O Ensino de Física para alunos com Deficiência Visual na Educação de Jovens e Adultos na Rede Pública de Minas Gerais.
Maria Do Carmo De Andrade Junqueira Grossi, Helena Libardi
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XXI
- Ano
- 2015
- Data
- 27/01/2015
- Linha de pesquisa
- Materiais, Métodos E Estratégias De Ensino De Física
- Tipo
- Comunicação
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Texto completo
## O ENSINO DE FÍSICA PARA ALUNOS COM DEFICIÊNCIA VISUAL NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS DA REDE PÚBLICA ESTADUAL DE MINAS GERAIS
Maria do Carmo de Andrade Junqueira Grossi 1 , Helena Libardi 2
1 UFLA/MNPEF-SBF/E. E. Américo Dias Pereira, agrossi@uaivip.com.br 2 UFLA/DEX, hlibardi@dex.ufla.br
## Resumo
O ensino de Física para alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) costuma ser um desafio. A presença de alunos com deficiência visual nesta modalidade de ensino aumenta ainda mais este desafio. Quando pensamos no ensino de EJA para alunos com deficiência visual notamos que ainda não estamos preparados para receber este aluno. Os currículos adotados e os materiais didáticos e linguagem tradicionais não são adequados para este aluno. Neste trabalho apresentamos como proposta promover um ensino de Física que atenda e valorize o potencial dos alunos com deficiência visual na EJA. Esta proposta contempla a elaboração de um plano de ensino adaptado para o aluno com deficiência visual e material didático escrito em tinta, formato eletrônico e Braille para as três séries semestrais da EJA. O trabalho teve início no ano letivo de 2014, numa turma de primeira série de EJA e se estenderá pelos dois semestres letivos desta modalidade de ensino Pelo . que já foi desenvolvido no primeiro semestre, uma sequência didática sobre 'Hidrostática e suas aplicações', e o que está sendo desenvolvido no segundo semestre, uma sequência didática sobre 'Termodinâmica', pode-se notar que o ensino de Física está se concretizando, atendendo e valorizando esses alunos. Espera-se que ao término da aplicação desta proposta os alunos beneficiados com este tipo de ensino de Física se tornem cidadãos contemporâneos, atuantes e solidários, com instrumentos para compreender, intervir e participar da realidade.
Palavras-chave : Ensino de Física; Material didático; Deficiência Visual; Educação de Jovens e Adultos.
## Introdução
Ensinar Física para alunos do Ensino Médio regular já é uma tarefa difícil. A dificuldade aumenta quando tratamos com alunos com deficiência visual na Educação de Jovens e Adultos (EJA) em nível de Ensino Médio.
Essa é uma preocupação da escola da rede estadual de Minas Gerais onde esta proposta está sendo desenvolvida. Esta escola tem mais de oitenta anos de existência. Nestes seus longos anos de atividade ela vem procurando promover um ambiente escolar com interesses sociais mais justos, democráticos e solidários. Os professores desta escola pensam e fazem educação, e esta educação envolve um processo de produção e criação de conhecimentos de forma individual ou coletiva. Os professores incentivam a participação dos alunos em Olimpíadas de Matemática, Astronomia e Astronáutica e de Física, em feiras e em mostras científicas, propõem e desenvolvem projetos, gincanas e concursos literários.
Em todos estes anos a escola já prestou atendimento a diversos alunos, entretanto, apenas agora ela conta com a presença de alunos com deficiência visual. Nosso novo desafio é promover um ensino inclusivo para alunos com e sem deficiência visual que estudam na EJA. Esta proposta de trabalho visa à inclusão destes alunos nas aulas de Física da EJA.
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26 a 30 de janeiro de 2015
## Referencial Teórico
A inclusão já é um fato dentro da educação brasileira, sendo um direito garantido pelas Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais da Educação Básica (BRASIL, 2013a). O ensino inclusivo é um ensino para todos, respeitando as diferenças.
Ao aluno com deficiência é garantida por lei uma educação inclusiva (BRASIL 1989). Pela Declaração de Salamanca (UNESCO, 1994) a educação inclusiva deve ser oferecida tanto para as crianças quanto para jovens e adultos cujas necessidades educacionais decorrem de sua capacidade ou de suas dificuldades de aprendizagens. O princípio norteador do atendimento inclusivo de nossa escola segue o que está presente na Declaração de Salamanca
as escolas devem acolher todas as crianças, independentemente de suas condições físicas, intelectuais, sociais, emocionais, linguísticas ou outras. Devem acolher crianças com deficiência e crianças bem dotadas; crianças que vivem nas ruas e que trabalham; crianças de populações distantes ou nômades; crianças de minorias linguísticas, étnicas ou culturais e crianças de outros grupos ou zonas desfavorecidas ou marginalizadas (UNESCO, 1994)
O aluno com deficiência deve aprender junto com os outros alunos sem deficiência, pois é através das interações e trocas que ocorrem entre eles que o desenvolvimento cognitivo, afetivo e social é estimulado. Para um bom desenvolvimento cognitivo do aluno com deficiência visual, a linguagem tem um papel muito importante.
No processo de ensino-aprendizagem de alunos com deficiência visual os materiais didáticos utilizados precisam ser adaptados para a sua deficiência. Para esta adaptação devemos ter em mente que estes alunos podem ter acesso à leitura e à escrita através do uso do sistema Braille, livros sonoros, ledores e ou softwares com síntese de voz, aos cálculos através do sorobã, às imagens através de audiodescrição, figuras feitas em thermoform, entre outras adaptações (SÀ e colaboradores, 2007).
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional promoveu um processo de mudança no sistema educacional brasileiro e uma delas foi o fato de que educação especial passou a ser considerada como '[...] a modalidade de educação escolar, oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para educandos portadores de necessidades especiais' (BRASIL, 2013b). Esta lei reforçou a necessidade de o professor estar preparado e com recursos adequados para um melhor atendimento às diversidades e para a compreensão dos alunos. O artigo 59 desta lei, que especifica a forma de atendimento aos alunos com necessidades especiais, diz
Os sistemas de ensino assegurarão aos educandos com necessidades especiais: I - currículos, métodos, técnicas, recursos educativos e organização específica, para atender às suas necessidades (BRASIL, 2013b);
Falaremos da educação inclusiva na Educação de Jovens e Adultos (EJA).
O conceito de EJA, no contexto das discussões mundiais atuais, tem como referência básica o reconhecimento do 'Direito à Educação' e do 'Direito a Aprender por toda a Vida', expressos na Declaração de Hamburgo sobre a EJA (UNESCO, 1999). A Declaração coloca essa modalidade de ensino na perspectiva de um conceito de educação voltado para a formação da cidadania.
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De acordo com Reorientação Curricular EJA (BRASIL, 2006), a EJA é uma modalidade de ensino da Educação Básica que procura promover o desenvolvimento de todas as pessoas. Ela permite que adolescentes, jovens, adultos, pessoas com deficiência em geral e idosos possam atualizar os conhecimentos, mostrar suas habilidades e ter acesso a novos tipos de trabalho e a cultura. A EJA tem como função uma 'qualificação'. Esta função de 'qualificação' proposta pela EJA quer propiciar aos alunos que lá frequentam a adquirir um aprendizado útil à vida e ao trabalho. Ela é destinada aos jovens e adultos que não tiveram acesso no Ensino Fundamental e no Ensino Médio. Os cursos presenciais da EJA (Ensino Médio) são oferecidos nas escolas estaduais, com duração de um ano e meio, organizados em três períodos semestrais. Ela é uma forma encontrada pelos jovens e adultos de promover uma melhoria na sua forma de comunicação, de conscientização, de aprender com o outro e de se destacar (BRASIL, 2013a).
As práticas pedagógicas necessárias na educação de jovens e adultos devem ser pautadas na resolução de problemas, no uso de diferentes estratégias metodológicas para a aprendizagem dos conteúdos, na aprendizagem significativa tomando por base os conhecimentos prévios dos alunos, na experimentação e na interação entre aluno-aluno e aluno-professor.
Definir as formas inclusivas de ajudar os alunos, por parte da escola, é a forma necessária para o atendimento dos objetivos desta proposta. Podemos citar o apoio necessário para a implantação de salas de recursos multifuncionais, a formação continuada de professores para o atendimento educacional especializado, a formação de gestores, educadores e demais profissionais da escola para a educação inclusiva, a adequação arquitetônica de prédios escolares e a elaboração, produção e distribuição de recursos educacionais para a acessibilidade.
Nossa escola esta implementando uma sala de recursos multifuncionais para o atendimento dos alunos com deficiências. Esta sala recebe o nome de 'sala do AEE' e a sua função é atender aos critérios estabelecidos, de modo a operacionalizar o disposto no decreto nº 6571 (BRASIL, 2008), que são: a obrigatoriedade da matrícula dos alunos, público-alvo da Educação Especial, na escola comum de ensino regular; a oferta do atendimento educacional especializado - AEE e a inclusão do AEE no projeto pedagógico da escola da rede regular de ensino.
## Metodologia
Nosso objetivo é utilizar um modo de ensinar que ajude tanto os alunos com deficiência visual como os alunos sem deficiência do EJA a compreender melhor os conteúdos da disciplina de Física. Para isso a proposta é elaborar um plano de ensino adaptado para o aluno com deficiência visual e produzir material didático escrito em tinta, eletrônico e em Braille para as três séries semestrais da EJA. O material didático que está sendo elaborado é baseado na Reorientação Curricular EJA (BRASIL, 2006) e na Proposta Curricular de Física do Reinventando o Ensino Médio do estado de Minas Gerais (MINAS, 2012).
Para compor este material didático propomos alguns experimentos simples, pois se sabe que a experimentação desempenha um papel importante na construção do conhecimento físico.
- O material didático escrito em Braille está sendo produzido pelo CAP Centro de Apoio Pedagógico (CAP, S/D) da cidade de Três Corações. A função do
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- CAP é promover a inclusão social de alunos com deficiência visual em escolas regulares e quebrar os preconceitos. Este centro oferece um serviço de apoio pedagógico e uma suplementação didática aos alunos com deficiência visual inseridos no ensino regular. Também ajuda as pessoas com deficiência visual que nunca frequentaram a escola a ter acesso ao ensino. Oferece um atendimento especializado, como por exemplo, a produção de livros em braile, digital e diversos cursos para melhorar a vida das pessoas com deficiência visual.
- O tempo para o ensino de Física na EJA é curto. Sendo assim, é necessário realizar uma seleção de conteúdos mínimos, que preserve os elementos fundamentais necessários para a compreensão do universo físico e a sua relação com outras disciplinas. Para a seleção dos conteúdos mínimos temos que levar em conta: o nível sociocultural, as condições de acessibilidade, as bibliotecas, a informatização e outros meios de comunicação aos quais os alunos têm acesso. Esta seleção vai priorizar um tratamento qualitativo da formação em Física, onde os conceitos serão apresentados de forma fenomenológica e as fórmulas e expressões matemáticas serão usadas para sintetizá-los(BRASIL, 2006). Esta seleção de conteúdos mínimos ajuda muito na elaboração do plano de ensino.
- O plano de ensino elaborado tem como foco as teorias de aprendizagem que buscam reconhecer a dinâmica envolvida nos atos de ensinar e aprender. A teoria estudada e analisada para a elaboração do plano de ensino foi a de Vygotsky.
- Alguns princípios da teoria de Vygotsky serão levados em conta na elaboração do plano de ensino e nas atividades pedagógicas que serão desenvolvidas junto aos alunos com e sem deficiência visual da EJA. A teoria de Vygotsky (BRASIL, 2006) e baseia na noção de aprendizado construtivista, que se fundamenta em alguns princípios. Os princípios desta teoria que norteiam a elaboração do plano de ensino e as práticas pedagógicas são:
tarefas da vida real para que o educando possa entender a aplicabilidade do que aprendeu e possa daí inferir suas implicações para a vida; justificativas para todas as tarefas, além se situá-las em um contexto mais amplo, para que o educando possa entender o porquê e o para que da atividade, generalizando para um contexto mais global e amparo constante para que o educando não se sinta solto ou isolado (BRASIL, 2006).
- O plano de ensino elaborado procura dar uma visão contextualizada da Física com o objetivo de despertar o interesse do aluno. Para realizar este propósito o ensino de Física vai procurar associar a cada conceito, as ações e os acontecimentos do cotidiano, de modo a ajudar o aluno a interiorizar de forma concreta, ideias e conceitos científicos no seu modo de pensar o mundo. A interdisciplinaridade se faz presente na elaboração do plano de ensino, pois sabemos que para o aluno conceitos e informações só fazem sentido se conseguem explicar questões e resolver situações problemas.
- O plano de ensino para o primeiro ano da EJA, que foi desenvolvido no primeiro semestre de 2014, seguiu a proposta do curricular do estado de Minas Gerais (MINAS, 2012). O plano inicia com conceitos de Energia, tratando de diversos tipos de energia e fontes de energia, o sol como fonte de energia, vantagens e desvantagens das diversas fontes de energia. Seguindo temos conceitos de transferência, transformação e conservação de energia, princípios de conservação da carga e massa. Ao trabalhar com as energias mecânicas (cinética, potencial gravitacional e elástica) são introduzidos os conceitos de movimento, como
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velocidade e aceleração e suas unidades. A seguir são apresentadas as Leis de Newton e o movimento uniforme e uniformemente variado, conceito de força e força resultante, diferença entre massa e peso. Os próximos conceitos abordados são quantidade de movimento e impulso e o princípio de conservação da quantidade de movimento. Com os conceitos de hidrostática (densidade, pressão, pressão hidrostática, teorema de Stevin, Princípio de Pascal, Princípio de Arquimedes e Empuxo), encerra-se o plano para o primeiro ano da EJA.
As estratégias didáticas usadas para vencer os conteúdos propostos no plano de ensino para o primeiro ano da EJA constaram de aulas expositivas com esquemas no quadro para os alunos videntes da turma; aulas digitadas enviadas via e-mail e material impresso em Braille para os alunos com deficiência visual; realização de experimentos simples, em sala de aula, com a participação dos alunos com e sem deficiência visual. Foi elaborada também uma sequência didática sobre o tema 'Hidrostática e suas aplicações' para os alunos com e sem deficiência visual.
Cabe destacar que a utilização do e-mail como forma de comunicação com os alunos possibilitou que os mesmos recebessem o material digitalizado antes da realização das aulas, possibilitando a reflexão e o destaque para as dúvidas previamente, favorecendo a participação ativa dos alunos durante as aulas.
- O plano de ensino para atender os alunos com e sem deficiência visual da EJA deve ser variado, respeitar a diversidade, as manifestações regionais e a cultura popular. Quanto ao Ensino de Física para alunos com deficiência visual, este deve ser realizado com alguns cuidados. Estes cuidados são a criação e adaptação de materiais e equipamentos que possam ser percebidos pelos outros sentidos (tato ou audição) e o uso de materiais de apoio em Braille, gráficos em alto relevo e calculadora que fale, por exemplo. Devemos ter o cuidado de tocar nas mãos dos alunos com deficiência visual quando necessário para complementar alguma explicação.
Os experimentos simples que serão usados com os alunos com e sem deficiência visual são de baixo custo e fácil realização em sala de aula. Estes experimentos, embora simples, possuem um diferencial, que é o uso do tato e/ou da audição para promover a compreensão e o aprendizado do aluno com deficiência visual em Física.
Uma atividade didática usada com alunos sem e com deficiência visual na EJA, no ensino de Física, é a produção de textos. Sabe-se que a produção de texto ajuda na estruturação da linguagem e do pensamento, desperta a imaginação e a criatividade, além de permitir a interação e o contato com os códigos de expressão escrita e oral. Os alunos com deficiência visual produzem seus textos no notebook adaptado para eles e enviam para o e-mail dos professores.
Cabe destacar que a utilização do e-mail como forma de comunicação com os alunos possibilitou que os mesmos recebessem o material digitalizado antes da realização das aulas, possibilitando a reflexão e o destaque para as dúvidas previamente, favorecendo a participação ativa dos alunos durante as aulas.
Nosso trabalho caracteriza-se como uma pesquisa qualitativa descritiva aplicada. Como ferramentas de coleta de dados usaremos relatos, entrevistas, filmagens, fotos e e-mails.
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A partir da experiência do professor e dos alunos com deficiência visual procuramos obter informações significativas que servirão de base sobre 'como ensinar física para deficientes visuais na EJA'.
## Resultados e discussões
Este trabalho teve início no ano letivo de 2014, numa turma de primeira série de EJA de uma escola da rede pública estadual de Minas Gerais, na cidade de Três Corações e se estenderá pelos dois semestres letivos desta modalidade de ensino.
Já pudemos observar que o uso de e-mail para enviar os conteúdos que serão trabalhados nas aulas seguintes para os alunos com deficiência visual auxilia no andamento da aula, pois podem ouvir a aula com antecedência em casa utilizando um programa sintetizador de voz. Com esta estratégia eles participam mais ativamente em aula na sala, como por exemplo, dando respostas aos questionamentos feitos a eles e aos outros alunos videntes desta sala de EJA. Este mesmo material está sendo reproduzido em Braille no CAP da cidade de Três Corações. Até o momento já foram impressos em Braille os conteúdos de energia, leis de Newton e hidrostática.
Os experimentos simples do conteúdo Hidrostática, também contribuíram para que os alunos da EJA com e sem deficiência visual compreendessem bem os conceitos físicos presentes nestes experimentos.
Os professores que atuam junto a esses alunos com deficiência visual na escola pesquisada estão se sentindo mais confortáveis com esta forma de atendimento prestada. Aos poucos a interação professor/aluno tem se consolidado de forma muito positiva.
## Referências
BRASIL. MEC, SEB, DICEI, Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais da Educação Básica. Brasília: MEC, SEB, DICEI, 2013 a. Disponível em < http://bd.camara. gov.br/bd/bitstream/handle/bdcamara/2762/ldb\_8.ed.pdf?sequence=1>. Acesso em 13/06/2014.
BRASIL. Casa Civil. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Alterada em 04/04/2013 . Brasília: Casa Civil, 2013b. Disponível em < http://bd.camara.gov. br/bd/bitstream/handle/bdcamara/2762/ldb\_8.ed.pdf?sequence=1 >. Acesso em 13/06/2014.
BRASIL. Casa Civil. Decreto nº 6.571, de 17 de Setembro de 2008. Brasília: Casa Civil. Disponível em < http://www.planalto.gov.br/ccivil\_03/\_ato2007-2010/ 2008/Decreto/D6571.htm>. Acesso em 13/06/2014.
BRASIL. MEC, SECADI. Reorientação Curricular Educação de Jovem e Adulto Ensino Médio. 2006. Brasília: MEC, SECADI. Disponível em: <http://www. conexaoprofessor.rj.gov.br/downloads/LIVROVI\_EJA\_medio.pdf> Acesso em 13/06/2014
BRASIL. MEC/SEESP. Lei n. 7853/89. 1989. Brasília: SEESP Disponível em: <http:// portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/lei7853.pdf>. Acesso em 13/06/2014.
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## XXI Simpósio Nacional de Ensino de Física - SNEF 2015
- CAP. Centro de Apoio Pedagógico para Atendimento às Pessoas com Deficiência Visual. S/D. Disponível em < http://intervox.nce.ufrj.br/ ~abedev/sintese\_projeto\_ cap.html>. Acesso em 13/06/2014.
MINAS. SEE-MG. Readequação do CBC de Física à estrutura curricular do Reinventando o Ensino Médio. 2012. PANZERA, A. C.; GOMES, A. E. Q.; MOURA, D. G. (Org.) Belo Horizonte: SEE-MG. Disponível em: <http://crv. educacao.mg.gov.br/sistema\_crv/index2. aspx??id\_objeto=23967>. Acesso em 13/06/2014.
- SÁ, E. D.; CAMPOS, I. M.; SILVA, M. B. C. Atendimento Educacional EspecializadoDeficiência Visual. 2007. Disponível em <http://portal.mec.gov.br/seesp/ arquivos/pdf/aee\_dv.pdf>. Acesso em 13/06/2014.
UNESCO. SESI/UNESCO. Conferência Internacional sobre a Educação de Adultos. Declaração de Hamburgo: Agenda para o futuro. Brasília: SESI/UNESCO. 1999. Disponível em < http://unesdoc.unesco.org/images/0012/001297/ 129773porb.pdf>. Acesso em 13/06/2014.
UNESCO. Declaração de Salamanca sobre Princípios, Política e Práticas na Área das Necessidades Educativas Especiais 1994. UNESCO, 1994. Disponível em < http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/salamanca.pdf>. Acesso em 13/06/2014.
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