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VISÃO DE ALUNOS DO ENSINO MÉDIO SOBRE AS AULAS DE FÍSICA, SEUS PROFESSORES E SOBRE A ESCOLA

Denise Pereira Dos Santos, Luiz Gonzaga Roversi Genovese, Thiago Vasconcelos Ribeiro

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXI
Ano
2015
Data
29/01/2015
Linha de pesquisa
Linguagem E Ensino De Física
Tipo
Pôster

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Texto completo

## VISÃO DE ALUNOS DO ENSINO MÉDIO SOBRE AS AULAS DE FÍSICA, SEUS PROFESSORES E SOBRE A ESCOLA

## VISION OF HIGH SCHOOL STUDENTS ABOUT THE CLASSES OF PHYSICS, AND THEIR TEACHERS ABOUT THE SCHOOL

## Denise Pereira dos Santos , Luiz Gonzaga Roversi Genovese , Thiago 1 2 Vasconcelos Ribeiro 3

1 Universidade Federal de Goiás/Instituto de Física/Discente em Física, denisefisica@oi.com.br 2 Universidade Federal de Goiás/Instituto de Física/Dr. Docente de Ensino de Física, igenovez@ufg.br 3 Universidade Federal de Goiás / Programa de Pós Graduação em Educação em Ciências e Matemática, thiago.v.ribeiro@live.com

## Resumo

Este trabalho é a parte inicial sobre uma temática de compreender a visão dos discentes do primeiro ano do Ensino Médio de uma escola pública de Goiás, baseado na controvérsia: Qual a melhor forma de transmitir ao discente de maneira satisfatória os conteúdos da disciplina de Física. Para iniciar os estudos desenvolvemos um questionário composto de três etapas estruturadas do tipo survey (levantamento) contendo questões fechadas (GÜNTHER, 2003), este questionário foi repassado aos discentes. Em nosso referencial teórico Paulo Freire (1996) caracteriza na abordagem CTS, a ciência como um processo social, ou seja, indica a existência de aspectos sociais antecedentes, que influenciam na produção do conhecimento científico bem como as consequências socioculturais e ambientais que ela acarreta os docentes e suas formas pedagógicas de repassar aos discentes o conteúdo do ensino de Física. Logo em seguida temos a metodologia que trabalha com a controvérsia (FREIRE) como também os pensamentos e ações estudados e analisados durante toda a pesquisa. Na sequência uma análise e discussão dos fatos apurados. Com o auxilio do docente supervisor do estágio percebemos que; Controvérsias deste tipo não podem ser resolvidas simplesmente numa base técnica, pois envolvem outros aspectos, nomeadamente hierarquizações de valores, interesses, necessidades e crença (REIS, 2009). De tal finalizamos fazendo algumas considerações e apresentando o referencial teórico.

Palavras-chave : Ensino Médio, Discente, Ensino Aprendizagem.

## Abstract

This work is the first part of a thematic understanding of the vision of the students of first year high school students in a public school in Goiás, based on the controversy: What is the best way to convey to the student satisfactorily the contents of the discipline of physics. To initiate studies developed a questionnaire consisting of three stages of the structured type survey (survey) with closed questions (Gunther 2003), this questionnaire was handed learners. In our theoretical framework Paulo Freire (1996) featuring the STS approach to science as a social process, ie, indicates the existence of social history aspects that influence the production of scientific knowledge and the sociocultural and environmental consequences it entails the teachers and their teaching ways to pass on to students the content of the teaching

of physics. Right then we has the methodology that works with controversy (Freire) as well as the thoughts and actions studied and analyzed throughout the research. Following an analysis and discussion of the facts found. With the help of the supervising teacher realized that the stage; Disputes of this kind can not be resolved simply a technical basis, but involve other aspects, such hierarchies of values, interests, needs and beliefs (REIS, 2009). Such finalized making some considerations and presenting the theoretical references.

Keywords : High School, CTS, Teaching and Learning.

## Introdução

A ciência é parte de uma cultura que pertence a todos nós (COLLINS, 2003). Formar discentes capazes de tomar decisões fundamentadas e com poder de transformação sobre e em situações de ensino aprendizado, que envolvam invenções e inovações tecnológicas e científicas é um desafio 'posto' a vários segmentos da sociedade, principalmente da educação. 'uma saída para esse problema é dedicar a primeira semana do ano letivo para revisar conteúdos matemáticos relevantes para o ensino de física' (CAVALCANTE, 2010).

Este projeto foi iniciado pela estagiaria de um curso de licenciatura em física de uma universidade federal, o trabalho foi realizado durante as atividades de estágio supervisionado curricular que tem por objetivo de se apresenta no momento de entrada do futuro professor na escola, e também por criar possibilidades para se identificar e problematizar modelos de docência que são construídos, modelados e disseminados durante o estágio, seja eles dos docentes seja dos estagiários. A primeira recepção dos discentes junto a estagiaria foi de forma branda, sem muitas perguntas ou exposição de ideais ou mesmo de argumentos quando ao conhecimento ali adquirido, como o passar dos dias foi notado pela estagiaria o desconforto dos discentes quando ao retorno de seus docentes em maneiras de ministrar e de aplicar os exames. Durante as aulas presenciadas pela estagiaria foi notado uma dispersão em ambas as partes tanto dos discentes com do docente, em certa aula o docente estava simplesmente ignorando toda a turma ministrando sua aula apenas para três discentes estes também se encontravam dispersos voltando à realidade da aula apenas quando lhes era solicitado à atenção. As aulas assistidas pela estagiaria foram todas repassadas de forma 'teórica' sem o auxilio de qualquer aparato ou mesmo equipamento cientifico para demonstrar a parte prática da aula. Infelizmente a escola não disponibilizava de laboratório de física, porém ao entendimento desta estagiária existem outras formas de se demonstrar ao discente a teoria como: levar a problemática pra o seu cotidiano.

Dentro deste contexto, foi realizado como a primeira etapa desta pesquisa, um estudo exploratório com os alunos do primeiro ano do Ensino Médio de uma escola pública do estado de Goiás visando identificar como eles percebem o seu aprendizado da física, a visão deles sobre o próprio professor de física e a visão em relação à escola. Com o objetivo de avançar no entendimento de tal problemática, o presente trabalho procura problematizar a vivência de uma estagiária em física de universidade federal pública do estado de Goiás numa escola pública de ensino médio do estado de Goiás. De forma mais específica, pretende-se identificar através dos discentes onde esta o real problema ao se compreender a disciplina de Física. Na escola? Nos professores? No método de ensino?

Para a análise dos dados foram empregadas as contribuições de Paulo Freire (1996).

## Referencial Teórico

Paulo Freire (1996) caracteriza na abordagem CTS, a ciência como um processo social, ou seja, indica a existência de aspectos sociais antecedentes, que influenciam na produção do conhecimento científico bem como as consequências socioculturais e ambientais que ela acarreta. 'A reflexão crítica sobre a prática se torna uma exigência da relação Teoria/Prática sem a qual a teoria pode ir virando blábláblá e a prática, ativismo' (p.12) prática, possuindo características importantes como: exequibilidade, heterogeneidade, caráter sistemático, relação com o conhecimento científico, além de possuir saberes próprios de ordem prática como habilidades técnicas, leis descritivas, teorias e regras tecnológicas.

Trata-se, portanto, de perceber que o discente deve ser atiçado durante a disciplina de física trazendo a realidade e o cotidiano do dia a dia de forma organizada e de simples entendimento. Como nos diz Freire, do docente não se negar no dever de reforçar a capacidade crítica do discente em sua prática docente, trabalhando sua curiosidade, sua insubmissão em uma rigorosa metódica com que deve se aproximar do objeto cognoscíveis os discentes em questão (1996).

Entendendo que é necessário proporcionar aos discentes uma imagem mais adequada e crítica da natureza de ensino e aprendizagem, distinta da ideia de reforçar e disseminar 'mitos positivistas' de que mais ensino aprendizagem produz mais conhecimento aos discentes, ou seja, ensinar exige pesquisa, 'não há ensino sem pesquisa e pesquisa sem ensino' (p. 14), fala-se hoje, com insistência, que o professor pesquisador não é uma qualidade ou uma forma de ser ou de atuar que se acrescente à de ensinar, mais sim faz parte da natureza da prática docente a indagação, a busca, a pesquisa (Freire, 1996).

Entretanto, nas escolas atuais, existe uma grande massa de docentes que não são formados na área, acabando por distorcer a física para simplesmente cálculos, usando como argumento para tal prática a falta de estrutura da escola, a carga horária da disciplina ser reduzida e até mesmo para a remuneração que afirmam não ser condizente com o trabalho. Assim a aprendizagem do discente que depende da ligação entre todas as disciplinas acaba sendo prejudicada, pois o discente necessita da interpretação de texto para compreender diversas situações, do conhecimento geográfico, histórico dentre outros para poder situa-se no espaço tempo, assim acaba apresentando certa dificuldade na aprendizagem da física. Conforme afirma Paulo Freire:

Quando vivemos a autenticidade exigida pela prática de ensinar-aprender participamos de uma experiência total, diretiva, política, ideológica, gnosiológica, pedagógica, estética e ética, em que a boniteza deve achar-se de mãos dadas com a decência e com a seriedade. (FREIRE, 1996, p. 24).

'Aprender precede ensinar ou, em outras palavras, ensinar se diluía na experiência realmente fundante de aprender' (FREIRE, 1996).

Assim, em uma época onde sociedades são definidas de acordo com seu contato, desenvolvimento, percepção e relação com a ciência e ensino aprendizagem, inseridas na educação sob forma de uma alfabetização científicotecnológica de caráter reflexivo dos pressupostos do movimento CTS. Não podemos esquecer-nos de expor outro saber indispensável à prática docente que é o saber da impossibilidade de desunir o ensino dos conteúdos da formação ética dos docentes. De separar prática de teoria, autoridade de liberdade, ignorância de saber, respeito ao docente de respeito aos discentes, ensinar aprender. Nenhum destes termos pode ser mecanicistamente separados um do outro (Freire, 1996). Portanto, estes

estudos nos promovem uma contextualização de atividade social, visando uma abordagem crítica, tanto no âmbito discentes críticos e realistas ao serem ouvidos como na observação da formação dos docentes e seus métodos de ensino aprendizagem.

## A Metodologia

Em meio às atividades do Pequeno Grupo de Pesquisa (PGP) (GENOVESE e GENOVESE, 2012), surge o desconforto da estagiária sobre a abordagem da qualidade de ensino; o nível de aproveitamento dos discentes na aprendizagem e a dificuldade principal ao compreender a disciplina de Física. Este projeto começou a ser desenvolvido através da seguinte controvérsia: Qual a melhor forma de se trabalhar de maneira satisfatória ao discente o conteúdo de ensino de ciências (Física) com base no referencial teórico Paulo Freire (1996) iremos trabalhar as competências e habilidades para o ensino da ciência (Física), analisando o planejamento por competência e pela: investigação e compreensão; linguagem física e de sua comunicação e contextualização histórica e social. Para a coleta dos dados foi empregada uma pesquisa: quali-quantitativa (MINAYO, 1993). Estudo exploratório com o objetivo de identificar como os alunos do 1º ano do Ensino Médio de uma escola pública de Goiás percebem o seu aprendizado da física, a visão deles sobre o próprio professor de física e a visão em relação à escola. A execução da sequência didática ocorreu em um período de dois meses (cerca de quinze aulas). Instrumento utilizado para a coleta de dados foi um questionário composto de três etapas estruturadas do tipo survey (levantamento) contendo questões fechadas (GÜNTHER, 2003).

## Categorias de Análise

Após aplicar o questionário foi construída a formação das categorias, as respostas foram analisadas de acordo com viés dos elementos que as enquadrava em uma análise organizada de cada categoria em todas as dimensões. Foram elaboradas tabelas que demonstrassem o percentual de alunos a fim de auxiliar a análise dos mesmos (inferência e interpretação).

- 1. A visão do discente em relação ao seu aprendizado em Física - Neste campo será observada à visão do aluno para com o seu próprio conhecimento sobre a disciplina em relação com as outras, ou seja, será levado em conta o seu entendimento geral sobre a disciplina de Física e quais disciplinas que conversam com a mesma de forma direta ou indireta, a forma como é ou como deveria ser trabalhada e a importância dos conteúdos e também será observado como a forma trabalhada de física, enfatizam os cálculos matemáticos dando ênfase as fórmulas predefinidas.
- 2. A visão do discente em relação ao Docente - Esta parte da analise é de extrema delicadeza e importância, pois se trata de como o discente enxerga o seu docente no ensino-aprendizado da disciplina, nele iremos analisar a formação dos professores; as disponibilidades de horas extraclasses para trabalhar os conteúdos da disciplina estas são as principais abordagens para se conhecer o docente com base nas informações dos discentes.
- 3. A visão do discente em relação à escola - Este foi composto de apenas quatro perguntas, porém se trata de perguntas de suma importância quando ao entendimento geral da escola. Analisaremos os materiais didáticos e se estão de acordo com o cotidiano dos discentes; a infraestrutura como

laboratórios equipados e também como é o ambiente em que os discentes são colocados para as aulas.

## Discussão dos resultados

Desta turma de 1º ano, 28 alunos responderam o questionário. As respostas obtidas foram analisadas e os entendimentos daí provenientes são apresentados a seguir.

## Visão do Discente em Relação ao Seu Aprendizado em Física

Ao analisar o quadro (1) com base do referencial teórico Paulo Freire. Podemos perceber que em todas as questões existe uma negação muito grande, principalmente nas questões que retratam o conhecimento do discente com todo o seu arquivo de aprendizado de outros anos como também de outras disciplinas, a disciplina que mais afeta os discentes é a matemática devido a grande dificuldade na assimilação de seu conteúdo numérico, como também a carência em suas operações básicas. Em todo este contexto os mais atingidos neste campo escolar são os discentes, ou seja, uma má estrutura escolar gera desmotivação aos docentes que por si só, acabam repassando esta desmotivação em suas aulas, atrapalhando o desenvolvimento e acompanhamento adequado que os discentes necessitam, principalmente por se tratar do primeiro ano do Ensino Médio, afinal é ai que os discentes têm o seu primeiro contato com uma disciplina, tão mal entendida pela grande maioria da sociedade.

(Quadro um: Questionário um) A visão do discente em relação à ciência (Física).

## Visão dos Discentes em Relação ao Docente

Sabemos que a maioria dos professores que hoje atuam, foram formados quando imperava o ensino tradicional, eles têm em seu ideário o aluno parecido com o que eles foram quietinhos, que sabem ouvir, não contestam, tiram boas notas, uma turma com todos no mesmo nível de aprendizagem. Porém hoje a realidade é outra: salas numerosas, distorção idade-série, problemas diversos. Segundo Freire (1996, p.36) 'O professor que não leve a sério sua formação, que não estude que não se esforce para estar à altura de sua tarefa não tem força moral para compreender as atividades de sua classe'. Daí a importância da formação continuada, somente com ela o docente poderá fazer frente aos inúmeros desafios que terá de enfrentar durante o exercício da profissão. A visão do aluno é clara quanto a isso no quadro (2) analisemos as perguntas 2º, 5º e 7º, ambas estão relacionadas com o conhecimento do docente, na sua competência e dedicação aos seus discentes. A solução nada mais é que uma reciclagem de conteúdo e de motivação ainda não encontrada para ativar os docentes a um comprometimento maior com seus discentes.

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(Quadro dois: Questionário dois) A visão do discente em relação ao docente.

## Visão do Discente em Relação à Escola

De acordo com Oliveira (2005), o sistema educacional geralmente impõe padrões de conduta que as escolas devem seguir. Esses padrões, muitas vezes, são fora da realidade particular de cada escola, o que gera tensão, desmotivação e incapacidade de realizar o trabalho pretendido. Turmas numerosas, faltas de condições materiais, estrutura física inadequada, falta de recursos financeiros, são algumas das situações encontradas. Novamente observando a visão do discente no quadro (3) nas questões 2º e 3º existe uma grande negatividade onde denuncia a estrutura e a qualidade de boas aulas afinal o meio em que se aprende (classe) conta muito, afinal o discente necessita de conforto e de um mínimo de dignidade para ter um melhor desenvolvimento de aprendizagem.

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(Quadro três: Questionário três) A visão do discente em relação à escola.

Está difícil chegarmos a um acordo (fechamento) da controvérsia, pois temos muitas pendências em aberto, primeiras percebe-se que através desta controvérsia: Qual a melhor forma de transmitir ao discente de maneira satisfatória os conteúdos da disciplina de Física. Foram criadas outras controvérsias como: O que fazer para se mobilizar os docentes a uma renovação de conteúdos e de métodos de ensino; Como auxiliar o campo escolar a mudar sua visão para um ensino onde se inclua vivencias e experiências em experimentos e problemas do cotidiano do discente. Foi possível notar que os alunos compreenderam de forma satisfatória a complexidade dos processos que se desenrolam em todo o contexto escolar e que muitas vezes é necessário uma mobilização geral entre discente, docente e campo escolar.

## Considerações finais

Os resultados aqui destacados evidenciam diversas falhas apresentadas nas concepções iniciais da turma de 1º ano envolvida no projeto. No que se referem às respostas dos discentes, muitas carregam visões equivocadas a respeito da disciplina de Física com certo preconceito ao desconhecido, onde será trabalhado de forma bem motivadora e encorajadora no decorrer do projeto. Porém, utilizar essas análises para indicar para os discentes suas falhas e mostrar-lhes o 'caminho correto', assim como também tentar mostrar aos docentes a necessidade de estar sempre estudando e também em encontrar formas e métodos de motivar seus discentes, quem sabe até recorrer ao ensino tradicional comumente conhecido e, causador, em parte desses 'entendimentos'.

Assim, no decorrer do projeto serão trabalhados aspectos reflexivos e dialógicos que rompam com o pensamento simplista e que não leve em consideração os aspectos relevantes das relações. De tal sorte, que permita ao aluno desenvolver uma 'elaboração própria' proporcionando uma 'aprendizagem ativa', tornando-o capaz de expor ideias, argumentar, problematizar e desenvolver um raciocínio crítico (DEMO, 2001) e também aos docentes como afirma. 'O Docente que não leve a sério sua formação, que não estude que não se esforce para estar à altura de sua tarefa não tem força moral para coordenar as atividades de sua classe' (FREIRE, 1996). E por fim, ressaltar a importância do diálogo estabelecido entre as instâncias Universidade e Escola para possível reciclagem ou mesmo trocas de informações de docências, afinal nos estagiários temos o dever de

ser essa ponte de ligação entre entes dois universos. Diminuir a distância entre o conhecimento acadêmico produzido e o ambiente que dele necessita, bem como tornar o professor atuante no Ensino Médio um pesquisador-investigador para que, munido de experiência a respeito do ambiente escolar, também possa contribuir para a produção de conhecimentos na área do ensino de Física.

A controvérsia iniciada 'Qual a melhor forma de transmitir ao discente de maneira satisfatória os conteúdos da disciplina de Física' não foi fechada e ao iniciar este projeto foram abertas mais duas controvérsias 'O que fazer para se mobilizar os docentes a uma renovação de conteúdos e de métodos de ensino' 'Como auxiliar o campo escolar a mudar sua visão para um ensino onde se inclua vivencias e experiências em experimentos e problemas do cotidiano do discente'. Seguimos adiante com o projeto para um possível fechamento de nossa primeira controvérsia com o fechamento das novas controvérsias surgidas no decorrer deste nosso primeiro contato no estágio (um).

## Referências

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria da Educação Fundamental. Lei de Diretrizes e Bases, Lei nos 9394. Brasília, MEC, 1996.

\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_. Ministério da Educação. Secretaria da Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: ciências naturais. Brasília, MEC, 1998.

\_\_\_\_\_\_\_\_. Ministério da Educação. Secretaria da Educação Média e tecnológica. Parâmetros Curriculares Nacionais: ciências da natureza, matemática e suas tecnologias. Brasília, MEC, 2002.

\_\_\_\_\_\_\_\_. Ministério da Educação. Secretaria da Educação Média e Tecnológica. PCN+ ao Ensino Médio: orientações educacionais complementares aos Parâmetros Curriculares Nacionais. Brasília, MEC, 2002.

\_\_\_\_\_\_\_\_. Ministério da Educação. Secretaria da Educação Média e Tecnológica. Diretrizes Curriculares Nacionais. Brasília, MEC, 2006.

BAZZO, W. A.; LINSINGEN, I.V.; PEREIRA, L. T. V.; Introdução aos estudos CTS (Ciência, Tecnologia e Sociedade). Cadernos de Ibero - América. Madri, Espanha. Organização dos Estados Ibero-Americanos. 2003.

CAVALCANTE, K. A Importância da Matemática do Ensino Fundamental na Física do Ensino Médio. Canal do Educador, Estratégia de Ensino, Física. Disponível em: http://educador.brasilescola.com/estrategias-ensino/a-importanciamatematica-ensino-fundamental-na-fisica. Acesso em 20 nov. 2013.

COLLINS, Harry; O Golem: o que você deveria saber sobre ciência / Harry Collins. São Paulo: UNESP, 2003.

FREIRE, Paulo; Pedagogia da Autonomia: saberes necessários a pratica educativa / Paulo Freire. - São Paulo: Paz e Terra, 1996 (coleção leitura).

FOUREZ, G. Alfabetización Científica y Tecnológica . Buenos Aires: Colihue, 1997.

GARCIA, Lenise Aparecida Martins Garcia. Competências e Habilidades: você sabe lidar com isso? Educação e Ciência On-line, Brasília: Universidade de Brasília.

Disponível em: &lt;http://uvnt.universidadevirtual.br/ciencias/002.htm&gt;. Acesso em: 19 nov. 2013.

GENOVESE, L. G. Os graus de autonomia das práticas dos professores de física: relações entre os subcampos educacionais brasileiros. In: CAMARGO, S. et al. (Orgs.). Controvérsias na pesquisa em ensino de física . 2014. (no prelo)

GENOVESE, L. G. e GENOVESE, C. L. Licenciatura em Física. Goiânia: UAB, 2012.

GÜNTHER, H.; Como Elaborar um Questionário. Planejamento de Pesquisas nas Ciências Sociais, nº 01, Laboratório de Psicologia Ambiental, UnB. Brasília. 2003.

MATTHEWS, M. História, Filosofia e Ensino de Ciências: A tendência atual de reaproximação. Caderno Catarinense de Ensino de Física , v. 12, n. 3, p. 164-214, 1995.

MINAYO, M. C. S. O quantitativo-qualitativo: oposição ou complementariedade. Cadernos de Saúde Pública, v. 9, n. 3, p. 239-262, 1993.

OLIVEIRA, M. Izete de. Indisciplina Escolar: Determinantes consequências e ações. Brasília: Líber Livro Editora, 2005.

POZO, J. &amp; CRESPO, M. Aprendizagem e o ensino de ciências. Porto Alegre: Artmed, 2009.

REIS, Pedro Rocha; Ciência e Controvérsia . Sorocaba, SP, v.35, n.2, p. 09-15, dez. 2009.

## Anexos

Questionário. 1 - A visão do discente em relação à ciência (Física).

- 1º Você gosta de estudar física?
- () Sim () Não () Depende do conteúdo.
- 2º O que mais te motiva ao estudar física?
- () Aulas Teóricas () Aulas Práticas.
- 3º Onde você considera que aprende mais?
- () Aulas Teóricas () Aulas Práticas.
- 4º Qual a diferença entre Física e Matemática?
- () Não Sei () Não tem () As formulas () A teoria.
- 5º Como você gostaria de estudar física?
- () Só na Sala de Aula () Na sala com experimentos () No laboratório
- 6º Qual sua maior dificuldade na disciplina de Física?
- () Entender os cálculos () Interpretar a teoria () Relação entre teoria e prática () A forma como é trabalhada pelo Docente.

## Questionário. 2 - A visão do discente em relação ao Docente.

- 1º Seu Docente é coerente ao ensinar a disciplina de Física?
- () Sim () Não () Às vezes.
- 2º Seu Docente consegue esclarecer suas dúvidas?
- () Sim () Não () Às vezes.

3º Seu Docente, coloca problemas do cotidiano na sala de aula, para um melhor aprendizado?

- () Sim () Não.
- 4º Você considera seu Docente um bom Docente?
- () Sim () Não.
- 5º Seu Docente faz algum tipo de revisão na matemática básica antes de um novo conteúdo de Física?
- () Sim () Não () Às vezes.
- 6º Você considera sue Docente preparado para ensinar?
- () Sim () Não.

7º Seu Docente oferece horário extracurricular para retirar dúvidas?

- () Sim () Não.

## Questionário. 3 - A visão do discente em relação à escola.

- 1º Existe material didático para as aulas experimentais?
- () Sim () Não.
- 2º Na escola existe laboratório de Física?
- () Sim () Não.
- 3º Como é sua sala de aula?
- () Boa () Ruim () Normal
- 4º A escola se importa se você como discente está aprendendo?
- () Sim () Não.

Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.