A LITERATURA DE CORDEL COMO FERRAMENTA DIDÁTICA NO ENSINO DE FÍSICA EM UM ESCOLA PÚBLICA DO ESTADO DO CEARÁ
André Flávio Gonçalves Silva
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XXI
- Ano
- 2015
- Data
- 29/01/2015
- Linha de pesquisa
- Materiais, Métodos E Estratégias De Ensino De Física
- Tipo
- Pôster
Abrir o PDF original ↗ Baixar referência .bib Ver todos do SNEF 2015
Texto completo
## A LITERATURA DE CORDEL COMO FERRAMENTA DIDÁTICA NO ENSINO DE FÍSICA EM UM ESCOLA PÚBLICA DO ESTADO DO CEARÁ
## André Flávio Gonçalves Silva 1
1 Universidade Federal do Maranhão/Licenciatura em Educação do Campo, andre.flavio@ufma.br
## Resumo
É sabido que as disciplinas ligadas a ciência da natureza dentro do ambiente da escola de ensino básico não tem sido atrativas para os estudantes, dificultando a aprendizagem dos referidos conteúdos. Essa não atrividade é também justificada pela falta de contextualização dos conteúdos com outras disciplinas e realidade em que os discentes estão inseridos. Para tentar suprir essa carência, utilizamos da literatura de Cordel, pois trabalhamos com uma escola pública na cidade de Crato, Região Caririense do estado do Ceará. Naturalmente, os folhetos de cordéis estão inseridos no cotidiano do nosso públicoalvo, também aproveitamos a rima e sonoridade para trabalhar os conteúdos de física. Juntamente com essa ferramenta, aproveitamos os conhecimentos prévios dos estudantes como ponto de partida, utilizando como suporte a teoria da Aprendizagem Significativa de David Ausubel. Também tivemos como base a Sequência Fedathi para a condução das aulas, permitindo assim uma interação maior com os estudantes e permitindo que os mesmo pudessem construir/desenvolver o conhecimento. Com esta experiência podemos perceber que é possível a utilização desta ferramenta dentro de sala de aula, mas também é preciso cuidado para que não se perca o foco.
Palavras-chave : Cordel. Ensino. Aprendizagem. Física.
## Introdução
As disciplinas ligadas a Ciências da Natureza têm se tornado um grande desafio, tanto para o estudante quanto para o professor, quando tratada dentro de uma sala de aula. Por parte dos estudantes, a grande dificuldade ocorre por terem que aprender algo, muitas vezes, desconectado de sua realidade e tendo que memorizar equações sem saber o que elas relacionam. Os professores, por sua vez, tentam inserir na mente dos discentes os conteúdos dispostos nos livros-texto, visando principalmente a resolução de avaliações externas.
Com a física, existe um processo histórico em que os estudantes se quer conhecem do que trata a disciplina, mas já aponta uma rejeição pela mesma, ou seja, mostrando uma indisposição para compreender esse conteúdo. Por essa razão, se faz necessário uma reflexão em busca de alternativas e metodologias para que os conteúdos de física sejam compreendidos pelos estudantes da melhor forma possível.
Neste sentido, utilizamos um instrumento ligado ao cotidiano da comunidade nordestina, que é o Cordel, que já foi utilizado no passado como uma forma de repassar informações para uma comunidade local e ferramenta de alfabetização. Além de possuir uma sonoridade agradável, quando declamado, rimas, linguajar simples e com peculiaridades locais, aliado a um baixo-custo para a aquisição de um folheto.
\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_
26 a 30 de janeiro de 2015
Somado a esse instrumento, também é preciso repensar na postura do docente dentro da sala de aula. Por isso, mudamos a relação professor-aluno, onde o professor passe a valorizar os conhecimentos que os estudantes já trazem consigo, mesmo que seja de fora do ambiente escolar e, criar oportunidades para o discente expor os conhecimentos que já possui e através destes, ir em busca de ampliar os mesmos ou até mesmo, adquirir novos conhecimentos. Assim, utilizamos da ferramenta pedagógica Sequência Fedathi em conjunto com a Teoria da Aprendizagem Significativa e a Teoria de Paulo Freire.
## Embasamento Teórico
O Cordel, no último quartel do século XIX, foi uma poderosa ferramenta de alfabetização e incentivo à leitura junto a populações do Nordeste, além de ter sido considerado o "jornal do povo"(VIANA, 2010). Por estar presente na Região do Cariri, esse tipo de literatura é um instrumento de alto potencial para tornar a disciplina de física mais contextualizada com a realidade dos estudantes, além de ter um baixo-custo e possuir rimas que atraem e tornam a leitura mais agradável e prazerosa (BARBOSA; PASSOS; COELHO, 2011).
A linguagem simples e local, torna-se outro fator de grande relevância para a pesquisa proposta pois, de acordo com Silva (2013):
"A linguagem do povo, sua cultura de raiz pode reduzir no distanciamento entre o conhecimento e o aluno, sendo, atribuído ao professor, a promoção dessas condições favoráveis e, portanto, à formação de um jovem crítico e com visão integrada da ciência que se lhe apresenta."
Não podemos pensar em educação sem cultura, principalmente a local, aquela em que o aluno traz dentro de si, passando de geração em geração, aquela que está no cotidiano, pois no cotidiano está impregnado dos saberes e fazeres próprios da cultura. A valorização da cultura local deveria ser um dos elementos mais significativos na prática docente e escolar (FILHO; SANTOS, 2008). Os Planos Curriculares Nacionais defendem a identidade sociocultural de construção do Brasil através do currículo para a educação básica que aproveite nossas mais profundas potencialidades regionais (SANTOS, 2013).
Além da utilização do Cordel dentro do ambiente escolar, é preciso refletir sobre a forma como se ensina e como se aprende, para que os estudantes sejam parte ativa do processo ensino-aprendizagem e sejam cidadãos pensantes e críticos diante de um mundo globalizado e tecnológico.
Como estamos preocupados em utilizar aquilo que o aluno traz consigo para dentro do ambiente escolar, para que o conteúdo de física seja tratado de maneira mais próxima dos estudantes, cabe aqui a utilização da Aprendizagem Significativa, pois: "A ideia central da teoria de Ausubel é a de que o fator isolado mais importante influenciando a aprendizagem é aquilo que o aprendiz já sabe."(MOREIRA; MASINI, 1982).
Aliada a utilização da Aprendizagem Significativa, propomos a utilização da Sequência Fedathi, pois:
"Com a utilização da Sequência FEDATHI é possível levar os alunos a debater o assunto em cima da sua realidade fazendo-os entender os conceitos, podendo mudar sua concepção de que a física não tem relevância para sua vida atual e futura."(SILVA; SOUZA; NOBRE, 2013).
\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_
Também, por estar bem estruturada em 4 etapas bem definidas, sendo a 1ª Tomada de posição: onde será apresentada uma situação-problema e as regras para nortear o trabalho dos alunos; 2ª - Maturação: onde os estudantes debatem com o professor a cerca da situação-problema para compreenderem melhor e os possíveis caminhos para a solução do mesmo; 3ª - Solução: etapa em que os alunos esquematizam e apresentam o modelo que os conduzam para o que se pede; 4ª Prova: momento em que o professor discute as soluções encontradas pelos estudantes e apresenta o novo conhecimento de maneira prática e otimizada (SOUZA, 2013). Oportunizando assim, o alunado a ir em busca do conhecimento desejado através da curiosidade e da descoberta.
Consequentemente estaremos trabalhando cada vez mais próximo dos estudantes com abordagens que fazem parte e sentido aos mesmos, diferentemente da forma como os conteúdos são abordados dentro do ambiente escolar atualmente, como bem descreve Germano (2011) "... exercícios baseados na instrução, e na crescente quantidade de conteúdos e atividades, na maioria das vezes, descontextualizadas e distantes da realidade, ...".
Para Paulo Freire, a educação atual pode ser definida como educação bancária, onde os educandos são meros depósitos de "conhecimento", cuja a única e exclusiva função é de colecionar ou fichar as coisas que arquivam; e os educadores são os únicos possuidores de conhecimento que selecionam os mais "importantes"e apenas repassam para os educandos. Diante dessa realidade, surge uma grande consequência onde o próprio Freire (1987) explica:
"Quanto mais se exercitem os educandos no arquivamento dos depósitos que lhe são feitos, tanto menos desenvolverão em si a consciência critica de que resultaria a sua inserção no mundo, como transformadores dele. Como sujeitos."
Como todos esses elementos, a utilização do Cordel vem como uma ferramenta estimulante para que os estudantes verdadeiramente reflitam sobre o conteúdo de física, não apenas isso, também observem a cultura e a realidade em que estão inseridos.
## Metodologia
Analisaremos qualitativamente como a Literatura de Cordel, juntamente com a Sequência Fedathi e a Teoria da Aprendizagem Significativa podem contribuir para a melhoria do Ensino de Física dentro do ambiente escolar, mais especificamente em uma escola pública da Região do Cariri no estado Ceará, por possuir a Academia dos Cordelistas no Crato (VIANA, 2010) e uma Cordelteca com folhetos científicos no Núcleo de Pesquisa em Ensino de Física - NPEF da Universidade Regional do Cariri - URCA na cidade de Juazeiro do Norte.
Essa experiência ocorreu na Escola de Ensino Fundamental e Médio Polivalente Governador Adauto Bezerra com um turma do primeiro ano do ensino médio, no período do segundo bimestre letivo de 2014.
Em cada aula de física utilizava-se de um cordel para abordar os assuntos desejados, sendo este declamado antes de qualquer atividade. Após a declamação inicial, era feita uma análise de cada verso do respectivo folheto, fosse com a turma toda, fosse separado em grupos.
\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_
Diante desta dinâmica, o professor sempre lançava questionamentos, com base no que estava sendo debatido, bem como ampliava, reforçava e até mesmo corrigia, quando necessário, os conteúdos abordados nos folhetos.
Foram utilizados os cordéis: Galileu Vida e Obra de Gonçalo Ferreira da Silva e A Física em Cordel: Os segredos da Física de J. Lima, J. Souza e S. Feitosa. Todos esses folhetos foram utilizados como suporte para aprendizagem de conteúdo, sendo a declamação efetuada por um estudante. Após a declamação completa do folheto, eram lidos pausadamente, debatendo e questionando a cerca dos conteúdos científicos, bem como aspectos culturais.
<!-- image -->
Figura 1 - Cordéis Utilizados em Sala de Aula.
<!-- image -->
Já a Sequência Fedathi, foi utilizada de maneira intensiva, na resolução de situações-problemas, já que essa ferramenta de ensino foi desenvolvida para esta finalidade, por estar bem estruturada em 4 etapas:
- 1 Tomada de posição: apresentação do problema ; nessa etapa, o professor exibe o problema para o aluno, a situação-problema deve ter relação com o conhecimento a ser ensinado e que devera ser apreendido pelo aluno ao final do processo; é importante que o problema tenha como um dos meios de resolução a aplicação do saber em jogo.
- 2 Maturação: compreensão e identificação das variáveis envolvidas no problema ; esta etapa e destinada a discussão entre o professor e os alunos a respeito da situação-problema apresentada; os alunos devem buscar compreender o
\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_
problema e tentar identificar os possíveis caminhos que possam levá-lo a uma solução. Feitas suas interpretações, deverão identificar quais os dados contidos no problema, qual a relação entre eles e o que esta sendo solicitado pela atividade.
- 3 Solução: representação e organização de esquemas/modelos que visem a solução do problema ; nessa etapa, os alunos deverão organizar e apresentar modelos que possam conduzi-los a encontrar o que esta sendo solicitado pelo problema; esses modelos podem ser escritos em linguagem escrita/matemática, ou simplesmente por intermédio de desenhos, gráficos, esquemas e até mesmo de verbalizações.
- 4 Prova: apresentação e formalização do conteúdo de física a ser ensinado ; após as discussões realizadas a respeito das soluções dos alunos, o professor deverá apresentar o novo conhecimento como meio prático e otimizado para conduzir a resposta do problema. Nessa fase, a didática do professor será determinante para aquisição do conhecimento por parte dos alunos, pois, além de ter que manter a atenção e motivação do grupo, o professor precisará fazer uma conexão entre os modelos apresentados e o modelo científico a ser apreendido.
Para utilização da Sequência Fedathi, eram utilizados questionamentos que não estavam contemplados diretamente nos folhetos, mas que tinham relação direta com os mesmos. Esses questionamentos eram colocados após trabalhar o folheto. Devido a quantidade de estudantes, cerca de 40, eram divididos em grupos com 5 integrantes, escolhidos sem intervenção do professor, o que acabou ocasionando, um grupo com 4 e outro com 6 estudantes, devido a afinidade entre si. Também é preciso destacar que havia uma interação entre os grupos, para debaterem a situação-problema.
## Resultados
Por uma questão cultural, quando apresentada a proposta de trabalho para a turma, houve uma resistência por uma grande parte da turma, por entender no momento que estaria sendo uma maneira de não trabalhar o conteúdo de física, também houve manifestação de estudantes entendendo que seria trabalhado apenas aspectos de literatura e redação nas aulas de física.
Na primeira utilização desta metodologia, podemos observar que houve um avanço na quebra do preconceito, pois ao final da aula alguns estudantes relataram que foi surpreendente a maneira como trabalhado o conteúdo.
Com relação aos questionamentos lançados para os discentes, podemos observar que para eles quem deveria elaborar as perguntas não era o professor, mas sim, o docente estaria para responder os questionamentos elaborados por eles.
Mesmo com essa dificuldade inicial, a cada abordagem feita, os estudantes iam se sentindo mais a vontade para participar das aulas, inclusive tendo momentos que os estudantes entre si debatiam e chegavam a uma conclusão utilizando a argumentação científica.
Um grande detalhe que merece destaque era quando precisava de algum conteúdo que já fora trabalhado com o cordel, rapidamente alguns estudantes conseguiam resgatar na mente o cordel e fazer a correspondência com o devido conteúdo.
\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_
Foi possível também, fazer uma abordagem a respeito da história e filosofia das ciências, mesmo que de maneira superficial, mas não é algo que nem sempre é trabalhado no ensino regular. Foi diminuído a quantidade de questões resolvidas dentro de sala, pois foi prezado pelo aprendizado do conteúdo o que consequentemente, afetou no tempo de resolução das questões, pois os estudantes conseguiam compreender mais rapidamente o que era pedido no problema, como também conseguiam resgatar equações e situações estudadas com base nos folhetos.
## Considerações Finais
A aula expositiva ainda é a mais esperada pelos estudantes, isso pode estar ocorrendo por ser a forma mais utilizada dentro do ambiente escolar, principalmente por parte dos docentes da área de ciências da natureza.
- A coordenação escolar, mesmo sabendo da necessidade de alternativas para o ensino-aprendizagem, acaba tendo desconfiança da metologia utilizada, pois preocupa-se com o conteúdo programático e com as avaliações externas.
Verificou-se que esta metodologia tem conseguido de alguma maneira tornar o conhecimento mais prazeroso para os discentes. Conscientes de que não é uma receita e nem a solução definitiva para o ensino de ciências, é preciso uma investigação mais detalhada e profunda, principalmente por saber que a literatura de cordel tem uma presença mais significante em alguns estados do nordeste.
- É importante destacar que para a utilização desta metodologia demanda-se um tempo bem maior para a preparação da aula, pois é preciso escolher um folheto adequado para o que se deseja abordar e esta análise não pode ser superficial.
Na aula imediatamente anterior às férias, foi feita uma análise junto aos alunos sobre a metologia utilizada, e os mesmos relataram que gostaram e que jamais imaginavam que os folhetos poderiam ser utilizados para aprender física e que compartilhavam os folhetos com familiares, amigos e relatando o que foi visto dentro do ambiente escolar.
Com essa abordagem, também podemos trabalhar com professores de outras disciplinas como: português, redação, história e artes; o que é louvável, pois os estudantes começam entender claramente que o conhecimento não é fracionado, e sim, um conjunto de ações em um determinado tempo e espaço e que está em constante evolução/modificação.
## Agradecimentos
À Escola de Ensino Fundamental e Médio por permitir a aplicação e desenvolvimento desta metologia, fornecendo todo o apoio necessário.
- À Codelteca do Núcleo de Pesquisa em Ensino de Física - NPEF da Universidade Regional do Cariri - URCA, por permitir o acesso e a utilização dos folhetos, bem como pelo rico debate constante no decorrer de todo o processo.
\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_
## Referências
BARBOSA, A. S. M.; PASSOS, C. M. B.; COELHO, A. A. O cordel como recurso didático no ensino de ciências. Experiências em Ensino de Ciências , UFMT, v. 6(2), p. 161-168, 2011. ISSN 1982-2413.
FILHO, W. S. S.; SANTOS, R. P. O uso da literatura de cordel como texto auxiliar no ensino de ciências no ensino fundamental. Anais XV SSBEC Simpósio Sulbrasileiro de Ensino de Ciências , Ulbra, Canoas, RS, 2008.
FREIRE, P. Pedagogia do Oprimido . 17. ed. Rio de Janeiro: PAZ E TERRA, 1987.
GERMANO, M. G. Uma nova ciência para um novo senso comum. Campina Grande: EDUEPB, 2011. ISBN 978-85-7879-072-1.
LIMA, J.; SOUZA, J. e FEITOSA, S. A Física em Cordel: Os segredos da Física. Campina Grande, PB, 2013.
MOREIRA, M. A.; MASINI, E. F. S. Aprendizagem Significativa: A Teoria de David Ausubel . São Paulo: Editora Moraes, 1982.
SANTOS, V. M. Literatura de cordel: uma possibilidade pedagógica na prática do cotidiano curricular e cultural da educação de jovens e adultos. Revista Confluências Culturais , Univille, Joinville, SC, v. 2, n. 2, Set. 2013. ISSN 2316395X.
SILVA, A. F. G.; SOUZA, A. I. E.; NOBRE, F. A. S. Uma experiência de aplicação da Sequência Fedathi no ensino de física. In:\_\_\_\_\_\_. Sequência Fedathi: uma proposta para o ensino de matemática e ciências . Fortaleza: Edições UFC, 2013. p. 119-128. ISBN 978-85-7282-573-3.
SILVA, M. C. C. D. P. A utilização da literatura de cordel como ferramenta pedagógica para a compreensão de conhecimentos de biologia. Anais ENID , UEPB, v. 1, n. 1, 2013. ISSN 2318-7379.
SILVA, G. F. Galileu Vida e Obra. 3ª Edição, ABLC, Rio de Janeiro, RJ, 2010.
SOUZA, M. J. A. Uma experiência de aplicação da Sequência Fedathi no ensino de física. In: \_\_\_\_\_\_. Sequência Fedathi: apresentação e caracterização . Fortaleza: Edições UFC, 2013. p. 119-128. ISBN 978-85-7282-573-3.
VIANA, A. Literatura de Cordel e Escola . 16. ed. Rio de Janeiro: TV ESCOLA, 2010. ISSN 1982-0283.
\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_
Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.