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ESTUDO DE CASO SOBRE A EDUCAÇÃO CIENTÍFICA NO MUNICÍPIO DE SALGUEIRO - PE

Daiane Maria Dos Santos Ribeiro, Alan Clécio Bezerra De Oliveira, Marcelo Souza Da Silva, Eriverton Da Silva Rodrigues

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXI
Ano
2015
Data
27/01/2015
Linha de pesquisa
Divulgação Científica E Educação Não Formal
Tipo
Pôster

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Texto completo

## ESTUDO DE CASO SOBRE A EDUCAÇÃO CIENTÍFICA NO MUNICÍPIO DE SALGUEIRO - PE

*Daiane Maria dos Santos Ribeiro , Alan Clécio Bezerra de Oliveira , Marcelo 1 2 Souza da Silva , Eriverton da Silva Rodrigues 3 4

- 1 IF Sertão pernambucano - Campus Salgueiro, daianesr35@hotmail.com
- 2 IF Sertão pernambucano - Campus Salgueiro, alan\_clecio@yahoo.com.br
- 3 IF Sertão pernambucano - Campus Salgueiro, marcelo.silva@ifsetao-pe.edu.br

## Resumo

Atualmente uma concepção mais ampla de educação ultrapassa os muros das escolas atingindo os espaços informais e não-formais de educação, estes espaços desempenham papéis complementares para a promoção da alfabetização científica dos estudantes e professores. Um exemplo disso temos os museus como espaços de divulgação científica e aprendizagem não-formais, que podem contribuir para o enriquecimento cultural e científico dos indivíduos. O Museu de Ciências Professor Antonio Carneiro (MCPAC) situado em Salgueiro - PE propicia o acesso da população ao conhecimento científico por meio de atividades interativas e educacionais e tem contribuído para o ensino de ciências nas escolas de educação básica e nas instituições universitárias da região. Este trabalho exibe um estudo de caso feito sobre a educação científica com estudantes da educação básica no município de Salgueiro. A maioria dos visitantes apresentaram algumas contradições nos conceitos científicos, além de estabelecer visões limitadas e equivocadas em relação ao trabalho dos cientistas. Estes resultados, a partir de uma análise qualitativa foram obtidos através de anotações, observações e fotografias dos monitores durante as visitas. Além disso, as atividades desenvolvidas em espaços não-formais de educação não substituem o ensino formal das ciências, mas contribuem de maneira significativa para educação científica, devido aos inúmeros conhecimentos de diversas áreas, disponíveis nestes espaços.

Palavras-chave : educação em espaço ciência, alfabetização científica, divulgação da ciência.

## Introdução

Na contemporaneidade a educação vem sendo destacada como um recurso de extrema importância para a transformação da humanidade e a preparação do indivíduo aos desafios criados pela globalização e pelos avanços tecnológicos na era da informação (MARQUES, 2007). No entanto, geralmente o ensino de ciências em todos os níveis da educação formal se restringe à memorização de fórmulas e de conceitos embasados em livros didáticos que resumem e deturpam a história da ciência, não permitindo que o estudante reflita e critique sobre o que lhe é 'transmitido' em sala de aula. Estes e outros problemas que assolam a educação científica causam nos estudantes e professores de ciências, concepções limitadas em relação ao desenvolvimento do conhecimento científico. Como exemplo disso, destacamos aqui que o estabelecimento de uma ordem cronológica da história do

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26 a 30 de janeiro de 2015

desenvolvimento das ciências de forma errônea, causa uma ideia de acúmulo linear de conhecimento, como também, discentes e professores tem a impressão de que a ciência hoje se restringe a uma série de descobertas e invenções individuais, que não existem disputas de paradigmas entre comunidades de cientistas. Assim, professores e estudantes difundem que a ciência é exata, entre outras visões preestabelecidas. Dentro deste contexto, a educação, que transpõe os muros das escolas, possibilita alternativas para desenvolver atividades complementares à alfabetização científica dos discentes e docentes tanto em espaços informais quanto em não-formais.

A alfabetização científica no Brasil no campo do ensino formal, informal e não-formal vem crescendo desde a década de 1960 até os dias atuais. Somando-se a isto houve uma grande ampliação do número de museus de ciências entre as décadas de 1980 e 1990. Isso promoveu a formação científica em espaços nãoformais de Ensino (KRASILCHIK e MARANDINO, 2004).

Segundo Gohn, a educação em espaços não-formais designa um processo com quatro dimensões, que são apresentadas a seguir:

- O primeiro envolve a aprendizagem política dos direitos dos indivíduos enquanto cidadãos (...). O segundo, a capacitação dos indivíduos para o trabalho, por meio da aprendizagem de habilidades e/ou desenvolvimento de potencialidades. O terceiro, a aprendizagem e exercício de práticas que capacitam os indivíduos a se organizarem com objetivos comunitários, voltados para a solução de problemas coletivos cotidianos (...). O quarto é a aprendizagem dos conteúdos da escolarização formal, escolar, em formas e espaços diferenciados (GOHN, 2001, p. 98-99).

Os museus são considerados espaços de divulgação científica e aprendizagem não-formal e podem contribuir para o enriquecimento cultural científico dos indivíduos. A divulgação científica pode cumprir diferentes funções no ensino de ciências, tais como: o desenvolvimento de habilidades de leitura, o contato com pesquisas científicas e a vida dos pesquisadores, complementação de materiais didáticos, desenvolvimento e formação do espírito crítico e reflexivo (CHAVES et al., 2001; MONTEIRO et al., 2003; RIBEIRO e KAWAMURA, 2006).

Diante do exposto, na cidade de Salgueiro - PE o Museu de Ciência Professor Antonio Carneiro (MCPAC) propicia o acesso da população ao conhecimento científico por meio de atividades interativas e educacionais e tem contribuído para o ensino de ciências nas escolas de educação básica e nas instituições universitárias da região. Este espaço ciência estava inicialmente situado na UPE (Universidade de Pernambuco), mas por falta de monitores o lugar ficou desativado por um ano. Em 2013 com a aprovação do projeto (Divulgação científica e popularização da ciência na região de Salgueiro-PE) no edital FACEP 09/2013, foi possível reativar as visitações das escolas estaduais, municipais e do público em geral. O museu hoje se localiza no IF Sertão pernambucano - Campus Salgueiro, instituição da qual fazem parte os monitores e os coordenadores do projeto.

## Metodologia

Para investigarmos o comportamento e aspectos da educação científica do público que visita o MCPAC optamos pela abordagem qualitativa. Esse método de pesquisa qualitativa permite a descrição das ideias e dos fatos, a partir de transcrições de relatos, fotografias, vídeos, observações do próprio investigador, etc. caracterizando assim, o objeto em estudo.

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A investigação consistiu em um estudo de caso sobre a educação científica nas escolas estaduais e municipais de Salgueiro - PE, que foi baseada na observação detalhada do comportamento do público do museu durante a visita a este espaço; como ele relacionou seu conhecimento prévio aos temas ligados à ciência e tecnologia e às novas informações que foram surgindo no decorrer da visita.

Os dados foram obtidos a partir de fotografias e vídeos gravados pelos professores do IF Sertão - PE e anotações. Um questionário foi aplicado com o intuito de observar o que os estudantes compreendiam sobre a ciência e o trabalho dos cientistas. Participaram da pesquisa 20 alunos do terceiro ano do ensino médio, e 10 alunos do oitavo ano do ensino fundamental. No decorrer da apresentação do acervo, os monitores levantaram questionamentos e aplicaram um questionário sobre aspectos relacionados à natureza da ciência, tais como: O cientista utiliza sua criatividade e imaginação durante suas pesquisas? O conhecimento científico pode ser modificado? A ciência sofre influência de fatores externo (social, cultura, histórico)? Descreva o que você conhece sobre Newton e o seu trabalho em relação a decomposição da luz do sol em um prisma?, entre outros. A partir da análise do questionário, vídeos e anotações foi possível inferir que os estudantes, que participaram da pesquisa possuem concepções limitadas e equivocadas em relação ao progresso científico. Segundo a literatura, estas limitações podem está diretamente associadas às visões e as práticas pedagógicas de seus professores, bem como pela mídia seja ela impressa, ou eletrônica.

## Análise dos resultados

O contexto da educação científica formal no município de Salgueiro tem como uma marcante característica a escassez de professores licenciados em ciências, mais especificamente nas áreas de Física e Química. Quando as disciplinas de ciências são lecionadas por professores graduados nas respectivas áreas ocorre melhor panorama, no entanto os docentes que lecionam tais disciplinas têm formação inicial em História, Geografia, Pedagogia, Letras etc., o que provoca nos seus alunos uma formação científica limitada e descontextualizada, pois estes docentes não têm uma formação adequada para ministrar estas disciplinas e acabam reproduzindo os erros presentes em livros didáticos, nos meios de comunicação, em suas aulas. E uma minoria dos professores de ciências da região tem uma formação em Ciências Biológicas, contudo mesmos estes educadores apresentam noções fortemente enraizadas acerca da natureza da ciência. Compreendendo esta carência foi implantado o curso de licenciatura em Física, há três anos, pelo Instituto Federal do Sertão Pernambucano Campus Salgueiro.

Várias pesquisas evidenciam que mesmo os docentes com a formação científica possuem limitações na compreensão de alguns aspectos da natureza da ciência. Tal constatação mostra que existem sérias deficiências na formação básica dos futuros licenciados em ciências, pois mesmo o ensino universitário é centrado na memorização de conceitos e fórmulas e o estudante ou futuro docente acaba desenvolvendo visões deturpadas em relação ao conhecimento científico (Cleminson, 1990; Matthews, 1991; Stinner, 1992).

Em sua maioria os visitantes do (MCPAC) são alunos do nível básico trazidos por seus professores. A partir da análise de um trecho de um vídeo gravado pelo professor do IF Sertão, sobre a visita orientada ao museu de ciências Professor

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Antonio Carneiro foi possível perceber que, em geral, os entrevistados possuem dificuldades em compreender o trabalho científico, por exemplo, alguns estudantes relataram que a experimentação é o único método utilizado no desenvolvimento da ciência.

'Os cientistas são gênios que vivem isolados da sociedade. Durante suas investigações, a experimentação é o único método eficaz para verificar ou falsear suas teorias e o conhecimento científico é seguro e não há espaço para a ambiguidade' .

Tais limitações lhes foram transmitidas através da educação formal, nãoformal e informal. Esse tipo de pensamento que pode se configurar um obstáculo para a educação em ciências pode ser trabalhado através da utilização da história e filosofia da ciência nos espaços formais e não formais de ensino.

Além disso, em uma das visitas orientadas foi aplicado um questionário aos alunos do terceiro ano do ensino médio, e uma das questões era para eles relatarem o que achavam de Newton e o seu trabalho sobre a decomposição da luz do sol em um prisma. Na análise desta questão o estudante A afirmou que:

'Newton era um ser iluminado que conseguiu descobrir várias teorias que ninguém as conhecia e ele fez essas descobertas sozinho'. Newton teve a brilhante idéia de refratar a luz do sol em um prisma e descobrir que a cor branca era composta pelas sete cores do arco-íris'.

Nesta fala do estudante ele apresenta várias visões deformadas sobre Newton e o seu trabalho. Newton para desenvolver suas pesquisas não estava sozinho ele tinha uma gama de pesquisadores o ajudando e ele também deu continuidade ao trabalho que vinha sendo desenvolvido por vários cientistas. As descobertas científicas é fruto de trabalhos árduos e não de ideias instantâneas que brota na cabeça dos pesquisadores.

Na análise dos vídeos e anotações feitas durante a visita dos alunos do oitavo ano do ensino fundamental ao MCPAC eles apresentaram as mesmas visões limitadas assinaladas pelos estudantes no terceiro ano. Eis um exemplo de expressão citada durante a visita orientada pelo estudante B .

'Acredito na ciência, porque ela fala a verdade . O conhecimento científico é seguro, pois é baseado na observação neutra do cientista. O conhecimento científico não pode ser influenciado pela imaginação dos cientistas, nem por fatores externos'.

Diante das compreensões distorcidas apresentada por estes alunos, os monitores do museu foram capacitados para apresentar a ciência pelo processo histórico, enfatizando que o conhecimento científico sempre se transforma. Assim, a história da ciência atrelada à exibição de exposições nos museus pode desmistificar a visão dogmática da ciência como verdade absoluta e definitiva, bem como outras compreensões epistemologicamente arraigadas nas visões dos visitantes (VALENTE, 2005).

O cenário da exposição museal, além de suas coleções permanentes, pode ser ampliado com as amostras itinerantes, possibilitando um diálogo maior entre diferentes públicos. Por isso, em fevereiro de 2014 foi trazida para MCPAC uma exposição itinerante sobre 'A história química da humanidade' esta exposição era composta por 12 painéis, dentre os quais, dez painéis traziam, além do fato histórico, experimentos interativos para serem praticados pelos visitantes. Esta

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exposição foi idealizada e concebida em comemoração ao centenário do prêmio Nobel de Marrie Currie.

As exibições no MCPAC têm a pretensão de proporcionar aos visitantes condições que favoreçam a construção da alfabetização científica. O público visitante deve compreender a ciência como processo social, histórico, não dogmático e de construção humana.

Ainda sobre a visita orientada ao MCPAC a atividade com os visitantes tem a pretensão de explorar a função significativa das amostras deste espaço, para a ampliação do conhecimento com a substituição da participação passiva pelo olhar questionador, tendo em vista, que este público apresenta dificuldades para explorar o potencial educativo das exposições do museu e instrumentos científicos históricos.

Em todas as visitas realizadas a este espaço, pelo público escolar, foram feitos questionamentos aos estudantes sobre as amostras e foi permitido que eles também fizessem indagações sobre suas curiosidades em relação às exposições. E foi possível perceber, a partir desta estratégia, que os visitantes mais familiarizados com alguns conceitos científicos que faziam parte da exposição se sentiam mais a vontade de expor seus conhecimentos prévios, e assim conseguiam interagir mais com a amostra e com os monitores. O público visitante em geral apresenta dificuldades em compreender o que é ciência e como o conhecimento científico se desenvolve.

A literatura ressalta que a maior responsabilidade em ensinar Ciências é elaborar estratégias que permitam aos discentes uma construção humana crítica e reflexiva para que sejam agentes de transformação do ambiente em que vivem.

Então, as atividades de divulgação e alfabetização científica em espaços não-formais promovem diferentes situações de interação, com objetivo de contribuir aos visitantes o desenvolvimento de habilidades críticas para que possam compreender mais adequadamente a natureza da ciência. Tais habilidades podem ser fomentadas pelo convívio em espaços de educação distintos da sala de aula, como um museu ou centro de ciência.

## Conclusão

Os resultados da pesquisa permitiram inferir que de uma maneira geral o público que frequenta o museu de ciência em questão, formado em sua maioria por estudantes do nível básico, só visitaram o espaço por ser a visita uma atividade proposta pela escola. Foi observado que a visita orientada promove conflitos nos conceitos científicos do público, fazendo com que eles debatam. Também foram verificadas visões limitadas e deturpadas em relação ao trabalho dos cientistas na maioria dos visitantes.

Alguns aspectos da natureza das ciências apresentados nos museus de ciências não substituem o ensino formal das ciências, mas pode complementá-lo de várias maneiras, essa compreensão é verificada entre os professores de ciências mais bem capacitados, pois promovem os passeios de suas turmas a esse espaço.

A exploração adequada de alguns episódios do desenvolvimento científico permite compreender que a ciência não é isolada de todas as outras e que ela faz parte de um desenvolvimento histórico, cultural e social. Diante do exposto podemos concluir que a possibilidade de desenvolver as atividades escolares de maneira

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integrada com o referido museu de ciências é bem explorada pelas escolas municipais e estaduais de Salgueiro. Tal postura se justifica plenamente, pois as atividades desenvolvidas em espaços não-formais de educação contribuem de maneira significativa para educação em ciências devido aos inúmeros conhecimentos de diversas áreas, disponíveis nestes espaços.

A ciência é uma das grandes realizações da cultura humana. Assim, para superar a presente crise social e intelectual da Educação em Ciências é necessário implementar atividades que abordem a natureza da ciência que estejam situadas histórica e filosoficamente.

## Referências

CHAVES, Taniamara V; MEZOMMO, Josiane; TERRAZAN, Adolfo. Texto de divulgação científica como recurso didático para o ensino-aprendizagem de física clássica: exemplos em termodinâmica e eletromagnetismo. In: Atas do III Encontro Nacional de Pesquisa de Educação em Ciências. Atibaia, SP: ABRAPEC, 2001.

CLEMINSON, A. Establishing an epistemological base for science teaching in the light of contemporary notions of the nature of science and of how children learn science . Journal of Research in Science Teaching, 1990 , v. 27, n. 5, p. 429- 445.

GOHN, M.G. Educação não formal e cultura política . 2 ed. São Paulo: Cortez, 2001.

KRASILCHIK, M.; MARANDINO, M. Ensino de Ciências e cidadania . São Paulo: Moderna, 2004. 88p.

MARQUES, Roberta Smania. Os museus da Universidade Federal da Bahia enquanto espaços de ensino não-formal . Salvador: UFBA, 2007. Dissertação (Mestrado) - Universidade Federal da Bahia. Instituto de Física: Programa de PósGraduação em Ensino, Filosofia e História das Ciências, Salvador, BR-BA, 2007.

MATTHEWS, M. R. Un lugar para la historia y la filosofía en la enseñanza de las ciencias. Comunicación, Lenguaje y Educación , 1991, p. 141-155.

MONTEIRO, Isabel Cristina de C.; MONTEIRO, Marco Aurélio A.; GASPAR, Alberto. Atividade de leitura de divulgação científica em aulas de física. In: Anais do II Encontro Internacional Linguagem, Cultura e Cognição . Campinas, SP: Graf. FE/UNICAMP. Belo Horizonte, Jul. 2003.

RIBEIRO, Renata A; KAWAMURA, Maria R. D. Divulgação científica e ensino de física: intenções, funções e vertentes. In: Atas do X Encontro de Pesquisa em Ensino de Física. Londrina, PR: SBF, 2006.

STINNER, A. Science textbooks and science teaching : from logic to evidence. Science Education, 1992, v. 76, n. 1, p. 1-16.

VALENTE, Maria Esther Alvarez. O museu de ciência: espaço da história da ciência . Ciência & Educação, São Paulo, 2005, v.11, n.1, p.53-62.

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