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AS MUDANÇAS DE ENSINO MÉDIO REGULAR PARA POLITÉCNICO EM UMA ESCOLA DE SANTA MARIA/RS E SUAS IMPLICAÇÕES NA ÁREA DE CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS

Sônia Suzana Farias Weber, Tania Marlene Costa Menegat

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXI
Ano
2015
Data
27/01/2015
Linha de pesquisa
Políticas Públicas Em Educação E O Ensino De Física
Tipo
Comunicação

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Texto completo

## AS MUDANÇAS DE ENSINO MÉDIO REGULAR PARA POLITÉCNICO EM UMA ESCOLA DE SANTA MARIA/RS E SUAS IMPLICAÇÕES NA ÁREA DE CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS

## Sônia Suzana Farias Weber 1 , Tania Marlene Costa Menegat 2

- 1 Colégio Estadual Manoel Ribas/Santa Maria/RS, ssfweber@yahoo.com.br
- 2 Colégio Estadual Manoel Ribas/Santa Maria/RS, taniamenegat@hotmail.com

## Resumo

Dos desafios enfrentados atualmente pela escola pública, o maior deles está relacionado à universalização do ensino de qualidade para todos, previsto na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - Lei 9.394/96, bem como na Constituição Federal de 1988. Como uma das ações essenciais neste processo, a reestruturação da educação profissional passa a ser prioridade, ocorrendo a ampliação das possibilidades de inclusão dos sujeitos no mundo do trabalho, por meio da construção de um currículo que contemple a formação humana e a formação científico-tecnológica e que venha romper com a dualidade formação geral versus preparação para o trabalho.

No presente trabalho buscamos apresentar/contar um pouco de nossa experiência vivenciada no processo de mudanças e reestruturação do Ensino Médio regular para Politécnico no Colégio Estadual Manoel Ribas - Ensino Médio, em Santa Maria/RS. Neste trabalho, especificamente, apontaremos as mudanças que vem ocorrendo em nosso Colégio, focando as observações na área de ciências da natureza e suas tecnologias, a qual envolve as disciplinas de ensino de: física, química e biologia; as mudanças no processo de ensino e aprendizagem dos alunos, bem como as implicações destas na estrutura curricular da área, as quais vem ocorrendo em nossa instituição de ensino desde 2012.

Palavras-chave : Mudanças, ensino médio politécnico, ensino de ciências.

## 1. A proposta do Ensino Médio Politécnico

Faz-se necessário a reflexão e o estudo sobre as práticas docentes e pedagógicas desenvolvidas em nossas escolas, a fim de que possamos efetivar mudanças significativas no processo de ensino e aprendizagem, garantindo o aprimoramento do educando como pessoa humana, incluindo a formação ética, o desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico, bem como o reconhecimento e a aceitação das diversidades no processo educativo, no trabalho e nas culturas intrínsecas ao jovem contemporâneo.

A proposta de reestruturação do Ensino Médio Politécnico tem em sua concepção a base na dimensão politécnica, através do aprofundamento da articulação das áreas de conhecimento e suas tecnologias, com os eixos da ciência, cultura, tecnologia e trabalho; tendo como princípio educativo a apropriação e a construção do conhecimento que embasa e promove a inserção social do cidadão.

As mudanças que se estabelecem no mundo do trabalho apontam novas demandas para a educação, um novo princípio educativo e o trabalho psicofísico passa a ser intelectual. Esse novo princípio educativo é fundamental na escola, sua função precípua é ensinar a compreender e a transformar a realidade a partir do domínio da teoria e do método científico.

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Neste princípio, busca-se romper com as formas tayloristas/fordistas como organização da sociedade, as quais utilizam a pedagogia da memorização, da repetição, dos conhecimentos fragmentados, através dos avanços na ciência e na tecnologia. Se o saber fazer podia se aprender na prática, com pouca escolaridade, o trabalho intelectualizado demanda uma formação escolar sólida, de qualidade, em especial para os trabalhadores para os quais a escola é o único espaço possível de relação intencional com o conhecimento sistematizado.

Para a escola há um novo desafio: desenvolver consciências críticas capazes de compreender a nova realidade e organizar-se para construir a possibilidade histórica de emancipação humana.

## 1.1. A Politecnia

- O princípio educativo do trabalho retoma a concepção de politecnia, compreendida como domínio intelectual da técnica. A politecnia implica na integração dos conteúdos de formação geral e de formação profissional, sendo que o ponto de partida para essa construção são os processos de trabalho, objetos da formação através da superação da lógica disciplinar e da superposição de conteúdos gerais e específicos, para que sejam empregadas novas formas de seleção e organização dos conhecimentos.

Sendo assim, o ensino médio politécnico, não profissionaliza, mas está enraizado no mundo do trabalho e nas relações sociais, com vistas a promoção da formação científico-tecnológica e sócio histórica, pelo protagonismo do aluno. Supõe:

- · Novas formas de seleção e organização dos conteúdos a partir da prática social, contemplando o diálogo entre as áreas de conhecimento;
- · A primazia da qualidade da relação com o conhecimento, sobre a quantidade de conteúdos apropriados de forma mecânica;
- · A preferência do significado social do conhecimento sobre os critérios formais inerentes à lógica disciplinar.

Traz como princípios orientadores do ensino médio politécnico: a relação parte-totalidade na proposta curricular, o reconhecimento de saberes, a relação teoria-prática, a interdisciplinaridade, a avaliação emancipatória e a pesquisa.

## 1.2. Objetivos do Colégio Estadual Manoel Ribas

O Colégio Estadual Manoel Ribas tem como objetivo oportunizar ao aluno a construção do conhecimento, numa relação dialógica, que promova a inserção social e a cidadania, articulando as áreas de conhecimento e suas tecnologias, numa constante relação entre teoria e prática.

Neste sentido, desenvolve um processo educacional que oportuniza a formação permanente dos alunos, o desenvolvimento de relações éticas, a compreensão do mundo do trabalho e o entendimento da diversidade, viabilizando a inclusão dos alunos com atendimento educacional especializado.

Estes se encontram alicerçados pelos objetivos do ensino médio politécnico, que são: aprofundar a articulação das áreas de conhecimentos e suas tecnologias, com os eixos da cultura, da ciência, da tecnologia e do trabalho; promover a

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construção do conhecimento e a inserção social através da formação científicotecnológica e sócio histórica do aluno; selecionar e organizar os conteúdos a partir da prática social, contemplando o diálogo entre as áreas de conhecimento; primar pela qualidade da relação com o conhecimento, sobrepondo-se o significado social do conhecimento a quantidade de conteúdos, superando à lógica disciplinar.

## 2 - A reestruturação curricular em nossa Instituição de Ensino

- O Colégio Estadual Manoel Ribas, com base nos seus princípios filosóficos e a partir da realidade, busca atender as necessidades formativas do aluno, de acordo com o previsto na Lei de Diretrizes e Bases da Educação - LDB 9.394/96, em consonância com a proposta do ensino médio como etapa final da educação básica, o qual tem por finalidade: propiciar o desenvolvimento dos educandos assegurarlhes a formação comum indispensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhes meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores.
- A escola desenvolve uma metodologia de trabalho que oportuniza experiências enriquecedoras e significativas num ambiente acolhedor e desafiador em condições adequadas de desenvolvimento físico, emocional, cognitivo e social. O trabalho está baseado nas diferentes áreas do conhecimento e embasado na integração entre aluno e professor, onde aprender é utilizar diferentes formas de informação para adquirir e construir conhecimentos em níveis cada vez mais complexos.
- A instituição busca desenvolver situações de aprendizagem que atendam aos compromissos científicos e filosóficos desta, como: o ser, o aprender, o fazer e o conviver, valorizando os conhecimentos prévios, a cultura da comunidade, propiciando o acesso ao saber local, regional e universal da humanidade, voltado para uma educação interdisciplinar e tendo como meta almejada o ' aprender a aprender '.
- O trabalho intelectualizado e a participação na vida social permeada pelas novas tecnologias demandam uma formação escolar sólida, ampliada e de qualidade social, sendo que para os alunos a escola é o único espaço possível de relação intencional com o conhecimento sistematizado. Neste sentido, a função precípua da escola é ensinar a compreender e a transformar a realidade a partir do domínio da teoria e do método científico.

## 2.1. Articulação curricular e a área de ciências da natureza

A matriz curricular do colégio considera a distribuição do tempo curricular de modo a garantir a oferta da formação geral e da parte diversificada, projetando uma ampliação da parte diversificada em detrimento da formação geral. A proporcionalidade de distribuição das cargas horárias dos dois blocos não é rígida, visando assegurar um processo de ensino e aprendizagem contextualizado e interdisciplinar.

Desta forma, considerando a parte diversificada enquanto articulação entre as áreas do conhecimento e o mundo do trabalho, esta deve ser trabalhada através de experiências e vivências com aplicação do conhecimento das áreas e suas tecnologias, como recurso metodológico. A articulação dos dois blocos do currículo se desenvolve por meio dos projetos vivenciais construídos nos seminários integrados, pela transversalidade das temáticas, oportunizando a construção da

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aprendizagem, sendo de responsabilidade do coletivo dos professores responsáveis por promover a integração e a construção coletiva da organização curricular.

Nosso colégio possui uma realidade bem maior, comparada com as demais instituições de ensino em nossa cidade, seja em termos de dimensões ou número de alunos. Para atender o público temos em média 120 professores, dos quais 27 professores são da área de ciências da natureza e suas tecnologias, composta por professores das disciplinas de física, química e biologia.

Para que este processo de integração se iniciasse em nosso colégio, fez-se necessário uma reorganização dos tempos pedagógicos, concentrando os horários de aulas dos professores em três dias da semana, garantido um turno livre na semana de quatro horas a cada vinte horas de trabalho, para planejamento e organização dos planos de estudos e de trabalho coletivos, bem como para definição dos conteúdos e atividades didáticas a serem desenvolvidas em sala de aula.

A dinâmica de trabalho pedagógico na área de ciências da natureza foi organizada de maneira que na primeira semana de cada mês, as reuniões de planejamento são coordenadas pela equipe pedagógica e nas semanas seguintes as reuniões seguem com a autonomia e trabalho dos professores para o planejamento de suas atividades. Inicialmente os professores recebem orientações, esclarecem dúvidas, avaliam com a coordenação os resultados das atividades desenvolvidas ao longo de cada mês, onde apontam as dificuldades de aprendizagem dos alunos e suas próprias dificuldades de operacionalização em relação à estas (anexo I).

## 2.2. Planejamento dos estudos na área de ciências da natureza

- O planejamento dos professores na área de ciências da natureza é construído trimestralmente, a partir da escolha e definição dos conteúdos disciplinares integrados. Os professores reorganizaram a distribuição de tempos e espaços das aulas, estabelecendo objetivos comuns na área para a partir de então definir critérios referentes aos conteúdos e aprendizagens a serem desenvolvidos, a saber: conceituais, procedimentais e atitudinais (anexo I).

Com base nos critérios estabelecidos na área, se procede à avaliação das aprendizagens planejadas, desenvolvidas e construídas para e pelos alunos ao longo do ano letivo. Neste processo, os conceitos referentes às aprendizagens são definidos a partir dos critérios de aprendizagens elaborados em conjunto pelos professores da área de ciências da natureza (anexo II).

Como dificuldades enfrentadas inicialmente pelos professores da área de ciências da natureza, especificamente na disciplina de física, podemos apontar:

- · A adaptação à nova carga horária;
- · A redução dos conteúdos conceituais e as dificuldades em priorizá-los;
- · O planejamento e o trabalho em conjunto na área;
- · Trabalhar sem uma formação inicial orientada para implementação e efetivação da proposta de integração curricular, a qual ocorreu com muita teoria em pouco tempo de prática e organização;

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- · Com o novo sistema os professores estão com carga de trabalho burocrático muito elevada, não havendo compensação ou mesmo redução da carga horária frente ao aluno, para melhor direcionar o planejamento e a atualização do professor.

Tais dificuldades apontadas foram sendo superadas ao longo dos três anos de ensino médio politécnico implantado a partir do ano de 2012, constatadas através dos encontros em que os professores veem trabalhando por área, no tempo destinado às reuniões de organização e planejamentos. Tais superações são apontadas:

- · Pelos encontros semanais constantes para o planejamento e a reorganização dos conteúdos na disciplina de física e integrados com a área de ciências da natureza e as demais disciplinas;
- · Pelos conteúdos que passaram a ser organizados de maneira articulada na área, buscando suprir a necessidade de carga horária semanal;
- · Pela necessidade dos professores em encontrar-se para a reorganização dos conteúdos conceituais na área de ensino de ciências, bem como a articulação com a matemática e desta como ferramenta necessária no desenvolvimento de alguns conceitos;
- · A avaliação passa realmente a se caracterizar como emancipatória na área de ciências da natureza.

Como a finalidade da avaliação emancipatória é de diagnosticar avanços e entraves, a fim de: intervir, agir, problematizar e redefinir os rumos a serem percorridos, propiciando a mudança e a transformação necessárias para efetivação da aprendizagem. Esta não se reduziu a mera atribuição de notas, mas a conceitos ao longo do processo pela área, apontando as falhas ou dificuldades apresentadas pelo aluno para que os professores tivessem um retrato o mais fiel possível referente à caminhada do aluno.

Assim, o registro do desempenho do aluno foi construído com informações oriundas dos apontamentos e resultados referentes ao desenvolvimento nas disciplinas, decorrentes da análise do trabalho escolar desenvolvido pelo aluno ao longo do trimestre.

Posteriormente, o coletivo de professores da área de ciências da natureza realizou uma síntese desta construção, em conselho de classe; após o planejamento, a execução e a avaliação do trabalho das disciplinas, estabelece-se por consenso, como expressão do resultado final do aluno, os conceitos: CSA Construção Satisfatória da Aprendizagem, CPA -Construção Parcial da Aprendizagem ou CRA - Construção Restrita da Aprendizagem. A partir da verificação dos resultados obtidos pelos alunos ao longo do processo, são oportunizados estudos de recuperação aos que não estão atingiram os objetivos de aprendizagem estabelecidos na disciplina de física e/ou área.

Os estudos deverão ser desenvolvidos durante o trimestre letivo, onde o aluno que não atingir CSA na área poderá ter nova oportunidade de recuperação do trimestre, após submeter-se a um PPDA - Plano Pedagógico Didático de Apoio. Este plano é de responsabilidade do coletivo de professores da área, tanto o planejamento, como a execução e avaliação, sendo elaborado a partir das aprendizagens já construídas e das defasagens apresentadas pelo aluno, com o

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objetivo de superação das dificuldades constatadas e registradas na avaliação da aprendizagem trimestral.

## 3. Considerações Finais

Muitas ainda são as dificuldades enfrentadas e os desafios neste processo para encontrar os caminhos de superação das mesmas. Dentre eles, o desafio maior é efetivar a articulação geral entre todos os professores nas áreas, os quais ainda trabalham com a ideia de que as coisas voltarão a 'ser como antes', que este processo será passageiro, isolado e que voltará a ser fragmentado.

Mas os aspectos positivos se sobressaem, pois na área de ciências da natureza conseguimos grandes avanços. O maior deles é o trabalho de planejamento conjunto, o que reflete na reorganização e redistribuição dos conteúdos conceituais, não linearmente, mas fazendo com que os assuntos que se assemelham por temas possam ser aproximados e migrados, num constante movimento e os que se encontram na grade apenas por formalidade ou obrigação foram retirados ou substituídos, quando necessário, por conhecimentos de efetiva relevância para a aprendizagem e formação de nosso aluno.

- A construção de pareceres por área a partir dos critérios de aprendizagem estabelecidos por cada disciplina, fez com que os próprios professores sentissem a necessidade de realizar seus planejamentos integrados, construindo objetivos e critérios de aprendizagem específicos por área, em consonância com o saber, o fazer e o ser do aluno, representados respectivamente pelo que chamamos de aprendizagens: conceituais, procedimentais e atitudinais (anexo I).
- O trabalho coletivo fez gerar uma maior aproximação entre os professores da área de ensino de física e das ciências em geral, bem como o planejamento e a organização das atividades diárias passaram a ser discutidas, definidas, planejadas e implementadas conjuntamente.

## 4. Referências bibliográficas consultadas

AZEVEDO, José Clóvis de; REIS, Jonas Tarcísio (Org.). Reestruturação do Ensino Médio - pressupostos teóricos e desafios da prática. Fundação Santillana: Moderna. 2013. ISBN 978-85-6348-915-9. Disponível em: http://www.educacao.rs.gov.br/dados/livro\_ens\_med\_reestruturacao.pdf.

BRASIL. Ministério da Educação e Cultura. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - Lei Nº 9.394 de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da Educação Nacional. Disponível em: <http://portal. mec.gov.br/arquivos/pdf/ldb.pdf>. Acesso em: 11 de abril de 2014.

BRASIL. Ministério da Educação e Cultura. Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio. Brasília: Ministério da Educação/Conselho Nacional de Educação/Câmara de Educação Básica, 2012.

- ANEXO I -

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## Conteúdos Conceituais, Procedimentais e Atitudinais - Ensino Médio Politécnico 2014 - Processo de avaliação

Funções da avaliação:

- - Diagnóstica: favorece o planejamento, organiza o trabalho do professor, oportunizando novas estratégias e alternativas, assim como possibilita ao aluno verificar seu nível de desenvolvimento;
- - Formativa : destinando-se a informar a situação em que se encontra o educando, no que se refere ao desenvolvimento de suas aprendizagens.
- - Contínua e cumulativa : considerando a construção do conhecimento do aluno, como um todo, coerente e significativo.
- O que avaliamos? O saber conceitual, o saber procedimental e o saber atitudinal. Não somente o conhecimento científico na dimensão conceitual, mas outras capacidades, como as relações interpessoais e a inserção social. Correspondem a três questões: O que devemos SABER? Como devemos FAZER? Como devemos SER?

## Saberes/aprendizagens a serem desenvolvidas pelo aluno e avaliadas ao longo do ano letivo:

Aprendizagens/conteúdos conceituais (o que devemos SABER): Constituem o conjunto de conceitos e definições relacionadas aos saberes. Para aprender estes conteúdos os alunos deverão desenvolver competências como compreender, refletir, relacionar, analisar, comparar, resolver, inferir, etc.

Aprendizagens/conteúdos procedimentais (como devemos FAZER) - É um conjunto de ações ordenadas e com um fim, dirigidas para a realização de uma dada tarefa. É o que se aprende a fazer, fazendo.

Aprendizagens/conteúdos atitudinais (como devemos SER): Conteúdos atitudinais são aqueles que se referem à inserção social do aluno e ao exercício da cidadania. Estão envolvidos aqui os componentes: cognitivos, afetivos e de conduta do aluno. Aqui são observadas ações do aluno em relação à situações problemas, como: questionar, refletir, ouvir os colegas e professores, etc.

Estas situações são melhor observadas em atividades, tais como: debates, seminários, atividades em grupo, estudos de campo, comemorações escolares, jogos, etc. Onde são vivenciados valores como: respeito, responsabilidade, cooperação, honestidade, entre outros.

Instrumentos de avaliação: Anotações diárias das aulas, no caderno do aluno; exercícios resolvidos pelo aluno em aula ou tarefas de casa; fichas de resumo; relatórios construídos a partir da proposta do professor em sala de aula; provas; a comunicação oral dos alunos; auto avaliação; atividades em grupo ou individuais; resolução de problemas; entre outras atividades.

## - ANEXO II -

## ORGANIZAÇÃO DOS CONTEÚDOS POR SÉRIE - ÁREA DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS ANO 2015

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## - ANEXO III -

## Planilha de Avaliação e Acompanhamento Trimestral das Aprendizagens por Turma

\_\_\_\_Trimestre - 2014 - Mês:\_\_\_\_\_\_\_

Ciências da Natureza e suas Tecnologias

Disciplina:\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_ Docente:\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_ Turma:\_\_\_\_\_\_\_

Atitudinais/Comportam

entais

Discipli

na

Particip

ação

Frequê

ncia

Procedimentais

Conceituais

Atividade

s em

classe

Atividades

extraclasse

s

Compreensão,

interpretação e

resolução de

problemas

Conceito final

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Instrumentos

avaliativos

Alunos

Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.