ABORDAGENS EXPERIMENTAIS E A POSSIBILIDADE EM DESENVOLVER COMPETÊNCIAS
Aguinaldo Capeletti Moura, Washington Luiz Pacheco De Carvalho
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XXI
- Ano
- 2015
- Data
- 28/01/2015
- Linha de pesquisa
- Materiais, Métodos E Estratégias De Ensino De Física
- Tipo
- Comunicação
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Texto completo
## ABORDAGENS EXPERIMENTAIS E A POSSIBILIDADE EM DESENVOLVER COMPETÊNCIAS
## 1 Aguinaldo Capeletti Moura
## 2 Washington Luiz Pacheco de Carvalho
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SEESP/E.E.Prof.ª Lydia Helena F. Stuhr/email: aguimoura@hotmail.com Departamento de Física e Química- UNESP-Ilha Solteira- SP-washincar@gmail.com
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## Resumo
O presente trabalho é uma discussão teórica que busca compreensão de como a literatura da área de ensino de física, com foco em experimentação, aborda os termos de competência e habilidade, tendo em vista que, os termos fazem parte do contexto escolar, das avaliações em larga escala e o seu desenvolvimento se tornou o objetivo das aulas dos professores da educação básica. Assim, procuramos nas publicações de duas revistas da área, trabalhos que explorassem o desenvolvimento dos termos e também buscamos na literatura entendimento das atividades experimentais com abordagem tradicional e investigativa. Utilizamos a ideia de competência e habilidade apresentada por Zabala e Arnau (2010), o que nos proporcionou entendimento da natureza dos termos e do processo de seu desenvolvimento. Com o apoio do nosso referencial pudemos ter maior clareza a respeito da natureza das competências e habilidades presente nas atividades experimentais, desenvolvemos uma discussão a respeito de como aproximar o desenvolvimento de competência das duas abordagens experimentais analisadas, obtemos indícios de uma possível estratégia que envolve a utilização da abordagem tradicional e investigativa, de forma a potencializar o desenvolvimento de competências associadas ao processo experimental, assim entendemos que atingimos o objetivo a que nos propomos nesse trabalho, mas fica a expectativa de novas pesquisas que possam trazer mais informações a respeito da temática
. Palavras-chave: atividades experimentais, competências e habilidades, abordagens experimentais.
## Introdução
As atividades experimentais têm reconhecida importância no ensino da Ciência, em uma breve análise da literatura em ensino de física é possível encontrar inúmeras pesquisas que corroboram a importância da prática experimental para o ensino de Física. Nota-se que as atividades experimentais têm o potencial de diminuir as dificuldades encontradas no ensino da Física, mas a prática experimental possui diferentes abordagens que proporcionam variados objetivos, sendo necessário utilizá-la de acordo com os objetivos que se deseja alcançar (ABIB; ARAÚJO, 2003).
A experimentação é sempre vista como uma atividade rica e próspera para o aprendizado dos alunos. Sendo assim, a aceitação do laboratório didático de Física pelos professores é unânime. Dificilmente haverá um professor que negue a sua
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26 a 30 de janeiro de 2015
necessidade e seu potencial motivador, mas isso não significa que os professores façam uso dessa prática, embora acreditem nela (PINHO ALVES, 2000).
- A literatura apresenta inúmeros trabalhos que ressaltam indícios das vantagens de se utilizar as atividades experimentais no ensino de Física. O discurso a favor da prática está presente nas escolas, nos livros didáticos, nos documentos oficiais que regulamentam as diretrizes de ensino, na propaganda de material de ensino e nos discursos de professores. Mas, o trabalho do professor hoje, na maioria das escolas, está voltado para o desenvolvimento de competências e habilidades.
Segundo Ricardo e Zylbersztajn (2008) o termo 'competências' é institucionalizado no sistema educacional brasileiro com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, de 20 de dezembro de 1996, (LDB/96), e os pressupostos fundamentais da nova lei chegam às escolas por meio das Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio (DCNEM), os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) e suas orientações complementares (PCN+). Portanto, são previstas mudanças para o ensino nacional, tendo como orientações esses documentos, assim o ensino deixa de ser centrado apenas no conhecimento e passa a ser orientado para o desenvolvimento de competências e habilidades (RICARDO & ZYLBERSZTAJN, 2002). .
Além dos documentos que fazem referência ao trabalho docente, temos também a presença das avaliações em larga escala, que no caso das escolas públicas paulista, acreditamos que os resultados que possuem maior influência no Ensino Médio são o do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) e o Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (SARESP).
- O foco em competências e habilidades é colocado como a nova forma de organizar o currículo e avaliar, na medida em que são entendidas como capazes de atender às mudanças no mundo globalizado (LOPES, LOPESZ, 2010).
- O trabalho pedagógico na escola está cada dia mais orientado para o desenvolvimento das competências e habilidades com o objetivo de atingir melhor índice nas avaliações em larga escala, como se isso garantisse qualidade em educação. Entretanto, para Ferreira e Tenório (2010), o conceito de qualidade em educação ainda é complexo, polissêmico e não existe a qualidade absoluta em educação, apenas parcial, os índices são definidos a partir dos objetivos que desejam ser alcançados e do modelo de qualidade ao qual está associado.
- O nosso objetivo é realizar uma discussão, com o apoio de nosso referencial teórico, em dois pontos: primeiro a respeito da natureza de algumas das competências e habilidades que podem ser desenvolvidas na atividade experimental e segundo um possível caminho para o desenvolvimento das competências.
Para isso fizemos um levantamento das publicações em duas das principais revistas da área, procurando trabalhos a respeito de competências e habilidades, também buscamos compreensão das diferentes fases de uma atividade experimental com a abordagem tradicional e investigativa e por fim realizamos uma discussão com o apoio de nosso referencial teórico e das ideias presente na área para atingir o objetivo do trabalho.
## Desenvolvimento de Competências e Habilidades
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As ideias de Zabala e Arnau (2010), nos forneceram subsídios para compreender o desenvolvimento de competências e habilidades. Para ser competente em atividades da vida, é necessário dispor de conhecimentos, mas de nada adianta se não sabemos utilizá-los. Ao analisar uma ação competente, é indispensável dispor de conhecimentos e dominar procedimentos, portanto não há nenhuma ação humana em que esses dois elementos apareçam separados.
Os autores, no sentido de esclarecerem melhor as competências, definem:
'As competências, por definição própria, implica uma ação, uma intervenção que, para que seja eficaz, é necessária a mobilização de diferentes recursos formados por esquemas de atuação que integram ao mesmo tempo conhecimentos, procedimentos e atitudes' (ZABALA; ARNAU, 2010, p.94).
Os autores dizem que é impossível realizar a ação de uma competência, caso os componentes da competência (fatos, conceitos, procedimentos e atitudes) não tenham sido aprendidos de forma significativa. Se o conhecimento foi adquirido de forma mecânica, não tem como ser utilizado para uma ação competente.
Para Zabala e Arnau (2010) além dos conhecimentos que compõem a competência é preciso aplicá-los para resolver problemas em situações reais, o que caracteriza o agir competente.
- O agir de forma competente é utilizar os conhecimentos que constituem o esquema de atuação de uma competência, para resolver determinados problemas. Os conhecimentos que constituem a competência são apresentados abaixo.
Fatos (factual): Nessa categoria se encontra nome de personagens históricos e literários, datas de acontecimentos, fórmulas matemáticas, códigos.
Conceitos e Princípios: são conteúdos de aprendizagem de caráter abstrato, que exigem compreensão. São exemplos de conceitos a densidade, a força, etc., e de princípios a lei de Arquimedes, a segunda lei de Newton, etc. A aprendizagem necessita de atividades que promovam uma elaboração e construção pessoal do conceito.
Procedimentos (habilidades): São exemplos de conteúdos procedimentais (habilidades): ler, desenhar, calcular, classificar, inferir, recortar, etc. Os conteúdos procedimentais são aprendidos por meio de um processo de exercitação tutelada e reflexiva a partir de modelos científicos. A reflexão deve focar em três pontos: 1) tomar consciência da própria atuação; 2) ser capaz de refletir como essa atuação é realizada; 3) verificar quais são as condições ideais para seu uso.
Atitudes: os conteúdos atitudinais englobam valores, atitudes, normas, respeito aos demais, solidariedade, e etc.
No entanto, procura-se entender que o fato de o aluno desenvolver o esquema de atuação não garante que ele seja competente. É preciso que ele interprete a situação em toda a sua complexidade, selecione o esquema de atuação e saiba aplicá-lo. Para Zabala e Arnau (2010), um dos princípios fundamentais do ensino de competências é o de ensinar a ler situações próximas à realidade do aluno e interpretar em sua complexidade, utilizando o pensamento complexo para aplicar o esquema de atuação necessário.
- O pensamento complexo abrange a identificação de problemas ou questões que deverão permitir o enfrentamento ou atuação eficaz; identificação das informações relevantes para resolver questões propostas; seleção do esquema de
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atuação e aplicação de forma adaptada às características singulares da situação apresentada.
Portanto, as competências são constituídas por conhecimentos que compõem um esquema de atuação, que, através de um pensamento complexo, pode ser utilizado na resolução de um problema. Para nós, isso caracteriza o agir competente.
## Competência e habilidade na literatura
Para um melhor entendimento de como é abordado o tema habilidade e competência nas publicações que investigam a atividade experimental, faz-se necessário realizar um levantamento nas duas das principais revistas do Brasil em Ensino de Física, a Revista Brasileira de Ensino de Física e o Caderno Brasileiro de Ensino de Física , no período entre 2001 e 2012 com o objetivo de encontrar trabalhos que abordem o tema.
No levantamento, foram analisados somente os trabalhos a respeito de atividades experimentais, independente de sua metodologia, sendo primeiramente analisado o título e posteriormente o resumo de cada um desses trabalhos. Os resumos que traziam em sua escrita os temas habilidade e competência tiveram seu texto analisado por completo. Não foi necessário estabelecer categorias para as diferentes metodologias para o trabalho experimental, pois isso foge aos objetivos de nosso trabalho. O levantamento nos mostrou que houve a publicação de 128 artigos a respeito de atividades experimentais nos últimos onze anos de publicação das revistas.
- O resultado da análise das publicações mostrou um cenário de escassez dos trabalhos que abordam a atividade experimental direcionada ao desenvolvimento de competências e habilidades. Essa conclusão se deve ao fato de termos encontrado apenas um trabalho que teve por objetivo analisar determinada habilidade.
Portanto, o número de artigos que abordam a atividade experimental voltada para a investigação do desenvolvimento de habilidades e competências, nas duas revistas analisadas, é extremamente reduzido.
Lançando um olhar para trabalhos publicados na área de ensino de física, com foco em experimentação, encontramos trabalhos que trazem o discurso de competência e habilidade.
Em Borges (2002), o laboratório pode contribuir para o desenvolvimento de habilidades, tais como aprender a colocar e obter informações de diferentes formas de representação, como diagramas, gráficos, tabelas, etc.
Os autores Seré et. al. (2003) sinalizam para a importância de o aluno manipular o aparato experimental. Esse fato tem a função de contribuir para os alunos adquirirem habilidades de utilização de instrumentos de medida.
Para Andrade (2010) a necessidade de trabalhar o desenvolvimento de habilidades na atividade experimental pode atender a duas finalidades: o desenvolvimento das que são necessárias para o manuseio de equipamentos de medida, as quais poderão ser úteis ao aluno em fases posteriores do experimento, e as habilidades com um maior potencial formador, como: levantar hipóteses, questionar, observar e analisar a respeito das próprias medidas.
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O que percebemos dos trabalhos estudados por nós é que o discurso de competência e habilidade estão presente nos trabalhos, vimos que segundo os autores as atividades experimentais tem o potencial em desenvolver competências e habilidades, até podemos pensar por um instante que é apenas organizar uma atividade experimental, o aluno realizar e pronto, já desenvolveu as competências e habilidades, o autor desse trabalho já cometeu esse equívoco.
Agora é importante buscar uma definição, na literatura, para a abordagem experimental que iremos analisar em nosso trabalho, a tradicional e investigativa, a escolha por essas duas abordagens se deve ao objetivo de poder ter uma discussão mais aprofundada.
Abordagem Tradicional : A atividade no laboratório tradicional geralmente é acompanhada por um roteiro altamente estruturado e organizado, dirigido para a tomada de dados, elaboração de gráficos e tabelas, análise dos resultados e comentários sobre os erros experimentais. Apesar de o aluno ter um papel ativo, a sua liberdade de ação é bastante limitada nesta abordagem (PINHO-ALVES, 2000).
Abordagem Investigativa : O aluno tem participação ativa, sendo desafiado a encontrar uma resposta correta para um problema científico, tem a liberdade de elaborar e testar hipóteses como tentativas de soluções, podendo propor caminhos para chegar ao resultado desejado (PINHOALVES, 2002).
Da análise dos trabalhos de Pinho-Alves (2000); Borges (2002); Lopes (2011); Laburú e Almeida (1998), Lopes, Laburú (2001), podemos chegar as fases de uma atividade experimental com abordagem tradicional e investigativa, como apresentado no quadro 01.
Quadro 01: Fases da atividade experimental
## Discussão
Entendemos que muitos autores usam o termo habilidade para descrever as ações realizadas em atividades experimentais e apontam a possibilidade em desenvolver determinadas habilidades, contudo não fica clara a definição sustentada
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nos trabalhos para o termo e nem como deve ser o trabalho para o desenvolvimento das habilidades.
Segundo o referencial de Zabala e Arnau (2010), é necessário todo um processo, mas isso não é explorado na literatura, e da forma que está escrito em alguns casos, o professor pode interpretar que é apenas necessário realizar a atividade experimental com determinada abordagem para conseguir desenvolver as habilidades. Isso nos leva a pensar que seja difícil a comunicação entre literatura e professor, em algumas situações.
As habilidades que são citadas pelos autores são ações que os alunos devem desenvolver para realizarem a atividade experimental. Em muitos trabalhos isso é descrito como procedimentos experimentais, mas em nosso trabalho, com o apoio do referencial teórico, compreendemos que esses procedimentos fazem parte de um esquema de atuação, constituído de ações direcionadas a atingir um objetivo.
Em nosso trabalho, entendemos que, para um aluno realizar uma atividade experimental com abordagem tradicional ou investigativa, deve percorrer as diferentes fases já apresentadas. Para nós todas as fases constituem o processo experimental, e acreditamos que cada uma possui seu esquema de atuação composto por fatos, conceitos, habilidades e atitudes, assim, esse esquema constitui determinada competência que faz parte do processo experimental.
Dessa forma compreendemos que a atividade experimental com uma abordagem tradicional, pode contribuir para o desenvolvimento do esquema de atuação, das competências do processo experimental, desde que os roteiros permitam as condições para o aprendizado dos conteúdos procedimentais, como descrito em Zabala e Arnau (2010), em que o aluno possa tomar consciência de sua atuação, refletir a respeito de como a atuação é realizada e, por último, quais as condições ideais para seu uso.
Apenas a utilização da atividade tradicional não é condição para garantir o desenvolvimento de competência do fazer experimental, é necessário realizar atividades que venham a proporcionar o uso das competências que tiveram seu desenvolvimento iniciado na atividade tradicional.
Em atividades experimentais com abordagem investigativa, o aluno poderá trabalhar as habilidades com um caráter mais formador, como destaca Andrade (2010), como as de levantar hipóteses, questionar, observar, analisar a respeito das próprias medidas. Como destaca o autor, os alunos, ao explorarem um fenômeno didático, fazem uso do método experimental, que difere do método científico por auxiliar o aluno na busca pela comprovação de suas hipóteses e por não ser a única maneira de alcançar o resultado desejado, sendo um método flexível que se altera ao longo do desenvolvimento da atividade.
Entendemos que as fases de execução de um experimento com abordagem tradicional ou investigativa, com exceção da fase de elaboração de hipóteses, são as mesmas, mas a diferença está que, na primeira abordagem, todas as ações do aluno são indicadas em um roteiro, e ele não tem liberdade de ação; já na segunda abordagem, apenas o problema é apresentado ao aluno, ele tem a liberdade de escolher o seu esquema de atuação, pensar na sequência de passos, repensar nas estratégias para resolução do problema, elaborar e testar hipóteses.
O aluno, ao realizar uma atividade com uma abordagem investigativa, utilizará de ações que compõem um esquema de atuação para executar as diferentes fases
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do experimento, portanto, ao realizar cada uma das fases, precisará por meio do pensamento complexo escolher o esquema de atuação mais adequado e concluindo a fase poderemos interpretar que ele agiu de forma competente.
As habilidades e competências apontadas pela literatura investigada em nossa concepção se referem às ações para realizar as atividades experimentais, como se pudéssemos dizer que elas estão associadas ao processo de realização de uma atividade experimental. Assim, perguntamo-nos se as atividades experimentais, segundo o nosso referencial, podem ser situações reais que proporcionem ao aluno utilizar o pensamento complexo, valendo-se de competências associadas ao processo experimental para agir de forma competente.
Acreditamos que seja possível, mas é preciso utilizar uma abordagem experimental que atenda aos requisitos apresentados em nosso referencial.
A nossa análise das abordagens experimentais citadas anteriormente e a ideia apresentada pelo referencial a respeito da complexidade presente nas situações reais, e das características do pensamento complexo a serem estimuladas, leva-nos a acreditar que a abordagem que mais atende ao objetivo das situações reais seja a investigativa. Essa inferência se deve ao fato de que as características presentes na abordagem investigativa, já destacadas, são muito próximas das características de uma situação real que exige o pensamento complexo do aluno.
## CONSIDERAÇÕES FINAIS
Acreditamos que, após o aluno desenvolver o esquema de atuação das competências referente ao processo experimental, a atividade experimental investigativa poderá ser utilizada como uma situação real que fornecerá condições para que o aluno utilize o pensamento complexo e aplique-o às competências referentes ao fazer Ciência. Pensamos que é de extrema importância investigar se as atividades experimentais podem ser utilizadas como situações reais, possibilitando o agir competente, referente a outras competências , sem ser as que estejam associadas ao processo experimental, mas esse foco de investigação no momento foge aos objetivos de nosso trabalho.
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## Referências
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ANDRADE, J.A.N. Contribuições formativas do laboratório didático de Física sob o enfoque das racionalidades . Dissertação Mestrado- Universidade Estadual Paulista, Bauru, 2010.
BORGES, A.T. Novos Rumos para o Laboratório Escolar de Ciências. Cad. Brás. Ens. Fís., v. 19, n.3: p.291-313, dez. 2002.
FERREIRA, R. A.; TENÓRIO, R. M. A construção de indicadores de qualidade no campo da avaliação educacional: um enfoque epistemológico. Revista Lusófona de Educação , 2010, 15, 71-97.
LOPES, A. C.; LOPEZ, S. B. A Performatividade nas Políticas de Currículo: o caso do ENEM. Educação em Revista , Belo Horizonte, v.26, n.01, p. 89-110, abr. 2010.
PINHO-ALVES, J. F. Regras da Transposição Didática Aplicadas ao Laboratório Didático . Caderno Catarinense de Ensino de Física ,Florianópolis,v.17,n.2,p.174182, 2000.
RICARDO, E.C.; ZYLBERSZTAJN, A. O ensino das ciências no nível médio: um estudo das dificuldades da implementação dos parâmetros curriculares nacionais. Cad. Bras. Ens. Fís., v.19, n.3:p.351-370, dez. 2002.
\_\_\_\_\_\_Os parâmetros curriculares nacionais para as ciências do ensino médio: uma análise a partir da visão de seus elaboradores; Investigação em Ensino de Ciências , Porto Alegre, V.13, n.3, p. 257- 274, 2008.
SERÉ, M.G. et. al. O Papel da Experimentação no Ensino de Física. Caderno Brasileiro de Ensino de Física , V.20,n.1:30-42, abr. 2003.
ZABALA, A.; ARNAU, L. Como aprender e ensinar competências. Trad. Carlos H. Lucas Lima. Porto Alegre, Artmed, 2010. 197p.
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