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PIBID de Licenciatura em Física no IBILCE/UNESP

Jefferson Perez, Vitor Magalhães, Josy Ane Carraro, Leonardo Capobianco, Giovana Mosinahti, Eloi Feitosa, Rosemara Lopes

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXI
Ano
2015
Data
28/01/2015
Linha de pesquisa
Formação De Professores E Prática Docente
Tipo
Pôster

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Texto completo

## PIBID de Licenciatura em Física no IBILCE/UNESP

Jefferson Perez , Eloi Feitosa , Rosemara P. Lopes , Josy Ane Carraro , 1 2 3 1 Leonardo Capobianco 1 , Giovana Mosinahti , Vitor Magalhães 1 1

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UNESP/IBILCE/Curso de Física/jeffeliperez@gmail.com UNESP/IBILCE/Departamento de Física/eloi@ibilce.unesp.br 3 UFG/CAJ/Pedagogia/rosemaralopes@ufg.br

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## Resumo

Neste trabalho, apresentamos resultados parciais do subprojeto de Licenciatura em Física, do Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas (IBILCE), da Universidade Estadual Paulista (UNESP), em desenvolvimento pelo Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), com o apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Ao fazê-lo, temos por objetivo divulgar a experiência de realização de um trabalho que tem contribuído para a construção de nossa identidade profissional e se diferencia por comportar situações em que 'aprendemos a ensinar com tecnologias'. Desse modo, relatamos atividades realizadas na escola e na universidade, com destaque para uma 'aula de Física com tecnologias'. Ao longo do texto, são evidenciados pressupostos teóricos que fundamentam tais atividades, relativos ao papel das tecnologias na Educação escolar, à aprendizagem e, ao uso das mesmas em situações de ensino. Juntamente com esses, são apresentadas conjecturas sobre o impacto dessas ações em nossa formação para a docência e na relação dos alunos do Ensino Médio com a Física. Finalizamos com a retomada de alguns pontos do exposto.

Palavras-chave : Formação de professores; ensino de Física; tecnologia.

## Introdução

Apresentamos resultados parciais de um subprojeto do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), em desenvolvimento no Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas (IBILCE), Campus da Universidade Estadual Paulista 'Júlio de Mesquita Filho' (UNESP), em São José do Rio Preto, Estado de São Paulo, em 2014.

O referido Programa tem como principal objetivo propiciar ao aluno do curso de licenciatura uma formação diferenciada, pautada em conhecimentos tácitos (SCHÖN, 1997) adquiridos na escola básica, campo de atuação do professor. Nesse sentido, o objetivo do subprojeto é oferecer a esse aluno, futuro professor, vivências nessa instituição e, assim, contribuir para a sua formação.

Tratamos, aqui, do subprojeto de Licenciatura em Física, iniciado em 2013 e reformulado em 2014, realizado por uma equipe constituída por seis docentes, dois bolsistas supervisores, professores de Física na rede pública, e 12 alunos bolsistas, matriculados no curso de Física do referido Instituto, em duas instituições de ensino. Apresentamos resultados obtidos em uma dessas instituições, a Escola Estadual 'Monsenhor Gonçalves', na qual se encontram seis alunos bolsistas e um bolsista supervisor.

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A esta introdução, seguem-se: metodologia, na qual expomos o modo de realização do subprojeto na escola; resultados relativos ao primeiro semestre deste ano; e considerações finais.

## Metodologia

A escola Monsenhor Gonçalves se encontra em uma área central de São José do Rio Preto. Fundada em agosto de 1929, é uma das mais renomadas no ensino público da região.

Figura 01: E. E. Monsenhor Gonçalves.

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Nesse local, primeiramente, observamos as aulas de Física e a escola, do ponto de vista pedagógico e administrativo.

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Figura 02: Alunos bolsistas Giovana, Leonardo, Jefferson, Vitor e Josy Ane.

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Depois, passamos a auxiliar na execução da aula, complementando-a com práticas experimentais sobre conteúdos de Física, preparando e corrigindo avaliações escritas, sob orientação do professor supervisor, sempre que solicitado. Recentemente, preparamos e ministramos aulas de Física, sempre com a presença do professor da turma.

Na escola, as atividades são realizadas com a ajuda do bolsista supervisor, professor de Física da escola, que permanece em sala de aula conosco, auxiliando nas eventuais dificuldades. Nossa carga horária semanal é de oito horas, sendo quatro na escola e quatro na universidade.

As práticas experimentais são presenciais e virtuais. Para essas últimas, utilizamos simulações virtuais interativas de fenômenos físicos ( applets ) produzidos pelo Phet TM , da Universidade do Colorado (EUA), disponíveis gratuitamente na Internet, no endereço &lt;https://phet.colorado.edu/pt\_BR/&gt; (acessado em 25 jul. 2014). Ao utilizá-los, temos como fundamentação teórica os pressupostos de Valente (1999) e de Coll, Mauri e Onrubia (2010), no que diz respeito ao papel da tecnologia na Educação escolar.

Também realizamos atividades no Departamento de Física do IBILCE, como leitura e redação de texto (relatórios e outros solicitados pelo coordenador). Com relação a essa última, todas as atividades são registradas em 'fichas de acompanhamento' encaminhadas ao professor supervisor. Além disso, participamos de reuniões mensais de avaliação e planejamento, nas quais são discutidas questões do processo de ensino e aprendizagem, tendo a teoria da aprendizagem significativa como embasamento teórico (AUSUBEL; NOVAK; HANESIAN, 1980). Em uma sala equipada com computadores e Internet, podemos preparar planos de aula, buscar e selecionar applets ( softwares classificados de acordo com o grau de interação que propiciam ao usuário), entre outras ações.

## Resultados e Discussão

Depois que passamos a ministrar aula na E. E. 'Monsenhor Gonçalves' (nunca sozinhos, cabe salientar, sempre com a presença do supervisor), percebemos (por observação e em interação) um aumento do interesse dos alunos pela Física, talvez por vivenciarem uma aula diferente da que estavam acostumados com o professor da escola.

Figura 03 : Experimento do carrinho.

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Experimentos presenciais para determinar a velocidade de carrinho movido a controle remoto também foram vivenciados, ao ar livre (na quadra de esportes) e comparados a experimentos virtuais similares vivenciados na sala de aula, como por exemplo, 'O homem em movimento' (disponível em &lt;https://phet.colorado.edu/pt\_BR/simulation/moving-man&gt; (acessado em 25 jul. 2014), que permite o mesmo tipo de abordagem didática.

Consideramos esta prática uma experiência única, que nos propicia familiarização com o ambiente escolar e com a profissão, motivando à docência. As atividades de elaboração e aplicação de prova demandam responsabilidade, exigindo uma postura diferenciada diante da sala de aula.

Durante a apresentação do applet , observamos maior interesse dos alunos pelo conteúdo ensinado e pela Física em geral.

Figura 04: Bolsista Vitor apresentando o applet Circuito Elétrico.

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Esse recurso, ao qual chamamos 'ferramenta mediadora', respaldados em Coll, Mauri e Onrubia (2010), e que utilizamos cientes de suas limitações, das quais tratam Medeiros e Medeiros (2002), permitiu mostrar aos alunos do Ensino Médio que a Física não se restringe a fórmulas contidas nos livros didáticos, sendo esta apenas sua linguagem.

A linguagem formal da Física pode não fazer sentido ao aluno porque é diferente daquela que ele utiliza cotidianamente. Este aspecto, aliado ao fato de que a Física é uma ciência experimental e as escolas públicas, em geral, não dispõem

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de condições materiais favoráveis para a realização de práticas experimentais em laboratório didático ou sala de aula, tampouco de professores preparados e seguros para realizá-las, principalmente quando se trata de licenciados em Matemática que lecionam Física, confere relevância à adoção de applets .

Na Sala Ambiente de Informática (SAI) ou em sala de aula usando computador e multimídia, o professor pode aproximar simular fenômenos físicos que tornem significativos os conceitos de ensino, num movimento contrário ao pressuposto pela racionalidade técnica, aqui concebida a partir de Pérez Gómez (1997), que vai da prática para a teoria. Ou seja, o professor (ou futuro professor) parte de uma situação concreta para tratar dos conceitos envolvidos na mesma.

Figura 05 : Aula de Física com applet.

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Além da tecnologia, também o contato prolongado do bolsista PIBID com uma mesma turma parece refletir positivamente no interesse dos alunos do Ensino Médio pela Física e em seu desempenho nessa disciplina, conforme indicaram suas avaliações escritas.

## Conclusões

Apresentamos resultados parciais de um subprojeto PIBID de Licenciatura em Física, atualmente em desenvolvimento no IBILCE, UNESP, relativos ao primeiro semestre de 2014, obtidos na E. E. 'Monsenhor Gonçalves'.

Das atividades realizadas nessa instituição, destacamos o uso de applet em sala de aula. A esse respeito, fundamentados em Papert (1994), cumpre evidenciar nosso entendimento de que aproveitaríamos melhor o potencial dessa tecnologia se ela fosse usada pelo aluno, em uma situação investigativa, mas isso não foi possível devido à infraestrutura da escola.

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Das atividades realizadas na universidade, destacamos a reunião mensal de planejamento e avaliação com o coordenador do subprojeto e a escrita de relatórios que auxiliam na compreensão e sistematização do trabalho realizado na escola, além de contribuir para aperfeiçoarmos a redação de texto em Língua Portuguesa.

Previstas no subprojeto PIBID de Licenciatura em Física do IBILCE, essas atividades permitiram aproximações à docência, da qual trata Mizukami et al (2002). As práticas de ensino, o contato com alunos do Ensino Médio e as vivências na escola têm contribuído para ressignificar nossa compreensão sobre o processo de ensino e aprendizagem de Física na Educação Básica.

No próximo semestre, daremos continuidade ao trabalho aqui descrito, que envolve 'aprender a ensinar com tecnologias' (LOPES, 2014), cientes de que apenas iniciamos uma jornada que não termina com a conclusão da licenciatura.

## Referências

AUSUBEL, D. P.; NOVAK, J. D.; HANESIAN, H. Psicologia educacional. Rio de Janeiro: Interamericana, 1980.

COLL, C.; MAURI, T.; ONRUBIA, J. A incorporação das tecnologias da informação e da comunicação na educação: do projeto técnico-pedagógico às práticas de uso. In: COLL, C.; MONEREO, C. Psicologia da educação virtual : aprender e ensinar com as tecnologias da informação e da comunicação. Porto Alegre: Artmed, 2010, p. 67-93.

LOPES, R. P. Concepções e práticas de ensino e aprendizagem com TDIC em cursos de Licenciatura em Matemática . 2014. Tese (Doutorado em Educação) Universidade Estadual Paulista, Faculdade de Ciências e Tecnologia, Presidente Prudente, SP, 2014.

MEDEIROS, A.; MEDEIROS, C. F. Possibilidades e limitações das simulações computacionais no ensino de Física. Revista Brasileira de Ensino de Física , v. 24, n. 2, p. 77-86, jun. 2002.

MIZUKAMI, M. G. N. et al. Escola e aprendizagem da docência : processos de investigação e formação. São Carlos: EdUFSCar, 2002.

PAPERT, S. A máquina das crianças: repensando a escola na era da informática. Porto Alegre: Artes Médicas, 1994.

PÉREZ GÓMEZ, A. O pensamento prático do professor: a formação do professor como profissional reflexivo. In: NÓVOA, A. (Org.). Os professores e a sua formação. 3. ed. Lisboa: Dom Quixote, 1997, p. 95-114.

SCHÖN, D. A. Formar professores como profissionais reflexivos. In: NÓVOA, A. (Coord.). Os professores e a sua formação . Lisboa: Dom Quixote, 1997, p. 77-91.

VALENTE, J. A. (Org.). O computador na sociedade do conhecimento . Campinas: UNICAMP, 1999.

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Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.