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AVALIAÇÃO DO ESTUDANTE DA ESCOLA BÁSICA PÚBLICA DA VIVÊNCIA EM ESPAÇO DE EDUCAÇÃO NÃO-FORMAL NO PROJETO ''VIVENDO A USP"

Jaqueline Gomes Cardoso, Laís Marina Banov, Vera Bohomoletz Henriques, Rodrigo Santana

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXI
Ano
2015
Data
29/01/2015
Linha de pesquisa
Divulgação Científica E Educação Não Formal
Tipo
Pôster

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Texto completo

## AVALIAÇÃO DO ESTUDANTE DA ESCOLA BÁSICA PÚBLICA DA VIVÊNCIA EM ESPAÇO DE EDUCAÇÃO NÃO-FORMAL NO PROJETO 'VIVENDO A USP'

## Jaqueline Gomes Cardoso, Laís Marina Banov, Rodrigo Santana, Vera Bohomoletz Henriques

- 1
- Instituto de Física da Universidade de São Paulo, jaqueline.cardoso@usp.br 2 Instituto de Física da Universidade de São Paulo, lais.banov@usp.br

3 Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo, rodrigo2.santana@usp.br 4 Instituto de Física da Universidade de São Paulo, vhenriques@if.usp.br

## Resumo

NOVOS TALENTOS USP - projeto de parceria entre a USP e a escola pública, iniciado em 2011, com o apoio da CAPES, sob coordenação de docentes do Instituto de Física com os subprojetos: Encontros USP-Escola, Vivendo a USP, A USP vai à Escola. O VIVENDO A USP visa estender o espaço de formação de jovens da escola pública, incluindo museus e outros espaços culturais na escola-cidade, em um trabalho conjunto entre os educadores dos espaços educativos da universidade de São Paulo e professores da escola pública. A vivência nos espaços educativos da universidade, para grupos de 40 alunos em 5 dias integrais de USP, é acompanhada de mini-projeto pedagógico dos professores para todas as suas turmas, desenvolvido ao longo do ano letivo, com apoio dos espaços educativos e finalizado com uma gincana cientifica no parque Cientec. Para este trabalho foram analisadas as respostas dos alunos sobre sua compreensão sobre o projeto num todo e para surpresa dos pesquisadores os alunos comentam mais as atividades pedagógicas do que outros aspectos da visita à Universidade de São Paulo.

Palavras-chave : Ensino não formal, museus, atividades pedagógicas, parceria escola - universidade.

## Introdução

O projeto Vivendo a USP, desenvolvido em parceria com algumas escolas públicas de São Paulo, e coordenado no Instituto de Física da Universidade de São Paulo, tem por objetivos: compartilhar o conhecimento desenvolvido na universidade com a comunidade da escola pública, isto é, estudantes e professores; efetuar a construção de um trabalho pedagógico conjunto entre a escola e a universidade; estabelecer um processo de descobrimento mútuo - a escola conhece a USP e a USP conhece a escola; estimular o estudo dos estudantes da escola básica pública e colocar a universidade no horizonte destes estudantes. Este trabalho aborda alguns aspectos do trabalho desenvolvido no ano de 2012, no qual as escolas parceiras foram 3 escolas estaduais, uma de ensino médio e duas de ensino fundamental e médio, e 3 escolas municipais, de ensino fundamental: E.E. Andronico de Melo, E.E. Francisco Eufrásio Monteiro, E.E. Manoel Dantas de Aquino, E.M.E.F. Desembargador Amorim Lima, E.M.E.F.Ernani Silva Bruno, E.M.E.F. Jardim da Conquista. Os espaços educativos da USP, envolvidos no projeto desenvolvido em 2012 foram o projeto 'Arte e Ciência no Parque', 'Show da

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26 a 30 de janeiro de 2015

Física' e 'Física Moderna', do Instituto de Física, o Centro de Práticas Esportivas, a Estação Biologia do Instituto de Biociências, o Instituto Butantã, o Museu do Instituto de Geociências, o Museu do Instituto de Oceanografia, o Museu de Arte Contemporânea, o Museu de Anatomia Humana do Instituto de Ciências Biomédicas, o Museu de Arqueologia e Etnologia, o Museu de Medicina Veterinária, o laboratório do Grupo de Pesquisa em Ensino de Química (GEPEQ) do Instituto de Química.

A experiência inicial, de 2011, demonstrou que o impacto do projeto depende de um envolvimento efetivo dos educadores, tanto da escola, quanto dos espaços científico-culturais da USP, envolvimento que requer planejamento, desenvolvimento e avaliação conjunta (Marandino, 2008). Por isso, em 2012, o projeto, que era, inicialmente, apenas de vivência, nos espaços educativos da USP, de pequenos grupos de estudantes de cada escola (40, em universos de 600 a 1500 alunos), acompanhados de seus professores, transformou-se em um projeto de colaboração entre os educadores da escola e os educadores da universidade. Nesta nova perspectiva, prevê-se, por um lado, a multiplicação, na escola, com ações por parte tanto dos professores quanto dos estudantes VIVENDO, que levam à escola o que vivenciaram na universidade. Por outro lado, para dar suporte a esta ação multiplicadora na escola, propõe-se uma forte interação entre os espaços educativos USP e os professores da escola ao longo do ano letivo. Dada a novidade envolvida na proposta, de uma interação contínua entre universidade e escola, centrada, mas não restrita, à vivência em espaços educativos não formais, faz-se necessário o desenvolvimento de ações de avaliação da proposta (Fernandes, 2007). Assim, pretende-se desenvolver instrumentos de avaliação do alcance do projeto de vivência, através da análise da manifestação espontânea dos atores envolvidos, alunos e professores da ESCOLA, educadores e estudantes de graduação e pósgraduação da USP.

## Descrição do trabalho desenvolvido e metodologia de pesquisa

Neste trabalho, apresentamos uma primeira tentativa de organizar alguns dos dados recolhidos ao longo de 2012. Dada a extensa rede de personagens envolvidos, a quantidade de dados recolhidos, baseados essencialmente em breves questionários abertos, é muito grande. Para iniciar a sistematização destes dados, escolhemos, como primeira etapa organizar e analisar os dados de avaliação espontânea efetuada pelos estudantes da escola.

O levantamento de dados para avaliação aberta dos estudantes do projeto foi efetuado da seguinte forma: ao final de cada dia de USP, os estudantes da escola parceira são convidados a oferecer sua opinião em uma ficha como a da figura a seguir.

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Figura 01 : ficha de avaliação, respondida pelos alunos após uma visita.

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Efetuamos uma primeira leitura do texto de 758 fichas de avaliação de estudantes das escolas parceiras em 32 visitas (que constituem 52% dos dias USP em 2012). Nesta leitura, buscamos identificar regularidades, e definir itens para contabilização, ato que nos levou a propor algumas categorias para classificar os itens de avaliação. Na segunda leitura, procuramos identificar, no texto dos estudantes, referências associadas:

- · a elementos da atividade
- · à dinâmica da atividade
- · à duração da atividade
- · à infraestrutura
- · ao monitor 'vivendo"
- · ao educador responsável pelo espaço educativo USP

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- · ao professor da turma
- · ao interesse pelo curso superior
- · a ter gostado da universidade
- · a ter gostado de tudo
- · a não ter gostado de nada
- · outros

Classificamos, a partir dos textos, itens associados a 'elogios' ou 'críticas'.

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Tabela 01 : resultado da análise das fichas de visita dos alunos

Os dados, obtidos a partir da revisão dos textos das fichas de avaliação foram então organizados em tabelas, a partir das quais pudemos obter alguns dados estatísticos apresentados em gráficos.

A tabela 1 acima ilustra a forma como organizamos os dados. A primeira coluna identifica a porcentagem, em uma dada visita, de alunos que destacaram, em sua avaliação, o item especificado na coluna 3 (identificada como variável). A coluna 2 identifica se o texto é elogioso ou crítico do item citado. A 4ª coluna identifica a visita por número, escola e espaço educativo.

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## Resultados

A organização dos dados em uma tabela dinâmica permite extrair inúmeros recortes. A tabela e as figuras ilustram algumas possibilidades. A categoria que aparece com mais frequência no texto dos estudantes é o 'elemento da atividade' relacionada com o conteúdo científico da visita, em discordância como uma hipótese inicial, de que 'conhecer a universidade pública' seria um item privilegiado no discurso.

Na tabela 2, o item referido no texto está na primeira coluna, se a referência é elogiosa ou crítica está na coluna 2, e, na 3ª coluna, está o número total de avaliações em que o item aparece.

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Tabela 02 : resultados fichas de avaliação dos alunosGráfico 01 : dados visita Instituto Oceanográfico da USP

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Gráfico 02 : dados visita Faculdade de Veterinária da USP

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## Gráfico 03 : dados visita Instituto de Física da USP

Os gráficos 1 a 3 apresentam uma distribuição de citações de itens específicos em diferentes espaços educativos visitados. Os 'elementos da atividade' citados pelos estudantes dependem do espaço visitado. Nos gráficos, a porcentagem corresponde à fração de avaliações por visita que mencionaram o item específico. A cor indica uma visita, à qual pode estar associado mais de um elemento.

Gráfico 04 : apontamentos responsáveis por cada espaço

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A presença de referência ao educador responsável pelo espaço pode indicar que houve uma boa comunicação com o grupo de estudantes. Na figura, a porcentagem corresponde à fração de avaliações que mencionaram o item 'responsável pelo espaço', em uma determinada visita. A cor identifica o espaço USP.

## Conclusão

O estudo indica que o projeto pode potencializar o interesse dos estudantes pelo conhecimento, e fortalece a ideia de que é possível ampliar o espaço pedagógico da escola pública na colaboração com espaços educativos da universidade. A avaliação e sua análise podem servir como instrumentos de reflexão sobre a própria ação, tanto para o educador do espaço educativo USP, quanto para o professor da escola parceira.

## Referências

MARANDINO, M., BIZERRA, A. F., NAVAS, A. M., FARES, Djana Contier , MONACO, L. M., MARTINS, L. C., GARCIA, V. A. R., SOUZA, M. P. C. Educação em museus: a mediação em foco. 1. ed. São Paulo: Pró-Reitoria Cultura e Extensão USP e GEENF/FEUSP, 2008. v. 1. 36 p.

FERNANDES , J. B. Você vê essa adaptação? A aula de campo em ciências entre o retórico e o empírico , Tese apresentada à Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo, para obtenção do título de Doutor em Educação, 2007.

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Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.