MENINAS FAZENDO CIENCIAS: NÃO PROVOQUE É COR DE ROSA CHOQUE
Letícia Saud Belleza, Monica Abrantes Galindo, Kelly Cabral De Lima, Talita Gabriela De Oliveira Ribeiro, Glaycon Pataquini.
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XXI
- Ano
- 2015
- Data
- 27/01/2015
- Linha de pesquisa
- Educação, Política E Sociedade
- Tipo
- Pôster
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Texto completo
## MENINAS FAZENDO CIENCIAS: NÃO PROVOQUE É COR DE ROSA CHOQUE
Letícia Saud Belleza , Monica Abrantes Galindo , Kelly Cabral de Lima , Talita 1 2 3 Gabriela de Oliveira Ribeiro , Glaycon Pataquini . 4 5
1 UNESP - São José do Rio Preto, leticiasaudbelleza@hotmail.com
2 UNESP - São José do Rio Preto, Departamento de Educação, mgalindo@ibilce.unesp.br
3 UNESP - São José do Rio Preto, kellycabral75@gmail.com
4 UNESP - São José do Rio Preto, talita\_gro@hotmail.com
5 Escola Estadual Professor Jamil Khauan, glayconpataquini@yahoo.com.br
## Resumo
Temos no país e no mundo uma diferença entre o número de meninas e meninos que se dedicam ao trabalho com as ciências exatas. Há muito menos mulheres nas carreiras cientificas do que homens. Partindo do principio que, como seres humanos, somos influenciados por aspectos biológicos, mas também por aspectos históricos e culturais, e que somente a diferença biológica não nos dá respostas para essa visível diferença entre o número de meninas e meninos nas carreiras cientificas, surge a necessidade das ações afirmativas em prol do envolvimento das mulheres em carreiras que atualmente são predominantemente masculinas. Nesse sentido, está em desenvolvimento o Projeto Rosa Choque, financiado pelo CNPQ e em parceria com uma escola de tempo integral, da rede pública estadual, no interior de São Paulo, que além de promover ações de incentivo às meninas para as carreiras cientificas nas ciências exatas tem como objetivo contribuir para avançar na compreensão do processo de escolha (ou não escolha) das meninas de suas carreiras estudantis e profissionais. O projeto se desenvolve a partir de duas linhas básicas. Uma delas é o aprofundamento do conhecimento cientifico das meninas através da participação em uma disciplina sobre eletricidade. A outra, a conscientização através da informação e desvelamento dos elementos históricos e culturais que contribuem para o desinteresse das mulheres para com a carreira das ciências exatas. Algumas cientistas têm sido convidadas como 'madrinhas' do projeto, apresentando seus trabalhos de pesquisa e discutindo com o grupo os limites e possibilidades de trabalho das mulheres nas ciências. Como alguns dos resultados parciais podemos destacar o baixo número de desistentes na disciplina até o momento e o envolvimento das alunas no fechamento semestral da mesma.
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Palavras-chave : ciências exatas, gênero, escola básica.
## Introdução
Temos no país e no mundo uma diferença entre o número de meninas e meninos que se dedicam ao trabalho com as ciências exatas. Há muito menos mulheres nas carreiras cientificas do que homens e também há uma visível diferença entre o número de publicações de autores e de autoras. Embora o número
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26 a 30 de janeiro de 2015
de trabalhos publicados por mulheres tenha aumentado nos últimos anos, ainda é mais baixo do que o número dos publicados por homens (PIERRO, 2013).
Partindo do principio que, como seres humanos, somos influenciados por aspectos biológicos, mas também por aspectos históricos e culturais, e que somente a diferença biológica não nos dá respostas para essa visível diferença entre o número de meninas e meninos nas carreiras cientificas, apontamos a necessidade das ações afirmativas em prol do envolvimento das mulheres em carreiras, que não devem ser chamadas de carreiras masculinas, mas que atualmente são predominantemente masculinas.
Assim, ainda que tenhamos diferenças biológicas entre meninos e meninas, as questões históricas, sociais e culturais que nos envolvem se colocam fortemente. Nesse sentido, urge a necessidade de olharmos homens e mulheres não como resultados naturais de sua determinação biológica, mas como frutos de construções sociais, de processos educativos diferenciados, de teorias paracientíficas que insistem em caracterizá-los como superior/inferior, destinados pela natureza, a papéis diferenciados (MORO, 2011).
Tratamos desde a mais tenra idade os meninos de maneira diferente das meninas, quer seja nos brinquedos que oferecemos a cada um deles- para as meninas damos bonecas e utensílios domésticos, para os meninos carrinhos e brinquedos de montar-, quer seja nas expectativas de comportamento esperadas de cada um - as meninas devem ser delicadas e gentis, os meninos audaciosos e fortes. O rendimento intelectual que se espera das meninas também é diferente do que se espera dos meninos (MORENO,1999). Além disso, os modelos oferecidos pela sociedade através das mídias são simultaneamente fruto e reforço, de maneira geral, dessas expectativas.
Historicamente, as mulheres até bem pouco tempo no Brasil, não frequentavam a escola e não votavam. A expectativa para elas era que arrumassem um bom marido e exclusivamente cuidassem bem de suas casas e filhos (DEL PRIORE, 2013). Hoje, muita coisa mudou. As mulheres frequentam a escola, votam e trabalham fora, entretanto ainda temos muitos aspectos de nossa sociedade a serem superados, como por exemplo, a diferença de salários entre homens e mulheres - para as mulheres o salário é menor; os casos de violência doméstica contra as mulheres vêm aumentando.
Além disso, o aumento do nível de desenvolvimento de um país passa necessariamente pela melhoria em seu sistema educacional e pelo aproveitamento dos talentos de sua população. Nesse sentido, considerando que o país não pode se dar ao luxo de desperdiçar talentos e que esses talentos não são somente do sexo masculino, reforça-se a necessidade de ações positivas que contribuam para o aumento da participação das mulheres nos diversos segmentos da sociedade e em especial nas carreiras cientificas e nas ciências exatas.
Nessa direção está em desenvolvimento o Projeto Rosa Choque 1 em parceria com uma escola de tempo integral, da rede pública estadual, no interior de São Paulo, que além de promover ações de incentivo às meninas para as carreiras cientificas nas ciências exatas tem como objetivo contribuir para avançar na
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compreensão do processo de escolha (ou não escolha) das meninas de suas carreiras estudantis e profissionais.
## . Objetivos
Os objetivos do Projeto Rosa Choque são:
- - Aumentar o conhecimento das alunas do ensino médio sobre os diversos aspectos culturais, sociais e históricos que influenciam de maneira mais ampla a condição feminina atual e de maneira mais específica a pouca procura das carreiras científicas pelas meninas, desnaturalizando esse suposto desinteresse feminino por essas carreiras, apontando os determinantes históricos, sociais e culturais que contribuem para a construção desse desinteresse;
- - Aproximar as alunas de conhecimentos científicos específicos através do estudo orientado e acompanhado por estudantes e professores de Física, com a intenção de desmistificar a ideia de inacessibilidade do conhecimento cientifico;
- -Aproximar as alunas de cientistas mulheres e de seu trabalho, considerando o potencial desse contato para o aumento do interesse sobre o trabalho desenvolvido através da identificação das alunas com aspectos da vida de cientistas e pesquisadoras consagradas.
No presente trabalho nossos objetivos são apresentar o Projeto e alguns de seus resultados até o momento.
## Metodologia e desenvolvimento do Projeto
- O projeto se desenvolve a partir de duas linhas básicas. Uma delas é o aprofundamento do conhecimento cientifico das meninas através do desenvolvimento de demonstrações ou experimentos relacionados à eletricidade. A outra, a conscientização através da informação e desvelamento dos elementos históricos e culturais que contribuem para o desinteresse das mulheres para com a carreira das ciências exatas.
Inicialmente escolhemos algumas cientistas - quatro, no máximo-, que serão as 'madrinhas' convidadas do projeto.
Partindo da definição de representações sociais como imagens construídas sobre o real (MINAYO,1994 apud ARAUJO, 2008) e considerando que essas representações sociais dos grupos compõem o olhar que eles lançam sobre a sua vida cotidiana, influenciam sua ação (MOSCOVICI, 1978 apud ARAUJO, 2008) e são elaboradas nas esferas próximas da vida social (GOMES, 2003 apud ARAUJO, 2008), ou seja, não se constroem representações sociais sobre o que não se relaciona ou do que pouco se tem conhecimento, o convite dessas cientistas tem como objetivo colocar as alunas em contato com uma cientista real e as diferentes facetas de seu trabalho como pesquisadora.
A intenção é tornar mais concreta e mais próxima a carreira cientifica. Ser cientista ou pesquisadora é habitualmente uma carreira distante das alunas, vista freqüentemente em filmes de ficção. A possibilidade de se ver uma mulher cientista presencialmente pode aproximar as alunas da possibilidade de também o serem. Além disso, a cientista trará também aspectos reais e vividos de sua condição de mulher e de sua trajetória profissional como mulher nas ciências sendo um exemplo vivo das possibilidades e dos limites atuais da carreira.
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O trabalho a ser desenvolvido na linha do conhecimento cientifico especifico será a construção de uma demonstração, um experimento ou a resposta a uma questão problema sobre um tema relacionado com a eletricidade. Não se trata do desenvolvimento de um projeto de pesquisa ou construção de material didático, mas a construção pelas próprias meninas de um material de divulgação ou apresentação de alguma questão a ser respondida dentro da área de eletricidade. A escolha da eletricidade como assunto geral se deu porque já é um tema proposto como disciplina eletiva na escola co-executora, o que facilita o desenvolvimento do presente projeto e ajusta-se ao plano já desenvolvido na escola. É fundamental que as propostas que envolvam a participação da escola básica e da universidade sejam efetivamente propostas de parceria, propostas que sejam vantajosas para todos os participantes envolvidos.
O projeto terá como escola co-executora uma escola de tempo integral do estado de São Paulo. Nessas escolas já existe um tipo de disciplina chamada eletiva, cujo conteúdo e tema são propostos pelo próprio professor que a ministra, baseado no projeto de vida dos alunos. As matrículas são efetivadas de acordo com os interesses dos alunos, de acordo com seu próprio gosto, ainda que sejam obrigados a fazer um determinado número de disciplinas eletivas. Aproveitando a existência de uma disciplina nesses moldes, o professor bolsista deste projeto oferecerá uma disciplina para as meninas, na qual a eletricidade será o assunto principal e a culminância da mesma será a apresentação da mostra de ciências.
Sobre a mostra de ciências, os critérios para premiação da mesma serão: conteúdo científico: rigor e correção; criatividade; clareza e adequação ao público (ensino médio) e beleza / estética, apresentação do trabalho.
## Resultados
Um dos resultados esperados do Projeto é a percepção de alguma alteração no padrão de relacionamento das meninas com as ciências exatas, através do contato com o conhecimento cientifico e oportunidade de aprofundamento, das discussões sobre aspectos ligados à questões de gênero e também pelo contato com profissionais cientistas e pesquisadoras do sexo feminino. Essa possível alteração está sendo analisada atualmente no decorrer do projeto através de questionários elaborados para essa análise e o registro das aulas e reuniões com a participação das alunas e da equipe. Estamos considerando que a alteração desse padrão de relacionamento com as ciências exatas é condição necessária, embora não suficiente, para que as alunas cogitem a possibilidade de ingresso em uma carreira nas ciências exatas.
Também esperamos ter pelo menos oito grupos de meninas envolvidos na apresentação da mostra de ciências.
Em termos de participação e envolvimento das meninas atualmente no Projeto temos alguns indicadores. Um deles a baixa desistência de participação nas aulas. As aulas eletivas regulares da escola são semestrais, como o Projeto é uma proposta de um ano, essas aulas eletivas de eletricidade são excepcionalmente anuais. No fechamento deste semestre tivemos apenas duas alunas que desejaram não mais participar das aulas, mas temos uma fila de espera de alunas que querem entrar mesmo com o Projeto já iniciado.
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É parte do cronograma da escola um momento de fechamento das disciplinas eletivas. Neste final de semestre, o fechamento parcial da disciplina (parcial porque ela terá seu fechamento no final do ano) contou com a elaboração de um vídeo organizado pelas alunas, a elaboração de cartazes sobre cientistas renomadas e a apresentação de um pequeno monólogo no qual as alunas se apresentavam, em primeira pessoa, como sendo as cientistas e expondo, ainda que de maneira simplificada, seus trabalhos e alguns problemas relacionados com suas carreiras e o fato de serem mulheres cientistas.
Em termos de análise, estamos trabalhando em um questionário respondido pelas meninas a respeito da boneca Barbie. Dentro da linha da Barbie Profissões, foi proposto para as alunas que pensassem sobre uma Barbie Cientista. Tendo como referencial as representações sociais e a importância de se analisar essas representações quando se pretende conhecer um grupo social específico e entender o porquê do seu modo de agir com seus diferentes interlocutores (ARAUJO, 2008), já temos um levantamento inicial e algumas referências sobre a maneira como as meninas vêem as cientistas e conseqüentemente a carreira científica (LIMA et.al., 2014)
## Conclusão
Partimos do principio que é necessário conhecer para se envolver. Embora o conhecimento não seja garantia de envolvimento, o desconhecimento pode ser muito eficaz para afastar as meninas da carreira cientifica. Nesse sentido, uma aproximação das ciências exatas através de um projeto voltado exclusivamente para o público feminino tem um potencial de motivar as meninas para uma aproximação inicial dessas ciências.
A ciência, como todo empreendimento humano, não é neutra. Por isso, sofreu e sofre influencias sociais, culturais, políticas e econômicas. Assim, os cientistas que trabalham com essa ciência e a elaboram também não são neutros, pois sofrem constantemente as interferências da ideologia de seu tempo (MORO, 2001). A desconstrução da naturalização das ciências exatas como trabalho masculino e a problematização dessa idéia não é uma tarefa fácil, visto que, estamos todos imersos em um ambiente ideológico que favorece direta ou indiretamente essas idéias.
Entretanto, a escola é o local privilegiado para que a discussão reflexiva dessa temática possa ter inicio e avançar. Vivenciando a possibilidade de desenvolver trabalhos voltados para as ciências, as meninas terão a chance de perceber suas potencialidades. O contato com cientistas e pesquisadoras tem o potencial de ajudá-las a ter referenciais de sucesso e trabalho dentro da área das ciências exatas.
Obviamente que uma construção social, ideológica e impregnada em nossos hábitos e contexto não se desfaz de maneira simplificada, entretanto, as mudanças iniciadas no cotidiano escolar podem ser fundamentais para uma educação igualitária quanto aos sexos (MORO, 2001). E embora busquemos uma educação igualitária, essa educação passa pela necessidade de ações diferenciadas, a fim de, no momento, incentivar os menos incentivados até hoje - no nosso caso, incentivar as meninas para as ciências exatas.
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As ações propostas intencionalmente na escola podem contribuir para a construção de uma sociedade mais justa, na qual meninos e meninas possam encontrar na escola elementos que impulsionem sua realização pessoal, em qualquer carreira, independente do sexo .
A participação das meninas e dos bolsistas envolvidos, a continuidade do Projeto no segundo semestre e os dados analisados até o momento permitem vislumbrar algumas contribuições do mesmo.
Galindo (2007) em um trabalho sobre o desenvolvimento de um projeto de parceria entre a universidade e a escola, agrupou as dificuldades e críticas relacionadas a esse projeto em cinco grandes grupos: as ligadas ao conteúdo do Projeto; às condições materiais para a realização do Projeto; as ligadas às possibilidades de realização das atividades pelos alunos; as dificuldades conceituais enfrentadas tanto pelos alunos quanto pelos professores envolvidos e as que se referem à relação Universidade-Escola.
Utilizando-nos desses grupos de dificuldades para uma análise inicial do trabalho desenvolvido no Projeto Rosa Choque destacamos que o fato do mesmo ter sido desenvolvido em uma escola de tempo integral, nos moldes propostos no Estado de São Paulo, minimiza os problemas relacionados às condições materiais para a realização do Projeto. A escola de tempo integral permite em termos de organização do trabalho uma flexibilização de atuação do professor, uma maior disponibilidade de tempo da equipe docente e dos alunos para o envolvimento em atividades extra classe regular e uma maior flexibilização em termos de organização de disciplinas (pelo menos em relação às disciplinas eletivas). Entretanto, é preciso destacar, embora não seja o foco do presente trabalho, que as escolas de tempo integral são uma minoria no estado e da forma como são concebidas, não se pretende que esse tipo de organização seja feita em todas as escolas do estado. Isso por si só já caracteriza um problema pois cria uma escola 'de elite' dentro da própria rede, descaracterizando por princípio a necessidade de se ter uma escola de qualidade para todos e não somente para alguns.
Sintetizando, diante das questões de gênero e a possibilidade de escolha da carreira cientifica pelas meninas alunas do ensino médio, concordamos com Santin (apud MORO, 2001) que 'a ignorância inconsciente e a naturalização constituem-se em duas poderosas aliadas do conservadorismo e das ideologias que propõem a defesa do status quo'. Diante da necessidade de um enfrentamento dessa situação coloca-se a importância do conhecimento, da desnaturalização e da problematização da situação feminina atual tanto em relação às carreiras cientificas quanto de maneira mais ampla e geral.
## Referências Bibliográficas
ARAUJO, Marivânia Conceição de. A teoria das representações sociais e a pesquisa antropológica. Revista Hospitalidade. São Paulo, ano V, n. 2, p. 98-119, jul.- dez. 2008.
DEL PRIORE, Mary. Histórias e conversas de mulher. São Paulo: Planeta, 2013.
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LIMA, Kelly Cabral; RIBEIRO, Talita G.Oliveira; GALINDO, Monica Abrantes; Belleza, Leticia Saud; PATAQUINI, Glaycon; CRUZ, Luciana A.Nogueira. Concepções de alunas do ensino médio sobre a carreira cientifica a partir da boneca Barbie cientista , no prelo, 2014
GALINDO, Monica. Melhoria do ensino de Ciências nas séries iniciais do ensino fundamental : contribuições e limites de um projeto colaborativo. Dissertação de Mestrado. Instituto de Física e Faculdade de Educação da universidade de São Paulo, 2007.
MORENO, Montserrat. Como se ensina a ser menina: o sexíssimo na escola. São Paulo: Moderna; Campinas, SP: Editora da Universidade Estadual de Campinas, 1999.
MORO, Claudia Cristine. A questão do gênero no ensino de Ciências. Chapecó: Argos, 2001.
PIERRO, Bruno. Territórios femininos . Revista FAPESP, São Paulo, p.32-35, out. 2013.
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