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A LITERATURA COMO FERRAMENTA DIDÁTICO-PEDAGÓGICA NO ENSINO DE FÍSICA

Letícia Dos Santos Fonsêca, Luciane Almeida Mascarenhas De Andrade, Ricardo Rodrigues Da Silva

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXI
Ano
2015
Data
29/01/2015
Linha de pesquisa
Ciência, Cultura E Arte
Tipo
Comunicação

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Texto completo

## A LITERATURA COMO FERRAMENTA DIDÁTICO-PEDAGÓGICA NO ENSINO DE FÍSICA

## Letícia dos Santos Fonsêca , Luciane Almeida Mascarenhas de Andrade , 1 2 Ricardo Rodrigues da Silva 3

- 1
- Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte, fonseca\_le\_ticia@hotmail.com
- 2 Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte, luciane.almeida@ifrn.edu.br

## Resumo

O objetivo deste artigo é apresentar uma proposta interdisciplinar entre Física e Literatura como alternativa viável ao enfrentamento de dificuldades apresentadas por alunos e professores no processo de ensino e aprendizagem da Física. Compartilhamos do entendimento de Zanetic (2005, 2006, 2009) de que Física também é cultura, podendo ser trabalhada com as diversas áreas do conhecimento, especialmente com a Literatura. Nos amparamos nos PCN+ (2002) que tem como uma de suas competências a compreensão da Física como parte integrante da cultura contemporânea e sua identificação em diferentes âmbitos, como nas manifestações artísticas ou literárias, peças de teatro e etc. Amparamonos também nos PCNEM (1999) referentes às Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias quando destacam a necessidade e as possibilidades do estabelecimento de relações interdisciplinares das ciências com as demais áreas do conhecimento. Isso posto, fazemos uma análise de dois problemas bastante discutidos no ensino de Física, quais sejam: o uso inadequado de fórmulas matemáticas e o tradicionalismo dos materiais didáticos. Como possível alternativa, sugerimos a utilização de textos literários em aulas de Física. Apresentamos uma proposta de atividade que articula Física e Literatura demonstrando situações em que podem ser utilizadas, expondo nossas análises e as contribuições que esse trabalho pode proporcionar.

Palavras-chave : Ensino de Física, Física e Literatura, Física e Cultura.

## Introdução

O ensino de ciências (e o ensino de Física, em particular) passa, ainda hoje, por muitas dificuldades no que diz respeito à aprendizagem. De acordo com Pozo e Crespo (2009), inúmeras pesquisas indicam que a maioria dos alunos não aprende a ciência que lhes é ensinada e um dos problemas é que, estes, em muitos casos, não compreendem o que estão fazendo, não conseguindo, explicar, nem aplicar o conteúdo em novas situações. Os autores afirmam ainda que, para ocorrer o aprendizado, os alunos precisam saber organizar as informações, interpretá-las, para que tenham sentido e que aprender ciência deve ser, também, um exercício de comparação e diferenciação de modelos.

Compreendemos, então, que existe uma grande quantidade de fatores que caracterizam um bom entendimento dos conteúdos e que estes devem ser trabalhados articuladamente na tentativa de superar essas dificuldades enfrentadas pelos alunos e que facilite a compreensão nas disciplinas de ciências, especialmente

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26 a 30 de janeiro de 2015

a Física. Partindo disto fazemos uma análise bibliográfica de alguns fatores que dificultam a aprendizagem da Física para que possam ser revistos e melhor explorados, em seguida apresentamos uma proposta interdisciplinar entre Física e Literatura como uma possível alternativa para o enfrentamento dessas dificuldades. 1

## O ensino de Física e alguns fatores que dificultam a sua aprendizagem

No ensino de Física, de acordo com Zanetic (2005), com exceção de alguns casos em que professores trazem para as salas de aula pesquisas desenvolvidas no ensino dessa ciência no país, 'no geral a Física é mal ensinada nas escolas' (ZANETIC, 2005, p. 21). Segundo o Zanetic (2005), a Física é apresentada de maneira 'esotérica' e sem conexão com aspectos da vida e cultura, restringindo-se 'à memorização de fórmulas' para resolução de problemas propostos principalmente por exames de vestibulares.

Pernambuco (2009) também afirma que por trás dos discursos de pais e professores o entendimento da Física está como um conteúdo especial destinado a poucos que possuam o perfil de cientista. Conforme a autora, nas salas de aulas das escolas ainda predomina o ensino da ciência morta, provinda unicamente dos livros de forma descontextualizada, não sendo voltada para a maioria da população. Nesta mesma perspectiva, Delizoicov et all ( apud PERNAMBUCO, 2009, p. 101), afirmam que as atividades no ensino de Física permanecem como:

- [...] regrinhas e receituários; questões pobres para prontas respostas igualmente empobrecidas; uso indiscriminado e acrítico de fórmulas e contas em exercícios reiterados; tabelas e gráficos desarticulados ou pouco contextualizados relativamente aos fenômenos contemplados; experiências cujo único objetivo é a 'verificação' da teoria [...] Enfim, atividades de ensino que só reforçam o distanciamento do uso dos modelos e teorias para a compreensão dos fenômenos naturais e daqueles oriundos das transformações humanas, além de caracterizar a ciência como um produto acabado e inquestionável: um trabalho didático-pedagógico que favorece a indesejável ciência morta.

Verificamos que um dos grandes problemas no ensino de Física é o uso inadequado das fórmulas matemáticas, ou seja, trazer para o aluno apenas resoluções prontas para que ele as decore e depois as repita numa prova, o que termina por dificultar ainda mais a compreensão e o interesse pela disciplina. Isso não é o objetivo do ensino de Física.

Segundo Pietrocola (2010), a matemática assume o papel de uma das linguagens utilizadas na expressão do pensamento físico, ela funcionaria como mediadora e estaria entre o concreto e o abstrato. O equívoco quanto a sua utilização no ensino está em acreditar que seja a fragilidade na matemática a grande culpada pelas dificuldades enfrentadas pelos alunos em Física, atribuindo indevidamente à primeira a responsabilidade pelo rendimento da última. O autor acrescenta que:

Isso induz a considerar que o domínio técnico da Matemática é suficiente ao pensamento científico na apreensão do mundo físico. Esquecendo que o pensamento científico não descreve matematicamente o mundo, mas inicialmente interpreta-o para em seguida descrevê-lo (PIETROCOLA, 2010, p. 89-90).

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Segundo Sasseron (2010), os materiais didáticos referentes à disciplina de Física apresentam uma concepção de ensino muito tradicional, limitando-se apenas a transmissão de conteúdos e trabalhando as disciplinas em tempos diferentes, sem destacar as relações existentes entre as mesmas.

Em muitos casos, os materiais apresentam também um vocabulário de difícil compreensão e pouco cativante, como é pontuado por Silva e Almeida (1998, apud LEITE e GARCIA, 2009, p. 8587):

Contrastando com textos alternativos, os livros didáticos de modo geral possuem duas características: são de uso exclusivo na escola, o que de certa forma os desincumbe de serem atraentes, interessantes e automotivantes para os leitores, tanto no que diz respeito à linguagem e forma de apresentação, como quanto ao próprio conteúdo: são textos que utilizam muito pouco a linguagem comum, enfatizando quase exclusivamente a linguagem formal e a metalinguagem, no uso excessivo de definições e fórmulas.

De acordo com os autores pesquisados, são obstáculos para aprendizagem de ciências, especialmente da Física, as formas de representações pouco instigantes e a dificuldade de interpretação dos conteúdos por parte dos alunos e para que ocorra a compreensão, exige-se que estes saibam interpretar conceitos e cálculos, sendo, portanto, o hábito da leitura essencial para esse desenvolvimento.

Verificamos, assim, a necessidade de buscar novos caminhos para uma boa aprendizagem, com atividades que desenvolvam a interpretação e a leitura por parte dos alunos, que traga, principalmente, a ciência inserida na vida destes e que entendam a importância cultural, social e transformadora que a Física pode proporcionar.

## A Literatura como alternativa didático-pedagógica

Compreendemos que a Literatura, se utilizada em conjunto com as outras áreas do conhecimento, pode ser uma boa mediadora no processo de ensinoaprendizagem. Por ser uma manifestação artística-cultural que permite a expressão pela escrita, através dela as pessoas são levadas a imaginar situações, criar problemas, além de desenvolver seu interesse cultural.

Zanetic (2005, 2006) defende que a Literatura deve ter um papel de destaque na educação, pois, para se estabelecer um diálogo inteligente com o mundo, o domínio da leitura e escrita é imprescindível. Para embasar o seu entendimento, o autor se apoia em estudos desenvolvidos por Silva (1998, apud ZANETIC, 2006) o qual, ao tratar do tema 'ciência, leitura e escola', estabelece três teses. Aqui nos interessa destacar a primeira, a saber: 'todo professor, independente da disciplina que ensina, também é professor de leitura'. Nessa perspectiva, uma atividade de leitura pode se configurar como uma atividade interdisciplinar, contemplando diferentes áreas do conhecimento (ZANETIC, 2005).

Almeida e Ricon (1993) também destacam as possibilidades e a importância da prática da leitura nas aulas de Física. De acordo com os autores a leitura de textos literários (romances, crônicas, biografias, poesias, quadrinhos, etc.) leva muitas vezes o leitor ao estado de envolvimento, eles possuem a capacidade de comover, cativar e fazer, em alguns momentos, o leitor reviver sua própria história de vida.

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Diferentes tipos de textos literários podem ser usados em aulas de Física, não apenas com finalidade estritamente motivadora mas como meio para gerar nos alunos atitudes cuja formação é encargo de qualquer disciplina sentimentos e emoções desejáveis, curiosidade científica, consciência crítica, etc (ALMEIDA e RICON, 1993, p. 11).

Seria possível, então, encontrá-la em variados gêneros literários que tratem de situações comuns, mas que são igualmente observadas pela ciência. Por exemplo, o poema visual a seguir, permite reconhecer a Física presente em diversas situações, neste caso na poesia, fazer com que os alunos possam associar os conceitos termodinâmicos a experiências cotidianas e demonstrar a Física como um elemento cultural atuante, desenvolvendo um maior estímulo à leitura e à pesquisa.

Figura 01: Chá (CAPPARELLI e GRUSZYNSKI, 2002).

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O tema da atividade proposta é Física, Chá e um pouco de Poesia , sendo, equilíbrio térmico, trocas de calor, quantidade de calor, calor específico e calor latente os conteúdos a serem trabalhados, e como público alvo alunos das 1ª, 2ª e 3ª séries do ensino médio. A atividade será iniciada com a apresentação do poema Chá (Figura 1), propondo uma leitura coletiva e reflexiva, em que todos expressem opiniões sobre o texto. Levantando questionamentos como, o que é infusão? Qual o tempo necessário para que ocorra essa mistura de aromas e sabores? O que tem a ver com a Física? Estimulando a discussão para que depois possamos localizar os conceitos físicos presentes no poema.

Para o primeiro questionamento, perguntar quem já fez ou já prestou atenção no modo como é feito o chá, trazendo após as respostas o conceito de infusão. Já no segundo, perguntar o que fazemos depois de derramar a água fervente na xícara contendo a erva, por que temos que esperar? Será que é porque a água está muito quente? E por que sobe o aroma?

Lançando esses questionamentos para podermos trazer a discussão sobre equilíbrio térmico e trocas de calor, utilizando o processo de produção do chá como exemplo. Durante a discussão, quando for apresentado o processo de trocas de

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calor entre a água e a erva, indagar, o que é calor? Qual a diferença entre a temperatura e calor?

Para reforçar a discussão, realizar o experimento Fazendo chá com o auxilio de um aquecedor, um recipiente com água, um calorímetro e o chá (erva). Na sua realização aquecer o recipiente contendo água até que esta entre em ebulição e transferir a água aquecida para o segundo recipiente contento a erva. Propor a criação de uma tabela com as temperaturas observadas por intervalo de tempo, vendo em que momento o chá entrará em equilíbrio térmico.

Num segundo momento questionar, o porquê tomar chá? Estimular a discussão para que os alunos apresentem suas perspectivas sobre as propriedades, principalmente medicinais, atribuídas a certos tipos de chás, logo após comentar que muitos chás também são usados em dietas, trazendo alguns artigos de revistas que os tenham presentes em várias delas, lançando questionamentos como, quem já fez, ou leu algumas destas dietas presentes nas revistas, sites e outros meios de divulgação ou até mesmo passada pelo nutricionista? Por que os chás estão presentes nelas?

Direcionar o debate à perspectiva de valor calórico, logo após perguntando, o que são calorias? Observar que os valores calóricos estão presentes em todas as embalagens dos alimentos. Trazer o valor calórico da água e da erva, comparando com o de diversos outros alimentos, apontando os que têm menor e maior valor calórico.

Instigar também os alunos a pesquisarem sobre os valores calóricos dos alimentos e sua importância na manutenção da vida, com o seguinte questionamento, por que os esquimós precisam comer alimentos com alto valor calórico?

Durante a discussão repetir o processo experimental descrito anteriormente, com o auxílio do calorímetro, mas utilizando agora o óleo ao invés do chá, observar também o aumento da temperatura por intervalo de tempo e questionar, houve diferença durante a medição da temperatura? Por que alguns materiais demoram mais que outros para elevar a temperatura? Estimular o debate para trazer a conceituação de calor específico e quantidade de calor.

No terceiro momento, lançar outras perguntas como, e se o chá se aquece como vimos, ele também entra em ebulição? Partindo da conversa caracterizar as transições de fases, que uma substância pode passar dependendo do ganho ou da perda de calor, demonstrando esse processo como reversível.

Explicar que para o chá entrar em processo tanto de ebulição quanto de solidificação, necessita-se também de ganho e perda de calor, nesse caso agora calor latente, caracterizando-o como o responsável pela transição de fase.

Na finalização da aula levantar uma pequena discussão sobre a Física, que seus conceitos fazem parte do nosso dia a dia, de nossa cultura embora nem sempre prestemos atenção.

Como avaliação solicitar aos alunos a realizarem uma pesquisa para uma futura apresentação no formato de seminário, sobre outras situações em que o equilíbrio térmico, trocas de calor, quantidade de calor, calor específico e calor latente poderiam ser utilizados ou percebidos.

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Verificamos que essa perspectiva de trabalho é referendada pelos Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Médio referentes às Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias (BRASIL, 1999) quando destacam, também, a necessidade e as possibilidades do estabelecimento de relações interdisciplinares das ciências com as demais áreas do conhecimento.

- O aprendizado dessas disciplinas, segundo os PCNEM (1999), deve ocorrer em estreita proximidade com as Linguagens e Códigos e as Ciências Humanas, por estas apresentarem objetivos comuns. A problemática socioambiental e as questões econômicas produtivas são tanto científico-tecnológicas quanto históricas e geográficas, as informações tecnológicas e científicas munidas de códigos matemáticos, símbolos e ícones, também constituem uma linguagem.

Os PCNEM (1999) enfatizam que é na proposta de condução de cada disciplina e no tratamento interdisciplinar que o caráter ativo e coletivo do aprendizado se certificará.

Os objetivos explicitamente atribuídos à área de Ciências e Matemática incluem compreender as Ciências da Natureza como construções humanas e a relação entre conhecimento científico-tecnológico e a vida social e produtiva; objetivos usualmente restritos ao aprendizado das Ciências Humanas. Igualmente, à área de Linguagens e Códigos se atribuem objetivos comuns com as Ciências da Natureza e Matemática (BRASIL, 1999, p. 10-11).

Dentre esses objetivos destacamos ainda, o desenvolvimento da capacidade de comunicação que consiste principalmente na leitura e interpretação de textos científicos, compreensão de tabelas, gráficos e expressões. 'Exprimir-se oralmente com correção e clareza, usando a terminologia correta' (BRASIL, 1999, p. 12), além da produção adequada de textos no relato de experiências. O que se torna extremamente importante, por que a Física, de acordo com os PCNEM (1999), desenvolveu uma linguagem própria para seus esquemas e representações, reconhecer a existência dessa linguagem e fazer uso dela está entre uma das competências necessárias.

Percebemos, assim, a relevância de propor atividades que permitam essa comunicação, para que por meio dela possamos demonstrar a Física como influente na construção do mundo moderno e despertar o interesse pela leitura por parte dos alunos.

Generalizando, podemos dizer que a formação cultural de qualquer pessoa ficará enriquecida se o ensino de ciências levar em consideração elementos da história e da filosofia da ciência, dos estudos sociais da ciência e do relacionamento desta com outras áreas do conhecimento, em particular com a Literatura (ZANETIC, 2009, p. 288).

Os PCN+ (2002) apontam como uma de suas competências a compreensão da Ciência e da Tecnologia como partes integrantes da cultura humana contemporânea, saber identificar a Física nas manifestações artísticas ou literárias em peças de teatro, letras de músicas etc., como também 'promover e interagir com meios culturais e de difusão científica' (BRASIL, 2002, p. 68).

Verificamos, então, o quanto é importante o domínio da linguagem, que pode ser obtido com o hábito da leitura. Compreendemos, portanto, que trabalhar os conteúdos de Física em conjunto com a Literatura pode auxiliar o entendimento desta ciência, como também incentivar o aluno a problematizá-la. A partir da ideia de que a Ciência se propõe a explicar fenômenos, pode lhes despertar o interesse em

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desenvolver seus próprios questionamentos e investigações. E, ainda, mostrar que a Física não é feita de maneira isolada, mas que também faz parte da cultura, e seus conceitos são usados constantemente, apesar da maioria das pessoas não perceber.

## Referências

ALMEIDA, M. J. P. M. D.; RICON, A. E. Divulgação científica e texto literário: uma perspectiva cultural em aulas de Física. Caderno Catarinense de Ensino de Física , Florianóplis, v. 10, p. 7-13, abril 1993.

BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Médio: Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias. Brasília: Ministério da Educação/ Secretaria de Educação Média e Tecnológica, 1999.

BRASIL. PCN + Ensino Médio: Orientações educacionais complementares aos Parâmetros Curriculares Nacionais. Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias. Brasília: Ministério da Educação/ Secretaria de Educação Média e Tecnológica, 2002.

CAPPARELLI, S.; GRUSZYNSKI, A. C. Poesia Visual . 3ª. ed. São Paulo: Global, 2002.

LEITE, Á. E.; GARCIA, N. M. D. Leitura na Escola, mas, até em Física? Anais do IX Congresso Nacional de Educação , Curitiba, p. 8583-8594, Outubro 2009.

PERNAMBUCO, M. M. C. A. Escola hoje e o ensino de Física. In: MARTINS, A. F. P. Física ainda é cultura? 1ª. ed. São Paulo: Editora Livraria da Física, 2009. Cap. 4, p. 97 - 112.

PIETROCOLA, M. A Matemática como linguagem estruturante no pensamento físico. In: CARVALHO, A. M. P. Ensino de Física . São Paulo: Cengage Learning (Coleção ideias em ação), 2010. Cap. 4, p. 79-96.

POZO, J. I.; CRESPO, M. Á. G. Aprendizagem e ensino de ciências: do conhecimento cotidiano ao conhecimento científico. Porto Alegre: Artmed, 2009.

SASSERON, L. H. Alfabetização científica e documentos oficiais brasileiros: um diálogo na estruturação do ensino de Física. In: CARVALHO, A. M. P. D. Ensino de Física . São Paulo: Cengage Learning, 2010. Cap. 1, p. 1-27.

ZANETIC, J. Física e Cultura. Ciência e Cultura , São Paulo, v. 57, n. 3, p. 21-24, 2005.

ZANETIC, J. Fisica e arte: uma ponte entre duas culturas. Pro- Posições , v. 17, n. 1 (49), p. 39-57, jan./abr. 2006.

ZANETIC, J. Física ainda é cultura! In: MARTINS, A. F. P. Física ainda é cultura? 1ª. ed. São Paulo: Editora Livraria da Física, 2009. Cap. 13, p. 281-300.

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