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A juventude e o processo de aprendizagem da Física

Cristina Aparecida Da Silva

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXI
Ano
2015
Data
29/01/2015
Linha de pesquisa
Pesquisa Em Educação Em Física
Tipo
Pôster

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Texto completo

## A JUVENTUDE E O PROCESSO DE APRENDIZAGEM DA FÍSICA

## Cristina Aparecida da Silva¹

1 Universidade Federal do Paraná, cas11@fisica.ufpr.br

## Resumo

Relata resultados de investigação que teve o objetivo de realizar uma aproximação com jovens do Ensino Médio de diferentes escolas, localizadas em regiões diferentes da cidade, para conhecer o pensamento desses jovens sobre os conhecimentos físicos, as alas de Física e seu aprendizado dessa disciplina escolar. Foram selecionadas três escolas para a aplicação de um instrumento na forma de um questionário, com perguntas fechadas e alguma abertas. Assim, como professora em processo de formação inicial, mas já atuando em escolas de Ensino Médio, buscando entender melhor a experiência dos sujeitos escolares com o conhecimento físico, foi proposta a investigação durante o ano de 2014 . Foram selecionadas três instituições de ensino para a aplicação de um instrumento na forma de um questionário com perguntas fechadas e algumas abertas. Assim, como professora em processo de formação inicial, mas já atuando em escolas de Ensino Médio, busco entender melhor a experiência dos sujeitos escolares acerca do conhecimento físico. Foram respondidos 27 questionários, sendo 10 por alunos de uma escola pública central, 12 por alunos de uma escola pública localizada na periferia e 5 por alunos de diferentes cursinhos prévestibulares, uma vez que não houve possibilidade de realizar a pesquisa em uma escola deste tipo. Os resultados apontam que alguns alunos gostam da Física, acham as aulas agradáveis, mas por diversos motivos não conseguem aprender o conteúdo. Detecta-se, também, o anseio de maior frequência de aulas práticas-experimentais e o papel que atribuem ao professor.

Palavras-chave : Ensino de Física; Questionário investigativo; Conhecimento físico.

## Introdução

Ao conversar com um aluno de Ensino Médio, independente de ser da rede pública ou privada, é muito frequente ouvir opiniões que expressam repúdio e descontentamento com a disciplina de Física. Alguns não gostam, outros não querem gostar, outros não entendem, e até os que entendem e possuem bom desempenho, relatam que não percebem utilidade nos conteúdos ensinados e dificilmente aprendidos . Por outro lado, os professores estão convencidos de que estão fazendo o que podem para ensinar, explicando de todas as formas que conhecem os assuntos das aulas, e muitas vezes identificando que os problemas decorrem da falta de atenção e de interesse dos alunos. Para isso, foram realizadas entrevistas com 4 professores e foram aplicados 27 questionários para alunos, para que de forma anônima, cada um mostrasse seu ponto de vista. Pouco se sabe sobre o que os alunos pensam, pois ainda são realizadas poucas pesquisas com o intuito de ouvi-los para entender sua relação com o conhecimento, de acordo com as suas experiências. Boa parte das pesquisas tem-se concentrado em conhecer as concepções alternativas dos estudantes acerca dos temas apresentados na Física, e ainda são pouco frequentes as que procuram analisar o seu ponto de vista sobre as aulas, os conteúdos, os procedimentos, bem como os materiais utilizados.

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26 a 30 de janeiro de 2015

Entende-se que os jovens alunos, como sujeitos do conhecimento (Delizoicov, Angotti e Pernambuco, 2002), podem e devem ser ouvidos sobre a organização das atividades de ensino, de forma a diminuir a distância entre o que a escola propõe e as expectativas e possibilidades que eles têm em relação ao ensino da Física. Esse foi o objetivo da pesquisa aqui relatada. 1

## Procedimentos de pesquisa

Para esta pesquisa, de natureza exploratória, foi aplicado um questionário a estudantes de um colégio público do centro de Curitiba, um da Região Metropolitana de Curitiba e alguns jovens que frequentam cursos preparatórios ao vestibular na mesma cidade. Os que estudam na região central são 10 alunos, na Região Metropolitana são 12 e 5 estudam nos chamados 'cursinhos'. Com a aplicação do questionário, deseja-se investigar três dimensões do ensino e da aprendizagem de Física: o significado do conhecimento físico para os jovens, como eles descrevem e opinam sobre suas aulas de Física e, finalmente, que opinião tem sobre o aprendizado de física.

Cada jovem aluno preencheu o questionário livremente, sem tempo máximo. Para que se sentissem à vontade de apresentar suas opiniões, todos foram avisados que as folhas com as respostas não seriam vistas por outras pessoas além da pesquisadora, garantindo, assim, os cuidados éticos recomendados para pesquisas dessa natureza. Também foi garantido o anonimato. As perguntas, em número de 5, mesclavam perguntas abertas e fechadas.

## Resultados

O tratamento das respostas apresentadas pelos jovens alunos foi feito observando o tipo de escola em que estudam e os resultados são apresentados a seguir.

## O significado do conhecimento físico para o jovem

Duas questões foram feitas para buscar essa aproximação. Uma primeira pedia: Explique a um jovem que ainda não teve aulas de Física qual é o tipo de conhecimento ensinado na disciplina de Física. A segunda questão, com alternativas SIM ou NÃO para escolha, perguntava se os conhecimentos físicos são úteis para os jovens, se interessam aos jovens, se ajudam os jovens a compreender o mundo, se contribuem para o jovem ter uma profissão, se são agradáveis e são atuais, se podem ser compreendidos por qualquer pessoa, e se são necessários para a vida.

## Para os jovens que estudam em colégio da região central de Curitiba

Quando questionados sobre qual o tipo de conhecimento ensinado na disciplina de Física, todos, de alguma forma, conseguiram se expressar. A maioria dos alunos (70%) relacionou Física à natureza e a fenômenos cotidianos. Os demais descreveram os conteúdos apresentando temas que estavam estudando naquele momento. Todos eles concordam que, de alguma forma, os conteúdos são úteis para os jovens, porém a maioria não acha que os conhecimentos físicos interessam e não acham que esses conhecimentos sejam compreensíveis para qualquer pessoa.

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Porém, se compreendido, todos concordam que podem ajudar a compreender o mundo. As respostas dos jovens a essa questão são apresentadas a seguir.

Fonte: Pesquisa da autora, 2014.

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## Para os alunos do colégio localizado na Região Metropolitana de Curitiba

Diferentemente do que aconteceu com os alunos da região central da cidade, 33% dos alunos da região metropolitana não souberam explicar o tipo de conhecimento ensinado em Física. Incluem-se, entre eles, alunos no 3º ano do Ensino Médio, que estudam a disciplina desde o 1º ano. Quanto aos demais, a maior parte citou conteúdos que estão sendo objeto de trabalho na série em que se encontravam no momento da pesquisa. Alguns destacaram também a relação que há com a matemática, lembrando-se dos cálculos e fórmulas. Com relação aos conhecimentos de Física, nenhuma das questões teve resposta unânime, contudo, a maioria concordou que os conhecimentos físicos são úteis aos jovens:

Fonte: Pesquisa da autora, 2014.

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## Para os jovens alunos de cursos preparatórios ao vestibular (Cursinhos)

Embora não frequentem o mesmo curso, uma vez que houve dificuldades em conseguir autorização para aplicar o questionário em uma mesma escola, alguns

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jovens se dispuseram a participar da pesquisa. Todos têm aulas de Física em cursinhos pagos. As explicações sobre o tipo de conhecimento ensinado em Física não foram muito claras. Uma das respostas informa que a Física ensina o funcionamento da gravidade, enquanto outra se referiu ao ensino de aspectos do espaço. Sobre os conhecimentos de Física, muita aproximação nas respostas. A maioria acha o conteúdo atual, mas não pode ser compreendido por qualquer pessoa. Todos concordam que são úteis aos jovens. O gráfico a seguir mostra as respostas desse grupo de jovens alunos:

Fonte: Pesquisa da autora, 2014.

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Com relação ao significado dos conhecimentos físicos desses três grupos, observamos que mais de 90% dos alunos concordam que os conhecimentos são úteis aos jovens e a maior parte também reconhece a importância do que é ensinado para que consigam um emprego futuramente. Em menor proporção, mas ainda maioria, consideram o estudo da Física agradável. Há uma distinção de opiniões quanto à atualidade do conteúdo. Os alunos da Região Metropolitana de Curitiba, diferente dos demais, não veem os assuntos como atuais. Quase 75% deles acham que os conteúdos são necessários para a vida, mesmo acreditando que a Física não seja facilmente compreendida por todos.

## Opinião dos alunos sobre as aulas de Física

Uma segunda categoria de análise na pesquisa realizada diz respeito à opinião dos jovens alunos sobre suas aulas de Física. Para isso, foi proposta uma questão: 'Você gosta das aulas de Física? Explique sua resposta.', onde havia as opções 'sim', 'não' e 'em parte' e, em seguida, pedia-se para que a resposta fosse justificada.

## Para os jovens que estudam em colégio da região central de Curitiba

Não houve resposta negativa quanto a gostar das aulas de Física, mas alguns disseram gostar apenas em parte, sob a justificativa de que não há aplicação prática, mesmo que o tema seja atrativo e interessante. Os demais, que afirmaram gostar da disciplina, relataram gostar de entender o porquê dos fenômenos. Segue o gráfico:

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Fonte: Pesquisa da autora, 2014.

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## Para os alunos do colégio localizado na Região Metropolitana de Curitiba

Os jovens se mostraram divididos em suas opiniões. A maioria respondeu gostar da matéria por querer entender o porquê dos fatos, mas os que responderam 'não' e 'em parte' se manifestaram com problemas em relação ao professor atual, justificando por esse motivo sua rejeição à disciplina. Outra justificativa foi para não gostar da disciplina foi associada à matemática presente na Física. Segue o gráfico:

Fonte: Pesquisa da autora, 2014.

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## Para os jovens alunos de cursos preparatórios ao vestibular (Cursinhos)

Mesmo com 80% dos alunos afirmando gostar da disciplina em parte, não se obteve resposta negativa justificada por problemas com o professor. Os alunos atribuíram a falta de gosto pela disciplina, pela dificuldade em entender a Física. Na única resposta positiva, o aluno disse entender a matéria e gostar das descobertas. Segue o gráfico:

Fonte: Pesquisa da autora, 2014.

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Ao comparar os três grupos, observa-se que em todos os casos os jovens que gostam de Física querem descobrir mais sobre os fenômenos e fatos do seu cotidiano. Para os que justificaram sua aversão à Física, houve diversidade de justificativas, mas em um dos grupos as respostas concentram-se em torno das dificuldades dos alunos com seus professores, m especial referindo-se à falta de explicação clara da matéria.

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## O aprendizado da Física

Para finalizar o questionário, foi perguntado: 'Você sente dificuldades para aprender Física?' com alternativas 'sim' ou 'não', pedindo ao aluno que respondesse 'sim' justificar a resposta. A última pergunta pedia a expressão livre de uma opinião na forma de uma ideia para que a Física se torne uma disciplina melhor apreendida pelos jovens: 'Dê sua sugestão: o que você acha que poderia ajudar os jovens a aprender melhor a Física nas aulas?'.

## Para os jovens que estudam em colégio da região central de Curitiba

Dos dois alunos que responderam ter dificuldades na aprendizagem, um justificou não entender o conteúdo que estava estudando no momento e o outro argumentou que há uma grande quantidade fórmulas, que o faz se confundir com facilidade.

Fonte: Pesquisa da autora, 2014.

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Quanto às sugestões, a maioria disse que as aulas práticas são um caminho interessante para melhorar a compreensão dos conteúdos. Manifestaram-se quanto ao fato de que, mesmo havendo laboratório de Ciências na escola, os professores não o utilizam com os alunos. Em uma das respostas, o aluno destaca essa questão, expressando-se da seguinte forma: 'Não entendo porque nas aulas não há um pingo de prática. Ajudaria muito se, por exemplo, o professor apresentasse um aparelho de medição, explicar como funciona, fazer experiências (...)'.

Três alunos disseram querer aulas mais dinâmicas. Não foi possível compreender o significado que atribuem a 'aula mais dinâmica', pela natureza dos instrumentos aplicados, mas pelo relato complementar, aberto, sugerem que o professor substituísse o tradicional quadro, giz, livro e explicação, sem, contudo detalhar com exatidão o que poderia ser feito. Apenas um dos alunos colocou no próprio estudante a responsabilidade pelo aprendizado. Apesar de a questão ser aberta, muitos elementos se repetem, o que tornou possível, também, mostrar graficamente as respostas:

Fonte: Pesquisa da autora, 2014.

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## Para os alunos do colégio localizado na Região Metropolitana de Curitiba

Parte dos alunos desse colégio relacionaram suas dificuldades às ações dos professores, atuais e anteriores. Metade dos jovens disse ter dificuldades para aprender a disciplina em parte pela maneira como as aulas são conduzidas, e também pelo excesso de fórmulas no conteúdo a ser aprendido.

Fonte: Pesquisa da autora, 2014.

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Como sugestões, dois jovens indicam que é necessário melhorar a explicação do professor, que, segundo eles, deixa a aula desinteressante e de difícil compreensão. Muitos também pediram aulas práticas. Em conversa informal com os jovens, os alunos do 3º ano do Ensino Médio disseram que o professor deste ano já disse que não os levará ao laboratório e nem fará aulas práticas, o que os deixou desmotivados com as aulas. Os alunos mais novos, mesmo tendo outro professor, também pediram aulas no laboratório.

Fonte: Pesquisa da autora, 2014.

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## Para os jovens alunos de cursos preparatórios ao vestibular (Cursinhos)

Pelo menos teoricamente, os cursos preparatórios servem para que os alunos aprendam os conteúdos, visando um ótimo desempenho nos vestibulares mais concorridos da cidade, além do ENEM. Apesar disso, apenas um jovem disse não ter dificuldade para aprender Física. Novamente, um dos fatores para tal dificuldade é a matemática das fórmulas.

Fonte: Pesquisa da autora, 2014.

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Uma característica forte dos cursinhos é a forma que os professores motivam os vestibulandos, sempre reforçando a necessidade do esforço pessoal para conseguir alcançar o sucesso. Dois alunos colocaram a força de vontade e o empenho como algo que ajuda os jovens a entender melhor a Física, evidenciando ter incorporado o discurso de que o fundamental é seu esforço pessoal. Menos frequente, mas apontadas também, estão as aulas práticas. Uma sugestão que se diferenciou dos outros grupos refere-se pedido para melhorar as aulas de matemática primeiro, como se vê a seguir.

Fonte: Pesquisa da autora, 2014.

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Apesar de ser característico de aluno de cursinho colocar em si a responsabilidade pelo seu sucesso, um aluno de colégio da Região Metropolitana de Curitiba também colocou o aluno como motivador do aprendizado. A frequência maior encontrada foi a atribuição de responsabilidade ao professor, como se pode observar nos gráficos apresentados, além da opinião de que a matemática é um fator dificultador da aprendizagem da Física.

## Conclusão

Com esta pesquisa de natureza exploratória, foi possível compreender a importância de estudos que, além de buscar inventariar os conhecimentos prévios dos alunos para desenvolver atividades didáticas mais adequadas às suas formas de pensar, também procuram conhecer o que eles pensam sobre o que fazem nas aulas e na escola, sobre os conteúdos e as formas de ensinar, sobre seus gostos e suas dificuldades. Assim, pode-se evitar o fenômeno que Camacho (2004) identificou como 'invisibilidade da juventude na vida escolar'. Segundo a autora, é preciso estar atento quanto ao

- (...) tratamento conferido aos destinatários das ações da escola, à presença ou não da preocupação com a faixa etária enquadrada como juventude e seus desdobramentos. A escola vem sofrendo um processo de inadequação no tratamento aos seus alunos ao não reconhecê-los como jovens. Este quadro acaba desencadeando impactos como: a desinstitucionalização da condição juvenil, a dificuldade dos alunos na construção da sua identificação com a escola e a ruptura da comunicação entre jovens alunos e educadores.

Para que os alunos gostem e aprendam Física, talvez um bom e necessário caminho depende de que a escola e nós, os professores, estejamos abertos a compreendê-los em sua condição juvenil.

## Referências

CAMACHO, Luiza Mitiko Yshiguro . A invisibilidade da juventude na vida escolar. Perspectiva, Florianópolis, v. 22, n. 2, 2004, p.325-343

DELIZOICOV, Demétrio; ANGOTTI, José André; PERNAMBUCO, Marta Maria. Ensino de Ciências: fundamentos e métodos. São Paulo: Cortez, 2002.

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Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.