Utilizando diferentes estratégias de ensino em parceria com a escola
Wagner Muniz Silva, Letícia Francisca De Almeida, Ludmilla Lourenço Da Silva, Felipe Corrêa Silvano, Ana Rita Pereira
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XXI
- Ano
- 2015
- Data
- 29/01/2015
- Linha de pesquisa
- Materiais, Métodos E Estratégias De Ensino De Física
- Tipo
- Pôster
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Texto completo
## UTILIZANDO DIFERENTES ESTRATÉGIAS DE ENSINO EM PARCERIA COM A ESCOLA
## Wagner Muniz Silva 1 , Leticia Francisca de Almeida , Ludmila Lourenço , Felipe 2 3 Correa Silvano , Ana Rita Pereira 4 5
1 Universidade Federal de Goiás/Campus Catalão/Departamento de Física, wagnerorz@yahoo.com.br
- 2 Universidade Federal de Goiás/Campus Catalão/Departamento de Física, leticia\_leisy@hotmail.com
- 3 Universidade Federal de Goiás/Campus Catalão/Departamento de Física, ludmilla.lds@hotmail.com
## Resumo
Este trabalho apresenta resultados de um projeto desenvolvido em duas escolas, onde foram utilizadas diferentes estratégias de ensino, em especial a experimentação, combinada com as aulas tradicionais, para apresentar e discutir com os alunos os conceitos e teorias dos fenômenos físicos. No primeiro colégio o projeto atuou em duas turmas do segundo ano do Ensino Médio que cursavam a disciplina 'Tópicos de Física', trabalhando apenas os conceitos de oscilações e ondas, o que possibilitava o desenvolvimento das atividades sem interferir nos conteúdos regulares, sob a supervisão da professora da escola e dos coordenadores do projeto na UFG. No segundo colégio o trabalho vem sendo desenvolvido com todas as turmas de ensino médio, sendo três turmas do primeiro ano, três turmas do segundo ano e duas turmas do terceiro ano. Em ambos os colégios foram apresentadas aulas interativas, com atividades teóricas e experimentais, para discutir com os estudantes os conceitos de física básica sempre considerando as concepções espontâneas dos alunos e enfatizando a relação Ciência, Tecnologia, Sociedade e Ambiente (CTSA). Por meio de observações, discussões em sala e aplicação de questionários, buscou-se uma análise de como o conhecimento é construído (e reconstruído) pelos estudantes ao longo do ensino médio.
Palavras-chave : Experimentação, Ensino Médio, interação universidadeescola.
## Introdução
Os processos de ensino e aprendizagem da Física têm se mostrado problemáticos tanto para os estudantes quanto para os professores. Pelo lado dos professores o quadro atual de desvalorização do seu trabalho, traduzido pelos baixos salários dos profissionais da educação e as condições precárias de infraestrutura vivenciadas pelas escolas, aliado a formação do docente nem sempre adequada na área de física e ao atual sistema de ensino que é mais voltado para aprovação em exames nacionais, faz com que sua atuação na escola, trabalhando os conceitos físicos, diferentes tecnologias e as novas descobertas científicas, se torne um grande desafio. Pelo lado dos alunos é evidente um quadro de falta de motivação e interesse pela escola, onde a vontade, o esforço e a participação destes para garantir o sucesso da aprendizagem dos conteúdos da Física têm se mostrados pífios.
E existem diversas pesquisas que relatam e enumeram as causas para os problemas enfrentados pelo ensino-aprendizagem da Física, a exemplo da:
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formação inadequada dos professores de Física (falta licenciados em Física), ausência de professores para ministrarem as aulas de Física (em várias escolas os alunos ficam meses sem aulas), condições de trabalho bastante precárias, com baixos salários e uma infraestrutura das escolas bastante deficitária (na maioria das escolas não existe laboratórios ou mesmos salas adequadas para as aulas e os professores nem sempre estão preparados para utilizar as tecnologias de informação e comunicação - TIC's) que aliados à ausência políticas públicas eficazes e a falta de interesse dos alunos e de seus pais pela escola resultam na má-qualidade da educação brasileira em todos os níveis de ensino (MARQUES, 2012; PEREIRA et. al., 2009; ARAUJO E VIANA, 2008, CACHAPUZ, et. al., 2005, 2000).
Na literatura encontramos trabalhos sugerindo que os alunos apresentam indisposição aos estudos de disciplinas científicas, antes mesmo de seu primeiro contato formal, devido a estereótipos/crenças desenvolvidos durante sua vivência anterior (MARQUES, 2012; BARBETA E YAMAMOTO, 2002; AGRELLO E GARG, 1999; MENEZES,1998; HESTENES, 1996, BEICHNER, 1994). O estudante deveria chegar ao Ensino Médio carregando consigo uma bagagem científica significativa, considerando todo o conhecimento educacional aprendido ao longo dos anos anteriores no ensino fundamental, e durante a escola média deveria aprimorar sua educação científica efetiva, que lhe permitiria uma interação maior com a natureza, sendo capaz de compreender e interpretar os fatos, fenômenos e processos naturais, mas o que se verifica é que chegam cada vez mais despreparados, com várias deficiências básicas nas áreas de linguagens e matemática e com desinteresse generalizado pela escola, em particular em relação à disciplina de Física, que tem sido vista com sentimento de inutilidade e considerada uma ciência complicada, que exige muito esforço e dedicação por parte do aluno para seu aprendizado e que apresenta pouca utilidade na sua vida.
Considerando que a sociedade contemporânea tem como característica marcante o desenvolvimento científico e tecnológico, o aprendizado da Física é de extrema importância para a formação da cidadania, pois possibilita ao individuo o acesso a conhecimentos fundamentais para sua atuação plena e consciente na sociedade. Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais: ''O ensino Física deve contribuir para uma formação de uma cultura científica efetiva, que permita ao indivíduo a interpretação dos fatos, fenômenos e processos naturais' (PCNEM (Física), Brasil, 2002), ou seja o ensino-aprendizagem da Física está associado à compreensão de mundo e com a construção da cidadania. Isso implica considerar que os conhecimentos físicos fornece elementos que possibilita uma melhor compreensão da realidade em que estamos inseridos e da sociedade em que vivemos (ZANETIC, 2005). No entanto, a escola não tem conseguido sucesso na formação dessa cultura científica, e mesmo considerando a importância da física para a sociedade, em geral isso não é apresentado na sala de aula, cujas aulas raramente associam os fenômenos físicos com o cotidiano do estudante, sendo que as aulas são consideradas maçantes, com muitas fórmulas matemáticas a serem decoradas e a resolução repetitiva de inúmeros exercícios descontextualizados. Logo, como a maior preocupação é a aprovação, a Física é vista como um problema a ser superado para concluir o ensino médio por uma parcela significativa de estudantes.
Embora grande parte dos docentes de Física do Ensino Médio reconheça a importância de atividades experimentais e do uso das TIC's para o ensino de Física,
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o número de professores que utilizam esses recursos ainda é pequeno, e em geral as aulas são ministradas apenas utilizando o quadro negro e giz, com a explanação do professor sobre os principais tópicos dos conteúdos curriculares. Esta situação reflete a desvalorização do professor e as condições precárias em que se encontram as entidades de ensino (CUNHA et al., 2011).
Considerando toda essa problemática, o projeto Experimentoteca de Física procurou inovar o ensino tradicional de Física está desenvolvendo um projeto em parcerias com escolas, utilizando diferentes estratégias e metodologias de ensino, com o objetivo de despertar o interesse dos alunos e verificar como estes entendem e/ou assimilam os conteúdos teórico-experimentais de Física. As atividades estão sendo realizadas em duas escolas localizadas na cidade de Catalão-Go, onde têm sido desenvolvidas atividades utilizando multimídias, literatura de cordel e a experimentação, intercaladas ás aulas tradicionais para discutir os conteúdos de física. Em relação a experimentação, alguns experimentos são demonstrativos e outros interativos, onde os estudantes podem coletar e analisar os dados obtidos. O resultado destas atividades tem sido avaliado, qualitativamente, com base no rendimento dos alunos nas avaliações, na percepção dos professores da escola e nas respostas dos alunos em questionários de acompanhamento realizados ao longo dos semestres.
## Atividades realizadas
De acordo com Lopes (LOPES, 2004), 'Conhecer as características dos alunos é uma tarefa essencial para preparar o Ensino-Aprendizagem de Física'. Portanto, faz-se necessário conhecer a 'visão' que os estudantes possuem da Física e trabalhar para alterar as concepções errôneas que tiveram, possibilitando assim reflexões sobre a beleza do conhecimento e a aquisição da capacidade de expor, criar, pensar, questionar, formando assim sua consciência critica e cientifica, tendo assim condições de atuar ativamente em busca da transformação da sua realidade dentro da sociedade moderna. Assim, com o intuito de analisar e compreender qual a percepção que os alunos têm da Física, o projeto iniciou-se com a aplicação de uma serie de questionários, baseado no instrumento de pesquisa utilizado por Menegotto e Rocha Filho, (MENEGOTTO E ROCHA FILHO, 2008) para identificar como os alunos veem a Física e as aulas de Física, sendo que parte destes são apresentados na tabela 1 abaixo.
Tabela 1 - O que você pensa das afirmações abaixo (Marque uma alternativa sendo que A Concordo totalmente; B - Concordo parcialmente; C - Sem opinião; D - Discordo parcialmente e E - Discordo totalmente ).
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Analisando as respostas na tabela acima é observado que apesar de a física ser considerada importante e despertar a curiosidade dos alunos, ainda existem alunos que se sentem perdidos nas aulas de Física e não veem utilidade em seu aprendizado, ou mesmo tem muita dificuldade em aprender Física como está apresentada, e para estes a física é se constitui num obstáculo a ser superado para ser aprovado e terminar o ensino médio. E nas colocações feitas, a parte, pelos estudantes verifica-se que muitos não correlacionam a Física com a evolução da tecnologia e não percebem aplicação prática do que aprendem nas aulas de física, ou seja, não conseguem associar a física com os fenômenos cotidianos. E as dificuldades encontradas pelos estudantes muitas vezes foram relacionadas às dificuldades em interpretar as questões propostas pelos professores e em realizar os cálculos matemáticos necessários.
Após analisar a 'visão' que os alunos têm da Física, foram iniciadas as atividades programadas antecipadamente com as professoras de Física, nas quais foram utilizadas diversas estratégias para discutir os conteúdos de Física dando ênfase a sua relação com o cotidiano, com o objetivo de despertar o interesse dos escolares e verificar como estes entendem e assimilam o conteúdo, além de mostrar a importância da Física na sociedade moderna, buscando assim modificar a ideia de que a Física é somente uma porção de 'formulas matemáticas'. Em geral, as atividades foram iniciadas verificando as concepções espontâneas dos alunos sobre o fenômeno e as leis físicas a ser apresentado, seguida da apresentação de um experimento, de uma simulação, de um vídeo ou da teoria envolvida, e após
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momentos de diálogos para possibilitar aos alunos elaborar e criar questões relativas ao tema e discuti-las com os colegas.
Na primeira escola foram realizadas atividades discutindo os conteúdos programáticos de oscilações e ondas, onde foram apresentados e analisados os experimentos: sistema massa-mola, pendulo simples, microfone sem fio, mola maluca e cordas vibrantes, sendo que nos experimentos massa-mola e pendulo simples os alunos coletaram e analisaram os dados e os demais foram demonstrativos. Com estas atividades os alunos puderam observar que a Física apresentada na escola e nos livros didáticos é a mesma com que tem contato na realização de diversas atividades no seu dia-a-dia. Ao longo da realização destas atividades foi observado que os estudantes apresentam dificuldades para elaborar e analisar os gráficos e também em associar a teoria e a prática. Mas os alunos buscaram superar os obstáculos e participaram ativamente, e no final se mostram muito satisfeitos com os resultados obtidos.
Na segunda escola, as atividades foram iniciadas neste ano e continuam, começamos com atividades experimentais associadas aos conteúdos que os alunos das três séries do Ensino Médio estavam estudando. Com as turmas de 1º ano levamos os instrumentos de medida: balança, trena, paquímetro e o micrometro, e eles realizaram as seguintes atividades: mediram e calcularam a área da sala, mediram o tempo para uma esfera percorrer uma distancia na sala e calcularam sua velocidade média, e calcularam o volume e densidade de alguns outros objetos. Com as turmas de 2º ano foi proposto a construção de um 'termômetro caseiro', utilizando uma garrafa pet, canudo e água com corante e discutimos com os alunos como o termômetro é graduado para medir a temperatura. Com as turmas de 3º ano propomos um jogo com os alunos, que consistia no experimento 'cabo de guerra elétrico', onde bexigas atritadas no cabelo do aluno faziam com que uma lata de refrigerante no centro de uma mesa se deslocasse, para um lado ou para outro, verificando que isso dependia do campo elétrico criado pelos alunos envolvidos na disputa.
Com a ajuda da professora responsável foi aplicado um questionário de avaliação dos conteúdos trabalhados em cada experimento, e foi verificado que houve uma melhora significativa na compreensão do conteúdo por parte do aluno, e isto se refletiu nas demais avaliações realizadas ao longo do semestre.
Num outro momento optamos por trabalhar outras estratégias de ensino, e para isso utilizamos a literatura em cordel, baseado no trabalho de mestrado de Josenildo Lima (Lima, 2013), que elaborou cordéis que mostram os conceitos de físicas de uma forma interdisciplinar, onde o autor de forma primorosa descreve a vida de um personagem que se depara com a chegada da tecnologia e que fica questionando o que são os fenômenos responsáveis por essa tecnologia, e então buscando as respostas ele mergulha no universo envolvido pela ciência até obtê-las. E foi essa mesma curiosidade que teve 'Pitelim' (personagem dos cordéis) que buscamos despertar nos alunos e mostrar aos mesmos a contribuição da Física para a evolução da sociedade moderna, além de trabalhar também a leitura e a interpretação do texto, numa visão interdisciplinar.
O trabalho com os cordéis exigiu um pouco mais do preparo de envolvidos no projeto, pois tivemos que articular a integração de dois elementos distintos: o ensino de Física e a Literatura de Cordel, sendo que a intenção era buscar o interesse do aluno pela Física, combatendo a falta de integração desta com a
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realidade do aluno e, por outro lado mostrar também um lado importante da cultura nordestina que é a literatura de cordel. Fazendo uso do cordel que se referia a medidas para os alunos do 1º ano, ondas para os alunos do 2º ano e sobre eletricidade para os da 3º ano do ensino médio, iniciamos os trabalhos fazendo uma leitura dos mesmos com os alunos, criando assim um aspecto mais harmônico na sala de aula, e propusemos como avaliação um questionário sobre os conteúdos envolvidos no cordel e que os alunos, divididos em grupos, elaborassem uma apresentação do cordel, para a semana seguinte, onde este poderia ser recitado, cantado ou na forma de teatro, fazendo assim uma junção da Física com a arte.
No princípio houve uma certa resistência a esta atividade, pois acharam estranho e sem propósito a forma de apresentação da física, e eles se perguntaram 'Aula de física com poesia? Como assim, que relação tem isso?' No entanto no decorrer da leitura do cordel, os alunos se mostraram animados e curiosos pela união da Física com a literatura nordestina. E no final o resultado obtido foi bastante satisfatório, com várias apresentações com grande participação dos alunos, e conforme relatado pela professora das turmas aumentou o interesse dos alunos e uma melhor compreensão do conteúdo proposto. E após essas atividades os alunos sempre remete á elas quando algum tema relacionado é mencionado nas aulas.
Outras atividades envolvendo experimentos, softwares, vídeos, etc. continuam sendo executadas na escola, e com o passar dos meses observamos que o interesse dos alunos tem aumentado, e hoje alguns dos estudantes do Ensino Médio tem desenvolvido atividades na 'E xperimentoteca de Física ' na UFG, como iniciação científica de nível médio.
## 4 Conclusão
Em relação às atividades desenvolvidas observou-se um aumento no nível de entendimento dos conteúdos ministrados, tendo sido observado uma melhora no rendimento dos alunos, inclusive com aumento das notas obtidas ao longo do semestre. Foi também observado um maior interesse e envolvimento dos alunos em participar das atividades propostas, alunos que inicialmente foram bastante resistentes e sem interesse, agora já participam plenamente e questionam sobre a próxima atividade a ser realizada.
Este comportamento reforça ainda mais a necessidade de uma maior articulação entre a teoria e prática no desenvolvimento do conteúdo ministrado em sala de aula. Mostra, também, que a utilização de diferentes estratégias e metodologias são ferramentas bastante eficazes, fugindo da rotina das aulas tradicionais, com quadro e giz, e tem apresentado resultados bastante satisfatórios.
Um detalhe observado foi que existem diferenças entre as turmas, sendo uma turma mais interessada que a outra, com alunos mais focados e participativos, e com notas maiores em relação ás avaliações realizadas, o que enfatiza a necessidade de se trabalhar estratégias e metodologias diferenciadas com as diferentes turmas, para assim alcançar melhores resultados.
Em relação às respostas dos alunos nos questionários observa-se um descompasso entre a Física apresentada nos livros escolares e a estudada pelos alunos na escola. Em geral estes tendem a ver a Física como sendo uma espécie de matemática aplicada, ou seja, que a física é coleção de equações matemáticas, o que pode prejudicar a construção dos saberes e conhecimento dos fenômenos
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físicos. E como educadores temos que buscar soluções para essas questões, e os professores devem buscar formas de relacionar os conteúdos curriculares com o cotidiano dos alunos, inclusive utilizando os meios de comunicação, a experimentação ou até mesmo atividades artísticas.
Se não houver mudanças no processo de ensino-aprendizagem da Física, continuará valendo a ideia de que os conhecimentos físicos são coisas que ' nunca usaremos em nossa vida .', que ' são pura matemática ', e que ' não são aplicados no meio em que vivemos ', como foi colocado por alguns alunos nos questionamentos que fizemos inicialmente. Mas quando são colocados em contato com outras estratégias de ensino que associa a Física com o que eles fazem cotidianamente, ou mesmo que associa a Física a outras áreas do conhecimento, como as Artes, observa-se que os alunos apresentam um maior interesse, e eles percebem que os conhecimentos científicos são importantes para a sua formação pessoal e profissional.
O que temos observado com este projeto é que os alunos sentem prazer e se interessam por atividades que demonstrem os conceitos dos fenômenos físicos e mostra a relação destes com o seu dia-a-dia. Isto nos mostra que a forma como a física tem sido ensinada não torna esses conceitos claros, ou seja, os conteúdos não são abordados de forma a favorecer a reflexão e interação com o objeto de aprendizagem, o que pode provocar a rejeição de muitos pelo processo de aprendizagem de física.
Um ponto positivo, a ser ressaltado, foi a receptividade encontrada nas escolas ao receber este projeto, em especial por parte dos alunos. Isto deixa a equipe muito feliz e a incentiva a buscar novas metodologias e estratégias e também aumentar o número de atividades desenvolvidas.
## 5 Agradecimentos
As professoras Monica da Cunha Alves e Maria Aparecida Rodrigues por ter aceitado a equipe em suas aulas e ter colaborado muito para o desenvolvimento e sucesso do projeto.
Aos programas de bolsas da Universidade Federal de Goiás: PIBIC, PROBEC e PROCOM.
Ao CNPQ, CAPES e FAPEG pelo apoio financeiro.
Ao Colégio Estadual Abrahão André e ao Instituto de Educação Matilde Margon Vaz da cidade de Catalão - GO por nos receberam tão bem.
## 6 Referências Bibliográficas
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Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.