ENSINO DE ONDAS SONORAS/POLUIÇÃO SONORA UTILIZANDO O APARELHO CELULAR COMO FERRAMENTA DE APOIO
Jeremias Ferreira Da Costa, Sergio Camargo, Christiane Gioppo
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XXI
- Ano
- 2015
- Data
- 27/01/2015
- Linha de pesquisa
- Processos Cognitivos De Ensino E Aprendizagem Em Física
- Tipo
- Comunicação
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Texto completo
## ENSINO DE ONDAS SONORAS/POLUIÇÃO SONORA UTILIZANDO O APARELHO CELULAR COMO FERRAMENTA DE APOIO
## TEACHING OF WAVES SOUND/NOISE USING MOBILE PHONE AS A TOOL TO SUPPORT
1 COSTA, Jeremias Ferreira da, CAMARGO, Sergio, GIOPPO, Christiane 2 3 1 SEED/UFPR, Mestrando do Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciência e em Matemática/Secretaria de Estado de Educação (SEED-PR)/ Bolsista do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação a Docência (PIBID). jeremias.costa@hotmail.com ;
2 UFPR, Depto de Teoria e Prática de Ensino (DTPEN) - Setor de Educação - UFPR, sergiocamargo@gmail.com ;
3 UFPR, Setor de Educação - UFPR, cgioppo@yahoo.com
## Resumo
A partir de alguns incômodos e dificuldades em lidar com a situação de uso do Aparelho Celular na sala de aula por estudantes do Ensino Médio, propus uma sequência didática que utilizou o celular como ferramenta de apoio ao ensino de ondas sonoras relacionando com poluição sonora. Realizei uma pesquisa em congressos da área de ensino: EPEF - Encontro de Pesquisa e Ensino de Física, ENPEC - Encontro Nacional de Pesquisa e Ensino de Ciências, EPEA - Encontro de Pesquisa em Educação Ambiental, TICEDUCA - Congresso Internacional TIC e Educação, para investigar se havia discussões utilizando o celular como ferramenta de apoio ao ensino ou sobre os perigos para saúde auditiva de ouvir música em volume alto nos fones auriculares conectados no Aparelho Celular. Após a pesquisa preparei uma sequência didática sobre ondas sonoras com objetivo de apresentar os efeitos destas ondas no meio em que se propaga relacionando com poluição sonora e saúde auditiva. Um questionário foi aplicado para verificar qual a porcentagem de estudantes que possuem Aparelho Celular e leva para o ambiente escolar e algumas aferições foram realizadas a fim de investigar qual a intensidade de decibéis (dB) que os estudantes ouvem músicas nos fones auriculares conectados ao Aparelho Celular e relacionei com ondas sonoras. A sequência didática ficou composta de nove atividades onde de pretendia aproximar e conscientizar os estudantes sobre os possíveis malefícios que a alta intensidade sonora pode causar nos ouvidos. Verifiquei que apenas uma sequência didática não é suficiente para que os estudantes façam apropriação do conteúdo de ondas sonoras, necessitando de mais estudos e sequências didáticas de forma que os estudantes façam aproximação do ensino de acústica com a saúde auditiva.
Palavras-chave : Ondas Sonoras, Aparelho Celular, Ensino-Aprendizagem.
## Abstract
From some annoyances and difficulties in dealing with the situation of use of the Mobile Handset in the classroom for high school students, I proposed a learning sequence that used the phone as a teaching support tool relating to sound waves with noise pollution. Conducted research at conferences in the area of education: EPEF - Meeting for Research and Education in Physics, ENPEC - National Meeting
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26 a 30 de janeiro de 2015
on Research and Science Education, EPEA - Meeting for Research in Environmental Education, TICEDUCA - International Conference ICT and Education, to investigate had discussions using the phone as a teaching support or hearing about the dangers of listening to loud music on headphones plugged into Mobile Handset health tool. After research prepared a didactic sequence of sound waves in order to test the effects of these waves in the medium in which it propagates relating to noise pollution and hearing health. A questionnaire was used to determine the percentage of students with Mobile Handset and leads to the school environment and some measurements were performed in order to investigate the intensity of decibels (dB) that students listen to music on headphones connected to the Mobile Handset and relate it to sound waves. The instructional sequence was composed of nine activities which wanted to reach out and educate students about the potential harm that high sound levels may cause ears. Found that only a teaching sequence is not sufficient for students to take ownership of the contents of sound waves, requiring further studies and instructional sequences so that students do approach teaching with acoustic hearing health.
Keywords : Sound Waves, Mobile Handset, Teaching and Learning
## Incômodo inicial
Mídia completa, o Aparelho Celular tornou-se uma tecnologia avançada como meio de comunicação, agregando em um mesmo aparelho as funções de rádio, máquina fotográfica, filmadora, gravador de voz, internet, áudio, permitindo ouvir música horas e horas. O uso desta tecnologia para ouvir música pelos estudantes do Ensino Médio pode contribuir para a aprendizagem de ondas sonoras, assim como vincular aspectos de uso do Aparelho Celular para ouvir música e ondas sonoras para ensinar física? Busquei nos anais de alguns congressos importantes no ensino de ciências e tecnologia, ENPEC, EPEF, TICEDUCA e EPEA com palavras chave: onda, ondas sonora, ruído, poluição sonora, celular, para delimitação do problema para verificar como o Aparelho Celular pode ser utilizado como ferramenta de apoio ao ensino.
FONTE: O AUTOR (2013)
No levantamento, seis trabalhos foram localizados e destes um é de nossa autoria. O (EPEF) e o (ENPEC) são dois eventos de grande importância na pesquisa da área de ensino de Física e Ciências no Brasil, e apenas seis trabalhos foram localizados nestes eventos sobre poluição sonora ou ondas sonoras. No entanto, a maior surpresa foi não ter localizado no EPEA nenhum trabalho sobre poluição sonora, assim esta não parece ser uma preocupação dos pesquisadores da área ambiental, mesmo que o problema da poluição sonora, tão presente na sociedade contemporânea, seja cada vez mais significativo na vida das pessoas e especialmente para saúde dos estudantes e professores, o que reforça a importância deste trabalho.
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O objetivo deste trabalho foi utilizar alguns recursos midiáticos e o Aparelho Celular com as música que os estudantes ouvem com os fones auriculares para leva-los a uma reflexão dos efeitos que as ondas sonoras causam no meio que se propaga relacionando com a audição.
## REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
Na revisão da literatura mostra que o Aparelho Celular pode ser usado como ferramenta de apoio do ensino, independente da área, uma vez que os estudantes tem acesso a esta tecnologia de forma facilidade, assim quando contextualizado com ondas sonoras propagada nos fones auriculares das músicas que os estudantes ouvem, pode ser usado como um recurso de apoio ao ensino e a aprendizagem de física.
Para subsidiar esta discussão Hall (2007) traz a ideia de cultura que é usada para descrever um modo de vida, suas formas de pensar, sentir e atuar, que são assimiladas por grupos humanos. Estas ações relativas ao comportamento são determinadas pela cultura estabelecida no contexto em que esses humanos estão inseridos. Hall (2007) explica a grande expansão do conceito de cultura e o que está associado a ele, constituindo todos os aspectos da vida social.
Moura et al (2010) falam que usar o Aparelho Celular relacionando com o ensino requerem novos contextos e estratégias de aprendizagem, sendo a escola um pilar no seio das revoluções sociais que atualmente as tecnologias móveis ao tornaremse parte integrante das vidas de todos nós, em particular, das gerações mais novas, estão a moldar as nossas e a abrir novas possibilidades. As autoras utilizaram as tecnologias móveis para melhorar o processo de ensino e de aprendizagem, envolvendo e motivando os alunos dentro e fora da sala de aula. As estratégias de ensino aconteceram utilizando o Aparelho Celular. Concluíram que ensinar utilizando o Aparelho Celular como recurso pedagógico teve algum impacto na aprendizagem, pois envolveu os estudantes nas atividades e na mudança de opinião sobre a escola e dos estudos. Desta forma o Aparelho Celular pode ser integrado em diferentes atividades de aprendizagem, podendo vir a ser fonte de motivação dos alunos pela escola e no processo de ensino e aprendizagem nos conteúdos de física.
Santos et al (2012) os autores investigaram a convergência tecnológica em sala de aula, na forma não sistematizada na qual é pouco explorada. O objetivo do trabalho foi realizar uma revisão bibliográfica desta temática apontando tanto as principais questões tratadas quanto questões em aberto. Todos os artigos têm seus objetos de estudo focados exclusivamente na sala de aula envolvendo a vida interna e externa à universidade. Concluíram que, após investigar o uso das tecnologias móveis na sala de aula, o desenvolvimento de algumas atividades muda o comportamento e melhora a aprendizagem dos estudantes.
Por outro lado, Bastos e Mattos (2008) relacionaram tópicos de física e com a saúde auditiva focando nos riscos do uso incorreto dos aparelhos auriculares como MP3, MP4 e IPOD, que são utilizados sem a orientação devida sobre intensidade sonora, o que causa malefícios à saúde auditiva e a perda permanente da audição. Na sociedade moderna o barulho intenso está presente em vários setores de trabalho e mesmo em locais de lazer. A pesquisa mostrou que os conhecimentos da física podem servir como critérios que contribuam para uma vida saudável, abordaram tópicos da física por meio de um enfoque interdisciplinar para compreender as relações entre física e a educação para saúde e as relações com a fonoaudiologia. Muitos estudantes se referem às consequências para audição da submissão a sons
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de intensidade muita elevada como um zumbido ou apito nos ouvidos. Tais consequências são típicas e acabam, quando experimentadas repetidas vezes, em surdez.
## METODOLOGIA E RESULTADOS
Para desenhar as atividades da sequência didática, foi realizado um estudo sobre os usos que os estudantes fazem do celular no ambiente escolar. Um questionário com 10 questões fechadas foi aplicado a 20 turmas (250 estudantes) para estabelecer o perfil quanto ao uso do aparelho celular no ambiente escolar.
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Gráfico 1
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Gráfico 2
De acordo com o gráfico 1, 88% dos estudantes têm um Aparelho Celular, e no gráfico 2, 98% dos mesmos o leva para ao ambiente escolar. Desta forma grande quantidades de celulares permearam a escola, uma tecnologia de fácil acesso que pode ser usada com recurso de apoio ao ensino de Física. Se considerarmos que os estudantes passam em média 4 horas na escola, e boa parte deste tempo os estudantes se comunicam por meio de mensagens e ouvem músicas, assim os conteúdos de ondas sonoras podem ser abordados no decorrer do ano letivo.
Para Moran (2004) 'vale a pena inovar, testar, experimentar, para que avancemos para a busca de outros modelos de docência'. Porém esses modelos precisam nos fazer adentrar e refletir sobre experiências mais significativas e profundas, ao invés, de nos aligeirarmos com mudanças rápidas e rasteiras, superficiais e inconsistentes. Portanto, pensar em pesquisar usos do celular na sala de aula parece ser uma urgência, além disso, vale a pena repensar sobre as novas formas de conectar-se ao novo mundo de tecnologias, e será sempre um desafio para as escolas, professores e alunos.
Analisando que os estudantes ouvem músicas no celular, propusemos uma sequência didática, relacionando estas músicas com as ondas sonoras. Para este estudo foram delineadas nove atividades distribuídas em 6 horas/aulas desenvolvidas em duas turmas do terceiro ano do Ensino médio, nos quais participaram 27 estudantes com idades entre 15 e 20 anos, de ambos os sexos . Para este artigo usarei apenas questões 1, 2, 3, 4 e 5.
Atividade 1: Solicitamos aos estudantes que interpretasse a ilustração do slide, extraídos de alguns estilos de música. A expectativa era de que ocorresse reconhecimento do conteúdo de acústica e relacionasse com ondas sonoras.
Slide 1: Onda Sonora Bidimensional
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## Respostas da atividade 1 :
66,66% estudantes definiram como: ondas sonoras e aumento de vibrações, com intensidade alta; 22,22% definiu como nível médio de ruído e 11,12% não responderam.
Atividade 2: Nesta atividade os estudantes deveriam observar como as ondas sonoras interferem no meio material. A expectativa era de que compreendessem como as ondas sonoras se propagam no ar e impactam os objetos que por ela funcionam como barreira.
Foto 1: Bacia, Caixa de som, película e açúcar
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Respostas da atividade 2 : 37,04% dos estudantes definiram como vibração muito forte e ondas sonoras intensas; 18,52% definiram como que o açúcar sofreu interferência das ondas sonoras devido agitação ser forte; 22,22% definiram como efeitos do som com notas graves formando o desenho, som forte e som fraco; 22,22% definiram como intensidade de som muito alta.
Atividade 3 : Nesta atividade os estudantes observam e explica qual a intensidade sonora, o tipo de onda (fraca ou forte). A expectativa era de que os estudantes compreendessem a forma gráfica que as ondas sonoras (neste caso, onda bidimensionais) se propagam quando são emitidas.
Foto 2: Notebook, Caixas de som
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Respostas a atividade 3: 52% estudantes definiram como frequência música e relacionaram com ondas sonoras; 25,92% definiram como movimento de objetos em paralelo e em sincronismo com as ondas sonoras; 22,23% definiram movimento descendo e subindo e vibrações do som.
Atividade 4 : Nesta atividade os estudantes deveriam relacionar as ondas sonoras com a intensidade sonora das músicas que ouvem nos fones auriculares conectados no Aparelho Celular.
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Foto 3: Notebook, Aparelho Celular, Ondas
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Respostas da atividade 4: 70,37% estudantes definiram como frequência sonora de maior intensidade, grande, rápida e intensa; 18,51% definiram que a onda rápida passa ser ruído; 11,12% definiram como intolerável aos ouvidos.
Atividade 5 : Neste atividade solicitamos aos estudantes que ouvissem musica nos fones auriculares conectado no Aparelho Celular. O objetivo era que os estudantes relacionassem a intensidade sonora da música ouvida na caixa de som e a percepção das ondas sonoras com a intensidade nos fones auriculares. As aferições (dB) foram realizadas (surpresa), do volume que gostam de ouvir as músicas. Os resultados foram os seguintes: 18% dos estudantes estavam ouvindo música em níveis de decibéis dB(A) de 90 a 95, 22% entre 96 a 100, e 60% entre 105 a 118.
Em seguida questionamos qual era a percepção do volume das músicas que estavam ouvindo, se conseguiam relacionar com que tinha visto nas atividades anteriores e se tinham consciência de que o volume alto pode trazer prejuízos para sua audição.
Resposta: Dos 27 estudantes que participaram das atividades, a maioria (80%) respondeu que conseguiam perceber os efeitos das ondas sonoras na audição, no entanto relataram que ' o som ouve no fone do celular ainda estava baixo, que neste volume era normal ouvir música, que tinha ouvido falar que ouvir música em volume alto pode prejudicar a audição, mas não se importavam porque gostam de curtir estas músicas, são momentos que relaxam'.
## ANÁLISE DOS RESULTADOS
Os estudantes usam o Aparelho Celular no ambiente escolar, tendo pouca relação com a aprendizagem, no entanto conseguiram relacionar os efeitos de ondas sonoras sobre o meio. A maior parte dos memos estão culturalmente inserido em ambientes ruidosos, o que torna dificil diferenciação da percepção visual (ondas com intensidade alta ou baixa) ou auditiva (intensidade sonora) e os efeitos destas ondas na saúde. No entanto houve apropriação, em parte, do conteúdo de ondas por meio da sequência didática. Os altos níveis de pressão sonora têm sido considerados pela sociedade contemporânea como agentes perigosos à saúde humana, especialmente em ambientes urbanos e sociais, seja em atividades de lazer ou simplesmente pelo fato de ouvir música nos fones auriculares conectados ao Aparelho Celular, em intensidades elevadas para evitar outros ruídos considerados indesejáveis, que circundam a vida cotidiana. Em relação a intensidade sonora (dBA) constatamos que por estar inseridos culturalmente em ambientes ruidosos, tornou-se hábitos ouvir música em alto volume o que em relação aos Aparelho Celular não é diferente, o que pode acarretar prejuízos para a audição. A maioria dos estudantes utiliza o celular para escutar música. O uso excessivo desse
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aparelho pode causar a redução precoce da capacidade auditiva, porque o volume alto das músicas danifica as células responsáveis pelos sons agudos. Para os estudantes, seja em casa, a caminho do Colégio ou até mesmo dentro das salas de aulas, a problemática do ruído ambiental parece estar crescendo, na percepção dos estudantes, a reação ao ruído ambiental, principalmente dos meios de transportes, com o uso de fones auriculares conectados ao Aparelho Celular ouvindo música em volume ainda mais elevada. A resposta parece ser ainda mais perigosa e equivocada a saúde auditiva dos estudantes. No que tange as percepções de ruído ambiental, a percepção é crescente, no entanto, a poluição sonora oriunda da música no celular, sugere que o estudante ainda não tem uma ação efetiva de prevenção de problemas de saúde auditiva no que tange aos efeitos nocivos dos sons intensos e por longo período de tempo, causando PAIR.
## Considerações Finais
Este estudo permitiu identificar que a maior parte dos estudantes usufrui da tecnologia do celular e o faz na escola, mas infelizmente isso não se dá para fins didáticos. Na atividade de intervenção didática percebemos que houve apropriação dos conceitos de ondas sonoras e perceberam como elas alteram o meio em que se propagam. O interesse da turma pelo tema ondas sonora relacionando com a poluição sonora ao longo da atividade prática e da discussão foram grandes, percebemos bastante interesse dos estudantes pelas aulas diferenciadas que muito se diferiram das aulas tradicionais. O celular é uma tecnologia que não devemos desperdiçar, veio para ficar e faz parte do convívio dos estudantes, proibir seria o mesmo retrocesso que vivenciamos no início da popularização da calculadora, em que os professores alegavam que a calculadora reduziria o raciocínio lógico do estudante, contudo nos dias atuais ficou provado que a tecnologia da calculadora veio para auxiliar, complementar no processo ensino aprendizagem e o mesmo pode ocorrer com o celular, pois é um agente motivador dos estudantes, embora tenha sido utilizado para ouvir musica e comunicar por mensagens, para aulas diferenciadas, possibilita a compreensão da tecnologia, desde que se faça uma análise crítica do processo mostrando também outras interfaces, entre elas, à saúde. Costa (2011) diz que incomoda-nos talvez de forma mais profunda por sermos sujeitos constituídos por princípios e modelos de uma época, mas, vivenciando e convivendo com estudantes que são frutos de outra época. Assim, estamos transitando entre as duas épocas sem que pudéssemos ter tido tempo de participar, valorizando ou resistindo, aos processos que geraram os atuais momentos, como, por exemplo, os avanços tecnológicos de fácil acesso e que tem despertado os interesses dos estudantes na sociedade na qual vivemos.
Este estudo mostra mais uma das possibilidades do uso didático da tecnologia celular permitindo pensar nos avanços do delineamento de sequencias didáticos para o ensino de ondas sonoras relacionando com poluição sonora e saúde auditiva, pois os estudantes tem prazer na presença dos ruídos, ficam felizes por ouvir música no celular quando estão em sala de aula, e consideram a possibilidade de ouvir músicas durante as atividades como algo positivo, seja ou não como foco de concentração, mesmo não estando confortáveis com o excesso de ruídos dentro e fora da escola. Portanto esses resultados trazem alguns indicativos que precisam ser melhores avaliados, entre eles posso elencar o planejamento das atividades, as condições de trabalho em sala de aula e a análise dos interesses dos estudantes em relação às temáticas apresentadas.
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## REFERÊNCIA BIBLIOGRAFICA
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