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A CIÊNCIA DA ESCOLA E A CIÊNCIA DOS CIENTISTAS: A VISÃO DOS PROFESSORES

Eliana Priscila Cavalcanti De Brito, Alexandro Cardoso Tenório

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXI
Ano
2015
Data
27/01/2015
Linha de pesquisa
Seleção, Organização Do Conhecimento E Currículo
Tipo
Comunicação

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Texto completo

## A CIÊNCIA DA ESCOLA E A CIÊNCIA DOS CIENTISTAS: A VISÃO DOS PROFESSORES

## *Eliana Priscila Cavalcanti de Brito e Alexandro Cardoso Tenório 1 2

1 IFPE/Departamento de Ensino/Campus Belo Jardim, nana\_cila@yahoo.com.br 2 UFRPE/Departamento de Educação/actenorio@gmail.com

## Resumo

Muito se discute sobre a distância apreciada pela escola, entre os conteúdos científicos modernos e os conteúdos de sala de aula. Neste contexto, o presente artigo traz os resultados do recorte de uma pesquisa sobre a ciência contemporânea e a escola de nível médio, quando buscamos apresentar dados de um estudo qualitativo, voltado a compreensão de professores de ciências e matemática da rede pública, sobre os distanciamentos e aproximações entre a ciência 'dos cientistas' e a conhecida como ciência escolar. Diante da discussão em torno do papel da divulgação científica e sua relação com a escola para o fortalecimento do Ensino de Física e de Ciências, nosso trabalho, por meio de entrevistas e questionários, visa entender o que os professores investigados, entendem por ciência, focando na possível dicotomia entre as novas produções cientificas e os conteúdos escolares. Diante dos discursos coletados dos docentes, os resultados parecem indicar que uma certa aproximação entre a ciência escolar e aquela do cientista. Por outro lado, o desafio de colocar em prática esta relação extrapola o interior da sala de aula, revelando novas dimensões para a questão, como a organização da instituição 'escola' em seus modelos estabelecidos.

Palavras-chave : Professores, Cientista, Crise, Contemporaneidade.

## Introdução

No debate contemporâneo, as expectativas para o Ensino de Ciências apontam para uma formação crítica do cidadão, com a condição de se colocar de forma fundamentada, de realizar escolhas conscientes, diante das mudanças na sociedade. Dentre os diversos questionamentos, o distanciamento entre a ciência realizada pelos pesquisadores ou que permeia nosso mundo, e aqueles conteúdos científicos presentes nas instituições de ensino, tem sido alvo de expressivas pesquisas e estudos. Concordamos com Janerine e Lea (2011), quando afirmam que é na escola onde temos o principal intermédio entre a população e a ciência, destinando assim a sua função de nos tornar próximos dos avanços científicos. Para eles,

é na escola que, em muitos casos, há o primeiro contato entre o conhecimento científico e a criança nas aulas de ciências, ocorrendo grande fluxo de troca de informações. no ensino de ciências, a mediação entre ciência e educandos se dá pela inserção da reflexão sobre a história da ciência, levando a questionamentos sobre a empreitada científica, as motivações e controvérsias éticas no ramo, desenvolvendo o espírito investigativo dos estudantes (p. 02).

Percebe-se hoje que algumas escolas do país já demonstram uma preocupação em tornar o ensino médio mais atraente para o jovem, buscando relacionar seus conteúdos à realidade dos alunos. Além de experiências regionais, destacamos o Programa Ensino Médio Inovador (Ramos, 2011), que estimula

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26 a 30 de janeiro de 2015

mudanças no currículo escolar e atividades diferenciadas, que sejam atraentes aos alunos. Apesar dos esforços nas últimas décadas, como o ensino por competências e currículo integrado, ainda é muito presente no país a abordagem tradicional de ensino, com ênfase disciplinar e conteudista. Para Candotti (2002) existem três grandes impasses que prejudicam o trabalho da divulgação científica e a ciência 'dos cientistas' em sala de aula. Alertando para detalhes sobre a forma com que as inovações chegam à escola e como elas são trabalhadas, para ele:

A primeira diz respeito à necessidade de atualizar os conteúdos dos textos de ensino e à contribuição que os cientistas podem dar nesse sentido. A segunda expressa uma preocupação: os computadores entram nas escolas antes que a elas tenham chegado os microscópios. A terceira, finalmente, se refere à perseverante ausência do referencial local e cultural no ensino das ciências (CANDOTTI, 2002, p. 22)

Além do mais, na busca por possíveis caminhos para enfrentar esses impasses, é preciso levar em conta ainda os contextos políticos, econômicos e sociais nos quais cada escola se encontra, 'em outras palavras, não existem receitas prontas que sirvam a todos' (GUERREIRO, 2013, p. 4). Existe na literatura científica um expressivo conjunto de estudos que trazem e investigam as concepções de alunos e graduandos sobre ciência e seu ensino (AVANZI, et al., 2009; MELO e ROTTA, 2011; NASCIMENTO e CARVALHO, 2007; JANERINE e LEA, 2011). Por uma série de fatores, diante da grande responsabilidade que carrega, concordamos que para introduzir os jovens no mundo da ciência, entendemos que a perspectiva do professor ainda precisa ser mais estudada (HARRES, 1999; GUIMARÃES, ECHEVERRÍA, MORAES, 2006). E assim, no sentido de contribuirmos com uma maior compreensão da problemática aqui colocada, escolhemos centrar nossa investigação na visão que os professores fazem de seu trabalho com o ensino das ciências.

## Métodos

O presente trabalho parte de uma pesquisa maior, desenvolvida no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências (PPGEC), dissertação, intitulada 'A Ciência Contemporânea no Ensino Médio: Limites e Possibilidade' desenvolvida na Universidade Federal de Pernambuco (UFRPE). E neste recorte, buscamos compreender a visão dos professores de ciências, com relação às relações existentes entre a ciência dos cientistas e a ciência escolar. Para o presente trabalho, trazemos os resultados oriundos de um estudo de caso, de cunho qualitativo, junto aos professores, por meio de entrevistas (semiestruturadas) gravadas em áudio, com questões referentes à temática.

De uma escola da rede pública estadual da cidade de Paulista (PE), conquistamos o envolvimento de três docentes nesta fase de entrevista, professores das ciências naturais, que são indicados no texto por letras maiúsculas. Como em todo o processo da investigação maior, indicamos os professores pelas letras A, B, C, D e E, neste recorte, apenas três, dos cinco professores envolvidos no trabalho de mestrado, participaram, os docentes 'B, D e E'.

Nossa abordagem investigativa tem como elemento estruturador a reflexão entorno das diferentes mudanças percebidas pelos professores, dentro da escola,

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ao longo dos últimos anos. E ao longo da nossa interlocução com os professores, levantamos o questionamento: 'Há diferença entre os conteúdos da Ciência que está sendo realizada/descoberta no mundo e os conteúdos da escola? Quais? Por quê?'. Para fins de análise, buscamos identificar unidades de análises que emergiam, para compreender as visões dos docentes envolvidos. Para tanto, utilizamos a análise de conteúdo (BARDIN, 1977) para interpretar os resultados, organizados as unidades como aproximações e distanciamentos entre as diferentes posições dos sujeitos. Além disso, conforme veremos também, relacionamos os resultados encontrados nesta investigação, com outras pesquisas de mesmo gênero.

## Resultados

Das falas dos atores desta investigação, iniciamos a análise, com base no depoimento do professor E, como podemos perceber no seguinte trecho de uma das entrevistas, pautados na pergunta: Há diferença entre os conteúdos da Ciência que está sendo realizada/descoberta no mundo e os conteúdos da escola? Quais? Por quê?

Tem sim , porque a ciência ela é considerada como um estudo e sempre há uma renovação. Uma teoria que antes era aceita, hoje ela não é mais porque conhecem novos conteúdos em cima dela e é comprovado cientificamente, e isso é importante que o professor traga isto pra sala de aula . Na década de oitenta se trabalhava com essa situação e que hoje não estamos trabalhando desse mesmo jeito... Isso prova pro aluno que está sempre evoluindo. Então, pra você ter ideia na década de oitenta, o teste de paternidade era simplesmente uma questão do tipo sanguíneo, hoje já usamos o DNA, mais coisas, mais informações. Então, a ciência está comprovando, e estamos dispondo hoje de uma tecnologia mais avançada. E a gente tem que trazer isto pra realidade do aluno . Eu acredito que sim. Digo por mim, porque sempre trago, sempre tento informar , então quando trabalha, realmente, tem que mostrar pra o aluno (Professor E).

Aqui, fica evidente que para o docente E, não existem tantos distanciamentos entre a ciência do 'mundo' e aquela ensinada na escola. Inicialmente o professor traz uma afirmação com relação à pergunta, mais em seguida, aponta que em suas práticas a ciência de cunho mais contemporâneo permeia suas atividades. Também é possível perceber no diálogo do professor E, sua compreensão da ciência como um campo de estudo que se renova e que evolui, mutável. O professor ressalta ainda, a importância e necessidade de que as inovações científicas e tecnológicas alcancem os alunos, explicitando uma postura contemporânea e propositiva para o ensino de ciências.

Por outro lado, a ênfase do professor na necessidade de 'provar' para o aluno, nos permite inferir que o ensino de ciência é visto como um conjunto de verdades comprovadas. E nesse caso, uma educação em ciências, pautada em uma serie de verdades científicas (FOUREZ, 2003, MARTINS e SILVA, 2012), mesmo que sejam temporárias, corre o risco de se transformar em um ensino com pouca abertura para a perspectiva dos alunos, deixando de lado as críticas, indagações e considerações dos alunos, reduzindo a participação dos educandos no processo de aprendizagem científica.

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Em outro discurso, desta vez do professor B, vemos alguns elementos que se aproximam e que também, se distanciam das análises realizadas para o professor E, como vemos abaixo:

Na realidade tem sim . Há, digamos, que para atingir certo patamar , você precisa galgar um degrau . E tudo é relacionado aquele posto que você quer assumir, e está tudo relacionado com a primeiro degrau lá em baixo. Pra você ver, para o homem ir a lua necessita de quê? Movimento, resistência de alguma coisa, então a atmosfera terrestre é uma resistência que pra ele chegar a lua... Então, estamos falando de células tronco, e não tem tudo a ver com o corpo humano? (Professor B).

De um lado, vemos que os professores E e B concordam que existem diferenças entre a ciência escolar e a ciência pesquisada na atualidade. Mas por outro lado, na fala do professor B, fica evidente que para 'atingir certo patamar' e chegar à pesquisa científica avançada, como 'para o homem ir a lua' ou 'células tronco' é necessário aprender a ciência da escola, como por exemplo, os conhecimentos do 'corpo humano' ou do 'movimento, resistência de alguma coisa', desde o 'primeiro degrau lá em baixo', de modo sempre a 'galgar um degrau'.

E assim, enquanto professores E e B admitem que existe uma distância entre a ciência ensinada e a ciência pesquisada, é possível perceber que o primeiro professor tenta trazer os conteúdos científicos mais contemporâneos para a sala de aula, enquanto que o segundo, acredita que para chegar na ciência pesquisada fora da sala de aula é preciso começar pela base do conhecimento científico, ensinado na escola. Deixando transparecer o distanciamento entre a ciência escolar e a ciência do mundo.

Analisando outro diálogo das entrevistas com o professor D, observamos seu ponto de vista com relação à temática, conforme transcrito abaixo:

Há, há. São diferentes . Primeiro, que a escola, ela tá, voltada, meramente para passar informações . A escola, pelo menos eu não vejo, a escola instigar o aluno a pesquisar. A levantar um problema, a criar hipótese, vamos testar, ou seja, a escola está muito distante do que é verdadeiramente fazer ciência. A escola está como meramente transmissora de conhecimento, que vai passando ao longo das gerações. Mas pra despertar este aluno pra pesquisa, pra ele ... A escola está mais preparada até pra responder do que pra indagar (Professor D).

De um modo geral, o professor D reconhece que a ciência na escola é diferente da ciência realizada pelos pesquisadores. Mas, ao contrário dos colegas, traz uma visão mais crítica, a respeito dessa diferença, afirmando que a escola 'está muito distante do que é verdadeiramente fazer ciência'. É possível perceber a visão do professor sobre o papel que deveria ser adotado pela ciência no ensino médio, apontando que deveria 'instigar o aluno a pesquisar'. Ainda reforçando seu ponto de vista, o próprio professor D reforça:

O próprio aluno também, ele quer. Quando você começa a fazer 'o que é que você acha?' e joga o problema pra ele, joga uma situação, e... tenta

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buscar deles alguma resposta. (...) E a própria ciência, quando você vê a TV ou vai ler as reportagens, você vê tem coisas ali que não vem nos livros didáticos , tem temas que não aparecem no debate do dia-a-dia da escola , a não ser um aluno curioso que chega e diz 'ah professor eu vi esta reportagem no fantástico', aí pode levantar toda a discussão sobre o interesse de um grupinho. Mas está distante, acredito que está distante , principalmente para a realidade, eu acho, da nossa escola. Por isso que é aquilo que eu falei, tem que adaptar ! Porque a gente tem muita questão de drogas, de gravidez na adolescência, jovens que têm familiares... (Professor D).

Fica evidente que o ponto de vista do professor D aponta para um ensino que instiga o aluno a pensar, se posicionar 'e isso, o que é que você acha?', e especialmente quando defende que uma abordagem assim, atenderia as expectativas dos alunos, ao afirmar que 'O próprio aluno também, ele quer'. Além do mais, o docente também destaca 'tem coisas ali (TV ou reportagens) que não vem nos livros didáticos (...) não aparecem no debate do dia-a-dia da escola', revelando as dificuldades de uma escola, que se encontra desatualizada, mantendo pouca sintonia com a ciência na contemporaneidade (MARTINS, 2010; MARINHO, 2009).

Dentro desta perspectiva, o ensino de ciências, na escola, deveria favorecer a investigação e a pesquisa entre os alunos, na direção da formação do pensamento crítico, superando o paradigma de escola 'transmissora de conhecimento', voltada apenas para 'responder', muitas vezes perguntas feitas pela ciência, em contextos, pouco significativos para os alunos (GÜLLICH e SILVA, 2013; LEÃO, DAYRELL e REIS, 2011). Para o professor D, a ciência na escola precisa promover alunos que possam 'indagar', sugerindo inclusive, como estratégia formativa, o método científico (MOREIRA e OSTERMANN, 1993; NASCIMENTO e CARVALHO, 2007), pautado em 'levantar um problema', 'criar hipótese' e 'testar' soluções.

Por outro lado, o professor ao revelar que o ensino de ciências praticado na escola está distanciado da ciência, deixa entender que a 'questão de drogas, de gravidez na adolescência, jovens que têm familiares...', relativas às condições objetivas da escola ou dos estudantes dificultam o emprego de abordagens mais ativas para o ensino. Nesse sentido, o professor defende 'tem que adaptar!' para alcançar as necessidades dos alunos, buscando se aproximar das ciências praticadas na sociedade.

## Considerações Finais

Diante dos resultados trabalhados neste artigo é possível inferir alguns detalhes que parecem ser relevantes para a compreensão da visão dos professores sobre as aproximações e distanciamento entre a ciência dos pesquisadores e a ciência ensinada na escola. Primeiro no que diz respeito à concepção de ciência, é bastante claro que os professores compreendem e acompanham a ciência dos pesquisadores, as descobertas científicas. Embora alguns exemplos dados por eles possam não ser os mais atuais possíveis, os docentes fazem relações diretas entre temas contemporâneos e a sua disciplina, demonstrando convicção da proximidade entre eles.

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Também foi possível inferir na fala dos docentes, elementos que indicam que a ciência é vistam como um processo, em constante transformação, em oposição à crença que a ciência caminharia para alcançar alguma verdade absoluta. Afinal, o professor E admite, em outro momento, que a 'teoria que antes era aceita, hoje ela não é mais', defendendo ainda que o professor/escola precisa 'prova pro (provar para) aluno', no sentido de 'mostrar pra o aluno' que a ciência 'está sempre evoluindo'.

Quando analisamos os discursos sobre as suas posturas em sala de aula, percebemos uma contradição. Para um dos docentes, em sua prática, sempre busca trazer para sala de aula, conteúdos contemporâneos da ciência. Para outro, antes de entender os conteúdos científicos dos cientistas, faz-se necessário construir uma base de conhecimentos, à parte, que são os conteúdos da escola. E para o terceiro, mais do que trazer a contemporaneidade da ciência para dentro da sala de aula, seria interessante permitir que os alunos se envolvessem com a ciência através dos temas inovadores, instigando a pesquisa e o fazer científico no ensino médio.

E assim, como era esperado, diante dos diferentes sujeitos, com suas trajetórias acadêmicas e profissionais, os discursos apontam para diferentes abordagens para o ensino de ciências, na escola investigada. Enquanto uma parece mais tradicional, as outras duas se aproximam das orientações mais contemporâneas para o ensino de ciências. De certa maneira, um desafio se destaca, no que tange o trabalho com temas contemporâneos no ensino médio. Afinal, os discursos que ressaltam divergência com relação ao ensino da 'ciência dos cientistas', parecem indicar a ocorrência de algum grau de dicotomia entre concepções e prática declarada dos professores. Provavelmente, este estado de coisas, é resultante do cenário de desconforto ou crise que se abate no ensino de ciências, o que exige dos diferentes sujeitos da escola, para sua superação, readaptações (FOUREZ, 2003). Entretanto, é possível perceber também que a distância entre estas 'duas' ciências já não se apresenta tão rígida na visão destes docentes, apontando caminhos de aproximação, desde que as condições objetivas e os interesses dos alunos não sejam ignorados.

Também é interessante destacar o reconhecimento que os temas científicos do cotidiano ou da vida não são oriundos exclusivamente dos livros didáticos, mas emergem das diferentes mídias, sejam elas televisivas, ou computadores e suas redes sociais. Diante do quadro colocado, a adoção exclusiva de um ensino de ciências rígido, disciplinar e conteudista, têm sido fortemente questionada, pois deixa pouco espaço para as inquietações, interesses e saberes dos alunos. Dessa forma, diante das aproximações e distanciamentos, entre os desafios que se colocam para a educação científica, encontra-se a necessária interlocução entre as instituições formadoras (inicial ou continuada) e as escolas de ensino médio, no sentido de reconhecer as escolhas didáticas e autonomia dos professores, fortalecendo assim o envolvimento significativo dos alunos para a construção de um ensino de ciências que faça sentido em pleno século XXI (MARTINS, 2003) marcado pela natureza complexa e interdisciplinar, pelas dimensões, científica e humana, dos problemas da contemporaneidade.

## Referências

AVANZI, M. R. et al. Concepções sobre a Ciência e os Cientistas entre Estudantes do Ensino Médio do Distrito FederaIn: VIII Encontro Nacional de Pesquisa em

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Ensino de Ciências. 8, 2011, Campinas. Anais . São Paulo: ABRAPEC, 2011, p. 113.

BARDIN, L. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 1977.

CANDOTTI, E. Ciência na Educação Popular. In: BRITO, F.; MASSARANI, L; MOREIRA; I. C. (Orgs.). Ciência e público: caminhos da divulgação científica no Brasil. Rio de Janeiro: Casa da Ciência/UFRJ, 2002. p. 15-24.

FOUREZ, G; Crise no ensino de ciências? Investigações em Ensino de Ciências: Rio Grande do Sul, v. 8, n.2, p. 109-123, 2003.

GUIMARÃES, G. M. A.; ECHEVERRÍA, A. R.; MORAES, I. J. Modelos didáticos no discurso de professores de ciências. Investigações em Ensino de Ciências: Rio Grande do Sul, v. 11, n. 3, p. 303-322, 2006.

GÜLLICH, R. I. C. e SILVA, L. H. A. O enredo da experimentação no livro didático: construção de conhecimentos ou reprodução de teorias e verdades científicas?Revista Ensaio: Belo Horizonte, v.15, n. 02, p. 155-167, maio-ago de 2013.

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JANERINE, A. S.; LEA, M. C. Visões sobre Ciência, Cientista e Método Científico entre os Licenciandos em Química da Universidade Federal de Lavras. In: VIII Encontro Nacional de Pesquisa em Ensino de Ciências. 8, 2011, Campinas. Anais . São Paulo: ABRAPEC, 2011, p. 1-13.

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