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UM ESTUDO SOBRE A INTERAÇÃO ENTRE ALUNOS E MONITORES DA XV MOSTRA DE FÍSICA E ASTRONOMIA DA UFES

Ana Paula Jeakel, Mayene Siman, Giuseppi Camiletti

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXI
Ano
2015
Data
27/01/2015
Linha de pesquisa
Divulgação Científica E Educação Não Formal
Tipo
Pôster

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Texto completo

## UM ESTUDO SOBRE A INTERAÇÃO ENTRE ALUNOS E MONITORES DA XV MOSTRA DE FÍSICA E ASTRONOMIA DA UFES

*Ana Paula Jeakel , Mayene Siman , Giuseppi Camiletti 1 2 3.

- 1 Universidade Federal do Espirito Santo, paula\_jeakel@hotmail.com
- 2 Universidade Federal do Espirito Santo, maysiman@gmail.com
- 3 Mestrado Profissional Nacional em Ensino de Física SBF/Polo12/UFES, giuseppi.ufes@gmail.com

## Resumo

Com o objetivo de avaliar um evento realizado no contexto de um Espaço Não Formal de Educação visando seu aperfeiçoamento, o presente artigo disserta sobre a interação dos alunos do Ensino Fundamental e do Ensino Médio das redes de Ensino Público e Privado que visitaram a XV Mostra de Física e Astronomia realizada na Universidade Federal do Espírito Santo - UFES em outubro de 2013, com os monitores do evento. Para isso, os visitantes foram convidados a responder um questionário que avaliava diversos aspectos, dentre eles as características que eles esperavam encontrar no monitor. Os monitores também foram convidados a preencher um questionário avaliando a postura do aluno durante a apresentação. A aplicação ocorreu em salas com diferentes temas relacionados à Física e Química, ou seja, não se tinha a sobreposição de conteúdos em um único espaço. Os resultados apontam que os monitores foram capazes de promover o entendimento dos fenômenos abordados, demostraram segurança no conteúdo e utilizaram um tempo adequado para a explicação dos experimentos. Os perfis de monitor que é desejado pelos visitantes do evento apontam que ele deve saber o que está falando e ser engraçado. Na visão dos monitores, os visitantes apresentam um bom nível de interesse e atenção nas explicações e um nível menor de espontaneidade em fazer perguntas e questionamentos. Estes resultados possibilitam um feedback e uma reflexão aos organizadores do evento a fim de que esse tipo de atividade se torne uma estratégia complementar a ser utilizada pelo professor no ensino de Física e de Ciências de modo geral.

Palavras-chave : Mostra de Física, Espaços Não Formais de Educação, Experimentos de Física.

## Introdução

Absorver conhecimentos relativos ao mundo da Ciência tornou-se um requisito fundamental para o exercício da cidadania (ELIAS, ARAÚJO e AMARAL, 2007). Nesse contexto, Vieira, Bianconi e Dias (2005), estabelecem:

'Educação não formal ocorre quando existe a intenção de determinados sujeitos em criar ou buscar determinados objetivos fora da instituição escolar. Assim, ela pode ser definida como a que proporciona a aprendizagem de conteúdos da escolarização formal em espaços como museus, centros de ciências, ou qualquer outro em que as atividades sejam desenvolvidas de forma bem direcionada, com um objetivo definido.'

Assim, ela ocupa um lugar importante na divulgação dos conhecimentos científicos, pois diferentemente da educação formal, possui uma metodologia voltada para a aprendizagem interativa, propiciada tanto pelas exposições e atividades desenvolvidas em grupo quanto pela troca de informações entre indivíduos, o que de acordo com a teoria de Vigotsky (1998) é essencial para o desenvolvimento do indivíduo.

As atividades desenvolvidas em Espaços Não Formais de Educação não apresentam referencias teóricos bem delimitados para sua realização. Logo, parte dos eventos realizados nestes espaços ocorre sem a devida reflexão sobre a interação dos protagonistas do ambiente (NASCIMENTO e REZENDE, 2010). Portanto, é importante ficar claro que o despreparo que o monitor poderá acarretar em uma insatisfação da parte dos visitantes de um evento ou atividade específica (LOPES e VIEIRA, 2012).

Assim, esse artigo apresenta um estudo desenvolvido com os monitores e alunos visitantes da XV mostra de Física e Astronomia, realizada na Universidade Federal do Espírito Santo -UFES, de 21 a 25 de outubro de 2013 (www.cce.ufes.br/mostra). O trabalho pretende investigar a opinião do público visitante a respeito da atuação dos monitores, e também, a opinião dos monitores a respeito dos alunos visitantes. Com esta iniciativa, espera-se contribuir, em longo prazo, para a melhoria dos métodos de abordagem utilizados pelos monitores do evento como também daqueles adotados em outros espaços não formais de ensino.

## Referencial Teórico

O conhecimento científico e as formas como é produzido, compreendido e ensinado tem sido foco de inúmeras pesquisas no âmbito da educação não formal e da divulgação científica (SILVA e OLIVEIRA, 2008). Segundo Ferreira (2008), os espaços não formais de educação se apresentam como espaços físicos com o objetivo de pesquisar, difundir, expor, colecionar e principalmente educar. Com base nisso, podemos considerar eventos como a Mostra de Física e Astronomia da UFES como um espaço educacional não formal. Um dos objetivos destes eventos é a popularização da Ciência e a difusão do conhecimento científico a partir de um espaço não formal com características peculiares. De acordo com Krappas e Rebello (2001, p.68)

'(...) a educação formal, fornecida pela escola, não pode prover toda a educação e informação científica requerida pelos cidadãos, para que possam compreender as mudanças do mundo e participar nas decisões relativas à ciência.'

Assim, cada vez mais professores das diferentes áreas se interessam por conhecer melhor esses espaços, proporcionando um melhor aproveitamento do mesmo pelos alunos (MARANDINO, 2001). Uma peça fundamental nesses eventos são os responsáveis pela exposição dos assuntos. Gaspar (1993) ressalta que é importante que um expositor/monitor perceba que, muitas vezes, o público que vai a um espaço lúdico de aprendizado não procura uma continuação da escola, mas sim algo que a escola não está oferecendo. O monitor deve desempenhar o papel de um mediador entre a exposição/experimentos e o visitante, por esse importante papel faz-se necessário uma boa preparação do monitor. Adicionalmente, ao estudar um determinado assunto relacionado a uma exposição o monitor acaba aprimorando seus próprios conhecimentos.

Portanto, as atividades não formais de educação que promovem a experimentação e interação direta entre seus visitantes, se bem estruturadas, contribuem efetivamente para visitantes e monitores, motivando-os a desenvolver tanto o conhecimento quanto a divulgação científica. Diante desse cenário, essas ações podem consistir em uma oportunidade de aproximação do conhecimento científico aos saberes do senso comum, ao mesmo passo que permitem uma gama

de possibilidades para a abordagem interdisciplinar de assuntos de todos os campos das ciências (PEREIRA e SILVA, 2008).

## Objetivo

Analisar a relação entre o monitor e o aluno visitante da XV Mostra de Física e Astronomia da UFES durante a explicação de experimentos expostos no evento, visando mapear as características que o aluno visitante espera encontrar no monitor e o comportamento do aluno que o monitor espera encontrar durante a visitação.

## Descrição do evento

A XV Mostra de Física e Astronomia é um dos eventos integrantes da Semana Estadual de Ciência e Tecnologia do Espírito Santo e ocorre no Centro de Ciências Exatas (CCE) da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Ela tem duração de uma semana e é direcionada principalmente aos estudantes e professores do Ensino Médio. Durante a visita, o público pode visualizar e manipular um grande número de experimentos de Física cuja lista pode ser conferida no site do evento (www.cce.ufes.br/mostra). O objetivo principal do evento é despertar a curiosidade do público visitante para a busca do entendimento dos fenômenos físicos subjacentes a estes experimentos. Desde 1997, este evento é organizado por professores e estudantes dos cursos de Graduação e Pós-graduação em Física (www.cce.ufes.br/pgfis) e Pós-graduação em Ensino de Física (www.ensinodefisica.ufes.br) da UFES.

A Mostra vem sendo realizada no Prédio do IC1 da UFES e adjacências, que é constituído 13(treze) salas de aulas. Duas delas servem de depósito de cadeiras, que são retiradas das demais salas e algumas mesas são inseridas, viabilizando um espaço adequado para a disposição e apresentação dos experimentos. Todas as salas são bem iluminadas e dispõem de tomadas elétricas, condições suficientes para a apresentação da maioria dos experimentos a serem apresentados durante a Mostra. Algumas são climatizadas. Apenas os fenômenos óticos demandam o escurecimento artificial de uma sala, de modo a possibilitar a visualização destes fenômenos. Isso é feito através da instalação de uma película totalmente opaca nos vidros das janelas. É importante ressaltar que embora o prédio tenha dois andares, possui acesso para deficientes físicos. As áreas externas do prédio do CCE também são utilizadas para a realização de experimentos a céu aberto.

As visitas das escolas são pré-agendadas pelos professores responsáveis no site do evento, onde é disponibilizada uma planilha contendo os horários de funcionamento, as salas e seus respectivos temas. Dois meses antes do evento, os interessados acessam o site e procede a inscrição nas atividades de interesse. É importante ressaltar que o evento é direcionado prioritariamente a grupos de estudantes coordenados por professores. Assim, o processo de inscrição é feito em cada atividade de interesse, pelo professor responsável pelo(s) grupo(s), de no máximo 40 estudantes. É garantida também a visitação do publico em geral participando juntamente com os grupos de estudantes inscritos. Este esquema de organização permite que os grupos visitem cada sala contendo os experimentos em um tempo aproximado de 20 minutos, pré-determinado pela organização do evento.

Com a realização da Mostra, a comunidade acadêmica (professores e graduandos) tem a oportunidade de elaborar e comunicar o conhecimento científico de Física para o público visitante. Essas atividades são desenvolvidas pelos estudantes de Física, orientados pelos professores do Departamento de Física, que atuam como monitores na apresentação dos experimentos para o público em geral. Assim, os monitores devem fazer um estudo aprofundado sobre os conceitos e teorias da Física envolvidas no respectivo experimento. Em seguida, eles devem elaborar um roteiro de apresentação do experimento mostrando a contextualização do fenômeno com a realidade do público, a explicação do fenômeno abordando as leis e conceitos físicos presentes e por fim sugestões de fontes de informações que permitam aprofundar o conhecimento sobre o fenômeno que está sendo abordado. A apresentação conduzida pelo monitor deve envolver o público de modo a interagir com o experimento e permitindo o contato com o mesmo.

## Amostragem

A amostragem foi constituída de um grupo de 407 estudantes visitantes sendo, 11,30% do ensino fundamental, 85,25% do ensino médio, de escolas públicas e privadas, e 3,43% de alunos de cursos técnicos e faculdades localizadas em diversas regiões do estado do Espírito Santo, que participaram da XV Mostra de Física e Astronomia da UFES. As amostragens incluíram também 320 questionários respondidos por 70 monitores, o que gera uma média maior que quatro questionários respondidos por aluno dos cursos de graduação em Química e Física da UFES, que atuaram como monitores do evento.

## Estratégia de coleta de Dados

Durante o evento os estudantes visitantes foram convidados a responder um questionário entregue no fim da visita às salas, constituído de três questões objetivas sobre os monitores e uma questão com 20 itens para o mapeamento do perfil do monitor. O teor do questionário e os respectivos resultados estão mostrados Quadro 01 e na Figura 01.

Após a visita de cada grupo, os monitores apresentadores dos experimentos foram orientados a preencher um questionário consistindo de cinco questões objetivas a respeito dos estudantes visitantes. O teor do questionário e os respectivos resultados estão mostrados no Quadro 02.

## Analise de Dados e Discussão

A seguir, nos Quadros 01 e na Figura 01 são apresentados as questões e os respectivos resultados dos questionários baseados nas respostas dos visitantes, e no Quadro 02 o resultado dos questionários baseados nas respostas dos monitores.

Os resultados do Quadro 01 apresentam uma avaliação dos alunos sobre o desempenho dos monitores no evento. É possível notar que a grande maioria dos alunos, considerou de fácil entendimento as explicações dos experimentos dadas pelos monitores em praticamente todas as salas e também os consideraram seguros em relação aos conceitos relacionados aos experimentos explicados por cada um deles.

Tais resultados possuem como possível justificativa o fato de que apesar dos monitores estarem cursando períodos diferentes dos cursos de Física e Química, é dada a eles a liberdade de escolher a sala e os experimentos que irão explicar de

acordo com a sua afinidade e conhecimento sobre o conceito envolvido, possibilitando assim uma maior desenvoltura e segurança para a explicação do experimento escolhido. Além disso, antes do evento, os monitores são orientados a preparar as explicações dos experimentos adotando uma linguagem clara e fora do padrão que, em geral, é utilizada em sala de aula (ROSA e ROSA, 2005), o que pode ter influenciado no entendimento do assunto abordado.

Quadro 01: Percepção dos alunos visitantes em relação ao desempenho dos monitores.

## Questões feitas aos alunos sobre os monitores e percentuais de suas respectivas respostas

Na questão número 3, 89,9% dos alunos consideraram o tempo de explicação gasto pelos monitores ideal. A determinação do tempo de exposição do experimento é uma tarefa complicada, logo que um tempo excessivo pode tornar o conteúdo abordado e a proposta da divulgação massiva e não atrativa para os alunos. Enquanto um tempo limitado pode criar a superficialidade no assunto em questão (ZANDOMÊNICO et al, 2011). Com base nisso, o tempo adotado foi de aproximadamente 20 minutos para disponibilizar um tempo para perguntas e interação dos alunos.

Além das questões contidas no Quadro 01 os alunos também responderam outra questão sobre os monitores. Eles deveriam assinalar entre as 20 alternativas dadas, as características que acreditavam que o monitor deveria possuir. As alternativas e seu respectivo total de respostas estão na Figura 01. No nosso estudo as características com o maior número de indicações foram, 'Saber o que está falando' e 'Ser engraçado', corroborando os resultados encontrados por Lopes et al (2012) em um levantamento semelhante a este, realizado ao longo da XIII Mostra. Com o resultado da primeira característica, em conjunto com o resultado obtido na segunda questão do Quadro 01, nota-se que os alunos possuem total clareza da importância do domínio do conteúdo abordado por parte dos monitores para a explicação dos experimentos. É importante ressaltar que a segurança do monitor na hora da explicação do experimento contribui para fomentar a ocorrência de tipos qualitativamente diferenciados de motivação do aluno (MACHADO e RUFINI, 2012). Sendo assim, é possível que a forma com que o monitor apresenta determinado experimento, possua ligação direta com a atenção e o interesse prestado pelo o aluno à suas explicações.

A característica 'Saber improvisar' , com 10,7% de respostas, também está relacionada com a segurança do monitor, pois ao se deparar com perguntas inusitadas dos alunos, ou quaisquer outras situações que 'fogem' do seu roteiro de explicação pré-programado, ele deverá estar seguro para desenvolver estratégias para suprir as necessidades surgidas por parte dos alunos.

Figura 01: Características que o aluno acredita que o monitor deve possuir.

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Dentre as características relacionadas à forma como o monitor administra sua apresentação, temos os maiores percentuais em: 'Ser engraçado' , 'Falar alto' (10,0%) e 'Falar devagar' . No caso de um grupo com muitos componentes, ou em um grupo de alunos mais dispersos em que seja um pouco mais difícil controlar a conversa entre eles no momento da explicação, 'Falar alto' é de fato uma característica importante que o monitor deve possuir para que alguns alunos não sejam prejudicados ao não compreender parte das explicações, como também 'Falar devagar' é uma forma que possibilita um tempo para que o aluno faça a associação do que foi dito pelo monitor com a execução do experimento a sua frente, abrindo também um espaço para formulações de perguntas para os monitores sobre o fenômeno envolvido.

Os dados provenientes dos questionários dos monitores são apresentados no Quadro 02 abaixo.

Quadro 02: Percepção dos monitores em relação aos alunos, nos 320 questionários respondidos.

Analisando o Quadro 02, nota-se que nenhuma das cinco questões obtiveram média ponderada abaixo de 3, considerando a escala proposta. Os monitores classificaram o nível de interesse e atenção dos estudantes, que varia de 1 a 5, com uma média de 4.10 e 4.11, respectivamente. Como o principal objetivo da Mostra é despertar a curiosidade e o interesse dos estudantes sobre os conteúdos abordados, a média dada pelos monitores na primeira questão indica um bom desempenho do evento com os estudantes.

As questões 3 e 4 apresentam as menores médias no Quadro 02, dizem respeito a espontaneidade em fazer perguntas (média 3.31) e ao envolvimento dos estudantes à possíveis questionamentos (média 3.63). Alguns alunos podem se sentir constrangidos com os monitores e até mesmo com os próprios colegas ao fazer e responder perguntas sobre os experimentos. É importante ressaltar que a média da questão 03 apresentada no quadro acima, é consideravelmente menor do que a média da questão 04. Apesar de essas questões estarem relacionadas e possivelmente apresentarem uma justificativa semelhante para o resultado obtido, parece que o aluno apresenta muito mais resistência em se manifestar espontaneamente do que quando é instigado pelo monitor. Assim, seria desejável nas edições futuras do evento desenvolver estratégias com os monitores para influenciar um envolvimento maior dos estudantes nas apresentações.

A questão 5, apresentou o melhor resultado do conjunto, com 4.23 de média. Como os alunos estavam na maioria das apresentações acompanhados por seus professores, ou subdivididos em grupos não muito grandes, é justificável que o monitor não tenha encontrado grandes dificuldades com o comportamento dos estudantes.

## Considerações Finais

Este trabalho buscou analisar a relação entre o monitor e o aluno visitante da XV Mostra de Física e Astronomia da UFES durante a explicação de experimentos expostos no evento, visando mapear as características que o aluno visitante espera encontrar no monitor e o comportamento do aluno que o monitor espera encontrar durante a visitação. Os resultados obtidos nos questionários respondidos pelos estudantes visitantes e compilados no Quadro 01 apontam que os monitores foram capazes de promover o entendimento dos fenômenos abordados, demostraram segurança no conteúdo e utilizaram um tempo adequado para a explicação dos experimentos. Com relação ao perfil, os resultados da Figura 01 possibilitam traçar um perfil de monitor que é desejado pelos visitantes do evento. As caraterísticas mais citadas foram saber o que está falando e ser engraçado .

Com relação ao comportamento dos visitantes na visão do monitor, os resultados compilados no Quadro 02 apontam que os eles apresentam um bom nível de interesse e atenção nas explicações. Por outro lado, o monitor percebe um menor nível de espontaneidade em fazer perguntas e questionamentos. Portanto, os resultados provenientes dos questionários aplicados aos visitantes e monitores participantes da XV Mostra de Física e Astronomia, possibilitam um feedback e uma reflexão aos organizadores sobre as intervenções a serem adotadas tanto para edições futuras do evento quanto para outros espaços que adotam o método NãoFormal de educação, a fim de que esse tipo de atividade se torne uma estratégia complementar a ser utilizada pelo professor no ensino de Física e de Ciências de modo geral.

## Referências

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