ANÁLISE DAS CONCEPÇÕES ASTRONÔMICAS DE FUTUROS PROFESSORES DE CIÊNCIAS DA NATUREZA E MATEMÁTICA
Josué Antunes De Macêdo, Marcos Rincon Voelzke
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XXI
- Ano
- 2015
- Data
- 27/01/2015
- Linha de pesquisa
- Formação De Professores E Prática Docente
- Tipo
- Comunicação
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Texto completo
## ANÁLISE DAS CONCEPÇÕES ASTRONÔMICAS DE FUTUROS PROFESSORES DE CIÊNCIAS DA NATUREZA E MATEMÁTICA
## Josué Antunes de Macêdo 1, 2 , Marcos Rincon Voelzke 3
1 Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Norte de Minas Gerais (IFNMG) - Campus Januária/josue.macedo@ifnmg.edu.br
2 Universidade Cruzeiro do Sul/Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências e Matemática/josueama@gmail.com
## Resumo
Apesar de fazer parte dos documentos oficiais e ter contribuído para o desenvolvimento humano e tecnológico a Astronomia raramente é ensinada adequadamente na educação básica. Com o objetivo de minimizar tal situação, ofereceu-se um curso de extensão em Astronomia cuja meta era levar os participantes a compreenderem os fenômenos astronômicos. A amostra foi constituída por trinta e dois alunos dos cursos de licenciaturas em Física, Matemática e Ciências Biológicas. Utilizou-se a metodologia quantitativa, combinada com análise de conteúdo. Verificaram-se índices baixos de conhecimentos prévios dos alunos em relação à Astronomia; indícios de aprendizagem significativa dos conceitos relacionados à Astronomia, bem como viabilidade da utilização de recursos envolvendo as tecnologias digitais no ensino de Astronomia. Ao final do curso, percebeu-se ainda que: 65,6% souberam explicar corretamente as causas das estações do ano; 84,4% compreenderam que o lado oculto da Lua é iluminado pelo Sol; 62,5% definiram corretamente solstício; 59,4% definiram corretamente equinócio; 90,6% identificaram corretamente os componentes do Sistema Solar; 71,8% compreenderam e souberam identificar a estrutura solar; 71,9% souberam descrever a evolução de uma estrela.
Palavras-chave : Ensino de Astronomia. Formação de professores. Concepções espontâneas. Ferramentas interativas.
## Introdução
A Astronomia tem sido um fator importante para o desenvolvimento humano e é considerada a mais antiga dentre todas as ciências, sendo que desde os primórdios da humanidade, já houve interesse em observar o céu, compreender os fenômenos naturais e desvendar os mistérios do Universo. A regularidade do movimento do céu tem sido uma fonte de admiração e beleza. A capacidade de prever os movimentos do Sol e das estrelas foram fatores decisivos para o surgimento da agricultura e navegação em civilizações antigas. Inicialmente preocupou-se em compreender o dia e a noite, a variação de temperatura e clima, bem como o deslocamento do Sol em relação ao horizonte.
A ânsia de conhecimento sobre as raízes da espécie humana resultou em uma profunda curiosidade sobre a origem e a história do Sol e da Lua, as estrelas e as galáxias e do próprio Universo. Com certeza estes e outros fenômenos como as fases da Lua, o aparecimento de cometas no céu e os eclipses intrigaram o homem pré-histórico. 'O desconhecimento da verdadeira natureza dos astros deve ter produzido no homem primitivo um sentimento misto de curiosidade, admiração e
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temor, levando-o a acreditar na natureza divina dos corpos celestes' (FARIA, 2007, p. 13). Para muitos povos do passado, os astros eram tidos como deuses que poderiam influenciar a vida sobre a Terra. A Astronomia desempenha um papel importante na sociedade moderna, pois incorpora uma combinação entre ciência, tecnologia e cultura e tem impulsionado o desenvolvimento em diversas áreas de tecnologia avançada.
## O ensino de Astronomia e a formação de professores
No Brasil a Astronomia está presente nas propostas curriculares dos vários estados brasileiros, nos Parâmetros Curriculares Nacionais do ensino fundamental (Terra e Universo) (BRASIL, 1998a, 1998b), nos Parâmetros Curriculares Nacionais do ensino médio (BRASIL, 1999) e nos PCN+ do ensino médio (Universo, Terra e Vida) (BRASIL, 2006), porém, constata-se que a maioria dos alunos termina a educação básica sem o mínimo de conhecimento sobre temas de Astronomia (DIAS e RITA, 2008).
A Astronomia faz parte do currículo da educação básica, desperta a curiosidade dos alunos, permite uma abordagem interdisciplinar de diversos conteúdos de cunho científico e é objeto de estudo de vários pesquisadores brasileiros da área de Ensino de Ciências, visando a melhoria do processo de ensino aprendizagem. O problema ocorre quando se verifica que os professores não estão preparados para ensinar tópicos relacionados a Astronomia, conforme indicam várias pesquisas como as realizadas por Puzzo (2005); Leite (2006); Faria e Voelzke (2008); Langhi (2009); Aroca e Silva (2011), bem como Gonzaga e Voelzke (2011). Isto ocorre porque os professores da educação básica, em sua maioria não tiveram contato com o tema em sua formação inicial e continuada e vários destes utilizam termos inadequados e concebem o Universo e seus constituintes de forma equivocada, fora da realidade e utilizando modelos que não são aceitos pela comunidade científica.
Assim, percebe-se que o professor que atua na educação básica deve estar preparado para trabalhar com temas relacionados à Astronomia e identificar os erros conceituais presentes nos livros didáticos, bem como orientar os alunos a formarem os conceitos aceitos pela comunidade científica, como salientam Andrade, Silva e Araújo (2009).
Com o objetivo de preparar os acadêmicos das licenciaturas do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Norte de Minas Gerais (IFNMG), Campus Januária, para lidarem com temas relacionados ao Ensino de Astronomia na educação básica, por meio do desenvolvimento de novas estratégias e metodologias interdisciplinares que utilizam as novas tecnologias e atividades de pesquisas adequadas ao atual contexto educacional, desenvolveu-se um Curso de Extensão em Astronomia. O curso utilizou-se de várias ferramentas de interação, buscando relacionar o Ensino de Astronomia com outras áreas do Ensino de Ciências.
Procurou-se responder à seguinte pergunta norteadora da pesquisa: Qual o nível de conhecimento de Astronomia básica que possuem os acadêmicos das licenciaturas em Ciências da Natureza e Matemática do IFNMG?
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Neste sentido, o objetivo deste trabalho é Identificar as concepções em relação à Astronomia dos acadêmicos das licenciaturas em Ciências da Natureza e Matemática do IFNMG.
## Metodologia
Os alunos foram convidados a participar de forma espontânea. Foi esclarecido que se tratava de uma pesquisa, sedo que eles poderiam participar voluntariamente do projeto. A única exigência era ser aluno de qualquer curso das licenciaturas. Não houve exigência de pré-requisitos. Salientou-se ainda a necessidade de se ter acesso à internet , tendo em vista que o curso seria ministrado na modalidade semipresencial, utilizando a plataforma Moodle ( MOODLE , 2014) . Neste sentido, a amostra foi realizada pelo processo não aleatório, convenientemente selecionado, pois:
Em muitos experimentos, porém, só é possível uma amostragem de conveniência, pois o investigador precisa usar grupos formados naturalmente (por exemplo, uma sala de aula, uma organização, uma unidade familiar) ou voluntários, como participantes de um estudo. (CRESWELL, 2007, p. 171).
Após a divulgação do curso, as inscrições foram realizadas pessoalmente e por e-mail . O curso foi então planejado e teve início com quarenta participantes dos diversos períodos das licenciaturas, que demonstraram interesse em realizar o curso.
Os alunos que não realizaram as atividades no Moodle MOODLE ( , 2014), ou não frequentaram os encontros presenciais, foram considerados desistentes e descartados da análise dos dados, sendo oito ao todo. O índice de evasão de 20,0% no Curso de Extensão em Astronomia discutido neste trabalho pode ser considerado razoável para cursos nesta modalidade.
A amostra da pesquisa foi constituída, então, pelos trinta e dois alunos concluintes do curso, que responderam o questionário inicial e final, provenientes dos diversos períodos das licenciaturas do IFNMG, sendo quatorze de Ciências Biológicas, treze de Física e cinco de Matemática.
Inicialmente procedeu-se a análise dos projetos pedagógicos dos cursos (PPCs) das licenciaturas do IFNMG. Posteriormente aplicou-se um questionário inicial com vinte e cinco questões, distribuídas em quatro seções: a primeira, com sete questões, objetivou fazer um levantamento do perfil dos participantes da pesquisa; a segunda, também com sete questões, buscou levantar dados quanto ao uso e à prática das tecnologias digitais; a terceira, com quatro questões, objetivou possibilitar ao aluno refletir e se autoavaliar sobre o tema Astronomia; e a quarta e última seção, com sete questões, buscou fazer um levantamento do conhecimento dos participantes sobre alguns conceitos relacionados à Astronomia.
Com base na análise do questionário inicial, elaborou-se o curso, que foi ministrado em quatorze semanas, no período de 28 de abril de 2012 a 5 de agosto de 2012, na modalidade semipresencial, com carga horária total de cem horas. Foram realizados dez encontros presenciais de três horas cada, totalizando trinta horas presenciais; as setenta horas restantes foram destinadas ao desenvolvimento das atividades online , utilizando-se do ambiente virtual de aprendizagem (AVA) Moodle ( MOODLE , 2014), como uma ferramenta de aprendizagem colaborativa, proporcionado pelas interações dos alunos, através dos fóruns de discussões.
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No término do curso, aplicou-se um questionário final, distinto do inicial, que contou com vinte e cinco questões divididas em duas partes, sendo a primeira com dez questões relacionadas à parte pedagógica do Curso de Extensão em Astronomia e ao ambiente virtual de aprendizagem e a segunda com quinze questões relacionadas a conceitos de Astronomia.
Do total de quinze questões relacionadas à Astronomia, contidas no questionário final, sete questões eram comuns aos dois questionários. As demais oito questões estavam presentes apenas no questionário final.
Os conteúdos foram abordados na forma de aulas semanais no AVA, sendo que em cada semana disponibilizou-se roteiros, textos de aprofundamento, videoaulas, fóruns onde ocorreram as discussões entre professor e alunos e entre os próprios alunos, atividades, simulações e links a outros sites externos. O curso permitiu troca de experiência entre os participantes e uma aprendizagem colaborativa através dos fóruns de discussão no AVA e nas atividades práticas realizadas nos encontros presenciais.
Nos encontros presenciais, foram trabalhadas as atividades práticas, tais como construção de uma maquete do sistema Terra-Lua-Sol, construção de relógio de Sol, astrolábio, sistema planetário em escala de distância e de tamanho, entre outras atividades e as avaliações presenciais, sendo uma após a oitava semana e outra ao final do curso.
Para a elaboração do curso, optou-se por escolher conteúdos baseados no desenvolvimento de competências e habilidades descritas nos Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Fundamental (BRASIL, 1998a, 1998b), nos Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Médio (BRASIL, 1999) e nos PCN+ do Ensino Médio (Universo, Terra e Vida) (BRASIL, 2006) e na Proposta Curricular Conteúdos Básicos Comuns (CBC) do Ensino Fundamental e Médio do Estado de Minas Gerais (MINAS GERAIS, 2007a, 2007b).
Os conteúdos de Astronomia abordados no curso foram: fenômenos astronômicos Terra-Lua-Sol; Astronomia de posição; características dos objetos astronômicos; Sistema Solar; estrelas; evolução estelar e galáxias.
## Análise dos dados e discussões
A análise das respostas dos alunos relacionadas aos conteúdos de Astronomia confirma várias pesquisas como as realizadas por Puzzo (2005), Leite (2006), Faria e Voelzke (2008), Langhi (2009), Aroca e Silva (2011), Gonzaga e Voelzke (2011), bem como Macêdo e Voelzke (2012) que indicam baixo ou nenhum conhecimento desse tema, cuja causa principal é a ausência do ensino de Astronomia na educação básica. Os alunos ao chegarem ao ensino superior estão mal preparados e não recebem formação adequada durante a graduação, ou mesmo depois de formados, nos cursos de formação continuada. O resultado de tudo isso é que ao iniciarem a docência tendem a repercutir a formação que receberam, ou seja, os conteúdos relacionados à Astronomia serão novamente deixados em segundo plano.
No questionário inicial foi possível obter entre outros, os seguintes resultados:
- · Seis alunos (18,7%) dizem não ter nenhum conhecimento sobre Astronomia;
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- · Vinte e dois alunos (68,7%) dizem ter um conhecimento regular;
- · Dois alunos (6,3%) dizem ter um bom conhecimento sobre Astronomia, mesmo índice para os que afirmam ter um ótimo conhecimento sobre Astronomia;
- · Todos os alunos souberam descrever resumidamente o que é Astronomia, no entanto não demostraram conhecimento nas questões relativas à Astronomia no questionário inicial, o que pode estar relacionado com a ausência de Astronomia na educação básica. Após o curso, percebeu-se uma melhora considerável no grau de respostas dos alunos.
Para efeito de análise das próximas questões, chama-se aqui de questões pré-curso as que foram aplicadas antes da realização do Curso de Extensão em Astronomia e de questões pós-curso, as que foram realizadas logo após o encerramento das atividades. Todas as questões, dos dois questionários, foram respondidas por trinta e dois alunos.
A primeira questão (Figura 01) está relacionada aos solstícios.
Figura 01:
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Resposta dos alunos em relação aos solstícios. Fonte: Dados da pesquisa
Pode-se observar na Figura 01 que no pré-curso os alunos demostraram certa insegurança ao responderem esta questão, pois oito alunos (25,0%) responderam erroneamente e vinte e um (65,6%) não responderam. Após a realização do curso, vinte alunos (62,5%) responderam corretamente o que é solstício, que de acordo com Mourão (2002, p. 500) é 'Época em que o Sol, no seu movimento aparente na esfera celeste, atinge o seu maior afastamento do Equador. [...]'.
A segunda questão trata dos equinócios.
Na Figura 02 percebe-se que a quantidade de alunos que não souberam conceituar este tema no pré-curso foi elevada, pois oito alunos (25,0%) responderam incorretamente e vinte e um (65,6%) não responderam. Após as discussões no curso, é possível observar que houve um ganho no nível de aprendizagem dos alunos, pois dezenove alunos (59,4%) responderam corretamente a questão, que de acordo com Mourão (2002, p. 482) 'O equinócio da primavera, ou simplesmente, equinócio, ou ponto vernal, corresponde à passagem
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do Sol do hemisfério austral ao hemisfério boreal. O equinócio do outono é o caso inverso. [...] data do ano na qual o dia é igual à noite [...]'.
Figura 02: Resposta dos alunos em relação aos equinócios.
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Fonte: Dados da pesquisa
A terceira questão (Figura 03) está relacionada às estações do ano, que é causada pela inclinação do eixo da Terra, que de acordo com Mourão (2002) é de aproximadamente 23,5º em relação à perpendicular ao plano de sua órbita, combinado com o seu movimento de rotação, como afirmam Langhi e Nardi (2007).
Figura 03: Resposta dos alunos em relação às estações do ano. Fonte: Dados da pesquisa
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No questionário pré-curso o nível de respostas incorretas pode ser considerado elevado, pois apresentou um índice de 56,2% (18 alunos). Após a realização do curso, pode-se considerar uma melhoria no nível da aprendizagem, uma vez que o índice de respostas incorretas caiu para 12,5% (quatro alunos).
A análise do questionário inicial mostrou que o grupo pesquisado possui pouco ou nenhum conhecimento de temas relacionados à Astronomia, o que pode ser explicado pela ausência dessa ciência na educação básica.
Ao final do curso, percebeu-se ainda que: 65,6% dos alunos souberam explicar corretamente as causas das estações do ano; 84,4% compreenderam que o lado oculto da Lua é iluminado pelo Sol; 62,5% definiram corretamente solstício; 59,4% definiram corretamente equinócio; 90,6% identificaram corretamente os componentes do Sistema Solar; 71,8% compreenderam e souberam identificar a estrutura solar; 71,9% souberam descrever a evolução de uma estrela.
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## Conclusões
Faz-se necessário encontrar novas formas de ensinar e aprender, principalmente durante o processo de formação dos futuros docentes, que carecem de uma formação adequada, tanto em relação ao conhecimento científico, quanto às estratégias utilizadas para se realizar a transposição didática. Ou seja, é importante encontrar formas adequadas de se ensinar para os alunos o conhecimento científico sem perder a essência da Ciência. Nesse sentido, deve-se pensar em estratégias de formação inicial do professor nos cursos de licenciaturas, não somente em termos de conteúdos específicos, que são importantíssimos para uma boa atuação, mas, sobretudo, de aspectos voltados à educação, ciência e tecnologia, tão importantes no mundo atual.
A situação apresentada leva a crer que os alunos das licenciaturas em estudo estão sendo mal preparados para lecionar Astronomia na educação básica, uma vez que os cursos de licenciatura em Matemática e Ciências Biológicas não contemplam conteúdos de Astronomia no PPC e apenas o curso de licenciatura em Física possui alguns conteúdos relacionados a esta área do conhecimento, mesmo assim de forma fragmentada em apenas quatro disciplinas: Física Geral IV, Prática Pedagógica VI, Fundamentos de Física Contemporânea, bem como Evolução e Síntese das Ideias da Física.
Nesse contexto, pode-se dizer que a principal contribuição desta pesquisa foi aperfeiçoar a formação inicial docente no IFNMG, sobretudo em relação ao Ensino de Astronomia, buscando novas alternativas de promover o ensino dessa área do conhecimento, que refletirá na melhoria da educação, tendo em vista que os futuros professores depois de formados irão atuar nas escolas públicas da região.
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