OPINIÕES DOS ESTUDANTES DO ENSINO MÉDIO SOBRE AULAS DE FÍSICA MEDIADAS PELAS TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO
Thaís Ananda Dos Santos, Levi Henrique Chiocca, Angela Emilia De Almeida Pinto, Iverson Kovalski
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XX
- Ano
- 2013
- Data
- 24/01/2013
- Linha de pesquisa
- Tecnologia Da Informação E Comunicação
- Tipo
- Pôster
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Texto completo
## OPINIÕES DOS ESTUDANTES DO ENSINO MÉDIO SOBRE AULAS DE FÍSICA MEDIADAS PELAS TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO
## Thaís Ananda dos Santos 1 , Levi Henrique Chiocca , Angela Emilia de Almeida 2 Pinto , Iverson Kovalski 3 4
- 1 UTFPR/Departamento Acadêmico de Física, thaisananda\_s@hotmail.com
- 2 UTFPR/Departamento Acadêmico de Física, Levi\_chiocca@hotmail.com
- 3 UTFPR/Departamento Acadêmico de Física, angelae@utfpr.edu.br
- 4 Colégio Dr. Xavier da Silva, iverson\_kovalski@yahoo.com.br
## Resumo
A pesquisa apresentada insere-se no âmbito do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), integrante do subprojeto de Física da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), financiado pela CAPES. O objetivo desse trabalho é o de investigar as opiniões dos estudantes do ensino médio sobre o uso das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) no ensino de Física. A coleta de dados foi realizada através de um questionário em escala Likert, que foi elaborado de forma a determinar as expectativas dos estudantes a respeito dessa abordagem. O questionário aplicado foi submetido a testes de confiabilidade e validação de construção, se mostrando coerente para a finalidade pretendida. Utilizando métodos de análise estatística, as questões foram agrupadas em sete fatores, que sintetizam as opiniões e expectativas dos estudantes. Os resultados obtidos mostram que os estudantes se sentiriam mais motivados a estudar se os professores utilizassem adequadamente os recursos tecnológicos que a escola disponibiliza. Eles também se posicionam frente à falta de formação e domínio dos recursos tecnológicos de seus professores e entendem a necessidade de realização de cursos de capacitação dessa natureza para o corpo docente da escola. Por fim, na opinião dos estudantes, a escola deveria propiciar aos professores melhores condições de uso da tecnologia existente na mesma.
Palavras-chave : TIC, Ensino de Física, PIBID
## Introdução
Nossos estudantes estão frequentemente interagindo com um mundo repleto de recursos tecnológicos. Nossas escolas e os professores não podem ignorar essa realidade, eles precisam ensinar o estudante a entender, conviver e utilizar adequadamente essa tecnologia. Este desafio, atualmente é objeto de preocupação e/ou discussão em todas as áreas do ensino em quase todo o mundo. As Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) podem desempenhar um papel importante nessa tarefa, pois quando empregadas criteriosamente pelo professor, se transformam numa ferramenta auxiliar de valor inestimável para o aprendizado e numa fonte de estímulo à criatividade.
Em particular, o trabalho em ensino de Física usando as TIC não pode surgir de maneira espontânea ou isolada: existe uma rede de múltiplas dimensões de conhecimento que necessitam atenção. Esperar que uma mediação crítica e de qualidade apareça espontaneamente nas aulas de Física nas escolas básicas é algo
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20 a 25 de janeiro de 2013
altamente infrutífero. Relegar ou não problematizar esta rede de conhecimentos envolvendo as TIC, sem um aprofundamento teórico-crítico elaborado, é assumir que os professores estão sendo colocados apenas como usuários de uma prática educacional com tecnologia presente, que não difere em nada da prática educacional tradicional sem a presença dessas tecnologias, exceto pelo agravante de que muitos deles não tiveram conhecimentos dessa tecnologia em sua formação acadêmica.
Neste sentido, a mediação e o uso consciente e crítico das TIC na sala de aula necessita de uma orientação especial, pois sua adoção reflete não apenas a incorporação de uma nova ferramenta nas aulas de Física, mas também toda uma mudança de cenário escolar. Referindo-se à linguagem em si, Postman (1994) dá destaque a este aspecto das tecnologias:
(...) as tecnologias radicais criam novas definições para velhos termos, e esse processo ocorre sem que tenhamos consciência dele. (POSTMAN, 1994, p.17).
E ainda continua:
(...) a tecnologia se apodera imperiosamente de nossa terminologia mais importante. Ela redefine liberdade, verdade, inteligência, fato, sabedoria, memória, história - todas as palavras com que vivemos. E ela não pára para nos contar. E nós não paramos para perguntar. (IBID, p.17).
A mediação com as TIC, portanto, exige mais do que o desenvolvimento de um trabalho educativo e formativo, baseado apenas no aprendizado prático e intuitivo dos professores de Física sobre uma tecnologia e sua prática pedagógica: requer também o domínio mínimo de conhecimento acerca de sua fabricação e funcionamento.
A falta de domínio desses conhecimentos mínimos vai contra uma proposta amigável de utilização e conduz ao fascínio inicial que promovem as TIC, não agregando reflexão sobre seu processo de fabricação, ou até mesmo, sobre sua utilização. Isso parece ter se tornado uma espécie de senso comum, não há muito questionamento sobre a inserção de uma tecnologia em um ambiente. Na verdade, não existe preocupação em relação ao seu real funcionamento. Substitui-se todo esse processo de reflexão crítica por uma prática vazia, que não possui conhecimento sobre si mesma, muito menos sabedoria.
Dessa forma, a ferramenta tecnológica é um instrumento importante no contexto escolar quando articulada a uma prática formativa. Processo este, que origina práticas pedagógicas onde a mediação entre os indivíduos (alunos e professores) e as tecnologias são essenciais para a produção do conhecimento (MARCOLLA, 2009).
Diante do exposto acima, este trabalho tem como objetivo investigar a opinião dos estudantes do ensino médio sobre o uso das Tecnologias de Informação e Comunicação no ensino de Física.
## Metodologia
A pesquisa vem sendo conduzida num colégio estadual localizado na região central de Curitiba. Num primeiro momento, realizamos a nossa investigação observando as aulas de Física de duas turmas do primeiro ano do ensino médio.
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A seguir, levantou-se o perfil dos estudantes por meio da aplicação de um questionário social, com informações a respeito da idade, sexo, escolaridade, e tipo de escola que frequentaram até o presente momento (pública, particular, ou ambas).
Paralelamente, aplicamos um questionário preliminar de opiniões e expectativas aos estudantes sobre o uso do livro didático, em escala Likert, com seis níveis de resposta: 1 (discordo totalmente), 2 (discordo), 3 (discordo pouco), 4 (concordo pouco), 5 (concordo) e 6 (concordo totalmente).
- O questionário preliminar, composto por 23 (vinte e três) questões, tinha como objetivo conhecer a opinião que os estudantes do ensino médio possuem sobre o uso de Tecnologias de Informação e Comunicação em suas aulas de Física.
- A seguir, de posse das respostas dos estudantes, avaliou-se a confiabilidade e a validade de construto do questionário preliminar com o apoio do software SPSS Statistic Standard, versão 20.0, IBM.
A confiabilidade corresponde ao grau de coerência com o qual se mede a homogeneidade do instrumento de medição. Assim, analisou-se a consistência interna do questionário através do valor total do alfa de Cronbach.
De posse dos resultados preliminares espera-se ter condições de avaliar o próprio instrumento de pesquisa (questionário), e as ações futuras a serem realizadas por este grupo na escola.
## Apresentação dos Dados e Análise dos Resultados
Este questionário foi aplicado em duas turmas do primeiro ano do ensino médio do Colégio Estadual Dr. Xavier da Silva, em Curitiba.
A escola onde foi realizada esta investigação possui, em termos de recursos didáticos uma Biblioteca, um laboratório de Ciências (com alguns poucos materiais de Biologia somente), um laboratório de Informática (com 20 computadores instalados com UBUNTU integrado no sistema da Secretaria de Estado da Educação do Paraná), um Auditório com capacidade para aproximadamente 200 pessoas, e uma quadra poliesportiva.
Com relação a recursos tecnológicos, a escola possui TV's pendrive (uma em cada sala), Vídeo Cassete, aparelhos de DVD, aparelhos de som, retroprojetores, data shows, uma filmadora, uma câmera fotográfica, e uma sala reservada com dois computadores e uma impressora para os professores utilizarem durante o período das suas horas atividades.
A escola tem em seu quadro docente 72 professores (ensinos fundamental e médio), sendo que dois deles ministram a disciplina de Física para alunos do 1º ao 3º ano do ensino médio e EJA, um deles é o professor supervisor do PIBID de Física da nossa instituição. As aulas do ensino médio ocorrem prioritariamente nos períodos matutino e noturno, do ensino fundamental no período vespertino, e EJA exclusivamente no período noturno.
- O número total de participantes desta pesquisa foi de 44 estudantes. Antes de aplicarmos o questionário, fez-se necessário explicar aos estudantes o significado da palavra TIC e as formas de uso no ensino de Física, a pedido dos próprios estudantes. Essa etapa foi acompanhada pelo professor da disciplina e pela coordenação do PIBID de Física da nossa Universidade, com o máximo cuidado
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para não induzir respostas aos estudantes. Após um rápido momento de elucidação das dúvidas, os questionários foram aplicados e respondidos pelos estudantes sem mais perguntas.
Os estudantes têm idades entre 14 e 17 anos, sendo 38,6% do sexo masculino (17 indivíduos) e 61,4% do sexo feminino (27 indivíduos).
Com relação ao tipo de escola cursada pelos estudantes, 88,6% dos estudantes responderam que sempre estudaram em escolas públicas, e 11,4% alegam ter estudado tanto em escolas públicas quanto privadas. Nenhum deles cursou integralmente o ensino fundamental em escola particular.
Ao aplicarmos o questionário de opiniões e expectativas nas quais se busca estabelecer a opinião que os estudantes do ensino médio possuem sobre a aprendizagem de conteúdos da disciplina de Física mediada pelo uso das TIC, optamos por organizar as questões de cada categoria de forma aleatória, conforme pode ser visto na Tabela 1.
Tabela 1: Questionário na escala Likert.
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dos colegas para usarem TIC como recurso educativo.
## Análise de Confiabilidade
A consistência interna, medida pelo alfa de Cronbach, verifica se todos os itens da escala (questões) são consistentes entre si. Seu valor varia numa escala de 0 a 1. Ela também está relacionada com a fidedignidade ou precisão da medida, sendo que um alto valor da consistência interna (próximo de 1) indica que o instrumento mede com pouco erro. Valores acima de 0,7 são indicativos de uma boa consistência interna para o uso da escala numa investigação preliminar (MAROCO & GARCIA-MARQUES, 2006).
A confiabilidade do QOE foi determinada a partir do cálculo do alfa de Cronbach para o conjunto das 23 (vinte e três) questões aplicadas após a análise estatística, obtido segundo a expressão abaixo:
<!-- formula-not-decoded -->
onde k é o número de itens, α n 2 é a variância do n-ésimo item e α 2 é a variância do questionário. O valor obtido para α foi igual a 0,821 (Tabela 2). Para um teste preliminar o valor do alfa que tem uma fiabilidade apropriada é de pelo menos 0,70.
Tabela 2: Índice de confiabilidade total.
Para a nossa escala reduzida, com 18 das 23 questões iniciais (após a exclusão de algumas delas pela análise fatorial, detalhada abaixo), encontramos o coeficiente alfa de Cronbach igual a 0,782 que indica uma escala de alta consistência interna.
## Validação de Construção do Questionário
A matriz de componentes fatoriais rotacionadas definiu as cargas fatoriais para 18 das 23 questões iniciais. Utilizando o critério para a retenção dos fatores com valores mínimos de 0,40 verificou-se uma identidade conceitual (SCHEIER; CARVER; BRIDGES, 1994). A análise fatorial, com rotação varimax, revelou sete fatores, pelo critério de Kaiser (vide Tabela 3).
Tabela 3: Matriz de cargas fatoriais.
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A partir da análise fatorial fornecida pelo programa, observamos que algumas questões não foram agrupadas em nenhum fator (07, 06 e 14) ou ficaram sozinhas em fatores distintos (03 e 08) e, desta forma, não foram considerados para a análise dos dados. O programa reorganizou as questões nos seguintes fatores:
- · Uso de TIC no ambiente escolar (F1).
- · O interesse dos estudantes pelas TIC (F2).
- · A formação dos professores para o uso das TIC (F3).
- · A escola como ambiente propício e estimulador ao uso das tecnologias (F4).
- · Investimentos na formação do professor para o uso de tecnologias na escola (F5).
- · Importância da manutenção de espaços equipados com TIC (F6).
As questões que compõem o fator um mostram que os estudantes concordam que os recursos tecnológicos existentes na escola não são divulgados junto à comunidade escolar, embora os estudantes tenham acesso a eles (aqui cabe ressaltar que na visão desses estudantes se trata dos computadores da sala de informática e das TV's pen drive na sala de aula). Ainda, na opinião deles, a escola não se esforça para atualizar os recursos existentes. Entretanto, eles acham que é papel da escola encorajar alunos e professores a utilizar os recursos tecnológicos nas aulas e em pesquisas acadêmicas.
Com relação ao interesse dos estudantes pelas tecnologias, tal fato fica evidente na análise do fator dois. Eles afirmam que se sentem à vontade em cursos de TIC e que gostam de trabalhar com diferentes tecnologias. Na verdade, hoje vivemos num mundo repleto por tecnologias, e nossos estudantes nasceram e cresceram nesse mundo tecnológico, sendo estimulados constantemente a utilizar as tecnologias disponíveis. Então como esperar que os estudantes tenham motivação e interesse nas aulas do ensino básico, quando professores continuam ministrando aulas tradicionais com giz e lousa enquanto esses estudantes utilizam as redes sociais, a pesquisa na Internet, celular, tablets, entre outros, estando a um clique da informação ?
Nesse sentido, os estudantes concordam em massa que os seus professores precisam estar atualizados e ter formação adequada para o uso das tecnologias em sala de aula. Seria o caso da escola e da Secretaria da Educação investir em cursos específicos de TIC em cada área de atuação, além de proporcionar condições de infraestrutura, nas escolas, para que os professores possam se apropriar dessas tecnologias em sua prática docente. Todos os estudantes, sem exceção, concordam que os futuros professores tem que aprender a trabalhar com as tecnologias e utilizá-las em sala de aula para criar ambientes de ensino mais motivadores.
Na opinião dos estudantes (F4), a escola não proporciona condições para que eles adquiram domínio das TIC e nem se esforçam para atualizar os recursos tecnológicos existentes na escola.
Os estudantes reconhecem a deficiência de seus professores no domínio de tecnologias e apontam que a principal razão para não utilizarem esses recursos está na falta de formação adequada (F5). Acreditam ainda, que é importante se investir na formação continuada dos seus professores na área das tecnologias.
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Por fim, os estudantes se preocupam com a manutenção dos recursos tecnológicos existentes na escola, e entendem a necessidade de uma política de preservação e manutenção dos ambientes tecnológicos.
## Considerações Finais
Diante da análise de nossos resultados, um fato que salta aos olhos nessa investigação, é o choque de gerações que cresceram em dois mundos distintos: uma que se formou numa época anterior ao advento da tecnologia e outra que está se formando numa era que possui todas as facilidades e comodidades que a tecnologia pode oferecer.
- O que vem de encontro à reflexão realizada na introdução deste trabalho, pois nossos estudantes estão frequentemente interagindo com um mundo repleto de recursos tecnológicos. Nossas escolas e os professores não podem ignorar essa realidade, eles precisam ensinar o estudante a entender, conviver e utilizar adequadamente essa tecnologia.
Por outro lado, para que isso aconteça é necessário que esses professores recebam formação continuada, condições de infraestrutura na escola (laboratórios informatizados, com pessoal de apoio e equipamento moderno), carga horária compatível com o nível de trabalho que o preparo de uma aula utilizando recursos tecnológicos exige, entre outros. Nossos estudantes sabem disso e reconhecem, inclusive, que os professores em formação já deveriam estar tendo esse tipo de formação tecnológica nos bancos das Universidades.
Percebemos que em um mundo onde o conhecimento é construído cada vez mais rápido e dinâmico, nós como futuros professores temos que tornar as aulas de Física mais motivadoras e mais interessantes para nossos estudantes.
## Referências
MARCOLLA, V. As Tecnologias de Informação e Comunicação no ambiente educacional . GT-16: Educação e Comunicação. Disponível em: <http://www.anped.org.br/reunioes/31ra/1trabalho/GT16-5005--Int.pdf>. Acesso em 25/07/2012.
MAROCO, J.; GARCIA-MARQUES, T. Qual a fiabilidade do alfa de Cronbach? Questões antigas e soluções modernas? Instituto Universitário de Ciências Psicológicas, Sociais e da Vida (ISPA), Laboratório Psicologia, Portugal, 4, 65-90, 2006. Disponível em:
http://repositorio.ispa.pt/bitstream/10400.12/133/1/LP%204(1)%20-%2065-90.pdf. Acesso em 25/07/2012.
POSTMAN, N. Tecnopólio: a rendição da cultura à tecnologia. Tradução de Reinaldo Guarany. São Paulo: Nobel, 1994.
SNOW, C. P. As duas culturas e um segundo olhar . Trad. por Renato Rezende Neto. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 1993.
SCHEIER, M. F.; CARVER, C. S.; BRIDGES, M. W. Distinguishing optimism from neuroticism (and trait anxiety, self-mastery, and self-esteem): a reevaluation of the life orientation test . Journal of Personality and Social Psychology, Arlington, v. 67, n. 6, p. 1063-1078, Dec. 1994.
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Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.