CONTRIBUIÇÕES DE ATIVIDADES NÃO FORMAIS NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE FÍSICA
Everton Ribeiro, Matheus Leal Castanheira, Irineu Mazzaro
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XXI
- Ano
- 2015
- Data
- 27/01/2015
- Linha de pesquisa
- Formação De Professores E Prática Docente
- Tipo
- Pôster
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Texto completo
## CONTRIBUIÇÕES DE ATIVIDADES NÃO FORMAIS NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE FÍSICA
## Everton Ribeiro , Matheus Leal Castenheira , Irineu Mazzaro 1 2 3
- 1 Universidade Federal do Paraná/Departamento de Educação, everton\_fisico@hotmail.com
- 2 Universidade Federal do Paraná/Departamento de Física, mlc10@fisica.ufpr.br
## Resumo
Existem hoje, em todo o país, espaços não formais para divulgação científica. Este artigo tem por objetivo apresentar os resultados de um estudo exploratório de uma pesquisa que busca perceber, na visão dos discentes do curso de física, quais são as contribuições de um espaço não formal para sua formação e para o público que o visita. Esse estudo exploratório se realizou com integrantes e ex-integrantes de um espaço não formal, Projeto FIBRA (Física, Brincando e Aprendendo), do departamento de física da Universidade Federal do Paraná. Esse projeto recebe a visita, geralmente, de alunos do Ensino Fundamental e Médio, os quais participam de experimentos de várias áreas da física, como mecânica, termodinâmica, eletromagnetismo, física moderna etc. Esse estudo exploratório foi realizado no intuito de orientar alguns questionamentos e permitir levantar algumas hipóteses para a pesquisa. Sete respondentes participaram, e foi possível perceber quais as principais atividades desenvolvidas por eles no projeto, como apresentações dos experimentos e/ou manutenção dos mesmos, perceber como essas atividades contribuem para a formação na sua graduação, como no preparo para sala de aula e possibilidades diferenciadas de ensino, bem como perceber as contribuições na divulgação científica da física a alunos do Ensino Fundamental e Médio.
Palavras-chave : Divulgação Científica, Formação de Professores, Ensino de Física.
## Formação de Professores
A formação de professores é uma área muito ampla para pesquisa, muitos objetos de estudo são possíveis nessa linha. Vários autores descrevem alguns problemas na formação de professores, como a desarticulação entre a realidade prática e os conteúdos acadêmicos do futuro professor, mostram também que existe uma separação entre as disciplinas específicas e as pedagógicas (Zimmermam e Bertani 2003).
Uma dificuldade dos professores é relacionar o conhecimento específico com o conhecimento pedagógico (Zimmermam e Bertani 2003). Essa situação se intensifica com o avanço tecnológico dos últimos anos. A informação chega até o cidadão em um tempo muito curto, o que o torna cada vez mais imediatista. E toda essa tecnologia é uma realidade para muitos alunos, o que dificulta, de modo geral, o trabalho do professor, que tem de ser muito mais ágil nesse processo de ensino aprendizagem da nova realidade, e ainda lidar de modo adequado com conhecimentos prévios. O fato do avanço tecnológico faz com que o processo de ensino necessite ser diferenciado do modo como foi tradicionalmente concebido e formulado.
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26 a 30 de janeiro de 2015
Outro fator importante para o futuro professor é a própria sala de aula, seu local de trabalho diário. A escola, devido à forma como é concebida e o seu contexto histórico de desenvolvimento - promoção automática, integração de alunos com necessidades especiais, flexibilização curricular etc. - acaba por ampliar a exclusão social (Libâneo, 2005). A função da escola é formar sujeitos preparados para viver na atual sociedade e para isso necessitam de cultura, ciência, arte, autonomia e claro conhecimento de direitos e deveres.
## Formação de Professores de Ciências
Krasilchik (1987) aponta fatores que influem negativamente no ensino de ciências, e um destes é a preparação deficiente dos professores. Fica indicado que inicialmente a deficiência se restringia à área metodológica, mas posteriormente se apresentava também no conhecimento específico.
Outros dois fatores ainda se destacam. O primeiro é a falta de vínculo com a realidade dos alunos,o que dificulta a aprendizagem, pois para os alunos a disciplina se torna algo sem significado, problemática esta também apresentada por Zimmermann e Bertani (2003), que apontam essa desarticulação como algo histórico e ressaltam a importância de se ter maior articulação entre disciplinas de caráter pedagógico e específico. Um segundo fator são as aulas mal ministradas, onde o uso de metodologias e recursos é inadequado, ou quando não há o uso dos mesmos.
A formação de professores se relaciona com esses três fatores, pois é durante esse processo que o futuro docente recebe orientações e conhecimento de como trabalhar adequadamente de modo a evitar as situações apresentadas.
Menezes (1987) ainda aponta outros aspectos que referem-se à formação desse profissional, apontando como fator essencial à formação pedagógica.
Competência pedagógica é mais do que truques didáticos e mais do que uma postura paternal ou amistosa. É uma compreensão geral da situação em que está o seu aluno e é uma consciência dos objetivos específicos e gerais que ele, professor, tem em comum com seu aluno. (Menezes, 1987, p.119)
Acredita que a função do professor vai além de repetir aulas, pois nesse sentido de atuação o mesmo perde sua essência como educador. É necessário, em sua visão, que o professor exerça uma contextualização social de sua disciplina. Nesse sentido aponta que o professor não está preparado para essa atividade, mas que essa característica deveria fazer parte do processo de formação pedagógica.
## Centro de Divulgação de Física e Projeto FIBRA
Há mais de 10 anos houve a iniciativa de começar a receber alunos do ensino médio de Curitiba e região metropolitana, para uma visita aos laboratórios de ensino do Departamento de Física da UFPR.
Estas visitas tornaram-se frequentes e começaram a ser auxiliadas por grupos de alunos do curso de Física, os quais atuaram inicialmente como monitores voluntários, responsáveis por receber e apresentar aos visitantes um conjunto de atividades experimentais de Física.
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A partir de 2011 criou-se o Centro de Divulgação de Física, que é composto por três projetos: 'Fibra: Física Brincando e Aprendendo', 'Astronomia observação e divulgação' e 'Atividades Experimentais para Professores'. As apresentações no projeto FiBrA são dirigidas considerando que as aulas experimentais de Física têm grande importância para melhorar a capacidade de observação e compreensão dos fenômenos físicos, estimulando num ambiente descontraído e lúdico o raciocínio lógico-científico do aluno, além de mostrar que a Física pode ser divertida (aprender brincando).
## Forma de Divulgação do Centro de Divulgação de Física
Todo início de ano são enviadas cartas-convite às escolas de Curitiba e região metropolitana. Esta carta contém um folder com as informações do projeto, as orientações e os procedimentos que devem ser adotados pela escola para participar da iniciativa. O projeto também é divulgado no site http://fisica.ufpr.br/fibra e participa da feira de cursos e profissões da UFPR junto com a divulgação do curso de física num estande específico e conta sempre com uma sala reservada exclusivamente para a apresentação de alguns experimentos práticos e didáticos.
Para participar do projeto os professores ou os responsáveis pelas escolas ligam ou mandam e-mail agendando o dia e horário que virão. No dia e horário marcado, o professor responsável traz sua turma ao projeto, onde assistem e participam das experiências apresentadas.
A maior parte dos visitantes são turmas de Ensino Fundamental e Médio de escolas públicas, mas o projeto recebe também turmas de escolas particulares e outros grupos de pessoas que têm interesse pelo assunto.
As visitas duram em torno de 2 horas e abordam os seguintes temas da física: mecânica, eletromagnetismo, ótica, radiação, oscilações, astronomia, termodinâmica e física moderna.
Além da apresentação dos experimentos existem atividades que são desenvolvidas pelos integrantes do projeto, (alunos dos cursos de licenciatura ou bacharelado em Física). Algumas destas atividades são a manutenção e criação de novos experimentos, seminários entre os participantes e reuniões com os professores para discutir o andamento do projeto e propor melhorias como a ampliação do número de experimentos e novas formas de abordar certos temas.
## Metodologia
Buscando entender como o projeto FIBRA tem contribuído para a formação dos discentes do curso de física, foi solicitado aos integrantes do projeto que respondessem um questionário que continha as seguintes perguntas:
- · Como você percebe o projeto FIBRA contribuindo para a sua formação em física?
- · Quais as principais atividades desenvolvidas no projeto?
- · Como você percebe as contribuições do projeto FIBRA para a comunidade que presencia as apresentações?
O questionário foi aplicado a sete alunos, dos quais cinco são atuais bolsistas do projeto e dois são ex-integrantes.
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## Resultados e Análises
Após a aplicação do questionário as respostas foram digitadas numa plataforma padrão e então analisadas. Cada questão terá seus resultados apresentados separadamente, na seguinte sequência:
- · Contribuições do projeto FIBRA para a formação dos seus integrantes;
- · Atividades desenvolvidas no projeto;
- · Contribuições do projeto para os visitantes.
## Contribuições do projeto para a formação dos seus integrantes
Nessa questão cinco categorias de respostas foram percebidas, as quais se relacionam com as contribuições do projeto FIBRA aos seus integrantes.
- a) Práticas de ensino: os integrantes apontam que a participação no projeto lhes permitiu práticas diferenciadas em sala de aula para ministrar o conteúdo de física.
...Me ajudou a desenvolver formas mais dinâmicas para apresentar os conteúdos de física... (Aluno 2)
- b) Relação com os alunos: os integrantes indicam que foi possível desenvolver-se no processo de interação com os alunos, participando do projeto.
Em aprender a conversar com os alunos, pois um professor que conversa ao invés de impor conteúdos aos alunos acaba por ser reconhecido... (Aluno 4)
- c) Compreensão de fenômenos: a participação no projeto permitiu aos integrantes uma melhor compreensão dos fenômenos físicos estudados em sala de aula.
...trabalhar com os experimentos do projeto ajuda a entender melhor os conteúdos presentes nas disciplinas do curso. (Aluno 7)
- d) Preparo para sala de aula: indicam que o projeto forneceu uma preparação para atuarem em sala de aula.
...ajudou a iniciar o contato com os alunos, me preparando para quando tive que dar aula.(Aluno 3)
O projeto FIBRA me auxilia a aprender como lidar com o meu futuro objeto de trabalho, ou seja, alunos, de modo a ter uma certa experiência na área de lecionar... (Aluno 7)
- e) Contato com experimentos: os integrantes citam que o contato com os experimentos permite uma melhor compreensão da física.
Com a convivência dos experimentos, apresentando a teoria na prática, o projeto FIBRA auxilia na facilidade da aprendizagem... (Aluno 6)
- f) Trabalho em Grupo: Apontam que existe uma contribuição em se aprender a trabalhar em grupo.
- ...O projeto também contribui na questão de aprender a trabalhar em grupo... (Aluno 7)
- O gráfico 1 apresenta quanto cada um desses aspectos apresentados contribui para a formação do discente.
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Gráfico 01: Contribuições do Projeto para a formação do discente
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Todas as categorias percebidas possuem uma relevância significativa na formação dos discentes. O aspecto de menor incidência contribuiu para aproximadamente 15% dos integrantes, enquanto o de maior destaque para aproximadamente 70%.
## Atividades desenvolvidas no Projeto
Em relação as atividades desenvolvidas no projeto pelos discentes três categorias foram relatadas:
- a) Apresentação de Experimentos: Essa atividade consiste na apresentação dos experimentos de mecânica, ondulatória, termodinâmica e eletromagnetismo aos visitantes e é desenvolvida por todos os integrantes do projeto.
- b) Construção e Manutenção de Experimentos: Consiste em montar novos experimentos para o projeto ou fazer a manutenção dos que já existem. Essa Atividade foi realizada por 43% dos integrantes
- c) Apresentação de Seminários: Os integrantes do projeto escolhem um tema de sua preferência, com relação à sua pesquisa ou área de interesse, e sobre esse assunto apresentam um seminário aos demais integrantes do projeto e aos professores orientadores. Essa atividade foi desenvolvida por 43% dos discentes.
## Contribuições do projeto para os visitantes
Foi possível perceber, na visão dos integrantes do projeto, quais são as contribuições para os visitantes que assistem as apresentações, onde quatro categorias foram percebidas:
- a) Interesse em física: os discentes apontam que é possível perceber durante a apresentação que os alunos começam a apresentar um maior interesse pela física.
O projeto desperta não só o interesse, como também a curiosidade e o gosto pela ciência... (Aluno 5)
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- b) Várias visitas: pelo contato com professores que ao longo do ano trazem suas turmas ao projeto e que realizam essa ação todos os anos.
Por conversar com professores que trazem suas turmas ao projeto anualmente... (Aluno 2)
- c) Entusiasmo dos alunos: apontam que é perceptível o entusiasmo dos alunos durante a apresentação, sempre com interações e questionamentos.
É como ir a um show. Os alunos saem entusiasmados e pensando na física do dia-a-dia (Aluno 4)
- d) Metodologia diferenciada: por estarem vendo o conteúdo de forma diferenciada os alunos se apresentam mais atraídos pela informação.
Os alunos têm a oportunidade de ver a física de uma maneira diferente do que é em sala de aula e isso motiva... (Aluno 3)
- O gráfico 2 apresenta como esses aspectos são percebidos pelos discentes.
Gráfico 02: Contribuições do Projeto aos Visitantes
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As duas formas mais perceptiveis de aproveitamento ocorrem através do interesse e do entusiamo que os visitantes demostram durante a apresentação.
## Reflexões acerca das contribuições desse projeto à formação docente
As contribuições desse projeto podem ser percebidas por viéses diferentes. Primeiro no sentido de contribuição aos discentes integrantes do projeto e, segundo, pensando na contribuição aos visitantes. Apesar do foco ser ressaltar as contribuições aos discentes, as contribuições aos visitantes serão também apresentadas, por entendermos que perceber essas contribuições e as formas como ocorrem fazem parte do processo de formação do discente integrante.
Um primeiro resultado a ser destacado é a contribuição para que os discentes compreendessem fenômenos físicos, apresentada por 70% dos respondentes. Tal compreensão não se dá em perceber quantitativamente como ocorre certo fenômeno ou como se dá certo conceito, mas sim no sentido de vizualizar o fenômeno e entende-lô qualitativamente.
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A categoria de menor incidencia foi Trabalho em Grupo, que apesar de ser a menos destacada merece uma atenção. Higa e Oliveira (2010), em um estudo sobre atividades de pesquisa e extensão, destacam alguns aspectos importantes nessa linha e uma delas é justamente o trabalho em grupo. Essa importância se dá pelo fato de algumas atividades só poderem ser desenvolvidas no coletivo, com o grupo, como a reflexão sobre o papel desempenhado. Essa coletividade pode apresentar contribuições tanto para formação acadêmica quanto profissional, pois na escola, local principal de atuação do licenciado, a coletividade estará presente, pensando numa integração entre os próprios professores e também entre eles e alunos, sendo ela fundamental.
A contextualização dos novos saberes passa por uma validação pelo trabalho em equipe, o que implica seu diálogo tanto com aspectos de reestruturação individual (emocional, cognitiva) quanto dos conhecimentos escolares sobre a relação professor-aluno, a construção curricular, a avaliação, os objetivos da escola (Amorin et. al. citado por Higa e Oliveira, 2010).
Três fatores foram citados por aproximadamente 40% dos alunos, relação com alunos, preparo para sala de aula e contato com experimentos. Esses fatores são de grande destaque, pensando na formação do licenciando em física. Uma das dificuldades do processo de formação de professores é justamente a sala de aula, como foi citado por Libâneo (2005), pois o discente chega sem conhecer seu espaço de trabalho. Outra dificuldade apontada por Zimmermann e Bertani (2003) e Krasilchik (1987) é a desarticulação entre conteúdo e sala de aula. Com as descrições dos integrantes é perceptível que está acontecendo uma articulação entre contexto escolar do aluno do Ensino Médio e o conteúdo de física.
Em relação às atividades, a que se destaca como principal é a apresentação dos experimentos aos visitantes. Portanto é essa atividade, que é realizada todos os dias, que fornece tais contribuições citadas anteriormente. Assim pode-se ressaltar que o contato com o ferramental experimental possui grande valor na formação do licenciado em física. Esse ferramental experimental é diferente do que se tem acesso nos laboratórios de física experimental, os quais tem por objetivo perceber fenômenos através de coletas de dados e análises dos mesmos.
Por se estar trabalhando com experimentos e a aplicação dos mesmos em fenômenos cotidianos é que os alunos se entusiasmam durante a apresentação e passam a se interessar mais pelo assunto. Tal comportamento é ressaltado por Menezes (1987) como essencial, pois é a contextualização social da disciplina que possibilita a compreensão do assunto estudado, e ressalta que essa realidade deve fazer parte da formação do professor.
## Referências
HIGA, Ivanilda; OLIVEIRA, Odisséa Boaventura de. Desafios na Formação Docente: Articulação entre Ensino e Pesquisa. Revista de Educação PUCCampinas , Campinas, n.28, p.9-20, jan./jun., 2010.
KRASILCHIK, M. O professor e o currículo de ciências. São Paulo: EDUSP, 1987.
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LIBÂNEO, José Carlos . As teorias pedagógicas modernas revisitadas pelo debate contemporâneo na educação , 2005.
MENEZES, Luis Carlos de. Formar professores: tarefa da universidade. In: Universidade, Escola e Formação de Professores . 2ª Edição, São Paulo: Editora Brasiliense, 1987.
ZIMMERMANN, Erika; BERTANI, Januária Araújo. Um novo olhar sobre os cursos de formação de professores. Caderno Brasileiro de Ensino Física v.20, n.1, p. 43-62, abr. 2003.
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Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.