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PERCEPÇÕES SOBRE A FORMAÇÃO INICIAL SEGUNDO PROFESSORES DE FÍSICA FORMADOS EM UMA UNIVERSIDADE PÚBLICA.

Sérgio Rykio Kussuda, Roberto Nardi

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXI
Ano
2015
Data
29/01/2015
Linha de pesquisa
Alfabetização Científica E Tecnológica E Abordagem Cts No Ensino De Física
Tipo
Comunicação

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Texto completo

## PERCEPÇÕES SOBRE A FORMAÇÃO INICIAL SEGUNDO PROFESSORES DE FÍSICA FORMADOS EM UMA UNIVERSIDADE PÚBLICA.

## Sérgio Rykio Kussuda 1 , Roberto Nardi 2

- 1 Universidade Estadual Paulista - UNESP/Faculdade de Ciências - Bauru - SP, e-mail: [rykio@fc.unesp.br]
- 2 Universidade Estadual Paulista - UNESP/Faculdade de Ciências - Bauru - SP, e-mail: [nardi@fc.unesp.br]

## Resumo

O presente trabalho analisa as respostas de licenciados que trabalharam como professor após se formarem no curso de licenciatura em Física de uma universidade pública. As análises focaram suas percepções sobre o curso, possíveis melhorias e as deficiências observadas pelos mesmos após começarem a lecionar. Para conhecermos suas percepções foi aplicado um questionário online com os licenciados graduados neste curso nas últimas duas décadas. Para este trabalho foram analisadas as respostas fornecidas por 25 licenciados, pois estes haviam atuado como professor a mais de um ano e não possuíam cursos de pós-graduação em áreas de Educação ou Ensino de Ciências. Suas respostas indicam a necessidade de aprofundamento nos conhecimento da Física, bem como sua metodologia de ensino, inclusive nos primeiros anos do curso, a necessidade de inserção de disciplinas que não são trabalhadas na formação inicial do professor, mas são cobradas no Ensino Médio e a necessidade de maior incentivo às pesquisas educacionais, uma vez que mesmo sendo um curso de licenciatura havia grande incentivo para participar de pesquisas em outras áreas da Física.

Palavras-chave : Formação de professores; Currículo; Voz do professor.

## Introdução.

Ao longo da evolução no sistema educacional brasileiro, o país tem sofrido diversas mudanças na sua legislação e pensamento sobre o ensino. Contudo muitas vezes estas mudanças deixam de considerar a opinião dos ex-alunos dos cursos de Licenciatura em Física e professores que realmente atuam na Educação Básica, considerando apenas fatores políticos e situacionais, como aponta a pesquisa de Krasilchik (2000) ao discutir as reformas do ensino a partir de meados do século XX.

Entre estas mudanças estão a Resolução do Conselho Nacional de Educação de 2 de 19 de fevereiro de 2002 que, entre outras atribuições, ampliou a carga de estágio obrigatório tornando necessária a reestruturação dos cursos de licenciatura. Neste sentido, Saviani (2009) afirma que nas universidades brasileiras prevalece o modelo em que as universidades tendem a se unificar sobre um mesmo modelo formativo, devido à influência do Estado.

Partindo destas afirmações, podemos dizer que os professores que lecionam parecem ter perdido a voz perante sua prática e perante a implantação de políticas relacionadas ao ensino, uma vez que, embora o professor da Educação Básica seja

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26 a 30 de janeiro de 2015

consultado algumas vezes, ainda existe grande reclamação quanto à Proposta Curricular do Estado de São Paulo entre eles a dificuldade de implementação devido à restrição de tempo e condições de trabalho. Neste sentido, este trabalho visa apresentar as percepções de licenciados de Física de uma universidade pública, graduados nas últimas duas décadas que lecionaram mais de um ano e não possuem pós-graduação na área de Ensino, sobre sua formação inicial e melhorias necessárias neste curso.

Optamos por selecionar os licenciados que não possuem formação em pósgraduação voltada ao Ensino, pois nesta publicação desejamos focar as necessidades formativas percebidas pelos professores da Educação Básica sem influência do conhecimento teórico obtido no âmbito acadêmico, uma vez que estes apresentam dados diferentes que tornariam o trabalho extenso.

Embora os graduandos possam complementar sua formação através da vivencia da realidade da sala de aula através do Estágio Supervisionado, principalmente após a implantação da Resolução CNE/CP 2002 que fixou o tempo de estágio supervisionado para 400 horas, o que permitiu aos alunos maior tempo de vivência da realidade escolar, a permanência de maior tempo na escola não garante maior compreensão da realidade. A observação precisa ser guiada para que os alunos possam notar especificidades nas observações e conhecer o que deve ser observado.

Um dos conhecimentos necessários para a formação do professor é o conhecimento que é adquirido através da experiência em sala de aula, como indicam autores como Tardif (2004) e Pimenta (2000). Contudo durante a formação inicial os alunos raramente possuem oportunidade para vivenciar a realidade escolar exceto no período de estágio obrigatório dos cursos de licenciatura. Sendo importante o professor universitário conhecer alguns aspectos da realidade escolar da Educação Básica para direcionar as observações durante este período.

Outra forma de obter o conhecimento da realidade de sala de aula conhecimento é através de contato com licenciados que atuaram como professor da Educação Básica, tanto recentemente, quanto nos últimos anos, uma vez que os graduados recentemente podem apresentar um pensamento e linguagem próxima ao licenciado e os que possuem maior tempo na docência podem apresentar maiores conhecimentos obtidos através da reflexão da sala de aula e experiências vivenciadas. Estes conhecimentos muitas vezes não são acessíveis aos docentes universitários, pois estes são contratados em regime de dedicação exclusiva dificultando o acesso à realidade da Educação Básica.

Desta forma, este trabalho visa contribuir com futuras reformulações nos cursos de licenciatura em Física, e possivelmente outras disciplinas, através da apresentação das necessidades indicadas pelos licenciados após lecionarem tanto na Educação Básica como na Educação Superior.

Os dados foram obtidos através da aplicação de um questionário online , enviado via correio eletrônico aos graduados do curso de Licenciatura em Física de uma universidade pública formados nas últimas duas décadas. Entre os 273 contatados, obtivemos respostas de 52 licenciados, sendo que destes, dois não forneceram dados a respeito da sua percepção sobre o curso. No trabalho original que gerou este recorte, as respostas obtidas foram classificadas em cinco grupos distintos de acordo com sua atuação no magistério após conclusão do curso e formação posterior em cursos de pós-graduação.

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Para o presente trabalho analisamos as respostas fornecidas pelos licenciados que atuaram mais de um ano após concluírem o curso de licenciatura em Física, independente de sua formação posterior, ou seja, foram considerados os licenciados que lecionaram mais de um ano após concluir o curso, tendo ou não realizado cursos em pós-graduações.

Consideramos analisar apenas as respostas dos licenciados que lecionaram mais de um ano, pois assim os licenciados poderão ter uma compreensão do sistema educacional durante todo um ciclo, evitando professores que tenham lecionado em um período específico e, consequentemente podem não possuir conhecimentos de algumas atividades específicas que ocorrem em determinados períodos de um ano letivo.

Este trabalho foca em uma das questões existentes no questionário online , a questão: 'Você poderia nos informar como o Curso de Licenciatura em Física cursado na UNESP contribuiu para a atual carreira profissional? Caso haja alguma sugestão para melhorar', relacionando à questão sobre sua atual profissão e estudos posteriores à graduação.

## Metodologia.

A análise das respostas fornecidas pelos licenciados foi realizada de acordo com os aportes teóricos apresentados por Bardin (2002).

De acordo com este referencial os professores foram categorizados de acordo com seus estudos posteriores à sua formação e a atividade profissional e, para este trabalho utilizamos as respostas dos licenciados que lecionaram mais de um ano, ou seja, utilizamos a resposta de duas das categorias existentes inicialmente, a categoria dos que cursaram a pós-graduação e lecionaram mais de um ano e dos que não cursaram a pós-graduação e lecionaram mais de um ano.

Este trabalho apresenta a percepção sobre a formação inicial e possibilidade de melhoria do curso de licenciatura a categoria acima descrita, a fim de averiguar a necessidade de mudança do curso para melhorar sua atividade profissional, dando voz ao professor.

Os dados foram obtidos através de um questionário online enviado através do endereço de correio eletrônico dos licenciados.

A fim de obter o correio eletrônico dos licenciados contatamos o Diretório Acadêmico da universidade que nos forneceram dados como nome, endereço e telefone dos licenciados dos últimos anos.

Para elencar os endereços de correio eletrônico dos licenciados da universidade, foi realizado um levantamento junto à plataforma lattes, motores de busca, lista telefônica online e redes sociais partindo do nome dos licenciados obtidos no processo anterior.

## Análise dos dados.

Para melhor conhecimento dos sujeitos da pesquisa, irmos indicar o ano de ingresso no curso e tempo de atuação como professor no momento da aquisição

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dos dados através dos símbolos 'AI' indicando o ano de ingresso e 'TM' indicando o tempo de atuação no magistério.

A análise dos dados ocorreu com 25 licenciados, sendo que destes 18 atuaram na Educação Básica e sete atuam em ensino superior.

Entre os aspectos positivos indicados pelos licenciados está o fato do curso permitir os licenciados possuírem a atual carreira, como podemos observar no trecho a seguir:

Se não fosse o curso de Licenciatura em Física não sei como seria minha vida hoje. Estou totalmente satisfeito com o curso que realizei e, apesar das dificuldades encontradas na carreito, sinto-me realizado profissionalmente. (Licenciado 7, AI em 2001, TM 4 a 5 anos).

Neste grupo também se destaca a ideia de que o curso permitiu um desenvolvimento pessoal, como pode ser notado no trecho a seguir:

Contribuiu significativamente. Comecei minha carreira sem qualquer conhecimento pedagógico e, por isto, sem capacidade autocrítica sobre minha prática. O cenário de problemáticas em minha prática se desenrolava enquanto eu cursava a licenciatura, o que me motivava muito a me envolver com a universidade, pois o conhecimento que eu construía contribuía com a evolução de minha prática. (Licenciado 6, AI, 2002, TM 9 a 10 anos).

Outro ponto destacado pelos licenciados é a base adquirida durante a formação que possibilita continuar seus estudos.

O curso forneceu uma boa base para meu prosseguimento nos estudos no que se refere aos conteúdos de física, química e matemática como também noções de psicologia, didática e leis que regem a educação para a atuação profissional. (Licenciado 2, AI 1999, TM 7 a 8 anos).

Um dos licenciados indica que o curso é bom ao comparar a formação adquirida com a de outros professores que lecionam junto com o licenciado.

Adquiri toda minha formação docente no curso de Licenciatura em Física da Unesp-Bauru. Em comparação tanto com a formação de meus colegas, quanto com a formação que os alunos adquirem nos cursos em que trabalho, considero-a excelente. (Licenciado 1, AI 1997, 4 a 5 anos)

Como ponto negativo do curso foi observado a necessidade de maior aprofundamento no conhecimento da própria Física.

Foi decisivo na inserção, mas algo deficiente na formação de conteúdo. Sugiro que a abordagem e profundidade nos temas voltados à Física sejam objeto de reflexão e planejamento visando o incremento no conteúdo (Licenciado 18, AI 2003, TM 19 a 20 anos).

A sensação de falta de preparo para atuar como professor e a necessidade de professores universitários compreenderem a importância de lecionar também foram lembrados por um dos licenciados.

O curso é ótimo. Os professores excelentes. Existem professores que formam professores e outros professores mais ligados ao conhecimento. Só penso que faltou um pouco, no meu aprendizado, na área de química. Em relação à pesquisa, tudo foi ótimo, mas faltou um pouco de didática dos professores, que pareciam não gostar de lecionar. Sinto, também, que faltou um pouco de prática de ensino, pois sinto que, quando saí da faculdade, não estava tão preparada para lecionar. Mas só isso. (Licenciado 20, AI 2000, 7 a 8 anos).

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Podemos observar que o licenciado considera que entre os professores, existem profissionais que não tentam formam professores, apenas trabalhar o conteúdo da Física, demonstrando uma concepção equivocada sobre a formação do professor e a extrema segmentação aparentemente existente na universidade.

Um dos licenciados considera que a formação foi fraca devido à falta de aprofundamento em matérias, tanto relacionadas a tópicos da Física que irão lecionar quanto à pedagogia relacionada à Física, como podemos observar no trecho a seguir:

Este curso, ao meu ver, contribuiu pouco para minha formação como professora de física, por vários motivos, tais como: Pouca ênfase em física moderna; Pouca ênfase em história e filosofia da ciência e da física. Em nenhum momento do curso fomos motivados a ler e discutir a obra de um físico, como os ensaios de Bohr em 'Física atômica e conhecimento humano'. Como é de praxe em outros cursos. Conhecemos da 'física' de livros didáticos e não como este pensamento se estruturou e as reflexões disso. Formação precária na parte pedagógica. Lembro-me, por exemplo, que falávamos de Paulo Freire e em nenhum momento lemos suas obras e discutimos sobre seu trabalho. Falta de orientação nos estágios. Hoje em dia penso que parte de minha insegurança poderia ter sido trabalhada neste momento, se fosse devidamente orientada. Acho que o curso não nos mostrou a raíz, a essência do pensamento físico, não nos preparou para uma reflexão crítica sobre a ciência, não permitiu uma reflexão acerca do ensino público, em especial o ensino médio. Ainda assim, a minha formação, como aluna mediana que eu era, é base que eu tenho para outros caminhos e estudos. Algumas disciplinas foram de muita importância, como uma que discutia o funcionamento e estrutura da escola e laboratório de física moderna. Penso que o curso tem uma formação básica, boa. Mas, que pode sim ser repensada. (Licenciado 21, AI 2003, TM 4 a 5 anos).

Entre as melhorias necessárias para o curso está a ideia da necessidade de melhor preparação do licenciado para atuar na rede pública e adição, na matriz curricular da universidade, de assuntos existentes na Educação Básica.

O curso de maneira geral é bom, mas, como citei anteriormente, poderia preparar melhor o professor para as aulas na rede pública estadual. Acredito que deveria haver uma disciplina oferecida pelo Departamento de Educação que estudasse o Currículo Oficial do Estado de São Paulo, em todos seus aspectos. Também deveriam fazer parte do Currículo obrigatório do curso de licenciatura as disciplinas de Física Nuclear, Relatividade e Astronomia, uma vez que elas fazem parte do currículo de Física do Ensino Médio. (Licenciado 11, AI 2000, TM 8 a 9 anos).

Para esta melhor formação, um dos licenciados indica ampliação da prática dos licenciados como professor, uma vez que defende que o professor se forma na prática.

O curso formou inicialmente, dando base de conhecimento em Física e em didática e prática de ensino. Ainda defendo que o professor se forma na prática, por mais excelente que seja o curso de formação inicial. (Licenciado 16, AI 2003, TM 3 a 4 anos).

Também é citada a necessidade da existência de disciplinas relacionadas ao ensino desde o primeiro semestre

Foi a principal requisito para minha carreira profissional. Acredito que o curso devia possuir disciplinas de educação desde o seu início. (Licenciado 14, AI 2003, TM 4 a 5 anos).

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Esta temática volta à tona na resposta de outro licenciado ao indicar a necessidade de um curso de seis anos e com maior articulação entre as disciplinas relacionadas ao Ensino como filosofia, sociologia e história. Nesta resposta também encontramos a necessidade de tornar a docência uma atividade estritamente relacionada à licenciatura.

Contribuiu em muito. Foi lá que tive minha base teórica estrutural para prosseguir na carreira de docente e pesquisador na área do ensino de física. sempre quis ser professor. Quando entrei no curso, bem como, em todo seu decorrer, fiz tudo com muito carinho e satisfação. Tenho tudo do curso, quatro pastas com todos os trabalhos, relatórios, provas etc. Sou grato aos professores [nomes de professores da universidade], e aos outros, infelizmente não me lembro do nome de todos. Acho insuficiente 4 anos para formar o docente de física. Uma mudança estrutural básica que eu faria seria construir um curso de 6 anos, tendo mais carga horária para disciplinas de física e de ensino como filosofia, sociologia, história da ciências. Também proporia que as disciplinas de física fossem mais interdisciplinares dialogando com outras área do saber como também com a história, filosofia etc da ciências. Também pensaria numa articulação melhor entre teoria e prática nas disciplinas de estágio, gosto muito do modelo de [nome da universidade]. Também pensaria em uma política que reconhecesse a função de docente, permitindo que somente licenciandos ou com formação em docência pudessem lecionar, isso se aplicaria para todas as áreas do ensino superior, assim como é feito no ensino básico. Me baseio no fato de que quando estamos em sala de aula, seja para formar outro docente ou outro profissional (por exemplo: bacharel) o fenômeno é o da docência, e o bacharel, por exemplo, vai trabalhar em universidades e vai dar aula e formar professores. (Licenciado 17 AI 1992, TM 6 a 7 anos).

Um licenciado indica como um fator de destaque a discrepância de um curso de licenciatura fornecer bolsas de estudo relacionadas à Física em áreas não voltadas ao Ensino.

O único fato que era descabido dentro do curso de Licenciatura era o fato de que alguns professores forneciam bolsas de iniciação científica para o trabalho laboratorial (área dura) dentro de um curso de licenciatura, isso acabava minando ainda mais a formação de futuros professores. (Licenciado 15).

## Conclusões.

Através da análise das respostas fornecidas pelos licenciados, podemos notar que os licenciados que continuam a lecionar indicam a importância do conhecimento obtido no curso para a escolha da atual profissão e que este conhecimento permite continuar seus estudos. Contudo ainda apresentam a necessidade de aprofundamento de conceitos da Física, bem como de conceitos pertencentes ao ensino de Física, como a história da Física, por exemplo. Indica também a necessidade de inserção de disciplinas trabalhadas no Ensino Médio que não são tratados no curso de graduação.

Estes dados indicam a necessidade de repensar o curso de licenciatura em Física no sentido de haver uma ressonância entre o Ensino Médio e o Superior de forma a apresentar ao licenciando conhecimentos que serão exigidos na sua profissão futuramente. Os dados também indicam a necessidade de repensar o ensino universitário que aparentemente não está sendo suficiente para fornecer

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conhecimento adequado para o licenciado realmente conhecer os conceitos relacionados à Física.

As respostas apresentadas pelos licenciados indicam ainda a necessidade de inserir as disciplinas de licenciatura nos primeiros anos de forma a ser concomitante com a aprendizagem dos conceitos da Física. Isto possivelmente permitiria ao licenciado, além de obter maiores conhecimentos sobre o ensino de Física, maior conhecimento sobre os próprios conceitos da Física, uma vez que permite ao licenciado refletir sobre como ensinar tais conceitos

Outro fator importante que foi observado nas análises das respostas é a necessidade de ampliar o incentivo às pesquisas educacionais, uma vez que, embora o curso seja uma licenciatura é forte a influência da pesquisa em outras áreas da Física em detrimento das pesquisas educacionais.

## Referências.

BARDIN, L. Análise de conteúdo . 2. ed. Lisboa: Edições 70, 2002.

BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Resolução CNE/CES 9, de 11 de março de 2002. Diário Oficial da União , Brasília, 26 mar. 2002. Disponível em: <http://www.iffarroupilha.edu.br/site/midias/arquivos/2011123112717609resolucao\_c ne-ces\_n%C2%B0\_09-02\_fisica.pdf> Acesso em: 05 nov. de 2014.

KUSSUDA, S.R.; NARDI, R. Dificuldades apontadas por professores de Física provenientes de uma universidade pública sobre a Educação Básica e a universidade. In: Encontro Nacional de Pesquisa em Educação em Ciências, 9, 2013, Águas de Lindóia Atas ... São Paulo, Sociedade Brasileira de Física, 2013. Disponível em: http://www.nutes.ufrj.br/abrapec/ixenpec/atas/resumos/R0282-1.pdf

KRASILCHIK, M. Reformas e realidade: o caso do ensino das Ciências. São Paulo: São Paulo em Perspectiva v.14 n.1. 2000. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/spp/v14n1/9805.pdf Acesso em: 08/04/2014.

PIMENTA,S. G. (Org.).Saberes pedagógicos e atividade docente.2ed.SãoPaulo:Cortez, 2000.

SAVIANI, D. Formação de professores: aspectos históricos e teóricos do problema no contexto brasileiro Revista Brasileira de Educação v. 14 n. 40 jan./abr. 2009 Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rbedu/v14n40/v14n40a12.pdf Acesso em: 30/03/2014.

TARDIF, M Saberes Docentes e Formação Profissional . 4. ed. Petrópolis,RJ: Vozes, 2004

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