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ASSOCIAÇÕES DE RESISTORES: AULA COM CIRTUITOS

Paula Barbosa Teixeira, Paula Andrade De Souza Santos

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXI
Ano
2015
Data
29/01/2015
Linha de pesquisa
Materiais, Métodos E Estratégias De Ensino De Física
Tipo
Pôster

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Texto completo

## ASSOCIAÇÕES DE RESISTORES: AULA COM CIRTUITOS

## Paula Barbosa Teixeira , Paula Andrade de Souza Santos 1 2

1 IFES - Campus Cariacica/ paulabtr@hotmail.com

2 IFES - Campus Cariacica/ paula\_ans@hotmail.com

## Resumo

Este artigo descreve o trabalho realizado pelas alunas bolsistas do curso de Licenciatura em Física do IFES - Campus Cariacica, no âmbito do PIBID, financiado pela CAPES. O trabalho foi feito a partir das experiências das bolsistas e coleta de dados em uma turma do terceiro ano do Ensino Médio da EEEFM São João Batista, situada em Cariacica - ES, e procura a partir dos resultados discutir se o uso de experimento em aula potencializa ou não as chances de aprendizagem. O trabalho consiste em aulas ministradas pelas bolsistas sobre associações de resistores realizadas no laboratório de ciências da citada escola, com o uso de circuitos simples em série e em paralelo, e de instrumentos de medição para a construção dos conceitos abordados. Para observar se houve desenvolvimento positivo e/ou negativo dos conceitos entre os alunos da turma, foi aplicado um questionário antes da explanação do assunto para avaliar seus conhecimentos prévios, e o mesmo foi respondido novamente depois do conteúdo explicado. Foi possível perceber a partir das aulas e dos resultados que a experimentação no ensino de física é um ótimo motivador, capaz de gerar interesse do aluno e assimilação de alguns conteúdos. No entanto, a aula expositiva, com resolução de exercícios, ainda se faz necessária para que determinado tema seja bem apropriado pelos anos.

Palavras-chave : Ensino de Física, Associações de Resistores, Circuitos

## Introdução

Encontrar maneiras de tornar os alunos interessados é um dos grandes obstáculos para professores de física, pelo estigma de ser uma disciplina difícil e pelo contexto do ensino de física no Brasil, onde muitas vezes em sala de aula os conteúdos são discutidos de maneira abstrata, com grande valorização da memorização de equações. Para reverter este cenário, é necessário maior utilização de experimentos em aula que contextualizem os conteúdos e motivem os alunos. O ensino experimental pode ser definido da seguinte forma:

[...] uma abordagem pedagógica para apropriação do conhecimento, desde que a modalidade usada para o desenvolvimento das atividades práticas seja investigativa, problematizada e que permitam aos estudantes: a participação em diálogos propondo explicações para os fenômenos observados, a compreensão e avaliação de modelos e de teorias, a modificação ou reelaboração de idéias e de pontos de vista e a interligação entre os saberes cotidianos e científicos. (GUEDES, 2010, p.23).

Para discutir se uma abordagem experimental é vantajosa em relação à aula expositiva, mais tradicional e com resoluções de problemas, este artigo relata as experiências das bolsistas do curso de Licenciatura em Física do IFES no âmbito do PIBID. Foram aplicadas aulas sobre associações de resistores em laboratório para alunos do terceiro ano da EEEFM São João Batista, trabalhando com circuitos

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26 a 30 de janeiro de 2015

montados previamente. O objetivo das aulas era tornar os alunos capazes de identificar as características de cada tipo de associação (em série ou em paralelo), e de comparar as duas associações. Para avaliar se o objetivo foi alcançado, as bolsistas utilizaram de um questionário sobre tais conteúdos aplicado no início e no fim do projeto

## Metodologia

O artigo se baseia no que foi observado a partir de duas aulas sobre associações de resistores realizadas no laboratório de ciências da EEEFM São João Batista, onde na primeira aula foi dado foco à associação em série e na segunda, associação em paralelo e comparações entre os dois tipos de associações.

Para que seus conhecimentos prévios pudessem ser reconhecidos e tais dados servissem de base para uma futura avaliação, os alunos responderam a um questionário no primeiro momento em que tiveram contato com as bolsistas nesse projeto. O questionário, formulado para avaliar se os alunos seriam capazes de identificar as características de cada associação e diferenciá-las, contém representações de circuitos simples (Figura 01) que deveriam ser usadas para responder quatro questões com afirmações para serem classificadas como verdadeiras ou falsas (Figura 02) e, uma última pergunta aberta para comparar a resistência equivalente de resistores em série com a de resistores em paralelo (Figura 02). Devido ao curto tempo separado para responder os questionários, os alunos tiveram a opção de não responder à última questão. O mesmo questionário foi preenchido pelos alunos ao final das aulas, para avaliar o desenvolvimento dos mesmos com as aulas em laboratório.

Figura 01: Representações utilizadas no questionário.

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Figura 02: Questões respondidas pelos alunos.

Durante as aulas, as bolsistas trabalharam com uma placa de circuitos montada previamente (Figura 03) e para construí-la foram necessários: 5 lâmpadas de 100 W, fios de cobre rígidos e flexíveis, madeira compensada para servir de base, 3 interruptores e fita isolante. As lâmpadas foram organizadas de maneira que constituíssem três circuitos: o primeiro formado apenas por uma lâmpada, o segundo por duas lâmpadas associadas em série e o terceiro, por duas associadas em paralelo.

Figura 03: Placa de circuitos em momento da aula.

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Na primeira aula, após respondidos os questionários, uma das bolsistas iniciou a aula com uma breve revisão a respeito de corrente, tensão e resistência elétrica. Então, os alunos foram apresentados ao multímetro e suas funções. Este foi usado durante as duas aulas para responder questões feitas aos alunos relacionadas a resistência e tensão. Nas duas aulas, com problematizações e utilizando as medições e analogias, as bolsistas procuraram construir os conceitos

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de corrente, tensão e resistência em cada circuito (e assim, em cada tipo de associação). Trabalharam inclusive com outros tópicos, por exemplo, sobre o que mudaria nas associação em série e em paralelo caso uma das lâmpadas fosse retirada ou queimada e aproveitando esse assunto, se discutiu qual associação é apropriada para uso nas residências, escola, etc. No fim da segunda aula o mesmo questionário aplicado anteriormente foi mais uma vez respondido pelos alunos.

## Resultados

As afirmativas das questões de um a quatro do questionário foram classificadas de acordo com seu objetivo, para que seja constatado se houve aprendizagem dos conceitos abordados nelas ou não. Esta classificação se encontra abaixo (Quadro 1):

Quadro 01: Classificação das afirmativas de acordo com seu objetivo

As respostas dos alunos às afirmativas de verdadeiro ou falso, com 23 alunos participantes no primeiro dia e 25 no segundo, foram agrupadas para formar o gráfico abaixo (Figura 04).

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Figura 04: Alunos que responderam corretamente a cada afirmativa (em %).

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Observando as respostas dos alunos nos questionários, vemos que houve melhora em alguns aspectos, enquanto em outros não se pode dizer o mesmo. É fácil ver que após as aulas ainda existe confusão sobre alguns conceitos, principalmente sobre como é a corrente na associação em paralelo, onde somente 32% acertaram a questão "3c" que tratava deste tema (Figura 04). Também há dúvida sobre a resistência equivalente de resistores em paralelo, dificuldade que foi observada nas respostas, onde 60% dos alunos marcaram que a resistência seria a soma dos dois resistores (na questão 4c), e também durante a aula, quando os alunos se depararam com a fórmula para o cálculo de resistência equivalente de uma associação em paralelo. Porém, é importante destacar que tais resultados não são absolutos, por fatores variados, e que esta foi a primeira vez que os alunos tiveram algum contato com associações de resistores, portanto uma expectativa de que terminassem as aulas sendo capazes de acertar todas as questões não é adequada.

## Considerações Finais

O trabalho realizado pelas bolsistas com os alunos de terceiro ano da EEEFM São João Batista teve como objetivo a explicação de conceitos relativos a associações de resistores. Este artigo procurou avaliar o aprendizado a partir das aulas, para que fosse discutido se neste caso relatado, o uso do experimento foi bem sucedido para a apropriação do conhecimento por parte da turma. Com base na análise dos resultados, foi possível identificar que houve melhora em alguns dos aspectos, porém em relação a outros, as aulas em laboratório não foram suficientes para minimizar as confusões feitas pelos alunos. Concluímos que a aula diferenciada com circuitos foi um motivador para os alunos, que se mostraram participativos e atentos, mas que apenas este interesse conquistado com experimentos não é suficiente para a construção do conhecimento.

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## Agradecimentos

Agradecemos à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), ao Instituto Federal do Espírito Santo (IFES), à Secretaria da Educação do governo do Espírito Santo e ao Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) pelo apoio financeiro. Agradecemos também à coordenadoria do subprojeto e ao professor orientador Adriano Ricardo Trabach que permitiu a aplicação do trabalho em sala de aula, bem como também aos nossos professores, Luiz Otávio Buffon e José Bohland Filho, pelas orientações neste artigo.

## Referências

GUEDES, Suzana de S. Experimentação no ensino de ciências: atividades problematizadas e interações dialógicas . Universidade de Brasília.2010.

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Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.