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QUAIS SÃO OS FATORES MOTIVACIONAIS QUE APARECERAM NOS TRABALHOS DA ÁREA DE ENSINO DE FÍSICA NOS EVENTOS DE 2012 E 2013?

Ozorio Saturnino Barbosa Neto, Anne Louise Scarinci

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXI
Ano
2015
Data
29/01/2015
Linha de pesquisa
Pesquisa Em Educação Em Física
Tipo
Pôster

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Texto completo

## QUAIS SÃO OS FATORES MOTIVACIONAIS QUE APARECERAM NOS TRABALHOS DA ÁREA DE ENSINO DE FÍSICA NOS EVENTOS DE 2012 E 2013?

Ozorio S. Barbosa Neto , Anne L. Scarinci , 1 2

1,2 Universidade de São Paulo/ IF, netosbn@gmail.com

2 Universidade de São Paulo/ IF, anne@if.usp.br

## Resumo

Hoje é um discurso recorrente por parte da maioria dos professores que atuam nas escolas públicas, principalmente os que estão no Ensino Médio, que há um grande número de alunos que não tem interesse em aprender. Inclusive há pesquisas que embasam esse raciocínio. Por considerarmos o papel importante que a motivação do aluno tem no seu aprendizado, realizamos um levantamento de quais são os fatores motivacionais que surgem nos trabalhos, apresentados nos últimos dois anos, relacionados ao ensino de Física, nos principais eventos da área (XX SNEF e IX EPEF), assim como, a que os autores destes trabalhos atribuem à motivação ou desmotivação do aluno. Para isso, buscamos nos anais destes eventos, trabalhos que tivessem palavra-chave motivação. Identificamos um total de 16 trabalhos. Depois de realizada a busca, analisamos os trabalhos encontrados tomamos como referencial teórico a teoria da autodeterminação que afirma serem três as necessidades psicológicas básicas de um indivíduo: autonomia, competência e relacionamento.

Palavras-chave : motivação, necessidades psicológicas, estratégias de ensino,

## Introdução

Há um discurso recorrente entre os professores da escola pública, principalmente dos que atuam no Ensino Médio, que os a maioria dos alunos está desmotivada em relação ao aprendizado no ambiente escolar. É comum escutar frases do tipo: 'Hoje a garotada não quer saber de nada'.

'Há uma queixa muito persistente por parte de professores e dos demais que trabalham na escola de que a desmotivação é um problema real, de proporções preocupantes pela sua frequência e, sobretudo, pelas suas consequências na formação do futuro cidadão' (BORUCHOVITHC & BZUNECK, 2009, p.8).

Para corroborar esse discurso, há pesquisas que indicam diferenças de problemas motivacionais de acordo com a série de escolaridade e que este problema aumenta com o passar das séries, ou seja, atingindo seu ponto mais alto no Ensino Médio. 'Em nosso sistema escolar, a passagem para a 5ª série do Ensino Fundamental tem sido apontada como causadora de problemas de adaptação por parte dos alunos, que acabam refletindo-se em algum componente da sua

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26 a 30 de janeiro de 2015

motivação. Em seguida, quanto mais avançadas as séries, os problemas tendem a ser mais complexos...' BORUCHOVITHC & BZUNECK, 2009, p.15).

Trabalhos que buscam investigar essa questão indicam que os seguintes fatores, organizados de forma decrescente, fazem com que os alunos tenham menos vontade de estudar Física: professor, formalismo matemático, aula expositiva, dificuldade de aprendizagem, conteúdo e indisciplina dos colegas (SANTOS, ARANTES e USTRA, 2013).

Mas há de se ter um cuidado no diagnóstico da motivação por parte dos professores, porque estes podem estar avaliando esta questão apenas sob o ponto de vista do desempenho escolar. A identificação de reais problemas de motivação depende de um conhecimento mais acurado do aluno, de seu nível de capacidade, seus conhecimentos prévios […] (BORUCHOVITHC & BZUNECK, 2009, p.9).

## Objetivo

Considerando importante compreender aspectos motivacionais dos alunos nas aulas de Física, este trabalho tem o objetivo de identificar os fatores motivacionais que aparecem nos trabalhos da área de ensino de Física, nos eventos dos anos de 2012 e 2013, assim como, identificar a que os autores destes trabalhos atribuem o aumento ou diminuição da motivação?

## Referencial Teórico

A palavra motivação origina-se do verbo latino movere, que significa moverse. Essa definição reflete a visão que a maioria das pessoas tem acerca do tema, já que quando uma pessoa se move em direção à um objetivo ou algo costuma-se dizer que ela está motivada. Mas de acordo com Pintrich & Schunk (2002) a conceituação não é simples, que existem várias definições, devidas a diferentes pontos de vista sobre a natureza e as formas de operar a motivação. Os mesmos autores, de acordo com as suas ideias cognitivistas, definem a motivação como um processo pelo qual uma atividade dirigida para um objetivo é instigada e sustentada (FONSECA, 2011, p. 61).

Outro aspecto importante de ser analisado é se a motivação é intrínseca ou extrínseca. De acordo com Deci & Ryan (1985), a motivação intrínseca é a propensão inata de a pessoa se comprometer em seus próprios interesses e exercitar suas próprias capacidades, e, ao fazer isso, a pessoa busca e domina desafios em um nível ótimo (REEVE, 2011). É importante destacar que,

'a motivação intrínseca surge espontaneamente das necessidades psicológicas, das curiosidades pessoais […]. Quando são intrinsecamente motivadas, as pessoas agem sem interesse, 'apenas pelo prazer de fazer' (REEVE, 2011,p.85).

Já a motivação extrínseca surge das consequências e dos incentivos ambientais […]. No comportamento extrinsecamente motivado, a motivação emana

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dos incentivos e das consequências dependentes do comportamento observado (REEVE, 2011).

Pintrich (2003) propõe a perspectiva de uma Ciência Motivacional que busca compreender o papel da motivação dos estudantes no aprendizado e no contexto de ensino e aprendizagem. Estabelece algumas questões, que são sugestões de direção de pesquisa para a Ciência Motivacional. Ao trazer respostas à pergunta, 'O que querem os alunos?', menciona a teoria da autodeterminação, proposta por Deci & Ryan, que afirma serem três as necessidades psicológicas básicas: autonomia, competência e relacionamento.

A autonomia é a necessidade que as pessoas tem de fazer escolhas na iniciação e na regulação de seu comportamento, e reflete seu desejo de ter suas ações determinadas por suas escolhas pessoais, em vez de o serem pelos eventos ambientais. Já competência é a necessidade de interagir eficientemente com o ambiente. E o relacionamento é a necessidade de estabelecer conexões e vínculos emocionais próximos com as outras pessoas (REEVE, 2011, p.81).

É importante destacar que as necessidades psicológicas organísmicas de autonomia, competência e relacionamento fornecem às pessoas uma motivação natural para aprender, crescer e desenvolver-se (REEVE, 2011, p. 67).

Outro aspecto motivacional que deve ser levado em conta no ambiente educacional é a diversificação das estratégias de ensino porque

[...] diversificar o planejamento das atividades de aprendizagem também é um aspecto crucial para a motivação dos alunos. A novidade, a mudança do tipo de resposta exigida, a reorganização da sala de aula, seja no seu aspecto físico ou na disposição dos alunos, potencializam o surgimento de um novo ânimo para o trabalho (BORUCHOVITHC & BZUNECK, 2009, p.83).

## Metodologia

Foi realizada uma pesquisa nos anais dos últimos eventos da área de ensino de Física, ocorridos nos anos de 2012 e 2013, com o objetivo de encontrar os trabalhos que tratassem da motivação dos alunos. Para isso, buscamos trabalhos que tivessem como palavras-chave: motivação ou interesse.

Este trabalho é uma análise de conteúdo qualitativa classificada como sumarização, que tem como objetivo reduzir o material de tal maneira, que sobram os conteúdos essenciais, de criar, por meio de abstração um corpus, que continua sendo um retrato do material básico (MAYRING, 2000).

## Análise

Na ata do XX SNEF (Simpósio Nacional de Ensino de Física), realizado em São Paulo - SP, no ano de 2013, encontramos seis trabalhos que tem motivação como palavra-chave. Já na ata do IX ENPEC (Encontro Nacional de Pesquisa em Ensino de Ciências), realizado em Águas de Lindóia - SP, no ano de 2013, foram encontrados dez trabalhos que tem motivação como palavra-chave. Não foi possível localizar a ata do XIV EPEF (Encontro de Pesquisadores em Ensino de Física), realizado em Maresias - SP, no ano de 2012. Por isso, realizamos uma busca

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através do livro de programa e resumos, trabalhos que contém a palavra motivação no título, encontrando três trabalhos. Para tentar obter seus textos, entramos em contato com um dos autores, por e-mail, mas como não obtivemos resposta até o momento, não analisamos os trabalhos deste evento.

Tabela 1: trabalhos encontrados ( XX SNEF e IX ENPEC)

Depois da leitura dos 16 trabalhos encontrados, buscamos entender como a motivação surge nos seus textos. Em 13 deles, a motivação é atribuída a algum fator

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relacionado à estratégia de ensino, como atividades experimentais e feira de ciências. Na tabela abaixo está discriminado o tipo de estratégia e o número dos trabalhos relacionados à ela.

Tabela 2: Motivação relacionada a estratégia de ensino

Nos trabalhos que trazem os relatos de atividades experimentais, observamos que a motivação está associada na maioria das vezes a um aumento da curiosidade dos alunos e da sua participação em sala. Como exemplo, tomemos o trabalho número 2, onde se relata o desenvolvimento de atividades com alunos do 4º ano do ensino fundamental, no âmbito da disciplina de Ciências, que apresentavam participação e interesse baixíssimos. Com o decorrer do trabalho, perceberam que as atividades aumentaram o interesse dos alunos e as suas participações na sala de aula. Outra situação semelhante é relatada no trabalho número 11, que trata de uma atividade desenvolvida por alunos que cursavam a disciplina de Estágio Supervisionado e que atendendo a um pedido do professor, que gostaria que os estagiários realizassem uma atividade que motivasse os alunos, propuseram o desenvolvimento da brincadeira 'cabo de guerra', onde através dela ensinariam a terceira lei de Newton. Os autores afirmam que a participação ativa dos alunos, inclusive dos mais desinteressados, no decorrer da brincadeira, os leva a afirmar que foi uma atividade motivadora.

- O trabalho 6, mostra um caso em que a realização de uma feira de ciências se constituiu uma estratégia motivadora para os estudantes. Os autores afirmam isso, baseado no alto índice de assiduidade nas reuniões e no cumprimento das metas estabelecidas por parte dos alunos durante toda a preparação e realização do evento.
- Já o trabalho de número 9, realizou uma avaliação antes e depois de os alunos participarem de um Show da Física, sendo que o questionário pós-show, iria medir a motivação dos alunos em construir e/ou estudar os experimentos. De acordo com os autores, nas atividades pós-show os alunos demonstraram persistência para a realização das tarefas, curiosidade para aprender e um sentimento de eficácia na medida que foram capazes de desenvolver experimentos de qualidade. É destacado o fato destas atividades terem melhorado a relação professor-aluno.

Dois trabalhos tratam das aulas de campo como estratégias motivadoras, mas tendo abordagens diferentes. O de número 8, realiza uma investigação para identificar aspectos que favorecem e dificultam o uso de atividades extraclasse. Fazem isso porque consideram ser necessário o uso dessa estratégia de ensino e valorizam-na quanto a ser um instrumento motivador da aprendizagem. Nos seus

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resultados, notaram que na maioria dos casos essa atividade é utilizada apenas para reforçar o conteúdo, que a maioria dos professores não se sente preparada para utilizá-la, e que os principais problemas para a sua execução são: transporte, planejamento e cursos noturnos.

- Já o trabalho de número 10, busca compreender fatores subjetivos relacionados com a motivação para aprender ciências, em alunos que passaram pela vivência de uma aula de campo. Traz o relato de três alunos e mostra que o fato de terem tido aulas de campo afetou positivamente a sua motivação para aprender sobre os conteúdos e a se comprometerem com a própria aprendizagem.
- O trabalho que trata a exibição de filmes como fator motivacional, o de número 7, apresenta a opinião de alguns alunos sobre o tipo de filme que mais contribuiu para sua compreensão de conceitos de Ecologia. Destacamos uma resposta de um aluno, que retrata como o uso de filmes aumentou o interesse do aluno:

'Eu achei que o que me ajudou a compreender melhor foi o filme de animação. Porém, não que o documentário e o educativo não ajudou, eles ajudaram muito, mas a animação eu acabei prestando mais atenção, pelo modo de explicar ser diferente como: imagens os personagens engraçados e seu contexto histórico'.

Os autores do trabalho 3, buscam entender qual é o tratamento que pesquisadores da área da pedagogia de projetos dão à aspectos motivacionais e subjetivos. Para isso, analisam cinco artigos. E afirmam que os autores dos artigos analisados concebem o estudante como um sujeito concreto, que possui necessidades, interesses e conhecimentos específicos de seu contexto histórico e atribuem a motivação dos alunos a conflitos cognitivos, às necessidades, interesse e ao esforço.

Outro fator motivacional que surge nos trabalhos encontrados está relacionado aos objetivos dos alunos, como é o caso do número 4, que investiga a motivação em relação ao estudo da química, de um aluno do 2º ano do Ensino Médio. No seu relato, o aluno diz que estuda em casa, atribuindo importância a isso, afirma que é um bom aluno e que tem o objetivo de ingressar em uma universidade. De acordo com os autores, ao refletir sobre o ato de aprender e a presença de planos para o futuro pode ser um indicativo de que o estudante mantem sua motivação diante da aprendizagem.

- O autor do trabalho, de número 1, se diferencia em relação aos trabalhos mencionados até o momento, que atribuíram o aumento da motivação à uma estratégia de ensino, porque afirma que a motivação para aprender ciências não depende, exclusivamente, da estratégia instrucional adotada pelo professor. É uma produção subjetiva, que relaciona o contexto atual do sujeito com suas experiências em outros contextos, incluindo sua história passada. Destaca que para motivar o estudante a aprender de forma criativa e produtiva, devemos levar em conta suas necessidades, experiências, interesses; valorizar o diálogo, a negociação e a construção de novos sentidos; promover a reflexão, a produção de ideias e comprometer o estudante com a sua própria aprendizagem.
- O último trabalho, de número 16, realiza uma investigação colaborativa com professores para identificar aspectos motivacionais de alunos do ensino médio. Neste trabalho, identificaram que os seguintes fatores deixam os alunos com vontade de estudar: professor, nada, atividades didáticas diversificadas, conteúdo e

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nota. Os fatores que deixam os alunos com menos vontade de estudar são: professor, formalismo matemático, aula expositiva e dificuldade da aprendizagem.

## Discussão

Ao analisarmos os trabalhos, sob a ótica da teoria da autodeterminação, conseguimos identificar que alguns fatores que os autores atribuem serem motivacionais conseguem atender as necessidades psicológicas básicas dos seres humanos.

No caso das atividades experimentais, acreditamos que a sua execução em sala de aula, atente às necessidades psicológicas de relacionamento que os alunos possuem, como por exemplo, podemos notar no relato feito pela professora depois que a atividade experimental foi realizada.

'Eles tem se concentrado melhor nas aulas, tem tido mais interesse pelas atividades (…) As crianças que não sabiam escrever direito foram motivadas por outras crianças a estarem escrevendo pra poder registrar o que foi feito em sala de aula' ( SOARES, et al, 2013).

Outro fator motivacional importante é a diversificação das estratégias de ensino. Isso fica claro tanto pelo número de trabalhos relacionados a este fator relatados neste texto, quanto por uma demanda dos alunos, como podemos perceber nos resultados do trabalho de número 16, no relato da mesma professora mencionada acima

'Antes os alunos não tinham tanto interesse nas aulas, porque eles são sempre acostumados a copiar do quadro, fazer o dever no caderno (…) e a aula de ciências veio a motivá-los, porque trouxe para eles uma experiência prática em sala de aula, o lúdico, o experimental [...]' (SOARES, et al, 2013).

Outra característica que surge durante a análise é a de estratégias de ensino que tenham atendido a necessidade de competência dos alunos. Por exemplo, no trabalho que trata do Show da Física, os alunos depois de assistirem ao show, tiveram um aumento do interesse em realizar e/ou entender os experimentos. Os grupos que buscaram construir os experimentos novamente, de acordo com os pesquisadores apresentaram um aumento na motivação por se mostrarem capazes de desenvolver experimentos de qualidade ( VIERIA, et al, 2013).

## Conclusão

Ao analisarmos os trabalhos encontrados nos dois eventos considerados ( XX SNEF e IX ENPEC), percebemos que há uma ligação entre os fatores motivacionais relatados neles e as necessidades psicológicas propostas pela teoria da autodeterminação. Outro caráter importante da motivação no ambiente escolar é a diversificação das estratégias de ensino, tanto pelo número de trabalhos presentes nesta análise, quanto pela demanda dos alunos.

## Referências Bibliográficas

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MINAYO, M.C.S. Pesquisa qualitativa em saúde. Ed. Hucitec. 2010.

PINTRICH, Paul R. A Motivational Science Perspective on the Role of Student Motivation in Learning and Teaching Contexts. Journal of Educational Psychology, vol.95, no 4, pp. 667-686. 2003.

BORUCHOVITH, E. & BZUNECK, J.A. (orgs) A motivação do aluno: Contribuições da psicologia contemporânea. Petrópolis. Rio de Janeiro. Vozes. 2011.

REEVE, Johnmarshall. Motivação e emoção . 4ªed. Rio de Janeiro: LTC, 2011.

FONSECA, J.L.S. Influência entre os estados emocionais e motivacionais dos alunos e os resultados de testes de Física. Tese de doutorado. FE- UFMG. 2011.

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Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.