A Leitura e a Escrita em uma aula sobre a Conservação da Energia Mecânica
Joselaine Setlik, Ivanilda Higa
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XXI
- Ano
- 2015
- Data
- 29/01/2015
- Linha de pesquisa
- Linguagem E Ensino De Física
- Tipo
- Pôster
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Texto completo
## A LEITURA E A ESCRITA EM UMA AULA SOBRE A CONSERVAÇÃO DA ENERGIA MECÂNICA
## Joselaine Setlik , Ivanilda Higa , 1 2
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UFPR/Programa de Pós-Graduação em Educação, joselainesw@gmail.com 2 UFPR/Setor de Educação/PPGE e DTPEN, ivanilda@ufpr.br
## Resumo
Este trabalho apresenta alguns resultados obtidos com uma atividade aplicada em uma turma de primeiro ano do Ensino Médio da Rede Estadual de Ensino, no âmbito da disciplina Prática de Ensino e Estágio Supervisionado em Física. A aula analisada, sobre a Conservação da Energia Mecânica, utiliza a leitura de um texto de divulgação científica e uma atividade na qual é solicitado que os estudantes expressem as suas ideias, esquematizando e estruturando os seus conhecimentos através da escrita. É feita uma análise sobre a produção dos estudantes levando em consideração a relação texto/aluno. Visa compreender como eles atribuíram sentidos aos conteúdos discutidos em aulas anteriores (Energia Cinética e Energia Potencial Gravitacional) e na leitura do texto (Conservação da Energia Mecânica). De modo geral, a atividade se mostra produtiva possibilitando aos estudantes, através das discussões realizadas a partir da leitura do texto, esquematizar e expressar seus conhecimentos através do desenho e da escrita.
Palavras-chave : Leitura; Escrita; Energia Mecânica, Aprendizagem de
Física
## Introdução
A Física esta presente no nosso cotidiano, mas ensiná-la têm sido um grande desafio. Muitos estudantes não conseguem atribuir importância aos conhecimentos científicos, muitas vezes decorando e reproduzindo-os quando necessário. O PCN+ (BRASIL, 2002) de Física aponta para a necessidade de aproximar a Física e o estudante, e ao propor Estratégias de Ação sugere que o professor trabalhe dentro do Mundo Vivencial do aluno:
Para que todo o processo de conhecimento possa fazer sentido para os jovens, é imprescindível que ele seja instaurado através de um diálogo constante, entre conhecimento, os alunos e os professores. E isso somente será possível se estiverem sendo considerados objetos, coisas e fenômenos que façam parte do universo vivencial do aluno [...] Assim, devem ser contempladas sempre estratégias que contribuam para esse diálogo. (PCN+, 2002, p. 109/110)
Cabe ao professor em conjunto com a escola, levando em conta o perfil e as necessidades de seus estudantes, estabelecerem estratégias para a consolidação deste diálogo que suscita a inclusão de outras linguagens no Ensino de Física, além da tão enfatizada matemática. O PCN+ (BRASIL, 2002) de Física, também aponta essa necessidade:
Como exemplo, podem ser utilizados os meios de informação contemporâneos que estiverem disponíveis na realidade do aluno, tais como notícias de jornal, livros de ficção científica, literatura, programas de televisão, vídeos, promovendo diferentes leituras e/ou análises críticas. [...] (PCN+, 2002, p. 110)
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26 a 30 de janeiro de 2015
Trazer para a sala de aula discussões a partir da divulgação científica pode ajudar a estabelecer junto aos estudantes outra visão sobre o que é a Física e sua importância em nossas vidas, além de estimulá-los a buscarem informações sobre a Ciência em outros espaços, para além da sala de aula. Um dos desafios de todas as disciplinas do currículo escolar é promover diferentes leituras e análises críticas em sala de aula, como sugere o PCN+ (2002) de Física.
Nesta perspectiva, neste trabalho é descrita uma aula sobre a Conservação da Energia Mecânica, na qual se utilizou a leitura de um texto de divulgação científica, juntamente com uma atividade na qual os alunos precisavam expressar suas ideias através de desenho e da escrita. É analisada a relação texto/aluno e a produção realizada visando compreender como os estudantes atribuíram sentido aos conteúdos discutidos em aulas anteriores, na leitura texto e na produção escrita.
## Referencial Teórico
## a) A Leitura de textos de divulgação científica nas aulas de Física
Na sociedade em que vivemos o contato e compreensão do conhecimento científico é essencial na formação dos cidadãos e a aprendizagem desses conhecimentos requer que o estudante seja capaz de se expressar e se posicionar sobre assuntos relacionados com a ciência.
- O ensino da leitura faz parte da Cultura Escolar e deve estar presente não apenas nas aulas de Língua Portuguesa, mas de todas as disciplinas (LEITE; GARCIA, 2009).
Nas aulas de Física o incentivo a leitura de textos de diversos gêneros vai além de um recurso de motivação, pois a leitura pode ser usada para a estruturação da aula e para despertar nos estudantes atitudes almejada pela escola.
Diferentes tipos de textos literários podem ser usados em aulas de Física, não apenas com finalidade estritamente motivadora, mas como meio para gerar nos alunos atitudes cuja formação é encargo de qualquer disciplina sentimentos e emoções desejáveis, curiosidade científica, consciência crítica, etc. (ALMEIDA; RICON, 1993, p.11)
O uso de textos de divulgação científica no ensino, segundo Almeida e Ricon (1993), auxilia a desenvolver o hábito da leitura, além de permitir o encadeamento de assuntos divulgados em jornais, tornando a ciência mais próxima do estudante e gerando a visão da relação da ciência com outras áreas do conhecimento.
A inclusão de textos de divulgação científica no Ensino de Física é um processo que demanda tempo, tanto para compreendê-la como potencial recurso na aprendizagem, quanto para planejar a sua utilização de uma forma condizente.
Almeida, Cassiani e Oliveira (2008) com base em Orlandi (1988) entendem a leitura como produção de sentidos. É preciso considerar que toda a leitura tem sua história e todo leitor tem sua história de leitura. Neste sentido essas autoras colocam que o ensino escolar tem o papel de contribuir para a construção da história de leitura dos estudantes. Incentivar a leitura de textos de divulgação científica nas aulas de Física, por exemplo, pode contribuir com a construção de outras histórias de leitura do aluno, o incentivando para, depois da Educação Básica, buscar informações relativas à ciência e compreende-las fora mesmo do contexto escolar.
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## b) A Escrita nas aulas de Física
A escrita quando é utilizada nas aulas de Física se limita ao copiar elementos do quadro ou ao responder a questionários. É preciso ampliar essa concepção para podermos utilizar a potencialidade que a produção escrita tem no ensino e na aprendizagem de Física.
A escrita pode ser um excelente meio de produção de sentidos e estímulo a criatividade e ao raciocínio relacionado aos conhecimentos científicos. Souza e Almeida (2005) discutem que "o que se deve fazer é ensinar às crianças a linguagem escrita, e não apenas a escrita das letras" (VYGOTSKY, 1993, p. 85 apud SOUZA; ALMEIDA, 2005, p. 369). Ou seja, a escrita não deve ser usada como um processo mecânico de reprodução.
Segundo Souza e Almeida (2005, p. 369), Orlandi (2001, p. 9) afirma que 'é na formulação que a linguagem ganha vida, que a memória se atualiza, que os sentidos se decidem, que o sujeito se mostra (e se esconde)". Na formulação de um discurso o estudante trabalha com sua memória, esquematizando suas ideias sobre o assunto, e dando sentido a ele.
Almeida, Cassiani e Oliveira (2008, p. 41) citam Orlandi (1999) ao falar sobre a importância da escrita em nossa sociedade:
A escrita, numa sociedade de escrita, não é só instrumento, ela é estruturante. Isso significa que ela é lugar de constituição de relações sociais, isto é, de relações que dão uma configuração específica à formação social e aos seus membros. A forma da sociedade está assim diretamente relacionada com a existência ou a ausência da escrita. (p.7-8)
Assim como a leitura, o desenvolvimento da escrita é responsabilidade de todas as disciplinas e possui um grande potencial na formação de cidadãos críticos.
## Condições de produção
Este trabalho foi desenvolvido no âmbito da disciplina de Prática de Ensino e Estágio Supervisionado de um curso de Licenciatura em Física, e aplicado em uma turma de primeiro ano do Ensino Médio, turno noturno, da Rede Estadual de Ensino.
Em aulas anteriores os alunos estudaram os conceitos de Trabalho de uma Força, Energia Cinética e Energia Potencial Gravitacional. Sendo assim, o objetivo da aula era discutir com os alunos a Energia Mecânica, buscando entender o princípio de Conservação da Energia.
A aula foi conduzida da seguinte maneira: Foram relembrados os tipos de energia já estudados (cinética e potencial gravitacional) e realizada uma breve explicação sobre o conceito de Energia Mecânica, tentando mostrar que em um sistema conservativo, ela se conserva. Foi usada como exemplo a queda de um objeto.
Após a breve explicação foi proposta a leitura de um texto, 'A Ciência Vai ao Parque', retirada da página online da revista superinteressante da Editora Abril. O 1 texto é de autoria de A. C. Taborda, com Katia Zero. Foi selecionado para a leitura apenas o começo do texto (7 primeiros parágrafos) devido a duração da aula. Em
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resumo, a parte selecionada trata dos tipos e transformações de energia em uma montanha-russa.
O texto foi impresso e entregue para a leitura conjunta que foi realizada em voz alta pelos alunos, que se mostraram tímidos na atividade. Ocorreram algumas pausas ao meio da leitura, na espera do próximo colega que se voluntariasse a continuar. Ao final, foram propostas duas questões: Na primeira, era solicitado que desenhassem uma montanha-russa e esquematizassem os tipos de energia, na segunda era solicitado que citassem outras situações em que ocorrem transformações de energia.
## Análises
Inicialmente ressalta-se que as pausas durante a leitura coletiva em voz alta, na espera de um voluntário para prosseguir, podem ter prejudicado a compreensão do texto. Após a leitura, embora a professora-estagiária tivesse incentivado, os alunos não fizeram quaisquer perguntas ou comentários. Porém, no momento da produção escrita alguns se manifestaram individualmente, o que evidenciou que havia dúvidas que eles optaram por não expressar na coletividade, logo após a leitura do texto em voz alta.
Estavam presentes nesta aula 15 alunos. Destes, quatro alunos apenas desenharam a montanha-russa. Cinco desenharam a montanha-russa e ainda esquematizaram os tipos de energia presente e finalmente, seis alunos conseguiram realizar a atividade completa; desenhando a montanha-russa, esquematizando os tipos de energia e ainda identificando outras situações em que ocorre transformação de energia.
É importante considerar que esta atividade foi aplicada na primeira aula do turno noturno, com isso alguns alunos chegaram atrasados e perderam a explicação sobre a conservação da energia mecânica e parte da leitura do texto. Posteriormente, estes alunos estavam discutindo as transformações de energia, mostrando certo interesse em compreender os conceitos apresentados e discutidos na leitura do texto. Mas devido ao atraso encontraram dificuldades, tanto de compreensão quanto de tempo, e se limitaram ao desenho da montanha-russa.
Analisando a primeira parte da atividade, em que era preciso desenhar uma montanha-russa e esquematizar os tipos de energia, aparecem na produção dos alunos os conceitos de: Energia Cinética, Energia Potencial Gravitacional e Energia Mecânica. Apesar de serem apresentadas na leitura do texto outras formas de energia e a dissipação da mesma em forma de calor, nenhum aluno usou essas informações na sua produção, pois as discussões realizadas entre eles e com o professor não contemplaram esses aspectos. Isso porque os alunos apresentaram dificuldades em identificar os tipos de energia presentes em uma determinada situação, devido à falta de clareza na distinção de Energia Cinética e Energia Potencial Gravitacional.
Nesta situação, os estudantes apresentaram dificuldades na compreensão do conceito de Energia Mecânica, já que não haviam compreendido outros conceitos fundamentais e, assim, as discussões realizadas a partir do texto se concentraram na diferença dos tipos de energia mecânica e nas transformações de energia ali ocorridas.
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A seguir são analisadas, como exemplo, algumas produções dos alunos.
Figura 01: O aluno não cita os tipos de energia.
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Na Figura 01 o aluno não cita especificamente os tipos de energia, mas expressa suas ideias sobre o funcionamento da montanha-russa a partir da leitura do texto. Pelo desenho é possível compreender, mesmo que vagamente, como o aluno imaginou a situação e associou os conceitos físicos, embora associe 'força' com 'energia' (quando ele diz: 'o carrinho vai guardando 'força').
No caso das produções ilustradas nas figuras 02, 03 e 04 os alunos esquematizam os tipos de energia.
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Figura 02: As alunas esquematizam os tipos de energia em cada ponto da montanha-russa.
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As produções ilustradas na Figura 02 são de duas alunas que discutiram juntas os conceitos de energia, percebe-se certa semelhança nas produções, principalmente no modo de esquematização das ideias.
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Figura 03: O aluno cita os tipos de energia e define energia mecânica.
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Figura 04: O aluno cita a transformação de um tipo de energia em outro.
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Na produção ilustrada na Figura 03, embora o estudante não identifique diretamente no seu desenho da montanha-russa, ele relaciona os tipos de energia com variáveis (altura e velocidade), definindo os tipos de energia presentes na situação. Na produção da Figura 04, o aluno também relaciona os tipos de energia com variáveis, e ainda cita o processo de transformação de um tipo de energia em outro, embora em sua escrita seja possível entender que a transformação de energia ocorre 'através' da velocidade.
É importante ressaltar que estas produções partiram de discussões que surgiram incentivadas pela leitura do texto. Durante a atividade muitos alunos estavam discutindo com outros colegas e pediram auxílio ao professor sobre as dúvidas relacionadas aos tipos de energia. Pela produção dos alunos é possível ver que esses conceitos ficaram mais claros.
Os alunos que conseguiram realizar a atividade completa escreveram, na última questão, haver transformações de energia nas seguintes situações: em uma balança em movimento, em um escorregador, em um skate em movimento, em uma pessoa descendo uma montanha de gelo, em um trem freando e em uma moto. Todas essas situações citadas partiram da atribuição particular de sentido dos estudantes, pois nenhum desses exemplos havia sido citado nesta aula específica, seja nas discussões, seja no texto utilizado.
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Figura 05: A aluna cita a balança e esquematiza suas ideias em um desenho.
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Figura 06: O aluno usa como exemplo uma moto e relaciona com as ideias apresentadas no texto.
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Nas figuras 05 e 06 são ilustradas as produções de dois alunos. Apesar do enunciado da atividade não solicitar explicitamente a produção de um desenho eles optaram por expressar seu conhecimento utilizando esta forma de expressão. É possível expressar os conhecimentos de diferentes formas e essas não são inválidas no Ensino de Física, mas ao contrário merecem atenção e importância por parte do professor.
Esta aula foi produtiva para que os estudantes conseguissem expressar, distinguir e sistematizar seu conhecimento sobre Energia Cinética e Energia Potencial Gravitacional. Embora se compreenda que para a aprendizagem do conceito de Conservação da Energia Mecânica são necessárias mais aulas para que a leitura do texto seja retomada e aprofundada, a leitura do texto e a expressão escrita foi um incentivo para que eles pudessem expressar e ao mesmo tempo melhor sistematizar seus conhecimentos sobre a Conservação da Energia Mecânica.
## Considerações Finais
A leitura do texto de divulgação científica trouxe para a sala de aula discussões sobre os tipos de Energia e as transformações que ela sofre. A aula proporcionou aos alunos, ao desenharem e esquematizarem suas ideias, expressar sua imaginação juntamente com os conceitos estudados. Incentivou-os a usar da
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criatividade para estabelecer relações de sentido com outras situações em que os conceitos estudados estão presentes. Desta maneira os estudantes se envolveram no processo de aprendizagem.
Percebe-se que os estudantes possuem dificuldades em expressar suas ideias, pois eles são muitas vezes, pela própria cultura escolar, condicionados a mera reprodução de conteúdos. Muitos alunos não possuem o hábito de realizar uma leitura crítica, de se posicionar e se expressar através da escrita em aulas de Física. O desenvolvimento deste tipo de habilidade é responsabilidade de todas as disciplinas e um processo que ocorre aos poucos.
- O professor tem um papel importante no estímulo a leitura mais crítica e compreensiva, estimulando que os estudantes expressem suas ideias com diferentes linguagens e não limitando-os no seu potencial pelo uso exclusivo e massivo de uma única linguagem. É preciso deixar que os estudantes usem de sua criatividade para estabelecer relações dos conceitos estudados com situações significativas para eles. O uso de outras linguagens nas aulas de Física é mais do que uma motivação, é fator importante para o que os alunos atribuam sentido ao que aprendem e desenvolvam as habilidades almejadas pela escola.
Os professores de Física devem usar em suas aulas atividades que estimulem os estudantes a buscarem conhecimentos e expressa-los de diferentes formas, e não apenas matematicamente. Sem diminuir a importância da matemática, é preciso compreender que através deste processo, de incorporação de 'novas' linguagens no ensino de Física, incentivaremos alunos com uma postura mais crítica, criativa, e com outra visão sobre assuntos relativos à Ciência.
## Referências
ALMEIDA, Maria José P. M. de; CASSIANI, Suzani; OLIVEIRA, Odisséa Boaventura de. Leitura e Escrita em aulas de Ciências: Luz, calor e fotossíntese nas mediações escolares. Florianópolis: Letras Contemporâneas, 2008.
ALMEIDA, Maria José P. M. de; RICON, Alan Esteves. Divulgação Científica e texto literário - uma perspectiva cultural em aulas de Física . Caderno Catarinense de Ensino de Física , v.10, n.1, p. 7-13, 1993.
BRASIL, Ministério da Educação e Cultura - Secretaria de Educação básica. Orientações Educacionais Complementares aos Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Médio - Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias, 2002.
LEITE, Álvaro Emílio; GARCIA, Nilson Marcos Dias. Leitura na escola. Mas, até em física? IX Congresso Nacional de Educação -PUC-PR , 2009. Disponível em: <http://www.pucpr.br/eventos/educere/educere2009/anais/pdf/3352\_2033.pdf>. Acesso em: 13 jun. 2014.
SOUZA, Suzani Cassiani de; ALMEIDA, Maria José Pereira Monteiro de. Escrita no Ensino de Ciências: Autores do Ensino Fundamental. Ciência & Educação , v. 11, n. 3, p.367-382, 2005.
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