Auto Avaliação: Método Avaliativo Aplicado ao Ensino de Física Moderna
Bruna Santos Da Silva, Felipe Moreira Barboza
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XXI
- Ano
- 2015
- Data
- 29/01/2015
- Linha de pesquisa
- Materiais, Métodos E Estratégias De Ensino De Física
- Tipo
- Pôster
Abrir o PDF original ↗ Baixar referência .bib Ver todos do SNEF 2015
Texto completo
## Autoavaliação: Método Avaliativo Aplicado ao Ensino de Física Moderna.
## Bruna Santos da Silva , Felipe Moreira Barboza . 1 2
1
- Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará - Campus Tianguá, bruna\_dassilva@hotmail.com.
2 Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará - Campus Tianguá, felipembarboza@hotmail.com
## Resumo
O presente artigo apresenta uma proposta metodológica de autoavaliação aplicada ao ensino da Física Moderna como recurso didático para contribuir com a aprendizagem. Esta metodologia foi aplicada com estudantes do curso de Licenciatura em Física do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará - campus de Tianguá. A introdução do processo autoavaliativo ocorria sempre uma semana antes da aplicação dos exames clássicos (provas), subsidiando ao estudante um período de reflexão sobre os pontos a melhorar em relação ao conteúdo estudado. Como instrumento de coleta de dados, um questionário de sondagem foi aplicado com os estudantes que cursaram a disciplina com o intuito de tentarmos entender a importância do teste autoavaliativo para a formação do conhecimento destes. E ainda, elaboramos questões visando levantar a opinião dos licenciandos sobre a qualidade e a adequação da autoavaliação.
Palavras-chave : Auto Avaliação; Física, Avaliação, Aprendizagem.
## Introdução
A autoavaliação pode ser considerada como um processo cujo indivíduo avalia por si próprio, uma atitude, conduta, um trabalho produzido do qual ele é o autor ou até mesmo seu rendimento no processo de aprendizagem de algum conteúdo específico que o mesmo estudou. Considerando o viés do processo de ensino e aprendizagem, podemos descrever a autoavaliação como um método cognitivo por meio do qual o estudante ou professor analisa voluntariamente por si mesmo e para si mesmo, objetivando apefeiçoar-se para obter um desempenho mais significativo em suas ações. No caso do professor esta autocrítica irá incentiválo a repensar sua metodologia de ensino, quanto ao estudante, esta promove o momento reflexivo e de tomada de consciência, o que poderá ajudá-lo a procurar se empenhar mais em seus estudos e até mesmo buscar por maneiras diferentes de estudar.
É de conhecimento que a avaliação é um meio de aprendizagem que sempre está voltada para o futuro, não servindo apenas para conhecer os resultados. A avaliação não se trata apenas de provas habituais, ou apenas tradicionais listas de exercícios, ela vai além disso, o avaliador tem que perceber as questões que envolvem os educandos, características sociais e/ou culturais, não é suficiente apenas sentar-se numa cadeira e resolver uma prova. O docente deve buscar por meios mais amplos para que o aluno tenha uma aprendizagem significativa.
A avaliação não busca julgamento, de forma que o exame sim, para o professor é muito mais fácil realizar dentro de sua sala de aula um exame onde o
\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_
26 a 30 de janeiro de 2015
que apenas interessa é o resultado final, mas o educador tem que perceber que cada ação do educando pode ser avaliada, aliás toda ação e intervenção, perguntas ou comentários são meios mais que eficientes e importantes na prática avaliativa no processo educativo.
- O avaliar deve se estender por todas as aulas, todos os trabalhos e comentários, deve mobilizar o aluno a rever seus conceitos, a perceber o patamar de conhecimento que se encontra, mobilizar o professor a retomar o trabalho e diagnosticar o aprendizado do aluno.
Libâneo (1999) ressalta que a 'avaliação é uma tarefa didática necessária e permanente do trabalho docente' e essa atividade deve acompanhar todo o processo de ensino e aprendizagem e não se restringe apenas a provas e atribuições de notas.
- O sentimento geral de quem vive o dia-a-dia escolar é o de que a grande maioria dos professores perdeu suas referências sobre avaliação: alguns utilizam a avaliação como instrumento de controle disciplinar, muitos entendem que não precisam mais aplicar avaliações e outros tentam inovar realizando provas em grupo ou com consultas realizadas em livros didáticos ou no caderno do aluno; poucos ainda ignoram as mudanças e continuam com seus hábitos tradicionais de avaliação. Nesse sentido, Hoffmann salienta que:
Percebo, em contato com os professores que o 'fenômeno avaliação' é, hoje, um fenômeno indefinido. Professores e alunos que usam o termo atribuem-lhe diferentes significados, relacionados principalmente, aos elementos constituintes da pratica avaliativa tradicional: prova, nota, conceito, boletim, recuperação, reprovação. Estabelecem uma relação direta entre tais procedimentos e avaliação, com uma grande dificuldade em compreender tal. Dar nota é avaliar, fazer prova é avaliar, o registro das notas, denomina-se avaliação. Ao mesmo tempo, vários significados são atribuídos ao termo: análise de desempenho, julgamento de resultados, medida de capacidade, apreciação do 'todo' do aluno. Quando questiono diretamente o significado da palavra avaliação recebo, por vezes, tantas definições quantos são os professores presentes os encontros (HOFFMANN, 2000, p. 13).
Por tanto, temos que estar cientes e atentos aos novos mecanismos de avaliação, pois a prática de avaliativa mostra-se viva no dia a dia do educador, sendo uma forma de apreciar o que foi realizado, como erros e acertos, oferecendo possibilidades de se fazer melhor no presente e no futuro, tratando-se muitas vezes simplesmente da sobrevivência dos indivíduos ou grupos na sociedade que em vez de julgar o professor deve ajudar o aluno. Contudo o professor deve desenvolver na sua prática, alguns métodos avaliativos, métodos esses que auxiliam o processo de ensino-aprendizagem, tornando-o mais dinâmico e permanente.
Com essa perspectiva, procuramos encontrar uma forma que contribuísse para o aprendizado do aluno de uma maneira mais significativa. A proposta é uma tentativa de possibilitar ao estudante uma autoavaliação, de forma que esse pudesse reconhecer qual o seu nível atual de conhecimento com respeito ao assunto estudado e quais os pontos que teria maiores dificuldades. De fato, a auto avaliação permite ao estudante estabelecer metas, ações e procurar por recursos necessários para melhorar seu desempenho. Essa metodologia pedagógica busca levar o aluno a se autocriticar e compreender a necessidade de dedicar-se mais aos estudos para que assim possa progredir no seu aprendizado. Segundo Luckesi:
A necessidade traz em si a carência da satisfação. É ela que nos move para a busca de sua satisfação. A necessidade é uma carência, uma 'falta', que precisa ser preenchida. Os resultados são aquilo que buscamos para satisfazer as carências. E,
\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_
é claro, esperamos que sejam satisfatórios. Poderão não o ser; então, importa buscalos até que isso ocorra. Nessa busca de desejos, sem plenos, o universo estará posto ao nosso lado. (LUCKESI, 2008, p.162)
A atividade autoavaliativa foi aplicada duas vezes ao longo da disciplina de Princípios de Física Moderna. Sendo estas compostas de questões objetivas conceituais e que envolviam cálculos. O formato dos testes seguiam os moldes do exame (prova escrita) que é normalmente aplicado durante as disciplinas. O primeiro desses testes abordou tópicos referentes à teoria da Relatividade Restrita, como por exemplo, dilatação do tempo, transformações relativísticas para a velocidade e efeito Doppler para ondas eletromagnéticas. O segundo era formado pelos conteúdos relacionados à Física Quântica, como por exemplo, efeito fotoelétrico, modelo atômico de Bohr e dualidade onda-partícula. O grande objetivo é o de envolver o aluno, sua curiosidade e comprometimento sobre o objeto de conhecimento, refletindo juntamente com seu professor o que precisa melhorar ou reforçar na pratica educacional. Piaget propõe que:
- (...) o papel do professor deve ser o de organizar situações que provoquem curiosidade e busca de soluções por parte do aluno (SCHLIEMANN et al., 1992, p. 101) SCHLIEMAN, Analúcia D et al. Da compreensão de algoritimos. In: ALENCAR, Eunice M.S. de (Org.). Novas contribuições da psicologia aos processos de ensino e aprendizagem. (CORTEZ, p. 87-116, 1992.)
A prática avaliativa persegue algumas linhas mestras que podem assim ser resumidas:
- · Oportunizar aos alunos momentos de reflexão sobre o nível de aprendizagem e avaliar o desempenho de seu professor.
- · É essencial para analisar seu desempenho e uma oportunidade para verificar suas próprias realizações.
- · Tomar consciência de seu percurso de aprendizagem e se responsabilizar pelo empenho em avançar - é a chamada auto regulação, como para ajudar o docente a planejar intervenções em sala.
- · Proporcionar outra chance para o aluno dedicar-se a aprender de forma significativa, onde o professor vai orientá-lo com métodos ou práticas que permitam que esse conhecimento fixe de forma dinâmica.
- · Trocar a rotina de atribuir conceitos e notas ás tarefas, onde o professor pode atribuir notas pelo a evolução do aluno, tornando o aluno comprometido com tal processo.
## Resultados e Discussões
Para análise dos resultados obtidos através da pesquisa enfatizamos a proposta metodológica da auto avaliação, considerando o envolvimento dos licenciandos em questão, como agente motivacional para despertar o interesse significativo no que diz respeito o aprendizado da Física Moderna.
Dentro do pressuposto, o presente trabalho de análise dos dados pretende investigar de que maneira a atividade auto avaliativa pôde colaborar com a construção do conhecimento estabelecido durante as aulas.
Conforme o citado nesse artigo, antes dos exames avaliativos, que foram num total de dois, pedimos que os licenciandos respondessem a uma lista de
\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_
exercícios, a qual denominamos de auto avaliação. Dessa forma, ao concluírem a atividade, estes teriam a possibilidade de identificar se o nível de aprendizagem até então adquirido tinha sido significante.
Um questionário de sondagem foi aplicado com os estudantes que cursaram a disciplina com o intuito de tentarmos entender a importância do teste auto avaliativo para a formação do conhecimento destes. E ainda, elaboramos questões visando levantar a opinião dos licenciandos sobre a qualidade e a adequação da auto avaliação.
Na primeira pergunta, sobre o nível do teste auto avaliativo quando comparado à prova, perguntamos: 'Considerando as questões aplicadas no teste auto avaliativo, qual o grau de dificuldade deste com relação à prova?' .
Dos 5 (cinco) estudantes que responderam a pergunta 4 (quatro) disseram que o nível seria 'IGUAL'. Esse resultado nos permitiu entender que na etapa em que o teste havia sido aplicado os estudantes já tinham um nível de conhecimento sobre o assunto estudo. Ao realizarmos uma sondagem com o estudante que respondeu que o nível do teste estava 'MAIS DIFÍCIL', o mesmo justificou sua opção pelo fato de que no período de aplicação do teste não estava bem preparado.
Na segunda questão foi perguntado: 'Qual o grau de importância do teste auto avaliativo para o seu aprendizado?' .
Todos os 5 (cinco) estudantes participantes da atividade responderam 'MUITO IMPORTANTE'. Os alunos consideraram os testes auto avaliativos uma ferramenta de grande valia para a percepção de duvidas sobre o conteúdo estudado.
A terceira questão, trazia o seguinte texto: 'Ao resolver o teste auto avaliativo você pôde perceber que:'
Para essa pergunta obtivemos um número de 4 (quatro) respostas 'HAVIA COMPREENDIDO O CONTEÚDO PARCIALMENTE' e apenas uma 'NÃO HAVIA COMPREENDIDO A MAIORIA OU TODO O CONTEÚDO'. Este resultado é mais uma constatação de que os testes permitem ao estudante uma reflexão sobre o grau de domínio deste quanto ao assunto estudado. Além disso, foi observado um excelente resultado nas provas aplicadas durante o semestre o que nos induz a acreditarmos que a auto avaliação ajudou a dirimir algumas dificuldades, interpretações equivocadas e falhas no ensino das teorias e fenômenos relacionados à Física Moderna, mais especificamente, teoria da Relatividade Restrita e teoria Quântica.
Na quarta questão, procuramos saber se os estudantes já haviam, em algum momento de sua vida escolar e/ou acadêmica, realizado um teste auto avaliativo com esta proposta apresentada neste texto. Perguntamos: 'Você já tinha realizado (antes da disciplina) alguma atividade semelhante a esta'?
Todas as respostas foram 'NÃO'. Provavelmente em algumas etapas de seus estudos eles tenham sido levados a se auto avaliarem, porém, em nenhum momento isto ficou claro.
A quinta questão foi aberta, de forma que pudéssemos obter sugestões a respeito da metodologia para melhor aproveitarmos a potencialidade dos testes auto avaliativos. Perguntamos: 'Sobre os testes auto avaliativos, você teria alguma sugestão para que atividade possa ser mais bem aproveitada?'
\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_
Sob um contexto geral a maioria das respostas estava ligada, direta ou indiretamente, com a proposta da aplicação mais frequente dos testes durante toda a disciplina. Um dos estudantes escreveu:
Os testes deveriam ser aplicados com mais frequência em todas as disciplinas. Porém, a metodologia utilizada durante a disciplina de Princípios de Física Moderna já se mostrou bastante eficaz.
Baseando-se nas respostas obtidas no questionário pode-se afirmar que os alunos são bastante receptivos a novas propostas de ensino, principalmente pelo fato de que estas irão levá-los a capacitarem-se mais para que possam construir seu conhecimento de forma mais equilibrada.
## Conclusões
Estamos em um país que deve-se conhecer práticas docentes que estejam preocupado verdadeiramente com o aprendizado dos alunos, no que se refere a educação infantil até a universidade, pessoas que procuram por essa profissão devem estar aptas ao ato da pesquisa, pois necessita-se de hábitos que transforme o meio educacional, resultando assim em uma transformação na própria sociedade. Não há necessidade de ações radicais, deve-se apenas ter esperança no que se faz, acreditar na mudança que cada um pode fazer, e isso deve começar por esses alunos, eles deverão sentir-se valorizados em um lugar que o mais importante é o aprendizado.
Essa prática contribuiu para fortalecer o que foi aprendido na disciplina de Física Moderna, onde os alunos receberam essa proposta de forma agradável, foi perceptível a aprendizagem e além disso o esforço dos mesmos sobre o conteúdo estudado. Por tudo isso, pensamos que a atividade de autoavaliação proposta permitiu aos alunos refletir sobre sua aprendizagem, avaliá-la e ter consciência de suas dificuldades e potencialidades, em suma, reconhecer-se enquanto ser cognitivo, o que defendemos que influencia positivamente a aprendizagem.
\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_
## Referências
LIBÂNEO, José Carlos. Didática. 15. Ed. São Paulo: Cortez, 1999.
HOFFMANN, Jussara Maria Lerch Avaliar para promover : as setas do caminho. 3ª ed. Porto Alegre: Mediação,2001.
HADJI, Charles (2011). Ajudar os alunos a fazer a autoregulação de sua aprendizagem : por quê? Como? (Visando um ensino com orientação construtivista). Trad. Laura Pereira. Pinhais: Melo
SCHLIEMAN, Analúcia D et al. Da compreensão de algoritimos. In: ALENCAR, Eunice M.S. de (Org.). Novas contribuições da psicologia aos processos de ensino e aprendizagem. São Paulo: Cortez, p. 87-116, 1992.
\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_
Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.