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COMPREENSÕES DOS PROFESSORES DE CIÊNCIA SOBRE ATUAÇÃO DA MULHER NO DESENVOLVIMENTO DO CONHECIMENTO CIENTÍFICO

Bianca Silva Souza Omena, Luciano Fernandes Silva, Mariana Feiteiro Cavalari

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XX
Ano
2013
Data
24/01/2013
Linha de pesquisa
História, Filosofia E Sociologia Da Física
Tipo
Pôster

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Texto completo

## COMPREENSÕES DOS PROFESSORES DE CIÊNCIA SOBRE ATUAÇÃO DA MULHER NO DESENVOLVIMENTO DO CONHECIMENTO CIENTÍFICO

Bianca Silva Souza Omena 1 , Luciano Fernandes Silva , Mariana Feiteiro 2 Cavalari 3

1Aluna de graduação da Universidade Federal de Itajubá/ Instituto de Ciências Exatas, biancassomena@hotmail.com

2Professor da Universidade Federal de Itajubá/ Instituto de Ciências Exatas, lufesilva@uol.com.br

3Professora da Universidade Federal de Itajubá/ Instituto de Ciências Exatas, mafeiteiro@yahoo.com.br

## Resumo

Uma das funções da educação científica é a de possibilitar aos estudantes uma compreensão crítica da realidade. Nesse sentido, é indispensável que o ensino de Ciências esteja voltado para a construção de uma imagem não distorcida da atividade científica. Entretanto, pesquisas na área de Ensino de Ciências ressaltam que os alunos da Educação Básica possuem concepções distorcidas sobre o cientista, em especial sobre a atuação das mulheres nesse ramo da atividade humana. O desenvolvimento de tais compreensões pode ser influenciado pelas aulas de Ciências, de modo especial, pode estar relacionado com os estereótipos dos cientistas que estão presentes nos professores da referida disciplina. Diante desse quadro, realizamos uma pesquisa com o intuito de investigar as visões de docentes de Ciências, atuantes no terceiro e quarto ciclos do Ensino Fundamental de escolas públicas da cidade mineira de Itajubá, acerca da atuação da mulher na Ciência. Os dados foram coletados através de questionários apresentados a quatro docentes que se encontram na fase de consolidação/ estabilização da carreira, ou seja, possuem experiência de quatro a seis anos. Essa escolha se justifica a partir da ideia de que os professores na fase de consolidação estão mais maduros e confiantes para utilizar as próprias ideias sobre a natureza da ciência em sala de aula. Os dados analisados nos permitem afirmar que os docentes pesquisados apresentaram equívocos com relação à atuação da mulher na produção do conhecimento científico como, por exemplo, a atribuição de características exclusivamente masculinas a esta atividade profissional. Assim sendo, notamos que esses docentes apresentam uma imagem do cientista como sendo normalmente um indivíduo do sexo masculino.

Palavras-chave : Gênero em Ciência, Professores de Ciências, Imagem do Cientista, Natureza da Ciência.

## Introdução

Partimos do pressuposto que uma das funções do ensino de ciências na educação formal é a de orientar os estudantes na construção de uma imagem não distorcida da natureza do conhecimento científico. Nesse sentido, no decorrer da formação escolar, os estudantes deveriam reconhecer e compreender como a Ciência e a Tecnologia interferem na construção da sociedade e utilizar os conhecimentos científicos nas suas atividades cotidianas.

No entanto, diversos autores relatam em suas pesquisas, que a maioria dos estudantes possui uma série de equívocos sobre a natureza da Ciência

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(KOSMINSKY; GIORDAN, 2002; PRAIA et al. , 2002; MELO; ROTTA, 2010; REIS et al. , 2006; PÉREZ et al. , 2001).

Dentre os equívocos sobre a natureza da ciência apresentados por muitos alunos da educação básica, Kosminsky e Giordan (2002) destacam a imagem distorcida do cientista. Estes estudantes descrevem o cientista como sendo uma figura do sexo masculino, normalmente solitário e que não interage com a sociedade.

Nesse sentido, Melo e Rotta (2010) indicam duas principais características atribuídas ao Cientista por alunos do ensino básico, a saber:

- (...) A primeira imagem de cientista é caracterizada por uma figura do sexo masculino, de cabelos brancos, que trabalha em um laboratório, é sério, não possui vida social ou é distante da família, poderoso, podendo trazer benefícios ou não para a sociedade, dependendo do estudo que faz.(...) Já a segunda imagem representa um cientista 'maluco', que é do sexo masculino, com ar brincalhão, faz explosões e cria máquinas malucas e monstros (...)(MELO e ROTA, 2010, p.3)

Destacamos que, nas duas imagens do Cientista apresentadas por Melo e Rotta (2010), esse profissional está, sobretudo, associado a uma figura do sexo masculino. Há várias tentativas de entender esse fato, algumas delas enfatizam que, historicamente, parte da sociedade acreditou que as mulheres não tinham predisposição biológica para este ramo da atividade profissional. Atualmente, entende-se que a reduzida escolha das mulheres por estas carreiras não esteja associada a fatores biológicos e sim a fatores sociais (CAVALARI, 2007; ALMEIDA, 1998; SCHIEBINGER, 2001).

Importante destacar que uma parte significativa dessas compreensões dos estudantes sobre a atuação da mulher na Ciência é construída na escola. Sendo assim, é interessante investigar as concepções que os docentes possuem sobre esse assunto e também aquelas veiculadas pelos materiais didáticos. Esse trabalho, de modo especial, se volta para a investigação sobre as compreensões que possuem os professores dos terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental sobre o cientista. Vale ressaltar, que estes ciclos compreendem os quatro anos finais do ensino fundamental.

De modo específico, buscamos responder à seguinte indagação: que compreensões sobre a atuação da mulher na produção do conhecimento científico são elaboradas por professores de Ciências que atuam no terceiro e quarto ciclo do Ensino Fundamental?

A ideia de investigar os professores do terceiro e quarto ciclos do Ensino Fundamental se justifica a partir da compreensão que temos de que é nestes dois ciclos que os estudantes do Ensino Fundamental possuem maior contato com a disciplina específica denominada Ciências.

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## Procedimentos de coleta e análise de dados

Esta pesquisa fundamenta-se em abordagens de natureza qualitativa/ interpretativa. De acordo com Bogdan e Biklen (1994) os pesquisadores que se utilizam da pesquisa qualitativa buscam '(...) compreender o processo mediante o qual as pessoas constroem significados e descrever em que consistem estes mesmos significados'. (p. 70)

Neste sentido, Cohen et al. (2001) destacam que a pesquisa qualitativa deve buscar entender a subjetividade do mundo e da experiência humana; ser de natureza indutiva, focar as ações e as intenções dos atores envolvidos na pesquisa.

Para coletar os dados elaboramos dois instrumentos, a saber: um questionário com seis perguntas abertas e um questionário contendo sentenças sobre a atuação dos cientistas. Essas sentenças deveriam ser criticadas pelos docentes.

Enfatizamos que para a presente investigação apenas uma questão do primeiro questionário e duas sentenças do segundo foram utilizadas nas analises dos dados. Isto se deve ao fato de essa pesquisa ser um recorte de outra que ainda está em desenvolvimento.

Os questionários foram aplicados a quatro professores que lecionam a disciplina de Ciências nos terceiro e quarto ciclos do Ensino Fundamental que se encontram na fase de consolidação da carreira, ou seja, que possuem de quatro a seis anos de experiência docente.

Os professores na fase de consolidação, de uma forma geral, estão plenamente integrados nas escolas. Apresentam uma importante independência intelectual e domínio dos conteúdos escolares e procedimentos de ensino. Além disso, é na fase de consolidação que nos deparamos com professores com um maior sentimento de segurança, confiança, satisfação e gosto pelo ensino. Esta fase pode ser caracterizada como sendo uma etapa de afirmação perante os colegas mais experientes e às autoridades escolares, acompanhada de um sentimento de competência pedagógica crescente (FOLLE et al., 1998).

Estes sujeitos de pesquisa foram selecionados em seis escolas públicas de Itajubá-MG que oferecem o Ensino Fundamental do sexto ao nono ano e que se encontram na região central de Itajubá e/ou em bairros próximos a essa região. As unidades escolares escolhidas representam 50% das escolas públicas da referida cidade. Em outras palavras, nessas escolas existem apenas quatro professores que possuem de quatro a seis anos de experiência docente e que lecionam a disciplina ciências nos terceiro e quarto ciclos do Ensino Fundamental. Os demais professores da disciplina de Ciências nos terceiro e quarto ciclo do Ensino Fundamental dessas escolas possuem menos de que quatro ou mais que seis anos de experiência docente.

Destacamos que entendemos que 50% das escolas públicas de Itajubá garantiriam dados suficientes para traçarmos considerações a respeito das concepções dos docentes desse município.

Os sujeitos de pesquisa são dois homens (professores A e B) e duas mulheres (Professoras C e D). Com relação à formação acadêmica, observamos que três dos docentes são graduados em ciências biológicas e um dos professores é

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graduado em Engenharia Agrícola. Desses quatro professores, apenas um não possui pós-graduação.

Com base nos dados coletados, iniciamos o processo de sistematização e análise, que foi inspirado no procedimento conhecido por 'Análise de Conteúdo' proposta por Bardin (1991).

## Os professores de ciências atuantes no terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental e algumas das suas considerações sobre a atuação da mulher na Ciência

No presente trabalho, de modo especial, procuramos investigar as considerações de professores de ciências (fase consolidação) que atuam no terceiro e quarto ciclos do Ensino Fundamental de escolas públicas de Itajubá sobre aspectos relativos à atuação da mulher na Ciência. Para tanto, analisamos as respostas fornecidas por eles a uma pergunta do primeiro questionário e duas sentenças do segundo.

A pergunta do primeiro questionário visava identificar se os sujeitos de pesquisa reconhecem a existência de mulheres que atuaram ou atuam no desenvolvimento do conhecimento científico. Esta pergunta estava elaborada da seguinte forma: existem mulheres que foram importantes para o desenvolvimento da ciência? Se sim, nomeie-as. Justifique.

Embora os quatros docentes afirmem a existência de mulheres no desenvolvimento da Ciência, notamos que o Professor A e o Professor B possuem respostas evasivas, ou seja, apresentam um desconhecimento da atuação dessas no campo científico. A seguir apresentaremos um exemplo destas respostas:

Sim, muitas mulheres em certa época foram discriminadas e até queimadas pela sociedade machista que considera seus trabalhos bruxaria em vez de Ciência ou por perseguição religiosa. Ex: Joana D'arc. (Professor B).

Além deste desconhecimento a respeito da atuação da mulher no desenvolvimento da Ciência, o professor B, de modo especial, apresenta um equívoco com relação à história da ciência e/ou a natureza da ciência. Assim, ao exemplificar uma cientista através de figuras que não exerceram atividades científicas como, por exemplo, a Joana D'arc, torna-se evidente a existência de problemas na compreensão de Ciência e Cientista desse docente.

Já a resposta da professora C nos permite levantar a hipótese de que ela entende que as experiências desenvolvidas em sala de aula por um docente podem ser consideradas atividades científicas. Diante disto, tal professora compreende a importância da mulher como sendo a de ensinar um futuro cientista. O trecho abaixo exemplifica tal compreensão:

Com certeza, inúmeras, que na minha visão não precisam estar na história, não necessariamente são famosas, mas muito importantes para o desenvolvimento de vários cientistas, como as professoras que aguçaram a curiosidade e a vontade de cada futuro cientista. (Professora C)

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Essa professora relaciona de forma imediata a docência com a atividade científica. Considerações dessa natureza realizadas por professores de ciências que atuam em escolas públicas do Ensino Fundamental também foram evidenciados no trabalho de Omena et al. (2011).

Destacamos que a professora D apresenta uma melhor compreensão sobre aspectos da atuação da mulher na Ciência. Entretanto, a sua resposta não esclarece quais argumentos a conduzem a tal perspectiva. Como é possível ser verificado no trecho a seguir:

Sim, com certeza. As mulheres alcançaram um nível respeitável dentro das pesquisas científica [sic]. Cito as duas autoras acima - Vani Kenski: pesquisadora da área educacional, autora de muitos livros e artigos que descreve sobre a trajetória do EAD. Suzan Andrews: doutora em biopsicologia. Autora de livros e pesquisascomo mulheres importantes para o desenvolvimento da Ciência. (Professora D)

De fato, consideramos que apenas a professora D indica possuir um melhor entendimento sobre a existência de mulheres no desenvolvimento da ciência. Já os professores A, B e C alegam a existência de mulheres atuantes no desenvolvimento da Ciência quando questionados explicitamente sobre assunto, mas não possuem conhecimento que sustentem tal afirmação.

- O segundo instrumento de coleta de dados foi construído a partir do trabalho de Mead e Métraux (1957). Neste trabalho, encontramos descritas as características que os alunos estadunidenses do secundário atribuem ao cientista. Diante dessas características elaboramos as sentenças do segundo questionário. Entre as sentenças realizadas para esse instrumento destacamos:
- I - O cientista é um homem que usa jaleco branco. É idoso ou de meia idade e usa óculos. É pequeno e forte, ou alto e magro. Ele pode ser careca, usar barba, ou ter barba por fazer. Pode ser despenteado, andar curvado e aparentar cansaço.
- II - Ele é um homem muito inteligente - um gênio.

Especificamente, ao apresentar aos professores essas sentenças, tínhamos o interesse em verificar se o estereótipo de uma figura masculina seria de alguma forma, contestada por eles.

As respostas apresentadas pelos professores para essas sentenças indicam que todos contestam esta sentença por conta de alguma característica evidenciada. No entanto, as justificativas dos professores A e B não demonstram oposição ao estereótipo relacionado ao sexo do Cientista. Os trechos destacados a seguir evidenciam tal aspecto:

Hoje você pode se tornar cientista razoavelmente novo com, por exemplo, 30 anos e dependendo da área de atuação nem usar jaleco. (Professor B, referindo-se a sentença I)

Não necessariamente tem que ser assim. Um bom cientista também se faz com muito esforço, com vontade de entender as coisas. O descobrimento da célula foi feito por um cara que nem é da área. E ele teve curiosidade para descobrir. Tudo que se carrega de bagagem hoje foi feito por pessoas que não tinham a intenção de descobrir o assunto. (Professor A, referindo-se a sentença II)

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Entendemos que os professores A e B possuem, de forma mais arraigada, a imagem de uma Ciência produzida somente por indivíduos do sexo masculino.

Já a professora D contesta a sentença I utilizando uma justificativa mais abrangente. Tal resposta segue abaixo:

O cientista não possui um estereótipo. (Professora D, referindo-se a sentença I)

Percebemos que nessa resposta a professora D demonstra ser contra uma visão estereotipada do cientista, assim, podemos até levantar a hipótese de que ela poderia estar considerando uma possível atuação da mulher no desenvolvimento da Ciência.

A professora C, por sua vez, explicitou que o Cientista admite a imagem de uma figura do sexo feminino. O trecho destacado a seguir evidencia tal visão:

Discordo, essa imagem foi criada em filmes e desenhos. Na minha opinião não há um estereótipo para um cientista e não necessariamente tem que ser homem e usar jaleco. O principal é gostar do que faz e fazer direito mesmo com dificuldades. (Professora C)

Diante das considerações das professoras C e D com relação às sentenças apresentadas, podemos afirmar que elas, diferente deles, parecem se incomodar com a visão estereotipada que sustenta a ideia de que cientistas são exclusivamente do sexo masculino. Todavia, apenas a professora C questiona essa ideia utilizando argumentos mais explícitos. Esta docente parece reconhecer que a produção da Ciência não é exclusividade dos homens, porém, destacamos que ela, conforme apontado anteriormente, apresenta equívocos com relação à natureza da atividade científica.

## Considerações finais

A presente pesquisa teve como objetivo analisar a concepção que professores de ciências que atuam no terceiro e quarto ciclos do Ensino Fundamental de escolas públicas de Itajubá possuem acerca da atuação da mulher na produção do conhecimento científico.

Os dados analisados nos permitem afirmar que os docentes investigados nessa pesquisa apresentam alguns equívocos e/ou poucas informações com relação à atuação da mulher na Ciência.

Os professores do sexo masculino, participantes dessa pesquisa, são os que possuem os maiores equívocos com relação a esse tema, sobretudo por não se incomodarem com sentenças que apresentam características físicas exclusivamente masculinas para o Cientista.

Sendo assim, enfatizamos, em concordância com outros trabalhos da área, a necessidade da inclusão, em cursos de formação inicial e continuada de docentes, de discussões e esclarecimentos que versam sobre aspectos da natureza da

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Ciência e, especialmente, em relação à atuação da mulher no desenvolvimento científico.

Por fim, entendemos que a análise realizada até o presente momento não nos permite aprofundar a compreensão do processo mediante o qual os docentes pesquisados constroem os significados que possuem sobre a atuação da mulher na ciência. Visando obter um melhor esclarecimento em relação aos argumentos que conduzem a determinada perspectiva e, sobretudo, aprofundar o sentido das "respostas evasivas", pretendemos realizar entrevistas com os professores envolvidos na segunda parte dessa investigação.

## Referências

ALMEIDA, J. S. Mulher e Educação : a Paixão pelo Possível. São Paulo: Fundação da Editora da UNESP, 1998.

BARDIN, L. Análise de Conteúdo. Lisboa: Edições 70, 1991.

BOGDAN, R.; BIKLEN, S. Investigação qualitativa em educação: uma introdução à teoria e aos métodos. Portugal: Porto Ed. 1994.

CAVALARI, M. F. A matemática é feminina? Um estudo histórico da presença da mulher em institutos de pesquisa em matemática do estado de São Paulo. 2007.156f. Dissertação (Mestrado em Ensino e Aprendizagem da Matemática e seus Fundamentos Filosóficos-Científicos), Universidade Estadual 'Júlio de Mesquita Filho'- UNESP câmpus Rio Claro).

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KOSMINSKY, L.; GIORDAN M. Visões de Ciências e Sobre o Cientista Entre os Estudantes do Ensino Médio. Química Nova na Escola . v.15. p.11-18, mai. 2002.

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PRAIA, J. F.; CACHAPUZ, A. F. C.; PÉREZ, D. G. Problema, teoria e observação em ciência: Para uma reorientação epistemológica da Educação em Ciência. Ciência & Educação . Bauru, v. 8, n.1, p. 127 - 145, 2002.

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SCHIEBINGER, L. O feminismo mudou a ciência? Trad. Raul Fiker. Bauru: EDUSC, 2001. (Mulher.)

Os autores agradecem o apoio financeiro recebido junto ao CNPq (bolsa de Iniciação Científica), ao Projeto Prodocência 028/2010 e ao PET Conexão de Saberes 'Licenciatura em Ciências Exatas'.

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