A Evasão no Curso de Licenciatura em Física do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Norte de Minas Gerais-IFNMG-Campus Januária
Ellen Martins Silva, , Tatiane Reis Do Amaral, Neila M. Gualberto Leite
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XXI
- Ano
- 2015
- Data
- 28/01/2015
- Linha de pesquisa
- Formação De Professores E Prática Docente
- Tipo
- Pôster
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Texto completo
## A EVASÃO NO CURSO DE LICENCIATURA EM FÍSICA DO INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO NORTE DE MINAS GERAIS- IFNMGCAMPUS - JANUÁRIA
Ellen Martins Silva , Tatiane Reis do Amaral , Neila M. Gualberto Leite 1 2 2
1 Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Norte de Minas Gerais/Campus Januária, ellen.rmartins@gmail.com
## Resumo
A evasão no ensino superior é um fenômeno que vem preocupando a sociedade de um modo geral, especialmente os setores ligados à educação, uma vez que esses índices são maiores nos cursos de licenciatura. Este trabalho apresenta resultados de um estudo realizado com alunos evadidos do curso de Licenciatura em Física do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Norte de Minas Gerais (IFNMG) Campus- Januária, desde sua implantação em 2008 até 2012, cujo objetivo é identificar os principais motivos que influenciaram na evasão de estudantes. Os dados sobre os evadidos foram obtidos na Secretaria de Registros Acadêmicos e os motivos que os levaram a desistir do curso foram obtidos através de entrevista realizada com os mesmos via telefone. Os resultados revelam que é necessário a criação de políticas que propiciem a permanência dos alunos no curso bem como a ampliação das já existentes, uma vez que, as razões socioeconômicas foram apontadas como o principal motivo do abandono.
Palavras-chave : abandono escolar, evasão, Licenciatura em Física.
## Introdução
A educação é fundamental para o desenvolvimento da sociedade; os níveis de instrução ou grau de escolaridade constituem-se um dos principais fatores que determinam o nível de empregabilidade dos indivíduos. Assim, é necessário o investimento em políticas de educação de qualidade, onde a instituição responsável pela formação da mão de obra qualificada deve analisar, repensar e transformar seus vínculos com a sociedade, possibilitando a permanência do aluno no curso (ATAÍDE; LIMA; ALVES, 2006).
- A evasão é um fenômeno complexo que aflige as universidades do mundo todo independente das diferenças entre as instituições de ensino e o contexto socioeconômico - cultural de cada país (VELOSO, 2001).
- O MEC/ SESU, através da Comissão Especial de Estudos sobre a Evasão nas Universidades Públicas Brasileiras, classifica a evasão no ensino superior em: Evasão de curso: a saída definitiva do aluno de seu curso de origem; Evasão de instituição: migração de uma instituição para outra, mudando ou não de curso e Evasão de sistema: o abandono do ensino superior (MEC/ANDIFES/ABRUEM/SESU, 1996).
As perdas de estudantes que iniciam mas não terminam seus cursos são desperdícios sociais, acadêmicos e econômicos. No setor público, são recursos
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públicos investidos sem o devido retorno. No setor privado, é uma importante perda de receitas (...) A evasão é uma fonte de ociosidade de professores, funcionários, equipamentos e espaço físico (SILVA FILHO et al, 2007, p.642).
Pesquisas na área mostram que nas licenciaturas a taxa de evasão já atingiu índices maiores que 50% (GAIOSO, 2005), o que configura a evasão como o maior obstáculo na formação de professores (SOUZA E BORGES JÚNIOR, 2008), sendo que os maiores índices de evasão encontram-se na área de Ciências Exatas e da Terra (67,74) e os menores são os da área de Ciências Sociais e Aplicadas (19,71). (VELOSO,2001). Esse dado é preocupante, uma vez que os licenciados não são suficientes para atender a demanda de docentes na educação básica (BITTAR et al 2012).
Relacionando-se a baixa atratividade da profissão docente com o elevado índice de evasão nas licenciaturas, temos como resultado um déficit de profissionais na área, situação que tende a piorar com a aposentadoria dos docentes em exercício. Desta forma, faz-se necessário conhecer os índices reais de evasão e estudar suas principais causas, visando elaboração e implantação de políticas e planos de ação para combater o problema.
Diante deste panorama, conhecer os fatores que provocam os altos índices de evasão nos cursos de licenciatura no Brasil, assim como suas principais causas são essenciais para reverter esse quadro, indicando caminhos para que sejam feitas intervenções por parte das instituições e do Governo.
Este trabalho tem como objetivo principal compreender melhor o fenômeno da evasão no curso de Licenciatura em Física do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Norte de Minas Gerais - IFNMGCampus Januária desde sua implantação em 2008 até 2012, buscando esclarecimento acerca dos fatores que a influenciam. Tal entendimento pode auxiliar na formulação de políticas que poderiam ser adotadas pelas Instituições, governo e sociedade para amenizar este problema neste curso.
## Metodologia
A metodologia adotada para o desenvolvimento do problema deste estudo foi uma pesquisa de campo de abordagem quantitativa uma vez que se apresentam mais adequadas para apurar a opinião dos entrevistados, evitando a subjetividade.
Este trabalho foi realizado em duas etapas. A primeira etapa consistiu em fazer um levantamento de todos os evadidos do curso de Licenciatura em Física do IFNMG Campus Januária a partir dos dados obtidos junto à coordenação do curso e à secretaria de registros acadêmicos da Instituição - SRA. Com esses dados foi possível ter acesso ao nome, telefone, turma, turno de curso, semestre de desistência e número de turmas. A segunda etapa consistiu em realizar entrevistas com o aluno evadido para obter as causas da evasão no curso de Licenciatura em Física do IFNMG - Campus Januária.
As entrevistas foram realizadas por telefone disponibilizado pelo IFNMG Campus Januária. Para a realização das entrevistas elaboramos um roteiro estruturado que possibilitou a marcação da opção de acordo com a resposta relatada pelo entrevistado.
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Apresentamos a seguir as questões do roteiro. Perguntamos então ao aluno: (a) Você teve alguma orientação sobre o curso antes de se inscrever na seleção (vestibular ou ENEM)? (b) Quando desistiu do curso, você estava em qual período? (c) Você recebeu algum tipo de bolsa /auxílio enquanto cursava Física? (d) Qual era o turno do seu curso? (e) Qual ou quais os motivos contribuíram para você desistir do curso?
Realizamos também uma pesquisa com os estudantes frequentes do curso de Licenciatura em Física. Tal pesquisa foi realizada por meio de questionário aplicado em sala de aula cujas questões eram:(1) você recebe algum tipo de bolsa/ auxílio? 3) qual a sua principal dificuldade em se manter no curso?
Neste trabalho, consideramos como aluno evadido as seguintes situações: 1) o aluno informou sua desistência à Instituição, 2) o aluno trancou a matrícula e não retornou ao curso no tempo exigido, 3) o aluno abandonou o curso parando de frequentar as aulas, 4) o aluno transferiu para outro curso, seja interno ou externo. Assim o total de alunos com matrículas trancadas não fazem parte dessa pesquisa.
## Resultados e Discussão
O curso de Licenciatura em Física do IFNMG campus Januária iniciou seu funcionamento no segundo semestre de 2008. Entre 2008 e 2012 foram ofertadas cinco turmas. Das cinco turmas ofertadas três foram no turno noturno e duas no turno vespertino. Em cada uma foram ofertadas 40 vagas, as quais foram preenchidas, totalizando 200 alunos ingressos, dos quais 126 evadiram.
Foram realizadas 37 entrevistas com alunos evadidos e quando questionados se tinham alguma orientação sobre o curso antes de se inscrever no processo seletivo 35% dos alunos evadidos disseram que sim, enquanto que 65% disseram que não. Segundo Souza; Borges Júnior (2008) a falta de informação acerca do curso e ou profissão também é causa de evasão. Nossos resultados corroboram com os autores, visto que a maior parte dos evadidos não tinham nenhuma orientação sobre o curso antes do ingresso. Os resultados são apresentados no gráfico da Figura 01.
Figura 01: Relação da evasão com a orientação sobre o curso antes do ingresso
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Em relação à evasão por período, observa-se por meio do gráfico da Figura 02 que a maior parte das evasões acontece ainda no primeiro período (41%) e, à medida que o curso avança, essa taxa tende a ser menor. Apenas 16% desistiram no segundo período, 22% no terceiro, 16% no quarto e as desistências no quinto e sexto período somam 5%.
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Figura 02: Evasão por período
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Conforme apontam pesquisas na área, o maior número de evasão ocorre ainda no primeiro ano de curso (SILVA FILHO et al 2007), muitos estudantes trazem consigo expectativas acerca do curso que não são alcançadas nesse período, ou não conseguem se adaptar ao ambiente universitário nesse tempo e, segundo Bardagi (2007) nesse momento a relação com a instituição ainda é frágil, o que propicia a decisão pelo abandono.
O governo, assim como as instituições de ensino, desenvolvem ações que visam minimizar o abandono escolar. No caso do IFNMG - Campus Januária, são adotadas as seguintes medidas: ( ) assistência estudantil: programa do Governo i Federal que concede auxílio financeiro a alunos regularmente matriculados em cursos de nível técnico profissionalizante e de graduação, na modalidade presencial; ( ii ) Programas de iniciação científica e inovação tecnológica (PIBIC e PIBITI): contribuem para despertar nos estudantes de graduação o interesse pela pesquisa científica e tecnológica e complementar sua formação acadêmica. Os participantes recebem bolsas de R$ 400,00; ( iii ) Programa de inicação à docência (PIBID): política do Governo Federal de incentivo exclusivo à licenciatura. É uma iniciativa para o aperfeiçoamento e valorização da formação de professores para a educação básica; ( iv ) Monitoria remunerada: atende tanto o aluno com dificuldades financeiras quanto dificuldades escolares.
Esses programas contribuem para a permanência dos alunos nos cursos de graduação. Em nossa pesquisa, observamos que, dos desistentes do curso de Licenciatura em Física, apenas 3% recebiam algum tipo de bolsa, o que aponta a necessidade deste tipo de investimento para garantir a permanência do acadêmico no curso.
Ainda com relação às bolsas/auxílios, 53 alunos frequentes no curso responderam o questionário sobre o recebimento de algum tipo de bolsa ou auxílio. Os resultados encontram-se no gráfico da Figura 03.
Figura 03: Relação Alunos Frequentes e Bolsas
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Existem muitas políticas de acesso ao ensino superior, porém, o investimento em programas de permanência do aluno na Instituição ainda é insuficiente para combater os altos índices de evasão (BARDAGI, 2007). Nossos resultados estão de acordo com Bardagi (2007), uma vez que a maior parte dos desistentes não recebiam nenhum auxílio e menos da metade dos alunos frequentes recebem algum tipo de bolsa (45%).
Buscando relacionar o turno do curso e a evasão observamos, através dos dados fornecidos pela secretaria de registros acadêmicos, que ingressaram no noturno 120 alunos dos quais 67% evadiram e no vespertino ingressaram 80 estudantes dos quais 58% desistiram. Esses dados estão representados no gráfico da Figura 04.
Figura 04: Evasão por Turno
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Em geral, os alunos do turno noturno são trabalhadores e cumprem uma jornada diária de trabalho. Estes relatam ter dificuldade em conciliar os estudos e o trabalho. Os alunos do vespertino, em geral dedicam-se somente ao curso e têm mais disponibilidade de tempo para se dedicar aos estudos.
Com relação aos principais motivos que levaram os alunos do curso de Licenciatura em Física do IFNMG - Campus Januária ao abandono escolar, os resultados apontaram como principais razões as dificuldades socioeconômicas e o descontentamento com o curso ou com a profissão. Os resultados são apresentados no gráfico da Figura 05.
Figura 05: Motivos da Evasão
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A maior parte dos entrevistados, 51%, relatou ter evadido do curso por razões sócioeconômicas, dificuldade em conciliar trabalho e academia. Estudos na área apontam como principal razão da evasão a dificuldade dos acadêmicos em
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conciliar estudo e trabalho (ATAÍDE; LIMA; ALVES, 2006). Muitos acabam optando pelo trabalho que lhes garante sobrevivência (DIAS; THEÓPHILO; LOPES, 2013).
O segundo motivo, que aparece com o elevado índice de 41%, é o descontentamento com o curso ou com a profissão. O aluno se sente desestimulado com as frustrações das expectativas em relação à sua formação. O conhecimento das condições precárias de trabalho e remuneração dos profissionais ligados ao magistério, bem como as dificuldades de colocação profissional, quando comparadas com o esforço e investimento ainda necessários para concluir a formação superior e com o sucesso econômico rapidamente alcançado por pessoas sem a dita formação, leva os alunos a optarem por interromper o curso e começar a trabalhar em outra área que apresenta maiores perspectivas de ganho, sem tanto esforço (PAREDES, 1994).
Os resultados mostram que 11% do evadidos declararam ter desistido do curso devido as dificuldades escolares, sendo elas deficiência do ensino médio o que acarreta a repetências nos primeiros períodos do ensino superior. As deficiências do ensino básico levam a repetências e consequentemente desmotiva a continuação nos estudos (BARDAGI, 2007; PAREDES, 1994).
Os problemas pessoais foi responsável pela decisão de evadir de 5% dos entrevistados, para Paredes (1994), a idade predominante dos alunos de terceiro grau coincide com o início da fase adulta e é comum a ocorrência de situações de envolvimentos afetivos que redundam em casamentos não planejados. Em muitos casos, o casamento interrompe definitivamente a formação superior.
Por fim, 3% relataram ter falhado na tomada de decisão. Para Paredes (1994), a vontade de entrar para a faculdade, juntamente com a deficiência de informações a respeito do conteúdo dos cursos e da prática profissional correspondente, resultam na escolha por cursos que não condizem com sua real vocação.
No questionário aplicado aos alunos frequentes, indagamos sobre as principais dificuldades enfrentadas para se manter no curso. O gráfico da Figura 06 apresenta os resultados.
Figura 06: Dificuldades dos Alunos Frequentes em se Manterem no Curso
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Mais uma vez, problemas financeiros/dificuldade em conciliar trabalho e academia é o fator mais expressivo, assim como o principal motivo que levou os alunos do curso de Licenciatura em Física a evadir; 49% dos alunos relatam essa ser sua maior dificuldade em se manter no curso. Temos que 26% relatam ter maior
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dificuldade na assimilação do conteúdo e repetência, o que nos revela as deficiências do ensino básico, uma vez que a maior parte dos estudantes do curso de Licenciatura em Física são oriundos de escolas públicas. Um percentual de 23% dos alunos disse ser o acesso à instituição sua maior dificuldade para se manter no curso. O IFNMG - Campus Januária está localizado a cerca de 6 km do centro da cidade de Januária e não há ônibus que faça o trajeto cidade-campus e é inviável, para muitos estudantes, a despesa com transporte alternativo devido ao alto custo. A falta de gosto ou incentivo para prosseguir no curso e a relação familiar somam15%, os alunos que escolheram a opção outros (8%) não especificaram.
## Considerações Finais
Neste trabalho apresentamos os principais resultados de uma pesquisa realizada sobre a evasão no curso de Licenciatura em Física do IFNMG Campus Januária. Observamos que a maior parte dos alunos evadidos não teve nenhuma orientação sobre o curso antes de seu ingresso; o maior número de desistências acontece, ainda, no primeiro período do curso; e o principal motivo para o abandono escolar são os problemas sócio econômicos.
A procura pelas licenciaturas como um todo, no país, segue diminuindo nos últimos anos. Em 2005, foram 1,2 milhão de matriculados. Já em 2010, após uma queda verificada ano a ano, foram 928 mil matrículas. Os programas de incentivo a licenciatura oferecidos pela Capes são bons e necessários, porém, não conseguem interferir na falta de atratividade das licenciaturas (CORSINI, 2013).
Embora o IFNMG Campus Januária já participe de algumas políticas que contribuem para garantir a permanência dos alunos na instituição, tais como Assistência Estudantil, PIBID, PIBITI, PIBIC, percebe-se que a quantidade de alunos atendidos por esses programas ainda é pequeno quando comparado a quantidade de alunos que necessitam deles.
Diante dos resultados, nota-se a necessidade da ampliação das políticas existentes de combate à evasão de maneira que possam atender os estudantes ainda no primeiro período, uma vez que, se estes são bem assistidos, a possibilidade de desistência tende a diminuir. Assim, faz-se necessário um maior investimento na divulgação do curso de forma que os ingressantes tenham um conhecimento prévio do mesmo antes de escolhê-lo.
Não podemos deixar de ressaltar também a importância do investimento em melhorias da educação básica, uma vez que as deficiências advindas da base perseguem os estudantes em todo o percurso acadêmico, bem como a valorização do professor e melhoria nas condições de trabalho na educação básica, pois são fatores que poderão contribuir para incentivo de permanência do aluno nos cursos de licencituras e o aumento da atratividade pela docência.
Devido a relevância, este tema merece continuar em discussão. Em trabalhos futuros, pode-se calcular o índice de evasão anual no curso em questão, utilizando dados como número de ingressos, número de matrículas e número de concluintes no mesmo período e ainda compará-los com índices de evasão nas licenciaturas nacional, especificamente no curso de Licenciatura em Física.
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## Referências
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BARDAGI, M. P. Evasão e comportamento vocacional de universitários: estudos sobre o desenvolvimento de carreiras na graduação. 2007. P. 242. Tese (Doutorado em Psicologia) - Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Rio Grande do sul, 2007.
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CORSINI, R. Adeus, docência . Revista Educação , ed. 195, jul. 2013. Disponível em: http://revistaeducacao.uol.com.br/textos/195/adeus-docencia292321-1.asp . Acesso em: fevereiro de 2014.
DIAS, E. C. M.; THEÓPHILO, C. R.; LOPES, M. A. S. Evasão no ensino superior: estudo dos fatores causadores da evasão no curso de ciências contábeis da universidade estadual de Montes Claros - Unimontes - MG. In: Congresso usp de iniciação científica em contabilidade, 7., São Paulo: Êxito Editora, 2010.
GAIOSO, N. P. L. O fenômeno da evasão escolar na educação superior no Brasil. Relatório técnico. Pró-reitoria de pós-graduação e pesquisa, Universidade Católica de Brasília, 2005.
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SILVA FILHO, R. L. L. et al. A Evasão no ensino superior brasileiro. Caderno de Pesquisa, v. 37, n. 132, set./dez. 2007.
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