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A INTERDISCIPLINARIDADE NA FORMAÇÃO INICIAL DO PROFESSOR DE FÍSICA: AVALIAÇÃO DOS TRABALHOS DO SNEF DE 2003 A 2013

Eliana Alcantara Lisboa, Anamaria Miguez Martinez De Souza, Isabele De Santana Silva, Nelson Rui Ribas Bejarano

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXI
Ano
2015
Data
28/01/2015
Linha de pesquisa
Formação De Professores E Prática Docente
Tipo
Pôster

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Texto completo

## A INTERDISCIPLINARIDADE NA FORMAÇÃO INICIAL DO PROFESSOR DE FÍSICA: AVALIAÇÃO DOS TRABALHOS DO SNEF DE 2003 A 2013

## Eliana Alcantara Lisboa , *Anamaria Miguez Martinez de Souza, Isabele de 1 2 Santana Silva 3

1,2,3 Departamento de Física - Campus Salvador/ IFBA, elianal@ifba.edu.br, anamariamartinez8@icloud.com, isabelesilva1989@gmail.com

## Resumo

Neste trabalho analisamos as atas do SNEF (2003 a 2013) onde percorremos comunicações orais e painéis buscando avaliar as discussões a respeito da interdisciplinaridade na formação inicial do professor de física. A formação de professores e as metodologias de ensino tem sido cada vez mais repensadas, tanto pelos parâmetros teóricos como os documentos oficiais, e remetem ao ensino interdisciplinar. A interdisciplinaridade é um tema polissêmico que de uma forma geral é definida como a interação entre conhecimentos ou saberes de diversas disciplinas ou áreas. Os artigos foram selecionados das áreas temáticas relativas a Formação de professores, Interdisciplinaridade e Ensino de Física, Didática, Currículo e Avaliação no Ensino de Física e; Materiais, Métodos e Estratégias de Ensino de Física. Buscou-se nestas áreas temáticas os termos Formação de professor e Interdisciplinaridade nos títulos, resumos e palavrachave. Dentre os trabalhos analisados, a grande maioria faz referência a experiências realizadas, mobilizando mais de uma disciplina ou conteúdo, geralmente durante estágio de licenciandos em física. Nos trabalhos avaliados é tratada como uma metodologia atual em favor da contextualização capaz de facilitar o processo de aprendizagem, tendo sua importância reconhecida mas carecendo de estudo e investigação quanto ao seu conceito, que conforme pudemos observar, foi muito pouco discutido nos trabalhos investigados.

Palavras-chave: Formação de professores, Interdisciplinaridade, Ensino de 'física

## Uma perspectiva geral da formação de professor

As demandas sociais políticas e econômicas das últimas décadas indicam mudanças significativas para a função do professor. Requerem um profissional multirreferenciado com competência para administrar vários campos que perpassam desde os conhecimentos disciplinares aos problemas tecnológicos e sociais. (TARDIF e LESSARD,2009; DOMINICÉ, 2012).

... passou definitivamente a época em que bastava conhecer os rudimentos de uma matéria e algumas receitas para controlar alunos turbulentos, ... o trabalho do docente representa uma atividade complexa e de alto nível, que exige conhecimentos e competências em vários campos: cultura geral e conhecimentos; psicologia e didática; conhecimento dos alunos, de seu ambiente familiar e sociocultural; conhecimento das dificuldades de aprendizagem, do sistema escolar e de suas finalidades; conhecimento das diversas matérias do programa, das novas tecnologias da comunicação e informação; habilidades na gestão de classe e nas relações humanas, etc....(TARDIF e LESSARD, 2009)

Ou seja, a atualidade exige uma infinidade de habilidades que um indivíduo deve reunir para exercer a profissão de professor. No entanto pensamos que tais

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26 a 30 de janeiro de 2015

habilidades não serão desenvolvidas ou adquiridas em um curso de formação, e muito provavelmente, por mais profissionalismo que tenha o professor será muito difícil reuní-las todas com a mesma competência, mesmo ao longo de anos de experiências na atuação do magistério.

Não se pode descontextualizar o professor que desenvolve a sua função no interior de uma sociedade que o desvaloriza constantemente, sendo este tratamento refletido nas questões remunerativas, fator chave para a sua sobrevivência e dignidade. Foi realizada uma pesquisa com professores que possuem formação de ensino superior e atuam no ensino fundamental do município do Rio de Janeiro. Nesta investigação identificou-se, entre outros pontos, que muitos professores exercem outra função além do magistério ou trabalham em mais de uma instituição de ensino dificultando, por exemplo, o seu aperfeiçoamento na própria área e na cultura geral. O trabalho citado ainda destaca que , desde a década de 1980, o processo de educação na esfera pública passa por uma ostensiva campanha de depreciação refletida intensamente na busca da profissão e na ação dos professores.( LELIS, 2009)

- O ofício de professor é considerado, por Tardif e Lessard (2009) como de evolução lenta. Os fenômenos vivenciados pela atual sociedade não são absorvidos como propulsores de adaptações na mesma velocidade que se passa no mundo extra-escolar. Pesquisas revelam que a grande maioria dos professores, nas suas atitudes em sala de aula, não se deixa influenciar pelas novas demandas, e quando as fazem incorporam a inovação à tradição.

... observa-se que o ensino, apesar de mudanças e reformas das últimas décadas, apesar das novas tendências atuais que desenham, tem muita dificuldade em escapar às formas estabelecidas do trabalho docente: aprendizagem do ofício na prática; valorização da experiência; ofício com forte dimensão feminina; classes fechadas que absorvem o essencial do tempo profissional; individualismo no ensino e logo pouca colaboração entre os pares; pedagogia tradicional; visão muitas vezes estática do saber escolar; baixo conhecimento das culturas não-européias; etc. (TARDIF e LESSARD, 2009)

Acreditamos então na necessidade de formar um professor interdisciplinar. Não se trata de prepará-lo para ministrar aulas de diversas disciplinas. Pensa-se na necessidade de preparar o futuro professor para possuir atitudes dialógicas frente a problemas que digam respeito a sua competência disciplinar ou que agregue uma ou mais disciplinas, existentes ou não no âmbito escolar. Trata-se de uma formação onde se tenha consciência de que o aprendiz de professor não é formado tão somente durante o curso de licenciatura. Deve ser considerado no seu processo formativo que, ao longo da sua vida, antes de ingressar na academia, qualquer aspirante a qualquer profissão conviveu, segundo as normas da Educação Básica brasileira, no mínimo, doze anos na comunidade de prática de professores. Sabemos que não se trata de uma participação como aprendiz de professor, mas são vivências que irão compor o repertório da sua formação também enquanto professor.

O que é vivido por aqueles que se beneficiam de aportes educativos, ou pelo que refletem sobre o que acontece de formativos em suas vidas, constitui uma via de acesso ao conhecimento de formação. (DOMICÉ, 2012)

As instruções da academia, seja do conhecimento disciplinar específico ou do conhecimento pedagógico, se associam a um conjunto de saberes historicamente

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vividos pelo indivíduo e que 'formatarão' a sua identidade enquanto aluno, cidadão, professor. (AIKENHEAD,2009; DOMICÉ,2012) Muitos conceitos e valores previamente adquiridos podem ser considerados como fortemente positivos no enquadramento do indivíduo às normas da profissão na atualidade. Outros, como ultrapassados ou como avançados, ou até mesmo indesejáveis. A academia, por sua vez, adota o papel de fazer um refinamento para alcançar o 'perfil do licenciado' desejado.

## A formação do professor de Física

As orientações das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação de Professores da Educação Básica, em nível superior, propõe no art. 5 que os cursos o de licenciaturas garantam através do seu projeto pedagógico 'a constituição das competências objetivadas na educação básica' e que a aprendizagem do conteúdo, na graduação, aponte para 'a resolução de situações-problema como uma das estratégias didáticas privilegiadas'. (BRASIL, 2002) Ou seja, que seja previsto na comunidade de professores, onde é formado o licenciado, ações que o direcionem para a sua futura atuação em sala de aula o que pode ser referenciado pela teoria da aprendizagem situada e desenvolvida em comunidades de prática, como descrito por Lave e Wenger (2009).

Na formação do professor de Física, por exemplo, Camargo e Nardi (2005) ao avaliar as marcas dos referenciais teóricos trabalhados na disciplina de Prática de Ensino nos alunos de licenciatura que desenvolvem estágios curriculares conclui que apesar da adoção de temas contemporâneos tais como Concepções Espontâneas e História e Filosofia da Ciência, os estagiários apresentaram uma metodologia que se aproxima ao paradigma da racionalidade técnica. Bejarano(2001) chegou a conclusão semelhante na sua pesquisa ao registrar que os professores recém formados reproduzem as experiências interiorizadas enquanto alunos, tendo como referência os professores das disciplinas de Física básica do seu curso.

Talvez estas práticas de sala de aula decorram da ênfase na formação dos conteúdos culturais-cognitivos em detrimento da formação didático-pedagógica. O tratamento do aspecto didático-pedagógico como disciplinas relegadas a um apêndice de menor importância colaboram para uma formação de professor deficiente no que diz respeito ao desenvolvimento de práticas de ensino contemporâneas nos diferentes conteúdos das ciências e para as suas aplicações em salas de aula da educação básica. Ele reforça a prática não dialógica, normalmente verificada durante a ministração de aulas das disciplinas básicas da Ciência específica da formação do professor.

A preocupação com os programas de ensino da disciplina da Física para os cursos de licenciaturas não é recente. Tseitlin e Galili (2005) apresentam uma crítica realizada por Poincaré em 1905 aos programas das disciplinas de Física básica dos cursos de licenciaturas. Ele adverte para o fato de que o ensino de ciências nos cursos de graduação ocorre como se fosse para futuros engenheiros negligenciando a diferença necessária para a formação do licenciado a qual deve ser' de maior qualidade conceitual e mais orientada para os fundamentos' - tradução nossa.

Existe uma preocupação procedente entre a comunidade dos professores de Física referente a relação entre a aprendizagem de matemática e a aprendizagem da Física, no entanto ela não pode ofuscar o esclarecimento dos conceitos

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fundamentais da ciência tanto quanto a natureza deste conhecimento, a ordem e a hierarquia conceitual. (PIETROCOLA,2010; TSEITLIN e GALILI,2005)

Segundo Saviani (2009) os livros didáticos adotados, podem se apresentar como verdadeiros indicadores da tendência predominante do ensino, acompanhando o apelo conteudista e pedagógico nas escolas e nas universidades. Os livros de Física normalmente adotados compartilham com a epistemologia positivista nos quais a Física é descrita como acumulativa, cristalina, quantificável, simplificável, impessoal, livre de valor, pura (não aplicada). (SIN, 2014; TSEITLIN e GALILI, 2005). Da mesma forma esta visão acompanha a prática da maioria dos cursos ministrados.

## A interdisciplinaridade na formação do professor de Física

Nas pesquisas se encontram inúmeros trabalhos com métodos pedagógicos de vanguarda as quais tem o objetivo de melhorar as práticas no ensino de Física do Ensino Médio. Estas pesquisas representam um grande avanço no ensino da disciplina, mas não são notadas, com proporções significantes nos cursos universitários. (SIN, 2014) Observam-se mudanças pontuais em uma universidade ou em um professor.

- O uso da interdisciplinaridade na sala de aula corresponde a um dos métodos contemporâneos. A interdisciplinaridade é um tema polissêmico que de uma forma geral é definida como a interação entre conhecimentos ou saberes de diversas disciplinas ou áreas. (BERT, 2007; THIESEN, 2008) A prática da interdisciplinaridade também tem motivações diversas podendo ser vista como um instrumento que possibilita o aluno a pensar globalmente sobre problemas discutidos em um currículo disciplinar. Ou como uma atividade que contribua com o desenvolvimento de atitudes, ação e competências relativas a construção do conhecimento.

No âmbito dos espaços educacionais, a diversidade na definição estará justamente em como ocorrerá a integração destes saberes. A metodologia para as práticas interdisciplinares pode considerar a relação entre professores quando eles, representantes de suas respectivas disciplinas, se unem em um projeto com o objetivo de estudar um tema ou uma situação-problema que demande conhecimentos de várias especialidades. Pode também ser desenvolvido apenas por um professor, podendo este reunir vasto conhecimento ou usar da habilidade de conduzir os estudantes a consultar especialistas que auxiliem na contribuição da formação do conhecimento.(BERT,2007)

Nesta perspectiva há a adoção de prefixos que indicam os níveis de interações entre as disciplinas de modo que Multidisciplinaridade designe as interações que ocorrem paralelamente sem coordenação; Pluridisciplinaridade quando passam por dois níveis de interação onde ocorre uma coordenação; e Interdisciplinaridade quando ocorre uma convergência havendo coordenação com cooperação (POMBO, 2004; FAZENDA, 1994).

Um projeto interdisciplinar pode ser desenvolvido usando-se temas geradores com o objetivo de ensinar ciências tendo como ponto de partida problemas surgidos no interior da comunidade escolar. Para tanto a interação entre as disciplinas terá a finalidade de responder as lacunas de responsabilidade de especialidades diversas. (DELIZOICOV, ANGOTTI e PERNAMBUCO, 2002).

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Trata-se de um tema surgido com considerável frequência nos eventos e periódicos da área, em diversas ocorrências do Ensino de Ciências, destinados tanto ao Ensino Médio quanto a formação de professor sendo com mais periodicidade para a última etapa da Educação Básica. No trabalho de Feistel e Maestrelli foram analisados 170 pesquisas, 29 teses e 141 dissertações no período de 1987 a 2010 sendo encontrados apenas 8 investigações com discussões sobre interdisciplinaridade na formação inicial de professores de ciências. Lapa, Bejarano e Penido (2011) encontraram, em periódicos nacionais, 29 artigos publicados entre 2000 e 2010, os quais estabeleciam alguma relação entre o ensino de ciências e a interdisciplinaridade. Destas 29 publicações 24 ocorrências tinham a disciplina Física nas discussões e 06 trabalhos faziam referência à formação de professores de Física.

Lisboa e Bejarano (2013) em estudos feitos entre 2000 e 2012, em periódicos nacionais considerados de relevância para o Ensino de Física encontraram 11 investigações abordando o tema interdisciplinaridade na formação do professor de Física, observando que a maioria dos trabalhos consistem em trabalhos desenvolvidos nas disciplinas de estágios ou como futuras propostas a ser desenvolvidas na sala do Ensino Médio.

Este trabalho tem como objetivo identificar as ocorrências de projetos interdisciplinares em cursos de Licenciatura em Física, apesentados no SNEF entre 2005 e 2013.

## A Interdisciplinaridade na formação inicial de professores de Física nos SNEF's entre 2003 a 2013

O levantamento foi feito nas atas dos seis últimos eventos SNEF's - 2003 a 2013, totalizando a análise da última década. Inicialmente se buscou trabalhos inscritos na área temática que faz referência a Formação de Professores, procurando nesta temática pelo termo interdisciplinaridade tanto no título, quanto no resumo e nas palavras chaves. Esta área apareceu com diferentes denominações nos eventos, ficando da seguinte forma: 2003 - Formação do professor de Física (todos os níveis de escolaridade); 2005 - Formação do professor de Física; (todos os níveis de escolaridade) 2007 - Formação de professor de Física(todos os níveis de escolaridade); 2009 - Formação inicial e continuada de professores em todos os níveis de escolaridade; 2011 - Formação e prática profissional de professores de Física; 2013 - Formação de professores e prática docente. Após esta seleção fezse uma análise através dos resumos para identificar referência a formação inicial de professores de Física seguindo da análise do conteúdo dos artigos.

No segundo momento se buscou termos que evidenciasse a formação do professor inicial em Física relacionado a interdisciplinaridade na área temática Interdisciplinaridade e Ensino de Física, nos anos de 2003, 2005, 2007 e 2009. Como esta área temática não apareceu nos anos de 2011 e 2013 buscou-se os trabalhos inscritos, respectivamente nas áreas temáticas Didática Currículo e Avaliação no Ensino de Física e; Materiais, Métodos e Estratégias de Ensino de Física, procurando evidencias de práticas de ensino interdisciplinares em cursos de Licenciatura em Física.

No terceiro momento realizou-se a leitura dos artigos que faziam referência a práticas interdisciplinares na formação inicial do professor de física. Nas temáticas

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relacionadas a Formação de Professor foram encontrados um total de 426 ocorrências, distribuídos da seguinte forma:

Quadro 1 : Interdisciplinaridade na área temática da Formação de Professores

E, nas outras áreas temáticas investigadas foram encontradas:

Quadro 2: Interdisciplinaridade e Formação de Professores em outras áreas temáticas

Dentre os artigos selecionados, muitos faziam referências a propostas de atividades interdisciplinares ou desenvolvimento de material didático para aplicação no Ensino Médio. No que diz respeito a interdisciplinaridade na formação inicial de

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professores levanta-se praticamente dois pontos: experiências realizadas em disciplinas de estágios e projetos desenvolvidos por alunos de licenciaturas em escolas de ensino médio, normalmente na ocasião dos estágios curriculares.

Sente-se falta, na maioria destes trabalhos de uma referência relativa aos conceitos de interdisciplinaridade, e em alguns casos até do relato da interação entre as disciplinas de forma efetiva.

No processo de busca observamos que muitos trabalhos inscritos na área temática Interdisciplinar e Ensino de Física apresentavam relatos de experiências, propostas didáticas com abordagens diversas tais como as temáticas ou ensino por investigação fazendo uma alusão a possibilidade de ser aplicado por diversas disciplinas.

Observa-se também que a partir de 2011 a organização dos eventos não apresentam mais a área temática Interdisciplinaridade e Ensino de Física, talvez porque muitos dos trabalhos inscritos anteriormente nesta temática poderiam ou deveriam facilmente ser classificados entre outras.

## Considerações Finais

Entendemos que a interdisciplinaridade é uma metodologia que possibilita o desenvolvimento da pesquisa durante a realização de um curso, seja ele do Ensino Médio ou de graduação. A importância do seu desenvolvimento nos cursos de Licenciatura em Fisica implica, inicialmente na coerência para a formação do futuro professor, visto que os projetos interdisciplinares tem aparecido com grande freqüência no Ensino Médio.

Provavelmente a fraca discussão nos cursos de formação inicial ocorra tanto pelos objetivos dos planos das disciplinas nestes cursos como pelo despreparo dos professores formadores nesta temática, a qual, como dita anteriormente é polissêmica. O que pode se tornar fonte de investigação futura.

Têm-se a compreensão de que um projeto que favoreça o diálogo entre disciplinas do curso de formação de professor poderá favorecer uma melhor compreensão da construção da ciência, da sua natureza e aplicação, tornando-se um convite para o seu estudo, tanto no objetivo de formar o professor como de auxiliar na formação do cidadão e do pesquisador em ensino de Física.

## Referências

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licenciatura, de graduação plena . Resolução CNE/CP 1, de 18 de fevereiro de 2002

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NÓVOA, Antonio. Os professores e o 'novo' espaço público da educação . In: : TARDIF, Maurice; LESSARD,Claude (org). O ofício de professor: História, perspectivas e desafios internacionais. Tradução de Lucy Magalhães. 3. Ed. Petrópolis, RJ: Vozes,2009

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Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.