PERCEPÇÕES DE DISCENTES DE LICENCIATURA EM FÍSICA EM RELAÇÃO A SEU CONTEXTO DE FORMAÇÃO
Everton Ribeiro, Ivanilda Higa
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XXI
- Ano
- 2015
- Data
- 27/01/2015
- Linha de pesquisa
- Formação De Professores E Prática Docente
- Tipo
- Comunicação
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Texto completo
## PERCEP˙ÕES DE DISCENTES DE LICENCIATURA EM F"SICA EM RELA˙ˆO A SEU CONTEXTO DE FORMA˙ˆO
## Everton Ribeiro , Ivanilda Higa 1 2
1 Universidade Federal do ParanÆ / Programa de Pós-Graduaçªo em Educaçªo, everton\_fisico@hotmail.com
## Resumo
A evasªo nos cursos do Ensino Superior Ø um problema presente nªo apenas em uma regiªo, mas em todo o país, nªo apenas numa Ærea específica, mas presente nas Æreas de estudo de modo geral, porØm existem alguns casos em que as proporçıes se destacam, que Ø o caso da Ærea de ciŒncias exatas, mais especificamente o curso de física. Isso acarreta consequŒncias nªo somente para a mantenedora, mas para o próprio discente, e no caso da licenciatura em física, esta situaçªo Ø ainda mais alarmante considerando-se a carŒncia que se tem, em todo o país, por profissionais desta Ærea. Dentro desta problemÆtica, esta pesquisa tem por objetivo entender, na perspectiva do discente, quais sªo suas expectativas em relaçªo à profissªo, suas dificuldades e especialmente os fatores que favorecem a sua permanŒncia no curso de licenciatura em física, apesar das dificuldades enfrentadas. Para tanto foi utilizado um questionÆrio, respondido por alunos de um curso de licenciatura em física, o qual permitiu fazer um levantamento do perfil socioeconômico desses alunos, juntamente com suas expectativas profissionais (professor de física) e percepçıes em relaçªo ao seu desempenho no curso, com Œnfase em suas dificuldades e em especial os elementos que os incentivam a permanecer no curso.
Palavras-chave : Licenciatura em física, evasªo, formaçªo de professores.
## Introduçªo
A evasªo nos cursos de licenciatura Ø algo que tem sido alvo de muitas pesquisas, evidenciando o quanto esta situaçªo Ø preocupante, especialmente se considerando a carŒncia que se tem por profissionais desta Ærea.
Algumas pesquisas apresentam de modo sucinto como Ø o perfil desse aluno que ingressa na licenciatura. Um estudo realizado por Ribeiro (2005) aponta que a situaçªo financeira do aluno tem grande influŒncia nesse processo e que 60% dos alunos que se evadem possuem pais com formaçªo escolar baixa. JÆ no trabalho de Machado, Melo Filho e Pinto (2005), os autores relatam que muitos dos alunos que se evadem o fazem por ter de trabalhar e nªo dar conta de acompanhar o curso.
A alta evasªo nas licenciaturas atinge diretamente o nœmero de profissionais que atuam como professores. Cury e Santos (2012) apontam em sua pesquisa que a demanda por professores de física estÆ longe de ser atingida. Na Tabela 1 Ø ressaltada essa indicaçªo apresentando a formaçªo dos professores que lecionaram a disciplina de física no ano de 2007.
Após pesquisas nos dados do INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), Gobara e Garcia (2007) apontam que tem existido um aumento na procura pelos cursos de licenciatura, entre 1991 à 2002 o aumento foi de 90% e de 2002 à 2010 estimou-se que continuaria crescendo, mas
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26 a 30 de janeiro de 2015
ainda estaria distante de atender a demanda. As Æreas em que o dØficit em professores Ø maior Ø na disciplina de física, o estudo aponta que no período de 1990 à 2002 enquanto outras disciplinas tinham em mØdia 50.000 professores, em física havia apenas 7.216, uma diferença alarmante, seguido logo pela disciplina de química, que possuía 13.559 professores, com quase o dobro dos de física. Mesmo dentro das perspectivas de aumento a Tabela 1 pıe em evidŒncia que ainda Ø alarmante a falta de licenciados em física.
Tabela 1: Adaptada de Cury e Santos (2012)
No ano de 2007 a maioria dos professores que lecionavam a disciplina de física no Ensino MØdio tinham sua formaçªo em matemÆtica. Numa anÆlise geral, aproximadamente 75% dos docentes eram de outras Æreas, apenas 25% tinham a formaçªo em física.
Uma linha de pesquisa dentro desta temÆtica busca entender como o lado afetivo e emocional tambØm pode influenciar nesse contexto. Custódio et. al. (2013) realizaram um estudo buscando perceber como as relaçıes afetivas e emocionais refletem na motivaçªo em se tornar professor de física. Para isso aplicaram um questionÆrio a um grupo de alunos do terceiro período do curso de licenciatura em física. O questionÆrio continha questıes que remetiam a esse contexto afetivo, tais como quais motivos levaram a escolher o curso, situaçıes no curso que geraram satisfaçªo e assim por diante. A Tabela 2 apresenta alguns dos resultados obtidos pelos autores, apresentando uma sequŒncia dos motivos mais citados para os menos citados.
Tabela 2: Classificaçªo e frequŒncia das emoçıes (Fonte: Custódio et. al. 2013)
Assim os autores apontam que o fator afetivo tambØm possui grande relevância no estudo dos motivos de evasªo.
O interesse duradouro deles, materializado na escolha da carreira de professor de Física, decorreu do conhecimento que certos eventos criaram a emoçªo do interesse e emoçıes positivas no passado, da expectativa que iriam criar a emoçªo do interesse e emoçıes positivas no futuro, e do
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conhecimento de como trazer à tona essas emoçıes do interesse e emoçıes positivas. (Custódio et. al, p. 49. 2013)
Logo, nesse processo, Ø importante entender de forma conjunta os fatores apontados nesse contexto, seja com relaçªo ao perfil socioeconômico, seja com os fatores afetivos e emocionais.
Assim esse trabalho busca estudar, na perspectiva do discente, quais sªo as dificuldades, fatores favorÆveis à permanŒncia no curso e fatores afetivos que estªo presentes na formaçªo do professor de física, relacionando-as e refletindo como estes elementos podem influenciar nesse contexto.
## Metodologia
Com o intuito de entender, na visªo do discente, quais sªo os elementos que favorecem ou nªo a sua permanŒncia no curso de licenciatura em física optou-se pela utilizaçªo de um questionÆrio. O questionÆrio Ø composto por questıes objetivas e dissertativas.
Obteve-se um total de 113 participantes (aprox. 60% dos alunos do curso), todos regularmente matriculados no período da pesquisa. Esses alunos estavam matriculados no curso de licenciatura em física de uma Universidade Federal, onde o curso ocorre no horÆrio noturno, e a partir de 2011, deixou de ter 4 anos de duraçªo e passou a ter 4 anos e meio.
Buscou-se aplicar o questionÆrio a alunos dos vÆrios períodos do curso, restringindo apenas um grupo de alunos, que foram os ingressantes no semestre em que o questionÆrio foi aplicado, por entendermos que tais estudantes, por estarem hÆ pouco tempo na universidade (menos de 2 meses), nªo atenderiam ao perfil desejado. Assim existem alunos com ingresso no curso em vÆrios anos e diferentes períodos no universo considerado.
Para as questıes dissertativas o processo para se entender e perceber como se relacionam as respostas dos alunos, a anÆlise foi realizada da seguinte forma: inicialmente todas as respostas para a questªo foram lidas organizando-se grandes categorias, de acordo com a natureza da resposta. Numa segunda etapa, a partir de novas releituras, foram sendo organizadas subcategorias dentro das grandes categorias. As respostas que inicialmente nªo se conseguiu organizar em nenhuma categoria foram relidas e entªo se buscou perceber as categorias que as mesmas apresentavam. Esse processo foi realizado atØ que todas, ou a maioria das respostas estivessem associadas a pelo menos uma categoria. Os resultados sªo expostos na sequencia.
## Resultados e anÆlises
Os resultados obtidos serªo apresentados em dois grandes blocos: 1) Perfil do aluno; 2) Expectativas Profissionais e Desempenho no Curso.
## 1) Perfil do aluno
O perfil do aluno foi traçado a partir de questıes sobre a formaçªo escolar do aluno e de seus pais, atividades que o aluno e seus pais desenvolvem, alØm de algumas questıes sobre o perfil cultural desse aluno. A intençªo dessas questıes Ø compreender quem sªo estes alunos, sua história familiar e escolar e suas
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atividades para alØm das atividades relativas à sua passagem pela universidade. Alguns resultados de mais destaque serªo aqui apresentados.
A grande maioria dos alunos, quase 70%, teve sua história escolar na Educaçªo BÆsica toda em escola publica, enquanto aproximadamente 12% tem a história escolar toda em escola privada. Do grupo de respondentes, 47% tem idade entre 17 e 23 anos, 26% tem entre 24 a 30 anos, 17% possui de 31 à 40 anos, 8% possui de 41 à 50 anos, e 2% possuem de 51 à 60 anos. Vale ressaltar que desse grupo de respondentes entre 31 e 60 anos, 89% esta cursando sua primeira graduaçªo.
Em relaçªo ao principal responsÆvel pela manutençªo financeira da residencia onde o aluno mora, foram organizados trŒs grupos. O grupo que mais se destaca sªo os alunos cujos pais sªo os principais responsÆveis pela manutençªo financeira (cerca de 40%), seguido pelo grupo no qual o próprio aluno Ø o principal responsÆvel pela manutençªo financeira (cerca de 30%) e finalmente, um œltimo grupo (cerca de 20%) no qual o próprio aluno, em conjunto com outros membros da família (tais como avós, ou pais), sªo os responsÆveis pela manutençªo financeira da residŒncia. Embora o primeiro grupo citado seja em maior nœmero (no qual os pais sªo os œnicos responsÆveis pela manutençªo financeira), se analisarmos conjuntamente os dois ultimos grupos citados temos um total de 50% de alunos que contribuem fortemente para a manutençªo financeira da residencia em que vivem.
Mesmo os alunos que tem os pais como responsÆveis pela manutençªo financeira apresentam uma realidade menos favorecida pois a maioria dos pais possui baixa formaçªo escolar.
Analisando de forma conjunta esses dados jÆ Ø possivel perceber que a maioria tem história escolar na Educaçªo BÆsica em escola pœblica, vÆrios pais possuem baixa escolaridade e a metade contribui para a manutençao financeira do seu nœcleo familiar.
## 2) Expectativas Profissionais e Desempenho no Curso
Buscou-se tambØm entender as expectativas dos alunos em relaçªo à profissªo e ao mercado de trabalho e suas percepçıes sobre seu desempenho no curso. O primeiro resultado aqui apresentado (GrÆfico 1) expressa suas expectativas profissionais em relaçªo ao curso de Licenciatura em Física.
GrÆfico 1: Expectativas em relaçªo à Licenciatura em Física.
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A maioria dos alunos pretende atuar como professor do Ensino MØdio, mesmo apresentando algumas ressalvas em relaçªo à isso, como preocupaçªo com baixos salÆrios e falta de reconhecimento profissional.
Em relaçªo ao desempenho no curso, inicialmente Ø possível perceber como os próprios alunos julgam seu desempenho (GrÆfico 2).
GrÆfico 2: Desempenho no Curso
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A maioria dos alunos julga seu desempenho mediano, Ø interessante perceber tambØm que uma quantidade significativa, 35%, julga insatisfatória. Os fatores que levam à esse desempenho sªo apresentados na sequencia, no GrÆfico 3, no qual em verde estªo representados os alunos que consideram seu desempenho no curso 'nªo satisfatório', em vermelho os que consideram 'mediano' e em azul aqueles que consideram 'bom".
GrÆfico 3: Fatores que influenciam no desempenho no curso
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A categoria 'Dedicaçªo' relaciona-se ao fato do aluno apontar a sua dedicaçªo ao curso o leva a ter tal desempenho, seja num sentido positivo, seja num sentido negativo. Assim os alunos que julgam seu desempenho mediano ou insatisfatório (vermelho e verde no grÆfico, respectivamente) acreditam que deveriam ter se dedicado mais, enquanto os alunos que julgam seu desempenho satisfatório (representados pela cor azul no grÆfico), acreditam que sua dedicaçªo ao curso foi o que permitiu ter tal desempenho.
A categoria 'Base Anterior' relaciona-se à formaçªo que o aluno obteve em seu ensino mØdio, onde alguns acreditam que por ter sido fraca ou ter deixado a desejar em algum aspecto obteve um desempenho mediano ou insatisfatório,
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enquanto outros jÆ apontam que a formaçªo obtida nesse nível foi o que lhe permitiu ter um bom desempenho no curso.
A categoria 'Professores' refere-se a situaçıes em que o aluno acredita que obteve o desempenho apontado por forte influencia de professores, desde a forma de conduzir o curso, realizar avaliaçıes, dar aula etc. Assim alguns alunos apontam que os professores foram relevantes para um bom desempenho, enquanto outros para um desempenho mediano ou insatisfatório.
A categoria 'Tempo' representa os alunos que atribuem a este fator o desempenho que obteve. Os grupos que mais se destacam nessa categoria sªo os de desempenho mediano e insatisfatório, ambos os grupos apontam que a falta de tempo os levou a tal desempenho.
Buscando entender qual o principal fator que leva à um bom desempenho, no caso desses alunos, analisou-se a quantidade representada pela cor azul em cada categoria, e a que mais se destacou foi dedicaçªo. PorØm quando se relaciona essa questªo com as demais percebe-se que a maioria desses alunos possuem uma carga horÆria maior para se dedicar ao curso, assim se pode pensar que para esses alunos foi o fator tempo que foi importante para o desempenho satisfatório. De forma complementar, para o caso dos alunos com desempenho mediano ou insatisfatório (cores verde e vermelho no grÆfico), o fator que mais influenciou para tal desempenho foi o fator 'Tempo', ou seja, por algum motivo estes alunos nªo tiveram condiçıes de dedicarem-se ao estudo.
Quando indagados se possuem dificuldades para acompanhar o curso 89% afirma que sim, os principais fatores que geram essas dificuldades sªo apresentados no grÆfico 4.
GrÆfico 4: Principais Dificuldades
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Novamente o fator 'Tempo' se destaca como uma dificuldade. A questªo que permitia aos alunos expor suas dificuldades era dissertativa, assim foi possível perceber que a dificuldade com o tempo acontece no sentido em que o aluno dedica todo o tempo disponível para os estudos, porØm esse tempo disponível acaba por ser insuficiente para que o aluno tenha o desempenho almejado. Quando se analisa com cuidado o fator 'Dedicaçªo', que Ø o principal fator para os alunos que julgam seu desempenho como bom, percebe-se que essa dedicaçªo acontece por que esse aluno possui tempo disponível para estudo, suficiente para ter o desempenho que indicou.
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'Possuo somente os fins de semana para estudar e ainda necessito dividir o tempo com outras atividades.' (Aluno 49)
''Devido ao trabalho muitas vezes nªo dÆ tempo de estudar os conteœdos como eu gostaria.' (Aluno 110)
Porem quando indagados se jÆ pensaram em desistir do curso e quais foram os motivos para se pensar em desistir o que mais se destaca Ø o 'Desempenho Insatisfatório' com 27%, seguido por 'Futuro Docente', com 22%. Vale ressaltar que o 'tempo' Ø o principal fator citado como dificultador, que acarreta a um desempenho nªo satisfatório, o qual os alunos apontam como algo que os levou a pensar em desistir. O futuro docente tambØm se destaca, onde os alunos apontam que a desvalorizaçªo da profissªo Ø preocupante e os desestimulam a prosseguir no curso.
Foi possível tambØm perceber quais fatores favoreceram a permanŒncia dos mesmos no curso. O que mais se destaca Ø 'Fazer o que gosta', citado por 22% dos alunos, seguido pelo 'Desejo de ser professor', citado por 19% dos alunos. A seguir alguns exemplos de respostas desses fatores.
- '...O fato de realmente gostar de física Ø saber que nªo importa quanto tempo leve para terminar estou fazendo algo que gosto.' (Aluno 9)
- '...continuei pelo gosto à Física e à Educaçªo.' (Aluno 33)
- '...O amor pela física.' (Aluno 84)
- '...amor/paixªo pela profissªo de docente ...' (Aluno 30)
- '...A vontade de ensina física e poder contribuir para a formaçªo dos alunos, principalmente de mudar a forma ou melhor a rejeiçªo da maioria dos alunos pela física e tambØm gostar de ciŒncia.' (Aluno 41)
Esses fatores apresentados reafirmam o que foi apontado por Custódio et. al. , que os fatores afetivos e emocionais devem ser levados em consideraçªo nesse processo de formaçªo.
## Consideraçıes Finais
Após os resultados que foram apontados, alguns fatores valem ser ressaltados. Em relaçªo ao perfil desses alunos, onde a maioria teve toda sua história escolar em escola pœblica, alguns sªo os principais responsÆveis ou contribuem fortemente para a manutençªo financeira da sua residŒncia. Analisando a formaçªo escolar dos pais da maioria dos respondentes, esses possuem baixa formaçªo escolar. Ribeiro (2005) aponta que 60% dos alunos que abandonam o curso possuem pais com ensino fundamental completo ou incompleto. Machado, Melo Filho e Pinto (2005) apontam que a situaçªo financeira tem forte influŒncia para permanŒncia do discente no curso, pois muitos precisam trabalhar. Gobara e Garcia (2007) apontam tambØm que esse aluno geralmente tem sua história escolar em escola pœblica.
Outro fator que pode ser ressaltado tem relaçªo com o desempenho do aluno no curso. Por mais que vÆrios fatores tenham sido apresentados como dificuldade, o fator 'tempo' foi o que mais se destacou. E analisando os motivos que os alunos apresentam para a falta de tempo Ø justamente o trabalho, o qual nªo permite que estudem o quanto deveriam para poder ter o desempenho que gostariam. E algo de muito destaque Ø o motivo que esses alunos apontam que os faz permanecer no curso, que vai ao encontro do que Custódio et. al. (2013) tambØm
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ressaltam, que Ø o fator afetivo. As respostas que os alunos apresentam, como amor à educaçªo ou à física, ou fazer ao que se gosta atØ mesmo o anseio por ser um bom professor de física ressaltam esse aspecto.
Certamente a evasªo nªo vai deixar de existir, mas devem acontecer mudanças para que a mesma seja reduzida. Tais mudanças ainda sªo difíceis de explicitar, porØm com o que se pode levantar aqui Ø de fÆcil percepçªo que vÆrias instancias terªo de fazer parte da mesma, universidade, departamento, professores e atØ mesmo discentes.
## ReferŒncias
CUSTÓDIO, JosØ Francisco, PIETROCOLA, Maurício, CRUZ e Frederico Firmo de Souza, ExperiŒncias emocionais de estudantes de graduaçªo como motivaçªo para se tornarem professores de física. Caderno Brasileiro de Ensino de Física. v.30, n. 1, p. 25 - 57, 2013
GOBARA, Shirley Takeco, GARCIA, Joªo Roberto Barbosa. As licenciaturas em física das universidades brasileiras: um diagnóstico da formaçªo inicial de professores de física. Revista Brasileira de Ensino de Física. v. 29, n. 4, p. 519 525, 2007
MACHADO, S. P., MELO FILHO, J. M., PINTO, A. C., A evasªo nos cursos de graduaçªo de química, uma experiŒncia de sucesso feita no Instituto de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro para diminuir a evasªo. Química Nova. v. 28, suplemento, S41-S43, 2005.
RIBEIRO, Marcelo Afonso. O projeto profissional familiar como determinante da evasªo universitÆria - Um estudo preliminar. Revista Brasileira de Orientaçªo Profissional. v. 6, n. 2, p. 55 - 70, 2005.
SANTOS, Cintia Aparecida Bento dos, CURI, Edda. A formaçªo dos professores que ensinam física no ensino mØdio. CiŒncia e Educaçªo (Bauru). v. 18, n. 4, p. 837 849, 2012.
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