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OS AMBIENTES VIRTUAIS DE APRENDIZAGEM (AVA) COMO FATOR DE MOTIVAÇÃO NO ENSINO DE FÍSICA

Jeann Cássio Baldoino Monteiro, Alésio Clarete Isaac Vieira, José Rildo De Oliveira Queiroz, Wagner Wilson Furtado

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XX
Ano
2013
Data
24/01/2013
Linha de pesquisa
Tecnologia Da Informação E Comunicação
Tipo
Pôster

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Texto completo

## OS AMBIENTES VIRTUAIS DE APRENDIZAGEM (AVA) COMO FATOR DE MOTIVAÇÃO NO ENSINO DE FÍSICA

Jeann Cássio Baldoino Monteiro 1 , Alésio Clarete Isaac Vieira , José Rildo de 2 Oliveira Queiroz , Wagner Wilson Furtado 3 4

- 1 Universidade Federal de Goiás/Instituto de Física, jeanncbm@gmail.com
- 2 Centro de Ensino e Pesquisa Aplicada à Educação/UFG, avieirago@gmail.com
- 3 Universidade Federal de Goiás/Instituto de Física, rildo@if.ufg.br
- 4 Universidade Federal de Goiás/Instituto de Física, wagner@if.ufg.br

## Resumo

O objetivo dessa pesquisa foi estudar os efeitos de um Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) sobre a motivação e o aprendizado de alunos do Ensino Médio em disciplinas de Física. Foi caracterizada como uma pesquisa qualitativa com estudo de caso. Dois AVA's foram adaptados para duas disciplinas de Física em uma escola pública de Ensino Médio da cidade de Goiânia-GO, das quais participaram 40 alunos. A ferramenta utilizada foi o software Modular Object-Oriented Dynamic Learning Environment (Moodle). Foram disponibilizados para os alunos, no Moodle, objetos de aprendizagem tais como: simulações, vídeos, textos e experimentos. Esses objetos foram escolhidos de forma a propiciar liberdade de exploração do ambiente e promover interação entre os alunos. Além dos objetos de aprendizagem, foram criados fóruns de discussão e aplicados questionários de avaliação no próprio ambiente. Foi realizada, ao final da pesquisa, uma avaliação do processo. Somente 13 alunos realizaram essa avaliação final e os resultados mostraram que todos consideraram que as atividades virtuais no ambiente ajudaram a compreender melhor os conceitos estudados, apesar de alguns, mesmo assim, acharem que foi difícil compreender os fenômenos. Houve, também, alguns que consideraram as aulas virtuais cansativas e que elas impediam um melhor desempenho na disciplina. No entanto, os resultados das avaliações virtuais e das provas presenciais aplicadas pelo professor regente indicaram que houve aprendizado dos conteúdos trabalhados no AVA. Assim, esse trabalho procurou apresentar uma maneira de utilizar o computador como suporte para o ensino e levantar alguns problemas quanto à aceitabilidade dessa ferramenta pelos alunos. Concluímos que a utilização de um AVA permite atingir metas satisfatórias de aprendizagem, com o professor como mediador do ambiente em um sistema dinâmico e processual de ensino.

Palavras-chave : Ambiente Virtual de Aprendizagem. Tecnologia da Informação e Comunicação. Moodle. Ensino de Física.

## Introdução

Com a presença cada vez mais visível do computador na sociedade contemporânea, criam-se, consequentemente, meios para a utilização dessa ferramenta para o trabalho e para o aprendizado. No entanto, da concepção de novas Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) até a real aplicabilidade e utilização no ensino, há um longo caminho que evidentemente leva à pergunta: De quais maneiras pode-se utilizar o computador, com seus inúmeros recursos, para auxiliar de fato no processo ensino aprendizagem?

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20 a 25 de janeiro de 2013

Segundo Valente (1993), o aprendizado por meio do computador pode ocorrer de duas formas: o computador ensina o aluno, assumindo assim um caráter de máquina de ensinar, sendo este método baseado na instrução tradicional de ensino; o aluno pode ensinar o computador, permitindo ao aluno manipular variáveis, expor suas ideias e conhecimentos, e resolver problemas das mais variadas formas. Segundo o autor, precisamos de quatro ingredientes para a implantação do computador na educação: o computador, o software educativo, o professor devidamente capacitado e o aluno. Mas o processo que leva desde a concepção do uso do computador até a aprendizagem pelo aluno é longo e requer cuidado e atenção de quem orienta, neste caso, o professor.

Assim, o professor deve deixar de ser uma fonte fornecedora de conhecimento para se tornar, segundo Valente (1993, p. 6), o 'criador de ambientes de aprendizagem e o facilitador do processo de desenvolvimento intelectual do aluno'. É importante ressaltar que essas modalidades de utilização do computador têm suas vantagens e desvantagens, e cada uma, portanto, tem suas utilidades que certamente servirão para atender um maior número de pessoas.

Nesse sentido, a internet oferece um amplo e ilimitado espaço para a propagação do conhecimento, porém, deve-se estudar e analisar profundamente como determinada postura e abordagem são realmente pertinentes para cumprir tanto com o currículo escolar quanto com a formação ativa do aluno. O computador, com seus recursos e potencialidades, é exemplo de uma tecnologia da informação, que em parceria com a internet se revela como um verdadeiro campo de estudo e aprendizado, abrindo espaço para pessoas compartilharem e terem acesso a conteúdos diversificados em maior ou menor grau de profundidade. Dessa forma, a internet oferece novos meios e inúmeras maneiras, que englobam desde a produção e disposição de conteúdo até novos estilos de aprender, permitindo às pessoas desenvolverem-se cognitivamente. Sendo assim, a educação baseada na internet torna-se possível, pois as tecnologias da internet permitem um aumento na interação entre os estudantes, e a geração do conhecimento ocorre por meio da cooperação e do compartilhamento da informação (COSTA & FRANCO, 2005).

Diante de tal oferta de capacidade e novas aberturas para o ensino, surgem também novos modos para a ocorrência do processo ensino aprendizagem. Assim, os Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA) se mostram como um auxílio para a orientação de alunos em meio a infindáveis informações e respostas que se encontram na internet. Esse processo é acompanhado pelo professor que fica responsável pela escolha do conteúdo e também da metodologia utilizada para o ensino. Quando se escolhe o uso de simulações e outros recursos para o ensino, o professor deve estar atento para selecionar conteúdos que realmente atendam às expectativas de aprendizagem e quando necessário faça as corretas ponderações e considerações que o software utilizado requer, pois uma determinada simulação pode conter imperfeições que poderão conduzir a conclusões e generalizações equivocadas (MEDEIROS, A. & MEDEIROS, C. F., 2002). Ou seja, as ferramentas que o professor utiliza no ambiente virtual têm suas limitações que deverão ser levadas em conta ao se propor determinada metodologia.

No entanto, se estamos tratando de um aprendizado por meio do computador mediado pelo professor, não significa que há apenas uma transposição da rotina da sala de aula para o AVA, pois cabe aí diferentes formas de levar o interesse aos alunos. O computador possibilita mostrar, por exemplo, por meio de

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animações e simulações, conceitos e efeitos difíceis de serem expressos apenas com quadro negro e giz. De acordo com Lévy (2010, p. 122) 'Contrariamente à maioria das descrições funcionais sobre papel ou aos modelos reduzidos analógicos, o modelo informático é essencialmente plástico, dinâmico, dotado de uma certa autonomia de ação e reação.' Dessa maneira, tenta-se evitar que o AVA seja apenas um repositório de conteúdos acessível em qualquer hora e lugar, para ser um ambiente que acompanha o aprendizado do aluno e ofereça a ele diferentes formas de expressar suas ideias e organizar seus conhecimentos, e que de fato facilita a aprendizagem conciliando rigor e interesse dos alunos.

Nesse sentido, um software amplamente utilizado por diversas instituições de ensino é o Moodle, 'Modular Object-Oriented Dynamic Learning Environment'. Este software é executado em um Ambiente Virtual de Aprendizagem acessível pela internet a qualquer momento pelos alunos e pelo professor. Este ambiente permite a realização de uma série de atividades de aprendizagem (que incluem fóruns, chats, questionários e disposição de conteúdos de diferentes mídias), que podem ser monitoradas tanto pelo professor da disciplina quanto por monitores, de forma que os resultados das atividades previstas no plano de curso pelo professor possam ser acompanhados. Dessa forma, o uso desse software em um AVA facilita a articulação entre conteúdos e formas de avaliação, fazendo a ponte entre o que o professor deseja e precisa ensinar, com aquilo que o aluno precisa aprender, superando o processo meramente de transmissão de informações.

Segundo Valente (1999, p. 1), '[...] a utilização de computadores na Educação é muito mais diversificada, interessante e desafiadora, do que simplesmente a de transmitir informação ao aprendiz.' Nesse sentido, a formação dos futuros professores deve prepará-los não apenas para enfrentar uma realidade que preza o computador para suas mais diferentes atividades (sejam elas de lazer ou de trabalho), mas também em saber orientar a utilização da tecnologia de forma a fazer valer os recursos que o computador dispõe, tomando o cuidado para que as TIC não sejam utilizadas como instrumentos de metodologias antigas, pois a cultura e a sociedade mudam com o tempo e são influenciados pelos novos produtos e técnicas que surgem, o que mostra Lévy (1999, p. 169) quando diz que 'os indivíduos toleram cada vez menos seguir cursos uniformes ou rígidos que não correspondem a suas necessidades reais e à especificidade de seu trajeto de vida'.

Levando-se em consideração esses aspectos, este trabalho foi desenvolvido de maneira a envolver o professor e os alunos no aprendizado de conteúdos de Física por meio de um AVA, utilizando o Moodle. Sabemos que, no caso da Física, a internet oferece múltiplos recursos e instrumentos que ajudam a entender determinados fenômenos. No entanto, buscamos alternativas e metodologias que contemplem melhor a relação do aluno com o computador, com o objetivo principal de estudar como essa interação se concretiza e o quanto ela ajuda no processo ensino aprendizagem e quais as impressões que os alunos têm sobre a utilização desses recursos.

## Descrição do trabalho desenvolvido

O percurso desenvolvido foi caracterizado por uma pesquisa de abordagem qualitativa com estudo de caso, que segundo Lüdke e André (1986) enfatiza a interpretação de um contexto, o qual requer o exercício da prática reflexiva e por ser um dos mais relevantes tipos de pesquisa qualitativa. A pesquisa ocorreu em uma

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escola pública da cidade de Goiânia, Goiás e desenvolvida, principalmente, no laboratório de informática dessa escola. Foi usado um ambiente Moodle preparado e adaptado para a disciplina a ser ministrada. Os sujeitos da pesquisa foram alunos do Ensino Médio. As aulas no laboratório ocorreram a cada duas semanas, sendo intercaladas com aulas tradicionais ministradas pelo professor regente das turmas. Todas as atividades no AVA foram acompanhadas e supervisionadas pelo professor regente. O projeto foi executado em disciplinas chamadas acessórias, que são aquelas que os alunos têm a liberdade de escolher para cursar. No segundo semestre de 2011, a disciplina ministrada foi 'Ondas'. Nesse período, contamos com a participação dos 11 alunos matriculados. No primeiro semestre de 2012, a disciplina trabalhada no ambiente virtual foi 'Óptica'. Participaram dessa disciplina 29 alunos.

Em cada aula no laboratório, os recursos de ensino relativos ao assunto a ser abordado (simulações, vídeos, textos e experimentos) foram disponibilizados no Moodle. As simulações e os objetos de aprendizagem foram escolhidos de tal forma a dar liberdade ao aluno, isto é, permitir a ele mudar padrões e variáveis e tirar conclusões a respeito dos fenômenos estudados. Os textos e vídeos foram escolhidos ou elaborados para atender as características das disciplinas.

Em todas as aulas que ocorreram no laboratório de informática, os alunos foram orientados em relação ao tema da aula, com uma breve introdução do assunto e dos recursos planejados para utilização no dia. Em seguida, era dada liberdade para que os alunos explorassem as ferramentas disponibilizadas no ambiente, e a partir de interações com os colegas e com os professores, tirassem dúvidas e chegassem a conclusões. Ao final de cada atividade, os alunos eram convidados a responder um questionário que envolvia o tema estudado. Foram montados, também, fóruns para que os alunos participassem em horário extraclasse. Como nem todos possuíam acesso à internet em casa, os questionários e os fóruns foram acessados no próprio colégio ao final das atividades previstas.

Além das atividades virtuais, durante o período da disciplina 'Ondas', os alunos visitaram o laboratório de Física do Instituto de Física da UFG, onde foram apresentados a eles alguns fenômenos ondulatórios numa cuba de ondas e também alguns vídeos que estendiam o tema para a Mecânica Quântica com o fenômeno da dualidade partícula-onda do elétron.

Assim, com as atividades propostas pudemos analisar as participações dos alunos no ambiente virtual por meio da frequência de acessos, da qualidade das discussões nos fóruns e das respostas aos questionários.

## Resultados obtidos

Com a análise das participações dos alunos nas atividades virtuais propostas e nos fóruns e pelos índices de acerto nos questionários virtuais e nas provas aplicadas pelo professor regente, concluímos que as atividades promoveram o aprendizado, conforme podemos observar dos resultados apresentados na Tabela 1.

Tabela 1: Índice de aproveitamento (%) nas atividades virtuais e no resultado final das disciplinas.

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Nessa Tabela, os dados referentes à Avaliação Virtual se referem às atividades avaliativas executadas no Ambiente Virtual. Nesses índices estão os alunos que obtiveram aproveitamento acima da nota mínima exigida para aprovação, caso essa fosse a única forma de avaliar. Nos índices referentes ao Resultado Final estão computados, também, os resultados das avaliações presenciais, aplicadas pelo professor regente.

Procuramos, também, avaliar o processo executado, ou seja, quais as impressões que os alunos participantes tinham do processo utilizado. Para tal, como atividade final no Moodle, os alunos responderam um questionário sobre suas impressões quanto a utilização dos recursos utilizados para seus aprendizados em Física. Foram cinco perguntas objetivas e uma discursiva. Como foi a última atividade a ser respondida em horário extraclasse, somente 13 alunos responderam à pesquisa. Na Tabela 2 apresentamos os resultados das perguntas objetivas.

Tabela 2: Resultado da avaliação do uso do Ambiente Virtual pelos alunos

Analisando as respostas dadas pelos alunos, consideramos que os mesmos aprovaram o uso do ambiente virtual. Ainda, a maioria considerou que houve compreensão dos fenômenos a partir das ferramentas didáticas utilizadas, fato que já tínhamos observado durante as atividades e a partir dos resultados dos questionários e das provas aplicadas, bem como pelo fato de todos os alunos terem sido aprovados nas disciplinas.

Por outro lado, as respostas evidenciaram que, apesar de todos terem afirmado que o uso do AVA ajudou na compreensão dos conceitos, os recursos disponibilizados no ambiente não favoreceram a aprendizagem dos fenômenos físicos para todos os alunos, pois alguns declararam ter tido dificuldades mesmo com os recursos disponibilizados. Outro ponto importante é o fato de alguns alunos não se sentirem estimulados a participar do ambiente, e outros se sentirem desmotivados com as atividades. Isso mostra que o ambiente preparado e adaptado para eles não possibilitou completamente a interação entre os participantes. Esse fato reforça o que Medeiros, A., e Medeiros, C. F. (2002) concluem quando afirmam que as simulações e outros objetos de aprendizagem podem oferecer limitações à aprendizagem. Portanto, consideramos que é sempre necessária uma avaliação

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muito criteriosa e cuidadosa do que é disposto no ambiente, procurando sempre alternativas que atuem tanto no interesse dos estudantes quanto na apropriação dos conceitos estudados.

Outro tipo de atividade utilizado foram os fóruns dentro do Moodle para que os alunos discutissem os temas abordados, tirassem dúvidas e fizessem comentários gerais. O objetivo desses fóruns era proporcionar interação e troca de experiências entre os alunos, o que deveria se tornar mais uma fonte de aprendizagem para eles. No entanto, pelo que observamos durante toda a pesquisa, a participação nesses fóruns foi muito pequena, se restringindo sempre aos mesmos e poucos alunos.

Outro resultado importante foi o de alguns alunos apontarem o ambiente virtual como cansativo o que demonstra a monotonia que um AVA pode se tornar para um aluno, tendo desdobramentos em seu aprendizado, pois ele acabará não utilizando as ferramentas ali disponibilizadas. Este, portanto, é mais um aspecto que deve ser pensado por quem planeja abrir espaço na internet para o ensino.

Na pergunta discursiva do questionário final, perguntamos que outras atividades os alunos consideravam como importantes para melhorar o aprendizado dos conteúdos de Física. Um dos alunos nos deu uma resposta que consideramos relevante, pois se relaciona ao desinteresse apresentado por alguns alunos e uma indicação para melhor motivá-los para o aprendizado:

Eu acho as aulas interessantes, no entanto poderiam melhorar, por exemplo com joguinhos isso pode aumentar o interesse, sem contar que aprender brincando é sempre melhor. Um exemplo é o do site da campanha da saúde auditiva tem um jogo legal... (Aluno da disciplina Ondas).

Assim, acreditamos, a partir desses resultados, que a metodologia adotada em um AVA atingiu as metas de aprendizagem, não totalmente, mas em um índice que consideramos adequado para o perfil do curso e dos alunos.

## Considerações finais

A utilização e exploração do computador para fins didáticos no ensino envolve o trabalho minucioso do professor que pretende aplicá-lo. A escolha dos objetos de aprendizagem e das ferramentas deve ser feita pensando em se alcançar a aprendizagem, seja por meio da interação entre os estudantes e o professor, seja por meio da interação com os próprios objetos disponibilizados no ambiente.

Nesse caso, consideramos que o Moodle, assim como qualquer outra ferramenta de auxílio ao aprendizado, deve ser capaz de atender a essas duas grandes demandas. Para isso, o professor que dirige o ambiente terá o desafio de organizar e buscar recursos que proporcionem um modo útil e eficaz para o aprendizado de determinado conteúdo. Saber selecionar entre as inúmeras ferramentas que a internet oferece é um dos principais meios para a utilização segura do computador na escola, que busca tanto aumentar o interesse dos estudantes quanto a aprendizagem dos conteúdos trabalhados. O mais importante, contudo, é saber que esta aprendizagem é proveniente tanto da comunicação entre os participantes do ambiente, quanto da exploração dos recursos ali disponibilizados.

Um AVA deve ser processual, pois a partir do acompanhamento do aprendizado do aluno, o professor deverá traçar novos métodos e novos recursos

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que deverão atender a uma parcela maior dos participantes do ambiente, atendendo ao interesse dos estudantes e contribuindo para o aprendizado. Cabe, portanto, ao professor, trabalhar com essas informações e dar o tratamento que elas requerem, ou seja, saber lidar com as dificuldades que os alunos apresentarem e ter condições de intervir a fim de resolvê-las.

Por fim, esperamos que essa pesquisa tenha apresentado uma forma de utilização do computador como suporte para o ensino e uma indicação para professores e futuros professores de como trabalhar usando o potencial que a internet pode oferecer. Consideramos que um AVA é uma forma inteligente de uso do computador, que desperta nos alunos o senso crítico e construtivo, facilitando, assim, o processo ensino-aprendizagem de forma dinâmica e processual.

## Referências

COSTA, Luciano Andreatta Carvalho da; FRANCO, Sérgio Roberto Kieling. Ambientes Virtuais de Aprendizagem e suas possibilidades construtivistas. Novas tecnologias na educação , Porto Alegre, v. 3, n. 1, p. 1-10, maio 2005.

LÉVY, Pierre. Cibercultura . Tradução de Carlos I. da Costa. 2. ed. São Paulo: Ed. 34, 1999.

\_\_\_\_\_\_. As tecnologias da inteligência : o futuro do pensamento na era da informática. Tradução de Carlos I. da Costa. 2. ed. Rio de Janeiro: Ed. 34, 2010.

LÜDKE, Menga; ANDRÉ, Marli Elisa Dalmazo Afonso de. Pesquisa em educação: abordagens qualitativas. São Paulo: EPU, 1986.

MEDEIROS, A.; MEDEIROS, C. F. Possibilidades e limitações das simulações computacionais no ensino de Física . Revista Brasileira de Ensino de Física, São Paulo, v. 24, n. 2, p. 77-86, jun. 2002.

VALENTE, J. A. Informática na educação do Brasil: Análise e contextualização histórica. In: \_\_\_\_\_\_. O computador na sociedade do conhecimento . OEA\_NIED/UNICAMP, Campinas, 1999.

\_\_\_\_\_\_. Diferentes usos do computador na educação. In: Computadores e Conhecimento : Repensando a educação. Revista do Núcleo de Informática Aplicada à Educação da UNICAMP. Campinas, 1993. Disponível em: <http://pan.nied.unicamp.br/publicacoes/separatas.php>. Acesso em: 17 jun. 2012.

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