ARTICULAÇÃO ENTRE UM CENTRO DE CIÊNCIAS E A ESCOLA: VISÃO DE UMA PROFESSORA SOBRE UMA PROPOSTA EDUCATIVA
Brenda Braga Pereira, Luciano Fernandes Silva
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XXI
- Ano
- 2015
- Data
- 27/01/2015
- Linha de pesquisa
- Divulgação Científica E Educação Não Formal
- Tipo
- Pôster
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Texto completo
## ARTICULAÇÃO ENTRE UM CENTRO DE CIÊNCIAS E A ESCOLA: VISÃO DE UMA PROFESSORA SOBRE UMA PROPOSTA EDUCATIVA
## Brenda Braga Pereira , Luciano Fernandes Silva 1 2
1 Universidade Federal de Itajubá/Instituto de Física e Química/UNIFEI, brendabragapereira@gmail.com
2 Universidade Federal de Itajubá/Instituto de Física e Química/UNIFEI, lufesilva@uol.com.br
## Resumo
No campo do Ensino de Ciências a divulgação científica realizada por Museus e Centros de Ciências vem ganhando bastante destaque na literatura, como estes ambientes se articulam com a educação básica também é um assunto que pode ser bastante aprofundado. Assim, nesse trabalho visamos estudar os aspectos de uma proposta educativa de articulação entre um Centro de Ciências e a Escola, a partir da visão de uma professora de física, através de uma visita articulada a um Espaço de educação não-formal. Nesse aspecto, esse trabalho se torna significativo por estudar a visão de uma professora sobre espaços de educação não-formal, além de mostrar a importância sobre o diálogo entre Museus/Centros de Ciências e a Escola, de maneira que as visitas a essas instituições não fiquem apenas no campo do lúdico, mas possam contribuir de maneira mais eficaz como um espaço de educação. Também se pode haver contribuições de maneira a responder a questões como o que os professores buscam nesse ambiente, o que os professores entendem como sendo o seu papel nesses locais, qual o papel dos monitores, como os monitores e professores se relacionam nessa instituição e quais as dificuldades encontradas por eles para a realização de uma articulação com esses espaços, por exemplo.
Palavras-chave : Museus e Centros de Ciências; Articulação; Educação básica; Visão de uma professora.
## Introdução
Sabemos que a divulgação científica pode ser realizada por diversos meios, como, quadrinhos, revistas, jornais, palestras, televisão, vídeos, filmes, parques, zoológicos e museus, por exemplo. De modo especial, foca-se neste trabalho o processo de divulgação cientifica realizada em Centros e Museus de Ciências. Conforme Marandino (2008), a divulgação científica, mais do que fascinar e interessar o público, é fonte de informação científica.
Reis (2002) indica que a divulgação científica vai além de um processo que procura encantar ao público,. Para o autor este processo educativo visa a difusão da ciência, em expressões simples, como processo, dos seus princípios e de suas metodologias. Expondo, principalmente, os problemas sociais envolvidos nessa prática.
Segundo Arouca et al (2009), os centros de ciências são lugares muito propícios para a divulgação científica, além de serem muito atraentes para o público em geral. O principal objetivo dos museus de ciência é potencializar o interesse, a
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26 a 30 de janeiro de 2015
motivação e a participação do aluno de forma a proporcionar um diálogo entre ciência e sociedade.
Um dos objetivos principais dos museus e centros de ciência é o de aproximar a ciência da realidade da população, por serem, em geral, espaços onde há grande interação dos visitantes com os objetos. Nesta perspectiva pode-se dizer também que é um lugar propício para a motivação para o conhecimento cientifico, além de ser um espaço onde a curiosidade e a participação são ativas.
Sabemos também que o tipo de educação presente nesse ambiente, é a educação não formal (MARANDINO,2001). Assim o termo educação não formal pode ser definido conforme Falk (2001), como o aprendizado fora da escola, de livre escolha, não sequencial, voluntário, flexível e levado pelas necessidades intrínsecas e vontades do próprio individuo.
Neste sentido, vemos que é esperado que ocorresse aprendizagem de conteúdos científicos nesses espaços. Conforme Arouca et al (2009), o termo aprendizagem é de suma importância, espera-se que todos os objetos expostos entre outras atividades desses locais, tenham por objetivo motivar, despertar o interesse e o entendimento da ciência pelo público.
Segundo Cavalcanti et al (2004), nos museus de ciência fica claro o compromisso com a construção do conhecimento. Ainda conforme o autor o segredo para a divulgação científica e levar isso para o maior número de pessoas, está nas diferenças que cada indivíduo coloca na abordagem do conhecimento cientifico.
Outro ponto de destaque é o fato de que o principal público da maioria dos Museus e Centros de Ciências é formado pelos estudantes da Educação Básica. É importante ressaltar que o envolvimento entre centros de ciências e escola é um tema de grande discussão na área de pesquisa em educação cientifica. A pesquisadora Marandino (2001), por exemplo, aborda em seu trabalho as interfaces na relação Museu-Escola. Segundo a autora:
(...) em linhas gerais, pode-se dizer que os museus trabalham com o saber de referência tanto quanto a escola, porém dão a este saber uma organização diferenciada, além de utilizarem linguagens próprias. Assim, o museu se diferencia da escola não só quanto a seleção e amplitude dos conteúdos abordados, como também em relação a forma de apresentação deles. Os museus de ciências pretendem assim ampliar a cultura científica dos cidadãos, promovendo diferentes formas de acesso a este saber. Através de variados estímulos oferecidos ao público, diferentes daqueles da escola, o processo de aquisição do conhecimento se torna particular nesses espaços. (p.93)
Ainda sobre a articulação entre Museus e Centros de Ciências e escola, outros pesquisadores como Lopes (1991), não concordam com a ideia do museu como complemento da sala de aula. A autora defende o fim do que chama de 'escolarização dos museus'. Ainda segundo a autora:
(...) inserindo-se, por assim dizer, em um campo que não é o seu, e por isso mesmo apresentando soluções paliativas, que não contribuem para enfrentar o todo dos problemas que a escola enfrenta e com a intenção de complementar os conhecimentos atribuídos pela escola, os museus abrem mão de se colocarem como instituições culturais que até mesmo poderiam atuar como um
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contraponto à escola, propiciando outras maneiras de desvendar e compreender o mundo. (p.448)
Interessante apontar que na literatura há propostas que procuram estreitar a relação entre Museus/Centro de Ciências e Escola, onde os cuidados com as diferenças entre essas instituições são tomados. Além disso, a análise da participação dos professores nesses espaços também é considerada nestes estudos. A articulação entre museu e escola pode trazer benefícios para ambas às instituições, propiciando um melhor aproveitamento da visita a esses locais e não os tornando apenas um passeio.
Segundo Jacobucci, Jacobucci & Neto (2009), é conhecido o fato de professores acompanharem seus alunos nas visitas aos Museus e Centro de Ciências. Todavia os autores ainda relatam que há poucas pesquisas para responder o que esses professores buscam nesses ambientes.
A partir do entendimento dos diferentes eixos e objetivos dessas duas instituições vê-se como importante elaborar uma investigação que procure analisar a compreensão que professores da educação básica possuem sobre o processo de elaboração e execução de uma proposta educativa que envolve a articulação entre um Centro de Ciências e a escola.
## Contexto dessa Investigação
Para iniciarmos o contexto dessa investigação é necessário conhecermos um pouco da história do InterCiências, Museu de Ciências da cidade de Itajubá-MG vinculado a Universidade Federal de Itajubá - UNIFEI.
Segundo Silva et al (2013), o espaço InterCiências é um museu de ciências que foi inaugurado em 2012, onde professores, alunos e o público em geral podem estar visitando. O propósito é de divulgar e popularizar a ciência de modo lúdico e interativo, de uma forma não formal. Para a visitação o espaço InterCiências possui diversos experimentos da área de física, astronomia e matemática. Além disso, o espaço InterCiências possui monitores para o auxilio dos visitantes, fornecendo informações e tirando dúvidas sobre os experimentos. Os monitores são alunos dos cursos de licenciatura em física e matemática participantes do projeto PET/Conexão dos saberes - Formação de professores em ciências exatas. Além disso, o espaço InterCiências oferece atividades educativas como: observação de eventos celestes, sessão de cinema, exposição do acervo do museu em praças públicas e apresentações lúdicas envolvendo conteúdos de Física e de Matemática.
Importante ressaltar que o Espaço InterCiências desenvolve diversas atividades junto aos alunos da educação básica. Entretanto, não há muitas iniciativas de trabalhos em colaboração com os professos que levam seus alunos para este ambiente. Inclusive o Espaço InterCiências oferece aos professores a opção de visita prévia para que estes possam tirar dúvidas junto aos monitores ou planejar sua visita, porém esta atividade até então não havia sido utilizada.
Dessa maneira, algumas iniciativas de trabalhos colaborativos no âmbito do InterCiências vem sendo propostas. Uma dessas consiste de uma proposta de articulação entre museu e escola. . Esta proposta envolve, incialmente, uma professora de Física que atua em escola pública da região de Itajubá-MG e os monitores e educadores que atuam no Espaço InterCiências.
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A partir desse contexto, iniciamos uma investigação em que temos o interesse em conhecer a compreensão que a professora em questão tem com relação a esta proposta educativa que envolve a articulação entre o Espaço InterCiências e a escola pública. Importante ressaltar que para essa pesquisa houve o acompanhamento de todos os processos de elaboração da proposta educativa, junto a professora e monitores, onde tudo foi relatado em um caderno de campo, desde o planejamento da professora junto aos monitores, a aula prévia a visita da professora junto aos alunos, a visita ao Museu de Ciências e a aula posterior a visita. Porém, neste artigo, de modo especial, apresentamos dados sistematizados a partir de uma entrevista semiestruturada que fizemos com a professora após o processo de elaboração e aplicação de um projeto educativo articulado entre o Espaço InterCiências e a escola.
## Procedimentos Metodológicos
Analisando as implicações, as questões orientadoras e os objetivos desse projeto, os procedimentos ligados às abordagens qualitativas se mostram as mais adequadas para essa investigação. Entre alguns aspectos que, segundo Cohen, Manion & Morrison (2001), fundamentam o exemplo das pesquisas qualitativas, destaca-se o fato de elas visarem o entendimento da subjetividade das experiências humanas, terem como base as ações e as intenções dos atores envolvidos na pesquisa e darem privilégio aos procedimentos de natureza indutiva no processo de análise e interpretação dos dados.
Além disso, destaca-se que esta investigação é do tipo Estudo de Caso, sobretudo porque analisamos o caso de uma professora que, de modo especial, participou da construção e aplicação do primeiro projeto educativo que procura articular a escola e o Espaço InterCiências. Para esse trabalho, em especial, utilizamos informações obtidas a partir de uma entrevista semiestruturada realizada com a professora . Onde as questões da entrevista foram previamente planejadas e ainda obteve-se o consentimento da professora envolvida para a utilização destas informações para a realização desta investigação.
Para a análise da entrevista foi utilizado o método de análise de conteúdo que é definida por Bardin (1977) como:
(...) um conjunto de técnicas de análise das comunicações visando obter, por procedimentos, sistemáticos e objetivos de descrição do conteúdo das mensagens, indicadores (quantitativos ou não) que permitam a inferência de conhecimentos relativos às condições de produção/recepção (variáveis inferidas) destas mensagens.
Além disso, para a análise dos outros procedimentos tomados para a obtenção de dados referentes a esta pesquisa, sendo estes procedimentos o acompanhamento dos processos envolvidos na proposta de articulação entre a Escola e o InterCiências (planejamento professora e monitores, aula prévia a visita, visita ao museu de ciências e aula posterior a visita), já referidos anteriormente, também será utilizado o método de análise de conteúdo.
## Compreensão de uma professora sobre uma proposta educativa envolvendo a articulação entre museu de Ciências e a Escola
Através da entrevista realizada com a professora, foi possível perceber que houve um destaque dado por ela na parte do planejamento da proposta educativa.
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Analisando o que foi falado pela professora, pudemos distinguir algumas partes desse planejamento e separá-los em três momentos distintos, o planejamento da atividade, a visita e o processo educativo que ocorreu em sala de aula após a visita ao Espaço InterCiências, como apontaremos a seguir.
- O primeiro momento que foi destacado é a preparação desse planejamento, nesse momento a professora nos relata um pouco de suas dificuldades e como ela pensou esse planejamento. Como segue no excerto abaixo:
- '(...) Tínhamos o problema de a turma ser muito grande e não comportar todos os alunos lá na sala. (...) eu estava planejando a aula anterior e a visita junto com eles, eu acabei tendo esse trabalho extra que era planejar a aula antes e depois da visita, porque era mais comigo mesmo.'
Na fala da professora fica evidente algo que podemos identificar como uma dificuldade para a articulação entre museu e escola, ou seja, o trabalho 'extra' que os professores acabam tendo para a realização dessa articulação. No trecho abaixo que se segue podemos observar um pouco do planejamento da professora:
- '(...) o primeiro passo que eu fiz foi pensar qual turma seria melhor para levar, em relação ao assunto, até porque eu já conhecia o espaço, sabia mais ou menos as coisas que havia lá, e queria escolher uma turma que pudesse encaixar bem com o que eles estavam vendo no momento.'
Nesse momento a professora relata como foram os primeiros momentos do seu planejamento. Ficando explícita aqui a preocupação para que a articulação ocorresse de uma maneira organizada e coerente com as aulas.
- O segundo momento destacado é o da visita. A professora em alguns momentos de sua fala deixa claro a importância da conversa com os monitores do InterCiências e como foi a interação entre eles, no planejamento e durante a visita.
- '(...) acho que foi imprescindível essa conversa que a gente teve antes porque foi uma visita que eu acho que a gente teve um aproveitamento de cem por cento, porque a gente teve uma interação muito boa.'
Em outro momento, a professora relata uma mudança sobre o que ela entendia como seria uma visita a um museu de Ciências e como era o papel dos professores nesse espaço, como se segue abaixo:
'Com essa conversa que a gente teve antes eu pude perceber que eles estavam abertos para a escola, porque às vezes a gente pensa assim de uma visita a um espaço, um museu, que o professor não pode interferir na explicação deles, ficamos achando que estaríamos atrapalhando, interferindo no tipo de atividade que eles desenvolvem. Mas com isso eu percebi que é totalmente diferente, eles são totalmente abertos para gente.'
Na investigação realizada por Carvalho, Ballestero & Arruda (2009), sobre a atuação de professores da educação básica durante a visita ao museu de ciência e tecnologia de Londrina, concluem que uma das razões que levam a passividade dos professores em espaços não-formais de educação pode ser explicado pela falta de conhecimento sobre o papel dos professores nesses espaços. Fato esse que também pode ser demonstrado na fala da professora.
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A professora também fala sobre opinião dela sobre a interação com os monitores, assim como se segue no excerto abaixo:
'Então eles participaram de uma maneira muita ativa, nossa interação foi muito boa e eu acho que os resultados que a gente atingiu foram muito bons também. (...) A gente sempre conversou, interagimos bem, acho que realmente não teve dificuldade.'
Podemos perceber que houve uma interação muito boa entre a professora e os monitores, diferente do que a professora acreditava que seria. A professora em alguns momentos também relata as dificuldades que encontrou para a realização dessa visita, como se segue:
- '(...) A primeira dificuldade é em relação à própria escola mesmo, porque lá a escola não dá abertura para eu tirar os alunos para fazer qualquer atividade fora da escola em horário de aula. (...)'
'(...) Outra dificuldade foi o transporte, porque sair daqui de Pedralva e ir para Itajubá, precisava do ônibus que pudesse nos levar e que ficasse disponível lá o tempo que a gente precisasse para realizar a atividade (...)'
Assim, podemos entender pelos relatos dados pela professora que as dificuldades encontradas para a realização da articulação entre museu e escola vão muito além da necessidade de uma conversa mais próxima entre estas instituições. Os professores da maioria das escolas públicas realizam um esforço grande para, inclusive, organizar o transporte os alunos para o Centro de Ciências.
No terceiro momento desse planejamento, a professora destaca os resultados da visita. Em alguns momentos a professora fala sobre a recepção dos alunos a essa proposta educativa, como mostramos a seguir:
'(...) Eu fiquei com medo de eles não quererem ir. De irem poucos alunos. Mas eles receberam muito bem a ideia, gostaram muito! Não foram todos os alunos, mas foram bem mais da metade e eles estavam totalmente abertos para a visita. (...)'
'(...) E sem dúvidas eles aproveitaram muito. Ficou muito articulada a atividade. (...)'
Podemos perceber que na visão da professora os alunos receberam muito bem essa proposta educativa, participaram e puderam ter um bom aproveitamento dessa visita. Em outro momento a professora fala sobre a aula posterior a visita como segue no excerto abaixo:
'(...) que foi buscar eles relembrarem o que tinham feito no experimento. Para eles tentarem fazer essa ligação, da explicação do conceito que viram no Espaço InterCiências com o experimento que fizeram na aula anterior.(...)'
Nesse relato podemos notar a preocupação da professora em retomar com os alunos os conceitos vistos pelos alunos no InterCiências, em fazer uma ligação entre o que foi visto neste ambiente com a aula desenvolvida por ela na escola. Através da entrevista realizada com a professora pode-se ver na compreensão da professora a articulação realizada entre museu de ciências e escola apesar de algumas dificuldades pode dar bons resultados, sobretudo para os alunos, visando uma melhor compreensão dos conceitos.
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## Considerações Finais
A partir da entrevista realizada com a professora, podemos entender as dificuldades que se encontram para a realização de atividades colaborativas entre museu e escola, ficando assim claro na fala da professora, que para a realização de atividades como essas o professor acaba tendo um trabalho extra de planejamento, além das dificuldades claramente citadas como, por exemplo, a questão do transporte.
Pode-se ver também a visão que a professora tinha de uma visita a um centro de ciências. Segunda a docente não era claro o papel do professor nesses ambientes, e por isto ela acabava ficando meio afastada durante a visita, com medo de atrapalhar ou interferir. A partir dessa proposta de articulação, ela pode ver que o professor pode ter um papel mais ativo no visita.
Outro ponto de destaque na fala da professora é a visão que ela tinha sobre o papel dos monitores nesse espaço. Ela destacou que eles estão abertos para a articulação com a escola. Este diálogo entre a escola e o Centro de Ciências é essencial para fazer com que as visitas não fiquem apenas voltadas para o lúdico, mas que possa se articular com o aprendizado de conceitos científicos. Por fim, podemos observar que esse trabalho pode contribuir de forma significativa para o campo de educação, principalmente em espaços de educação não formal, visto que conhecer o que o professor entende de uma proposta de articulação entre essas instituições é de fundamental importância.
## Referências
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