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UMA PROPOSTA DE DISCIPLINA INTEGRADORA PARA INGRESSANTES E VETERANOS DE UM CURSO DE GRADUAÇÃO EM FÍSICA

Alexandre Tadeu Gomes De Carvalho, Regina Simplício Carvalho, Gino Ceotto Filho, Helder Soares Moreira, Alvimar Neto Celes Gentil, Amanda Silva Braga

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXI
Ano
2015
Data
28/01/2015
Linha de pesquisa
Materiais, Métodos E Estratégias De Ensino De Física
Tipo
Comunicação

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Texto completo

## UMA PROPOSTA DE DISCIPLINA INTEGRADORA PARA INGRESSANTES E VETERANOS DE UM CURSO DE GRADUAÇÃO EM FÍSICA

Alexandre Tadeu Gomes de Carvalho 1 , Regina Simplício Carvalho , Gino 2 Ceotto Filho , Helder Soares Moreira , Alvimar Neto Celes Gentil , Amanda 3 4 5 Silva Braga 6

- 1 Universidade Federal de Viçosa/Departamento de Física/ atadeu@ufv.br
- 2 Universidade Federal de Viçosa/Departamento de Química/ resicar@ufv.br
- 3 Universidade Federal de Viçosa/Departamento de Física/ gceotto@ufv.br
- 4 Universidade Federal de Viçosa/Departamento de Física/ hmoreira@ufv.br
- 5 Universidade Federal de Viçosa/Departamento de Física/ alvimar.gentil@ufv.br
- 6 Universidade Federal de Viçosa/Departamento de Física/ amanda.sbraga@ufv.br

## Resumo

Os ingressantes no curso de Física da Universidade Federal de Viçosa apresentam, como característica quase geral, deficiência de conhecimentos advindos do ensino básico. Por outro lado, este é um curso que demanda acentuada dedicação de seus estudantes. Fatos que resultam em elevada taxa de reprovação nas disciplinas de Cálculo e de Física Geral acarretando frustração à um parcela dos jovens ingressantes. Dentre os ingressantes há aqueles que optam pelo curso em razão da baixa concorrência. Há também aqueles ilusoriamente motivados a fazerem o curso de Física, sem estarem dispostos a atender suas exigências de dedicação. Ainda há aqueles ingressantes que desejam fazer o curso de Física e se sentem recompensados em enfrentar os desafios que este impõe. Tendo em conta este quadro e o papel formativo do currículo na vida do estudante, elaboramos e oferecemos uma disciplina, inserida no primeiro período do curso, que visa oferecer ao ingressante acolhimento, motivação e esclarecimento com respeito às atividades de um Físico profissional. Este vivencia a atividade profissional desenvolvendo uma pesquisa experimental sobre um tema da mecânica, cuja teoria é estudada concomitantemente em outra disciplina. Em aulas semanais, os ingressantes, divididos em grupos, desenvolvem o tema contando com o auxílio de estudantes veteranos, que têm neste contato a oportunidade de pratica de ensino. Os estudantes veteranos também auxiliam os ingressantes nas disciplinas básicas e os orientam sobre a vida universitária em geral. Essas ações ajudam o ingressante a estabelecer um panorama do curso e da futura profissão, favorecendo sua decisão no sentido de abraçar o curso ou de buscar outro. Ao final do semestre todos os grupos de ingressantes e respectivos tutores veteranos apresentam, em um seminário público, os trabalhos desenvolvidos. Esta disciplina já foi oferecida por cinco anos consecutivos e, de uma maneira geral, recebeu avaliação positiva dos estudantes.

Palavras-chave : Disciplina integradora, proposta curricular, curso de Física

## Introdução

O curso de Física da Universidade Federal de Viçosa (UFV), desde do primeiro período, apresenta em sua matriz curricular disciplinas que demandam sólido conhecimento da linguagem matemática e elevada capacidade de abstração, o que exige acentuada dedicação de seus estudantes. Por outro lado, é um dos cursos que apresenta menor nota de corte para ingresso na Universidade, em razão da reduzida demanda pelas vagas.

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26 a 30 de janeiro de 2015

O perfil dos ingressantes neste curso apresenta como característica, quase generalizada, um reduzido conhecimento advindo do ensino básico. Além desta característica, outras permitem agrupar os ingressantes como se segue: aqueles ingressantes que desejam fazer o curso e se sentem recompensados em enfrentar os desafios que este impõe; aqueles ilusoriamente motivados a fazer o curso de Física, fascinados pelo estereótipo do cientista, mas sem estarem dispostos a atender suas exigências de dedicação; e o último grupo, constituído por aqueles que fizeram opção pelo curso em razão da baixa concorrência, sem possuir afinidade com o mesmo.

Da conjunção dessas características relatadas resulta uma reprovação sistemática nas disciplinas de Cálculo e Física Geral, independente das diferentes metodologias de ensino utilizadas e dos diferentes professores, acarretando frustração e sofrimento à parcela dos ingressantes que adentraram ao curso despreparados e sem a necessária motivação. Tendo em conta este quadro e o papel formativo do currículo na vida do estudante e os trabalhos de Stenhouse (2000), Perrenoud (2003) e de Vygotsky (2007), elaboramos e oferecemos uma disciplina, a FIS 226 - Física Experimental I. Ela está inserida no primeiro período do curso de Física e visa acolher e oferecer aos estudantes ingressantes elementos de motivação e conscientização das reais atividades de um Físico profissional e do curso de Física e aos veteranos, oportunizar a prática de ensino.

## Relato da experiência

A UFV oferece os cursos de Bacharelado e de Licenciatura em Física. Ambos são oferecidos em período integral, diurno, em entrada única com 50 vagas anuais; o estudante é obrigado a optar por um ou outro ao final do terceiro semestre. O curso de Licenciatura em Física é também oferecido à noite, 40 vagas anuais, com ingresso separado do curso diurno. Até o ano de 2012, o curso noturno seguia um currículo experimental que não incorporava a disciplina FIS226. A partir de 2013 os currículos dos cursos de Licenciatura diurno e noturno se igualaram, exceto pelo número de períodos de curso.

A disciplina FIS226 vem sendo oferecida desde o ano de 2010 para os estudantes dos cursos diurnos e desde 2013 para o curso noturno. No primeiro semestre de 2014 foi realizada uma avaliação ampla da disciplina, na qual foram utilizados como recursos metodológicos questionários e entrevistas. Para esta avaliação todos os 170 estudantes matriculados nos cursos diurnos e os 40 ingressantes do curso noturno foram convidados, por mensagem eletrônica, a responderem um questionário acessado eletronicamente e que não permitia identificação do respondente, 56 deles responderam. Em anos anteriores ajustes foram efetuados unicamente com base na avaliação dos professores responsáveis pelo oferecimento da disciplina. Após cinco anos de oferecimento da disciplina há veteranos que a cursaram e que também já atuaram como tutores desta. O questionário foi dividido em duas partes, uma com perguntas sobre as vivências dos estudantes enquanto ingressantes e outra, dirigida aos veteranos que já atuaram como tutores; os últimos responderam às duas partes. Os ingressantes de 2014 foram divididos em 6 turmas, com 15 alunos cada, e essas foram distribuídas entre 3 professores. Cada uma das turmas foi dividida em grupos, de quatro ou cinco alunos, que eram acompanhados por 3 ou 4 tutores, estudantes veteranos do curso matriculados na disciplina FIS211 - Prática de Ensino A.

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As entrevistas semi-estruturadas foram realizadas com 14 dos 21 tutores participantes da disciplina no primeiro semestre de 2014.

## Resultados e discussão

A análise das respostas dos questionários e das entrevistas realizadas com tutores e ingressantes somadas às avaliações dos professores possibilitou uma rica discussão. No texto que segue delineamos com maior precisão o perfil dos ingressantes, a estrutura do curso e da disciplina além dos resultados da avaliação.

## A opção pelo curso de Física e o perfil do ingressante

No quadro 01 estão disponibilizados dados numéricos que permitem a comparação com os cursos mais procurados da UFV, Direito e Engenharias, e com os cursos das ciências básicas, Química e Matemática. Sistematicamente a nota mínima para o ingresso no curso de Física é uma das menores, em comparação aos demais cursos oferecidos pela UFV.

Quadro 01: Nota mínima no SISU 2014 para ingresso em alguns dos cursos da UFV, nota mínima para o estudante candidatar-se à bolsa de iniciação científica e nota dos cursos nos últimos ENADE.

Os dados da coluna com a nota mínima para ingresso pelo SISU situam os cursos de Física entre os de menor nota de corte para ingresso. Os dados referentes à nota mínima para pleito de bolsa de iniciação científica, apresentados na terceira coluna do quadro 1, revelam que, na média, o desempenho dos estudantes dos cursos de Física é acanhado, possivelmente como resultado do perfil do curso e de seus estudantes ingressantes. Por outro lado a nota do curso no ENADE mostra que, apesar do desempenho acanhado durante o curso, os estudantes alcançam ótima formação.

A facilidade de ingresso torna o curso alvo de jovens com formação escolar do ensino básico deficitária e que desejam ingressar em um curso universitário, mesmo não sendo este de sua afinidade, ou seja, optam em razão da facilidade de ingresso. Assim, dentre os ingressantes no curso de Física da UFV há uma porção que detém uma formação de ensino básico aquém da necessária para obter um desempenho satisfatório no curso e que não se sentem motivados a superar esta deficiência. Este aspecto fica expresso nas respostas dos estudantes do curso de Física ao questionário. Quando perguntados como avaliam a sua formação de ensino médio para um percurso exitoso no curso de Física, 52% responderam quase insuficiente ou insuficiente. Além disso, avaliaram a sua formação de ensino médio

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em Física e Matemática como quase insuficiente ou insuficiente, 49% e 40% dos estudantes, respectivamente.

Outra parcela dos ingressantes opta pelo curso ilusoriamente motivado, sem estar disposto a atender as exigências das disciplinas do curso. Falta-lhes disposição inclusive para superar as deficiências trazidas do ensino básico, especialmente no tocante à linguagem matemática usada na física.

Há ainda o grupo de ingressantes que desejam fazer o curso de Física e se sentem recompensados em enfrentar os desafios que este lhes impõe, apesar de faltar conhecimentos do ensino básico a boa porção de estudantes deste grupo.

No questionário, duas perguntas indagavam o que motivou o estudante a ingressar no curso de Física, conforme indicado nos gráficos apresentados na figura 01. Cada pergunta, primeira frase no topo de cada gráfico, oferecia certo número de opções de respostas, inseridas nas barras que representam o percentual de respostas.

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Figura 01: Gráficos do percentual de respostas às perguntas do cabeçalho.

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As respostas ao questionário comprovam o perfil delineado para os ingressantes no curso de Física da UFV e também permitem compreender os dados apresentados no quadro 02, comparativos entre os mesmos cursos da UFV presentes no quadro 01.

Quadro 02: Dados referentes ao curso de Física da UFV

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## A articulação entre as disciplinas

O quadro 03 explicita a posição das duas disciplinas de nosso interesse imediato na matriz curricular do curso Licenciatura de Física da UFV. A FIS211 Prática de Ensino de Física A é a disciplina na qual o estudante trava vivência com a prática do ensinar e está articulada com a FIS226 - Física Experimental I de maneira que os veteranos, matriculados na FIS211, têm os ingressantes, matriculados na FIS226, como seus primeiros alunos.

Quadro 03: Mostra a articulação entre as disciplinas FIS211 Prática de Ensino de Física A e a FIS226 Física Experimental I

- O programa analítico da disciplina FIS226 - Física Experimental I inclui o desenvolvimento de um experimento no campo da mecânica e tem como objetivos:
- - Promover a interação entre os estudantes ingressantes e os veteranos, de maneira que os primeiros possam conhecer a vida universitária com segurança e facilidade.
- - Oferecer aos estudantes veteranos, matriculados na disciplina de FIS211 Prática de Ensino da Física A, a oportunidade de praticar, ensinando e orientando os estudantes ingressantes no curso de Física.
- - Oferecer aos estudantes ingressantes no curso de Física uma vivência profissional o mais realista possível, por meio do desenvolvimento de uma pesquisa experimental no campo da mecânica, com a realização de coleta de dados e da elaboração de um modelo que permita a compreensão dos fenômenos envolvidos, cuja teoria é estudada concomitantemente em outra disciplina. A metodologia científica é estudada tendo como referencia o trabalho de Carvalho e outros (2012).

Em aulas semanais, de duas horas, os estudantes ingressantes, divididos em grupos, desenvolvem o tema, auxiliados pelo professor da disciplina e pelos tutores. Estes últimos têm neste contato a oportunidade de efetiva pratica de ensino. Os tutores também oferecem aos ingressantes auxílios nas disciplinas de Física Geral e de Cálculo e, ainda, auxiliam o ingressante a estabelecer rapidamente um panorama do curso, da futura profissão e do ambiente universitário, favorecendo a decisão deste último no sentido de abraçar o curso ou de buscar outro. Na figura 02 estão apresentados o percentual de respostas para quatro perguntas do questionário, relativa às vivências auferidas ao cursar a disciplina FIS226 - Física Experimental I.

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Figura 02: Gráficos do percentual de respostas às perguntas dos cabeçalhos.

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Ao final do semestre todos os grupos de ingressantes e seus respectivos tutores e professor participam de um seminário público para apresentação dos trabalhos desenvolvidos durante o semestre e para avaliação. Oportunidade na qual todos, veteranos e calouros, vivenciam a prática de ensino, ao elaborarem o seminário, ao exporem seu trabalho e suas conclusões. A figura 03 mostra a fotografia da apresentação do seminário sobre pêndulo paramétrico, um dos trabalhos desenvolvidos no ano de 2014.

Figura 03: Fotografia da apresentação de um dos seminários

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O protótipo do pêndulo paramétrico construído e usado nos experimentos é composto por um balanço cuja posição do centro de massa, relativa ao ponto de fixação das cordas de sustentação (fios condutores), pode ser alterada pela ação de um eletroímã, controlado externamente. O movimento do balanço foi filmado e o filme analisado usando software de análise de vídeo, como o TRACKER, disponibilizado pela THE OPEN SOURCE PHYSICS. Os dados experimentais obtidos, tabulados na figura 04, foram usados para comparar com os resultados previstos por um modelo de pêndulo simples, cuja compreensão está ao alcance dos estudantes ingressantes.

Figura 04: Tela do software de tratamento de imagens

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Na figura 05 estão apresentados os percentuais de respostas para quatro perguntas do questionário; uma delas respondida pelos ingressantes e todas respondidas pelos veteranos. As respostas revelam que a interação entre ingressantes e veteranos é proveitosa para ambos.

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Figura 05: Gráficos do percentual de respostas às perguntas dos cabeçalhos.

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O conjunto das respostas ao questionário sugere que os objetivos da disciplina foram alcançados, exceto dois: (a) Quanto a atuação do Físico educador, 62% dos respondentes declararam que as vivências na FIS226 trouxeram pouco ou nenhum esclarecimento. Este resultado sinaliza que se faz necessário intensificar as ações neste aspecto, esclarecendo inclusive a atuação investigativa deste profissional. (b) 57% declaram que alcançaram pouco ou nenhum esclarecimento relativo ambiente universitário da UFV. As informações coletadas nas entrevistas sugerem que este aspecto pode estar vinculado à forma de condução da disciplina associada, a FIS211 - Pratica de Ensino de Física A. Os veteranos deverão ser orientados e cobrados para que ofereçam este auxílio aos ingressantes de maneira mais eficaz.

Os três professores que, até o presente, lecionaram a disciplina expressaram a percepção de que esta de fato auxilia os ingressantes, orientando e esclarecendo sobre o curso e a profissão, e aos veteranos, oportunizando uma prática de ensino efetiva visto que os ingressantes são recém-egressos do ensino médio.

## Conclusões

Esta disciplina oferecida por cinco anos consecutivos aos ingressantes do curso de Física foi avaliada no primeiro semestre de 2014 recebendo uma avaliação positiva dos estudantes veteranos, dos ingressantes e daqueles que a vivenciaram das duas formas, enquanto ingressantes e posteriormente como veteranos. A disciplina promove uma vivência profissional significativa, tanto para o veterano quanto para o ingressante. Os resultados apresentados sustentam a manutenção dessa metodologia de trabalho com contínua analise crítica que conduza ao seu aprimoramento.

## Referências

STENHOUSE, Lawrence. Investigación y desarrollo del curriculum , 5ª edição. Madrid: Ediciones Morata, 2003.

PERRENOUD, Philippe. Dez novas competências para ensinar . Porto Alegre: Artmed Editora, 2000.

VYGOTSKY, Lev Semenovich. A formação social da mente , 2ª Edição. São Paulo: Martins Fontes Editora, 2007.

CARVALHO, Paulo Simeão; SAMPAIO E SOUSA, Adriano; PAIVA, João Carlos; FERREIRA, Antônio José. Ensino Experimental das Ciências: Um Guia para Professores do Ensino Secundário. Física e Química . Portugal: Universidade do Porto Editorial, 2012.

THE OPEN SOURCE PHYSICS. Tracker Video Analysis and Modeling Tool , software de acesso livre, http://www.opensourcephysics.org/. Acessado em 07/08/2014.

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Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.