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CONCEPÇÕES SOBRE O ENSINO E AVALIAÇÃO DOS PROFESSORES DE FÍSICA NA E.E.E.F.M. MONS. JOSÉ BORGES DE CARVALHO, ALAGOA NOVA, PB

Ailton Vicente Barbosa, Rodrigo Ronelli Duarte De Andrade

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XX
Ano
2013
Data
24/01/2013
Linha de pesquisa
Pesquisa Em Educação Em Física
Tipo
Pôster

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Texto completo

## CONCEPÇÕES SOBRE O ENSINO E AVALIAÇÃO DOS PROFESSORES DE FÍSICA NA E.E.E.F.M. MONS. JOSÉ BORGES DE CARVALHO, ALAGOA NOVA, PB

## BARBOSA, Ailton Vicente 1 ; ANDRADE, Rodrigo Ronelli Duarte de 2

1 E.E.E.F.M. Mons. José Borges de Carvalho, Alagoa Nova, PB, avb\_vicente@hotmail.com 2 Universidade Federal da Paraíba/Departamento de Ciências Básicas e Sociais, rodrigo\_ronelli@yahoo.com.br

## Resumo

As pesquisas sobre as concepções dos professores do nível médio acerca de ensino e avaliação em Física vêm crescendo nas últimas décadas em todo o mundo visto que, essas concepções, são fatores importantes tanto no processo de aprendizagem dos discentes como na formação de professores. O presente trabalho tem por objetivo identificar quais as concepções de professores que atuam na disciplina de Física em uma escola pública de ensino médio com relação ao ensino e avaliação. Para tanto foi realizado um levantamento teórico sobre a didática de ensino de Física e também sobre a avaliação. Em seguida foram selecionados critérios para uma pesquisa e foi aplicado um questionário a professores de Física de uma escola estadual do município de Alagoa Nova, PB. Após o mapeamento das questões respondidas pelos pesquisados, a principal dificuldade no magistério é a falta de dedicação exclusiva do docente para as atividades letivas. Diante da situação que anda a educação, a utilização do livro didático é um instrumento auxiliar de docência. A avaliação escolar é um processo no ensino, tendo os docentes a utilizado por mais de dez vezes durante o ano. Embora a teoria sobre ensino de Física e avaliação não esteja consolidada nas cabeças desses professores da escola trabalhada, em momento algum podemos dizer que eles não executem certas concepções em suas atividades escolares. Uma conclusão é que, o desenvolvimento e a aquisição de conhecimentos relacionados à Física não é algo tão simples de se mensurar, pois cada aluno tem um tempo que deve ser respeitado. Observou-se ainda diferentes níveis de entendimento do que é a avaliação para cada entrevistado.

Palavras-chave : Ensino de Física, Concepções de ensino, Avaliação.

## Introdução

Há muito tempo que discussões sobre ensino e avaliação em Física no nível médio vêm sendo realizadas em todo o mundo por pessoas que conhecem o assunto, visto ser o seu entendimento fator primordial para a formação de professores de Física para atuar em uma comunidade que convive num meio repleto de diversidade científica.

Atualmente, há a necessidade de mudanças na metodologia e nas estratégias de ensino pela importância de compreender o processo de aprendizagem que ocorre no aprendiz. O processo de avaliação necessita da aceitação de todos os envolvidos no desenvolvimento educacional, de modo que possa contribuir efetivamente para o aperfeiçoamento didático do desempenho escolar, sendo um instrumento para o planejamento no nível médio, para prestação de contas à sociedade e para que a avaliação faça parte da rotina instrumental da escola.

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20 a 25 de janeiro de 2013

O ensino de Física deve contribuir para a formação de uma cultura científica efetiva no educando, que permita a interpretação dos fatos, fenômenos e processos naturais. A finalidade do ensino de Física é a aprendizagem. Dessa forma, o conhecimento e as concepções tanto do professor de Física quanto dos alunos são fatores importantes para essa aprendizagem. Para ensinar é preciso antes saber, processo que só se completa com o decorrer do tempo, em muitos casos, anos depois de completada a graduação, quando se alcança a lenta formação das estruturas mentais que vão possibilitar a aquisição desse saber.

Essa percepção do saber físico como construção humana constitui-se condição necessária, mesmo que não suficiente, para que se promova a consciência de uma responsabilidade social e ética. Se procura explicitar, através de diferentes formas que, mais do que uma simples reformulação de conteúdos ou tópicos, pretende promover uma mudança na ênfase, visando à vida individual, social e profissional, presente e futura, dos jovens que frequentam o ensino médio. Isso requer do professor mudanças de atitudes tanto na forma de ensinar como na maneira de avaliar.

Este trabalho busca identificar algumas das concepções dos professores que atuam em Física quanto à avaliação e o ensino de Física, na Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Monsenhor José Borges de Carvalho, no município de Alagoa Nova, PB. Propõe-se mostrar a forma com que o ensino de Física está sendo desenvolvido, observando a realidade do professor para que se possa traçar um diagnóstico do ensino de Física e de sua avaliação.

## Ensino de Física e Avaliação

A Física é, segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Médio (PCNEM, 1999), uma ciência que nos permite elaborar modelos que sirvam de investigação para o mundo microscópico e macroscópico. No projeto políticopedagógico da escola deve existir propostas claras a respeito de qual Física ensinar para possibilitar uma melhor compreensão do mundo e uma formação para a cidadania mais adequada.

Sabemos todos que, para tanto, não existem soluções simples ou únicas, nem receitas acabadas que garantam o sucesso. Essa é a questão a ser enfrentada pelos educadores de cada escola brasileira, de cada realidade social, procurando corresponder aos desejos e esperanças de todos os participantes do processo educativo, reunidos através de uma proposta pedagógica que funcione. É sempre possível, no entanto, sinalizar aqueles aspectos que conduzem o desenvolvimento do ensino na direção desejada.

A física, como toda ciência, é uma construção humana. Ela não está no mundo exterior - na natureza ou nos objetos que a compõem - mas na cabeça dos físicos. Só é possível aprender física com alguém que saiba física, o parceiro mais capaz, elemento essencial em toda interação social destinada ao ensino de qualquer saber humano. Para Gaspar (2003), ser formado em física não dá a ninguém o domínio de todos seus conceitos nem de toda a linguagem dessa ciência, mesmo na improvável possibilidade de que tudo tenha sido correta e adequadamente ensinado durante o curso.

- O tempo de maturidade que permite a formação das estruturas mentais necessárias à compreensão de todos esses conceitos e do domínio de toda essa

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linguagem quase sempre ultrapassa o tempo de integralização do curso. O professor precisa continuar a aprender, e muito, depois de concluir sua formação inicial. Para Gaspar (2003), a maioria dos professores vê no livro didático o único parceiro mais capaz e acessível. É o único companheiro com o qual ele pode interagir, esclarecer dúvidas, buscar apoio e orientação. O problema não é a utilização do livro didático como um instrumento auxiliar na sala de aula, mas sim como a autoridade, a última instância, o critério absoluto de verdade, o modelo da excelência a ser adotado em classe.

Para Gerber (apud Nogueira, 2003), a linguagem falada é o principal meio empregado para ensinar os alunos e para demonstrar seus conhecimentos. Em cada sala de aula, são múltiplos os discursos entre os participantes, com múltiplos tipos de interações professor-aluno, aluno-professor, aluno-aluno, professor-classe inteira, classe inteira-professor.

De acordo com Nogueira (2003), são muitas as maneiras de professores e alunos se relacionarem, mas certamente uma das mais importantes é através de perguntas. A abordagem construtivista deixa claro que é necessário levar os estudantes a se envolverem mais ativamente com a própria aprendizagem. As perguntas dos alunos revelam o grau de envolvimento deles, constituindo-se num importante instrumento de aprendizagem e avaliação.

Em seu processo de construção, a Física desenvolveu uma linguagem própria para seus esquemas de representação, composta de símbolos e códigos específicos. Reconhecer a existência de tal linguagem e fazer uso dela constitui-se competência necessária, que se refere à representação e comunicação. Assim, o aprendizado de Física deve estimular os jovens a acompanhar as notícias científicas, orientando-os para a identificação sobre o assunto que está sendo tratado e promovendo meios para a interpretação de seus significados.

Do ponto de vista de uma nova prática precisamos deixar claro se estamos interessados em avaliar conhecimento (estoque de informações) ou se estamos interessados em como as pessoas pensam e qual estratégia da aprendizagem teríamos que deslocar de avaliação do conhecimento para avaliação da aprendizagem.

A avaliação do ponto de vista discente, que poderia ser realizada pela escola seria interessante, porque tenta descobrir quais dos instrumentos utilizados os alunos consideram capazes de mensurar eficientemente seu desenvolvimento e aprendizado. Não que eles decidam, mas que sejam estimulados a refletirem como podemos aprender melhor, conscientizando-os, da necessidade de participar, teremos uma avaliação contínua.

A avaliação é parte do processo de ensino-aprendizagem que acontece em diversos momentos de uma aula. Diversos especialistas da área escrevem livros sobre educação escolar e apresentam a avaliação como uma ferramenta que nos informa o quanto os estudantes vêm melhorando ou apresentando dificuldades. A avaliação deve servir de diagnóstico do que e onde se precisa melhorar, deve determinar em que medida os objetivos educacionais estão sendo realmente alcançados pelo programa do currículo e do ensino

Longe de ser apenas um momento final do processo de ensino, a avaliação se inicia quando os estudantes põem em jogo seus conhecimentos prévios e continuam a evidenciar durante toda situação escolar. Svriven, citada por Haydt

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(2002), defende ainda que a avaliação é uma atividade metodológica que consiste na coleta e na combinação de dados relativos ao desempenho, usando um conjunto ponderado de escalas de critérios que leve à classificações comparativas ou numéricas, e na justificação como coleta de dados, nas ponderações e seleção de critérios.

Segundo a teoria Ausubeliana, avaliar significa um julgamento de valor ou mérito, examinar os resultados educacionais para saber se preenchem um conjunto particular de objetivos educacionais (Albuquerque, 2005).

A avaliação escolar não é uma etapa isolada no processo da aprendizagem. Ela faz parte dos objetivos-conteúdos-métodos que envolvem o plano de ensino, que deve ser desenvolvido no decorrer das aulas. Devem-se explicitar os conhecimentos, as habilidades e as atitudes, para que haja uma maior compreensão do que se quer ensinar e do que se quer avaliar.

A avaliação deve ter caráter objetivo, capaz de comprovar os conhecimentos realmente assimilados pelos alunos, de acordo com os objetivos e os conteúdos trabalhados. Isso não significa excluir a subjetividade do professor e dos alunos, que está sempre presente na relação pedagógica. Ela também serve como um termômetro do esforço do professor. Ao analisar os resultados do rendimento escolar dos alunos, se obtém informações sobre o desenvolvimento do seu próprio trabalho. (Libâneo,1994)

É importante saber que os conhecimentos, as habilidades, as atitudes e os hábitos, bem como a maneira de ser do professor, revelam cada profissional diante do receptor (aluno).

Ainda, segundo Luckesi, apud Perrenoud (2002), enquanto o planejamento é o ato pelo qual decidimos o que construir, a avaliação é o ato crítico que nos subsidia na verificação de como estamos construindo o nosso projeto educacional. A avaliação da aprendizagem é como um ato amoroso, no sentido de que a avaliação, por si, é um ato acolhedor, integrativo, inclusivo. É necessário distinguir avaliação de julgamento. O julgamento é um ato que distingue o certo do errado, incluindo o primeiro e excluindo o segundo.

A avaliação tem por base acolher uma situação, para, e só então, ajuizar a sua qualidade, tendo em vista dar-lhe suporte de mudança, se necessário. A avaliação, como ato diagnóstico, tem por objetivo a inclusão e não a exclusão; a inclusão e não a seleção, que obrigatoriamente conduz à exclusão. O diagnóstico tem por objetivo aquilatar coisas, atos, situações, pessoas, tendo em vista tomar decisões no sentido de criar condições para a obtenção de uma maior satisfatoriedade daquilo que se esteja buscando ou construindo (Luckesi, 2000).

Perrenoud (1999) diz que, a avaliação é uma negociação com armas desiguais. Para estudar seus aspectos técnicos e metodológicos, é legítimo tratar a avaliação como uma medida . Trata-se exatamente de uma operação intelectual que tenta situar o indivíduo em um universo de atributos quantitativos ou qualitativos. Por essa razão, ela certamente diz respeito à epistemologia e à metodologia da medida. Isto não deveria nos fazer esquecer que a avaliação é sempre muito mais que uma medida. É uma representação, construída por alguém, do valor escolar ou intelectual de outro indivíduo. Inscreve-se, pois, em uma relação social específica, que une um avaliador e um avaliado. No decorrer do ano letivo, a avaliação escolar é polivalente; as mesmas informações devem servir para fins muito diferentes.

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A rigor não se deveria coletar as mesmas informações, nem processá-las da mesma maneira, ao visar a uma avaliação (Albuquerque, 2005):

- · Formativa, que é uma regulação da ação pedagógica;
- · Cumulativa ou certificativa, que faz o balanço dos conhecimentos;
- · Prognóstica, que fundamenta uma orientação;
- · Incitativa, cujo propósito é pôr os alunos a trabalhar;
- · Repressiva, que previne ou contém eventuais excessos;
- · Informativa, destinada, por exemplo, aos alunos e pais.

É importante ressaltar que para que os educadores assumam essa postura de avaliação como um processo contínuo na sua prática docente, é necessário ter objetivos claros e bem definidos tanto para quem avalia como para quem é avaliado. Para tanto, como educadores, além do nosso conhecimento espontâneo, é necessário termos um conhecimento teórico em relação à avaliação, tendo em vista que a avaliação é um processo dinâmico e sua eficiência deve se dá na mesma velocidade em que as mudanças se dão na sociedade. A avaliação não deve ser um monopólio do professor, o aluno tem tanto direito quanto o professor de participar, de entender, construir seus próprios valores participando ativamente desse processo e mais importante, vivendo a avaliação.

## Metodologia utilizada

Este trabalho constitui uma análise documental e pesquisa de campo. Inicialmente fez-se uma revisão bibliográfica dos aspectos fundamentais sobre a avaliação no ensino médio. Em particular, estabeleceu-se como critério fazer uma abordagem envolvendo a caracterização inicial do município e da escola onde se realizou a pesquisa com alguns professores de Física. Foi levada em consideração a relação ensino de Física e avaliação e mantido na revisão apenas os assuntos mais amplamente difundidos nesta área do conhecimento trabalhados no ensino médio.

Em outra etapa, foi feita a leitura dos documentos que tratam da educação nacional, em particular os pontos que tratam do ensino de Física no nível médio, buscando destaque nos temas que, explícita ou implicitamente, versam sobre ensino de Física, a avaliação na Educação Básica e sua importância como suporte para promover os alunos na escola de nível médio.

Adotamos como pressuposto teórico o conhecimento sobre a avaliação como um dos instrumentos necessários para compreender as relações entre professor-aluno, professor e método de ensino, conteúdo e aluno. As atividades colaboram com os alunos, os quais citam necessidades de tomadas de decisão conscientes sobre processos que envolvam sua vida e o seu ambiente.

Para um melhor esclarecimento sobre a prática de ensino e a avaliação realizada por professores de Física no ensino médio, aplicamos um questionário na Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Monsenhor José Borges de Carvalho, com dois professores de Física do sexo masculino com idade de 26 e 42 anos, licenciados em Física, com respectivos tempos de magistério de cinco e dezoito anos, ambos realizando uma pós-graduação, em nível de especialização, em Ensino de Física, na Universidade Estadual da Paraíba. Os mesmos lecionavam apenas nesta Escola.

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- O questionário foi montado a partir das referências citadas sobre ensino de Física e avaliação e dos documentos oficiais mencionados. Além das questões preliminares como nome, idade, sexo, escolaridade, número de escolas em que leciona, tempo de atuação no magistério, as perguntas específicas sobre ensino e aprendizagem foram as seguintes:
- 1. Quais as dificuldades você encontra para ensinar Física e formar o cidadão?
- 2. Dentre as proposta apresentadas para o nível médio nos PCNEM (1999), você considera mais importante?
- I - A formação geral, em oposição à formação específica.
- II - O desenvolvimento de capacidades de pesquisar, buscar informações, analisá-las e selecioná-las.
- III - A capacidade de aprender, criar, formular, ao invés do simples exercício de memorização.
- 3. Das alternativas sobre o livro didático de Física, qual você considera mais importante?
- I - O livro didático é o único instrumento de suporte às aulas.
- II - O livro didático é um instrumento auxiliar no seu fazer pedagógico.
- III - Outros posicionamentos.
- 4. O que você entende por avaliação? E por avaliação contínua? Na escolha de um instrumento de avaliação, o aluno participa desta escolha ou você decide o que será utilizado? Quais os instrumentos de avaliação que utiliza?
- 5. Você faz avaliação contínua com seus alunos? Caso não faça avaliação contínua, quantas vezes você avalia o aluno durante o ano?
- 6. Você procura se manter atualizado com a Física e com as propostas didáticas e pedagógicas do ensino? Em caso afirmativo, através de quais formas?

## Resultados e Discussões

Após o tratamento dos dados obtidos nos questionários apresentamos abaixo os resultados obtidos. Para a questão sobre as Dificuldades encontradas pelos pesquisados para ensinar Física e formar o cidadão , todos informaram que a falta de tempo para preparar as aulas é uma grande dificuldade. Um deles alegou a falta de recursos e materiais e outro pesquisado afirmou que o desinteresse do aluno com a matéria prejudica o desempenho do aprendizado.

Quanto à opção O que é mais importante para o ensino de Física de acordo com os PCNEM na visão dos pesquisados o Desenvolvimento da capacidade de pesquisar e nas pesquisas obter as informações é a de maior importância. Os outros pontos também foram mencionados pelos professores, Formação geral, em oposição à formação específica e Aprender a aprender, e não decorar , cada um com uma menção.

Sobre a questão A utilização do livro didático pelos pesquisados , as respostas foram que o livro didático não é a única ferramenta de suporte às aulas. Porém um dos entrevistados informou que utiliza o livro didático apenas como um instrumento para tomar como base e roteiro, sem informar o que utiliza a mais em

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sua docência. Outro entrevistado disse que 'Além do livro didático é necessária a utilização de recursos áudio-visual, revistas, internet, entre outros'.

Para o item acerca do Instrumento de avaliação utilizado pelos pesquisados , um dos entrevistados utiliza Provas abertas com perguntas de respostas já corrigidas anteriormente, enquanto o outro utiliza outros instrumentos de avaliação, como questões contextualizadas que versam entre cálculos e discussões. Nenhum informou que utiliza Provas objetivas só com questões de Múltipla escolha ou Teste Certo-Errado . Observou-se ainda que para um pesquisado a avaliação é algo complexo de ser realizado corretamente, enquanto o outro comentou que à avaliação é um julgamento de valor sobre manifesto relevante da realidade, tendo em vista uma tomada de decisão.

Sobre a Realização de avaliação contínua com seus alunos , encontramos resultados equilibrados dos que realizam e dos que não realizam a avaliação contínua. O professor que disse não realizar a avaliação contínua justificou ter um elevado número de alunos em sala de aula, não permitindo tratar os alunos individualmente como poderia ser. O que realiza avaliação contínua em sala de aula diz fazer isso através de exercícios em grupo ou através de experimentos. Os professores foram questionados se realizavam alguma avaliação da sua disciplina para que os alunos apontassem o que eles acreditam que está bom e o que precisa melhorar e as respostas foram unânimes em afirmar que não fazem.

- A última questão perguntava como eles faziam para se manterem atualizados não só com a física, mas também com as propostas didáticas e pedagógicas do ensino. A resposta de ambos foi cursos de especialização, como o que estavam fazendo. Apesar das dificuldades enfrentadas sempre estavam tentando se aperfeiçoar.

## Conclusão

- O diagnóstico final deste trabalho mostra alguns resultados que, apesar da pequena representatividade dos pesquisados, já conhecemos bastante como participantes e conhecedores da prática docente.
- A falta de tempo para preparar aulas pela elevada carga horária em sala se apresenta como um fator que dificulta o ensino de Física. Isso se reflete na prática docente e consequentemente na motivação e aprendizagem dos discentes. Aliado a isso, a falta de recursos matérias também compromete a melhoria do ensino.
- O livro didático encontra-se presente no ensino, apesar dos diferentes enfoques em sua utilização.
- A pesquisa mostra ainda a teoria e a prática dos professores. Na verdade, o desenvolvimento e a aquisição de conhecimentos relacionados à Física não é algo tão simples de se mensurar, o processo de ensino-aprendizagem é lento e gradual e cada aluno tem um tempo que deve ser respeitado. Esse é um ponto que deve ser levando em conta no momento da avaliação.

Observou-se também diferentes níveis de entendimento do que é avaliação a partir das diferentes formas apresentadas de se construir uma avaliação em Física. Para um pesquisado a avaliação é algo complexo de ser realizado corretamente, enquanto o outro pesquisado utiliza uma avaliação mais tradicional, utilizando questões contextualizadas que versam entre cálculos e discussões.

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A avaliação contínua é mínima, não sendo assumida plenamente pela falta de tempo para tal tarefa e pelo elevado número de alunos, segundo o entrevistado.

Embora os professores não tenham permanente contato com textos didáticos e documentos que tratam da educação, eles estão atentos para uma proposta pedagógica que coloque o aluno no centro das atenções. Eles reconhecem que possuem uma forma tradicional de lecionar e que podem mudar, mas que existem diversas limitações que os impedem de partir para essas mudanças.

Reformas educacionais certamente não vão resolver, isoladamente, os problemas de uma sociedade. Devemos ajudar para assim podermos ter uma escola que tenha futuros cidadãos participativos e capazes de fazer história.

O papel do professor no processo de ensino-aprendizagem faz uma grande diferença. Em torno do professor concentram-se críticas, elogios, cobranças, exigências, frustrações, responsabilidades, expectativas. Ao longo dos anos, em todo caso, vem evoluindo a compreensão do perfil do professor, sendo revisto o seu relacionamento com o aluno e crescendo a necessidade de que ele se mantenha permanentemente atualizado.

## Referências

ALBUQUERQUE, Antônio Barbosa. Avaliação do processo de ensino aprendizagem. Notas de aulas da disciplina: Avaliação e ensino de física , Especialização em ensino de física, Universidade Estadual da Paraíba. PB, 2005.

BRASIL, Ministério da Educação, Secretaria de Educação Média e Tecnológica, Parâmetros Curriculares Nacionais : Ensino Médio, Brasília, 1999.

GASPAR, Alberto. O livro didático é necessário? In: SIMPÓSIO NACIONAL DE ENSINO DE FÍSICA, XV, 2003, Curitiba-PR. Atas [CD-ROM]. Curitiba-PR: CEFETPR, 2003. p. 124 - 126.

HAYDT, Regina Caeaux. Avaliação do processo ensino-aprendizagem. 6. ed. São Paulo: Ática, 2002.

LIBÂNEO, José Carlos. Didática. Coleção Magistério. 2º Grau. (Série Formação do Professor). São Paulo: Cortez, 1994.

NOGUEIRA, Dalton Costa. As Perguntas dos alunos e o Ensino de Física. In: SIMPÓSIO NACIONAL DE ENSINO DE FÍSICA, XV. 2003, Curitiba-PR. Atas [CDROM]. Curitiba-PR: CEFET-PR, 2003. pp. 1461 - 1462.

PERRENOUD, Philippe e THURLER, Monica Gather. As competências para ensinar no século XXI: a formação dos professores e o desafio da avaliação . Porto Alegre: ArtMed, 2002.

PERRENOUD, Philippe. Avaliação: da excelência à regulação das aprendizagens. Entre duas lógicas. Porto Alegre: ArtMed, 1999.

PIETROCOLA, Maurício. Ensino de Física: Metodologia e Epistemologia Numa concepção integradora. / Maurício Pietrocola, organizador. - Florianópolis: Ed. Da UFSC, 2001.

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