítica, analisando a própria resposta dada no começo do questionário, identificando de qual linguagem estavam mais próximos: se do senso comum ou do conhecimento científico. Para tanto, deveriam construir argumentos que justificassem tal posicionamento. No total, foram recolhidas 45 respostas.

## Os CAQDAS: softwares de análise qualitativa

Os CAQDAS ( computer assisted qualitative data anaysis software) são programas que auxiliam o pesquisador no processo de codificação de dados textuais e, em suas versões mais recentes, até mesmo de tweets , imagens e vídeos. Para Flick (2009) estes programas auxiliam na manipulação e no gerenciamento dos dados, combinando códigos, fontes no texto, indicando-os conjuntamente e rastreando categorizações a uma única passagem no texto a que se referem. Os CAQDAS popularizaram-se nos últimos tempos, inclusive na Educação - tal a sua abrangência - mas de maneira alguma substituem a responsabilidade e o exercício intelectual do pesquisador (LAGE, 2011). O MAXQDA ® 12 foi escolhido por ter uma interface acessível e ser ideal para iniciantes . 3

Durante a leitura flutuante e a preparação do material a ser explorado, algumas hipóteses e impressões despontaram, tais como: na primeira autoanálise, os estudantes discordam da hipótese criada de que temperatura e calor são iguais, alegando que utilizaram unidades de medida diferentes para cada um deles. Através dessa justificativa, os estudantes posicionam-se como mais próximos do conhecimento científico. Além disso, apontam que não se enganaram como a Dona Benta, mantendo um distanciamento da personagem; na segunda autoanálise, as opiniões sofrem certo abalo, pois as respostas dos estudantes têm indícios de insegurança ao se posicionarem tanto como mais próximos do conhecimento científico, quanto do senso comum. A fim de investigar tais hipóteses, as categorias são apresentadas a seguir com seu respectivo número de ocorrências:

Quadro 1: Frequência das codificações para confronto das hipóteses

3

<http://www.surrey.ac.uk/sociology/research/researchcentres/caqdas/files/MAXQDA 12 Distinguishing Features - FINAL.pdf>. Acesso em: 25 jul. 2016.

Fonte: Os autores (2016)

Do quadro podemos apontar que as hipóteses feitas previamente estão corretas, uma vez que: na primeira análise, 56,4% dos estudantes se apropriam das diferentes unidades de medida e, através deste aspecto, se autoafirmam como mais próximos do conhecimento científico (46%).

Minha resposta está um pouco de acordo com a de Dona Benta. Ela usou de uma linguagem informal e de senso comum, enquanto que na ciência a Temperatura pode ser medida em °C, °F e °K, o calor é dado em calorias. Minha resposta se aproxima mais da resposta científica' Estudante 1

Além disso, é recorrente nas respostas a exposição de enganos provenientes da personagem de Dona Benta (60%).

Dona Benta dá a entender naquele trecho que, como a temperatura mede o grau de calor, e a unidade de calor é cal, pode-se entender que a unidade de temperatura também é caloria. O que está correto no trecho é que a temperatura mede o grau de calor, mas a unidade de medida é grau Kelvin (K)' - Estudante 2

Em contrapartida, na segunda análise, há uma queda expressiva de posicionamento explícito mais próximo do conhecimento científico (de 46% para 17%) e consequente aumento das demais autoavaliações: próximos do senso comum e meio-termo.

Penso que, no geral, a definição dada por mim se aproxima tanto do senso comum quanto da definição científica, já que minha definição de temperatura está igual à da personagem, enquanto que os demais termos estão mais próximos da científica - Estudante 3

Além disso, podemos ainda apontar que, na segunda análise, as ocorrências de primeira pessoa, o 'eu', acabam surgindo ao reconhecer enganos pessoais cometidos, ocorrendo em 29% das respostas. Concomitantemente, as indicações de erros cometidos por Dona Benta decaíram de 47% para 29%, recebendo parte da responsabilidade: 'fui induzido por…', 'me inspirei na Dona Benta…', etc.

Eu tomei base com a resposta da Dona Benta. Estava pensando no senso comum, associando temperatura ao calor - Estudante 4 Apesar de ter utilizado do senso comum, isto não quer dizer que eu tenha errado, mas houve o engano de ter dito que o calor e a temperatura eram iguais. Sendo que tratávamos de duas coisas completamente diferentes - Estudante 5

Na segunda análise, os estudantes apropriaram-se do conhecimento científico para justificar seu novo posicionamento, tal como demonstra o súbito crescimento dos usos científicos das definições de temperatura e calor. Ao expressarem as diferenças que notaram entre sua própria resposta e a definição trazida no livro didático, reconheceram a falta de ideias-chave nas definições de temperatura (29%) e de calor (22%), como 'agitação', 'átomos', 'energia',

'trânsito', 'de um corpo para o outro', etc.

A descrição do termo temperatura se assemelha à da definição de Dona Benta, que é senso comum e está incorreta. Temperatura mede o grau de agitação das moléculas, e não o calor em si - Estudante 6

Na minha resposta eu não achei tão parecido pois eu não usei as palavras agitação atômico para a definição de temperatura, e no calor não usei a palavra energia em trânsito. Então minha definição está mais próxima do senso comum - Estudante 7

Cerca de seis estudantes ainda mantiveram afinidade com o senso comum nas definições de temperatura e de calor, como, por exemplo:

Minha resposta está relacionada à científica, pois o calor também determina o estado dos corpos e a unidade de medida é 'cal'. A temperatura é a medida de calor dum corpo e a unidade de medida é °C. Não está exatamente correto, mas está próximo da definição científica - Estudante 8

## Considerações finais

Este projeto do PIBID-Física teve a oportunidade de propor uma integração entre Ciência e Arte, aproximação esta que diversos autores defendem como necessária para promover a cidadania. Através da obra 'Serões da Dona Benta', foram explorados os termos e definições referentes ao estudo de Termologia - como calor e temperatura - inclusive seus erros conceituais. Nesta atividade proposta, os estudantes foram requisitados a tomar um posicionamento crítico sobre seus próprios saberes e a reconhecer as limitações do senso comum.

Através da ferramenta CAQDAS , foi possível efetuar uma análise nas respostas discursivas dos estudantes, catalogando-as e inferindo os significados presentes em cada uma delas. Podemos apontar que houve a apropriação do conhecimento, uma vez que os estudantes sentiram a necessidade de utilizar a definição científica para justificar seus argumentos, além de explicar sua mudança de posicionamento, anteriormente mais superficial.

Finalmente, podemos destacar as potencialidades do uso de Literatura e outras formas artísticas - nas aulas das Ciências da Natureza. O fato do livro escolhido ser de cunho infantil não fez com que os estudantes do Ensino Médio se sentissem subestimados ou infantilizados. Ao contrário, a intervenção teve boa recepção e retirou o caráter 'maçante' das aulas de Física. Mais do que proporcionar simples prazer de leitura, esta proposta de atividade teve como objetivo explorar o pensamento crítico dos estudantes em relação à própria forma de explicar o mundo.

## Referências

AMARAL, E., MORTIMER, E.. Uma proposta de perfil conceitual para o conceito de calor. Revista Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências , América do Norte, 1, nov. 2011. Disponível em: http://revistas.if.usp.br/rbpec/article/view/185/170. Acesso em: 17 Ago. 2016.

BARDIN, L. Análise de Conteúdo. [S.I.]: Lisboa Edições 70, 1977.

CINDRA, J. L.; TEIXEIRA, O. P. B. Discussão conceitual para o equilíbrio térmico. Caderno Brasileiro de Ensino de Física , Florianópolis, v. 21, n. 2, p.

176-193, jan. 2004. ISSN 2175-7941. Disponível em: <https://periodicos.ufsc.br/index.php/fisica/article/view/6431>. Acesso em: 19 ago. 2016.

DELIZOICOV, D.; ANGOTTI, J. A. P. Física . São Paulo: Cortez, 1990. 202 p. Disponível em:

<ww.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select\_action=&co;\_ obra=28243>. Acesso em: 12 ago. 2016.

FLICK, U. Introdução à pesquisa qualitativa. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2009. 405 p.

GROTO, S. R.; MARTINS, A. F. P. Monteiro Lobato em aulas de ciências: aproximando ciência e literatura na educação científica. Ciênc. educ. (Bauru) , Bauru , v. 21, n. 1, p. 219-238, mar. 2015 . Disponível em <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci\_arttext&pid=S151673132015000100014&lng=pt&nrm=iso>. acessos em 10 jul. 2016.

GROTO, S. R. Literatura de Monteiro Lobato no Ensino de Ciências. 2012. 185 f. Dissertação (Mestrado) - Curso de Programa de Pós-graduação em Educação, Centro de Educação, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal/RN, 2012. Disponível em:

<https://repositorio.ufrn.br/jspui/bitstream/123456789/14518/1/SilviaRG\_DISSE RT.pdf>. Acesso em: 09 jul. 2016.

GUALTER, J. B.; NEWTON, V. B.; HELOU, R. Física: Ensino Médio. São Paulo: Saraiva, 2010. v.2.

LAGE, M. Os softwares tipo CAQDAS e a sua contribuição para a pesquisa qualitativa em educação. ETD - Educação Temática Digital , Campinas, SP, v. 12, n. 2, p. 42-58, jan/jun. 2011. ISSN 1676-2592. Disponível em: <http://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/etd/article/view/1187/1202>. Acesso em: 25 jul. 2016.

LOBATO, M. Serões de Dona Benta. São Paulo: Brasiliense, 1937. 226 p. Cap. XI. p. 50-53.

MUENCHEN, C.; DELIZOICOV, D. Os três momentos pedagógicos e o contexto de produção do livro. Ciênc. Educ. (bauru), [s.l.], v. 20, n. 3, p.617638, set. 2014. FapUNIFESP (SciELO). Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/1516-73132014000300007. Acesso em: 12 ago. 2016.

PARANÁ. Diretrizes Curriculares da Educação Básica: Física. Paraná, 2009. 88 p. p. 74-76. Disponível em: < http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/diretrizes/dce\_fis.pdf>.

Acesso em: 11 jan. 2016.

PEDUZZI, S. S. Concepções alternativas em mecânica. In: PIETROCOLA, Maurício. Ensino de Física: conteúdo, metodologia e epistemologia numa concepção integradora. Florianópolis: UFSC, 2001. p. 53-69.

ZANETIC, J. (Org.). Física e literatura: uma possível integração no ensino. In: Sociedade Brasileira de Física (Org.). Atas do V Encontro de Pesquisadores

em Ensino de Física: Águas de Lindóia, 2 a 6 de setembro de 1997. Belo Horizonte, MG: [si], 1997. p. 27-33. Disponível em: <http://www.sbfisica.org.br/v1/arquivos\_diversos/EPEF/V/V-Encontro-dePesquisa-em-Ensino-de-Fisica.pdf>. Acesso em: 09 jul. 2016.

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