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VISÃO PRELIMINAR: FÍSICA NO TREINO DE MUSCULAÇÃO?

Patricia Weishaupt Bastos, Cristiano Rodrigues De Mattos

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXI
Ano
2015
Data
27/01/2015
Linha de pesquisa
Processos Cognitivos De Ensino E Aprendizagem Em Física
Tipo
Comunicação

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Texto completo

## VISÃO PRELIMINAR: FÍSICA NO TREINO DE MUSCULAÇÃO?

## Patrícia Weishaupt Bastos , Cristiano Rodrigues de Mattos 1 2

1 UNISO/Universidade de Sorocaba, weishbastos@gmail.com 2 USP/Instituto de Física, mattos@if.usp.br

## Resumo

Neste trabalho mostraremos a necessidade de um enfoque interdisciplinar, para que os estudantes estabeleçam as relações entre os conhecimentos de física, em particular mecânica, e os conhecimentos ligados ao treino de musculação (tema motivador), possibilitando uma complexificação do conhecimento cotidiano, contribuindo assim para a construção de um conhecimento escolar que dê conta da vivência e dos interesses dos estudantes.

Mostraremos dados que nos fornecem as concepções prévias dos estudantes com relação aos conteúdos de física e musculação, no qual pudemos observar a dificuldade dos estudantes ao tentarem ligar os conhecimentos sem auxílio do professor, além de ressaltar que os alunos já possuem a noção de que a musculação está relacionada à física.

Este trabalho é fruto de um levantamento de dados inicial para que futuramente construamos atividades que facilitem o ensino de mecânica através da relação entre física e musculação, que fornecerão subsídios para auxiliar o professor ao ministrar o conteúdo de Mecânica desenvolvido no 1ºano do Ensino Médio de acordo com o Currículo de Física do Estado de São Paulo (SEE, 2008).

Palavras-chave: musculação, ensino de física, biomecânica, complexidade, interdisciplinaridade.

## Introdução

Escolhemos abranger os conteúdos de física relacionados à academia de ginástica, devido a um aumento significativo da procura de adolescentes por este setor, para prática de ginástica e musculação (AZEVEDO JÚNIOR, et. al., 2006). Há diversas razões para este aumento, uma delas são os benefícios à saúde pela atividade física e a outra o ideal estético atual, que sobrepõe na maioria das vezes à saúde. Podemos dizer que isto é resultado de uma cultura corporal desenvolvida ao longo das gerações.

A busca pelo corpo perfeito, por meio de um corpo esculpido em uma academia de ginástica, gera exageros nos treinamentos e consequentemente lesões (SILVA, 2001). Acredito que os conhecimentos da física podem contribuir para prevenção das lesões e aumento da performance nos treinamentos. Por meio da conscientização, que é proveniente da informação (conhecimento), podemos evitar problemas futuros. Neste viés, posso pensar na aplicação dos conhecimentos físicos presentes na academia de ginástica.

Pensando em saúde, bem-estar e qualidade de vida, relacionando a academia de ginástica ao aumento da performance nos exercícios físicos, temos: saúde auditiva (intensidade sonora na academia de ginástica), alimentação (nutrição

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26 a 30 de janeiro de 2015

do ponto de vista da física), análise do movimento humano (biomecânica) e motivação (fatores axiológicos).

Pretendemos enfocar a prevenção de lesões em treinos de musculação, utilizando conceitos de biomecânica, visando integrar as disciplinas de física e educação física. Desmistificando a idéia de que biomecânica é apenas para o estudo dos movimentos corporais de esportes de competição, mas mostrando suas inúmeras aplicações (BATISTA, 2001).

Nesta perspectiva, uma abordagem interdisciplinar que contenha as relações entre saúde, biomecânica, educação física e física poderá ajudar os estudantes a adquirirem uma visão mais crítica e consciente do exercício físico.

'O corpo humano é capaz de uma vasta combinação de padrões de movimento, realizados em diversas posições que abrangem estudos de anatomia e estrutura articular, fisiologia muscular, física geral, biomecânica, processos neurológicos e aprendizagem motora' (AABERG, 2008).

## Justificativa

Acredito que o tema motivador musculação, ao ser tratado em sala de aula de forma interdisciplinar entre física e educação física, poderá auxiliar no aprendizado dos conceitos em mecânica, visando futuramente abranger mais disciplinas como biologia e química.

Dentro do ensino de física ou de qualquer outra área de conhecimento, o aprendizado correto dos conceitos faz diferença na compreensão dos fenômenos que ocorrem a nossa volta. Ao desenvolver em sala de aula o conteúdo de mecânica abrangemos conceitos como: força, energia, velocidade, impulso, equilíbrio, etc., que já são utilizados pelos estudantes em contextos do dia-a-dia. Algumas pesquisas realizadas na área do ensino da mecânica demonstram que os estudantes estabelecem relações intuitivas entre os conceitos apresentados, o que faz com que eles dêem respostas inadequadas do ponto de vista da física (PEDUZZI, 1985).

Segundo vários autores ( p.e . MORTIMER, 2000; ITZA-ORTIZ et.al ., 2003) a linguagem do cotidiano tem fortes implicações no aprendizado dos conceitos físicos, não sendo necessário que os estudantes abandonem os significados daquele conceito no cotidiano, mas deve haver uma coexistência entre o conceito físico e o conceito comum.

Muitos pesquisadores realizam trabalhos a respeito das concepções alternativas dos estudantes para os conceitos de mecânica para estabelecer pontos de partida para o ensino da Física (HOLLOW, 1985). Um dos conceitos mais estudado pelos pesquisadores em ensino de física é o conceito de força, pois além de ser central para a mecânica, a maioria dos alunos começa seus estudos sem física, sem saber diferenciar o termo força utilizado no cotidiano do conceito físico de força (ITZA-ORTIZ et. al ., 2003).

Muitas vezes estes erros conceituais são provenientes de um ensino em que geralmente os estudantes são forçados a memorizar fragmentos e algumas respostas prontas (HESTENES et. al , 1992).

Entendemos que o ensino de biomecânica pode permitir ao aluno uma compreensão da aplicação dos princípios da mecânica ao movimento, em particular de determinados exercícios físicos ou habilidades motoras. Pela sua natureza, os

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conhecimentos de biomecânica resultam de uma construção histórica de um conhecimento interdisciplinar, que podem ser associados tanto a física e a fisiologia, quanto à educação física (CORREA, 2004).

Há muito tempo à aparência corporal vem se sobressaindo com relação à saúde, antes apenas os adultos tinham a preocupação de conquistar um corpo perfeito, mas isto também tem se sobressaído entre os adolescentes. É necessário cuidado com a prática de exercícios físicos na adolescência em excesso, os exercícios físicos e as atividades esportivas devem ser programados e supervisionados (SILVA, et. al , 2004).

É preocupante a forma com que a mídia divulga a relação entre a prática de exercícios físicos, esportes, saúde e estética corporal. Muitos buscam a qualquer custo à forma física 'perfeita', a qual supostamente envolve o excesso de exercícios físicos, muitas vezes sem orientação profissional, acarretando a prática inadequada de exercícios físicos, além das estranhas dietas alimentares, ingestão de medicamentos e até cirurgias para chegar um padrão esteticamente valorizado.

O público adolescente nas academias de ginástica vem aumentando desde os anos 80, com a procura de aulas de ginástica e principalmente musculação. Este aumento está relacionado tanto ao conhecimento dos benefícios para saúde pela prática de exercícios quanto ao alcance das metas estéticas (MONTEIRO, et. al ., 2003).

Estamos cientes da complexidade que envolve o estudo do movimento humano, como o estudo de qualquer fenômeno a nossa volta. Precisamos fazer com que os estudantes reconheçam a natureza complexa de um fenômeno e compreendam a necessidade de utilizar várias áreas (com seus limites) do conhecimento para tentar explica-lo.

Os movimentos da musculação revelam a importância da biomecânica. Cada movimento, além de trazer conceitos biomecânicos, também está repleto de significados que são específicos de cada indivíduo, tais como: saúde, beleza, etc., que de certa forma dentro de um contexto 'individual' se relacionam com a prática da musculação (SILVA, et. al., 2008).

'A maioria das lesões que acontecem com a prática de musculação estão ligadas a técnica precária de execução de exercícios, incompatível...' (CAMPOS, 2004).

No campo da biomecânica se estuda a funcionalidade mecânica dos órgãos, aparelhos e sistemas dos seres vivos, a sua cargabilidade mecânica, sobre os limites da sobrecarga para não gerar lesões e sobre os fatores que afetam a performance , incluindo a atividade desportiva e, portanto envolvendo, o treino em si mesmo, os meios auxiliares de treino, o equipamento desportivo e a técnica desportiva (VILAS-BOAS, 2001).

Por meio da biomecânica, física e educação física mostraremos aos estudantes a importância em seguir o programa de musculação adequado e as orientações do profissional da academia de ginástica, realizando apenas os exercícios que foram recomendados no programa de musculação, a ordem dos exercícios, a sobrecarga, a freqüência, o número de séries, o número de repetições, o descanso entre as séries, a velocidade de execução dos movimentos, a amplitude dos movimentos, a progressão linear dos exercícios, os alongamentos, etc.

É comum em academias de ginástica encontrar adolescentes, utilizando sobrecargas indiscriminadamente, realizando os exercícios erroneamente e

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inventando outros exercícios, não seguindo o intervalo entre as séries, com a ilusão de que ganharão mais massa muscular. Muitos adolescentes não progridem linearmente nos exercícios, passam realizar exercícios dos adultos em sua maioria com pesos livres, ao invés de prolongarem por mais tempo exercícios com aparelhos com cabos que se adaptam melhor.

Neste viés é de suma importância incluir a discussão sobre saúde, mesmo que simplificada, nas aulas de física do 1º ano do ensino médio no conteúdo de mecânica, introduzindo conhecimentos de biomecânica contextualizados na academia de ginástica, tema de grande interesse dos estudantes. O ensino de biomecânica faz parte dos parâmetros curriculares nacionais de educação física (PARÂMETROS, p. 75,1997), dada sua importância na compreensão de que todo e qualquer movimento corporal pode ser mais bem entendido com os conceitos e padrões biomecânicos, que podem ser destacados pelo professor de educação física durante as aulas (FREITAS & COSTA, 2000).

## Metodologia

Para fundamentar a noção de interdisciplinaridade, nos basearemos no trabalho de Fiedler-Ferrara e Mattos (2002), e para dar suporte a noção de complexificação do conhecimento usaremos Garcia (1998).

Mortimer (1995) propõe a noção de perfil conceitual, baseada na noção de perfil epistemológico de Bachelard. O perfil conceitual, em contraponto a noção de conceito com um único significado, propõe que os indivíduos podem ter várias visões de um mesmo conceito. Estas regiões do perfil conceitual são chamadas de zonas do perfil conceitual. A conseqüência desta forma de representar o estado cognitivo de um indivíduo leva a noção de aprendizagem como evolução do perfil conceitual na qual, o indivíduo, em um processo de ensino, cria novas zonas ou modifica as já existentes. Na aprendizagem, a intenção não é abandonar o conceito na forma como já havia sido aprendido, mas incorporar uma nova zona de perfil conceitual que depende do contexto em que o indivíduo se encontra (RODRIGUES & MATTOS, 2006).

É notório que a integração de fenômenos do cotidiano do aluno ao conteúdo curricular ajuda a complexificar o conhecimento, pois aumentam o número de conexões na rede de significados, entre os níveis de organização dos elementos que formam o sistema de representação. Concebemos o conhecimento como uma estrutura complexa, com diferentes níveis hierárquicos interagindo em retroalimentação, isto é, a pan-disciplinaridade (FIEDLER-FERRARA & MATTOS, 2002).

A escolha de um tema é baseada na dinâmica entre os conteúdos a serem tratados, no comportamento do professor e do aluno frente ao mesmo, na organização quanto à seleção das áreas de conhecimento, na relação entre os conteúdos e seus vários elementos e no critério que abrange três dimensões: axiológica (relacionada aos valores atribuídos a determinados objetos), epistemológica (relacionada ao 'como' conheço um objeto) e ontológica (relacionada à natureza dos objetos), dentre as quais reforçamos mais a axiológica que envolve os valores, que estão diretamente ligados ao professor que escolherá os elementos a serem apresentados aos alunos (FIEDLER-FERRARA & MATTOS, 2002).

É necessário buscar as interdependências entre os conhecimentos para tratar os problemas da realidade sem separá-lo do contexto em que surgem. É

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importante abranger problemas relevantes para os alunos, ajudando-os a enfrentar os problemas complexos do mundo e isto pode se dar por meio da complexificação do conhecimento do cotidiano (GARCIA,1998).

## Desenho da Pesquisa

Realizamos o levantamento de dados através de dois questionários com livre escolha de ser realizado como lição de casa pelos estudantes, numa escola pública do interior do estado de São Paulo na cidade de São Roque - E.E. Prof. Germano Negrini nos anos de 2012 e 2013.

Os dados foram coletados em duas turmas de primeira série do Ensino Médio, no período da manhã, no 4º bimestre de 2012 e 2013, em um total de 223 alunos, no qual as idades variavam entre 15 e 17 anos, na qual a professora que atuou nas salas em questão é a própria pesquisadora. A superposição de papéis, a nosso ver, não acarretou em deformação da amostragem, dado que a situação de aula era conhecida e o questionário foi aplicado como atividade extra.

Estes dois questionários (9 questões cada) nos auxiliarão no levantamento do perfil conceitual dos estudantes a respeito da relação entre física e musculação, com enfoque na observação de como os estudantes utilizam os conceitos de física vistos no primeiro ano do ensino médio.

Restringimos-nos ao conteúdo do primeiro ano do ensino médio, pois pelo Currículo do estado de São Paulo (SÃO PAULO: SEE, 2008) é nesta série que temos o conteúdo de mecânica, no qual pretendemos interligá-los com o tema: musculação, para auxiliar na aprendizagem de alguns conceitos físicos de mecânica e resultar em uma vida saudável (sem lesões provenientes do treino) pela mudança de postura quanto à execução do treino de musculação.

Na tabela 1 mostramos a ordem em que os questionários foram aplicados e também a quantidade de alunos que foram submetidos à pesquisa.

Tabela 1: Quadro geral da pesquisa

## Resultados

Optamos por apresentar neste trabalho, devido sua extensão, apenas duas questões de cada questionário (uma escrita e a outra em desenho) que mostram como os alunos estabelecem as relações interdisciplinares entre física, educação física (musculação). Nossa hipótese inicial era de que os alunos não conseguiriam aplicar os conceitos de mecânica (física) vistos ao longo do ensino médio no treino de musculação, além utilizar conceitos como força, equilíbrio, velocidade, etc., de forma deformada, mais ligada ao senso comum.

Questionário Prévio (Q1): 6. Como os conteúdos de mecânica podem auxiliar na otimização (melhor desenvolvimento) do treino de musculação. (Nesta questão queríamos analisar como os alunos realizam pontes interdisciplinares entre as duas disciplinas - F e EF). / 8 . Escolha 1 aparelho de musculação e represente as forças atuantes no aparelho e na pessoa que está executando o movimento. Faça um

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desenho e explique-o. (Nesta questão, queríamos levantar as concepções prévias baseadas em representações imagéticas, além de estimular o imaginário dos alunos através da proposição da composição de um desenho que a representasse um dos exercícios de musculação).

Questionário Prévio (Q2): 7 . Que tópicos (conceitos ou conteúdos) da disciplina de física estão envolvidos nos treinos de musculação? (Nesta questão queríamos analisar se os alunos reconhecem os conceitos vistos nas disciplinas escolares no cotidiano). / 8 . Cite um exercício de musculação e explique os movimentos realizados por meio do seu conhecimento de física. Faça um desenho representativo do exercício (Nesta questão, queríamos levantar as concepções prévias baseadas em representações imagéticas, além de estimular o imaginário dos alunos através da proposição da composição de um desenho que a representasse um dos exercícios de musculação).

Tabela 2: Questão 6 do Q1, e questão 7 do Q2

*(aluno,turma, questão, questionário)

Em uma análise geral observamos na tabela 2 que os alunos por si, embora citem alguns dos conteúdos do 1º ano do ensino médio, não conseguem explicitar com propriedade as conexões do conteúdo aprendido na escola com as ações no cotidiano, mesmo porque muitos conceitos não são aprendidos de forma correta e ao tentar aplicar no seu cotidiano causam distorções, equívocos, que são semelhantes a qualquer indivíduo que nunca frequentou o ensino médio.

Optamos por uma questão com representação imagética, para ajudar a compreender melhor o raciocínio elaborado pelo aluno. O objetivo do desenho não é realizar análise detalhada da representação imagética, em termos teóricos das características funcionais, semióticas e cognitivas (SANTAELLA, 1998; BELMIRO, 1998), mas refinar e observar se há uma similaridade com os dados escritos.

Por meio da tabela 3, observamos que os estudantes apresentam alguns exercícios de musculação e como os movimentos são executados, evidenciando que freqüentam a academia de ginástica e praticam musculação, mas com dificuldades em utilizar os conceitos físicos na representação, talvez por serem abrangidos durante as aulas superficialmente, apenas para resolução de exercícios e esquecidos, não permitindo aos estudantes aplicarem os mesmos em outro contexto.

Estamos delimitando o campo da pesquisa para futuramente categorizar os dados, com base nos referenciais teóricos adotados para assim aproveitarmos para construir as atividades.

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Tabela 3: Questão 8 do Q1 e do Q2*(aluno,turma, questionário)

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Após a análise dos questionários prévios, podemos nos nortear para criar as atividades de forma a proporcionar o aprendizado dos conceitos físicos de mecânica, tendo como aliada a biomecânica na prática de musculação como motivadora. Pretendemos abranger também através da união da física com a educação física (biomecânica) o significado consciente dos benefícios que a musculação pode trazer de forma a proporcionar ao indivíduo uma vida saudável, além de conscientizar que a prática esportiva inadequada pode trazer muitos malefícios, como: lesões diversas.

## Considerações finais

No decorrer deste trabalho observamos o interesse dos estudantes pelo tema musculação e a percepção prévia dos mesmos, com a relação a união da física com a educação física para compreensão e otimização do treino de musculação.

- O intuito da intervenção não é desprezar o conhecimento cotidiano ou considerar o científico como superior, mas enriquecer o conhecimento cotidiano (GARCIA, 1998) e mostrar para o aluno que um conceito pode ter vários significados que são dependentes do contexto.

Enfocamos os conhecimentos da física como um dos critérios para uma vida saudável, por meio de temas motivadores aos estudantes do ensino médio, que facilitem a aprendizagem dos conceitos físicos.

Pretendemos futuramente construir atividades de multi-abordagens (UEMA, 2005) que trazem o conhecimento interdisciplinar em níveis variados, com graus de complexificação do conhecimento cotidiano que vão do simples ao complexo, por

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meio da inserção do conhecimento científico, originando um conhecimento escolar que tenha aplicações mais relacionadas ao interesse dos estudantes.

Durante o processo de aprendizagem o professor conseguirá acompanhar os avanços e retrocessos de aprendizagem dos estudantes, e realizar os ajustes necessários para dar o prosseguimento adequado às aulas, pois a cada atividade finalizada é possível compor um gradiente de complexificação do conhecimento (GARCIA,1998), que resultará em um mapa, no qual as coordenadas estarão relacionadas à aprendizagem dos estudantes.

As coordenadas serão previamente escolhidas pelo professor, podendo envolver contexto, utilização de conceitos, níveis de aprendizado, graus de complexidade, etc., mas devem situar o grau de complexidade antes e após a conclusão do conteúdo selecionado pelo professor.

A decisão do conteúdo a ser abordado e da metodologia a ser aplicada está sobre responsabilidade do professor, que realiza um recorte consciente no conteúdo, segundo razões que devem ser expressas previamente e analisadas posteriormente ao processo, ou seja, é fundamental realizar reflexões das suas ações, para que seja sanado o mais rápido possível.

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