ASTRONOMIA COMO TEMA ESTRUTURANTE DE UMA UNIDADE DIDÁTICA
César Alencar De Souza, Antônio Marcelo Martins Maciel
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XXI
- Ano
- 2015
- Data
- 27/01/2015
- Linha de pesquisa
- Seleção, Organização Do Conhecimento E Currículo
- Tipo
- Comunicação
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Texto completo
## ASTRONOMIA COMO TEMA ESTRUTURANTE DE UMA UNIDADE DIDÁTICA
## César Alencar de Souza 1+ , Antônio Marcelo Martins Marciel 2
- 1 Universidade Federal de Lavras/MNPEF-SBF/ Colégio Prosperi, cesar@fied.edu.br
- 2 Universidade Federal de Lavras/Departamento de Ciências Exatas, antoniom@dex.ulfa.br
## Resumo
No cotidiano escolar, percebe-se o uso da intuição e do bom senso na prática docente. Entretanto, mesmo considerando que estas são qualidades do professor, a intencionalidade precisa estar presente nas ações docentes. Em relação aos alunos, no que diz respeito a predisposição ao aprendizado, percebe-se alunos desinteressados e/ou desmotivados em relação aos conteúdos que são desenvolvidos na sala de aula. Como despertar a vontade de aprender, motivar o aluno para a apropriação de conhecimentos? A motivação não pode ser encarada como a apresentação de algo fantástico ou mágico, mas pela significação do que está sendo desenvolvido, pelo prazer da aquisição de novos conhecimentos. Portanto, este trabalho tem a finalidade de apresentar o desenvolvimento de uma unidade didática fundamentada nas perspectivas dos objetivos gerais de formação do aluno e nas concepções de aprendizagem. A escolha do tema e as estratégias utilizadas objetivam despertar o interesse do aluno e mantê-lo ativo no processo de ensino aprendizagem, de forma que o mesmo seja responsável pela construção de seu conhecimento. Como tema escolhemos a Astronomia e as estratégias utilizadas vão desde aulas expositivas dialogadas, que permitam a participação reflexiva, crítica e argumentativa dos alunos, considerando os conceitos desenvolvidos previamente pelos mesmos, como a cinemática e a dinâmica, resolução de problemas, utilização de textos de divulgação científica, vídeos, construção de modelos concretos, pesquisa e apresentação de seminários. A avaliação recebe destaque durante todo o processo num caráter formativo e regulador. A abordagem de Física Moderna e Contemporânea, permeando o planejamento, soma-se ao todo na expectativa de trazer maior contribuição no processo de alfabetização científica dos discentes.
Palavras-chave : Astronomia, Sequência didática, Motivação.
## Introdução
A Física é considerada por muitos como uma disciplina de grande dificuldade de compreensão, mas bastante interessante e envolvente. É comum escutarmos de alunos, que acha aquilo tudo que a gente fala muito bacana, que gosta de Física, só que não a entende. A consequência é um abandono, por parte dos alunos e também por alguns professores, no investimento para aprender Física e identificá-la como um saber necessário para compreender o mundo em que vivemos.
Marcelo Gleiser (2000) destaca em seu artigo 'Porque ensinar física?' a necessidade do professor passar para o aluno a empolgação que sente em estar ensinando, discutindo questões envolventes, para que o aluno possa ser contagiado
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26 a 30 de janeiro de 2015
e passe a perceber que a Física está diretamente relacionada com situações
concretas que ocorre na sua vida.
Muitos apontam que um dos principais fatores relacionados ao insucesso no ensino de Física encontra-se no elenco de conteúdos programáticos, alegando-se que são saberes desenvolvidos nos séculos passados e distantes do mundo tecnológico no qual estamos inseridos. Nos questionamos se o problema está no conteúdo 'apresentado' ao aluno. Concordamos com a inserção de temas atuais ao ensino de Física, como a Física Moderna e Contemporânea, visto que abordagens de Astrofísica e Cosmologia estão presentes neste trabalho. Mas, com certeza a questão não está apenas na reformulação curricular para garantir bons resultados para a aprendizagem em Física, se tomarmos o objetivo simplista de ter como meta a apropriação do conteúdo em si. É necessário repensar as metodologias de ensino, as estratégias e os recursos didáticos utilizados.
Ricardo (2010) destaca que mesmo com o argumento da contextualização, essa é muitas vezes utilizada por meio de exemplos, ilustrações e casos da realidade como ponto de partida onde o fim é o saber escolar sistematizado, ou ao contrário. Portanto, faz-se necessário tomar a realidade como ponto de partida e de chegada, partindo da problematização, passa-se pela modelização, onde os saberes a ensinar são desenvolvidos, para em seguida contextualizar, isto é, retornar à realidade.
Esta concepção implica pensar o ensino tanto do ponto de vista de como os alunos aprendem, quanto do ponto de vista de que alunos queremos formar. Portanto, fundamentação teórica de como se dá o processo de aprendizagem e clareza dos objetivos a serem alcançados na educação devem ser o norte que irá orientar a prática docente. O trabalho de Ostermann e Cavalcanti, intitulado Roteiro para Construção de um Planejamento de Unidade Didática 1 , vai ao encontro de nossas concepções e surge como ponto de partida para o desenvolvimento deste trabalho que tem como objetivo o planejamento de uma unidade didática, com o tema Astronomia.
- O roteiro proposto por Ostermann e Cavalcanti, indica que a estrutura geral de um plano de ensino deve conter os seguintes itens: Tema; Referencial teórico, que engloba os objetivos gerais e a perspectiva adotada, isto é a teorias de aprendizagem e epistemológicas; Conteúdo da unidade didática; Estrutura das aulas, consistindo de conteúdo da aula, objetivos específicos, metodologias e estratégias, recursos didáticos e avaliação; Avaliação geral.
A lista apresentada acima não representa uma simples técnica, mas uma orientação para a organização do desenvolvimento da unidade didática, que segundo Morrison (in DAMIS, 2006) deve possuir algumas características: a) colocar o aluno em contato com o todo, para depois iniciar o estudos das partes; b) as atividades programadas devem ocupar os alunos em coleta, organização e análise de dados/informações; c) após os estudos das partes o conhecimento deve ser integrado numa síntese final do que foi aprendido.
educacao-
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Portanto, a unidade didática não consiste simplesmente de um planejamento, os objetivos gerais e as perspectivas adotadas são componentes fundamentais na orientação das ações docentes no sentido de manter o foco na aprendizagem. Outras características que diferenciam a unidade do planejamento é a adoção de um tema como estruturante do conhecimento almejado e os pontos de partida, a visão do todo antecedendo os conhecimentos específicos, mobilizando e motivando os alunos para o estudo completo da unidade didática e o seu fechamento, com a integralização de todas as partes, item que orientou a elaboração avaliação final do processo ensino aprendizagem. Assim, a próxima seção apresenta a descrição do trabalho desenvolvido que consiste em apresentar o nosso entendimento a respeito da relevância do tema escolhido, dos objetivos que devemos alcançar na formação do aluno e a teoria de aprendizagem considerada. A estrutura das aulas, consistindo da sequência dos conteúdos, as metodologias, estratégias e recursos que favorecem o alcance dos nossos objetivos, geral e específico, e as propostas de avaliações são resultados deste trabalho, fundamentados na teoria de aprendizagem considerada. O fechamento se dá com as conclusões e perspectivas.
## Descrição do trabalho desenvolvido
As aulas a que se destina esta organização de conteúdos por unidades, serão desenvolvidas com os alunos da primeira série do ensino médio, com idade média de 15 anos, do colégio Prosperi da cidade de Três Pontas, Minas Gerais. O número de aulas previstas são no total de 8 aulas de 100 minutos.
## Unidade didática
## Tema e Conteúdos
O tema que define a unidade didática deve despertar a curiosidade do aluno, instigando-o e estimulando-o na busca do conhecimento. Características motivacionais que favorecem a apropriação de novos conhecimentos.
A astronomia desde muito tempo desperta a curiosidade do ser humano, fazendo o homem levantar questões tais como: De onde viemos? Como se deu o surgimento do Universo? Será que estamos sozinhos no Universo? Existem limites no Universo? Por quanto tempo o Sol brilhará? Perguntas como estas alavancaram e ainda alavancam as descobertas científicas, mas não estão apenas na mente dos cientistas, também estão na mente dos alunos e entre estes os futuros cientistas. Pois, como apresentado por Kalmus (in Ostermann e Moreira, 2000) em uma pesquisa que buscava identificar os assuntos que mais influenciaram na escolha de alunos ingressantes na universidade para a carreira de físico, verificou-se os temas de relatividade, astronomia e partículas elementares, respectivamente.
Dentro do tema estruturante escolhido, identificamos o universo como sendo o assunto mais abrangente, sendo escolhido como nosso ponto de partida, pelas concepções doas alunos. A sequência didática adotada a partir deste ponto foi a origem do universo; formação de estrelas, galáxias e planetas e sistemas; o sistema solar; concepções históricas do universo; cinemática celeste; lei da Gravitação Universal e relatividade geral; e avaliação final. A complexidade de alguns dos conteúdos escolhidos orientou para aulas mais conceituais, sem sistematizações das teorias, como as aulas 1, 2, 3 e 7. Nas aulas 4, 5 e 6, já tivemos os conteúdos sendo apresentados de forma sistematizada, com apresentação de teorias, leis e
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princípios. A justificativa para a escolha dos temas pode ser verificada nos objetivos gerais apresentados a seguir.
## Referencial teórico
## Objetivos gerais
Um dos grandes desafios no ensino de Física, é desenvolver no aluno a reflexão, a observação, o espírito crítico e criativo dando-lhe condições de resolver problemas reais de seu cotidiano.
Os fenômenos astronômicos sempre causaram grandes impactos na ciência, tecnologia e sociedade (CTS) e despertam a curiosidade e interesse das pessoas. Valendo-se desse interesse, é importante propiciar aos alunos uma visão cosmológica das ciências que lhes permita situarem-se na escala de tempo do universo, apresentando-lhes os instrumentos para acompanhar e admirar, por exemplo, as conquistas espaciais, as notícias sobre as novas descobertas do telescópio espacial Hubble, indagar sobre a origem do universo ou o mundo fascinante das estrelas, e as condições para a existência da vida, como a entendemos no planeta Terra. Portanto, com o desenvolvimento desta unidade didática, espera-se contribuir com a formação de um aluno que se torne um cidadão crítico e reflexivo em relação ao desenvolvimento científico, possibilitando não apenas ter informações, mas inferir em problemas do seu cotidiano e da sociedade que encontra-se. Portanto, como destacado nos PCN+ (BRASIL, 2002), trabalhar um eixo temático que aborda a importância da astronomia para a evolução científica, conduz à alfabetização científica dos alunos. E, nesta perspectiva, a abordagem de fatos históricos, desde as concepções dos povos antigos aos fundamentos da física moderna e contemporânea, com as concepções do universo microscópico das partículas e o universo macroscópico do cosmos, apresenta a Física como construção humana.
## Perspectiva adotada
A abordagem do tema astronomia dá significado ao estudo de diversos conceitos da Física, como por exemplo, a mecânica, na concepção do próprio desenvolvimento da ciência, desde o desenvolvimento de modelos do mundo real à abstração por leis e princípios que visam descrevê-lo, proporcionando ao aluno a construção do conhecimento.
- O construtivismo educacional insistiu corretamente em quatro pontos essenciais, sendo por esses reconhecido: 1. A importância do envolvimento ativo do aprendiz; 2. O respeito pelo aprendiz e por suas próprias ideias; 3. O entendimento da ciência enquanto criação humana; 4. Orientação para o ensino no sentido de capitalizar o que os estudantes já sabem e dirigir-se às suas dificuldades em compreender os conceitos científicos em função de sua visão de mundo. (Ogborn, 1997. in Aguiar Jr., 1998, p 108)
Portanto, o conhecimento humano é construído, e segundo Moreira (2011), 'a aprendizagem significativa subjaz a essa construção'. Assim, em consonância com as considerações de Novak sobre desenvolvimento cognitivo, que tem como base a aprendizagem significativa, é necessário que o aluno possua predisposição para aprender e para tanto deve-se considerar a utilização de materiais potencialmente
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significativos que favoreça a aquisição do novo conhecimento, que por sua vez deve ser relevante para o aluno, para que o mesmo manifeste disposição ao aprendizado. Neste processo, que consiste na troca de significados entre professor e aluno, dar significado ao novo conhecimento implica em relacioná-lo de maneira não literal e não arbitraria a algum aspecto de seu conhecimento prévio.
A primeira atividade portanto, busca identificar os conhecimentos prévios dos alunos para relacioná-los aos novos conhecimentos. As estratégias foram adotadas objetivando alcançar a aprendizagem significativa, definindo assim materiais que seriam potencialmente significativos, colocando o aluno no centro do processo, sendo ativos na construção do seu conhecimento. Cabe ressaltar que nesta etapa fundamentar-se numa teoria de aprendizagem é essencial para a escolha das estratégias metodológicas e da sequência didática.
## Resultados
As orientações da seção anterior possibilitaram a construção da unidade didática aula a aula. Para a sequência dos conteúdos conceituais consideramos o contato com o todo, para depois iniciar o estudos das partes, os objetivos específicos foram fundamentados nas orientações dadas pelos PCN+ (BRASIL, 2002), referentes ao tema estruturador Universo, Terra e Vida e suas unidades temáticas, além de objetivos relacionados aos conteúdos procedimentais. As metodologias e estratégias são aquelas que favorecem o alcance dos objetivos, considerando como se dá a construção do conhecimento científico e a seleção de recursos didáticos são aqueles identificados como potencialmente significativos.
A seguir apresentamos a organização da unidade didática aula a aula.
Tabela 01: Planejamento aula a aula
AULA 1: Apresentação do Tema a partir do todo - Problematização inicial.
Conteúdo: O Universo.
Objetivos específicos: Familiarizar o aluno com textos de divulgação científica; Identificar a presença do senso comum relacionado ao tema; Favorecer o debate, estimulando a reflexão crítica e o posicionamento de opiniões; Conhecer os modelos do Universo; Verificar o avanço das descobertas científicas relacionadas aos avanços tecnológicos.
Metodologias e estratégias: O uso do texto de divulgação científica (TDC). Seguindo as orientações de Terrazan e Gabana (2003): Apresentar o tema e solicitar aos alunos que se manifestem a respeito do que eles conhecem sobre o assunto; Solicitar aos alunos a construção de texto (Texto 1) que responde às seguinte questão: O que eu conheço sobre o universo?; Entregar aos alunos o TDC. Durante a leitura os alunos devem destacar os trechos que consideram mais relevantes; Em grupos os alunos devem fazer discussões sobre a leitura e os trechos destacados, com a possibilidade de esclarecimentos pelo professor quando julgarem necessário; Elaboração de um segundo texto (Texto 2), produzido pelo grupo. Que deve ser socializado na classe. Neste momento o professor deve ficar atento se algum conceito que julgou relevante deixou de ser contemplado pelos grupos e, caso necessário, ressaltá-los; Produção individual de um novo texto (Texto 3). A questão chave para a produção do texto III é: 'O que eu aprendi sobre o universo com a leitura e discussões?
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Recursos didáticos: Texto O olhar em busca da eternidade 2
Avaliação: Produção do Texto 1, com caráter de avaliação diagnóstica; Produção e leitura do texto 2, com finalidade de avaliação formativa e reguladora; Produção do Texto 3, com finalidade de avaliação formativa e identificação da apropriação dos conhecimentos.
AULA 2: Aprofundando os conhecimentos - Do microscópio ao macroscópico.
Conteúdo: Teoria do Big Bang, Estrelas, Sistemas e galáxias.
Objetivos específicos: Identificar o universo macroscópico e promover a concepção de sistemas de posição e de orientação; Compreender a organização e as principais características do sistema solar, estrelas e galáxias; Desenvolver a concepção de partículas elementares.
Metodologias e estratégias : Apresentação em PPT, relacionando os conhecimentos da aula anterior com a formalização dos conceitos. Estimular a curiosidade durante a apresentação, proporcinar o debate, os questionamentos, fazendo uso da imagem como representação de modelos teóricos da origem do universo a formação das estrelas, sua evolução e morte, formação de sistemas e galáxias. Sugestão de atividade para casa: Assitir ao vídeo Discovery - Como funciona o universo: Planetas . 3
Recursos didáticos: computadores, projetor datashow
Avaliação: Terá um caráter formativo e será realizada pela observação da participação dos alunos durante a aula.
## AULA 3: Construção do sistema solar.
Conteúdo: Sistema solar
Objetivos específicos: Caracterizar os principais astros do sistema solar quanto suas dimensões, posicionamento espacial, composição, período de suas órbitas; Reconhecer ordens de grandeza de medidas astronômicas e identificar tais unidades na comparação de tamanhos e distâncias dos planetas em relação ao sol.
Metodologias e estratégias: A atividade, desenvolvida em sala de aula, terá um caráter mais prático e divertido para o aluno. Utilizando-se as paredes laterais da sala de aula, serão construídos dois modelos, em escala. O primeiro para comparar o tamanho dos astros, tomando o Sol como a parede de fundo da sala e o segundo para comparar o distanciamento entre os astros. Para a construção do modelo planetário seguiremos como referência o roteiro encontrado no link da ufsc . Após a construção dos modelos, 4 será utilizando o livro didático que apresenta infomações sobre constituição dos planetas, atmosfera, ação gravitacional em sua superfície, quantidade de satélites que possuem, temperatura média, entre outras informações. Portanto, uma discussão que identifica as condições necessárias para que tenhamos vida no planeta Terra, em comparação aos outros planetas, também será realizada.
Recursos didáticos: roteiro da atividade, considerando os dados no link citado acima, livro texto, materiais para construção do planetário (cartolina, caneta hidrocor, régua, trena, barbante, tinta, etc. )
Avaliação: O trabalho como um todo será avaliado: pela sua construção, no uso
- 3 - disponível em <https://www.youtube.com/watch?v=uzyymnlMBM0>.
- 4 - disponível em <http://planetario.ufsc.br/o-sistema-solar/>.
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adequado das escalas, na criatividade, na identificação dos planetas no que se refere aos seus aspectos; pela interação dos grupos no trabalho em equipe e o envolvimento dos alunos com a atividade, identificado pelo comprometimento.
## AULA 4: Evolução dos modelos do Sitema Solar. Concepções históricas
Conteúdo: Evolução histórica da astronomia através dos tempos.
Objetivos específicos: Desenvolver a habilidade de pesquisa e de apresentação de resultados da mesma; identificar a evolução do pensamento humano e a relação exsitente entre os avanços das descobertas científicas e a formação das sociedades ao longo dos tempos, com seus hábitos, crenças, e culturas
Metodologias e estratégias: Está aula consistirá de seminários apresentados em PPT pelos alunos. A turma será dividida em grupos de cinco integrantes e será solicitado que cada grupo realize uma pesquisa que consiste da evolução histórica da astronomia, Cada grupo será responsável pela apresentação das concepções de Universo. A atividade será proposta na primeira aula, e deverá ser desenvolvida em horário extra classe. Sua apresentação após a aula 3 indicará que a concepção atual do Universo e do Sistema Solar sofreu inúmeras concepções. Após a apresentação, em ordem cronológica, será realizado um debate discutindo as questões apresentadas até o momento.
Recursos didáticos: Internet, livros e revistas científicas para a pesquisa e datashow para a apresentação.
Avaliação: A abrangência nas apresentações e a integração dos grupos serão avaliados. Durante o debate a avaliação da correlação das ideias apresentadas até o momento será avaliada num caráter formativo e reguldor.
## AULA 5: Cinemática Celeste
Conteúdo: Leis de Kepler
Objetivos específicos: Reconhecer o método científico e a formulação matemática apresentadas pelas leis de Kepler em função da observação e medidas experimentais realizadas. Interpretar o movimento das órbitas, segundo Kepler, relacionando os conceitos desenvolvidos na cinemática e na dinâmica. Relacionar estes movimentos com os fenômenos astronômicos como os dias e as noites, suas durações nos diferentes hemisférios e as estações do ano.
Metodologias e estratégias: Aula expositiva dialogada, mostrando as leis de Kepler, relacionado-as, a partir de indagações, com os conceitos de cinemática escalar, cinemática vetorial e da dinâmica. Utilizar as leis para verificar resultados destacados na aula 3, como a relação entre o raio médio das órbitas dos planetas e o período de translação.
Recursos didáticos: Livro texto, quadro de giz, datashow.
Avaliação: Nas indagações, será verificado a participação dos alunos e apropriação dos conhecimentos desenvolvidos nas aulas de cinemática e dinâmica. Os exercícios propostos identificarão o uso dos conceitos e leis na solução de problemas, o conhecimento na transformação de unidades e o uso das unidades astronômicas.
## AULA 6: Lei da Gravitação Universal
Conteúdo: Lei da Gravitação Universal
Objetivos específicos: Reconhecer e interpretar a lei da gravitação Universal; Identificar avanços tecnológicos em decorrência dessa lei; Verificar sua aplicabilidade quanto a explicações do movimento dos cometas, do efeito das marés, do movimento da lua e buracos negros. Conhecer e compreender a experiência de Cavendish. Compreender o
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caráter de uma lei de abrangência universal.
Metodologias e estratégias: Aula expositiva dialogada. Partindo dos resultados de Kepler, abordar historicamente as concepções para explicar o movimentos dos astros em torno do sol. Apresentar a lei da Gravitação Universal e utilizá-la para verificar a concordância com os resultados da cinemática celeste, utilizar-se de conceitos desenvolvidos na cinemática e na dinâmica, verificando o movimento de satélites em torno da Terra (Natural e artifical), especificamente os satélites geoestacionários. Utilizarse da lei da Gravitação Universal para identificar que a gravidade não é uma característica do corpo como era pensado, mas sim um campo.
Recursos didáticos: Livro texto, quadro de giz, datashow.
Avaliação: Nas indagações, será verificado a participação dos alunos e apropriação dos conhecimentos desenvolvidos nas aulas de cinemática e dinâmica. Os exercícios propostos identificarão o uso dos conceitos e leis na solução de problemas.
## AULA 7: Física Moderna - Relatividade Geral.
Conteúdo: Teoria da Relatividade Geral (introdução)
Objetivos específicos: Compreender a evolução do universo através do espaço e do tempo. Ler, interpretar e produzir textos envolvendo conceitos da física moderna e contemporânea usando a linguagem adequada.
Metodologias e estratégias: Utilizar TDC com as mesmas estratégias apresentadas na Aula 1, sem a última etapa (produção do Texto 3).
Recursos didáticos: TDC sobre Relatividade Geral desenvovido na disciplina de Temáticas Atuais no Ensino de Física da UFLA, vídeos (Teoria da Relatividade - O Tempo.avi 5 , Teoria de Relatividade - O Espaço.avi6, Da Relatividade ao Big Bang (A Saga do Prêmio Nobel), e Viagem no Tempo.
Avaliação: Produção do 'Texto 3' a partir do TDC e dos vídeos
## AULA 8: Avaliação Final
A avaliação terá dois momentos: Primeiro momento Dedate a partir de questões problematizadoras relacionadas aos diversos conteúdos desenvolvidos ao longo das sete aulas descritas acima, instigando que os alunos revelem seus conhecimentos de forma reflexiva, crítica e argumantativa. Segundo momento Resolver cinco questões, duas questões discursivas e três questões objetivas.
## Perspectivas e Conclusões
A unidade didática aqui exposta será desenvolvida no segundo semestre de 2014. Espera-se que através das estratégias consideradas, o aluno mantenha-se ativo no processo de ensino e aprendizagem e os recursos didáticos se mostrem potencialmente significativos, favorecendo a aprendizagem significativa dos conceitos da física, astronomia, astrofísica e cosmologia. Além disso, acreditamos que a escolha da abordagem e do tema desenvolvido desperte o interesse e envolva o aluno com a disciplina de Física como um todo, identificando-a como presente na construção humana e na sua vida cotidiana.
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Salientamos que a elaboração de uma unidade didática não é uma tarefa trivial. Começando pela clareza que devemos ter em relação aos objetivos da educação da escola e do ensino de Física. A compreensão e identificação com uma teoria de aprendizagem também é fundamental. A organização e a escolha dos conteúdos desenvolvidos exige um conhecimento amplo sobre o assunto como um todo e nas suas especificações. Com relação aos recursos didáticos, tivemos a grata satisfação de encontrarmos uma grande quantidade de trabalhos publicados em revistas e páginas da internet, alguns específicos para o ensino de ciência e outros das secretárias de educação dos estados brasileiros. Entretanto, faz-se necessário que as fontes sejam estudadas, desenvolvidas e assistidas para que as escolhas sejam as mais adequadas possíveis. A elaboração das avaliações formativas e final também requer grande dedicação, visto que visamos o alcance da aprendizagem e esta deve ser verificada numa perspectiva da aprendizagem significativa.
Conclui-se com os estudos realizados e o desenvolvimento dessa atividade a necessidade de utilizar-se unidades didáticas na organização das aulas. Seu uso orienta o professor em elaborar uma sequência didática, considerar o processo de ensino objetivando a aprendizagem do aluno, selecionar estratégias e recursos didáticos potencialmente significativos, considerar as avaliações adequadas aos objetivos que se deseja alcançar e deste modo, fazer do processo de ensino um processo com intencionalidade e com fundamentação, afastando da prática docente a simples intuição e o puro bom senso.
## Referências
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BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria da Educação Média e Tecnológica. Parâmetros Curriculares Nacionais + (PCN+) - Ciências da Natureza e suas Tecnologias . Brasília: MEC, 2002.
DAMIS, Olga Teixeira. Capítulo 5- Unidade Didática: Uma Técnica para a Organização do Ensino e da Aprendizagem. In: VEIGA, Ilma Passos Alencastro (Org.) Técnicas de ensino: Novos tempos, novas configurações. Campinas, SP; Papirus, 2006, p 105 -135, 2006.
GLEISER, Marcelo; Por que ensinar Física? Física na Escola , v. 1, n. 1, p. 4-5, 2000.
OSTERMANN, Fernanda; MOREIRA, Marco Antônio. Uma revisão bibliográfica sobre a área de pesquisa 'Física Moderna e Contemporânea no Ensino Médio'. Investigações em Ensino de Ciências , v.5, n. 1, p. 23-48, 2000.
MOREIRA, Marco Antônio. A Teoria da Aprendizagem Significativa de Ausubel. Teorias de Aprendizagem . 2.ed.São Paulo: EPU, 2011
RICARDO, Elio Carlos. Capítulo 2- Problematização e contextualização no ensino de Física. In: CARVALHO, Anna Maria Pessoa (Org.). Coleção Ideias da Física. São Paulo: Cengage Learning, 2010,p 28-47, 2010.
TERRAZZAM, E. A. e GABANA M. Um estudo sobre o uso de atividade didática com texto de divulgação científica em aulas de Física. 2003. Trabalho apresentado ao IV Encontro Nacional de Pesquisa em Educação em Ciências, Bauru-SP, 2003.
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Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.