A EVOLUÇÃO DE UM LIVRO DIDÁTICO DE FÍSICA: o caso do ''livro da Beatriz"
Ana Caroline Mello, Nilson Marcos Dias Garcia
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XXI
- Ano
- 2015
- Data
- 29/01/2015
- Linha de pesquisa
- Materiais, Métodos E Estratégias De Ensino De Física
- Tipo
- Pôster
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Texto completo
## A EVOLUÇÃO DE UM LIVRO DIDÁTICO DE FÍSICA: o caso do 'livro da Beatriz'
## Ana Caroline Mello 1* , Nilson Marcos Dias Garcia 2**
1 Instituto Federal do Paraná/Campus Curitiba, ana.mello@ifpr.edu.br 2
UTFPR/DAFIS e PPGTE - UFPR/PPGE, nilson@utfpr.edu.br
## Resumo
O presente estudo relata resultados de pesquisa que analisou alguns aspectos dos livros didáticos produzidos pelos professores Beatriz Alvarenga e Antonio Máximo. A opção por esses autores se justificou pelo fato de que a coleção de sua autoria está presente no mercado editorial há mais de quatro décadas, sendo um dos livros didáticos de Física brasileiros mais longevos. Estando presente em diversas escolas do país, o mesmo foi publicado por quatro editoras diferentes e traduzido para o espanhol. Teoricamente a pesquisa foi apoiada em Choppin (2002), para quem os manuais didáticos são dotados de múltiplas funções dentro do ambiente escolar e desempenham um papel fundamental no ensino nas escolas brasileiras. Após a localização de exemplares das diversas edições dos livros, os mesmos foram analisados segundo instrumento de análise de livros didáticos elaborado por Trebien e Garcia (2012), que contempla eixos gerais referentes às características textuais, editoriais, interdisciplinaridade, contextualização, precisão conceitual, experimentação, História da Ciência e uso de TICS. Foi possível observar neste trabalho que o livro didático de Física dos autores mencionados apresentou poucas modificações ao longo destas mais de quatro décadas, principalmente no aspecto estrutural e textual do livro, sendo entretanto evidenciadas mudanças significativas no aspecto gráfico dos mesmos. Também foi analisado o manual do professor correspondente a cada edição, principalmente no que concerne às orientações pedagógicas sugeridas, propostas de atividades e métodos de avaliação, que, mesmo sem muitas mudanças, procuraram acompanhar a realidade escolar atual.
Palavras-chave : Livros Didáticos de Física. Tendências Metodológicas. Beatriz Alvarenga. Manuais Didáticos. Ensino de Física.
## Introdução
Choppin (2004, p. 553) considera que os livros didáticos desempenham quatro funções importantes no ambiente escolar: função referencial, que considera o livro como um depósito de conhecimentos necessários para serem transmitidos às próximas gerações; função instrumental, quando é inserido no contexto escolar para atividades de aprendizagem, como, por exemplo, resolução de exercícios; função ideológica e cultural, quando o livro é reconhecido pelas suas características ou identidade própria; e função documental, quando os alunos podem desenvolver um espírito crítico em relação à leitura dos livros, proporcionando a iniciativa pessoal e autonomia dos mesmos. Além disso, segundo ele, o livro didático não pode ser considerado um instrumento único no processo ensino-aprendizagem, e sim um
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26 a 30 de janeiro de 2015
elemento constitutivo de um conjunto de outros recursos didáticos, textuais ou multimídia.
## Pondera ainda que,
os livros de classe são também vítimas de seu sucesso: o desenvolvimento da instrução popular, a instauração do princípio da obrigatoriedade escolar em um grande número de países industrializados e, mais recentemente, a democratização do ensino e a extensão da escolarização, levaram a uma produção editorial cada vez mais massiva.
Referente à defasagem temporal, este autor descreve que um manual é um produto da época, mas seu sucesso editorial, atestado pela sua longevidade e pelas numerosas reedições, e no caso de falta de modificações, implica em defasagem para a época. Desta forma, torna-se essencial que as reedições de livros consagrados possuam novidades, pois, como sob o aspecto comercial o principal interesse no manual está na sua longevidade, este precisa se adequar à realidade social e ao contexto.
Sintetizando sua percepção sobre os livros e manuais didáticos, assim ele se expressa:
Os manuais representam para os historiadores uma fonte privilegiada, seja qual for o interesse por questões relativas à educação, à cultura ou às mentalidades, à linguagem às ciências... ou ainda à economia do livro, às técnicas de impressão ou à semiologia da imagem. O manual é, realmente, um objeto complexo dotado de múltiplas funções, a maioria, aliás, totalmente desapercebidas aos olhos dos contemporâneos. É fascinante até mesmo inquietante - constatar que cada um de nós tem um olhar parcial e parcializado sobre o manual: depende da posição que nós ocupamos, em um dado momento de nossa vida, no contexto educativo; definitivamente, nós só percebemos do livro de classe o que nosso próprio papel na sociedade (aluno, professor, pais do aluno, editor, responsável político, religioso, sindical ou associativo, ou simples eleitor,...), nos instiga a ali pesquisá-lo. (CHOPPIN, p. 14-15, 2002)
Lorenz (2010), por sua vez, considera que o livro didático de Física desempenha papel fundamental no ensino de Física, principalmente nas escolas públicas onde este recurso encontra-se disponível praticamente em todas as cidades brasileiras, por conta do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), que distribui gratuitamente livros didáticos.
Na expectativa de que seus livros sejam continuamente adotados por professores e utilizados por alunos, na elaboração e reedição dos livros didáticos, os autores procuram produzi-los de forma que se adaptem e se adequem à realidade de cada época e contexto. Nesse particular, alguns autores conseguem ser mais bem sucedidos e seus livros conseguem ter uma longa vida, sendo adotados por professores e utilizados por alunos por diversos anos.
Um livro de Física brasileiro considerado longevo é o elaborado pelos professores Beatriz Alvarenga e Antonio Máximo, adotados no Brasil desde a década de 1970. Desde sua primeira edição e até hoje, tem tido boa aceitação por professores e alunos, tendo sido aprovado nas últimas seleções de livros pelo Programa Nacional do Livro Didático (PNLD 2009, 2012 e 2015), razão pela qual ele foi objeto desse estudo, que visou identificar as mudanças ocorridas no livro durante esse período, principalmente em seus aspectos metodológicos.
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## Os Livros Didáticos de Beatriz Alvarenga e Antônio Maximo
A primeira coleção de livros dos autores Beatriz Alvarenga e Antonio Maximo foi publicada pela primeira vez em 1970 e até 2010 se chamava Curso de Física. A cada ano cerca de 1,3 milhão de exemplares são vendidos, desde 2009. Os livros foram traduzidos para o espanhol pela Editora da Universidade de Oxford. Após rigorosa avaliação da comissão editorial da universidade, os livros foram lançados e distribuídos para toda a América Latina. Os livros desses autores há mais de quarenta anos figuram entre os mais vendidos da área. (CRISTO, 2013)
A primeira edição do livro de Beatriz Alvarenga e Antonio Maximo surgiu sob forte influência do Physical Science Study Committee (PSSC) na década de 1960, o qual dava enfoque na compreensão da natureza do mundo físico, conforme apontado por Moreira e Axt (1986):
Dos textos nacionais adotados na época - no estilo tradicional do livro didático e ainda muito utilizado - o melhor exemplo é, sem dúvida, a obra de Alvarenga e Máximo. Mesmo sem estar pautada por uma interação tão dinâmica entre experimentação e teoria quanto o PSSC, essa obra absorveu muito bem a ênfase curricular da 'estrutura da ciência', integrando-a às ênfases curriculares já existentes nos livros mais antigos. Ao lado de uma visão da física como um corpo objetivo de conhecimentos, combinando teoria com solução de problemas, adicionalmente, sugerindo experimentos no fim dos capítulos, esse texto ressalta também a evolução do conhecimento científico, a importância dos modelos na construção de teorias e na explicação de fenômenos, a relevância do significado de determinada ideia ou conceito. (MOREIRA e AXT, 1986, p. 43)
## Metodologia
Para a realização deste trabalho, foram analisadas seis edições dos livros dos autores Beatriz Alvarenga e Antônio Máximo publicados entre 1969 e 2006. Este estudo foi realizado a partir da aplicação de um instrumento de análise elaborado por Trebien e Garcia (2012). O instrumento utilizado está organizado em dez categorias de análise: Aspectos Textuais; Aspectos Gráfico-Editoriais; Interdisciplinaridade; Contextualização; Modelagem; Resolução de Problemas; Experimentação; Textos; Tecnologias de Informação; e Manual do Professor. Cada categoria é subdividida em grupos de questões. Além do livro do aluno foram também analisados os manuais do professor, que complementa o livro com recomendações de uso, de estratégias didáticas e soluções dos problemas propostos.
Na aplicação deste instrumento de análise, foram estudados apenas os livros do volume 1 de cada coleção, para que houvesse uma uniformidade na avaliação e possível comparação entre a evolução dos mesmos. Os livros foram estudados individualmente, e as respostas dadas às questões do instrumento permitiram avaliar a evolução do livro didático em questão ao longo de mais de quarenta anos de existência nas salas de aula brasileiras.
As identificações dos livros avaliados são descritos no quadro 01 e as suas capas mostradas na Figura 01.
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Quadro 01: Identificação dos livros analisados
Figura 01: Edições dos livros didáticos analisados
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## Resultados das análises
A partir da aplicação do instrumento, no quadro 02 são apresentadas algumas das principais características observadas nos livros didáticos.
Quadro 02: Características gerais dos livros didáticos analisados
## Características Gerais
ALVARENGA, Beatriz; MÁXIMO, Antônio. Física . Belo Horizonte: Bernardo Alvares, 1 ed., 1969.
Referente aos aspectos textuais este livro apresenta um nível linguístico razoável, com parágrafos extensos e com muita informação para o leitor. Quanto aos aspectos gráfico-editoriais, os elementos visuais são articulados ao conteúdo, porém com poucas cores e traços bem definidos, mas considera-se adequado a época da editoração da época. No tocante à interdisciplinaridade, o livro não apresenta relações com outras áreas disciplinares. Sobre a modelagem apresentada por este livro, os autores raramente apresentam os domínios de validade dos modelos científicos, bem como os fatores que influenciam o mundo real. Os exercícios propostos pelo livro em sua grande maioria são numéricos. Questões conceituais que instigam o espírito investigativo não são exploradas neste livro. O livro não sugere leituras que dão ênfase à
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História e Filosofia da Ciência, às aplicações cotidianas e ao formalismo matemático. No manual do professor referente a este livro, os autores, em alguns momentos descrevem a estrutura do livro e como o professor pode articular o mesmo durante as aulas.
## ALVARENGA, Beatriz; MÁXIMO, Antônio. Curso de Física 1 . São Paulo: Harper & Row do Brasil, 2 ed., 1979.
Nesta edição do livro, o nível linguístico quase sempre é adequado aos estudantes. As figuras quase sempre são adequadas ao objetivo do conteúdo, os desenhos foram elaborados com poucas cores e com poucos detalhes. As letras são pequenas e com pouco espaçamento nas entre linhas, o que pode dificultar a leitura. A interdisciplinaridade não é ressaltada no livro, assim como relações entre outros campos disciplinares. Nesta edição são apresentados tópicos de História da Ciência e breves biografias de cientistas. A matematização correspondente ao modelo científico foi apresentada e quase sempre discutida. Neste livro começam a ser inseridas sugestões de experimentos, articulando a teoria e a prática. Não foi analisado o manual do professor correspondente a esta edição.
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## ALVARENGA, Beatriz; MÁXIMO, Antônio. Curso de Física 1 . São Paulo: Harbra, 3 ed., 1992.
Neste livro, os autores apresentam uma linguagem mais adequada aos leitores. As ilustrações são bem articuladas com o texto, o tamanho e tipo de letra são pequenos. O formato e o tamanho do livro facilita o manejo pelo professor e aluno. Não apresenta relações interdisciplinares. Quanto à contextualização são apresentados tópicos de História da Ciência, e em alguns momentos os mitos científicos são tratados como ilustrações. Os exercícios na sua grande maioria são propostos com ênfase matemática, e quase não são propostos exercícios conceituais. Neste livro são apresentadas sugestões de experimentos, com materiais de fácil acesso. Não são sugeridos leituras de textos referente à História e Filosofia da Ciência e aplicações cotidianas. Sobre o manual do professor, são apresentadas sugestões de articulação do livro em sala de aula, atividades e repostas para os exercícios propostos.
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ALVARENGA, Beatriz; MÁXIMO, Antônio. Curso de Física . São Paulo: Scipione, 5 ed., 2000.
Em relação aos aspectos textuais, o livro quase sempre apresenta uma redação clara e objetiva. As ilustrações e figuras nesta edição são mais coloridas, o tamanho e o tipo de letra são adequados para leitura. A estrutura organizacional torna o livro mais atrativo para o aluno. No livro são apresentadas questões contemporâneas para a época. O livro possui uma estrutura mais contextualizada com a utilização de textos, ilustrações e apêndices. A ênfase matemática é muito dominante no livro, as equações são apresentadas e o seu significado descrito no texto. Nota-se um exagero no número de exercícios, com o objetivo de preparar o aluno para o vestibular. Em relação à experimentação, os autores propõem atividades experimentais com recursos simples, sempre visando a articulação
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entre a teoria e a prática. O livro apresenta textos de História da Ciência e de contextualização com o cotidiano. Quanto ao manual do professor, este apresenta a articulação sugerida pelos autores, bem como a sugestão de atividades complementares e respostas para os exercícios propostos.
ALVARENGA, Beatriz; MÁXIMO, Antônio. Curso de Física . São Paulo: Scipione, 6 ed., 2006.
Nesta edição do livro, o texto apresenta uma redação clara, com tamanho dos parágrafos adequados. As figuras e ilustrações são bem elaboradas e articuladas com o texto. São apresentadas questões contemporâneas para a época, como aplicações na tecnologia. O conteúdo é articulado com textos sobre História da Ciência e algumas aplicações tecnológicas. Em alguns momentos discute-se a validade dos modelos científicos, bem como os fatores que influenciam o mundo real. As equações são apresentadas e têm seus significados discutidos e os exercícios dão uma ênfase excessiva à resolução de exercícios matemáticos. Nesta edição são apresentados sugestões de experimentos, assim como nos livros das edições anteriores. O livro apresenta sugestões de livros de diversos assuntos, que podem complementar o que foi estudado ou instigar a curiosidade dos estudantes referente aos assuntos de Física. No livro são apresentados sugestões de sites, aplicativos e meios tecnológicos. Em relação ao manual do professor, os autores mostram a articulação pretendida no uso do livro didático, além de respostas dos exercícios propostos.
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## Considerações Finais
Nos livros analisados notou-se pouca evolução em relação à forma de abordagem dos conteúdos, à escrita dos textos e à estrutura organizacional do livro. As mudanças mais evidentes são caracterizadas pelos aspectos gráfico-editoriais, ocorrendo um significativo avanço entre 1969 e 2006. As imagens, ilustrações, formatação do texto e adequações a normas técnicas (créditos, legendas, referências) progrediram bastante, tornando o livro mais atrativo aos olhos dos estudantes.
Durante a análise dos livros foi possível notar que alguns trechos de textos de conteúdo permaneceram praticamente intactos, desde as primeiras edições. Além disso, a partir dos anos 1990 os autores começaram a acrescentar quadros de leitura de textos de História da Ciência, biografias de cientistas e algumas relações com o cotidiano.
Uma das características mais marcantes destes livros é a presença excessiva de exercícios numéricos, principalmente nos livros mais recentes (a partir de 1992) com enfoque nos exames vestibulares e atualmente para o ENEM. Além disso, a presença de sugestões de experimentos foi frequente na maioria das edições dos livros. Estas características remetem aos livros produzidos pelo PSSC, do qual recebeu grande influência.
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No último livro didático analisado (2006), os autores apresentaram uma preocupação em adequar o livro a uma nova realidade escolar e exigências do PNLD. Neste manual foram inseridos sugestões de leitura, sites e aplicativos para o auxílio na aprendizagem. Destaca-se que tais mudanças se apresentaram necessárias, tendo em vista vivenciarmos um momento em que a tecnologia e a informação encontram-se presentes na realidade escolar de boa parte dos estudantes.
## Referências
CHOPPIN, Alain. O historiador e o livro didático. História da Educação , Pelotas, p. 5-24, abr. 2002.
\_\_\_\_\_\_. História dos livros e das edições didáticas: sobre o estado da arte. Educação e Pesquisa , São Paulo, v. 30, n. 3, p. 549-566, set./dez. 2004.
CRISTO, Fernanda. Ela desafia a lei da inércia . Edição. Belo Horizonte: 2013. Disponível em: <https://www.ufmg.br/diversa/20/perfil-beatriz.html> Acesso em: 05 ago. 2014.
LORENZ, Karl. Ciência, Educação e Livros Didáticos do Século XIX: Os compêndios das ciências naturais do Colégio de Pedro II. Uberlândia: EDUFU, 2010.
MOREIRA, M. A.; AXT, R. O Livro Didático como Veículos de Ênfases Curriculares no Ensino de Física. Revista Brasileira de Ensino de Física , vol. 8, n. 1, 1986.
TREBIEN, Dilcelia C. B. e GARCIA, Nilson M. D. LIVROS DIDÁTICOS DE FÍSICA : a elaboração de instrumentos para sua avaliação e escolha. XIV Encontro de Pesquisa em Ensino de Física. Maresias, 2012. Disponível em: <http://www.sbf1.sbfisica.org.br/eventos/epef/xiv/programa/lista\_trabalho.asp?sesId= 16> Acesso em: 05 ago.2014.
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Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.