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UM ESTUDO EXPLORATÓRIO SOBRE OS ASPECTOS MOTIVACIONAIS DE UMA ATIVIDADE NÃO ESCOLAR PARA O ENSINO DA ASTRONOMIA

Bruno De Andrade Martins, Rodolfo Langhi

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXI
Ano
2015
Data
28/01/2015
Linha de pesquisa
Divulgação Científica E Educação Não Formal
Tipo
Comunicação

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Texto completo

## UM ESTUDO EXPLORATÓRIO SOBRE OS ASPECTOS MOTIVACIONAIS DE UMA ATIVIDADE NÃO ESCOLAR PARA O ENSINO DA ASTRONOMIA

## Bruno de Andrade Martins 1 , Rodolfo Langhi 2

1 Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências/ Instituto de Física/ UFMS, Campo Grande, MS/ martinsfisica@gmail.com

2 Programa de Pós-Graduação em Educação para a Ciência/ Departamento de Física/ UNESP, campus Bauru/ rlanghi@fc.unesp.br

## Resumo

Essa pesquisa teve o objetivo de estudar os aspectos que conduzem à motivação no ensino da Astronomia por parte do público-alvo em um espaço não escolar. Apesar de a literatura da área apontar com frequência que a Astronomia é considerada motivadora, não há trabalhos com fundamentação teórica sobre conceitos específicos que envolvem a motivação. Envolvendo atividades de observação da Lua com telescópios com o público de um ambiente não escolar, visamos responder à questão central: a partir dos aspectos motivacionais encontrados nos participantes da atividade em questão, podemos considerar que estes apresentaram indícios de motivação intrínseca e que a Astronomia foi um fator motivacional para a participação na atividade? Para o estudo da motivação, utilizou-se como referencial teórico a Teoria da Autodeterminação (TAD) que se dedica a estudar a personalidade e a motivação humana como as motivações intrínseca e extrínseca, focalizando as tendências evolutivas, as necessidades psicológicas inatas e as condições contextuais favoráveis à motivação, indo ao encontro dos objetivos desta pesquisa. Para nortear a análise utilizou-se o referencial metodológico qualitativo da Análise Textual Discursiva (ATD) que busca a compreensão das novas interpretações a partir dos dados da pesquisa. A partir da análise dos dados obtidos por meio dos questionários respondidos, chegou-se à conclusão de que para a atividade proposta por essa pesquisa que a Astronomia foi de fato motivadora, pois foram diagnosticados, em uma grande parte dos dados, indícios de motivação intrínseca nos participantes. Os resultados desta pesquisa também mostraram que espaços não escolares de ensino podem auxiliar o trabalho da escola na alfabetização e letramento científico da comunidade, mostrando assim a importância de se desenvolver atividades como essa para o auxílio da aprendizagem.

Palavras-chave : Educação em Astronomia; Ambientes não escolares; Teoria da Autodeterminação; Motivação.

## Introdução

Apesar de a Astronomia ser considerada por muitos autores como, por exemplo, Langhi (2004), entre outros, como uma ciência atraente para o público geral, encontra-se hoje uma grande quantidade de concepções do público acerca do tema. Pesquisas como a de Langhi e Nardi (2007) apontam que um dos fatores que contribuem para essas concepções, é a falta de divulgação e de atividades relacionadas à Astronomia em escolas e ambientes não escolares.

Para deixar evidente a falta de atividades relacionadas com a Astronomia nas escolas ou em outros ambientes não escolares, o trabalho de Alves e Jafelice (2005) apresenta um levantamento que identifica quantos estudantes da rede pública estadual de ensino da cidade de Natal (RN) já realizaram algum tipo de observação astronômica. Esses autores chegaram à conclusão de que 79% dos estudantes da rede pública de RN entrevistados nunca observaram o céu noturno

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26 a 30 de janeiro de 2015

utilizando algum instrumento óptico como um telescópio, um binóculo ou uma luneta, mostrando a falta de atividades astronômicas realizadas na região estudada.

As pesquisas sobre Educação em Astronomia mostram que existe um desconhecimento da população em geral sobre este tema, principalmente sobre a Astronomia Observacional, a qual é apresentada como um dos setes principais temas em Astronomia explorados por diversos autores, segundo um levantamento realizado por Langhi e Nardi (2010). Alves e Zanetic (2008) apontam que alguns espaços ditos como espaços de educação não formal (aqui neste trabalho trataremos como ambiente não escolar) como, por exemplo, planetários, clubes de Astronomia amadora e observação realizada em praças, apresentam atividades que nos permitem trabalhar essas problemáticas, principalmente por meio das práticas com o telescópio e observações astronômicas.

Embora o discurso comum da literatura acadêmica das pesquisas sobre Educação em Astronomia seja o de que a Astronomia é motivadora, não encontramos por meio de um levantamento bibliográfico detalhado, fundamentações teóricas e nem estudos específicos sobre motivação no estudo da Astronomia. Trabalhos como Langhi (2004), entre outros, afirmam que a Astronomia é de fato motivadora, mas estes não se baseiam em nenhum referencial teórico sobre motivação para demonstrar que realmente a Astronomia pode ser considerada motivadora.

Assim, diante destes fatos apresentados nos propomos a verificar os aspectos motivacionais da Astronomia em uma atividade de ensino não escolar e verificar se nesta atividade a Astronomia foi motivadora. Assim, a questão central desta pesquisa é: a partir dos aspectos motivacionais encontrados nos participantes da atividade em questão, podemos considerar que estes apresentaram indícios de motivação intrínseca e que a Astronomia foi um fator motivacional para a participação na atividade?

Dentre inúmeras atividades a serem realizadas para verificar a motivação nos participantes, optamos pela Astronomia Observacional, devido a pouca divulgação e execução desse tipo de atividade no país e principalmente em Campo Grande (MS), pois não existe nenhum espaço de divulgação da Astronomia na cidade.

Em meio a tantos objetos astronômicos para observamos no Universo por meio do telescópio, optamos pelo satélite natural da Terra, a Lua. Essa escolha foi feita, pois esse objeto astronômico está inserido dentre as sete principais concepções encontradas no público em geral, segundo a pesquisa de Langhi e Nardi (2010).

A atividade observacional proposta nesta pesquisa executada em um ambiente não escolar e público se prestou como fonte de dados para o objetivo central desta pesquisa: estudar quais aspectos motivacionais encontramos nos indivíduos transeuntes da Feira Central e Turística de Campo Grande (MS), quando participam da atividade proposta por essa pesquisa.

## Referencial Teórico

Analisando a teoria sobre motivação proposta por Deci e Ryan (1985), encontramos uma macroteoria da motivação que os autores classificam como teoria da Autodeterminação (TAD). Segundos eles, essa macroteoria possui a finalidade de compreender a personalidade da motivação humana bem como a motivação

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intrínseca e extrínseca, analisando todos os aspectos favoráveis ou não para que a motivação possa ocorrer. Assim, essa teoria é a que mais se aproxima dos objetivos do trabalho em questão.

Por meio da perspectiva da teoria da Autodeterminação foram elaboradas por Ryan e Deci (2002) quatro subteorias: Teoria das Necessidades Básicas, Teoria da Avaliação Cognitiva, Teoria da Orientação de Causalidade e Teoria da Integração Organísmica. Segundo os autores as três necessidades básicas psicológicas inatas, subjacentes à motivação intrínseca e as formas mais autorreguladas de motivação extrínseca são propostas pela teoria da Autodeterminação: a necessidade de autonomia, a necessidade de competência e a necessidade de pertencer ou de estabelecer vínculos .

Para Guimarães e Boruchovitch (2004) autonomia é a faculdade de se governar por si mesmo, o direito ou faculdade de se reger algo com leis próprias, liberdade ou independência moral ou intelectual. Para os mesmos autores, a necessidade de competência pode ser entendida, como a capacidade do organismo de interagir satisfatoriamente com o seu meio onde se encontra, adquirindo assim maior segurança, confiança e eficiência para desenvolver determinadas atividades. Já a necessidade de pertencimento seria estabelecer vinculo emocional, relações interpessoais e ter uma relação segura com os integrantes do meio.

Dentre as subteorias abordadas na teoria da Autodeterminação, a pesquisa em questão focou-se no estudo da teoria das três necessidades básicas, pois essa apresenta termos que são considerados essenciais para o desenvolvimento psicológico e para a aprendizagem. Dentro da análise dos dados, também foi buscado termos que remetessem a motivação intrínseca e extrínseca descritos por Deci e Ryan (1985), entre outros, nos participantes da atividade em questão.

## Metodologia

A fase inicial desta pesquisa foi realizada uma vez por mês durante três messes na semana da Lua Crescente, em um sábado mensal, das 19h às 21h, na Associação da Feira Central e Turística de Campo Grande (MS). Uma equipe da UFMS montou um telescópio pertencente à Casa da Ciência da mesma instituição no local, visando também além dos objetivos da pesquisa à divulgação científica e tecnológica.

Qualquer indivíduo transeunte do local em questão (independentemente de idade, raça, escolaridade, classe social, etc.) poderia realizar a observação da Lua por meio do telescópio. No local da atividade os transeuntes interessados em participar da atividade foram conduzidos a uma fila única para que pudessem realizar a observação gratuitamente.

Em cada dia da atividade, os participantes foram convidados, após realizarem a observação, a deixarem seus e-mails (para quem tivesse e quisesse) digitando-os em um notebook disponível em uma mesa lateral. Os participantes que deixassem seus e-mails registrados eram informados que receberiam um questionário para que pudessem responder a algumas questões sobre a atividade realizada no dia, e que posteriormente receberiam também um convite para voltarem em outras ocasiões a participar da atividade em questão.

Para os e-mails registrados em cada noite da atividade, foi enviada uma mensagem na semana seguinte à observação anterior, onde continha um texto solicitando que os participantes respondessem a um questionário descrito no corpus

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da mensagem, sendo este a base para a nossa pesquisa. Buscamos neste questionário detectar por meio da teoria da Autodeterminação, indícios de motivação nos participantes ao observarem a Lua pelo telescópio, buscando uma possível resposta para a pergunta central de pesquisa. Outra mensagem foi enviada posteriormente aos participantes dois dias antes da realização da atividade seguinte, essa mensagem tinha o objetivo de relembrar os participantes da atividade anterior que haveria outra observação da Lua no sábado seguinte para quem apresentasse o interesse em retornar.

Segundo as definições sobre os tipos de questionários apresentado por Gil (2008), o questionário utilizado nesta pesquisa contém duas questões abertas e duas questões fechadas. Elaboramos também, outra questão que não aparece nas definições do autor citado, essa seria uma questão que classificamos como 'mista', ou seja, é uma questão fechada em que o participante possui duas alternativas e ao fazer sua escolha deve justificá-la com suas palavras. Assim, o questionário desta pesquisa possuiu cinco questões referentes à atividade realizada.

As questões do questionário tinham como objetivo, identificar indícios de motivação intrínseca ou extrínseca nas respostas dos participantes durante a atividade de observação da Lua. Somente os questionários respondidos e reenviados via e-mail foram considerados fonte de dados para a pesquisa.

Para utilizar o questionário elaborado nesta pesquisa como fonte de coleta de dados, foi necessário validá-lo, para obter de maneira confiável os dados a serem analisados nesta pesquisa. Após um esboço inicial do questionário, este foi encaminhado para especialistas da área de educação em Astronomia e da área de Teoria da Autodeterminação afim de que expusessem ideias para melhorar o mesmo. Todas as observações enviadas pelos especialistas sobre o questionário foram analisadas cuidadosamente, e quando viáveis para a pesquisa foram aplicadas com vistas à sua melhoria. Após as mudanças feitas no questionário, o mesmo foi submetido a um teste piloto, ou seja, o questionário em questão foi aplicado em uma população que não integrou os resultados da pesquisa. Em seguida realizaram-se as modificações necessárias no questionário e consequentemente chegou-se a um resultado que acreditamos ser o melhor possível para a realização desta pesquisa.

Utilizou-se nessa pesquisa como referencial metodológico a análise textual discursiva (ATD) proposta por Moraes (2003). Por meio desta seguiu-se três componentes: desconstrução dos textos do corpus ( unitarização ), estabelecimento de relações entre os elementos unitários ( a categorização ), e o captar do novo emergente em que a nova compreensão é comunicada e validada.

## Análise dos Dados e Resultados

Devido ao espaço reduzido do trabalho não é possível apresentar o estudo da pesquisa por completo, assim apresentamos a seguir somente alguns trechos da análise dos questionários respondidos pelos participantes. A pesquisa e a análise completa dos dados se encontram em Martins (2014).

## · Questionário e análise das respostas

- 1. Você já realizou esse tipo de observação conosco?
- (x ) Sim.
- ( ) Não, foi a minha primeira observação aqui.

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Nesta questão constatamos que o participante já participou desta atividade em outra ocasião, assim concluímos que o mesmo se sentiu suficientemente motivado intrinsicamente ao ponto de participar novamente desta. Portanto, este participante apresentou indícios de autonomia, competência e pertencimento em sua primeira participação ou o nível mais autodeterminado destes, apresentando também ao menos uma característica da motivação intrínseca.

Com todos estes aspectos o participante apresentou a vontade de participar mais uma vez da atividade, pois mostrou possuir os indícios e características da motivação intrínseca .

- 2. Você pretende voltar se puder outras vezes para observar a Lua pelo telescópio? Marque uma alternativa em que você se identifica para cada item.

## Item 1:

- ( x ) Sim, pois durante a observação eu me senti gratificado com a atividade;
- ( ) Não, pois durante a observação eu não me senti gratificado com a atividade;

Com a alternativa escolhida pelo participante, analisamos que este apresentou indícios de competência para este item, pois ao se sentir gratificado em realizar a atividade, interagiu satisfatoriamente com a ela, proporcionando uma maior confiança e segurança para que realizasse a atividade, contribuindo assim para a sua motivação intrínseca como aponta Guimarães e Boruchovitch (2004).

## Item 5:

- (x ) Sim, pois me senti interessado em participar desta e de outras atividades envolvendo a Astronomia;
- ( ) Não, pois não me senti interessado em participar desta e de outras atividades envolvendo a Astronomia.

Com a alternativa escolhida pelo participante, analisamos que este apresentou indícios de autonomia , competência e pertencimento para este item, pois ao responder que pretende voltar a participar desta atividade ou de outras relacionadas à Astronomia este apresentou indícios de estar motivado intrinsicamente para este tipo de atividade, uma vez que, segundo Ryan e Deci (2000), quando um indivíduo mostra o interesse de estar em um ambiente, de participar da atividade e buscar mais informações sobre essa, este mostrou possuir as três necessidades básicas essenciais para a motivação interna de um indivíduo.

- 3. Você realizou a observação por vontade própria ou alguém externo (familiares, amigos, etc.) pediu a você para vir realizar a observação?

## Resposta: 'vontade própria'

Com a resposta dada pelo participante para essa questão, analisamos que este apresentou indícios de autonomia para a mesma, pois ao entrar na fila de espera da atividade e participar por vontade própria, mostrou a sua liberdade de escolha e expressão contribuindo para a sua autonomia e consequentemente para a sua motivação intrínseca como aponta Guimarães e Boruchovitch (2004) e Deci e Ryan (1985).

Analisamos também, por meio da resposta do participante, que a origem da ação do locus de causalidade foi interna a ele, pois este apresentou indícios de

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autonomia e segundo Guimarães e Boruchovitch (2004) quando um indivíduo realiza uma atividade por vontade própria este sempre apresentará um locus de causalidade interna, contribuindo também para a sua motivação intrínseca.

- 4. O que o motivou a realizar a observação da Lua pelo telescópio?

Resposta: 'aprender um pouco mais sobre a lua e observar pelo telescópio algo que eu nunca tinha feito'.

Como forma de complementar a questão anterior, analisamos nesta que a ação ou causa da origem do locus de causalidade interna foi o fato de o participante apresentar a vontade de aprender mais sobre o objeto observado e realizar algo que nunca havia feito antes. Uma vez que estes dois fatores apresentados surgem de maneira interna ao participante, despertou neste a iniciativa em participar da atividade que consequentemente contribuiu para a sua motivação intrínseca como aponta Guimarães e Boruchovitch (2004).

Segundo Vallerand et al. (1992) podemos identificar ainda na resposta do participante duas das três características da motivação intrínseca, são elas: motivação intrínseca para saber e a motivação intrínseca para realizações . A primeira característica pode ser identificada pelo fato de o participante ter realizado a atividade pela satisfação de aprender mais sobre a Lua, já a segunda característica é identificada pelo fato de o participante ter buscado uma realização pessoal, pois foi buscar na atividade algo que nunca havia realizado.

- 5. A interação dos monitores com você lhe agradou?
- ( x) Sim. Explique por que essa interação agradou você.

Resposta: 'porque derão atenção e explicaram tudo o que eu gostaria de saber'.

- ( ) Não. Explique por que essa interação não agradou você.

Com a alternativa escolhida e a justificativa do participante dada para essa questão, analisamos que este apresentou indícios de pertencimento para a mesma, pois por meio da alternativa escolhida, observamos que a sua interação com os monitores da atividade foi agradável, sendo este fato ocorrido devido a atenção dos monitores dada ao participante ao esclarecer as suas dúvidas. Ao ter uma boa relação com todos a sua volta o participante sente-se aceito por estes apresentando indícios de pertencimento , pois segundo Engelmann (2010) quando este fato acontece, o mesmo passa a ter uma interação mais segura com todos, sendo que essa interação contribui para a motivação intrínseca como também aponta Ryan e Deci (2000).

## Considerações

Constatou-se por meio dos questionários respondidos e analisados que a grande maioria dos participantes da atividade aproximadamente 98,11% apresentou possuir autonomia suficiente para participar por vontade própria da atividade em questão. Com a mesma porcentagem do item anterior, aproximadamente 98,11% dos participantes apresentou possuir a necessidade de competência ao participar da atividade. E Aproximadamente 96,22% mostraram possuir a necessidade de pertencimento em relação ao local onde a atividade foi realizada. Assim, conclui-se que a grande maioria dos participantes da atividade apresentou as três necessidades básica e inatas para a motivação intrínseca . Portanto, esse resultado

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mostrou que a atividade envolvendo o ensino da Astronomia pode despertar em um indivíduo as principais características para uma motivação interna ( intrínseca ).

Verificou-se por meio da análise realizada com o referencial teórico abordado que dos 53 questionários respondidos pelos participantes 52 apresentaram possuir indícios de motivação intrínseca . Detectou-se que a grande maioria dos participantes da atividade possui os aspectos da motivação intrínseca ou o nível mais autodeterminado desta. Apenas um participante apresentou possuir indícios de motivação extrínseca , ou seja, este apresentou os níveis menos autodeterminados deste tipo de motivação. Assim, concluímos que atividades realizadas em espaços não escolares são viáveis para o ensino, pois apresentam participantes motivados intrinsicamente e consequentemente essa motivação contribui para a aprendizagem como aponta Engelmann (2010).

Ao apresentar a conclusão de que a Astronomia realmente pode ser considerada uma ciência motivadora, provando isso por meio de um referencial teórico que julgamos ser adequado, ressaltamos que este foi um estudo para essa situação problema colocado incialmente nesta pesquisa para este grupo analisado que foram os transeuntes da Feira Central e Turística da cidade de Campo Grande (MS), ou seja, não podemos afirmar que para outras atividades envolvendo o estudo da Astronomia desenvolvido em outros grupos de análise serão encontrados os mesmos aspectos motivacionais citados e a mesma conclusão desta pesquisa, pois são grupos diferentes em diferentes situações.

Mas, por meio desta pesquisa podemos afirmar que para ao menos uma atividade envolvendo o estudo da Astronomia, essa foi o fator motivador que levou os transeuntes do local em questão a participarem da atividade proposta.

Nos questionários analisados foram encontradas características da motivação intrínseca, como por exemplo, realização pessoal, curiosidade, vontade de aprender, entre outros. Estes são fatores que levaram ou motivaram a participação de um grande público na atividade.

Sob a perspectiva da TAD, a inserção de atividades que envolvam o estudo da Astronomia em ambiente não escolar de ensino deve ser uma prática constante, pois como constatado nesta pesquisa, atividades assim podem proporcionar uma nova satisfação, gratificação, interação, prazer, realização, entre outros termos que estão relacionados com a motivação intrínseca e que consequentemente colaboram para a aprendizagem dos participantes.

Com o resultado desta pesquisa, contata-se que a divulgação cientifica em espaços não escolares de ensino é viável para a aprendizagem, pois neste ambiente é possível encontrar indivíduos totalmente motivados intrinsicamente, o que contribui para o letramento e alfabetização cientifica da comunidade. Assim, a responsabilidade de alfabetizar a comunidade não fica somente restrita à escola, uma vez que espaços não escolares também possuem uma característica que podem comtemplar a aprendizagem que é a característica da motivação intrínseca .

## Referências

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Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.