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O MUSEU DICA E A ESCOLA: A PERCEPÇÃO DOS PROFESSORES

Matheus Barros, Silvia Martins

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXI
Ano
2015
Data
29/01/2015
Linha de pesquisa
Divulgação Científica E Educação Não Formal
Tipo
Pôster

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Texto completo

## O MUSEU DICA E A ESCOLA: A PERCEPÇÃO DOS PROFESSORES

Matheus Barros¹, Silvia Martins²

¹ Universidade Federal de Uberlândia - UFU/Instituto de Física/Museu DICA, matheuspicierre@hotmail.com ² Universidade Federal de Uberlândia - UFU/Instituto de Física/Museu DICA, smartins.silvia@gmail.com

## Resumo

Este trabalho apresenta parte de uma pesquisa, que tem o objetivo de compreender a percepção dos professores das áreas de ciências, nas escolas de educação básica de Uberlândia - MG, com os espaços de educação não formal e a sua relação com o Museu Dica - Diversão com Ciência e Arte do Instituto de Física da Universidade Federal de Uberlândia. Nesse cenário, essa investigação foi realizada por meio de entrevistas com um grupo de nove professores do ensino médio em uma escola estadual de Uberlândia e buscou investigar a visão desses sobre museus de ciências e as possibilidades de relação entre espaços dessa natureza e sua prática docente. Além disso, apresentamos a proposta do Museu Dica e buscamos saber se eles conhecem o museu e se, de alguma forma buscam recursos para que ele colabore com suas aulas. Desse modo, acreditamos que conhecendo melhor a realidade escolar e refletindo sobre como o Dica é percebido pelos professores, podemos compreender as perspectivas de apropriação desses espaços por parte dos professores e ampliar as possibilidades na relação museu-escola, estabelecendo estratégias de colaboração.

Palavras Chave: Museu de Ciências, museu-escola, ensino de ciências.

## Introdução

Os museus têm desempenhado um papel importante na sociedade, sendo não somente para entretenimento, mas também para informar e disseminar a história da construção do saber e do conhecimento que existe atualmente (MARANDINO 2008). Segundo o Conselho Internacional de Museus (ICOM, Barcelona, Espanha - 6 de julho de 2001), museu é uma 'instituição sem fins lucrativos, a serviço da sociedade e do seu desenvolvimento, aberta ao público e que adquire, conserva, investiga, difunde e expõe os testemunhos materiais do homem e de seu entorno, para educação e deleite'. Ou seja, a história do conhecimento científico, tem proporcionado a desmistificação da ciência e ressaltado que esta surgiu a partir da curiosidade de alguns de entender como as coisas no mundo funcionam (COLOMBO JR 2014). Contudo, a alfabetização científica da sociedade é algo recente, comparado a outros saberes e conhecimentos disseminados, e que ainda está passando por transformações no que diz respeito à sua importância nos dias de hoje, podendo ser explorada de forma a transformar a visão das pessoas do que é ciência, como entender o processo que ela é desenvolvida e qual legado nos deixa para compreendermos o mundo em que vivemos (MARANDINO 2008).

Para Colombo Jr (2014) os museus de ciências são um local de aprendizagem, com uma ciência moderna, motivadora, desafiante e contextualizadora em relação ao ambiente pessoal, sociocultural e físico em que os

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26 a 30 de janeiro de 2015

visitantes estão inseridos, sendo estes visitantes. É, então, evidente o papel educativo dos museus de ciências, que tem no público escolar uma parte significativa dos seus visitantes (JACOBUCCI, 2006). Como ambiente educacional, pode-se classificar os museus de ciências como espaços não formais de educação e, por meio de suas ações educativas, esses espaços buscam contribuir para a popularização da ciência e a alfabetização científica da população e, em geral, buscam contribuir para a melhoria do ensino de ciências nas escolas de educação básica. A proximidade com o público escolar representa uma oportunidade de interação e pode tornar possível uma parceria entre o museu e a escola (MARANDINO 2008).

Os museus de ciências, todavia, não são extensões da escola, e as ações educativas nesses espaços devem considerar suas características metodológicas, assim, o elo que os aproxima da escola pode potencializar os objetivos comuns de alfabetização científica. Alguns autores, destacam a importância dos Museus de Ciências e sua relação com a sociedade. Segundo Marandino (2001) os museus tem importante papel na formação de seus visitantes, diante do conteúdo e da maneira de expô-lo, sendo mostras permanentes ou itinerantes que buscam divulgar a ciência numa forma própria de transpor didaticamente ou recontextualizá-la.

Marandino (2008) ressalta a importância de pensar sobre a mediação realizada por parte dos museus e como ela pode contribuir para a aproximação do público que o visita, destacando que o tempo no museu é breve e deve haver um planejamento adequado para que a visita seja prazerosa e possa permitir a interação e a compreensão dos conceitos apresentados nas exposições. Considerando a relação Museu-Escola, REQUEIJO (2009) e GRUZMANN (2007) destacam a importância de pensar como os espaços não formais, em especial os museus, podem participar da formação quanto à transmissão do conhecimento científico aos seus visitantes; para esta primeira autora, é importante criar estratégias que envolvam os indivíduos, antes, durante e após a visita, saber de que forma os professores aproveitam as visitas em suas aulas e por parte do mediador, como é a relação com os professores.

Nesse cenário, o Museu Dica - Diversão com Ciência e Arte, do Instituto de Física da Universidade Federal de Uberlândia desenvolve ações de popularização à ciência e, como a maioria dos museus de ciências (JACOBUCCI, 2006), tem o público escolar como seu principal visitante. Desse modo, o estabelecimento de uma aproximação com as escolas de Uberlândia e região é hoje uma das metas de sua equipe. Para que isso possa ser viabilizado é importante estabelecer um diálogo com os professores da educação básica, conhecer suas expectativas e buscar pontes entre suas atividades didáticas e o acervo do museu.

Desse modo, esse trabalho apresenta uma breve reflexão sobre o olhar dos professores das disciplinas de ciências e matemática de uma escola estadual da cidade de Uberlândia, sobre o papel educacional dos museus de ciências e sobre a relação entre o Museu Dica e a escola, buscando compreender as possibilidades educativas que uma parceria pode representar para a melhoria do ensino de ciências.

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## Entrevistas e Anotações

Esse trabalho é um estudo de caso (LÜDKE e ANDRÉ, 1986; LAVILLE e DIONNE, 1999), em que investigamos a visão de professores da área de ciências do Ensino Médio (física, química, biologia e matemática), de uma escola estadual, na cidade de Uberlândia-MG, sobre Museus de Ciências e qual a sua relação com estas instituições, em especial com o Museu Diversão com Ciência e Arte (Dica). A escola foi escolhida por fazer parte do subprojeto PIBID-física da Universidade Federal de Uberlândia, do qual os autores fazem parte, como bolsista de iniciação à docência e coordenador de subprojeto.

Desse modo, por meio dessa pesquisa buscaremos aproximar as ações do Museu Dica ao cotidiano escolar e refletir sobre a relação entre a escola e o museu. Assim, buscamos compreender as expectativas em relação ao museu, entendendo como ele é percebido pelos professores e como as estratégias de mediação e de divulgação do Museu Dica podem contribuir para a sua prática.

A coleta de dados foi realizada por meio de: i) observações e anotações feitas durante uma mostra itinerante do Museu Dica, realizado em parceria com o subprojeto Pibid-física na escola e; ii) entrevistas, gravadas e transcritas, com os professores de física, química, matemática e biologia da escola.

## i) Mostra itinerante

Antes de entrevistar os professores, a equipe do Museu Dica, em parceria com os bolsistas do Pibid-Física que atua nessa escola, realizou uma mostra com atividades elaboradas a partir do acervo do Museu Dica, em comemoração ao Dia do Físico no dia 19 de maio de 2014.

Essa atividade permitiu observar o comportamento dos professores durante uma visita ao espaço de exposição e, considerando que alguns deles não conheciam um museu de ciências, perceber as suas reações e expectativas durante uma visita a um espaço de educação não formal e sua relação com os estudantes nesse processo.

## ii) As entrevistas

As entrevistas foram feitas com nove professores, da escola, onde um é professor de biologia, dois são professores de física, dois são professores de matemática, três são professores de química e um é professor de matemática e física.

Para facilitar a organização dos dados, podemos dividir as entrevistas em duas etapas, sendo a primeira com foco no perfil dos professores e a segunda buscando compreender a relação com os espaços não formais de educação.

Assim, Para nortear a conversa com os professores, foram elaboradas questões para dar suporte às entrevistas:

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Para a primeira etapa: i) Dados pessoais (nome e idade); ii) perfil profissional (formação acadêmica, tempo de docência e atuação profissional).

Na segunda etapa: i) se conhecem algum museu de ciências (se não, como imagina ser; e se sim, quais são e como descrevem sua proposta); ii) Conhecendo ou não, se consideram que o museu de ciências pode contribuir para sua prática docente; iii) Se já visitou o Museu Dica, do Instituto de Física da Universidade Federal de Uberlândia e, se tem alguma ideia de como o Dica pode colaborar com suas práticas didáticas.

## O Perfil dos professores

Dentre os professores entrevistados, oito deles atuam em disciplinas relacionadas diretamente à sua formação acadêmica, exceto um deles, que é Engenheiro Ambiental e trabalha como professor de Química. Os nove professores trabalham no ensino médio, sendo que quatro deles também atuam no Ensino Fundamental.

A idade desses professores varia de 29 a 49 anos e, além de trabalharem na escola que está participando da pesquisa, dois dos professores ministram aula também em outras instituições, sendo que um deles trabalha em uma escola da rede particular de educação básica e o outro trabalha em uma instituição de ensino superior privada.

## Museu de Ciências na Visão dos professores

A partir da realização da entrevista, foi possível perceber algumas questões sobre a visão dos professores com relação a esses espaços e como compreendem o papel educacional deles.

Dos nove entrevistados, cinco deles nunca visitaram um espaço dessa natureza durante sua formação acadêmica ou de sua atuação como professor, de modo que não conheciam bem a proposta e tiveram o primeiro contato com um ambiente não formal durante a mostra organizada na escola, pelas equipes do Dica e do subprojeto Pibid-Física.

Entre os cinco que nunca visitaram museus, um deles relatou desconhecer completamente a existência desse tipo de museu, não tendo nunca ouvido falar. Os outros, apesar de não conhecerem, já ouviram falar, por experiências que tiveram com outros programas de iniciação à docência na escola ou por intermédio de parentes e amigos, que estudam ou trabalham em outras escolas, que já visitaram esses espaços, como pode ser observado nas falas dos professores abaixo:

'Pela experiência que o PIBID trouxe pra cá, aqueles materiais de pesquisa, mais ou menos temos uma noção, né, e pelo visto é muito bom para os alunos, para levar eles para visitar.' (Professor 1)

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'O meu filho já foi, falou que é muito bom [...] eu não sei te falar o local não, mas ele já visitou um museu de ciências.' (Professor 3)

Mesmo não conhecendo pessoalmente um museu de ciências, quatro deles apresentaram uma ideia do que esperavam encontrar nesses espaços, levando em consideração suas próprias visões sobre as áreas de ciências e também pelos depoimentos de outras pessoas que visitaram:

'É relacionado a ciências né, Matemática, Física, Química, Biologia...' (Professor 5)

Assim, entre aqueles que não conheciam museus de ciências, encontramos boa disposição para visitar espaços dessa natureza.

Entre os quatro professores que disseram já ter visitado museus de ciências, dois deles disseram ter visitado museus no estado de São Paulo, citando o Catavento e o Parque Cientec em São Paulo e o CDCC em São Carlos. Os quatro visitaram o Museu Dica. Foi possível perceber, no discurso desses professores, um grande interesse por esses espaços, de modo que falaram bastante sobre seus acervos e suas ações educativas.

No depoimento de um dos professores, que visitou apenas o Museu Dica, percebemos que não possui uma visão muito clara do papel de um museu de ciências e não vê relação entre esses museus e outros espaços museais:

'Não conheço nenhum, tirando o da UFU, a DICA, se pudermos chamar a DICA de museu de ciências, mas acho que não é bem a proposta [...].' (Professor 2)

De maneira geral os professores reconheceram que as mostras científicas são bastante interessantes e podem contribuir para motivar os estudantes, apesar de nem sempre identificarem os espaços que as promovem como museus de ciências.

## O acervo do museu e seu reconhecimento como parceiro no processo de ensino-aprendizagem

Entre os professores que não conhecem o museu de ciências, identificamos algumas apostas de que o museu possa contribuir no processo de ensinoaprendizagem em sala de aula, tendo uma parceria com a escola, para a demonstração de conteúdo que seriam difíceis de visualizar somente em aulas teóricas nas escolas, fazendo comparativos à experimentação:

'Os experimentos, porque é bom mostrar para os alunos, né, de acordo com o conteúdo que a gente trabalha, isso é importante... Algum experimento a respeito da leis de Newton, isso é que é importante, os alunos passam a ter mais interesse nas aulas, porque só a teoria fica muito vago.' (Professor 1)

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Mas houve também, em alguns casos, uma demonstração de desconhecimento da proposta metodológica do museu de ciências, ou de como essas ações podem contribuir para as atividades didáticas em sala de aula, como revela a fala do professor abaixo:

'Olha, acho assim, que não acrescenta, não. Acho que tudo tem que por a mão, se fosse um laboratório e pudesse por a mão, mexer, e trabalhar com aquilo ali, acho que teria mais resultado, agora só ver a gente vê na internet, né. Acho que não acrescenta muita coisa, não, se ele pudesse pegar, apalpar, montar... Acho que não funciona.' (Professor 3)

Como o professor não conhece um museu de ciências, considera que os objetos estão lá apenas para a exposição e visualização (mesmo tendo participado da mostra itinerante realizada na escola, cujas atividades eram iterativas). Assim, de acordo com a opinião desse professor, como não é um laboratório para que eles possam realizar experimentos e serem avaliados, não há contribuição para o aprendizado dos alunos.

Entre os professores que já conhecem museus de ciências, há uma avaliação positiva em relação à parceria com a escola, considerando as experiências vivenciadas numa visita ao museu complementares às suas atividades didáticas. Destacam a importância das visitas ao museu e a interação dos alunos com o conteúdo nele existente, além de como acontece essa interação:

'A educação está sempre passando por um processo de evolução, [...] precisamos buscar sempre ligar o conteúdo à prática, sair dessa coisa de quadro, sair dessa coisa de data show, porque até o próprio data show está ficando obsoleto, então o Museu ajuda o aluno a adquirir melhor, tendo atividades, exposições nos ajuda a levar até os alunos entre a teoria e o dia a dia [...].' (Professor 8)

'Olha, a grande dificuldade para um aluno de Ensino Médio, é ver uma aplicação prática da Física, ele sempre pergunta: 'Pra que serve isso?', então o museu é importante ao mesmo tempo sendo simples e direto [...], procuram que aluno tenha a visão das equações mostradas.' (Professor 2)

Apesar dessa visão otimista sobre as contribuições da visita ao museu de ciências no processo de aprendizagem dos alunos, nenhum professor relatou ter introduzido atividades desenvolvidas durante a visita em seu planejamento de aulas. Além disso, encontramos alguns questionamentos sobre as práticas dos museus, considerando a metodologia empregada frágil e desconhecendo a prática educativa do museu:

'Eu acho que fica falho, muitas vezes, porque a gente só consegue fazer visita isolada, você não consegue fazer uma coisa contínua onde, por exemplo dá teoria na sala e

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experimentação na UFU, isso seria um trabalho interessante de ser feito'. (Professor 9)

Na fala desse professor as críticas sobre a forma como são organizadas as visitas evidenciam um desejo de estabelecer uma parceria mais sólida com o museu, de tal forma que as ações realizadas durante a visita pudessem ser apropriadas pelos professores em suas aulas.

## Considerações Finais

A realização da mostra itinerante foi uma oportunidade de apresentar algumas ações do museu, no entanto, as entrevistas com os professores evidenciaram algumas dificuldades na comunicação entre o Museu Dica e as escolas. Percebemos que alguns professores nem mesmo conhecem os objetivos e propósitos de um museu de ciências e, mesmo participando da mostra itinerante realizada na escola, não demonstram interesse em levar seus alunos e não imaginam possibilidades de apropriação das atividades na sala de aula. Assim, torna-se necessário intensificar o trabalho de divulgação desse espaço no ambiente escolar, buscando estratégias para apresentar os seus objetivos e, juntamente com o professor, tentar criar condições para tornar possível uma contribuição mais efetiva para o processo de ensino aprendizagem.

Vale ressaltar, todavia, que o museu de ciências não é uma extensão da escola e as propostas de parceria não devem inviabilizar as visitas não escolares, ou transformar o museu num laboratório da escola. Faz-se necessário discutir estratégias efetivas nas quais a parceria museu-escola se estabeleça respeitando as identidades de cada instituição.

## Referências Bibliográficas

COLOMBO JUNIOR, Pedro Donizete. Inovações Curriculares em Ensino de Física Moderna: Investigando uma Parceria entre Professores e m Centro de Ciências . São Paulo: USP, 2014. 305 p. Tese (doutorado) - Programa de PósGraduação Interunidades em Ensino de Ciências, Faculdade de Educação, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2014.

GRUZMAN, C.; SIQUEIRA, V.H.F. O papel educacional do Museu de Ciências: desafios e transformações conceituais. Revista Eletrónica de Enseñanza de las Ciencias. Espanha, v. 6, n. 2, p. 402-423, 2007.

ICOM, 2013. ICOM CODE OF ETHICS FOR MUSEUMS . Barcelona: 2013. Disponível em: <http://icom.museum/fileadmin/user\_upload/pdf/Codes/code\_ethics2013\_eng.pdf>

Acesso em: 02 jul. 2014.

JACOBUCCI, D. F. C. A Formação Continuada de Professores em Centros e Museus de Ciências no Brasil . 2006. Tese (Doutorado) - Faculdade de Educação, Universidade Estadual de Campinas, Campinas.

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LAVILLE, Christian; DIONNE, Jean. A construção do saber: manual de metodologia da pesquisa em ciências humanas . Porto Alegre: Editora Artes Médicas Sul; Belo Horizonte: Editora UFMG, 1999.

LÜDKE, Menga; ANDRÉ, Marli. Pesquisa em Educação: abordagens qualitativas . São Paulo: Editora Pedagógica e Universitária, 1986.

MARANDINO, M. Educação, comunicação e museus. In:\_\_\_\_\_\_. Educação em Museus: mediação em foco. São Paulo, SP: Geenf / FEUSP, 2008. Cap. 1, p. 7p.17.

MARANDINO, M. INTERFACES NA RELAÇÃO MUSEU-ESCOLA. Caderno Catarinense de Ensino de Física . São Paulo, v. 18, n. 1, p. 85-100, abr. 2001.

REQUEIJO, F. et al. PROFESSORES, VISITAS ORIENTADAS E MUSEU DE CIÊNCIA: UMA PROPOSTA DE ESTUDO DA COLABORAÇÃO ENTRE O MUSEU E A ESCOLA . 2009. Encontro Nacional de Pesquisa em Educação em Ciências, Florianópolis, 2009.

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